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Arquivo de julho, 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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sábado, 19 de julho de 2014 Seleção masculina | 00:59

E os erros reaparecem na seleção na Liga Mundial…

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O Brasil sabia que poderia até perder nesta sexta-feira que já estava na semifinal. E se o Irã vencesse, a Rússia ainda estaria eliminada da Liga Mundial. E foi isso que aconteceu. A seleção fez um jogo feio, levou 3 a 1 do Irã e viu a pedra no sapato das últimas decisões dar adeus a competição. Valeu a pena? Não sei…

Divulgação/FIVB

Irã comemora vitória diante do Brasil na fase final da Liga Mundial

No último post a força do Brasil, que reagiu depois de quase ter sido eliminado na primeira fase, foi exaltada. Agora, a equipe voltou a mostrar os erros que a deixaram por um fio na competição. O saque diante dos iranianos não funcionou e não colocou pressão. O bloqueio, que contra a Rússia fez 12 pontos, ficou nos oito e só em momentos do terceiro set incomodou o oposto Ghafour, principal pontuador da partida (colocou 23 bolas no chão). Sem contar que em em muitos momentos faltava definição no ataque na força. Do outro lado, o Irã sacou forçado o tempo todo e soltou o braço no ataque e, por isso, venceu até sem muitos problemas.

Sabendo que não dependia do resultado, Bernadinho mexeu no elenco e colocou Éder no lugar de Sidão na rede e Lucas Lóh na vaga de Murilo na ponta. O entrosamento do Bruninho com o central seguiu bem, já que os dois cansaram de atuar juntos nos tempos de Cimed. Mas o jovem ponteiro foi caçado pelo saque iraniano e sofreu com o passe. Os melhores momentos da seleção foram logo no começo, com jogadas de Bruno com Lucão. Mas depois… No ataque Lucarelli acabou se achando a partir do segundo set, mas não foi suficiente para levar a equipe.

Ok, não era preciso vencer, mas faria bem mais uma vitória. Se não influenciaria muito na classificação, que já estava assegurada, empolgaria para a semifinal. Mas o Brasil parecia que estava ignorando esse jogo. “Nossa principal preocupação era chegar bem amanhã, mas é claro que queríamos vencer”, disse Éder após o jogo. E agora, valeu a pena mexer no time que estava bem e jogando no alto nível e ver os erros voltarem a aparecer na véspera da partida decisiva contra a Itália? Não era melhor manter Sidão, que vinha com bom saque, e Murilo, fundamental no passe e no bloqueio, e vencer bem mais uma partida?

Agora já foi. Que venha a Itália, mais uma vez (foi diante dos italianos que o Brasil venceu as últimas partidas que deram a vaga na fase final). Da outra semifinal, Irã encara os Estados Unidos.

P.s.: O que foi a torcida do Irã nesta partida? Eles não pararam de fazer barulho um instante sequer com suas cornetas e gritos! Impressionante!

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quinta-feira, 17 de julho de 2014 Seleção masculina | 20:40

Brasil vence para acabar com fantasma da Rússia e ir à semi

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A seleção brasileira masculina estreou com vitória na fase final da Liga Mundial. O time de Bernardinho venceu a Rússia por  sets 3 a 1 nesta quinta-feira. O resultado ajuda a acabar com o fantasma de encarar os europeus e ainda coloca a equipe na semifinal. Pois é, depois de tanto sufoco na primeira fase, o Brasil já está até classificado para brigar por um lugar na decisão do torneio.

Divulgação/FIVB

Brasil marcou 12 pontos de bloqueio para cima da Rússia

Antes da estreia, o italiano Andrea Zorzi escreveu para o site da FIVB lembrando o ditado “o que não mata, fortalece”. Foi realmente isso que aconteceu com a seleção. A equipe já havia crescido com as vitórias sobre a Itália que asseguraram a vaga na fase final. E agora vence a Rússia depois de passar tanta dificuldade diante dos rivais e ainda ter levado uma lavada na decisão da Liga Mundial do ano passado. Já eram quatro jogo oficiais seguidos com derrotas.

Veja como foi o jogo set a set

Na partida desta tarde, o Brasil foi melhor que a Rússia no ataque e no bloqueio (foram 12 pontos contra apenas seis dos grandões da Rússia). Murilo voltou a mostrar habilidade no fundamento (fez cinco pontos) e Wallace também fez bloqueios importantes (marcou quatro pontos na rede). Falando nisso, os dois foram destaque. O ponteiro já vinha bem desde o final da fase de classificação e o oposto colocou lindas bolas no chão e foi o maior pontuador, com 23 acertos.

