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Arquivo de setembro, 2014

domingo, 21 de setembro de 2014 Seleção masculina | 19:21

Polônia é campeã mundial e deixa o Brasil com frustração da prata

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A Polônia é campeã mundial masculina de vôlei. Os donos da casa honraram a festa da torcida, venceram o Brasil na decisão por 3 sets a 1 (18/25, 25/22, 25/23 e 25/22) e ficaram com o ouro. Para a seleção brasileira, a frustração de mais uma prata. Sim, um segundo lugar em um Campeonato Mundial tem o seu valor, mas no caso do jogo deste domingo também é dolorido. A Polônia foi bem, principalmente na virada de bola, e o Brasil errou mais e deu pontos quando não poderia, principalmente no final do quarto set.

Divulgação/FIVB

Polônia comemora ponto em quadra e torcida faz festa na arquibancada

A partida teve momentos parecidos com a semifinal brasileira. No primeiro set, a seleção, assim como na partida contra a França, foi arrasadora. Além de encaixar o bloqueio, com cinco pontos no fundamento, soube defender e dar cobertura. Venceu e parecia que iria encaminhar o jogo. Mas não foi nada disso.

A partir do segundo set, o Brasil conseguiu ficar poucas vezes à frente do placar. E se encostava ou finalmente tinha uma pequena vantagem, não aproveitava. No segundo set, na passagem de Bruninho pelo saque, saiu do 17 a 11 para deixar o jogo igual. Logo depois, os poloneses voltaram a atacar e fecharam. Na parcial seguinte, a Polônia liderou e no quarto set, quando o Brasil precisava levar o jogo para o tie~break para seguir com chances, a situação se repetiu. Já na parte final o time brasileiro colocou dois pontos de vantagem. Seria segurar a virada de bola e tentar fechar o set. Mas aí apareceram os erros. A Polônia foi marcando, fez um bloqueio, agradeceu dois ataques errados brasileiros e fechou o jogo em um belo contra-ataque.

Os poloneses honraram a festa armada neste Mundial. O torneio teve jogo em estádio de futebol e uma torcida apaixonada e fiel em todas as partidas. Neste domingo na final era impressionante a quantidade de gente que estava do lado de fora do ginásio para acompanhar a partida pelo telão. Foi uma festa e tanto, coroada pelo ouro.

Em quadra, os destaques da final foram o experiente levantador Zagumny e o ponteiro Mika. Zagumny saiu do banco e deu ritmo ao ataque polonês, deixando diversas vezes seus jogadores diante de um bloqueio simples. E Mika, com aquela expressão serena, foi o nome no ataque. Foi o melhor atacante da partida, com 19 bolas no chão. Deu muito trabalho ao bloqueio brasileiro.

Do lado nacional, os problemas começaram com a inversão de 5-1. Desde a Liga Mundial, com Rapha como levantador reserva, essa inversão tem ido muito bem. Na final não foi. Vissotto entrou e levou bloqueios. Rapha não conseguiu mudar o jeito do jogo. Mas tudo bem, esse não foi o maior problema. Acho que o que faltou o Brasil foi decisão. A seleção passou o jogo inteiro ali, colada no placar, mas não cresceu no final. Aquela cobertura e marcação do bloqueio do primeiro set se perderam ao longo da partia. E ali, no finalzinho, foram erros que custaram o jogo.

Fica o sentimento de frustração com a prata, ainda mais depois de três ouros seguidos em Mundiais e depois de outras pratas como nas Olimpíadas ou na Liga Mundial. entretanto, a temporada da seleção foi em uma crescente. Passou sufoco na Liga, chegou às finais e, agora, fez um bom Mundial. Foi muito bom ver Murilo de volta à boa forma, principalmente no passe. Ou Lucarelli com seus 22 anos e sendo decisivo no ataque. Mas ainda falta um pouco. Como nesta final… Faltou mais de Mário Jr no passe e nos golpes de vista. Na dúvida, vá na bola! Faltou um pouco de malícia para explorar o bloqueio. Faltou o saque de Lucão, tão importante em outros torneios. Enfim, faltou colocar a bola no chão ali ni finalzinho.

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sábado, 20 de setembro de 2014 Seleção masculina | 15:15

E o Brasil está na quarta final consecutiva do Mundial

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*atualizado

Deu Brasil na semifinal do Mundial de vôlei! A rival França poderia teoricamente ser mais fácil por não ser um time de tanta tradição e também não muito alto. Mas eles sabem sacar e explorar o bloqueio e o jogo foi complicado. O Brasil comandou o primeiro set, sofreu com o ataque francês, principalmente do ponteiro Ngapeth, mas fechou a partida no tie-break (25/18, 23/25, 25/23, 22/25 e 15/12) e está na final.

