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sábado, 2 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 15:34

Giba se despede e leva no currículo a contribuição para um novo vôlei do Brasil

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Giba com a medalha de ouro e coroa nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004

*atualizado

O dia 1 de agosto vai fazer um pouco de parte da história do vôlei. Foi o dia que Giba anunciou a sua aposentadoria das quadras. A decisão já era esperada, afinal o jogador já tem 37 anos e estava sem atuar. Mas trata-se de um atleta que conquistou ao menos uma vez todas as competições que participou, incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, foi diversas vezes melhor dos torneios, também incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, e se tornou o nome mais famoso da Era Bernardinho. Ele merece respeito!

Giba começou a jogar em 1989 e chegou à seleção em 1995, ainda sob o comando de José Roberto Guimarães. Passou pela fase de baixa do time sob o comando de Ramadés Lattari, foi reserva de Giovane e ganhou de vez espaço para fazer história quando Bernardinho chegou ao time, em 2001. Aí foram títulos, como Ligas Mundiais, Olimpíada de Atenas, tri no Mundial e mais. Sem contar as seis vezes como MVP. E no meio do caminho veio a parceira com Ricardinho, que ajudou a mudar o jeito de jogar do Brasil.

E esse novo jeito de jogar é o motivo de Giba ter sido brilhante em quadra. Com 1,92m, Giba nunca foi o atacante mais alto, mas era um dos mais velozes e Ricardinho soube explorar. Quantas vezes já escutamos do narrador que ele parava no ar antes de bater? Pois foi esse tempo de bola diferenciado e a velocidade de braço que o fizeram o atacante decisivo. E essa maneira de jogar que recolocou o Brasil no topo do mundo no vôlei.

Ao longo da carreira, Giba foi notícia não apenas pelos ataques e defesas. Em 2002, foi flagrado na Itália no exame antidoping por maconha e em uma atitude honesta, assumiu ter consumido a droga. Depois, em 2004, conheceu a filha Nicoll pela TV Globo, já que estava com o Brasil nas Olimpíadas de Atenas quando a menina nasceu. Também não herdou apenas o posto de ponteiro da seleção de Giovane, mas também o de ‘muso’ da seleção, arrancando muito suspiros por aí.  Isso sem falar que ganhou o seu bordão de Galvão Bueno, o Giba neles, e ainda criou a marca registrada do El Bigodon em decisões.

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Giba consola Bruno no pódio em Londres. Despedida da seleção foi com a prata olímpica

Sim, Giba também viveu polêmicas. Recentemente, saiu mal visto pela torcida do Taubaté depois de ter começado no time e decidido jogar nos Emirados Árabes. Fora das quadras, ainda vive turbulências desde a separação com a ex-jogadora Cristina Pirv. Mas vale ressaltar o que ele fez com a bola nas mãos.

Eu me lembro de acompanhar vôlei desde 92. Lembro de Giba na seleção com Lattari e nos primeiros times. A primeira vez que o vi no ginásio foi ainda pelo Chapecó, em São Caetano, em 97 ou 98. E essa velocidade do braço e a plástica no ataque sempre chamaram a atenção.

Teve também o Giba líder. O que foi o maior pontuador da final olímpica contra a Itália em Atenas 2004, por exemplo, e que foi um dos grandes nomes em uma década. Mais um momento de líder e, para mim, a imagens das Olimpíadas de Londres, é  dele no pódio, consolando Bruninho às lágrimas depois da prata. Ali era o fim de uma era, já que ele já tinha anunciado que não defenderia mais a seleção. E agora é a vez do adeus definitivo. Obrigada, Giba!

P.s.: Enquanto isso, o Brasil estreou com três vitórias no Grand Prix e com volta de Jaqueline ao time titular depois de ter ficado parada para ser mãe de Arthur. Na próxima semana a equipe feminina joga em casa

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