A seleção foi superior e só não foi melhor o resultado porque o que ainda faltou foi atenção a algumas bolas largadas. Enquanto até Bruninho ajudava na defesa das pancadas, e foram diversas defesas ao longo do jogo, os ataques colocados pela Rússia caiam no meio da quadra brasileira. E o saque também foi outro problema em alguns momentos. De que adianta uma linda defesa e um contra-ataque no chão, se logo depois quem vai para o saque coloca na rede ou para fora? E muitos erros no saque flutuante.

Mas, dessa vez, toda a provocação de Spiridonov não adiantou. E olha que o russo tentou. Ele entrou no segundo set e não saiu mais e  cada bola no chão era uma provocação. E se fosse ponto do Brasil, ele ia lá reclamar de alguma coisa. Aja paciência! Mas agora, diferente da Liga Mundial do ano passado, os brasileiros tiveram essa paciência e deixaram o Tim Tim falando sozinho. A resposta veio com os 3 a 1 e um jogo de alto nível.

Agora a seleção brasileira encara o Irã. Se vencer, classifica os russo. Se der Irã, quem segue para a semifinal são os rivais. Ainda assim, acho que não vale pensar nisso. Tem que entrar para ganhar, seguir confiante e que o resultado classifique quem for…

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domingo, 6 de julho de 2014 Seleção masculina | 17:13

Brasil faz placar que precisa e está nas finais da Liga Mundial

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Acabou o sufoco da primeira fase. Depois de atuações muito abaixo do esperado, a seleção masculina de vôlei cresceu, fez os 3 a 1 que precisava diante da Itália neste domingo para deixar a Polônia para trás e se classificou para as finais da Liga Mundial. O problema é que agora o time terá pela frente Rússia, Estados Unidos… Pelo menos esse rivais virão no momento que a equipe finalmente apareceu na competição.

Divulgação/FIVB

Lucão ataca para o Brasil diante da Itália na Liga Mundial

No jogo desta tarde, a seleção venceu o primeiro set e sofreu com o saques e ataques de Zaytsev na segunda parcial, mas logo reagiu. Se levou 5 a 1 no começo do segundo set, aplicou 6 a 1 no início do terceiro e ainda conseguiu três bloqueios para cima do astro italiano. Era esse espírito que faltava. A seleção estava apática no começo da Liga Mundial, abalada em quadra. Agora, mesmo se tem um tropeço, logo volta para a partida.

Lucarelli, que foi o maior pontuador do jogo com 17 acertos, resumiu esse sentimento: “Brinco que estávamos com o coração quase parando, mas conseguimos sobreviver e agora vamos ainda muito mais fortes, cheios de vida, para a fase final”.

Leia mais detalhes da partida Brasil 3 x 1 Itália

O momento é de comemoração, entretanto também vale ligar um alerta. É ótimo contar com Murilo de novo jogando confiante e ajudando o fundo de quadra, mas a seleção não pode depender apenas disso. E algumas jogadas já estão ficando marcadas e é bom Bruninho ter cuidado. O meio com Lucão, por exemplo, é fundamental para a equipe, mas está sendo visado pelos rivais. Neste domingo, no quarto set, Lucão levou um caixote em uma dessas jogadas forçadas, com o passe afastado da rede. O bom foi que o Brasil respondeu com bloqueio logo na sequência.

A seleção fez o que era preciso para chegar às finais. O nível melhorou e muito. Mas ainda tem que mostrar mais para subir ao pódio de novo na Liga Mundial. Gente em quadra para isso eu acho que tem. Que venham as finais!

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

Divulgação/FIVB

Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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quarta-feira, 2 de julho de 2014 Diversos, Seleção masculina | 11:03

Volto logo

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Oi, galera

Acho que devo uma satisfação para vocês… Voltei das férias, mas começou o trabalho com a Copa do Mundo e lá se vão dias e dias de cobertura de futebol. O blog ainda passou por um problema e ficou fora do ar em junho. Mas, agora está tudo resolvido e como o Mundial de futebol já está na reta final, conseguirei voltar a pensar em vôlei!

Só resta saber se dá ainda para acreditar no Brasil nesta Liga Mundial…

Até mais!

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