No primeiro set, o Brasil foi arrasador, principalmente no bloqueio. Foram quatro pontos até a primeira parada técnica. E a parcial seguiu assim, com tranquilidade e a seleção marcando bem, defendendo e atacando. A vitória foi fácil. Mas se isso é uma semifinal de Mundial e nada seria tão simples…

Falamos muito aqui do passe do Brasil, de como a recepção cresce com Murilo e tal. Pois é, a partir do segundo set nada disso deu certo. A seleção ficou sem passe e passou e errar mais. Com isso, a França cresceu e o jogo ficou bem mais equilibrado. E se o lado de cá sofria com passe, a França melhorava no ataque e no saque.

O time brasileiro perdeu o segundo set e venceu o terceiro, quando voltou a bloquear mais. Daria para fechar no quarto set, mas aí a França já tinha aprendido a jogar contra o Brasil de vez. Se o bloqueio estava alto, os franceses exploravam. Se o passe estava ruim, os franceses forçavam o saque. Foi assim que Ngapeth virou o grande nome da partida, marcando pontos seguidos no ataque, praticamente todos explorando o bloqueio brasileiro. E Le Roux deu trabalho no saque.

Com esses ataques bem explorados, a França, com Ngapeth dominando o jogo, levou a partida para o tie-brak. Só que aí o bloqueio brasileiro reapareceu, o time cresceu de novo e acabou o jogo.

No final, do lado da França, Ngapeth foi o nome. Quando ele passou a virar, o time foi junto e deu muito trabalho ao Brasil. No Brasil, destaque para Sidão, bloqueando em momentos importantes e também muito bem no ataque, e para Lucão, que recebeu as velhas conhecidas bolas de meio de Bruninho e correspondeu. No saque, vale ressaltar a atuação de Lipe. Ele entrou em todos os sets só para sacar e saiu com dois aces e serviços bem colocados. E geralmente quem vem do banco está frio e não arrisca tanto, ou erra ao arriscar. Mas Lipe cumpriu muito bem o seu papel.

E para completar, vale falar de Lucarelli. O ponteiro fez lindos pontos pela bola de fundo, mas pecou em alguns ataques, encarando demais o bloqueio e levando toco. Ainda assim, é com ele e Murilo a melhor formação. Assim Murilo ajuda no passe e ele sobre no ataque.

Agora é mais uma final! Quarta consecutiva! A adversária será a Polônia, dona da casa, e o jogo será neste domingo, com transmissão do Sportv a partir de 15h. Vem o tetra por aí?

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Seleção masculina | 23:50

Sacrifício vale a vaga na semifinal no Mundial

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Segunda fase do Campeonato Mundial, uma vitória e uma derrota para o Brasil, a vaga na semifinal assegurada e uma certeza: o sacrifício valeu a pena! Diante da Rússia, na última partida da fase anterior, Wallace (entorse no tornozelo esquerdo), Sidão (dor nas costas) e Murilo (estiramento na coxa direita) saíram machucados. Contra a Polônia, na terça-feira, Sidão conseguiu atuar, mas Wallace só entrou nas inversões e Murilo sequer foi relacionado. O Brasil perdeu por 3 sets a 2. Nesta quarta, era preciso vencer a Rússia mais uma vez para seguir no torneio e todo mundo foi para quadra. E a seleção atropelou os russos por 3 sets a 0.

Divulgação/FIVB

Murilo voltou ao time titular na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia no Campeonato Mundial

Dos machucados, quem faz mais falta ao time é Murilo. Desde que voltou na Liga Mundial, ele é peça fundamental para a recepção. Lipe foi titular contra a Polônia na vaga de Murilo. Com ele, o Brasil ganha mais uma opção no ataque. Lipe foi o terceiro melhor atacante da partida (colocou 13 bolas no chão no total) e ainda fez três bloqueio. Entretanto, com ele, o fundo de quadra acaba um pouco pior. Mario Junior fica sobrecarregado e Lucarelli tem que ajudar mais no passe também. E Lucarelli vive uma excelente fase no ataque e melhorou no passe, mas ainda não é o Murilo.

Nesta tarde, contra a Rússia, Murilo foi para o sacrifício e voltou a ser titular. E a atuação dele na recepção foi até melhor que a de Mario Junior. Enquanto o ponteiro teve um aproveitamento de 57,89%, o líbero ficou nos 55.56%. Na rede, Murilo fez quatro pontos no ataque e um no bloqueio. Aí está o exemplo de que o Brasil com Lipe pode ganhar na rede, mas fica com mais volume de jogo com Murilo. E no caso da nossa seleção, que joga muito bem com os meios, vale, e muito, ter um bom fundo de quadra e passe na mão de Bruninho.

Além disso, o Brasil segue bem no saque e esse fundamento ajudou a diante dos russos, por exemplo. A seleção abriu vantagem com bons saques no primeiro e no segundo set. E ainda fez uma série de bloqueios (fundamento que, como sabemos, é ajudado por um saque que quebra a recepção rival) que levaram até o match point. Para fechar, uma ajuda dos russos com toque na rede.

O sacrifício de Murilo compensou para o passe. E ainda inspirou Wallace, que também ignorou a dor no entorse no tornozelo e foi titular e ainda terminou o jogo como segundo maior pontuador, com 14 acertos, atrás de Lucarelli, que fez 15 pontos.

Leia mais: Ignoramos a provocação e isso até incomodou o time deles, diz Wallace

Wallace também destacou outro ponto importante. Depois de tanto sofrer diante dos russos, o Brasil aprendeu a encarar o rival não apenas recepcionando bem e marcando os gigantes rivais, mas também mantendo a cabeça no lugar. Jogo contra a Rússia é jogo de provocação na cara o tempo todo e, como Wallace disse, os brasileiros souberam ignorar isso. E o oposto tem razão quando fala que ignorar pode até irritar ainda mais do que responder. Quem gosta de ser ignorado? Ninguém. E o melhor jeito de responder a uma provocação é deixar o cara falando sozinho e ainda aplicar um 3 a 0 no placar.

Que venha a semifinal!

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terça-feira, 16 de setembro de 2014 Superliga | 11:48

Atendendo a pedidos, Superliga masculina 2014/2015 será decidida em playoff

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Desde a temporada 2009/2010 a Superliga é decidida em um jogo único. E desde aquele ano, todo mundo reclama e pede a volta dos playoffs também para a decisão do título, e não apenas para quartas e semifinais. Pois bem, o campeão da Superliga masculina 2014/2015 será definido mais uma vez em série de melhor de três jogos. No feminino, os times optaram por seguir com o jogo único, no estado do finalista com o melhor desempenho na classificação.

Acho justo. Se todo o mata-mata é em playoff, porque não manter o formato na final? E três jogos é um número bom. Acaba com aquela história de “poxa, foi só um jogo e justo naquele dia o time não rendeu”, e também não demora demais. Todo mundo tem as suas chances de mostrar o que sabe e pronto.

Leia mais: Superliga também define número de times e regras para inclusão de equipes

Há eterno problema da transmissão na TV. E foi por isso que os times do feminino mantiveram o formato. Por medo de perder o jogo final transmitido pela Globo, acharam melhor deixar como está. Já o masculino terá que convencer a emissora a transmitir pelo menos os dois jogos que podem decidir a série. Se conseguir, dupla vitória. Por deixar uma competição mais justa na final e por colocar mais jogos na televisão aberta. Tomara!

Além disso, tudo volta ao normal com os sets de 25 pontos, como já era mais do que esperado. Desde o final da Superliga 2013/2014 já falavam que a regra nova não iria continuar. Na prática, ela não ajudou em nada. Os jogos seguiram praticamente como mesmo tempo e só técnicos e jogadores sofreram para se adaptar e por ter que disputar campeonato nacional de um jeito e torneios internacionais de outro.

Que venha mais uma Superliga por aí!

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Seleção masculina | 10:48

Nove vitórias em nove jogos e vida dura daqui para frente no Campeonato Mundial

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A seleção masculina terminou a fase de classificação do Campeonato Mundial com nove vitórias em nove jogos depois de passar pela Rússia por 3 a 1 neste domingo. Só que esses resultados ajudam apenas para empolgar o time para a fase de mata-mata, já que a liderança não amenizou em nada os próximos confrontos.

Divulgação/FIVB

Recepção do Brasil em ação contra a Rússia no Mundial

Depois de um sorteio ainda no domingo, o Brasil caiu na chave de Rússia e Polônia na próxima fase. Do outro lado estão França, Irã e Alemanha. Os dois melhores de cada chave fazem a semifinal. Pois é, após o primeiro lugar a seleção está no grupo da morte. Coisas de sorteio…

Leia mais: Brasil terá Polônia e Rússia pela frente na terceira fase do Mundial masculino

E o pior não é isso, porque o time só cresce desde os tropeços do começo da Liga Mundial e sempre tem aquela velha história, de que equipe que quer ser campeã não pode escolher adversário. Mas o que preocupa agora são as lesões. Wallace saiu do jogo contra a Rússia ainda no começo da partida, depois de um entorse no tornozelo ao voltar de um bloqueio. Sidão teve dores no joelho e Murilo sentiu uma fisgada na coxa. Todos seriam reavaliados nesta segunda-feira.

Os três tem todos os méritos, mas acho que Murilo é quem mais pode fazer falta. Ele voltou a jogar como antes na Liga Mundial e é um excelente passador e o Brasil vai precisar disso contra os saques forçados de russos e poloneses. Inclusive isso chamou a atenção no domingo. Mesmo com ótimo saque, também vimos ótimos passes no Brasil x Rússia.

Eu sigo na cobertura de eleições e na torcida pelo Brasil nessa reta final de Mundial! Como disse Leandro Vissotto depois da vitória de ontem, agora que o campeonato começa de verdade!

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