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Arquivo de janeiro, 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 Superliga | 09:40

Pelo que li, a final da Copa Brasil foi um jogão

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Pois é, quem estava em São Paulo neste final de semana teve que apenas ler e acompanhar comentários sobre a final masculina da Copa Brasil. A TV Globo transmitiu a final da Copa São Paulo de futebol júnior e a decisão no vôlei não passou nem na tv a cabo.

A partida foi vencida pelo Sada Cruzeiro diante do Sesi por 3 sets a 2 e diversos jogadores foram às redes sociais reclamar da falta de transmissão. “Pelo que “li” foi jogão Sada x Sesi, obrigado pela belíssima transmissão para São Paulo”, comentou João Paulo Bravo, do Brasil Kirim, time de Campinas. Quem estava envolvido na final também falou: “Gostaria de agradecer a rede Globo em nome dos meus familiares de São Paulo!! Pq? Pq não vão transmitir a nossa final!”, postou William, levantador campeão como Sada Cruzeiro.

Leia mais: Jogadores reclamam da não transmissão da final da Copa Brasil para São Paulo

Eles estão errados ou exageraram? Acho que não. O vôlei luta, temporada após temporada, para ter e manter os patrocinadores. E esses patrocinadores querem mais espaço na mídia, principalmente na TV. Quando eles terão esses espaços sem transmissão de jogos?

Voltando a falar de vôlei, a final da Copa Brasil foi o reflexo da Superliga. Com RJ Vôlei fora da briga depois de tantos problemas, Sada Cruzeiro e Sesi parecem mesmo os donos da modalidade neste ano. Temos tudo para ver esse duelo Minas x São Paulo também na decisão da Superliga.

E no feminino (com transmissão da TV), o Molico/Nestlé bateu o Sesi. Os finalistas até tiveram uma cara nova, mas o título ficou com velho conhecido Osasco. Isso mostra que o time de Luizomar de Moura soube lidar bem com as poucas mudanças no elenco, como as trocas das ponteiras. Gabi é baixa, mas forte e sabe virar. Já pelo meio, Thaísa segue em ótima forma.

Se no masculino já temos favoritos, no feminino ainda há uma briga boa. O Molico tem grandes chances de estar em mais uma final de Superliga, mas do outro lado pode ter uma cara nova. O Sesi foi bem na Copa do Brasil, mas precisa agora repetir o desempenho na Superliga para sonhar. Já o Vôlei Amil segue embalado, já soma sete vitórias seguidas e tem boas chances de chegar lá. E não dá para esquecer do Unilever… Será que finalmente a Superliga vai ter uma final diferente?

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 Superliga | 15:08

‘Se receber alguma coisa, vai ser um prêmio’, desabafa Rodrigão

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Todos acompanham a agonia do RJ Vôlei. O time vive um desmanche desde a saída do grupo OGX e luta para ao menos ter elenco para acabar a Superliga. Na rodada desta semana, os problemas já apareceram. A equipe perdeu para o lanterninha Funvic/Taubaté por 3 sets a 0 e teve que improvisar colocando Rodrigão para atuar no meio. E, pelo visto, o improviso vai virar rotina.

Reprodução

Camisa do RJ Vôlei depois que a empresa de Eike Batista deixou o time

“No último jogo a gente tinha 10 jogadores. No próximo eu não sei”, disse Rodrigão em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei.

O RJ Vôlei já perdeu nomes como Maurício, Thiago Sens e Bruninho e como já comentamos por aqui, os jogadores não recebem há meses. “Nesse ano, se eu receber alguma coisa, vai ser uma surpresa. Não estou nem esperando nada. Se vier, vai ser um prêmio”, comenta Rodrigão.

O time luta para se manter e conseguir novos patrocinadores, mas a situação não parece nada animadora. “É muito difícil um patrocinador querer entrar, ainda mais só com jogos na TV paga e apenas aqueles pré-determinados na TV aberta. O futebol passa uns 500 jogos na TV e o vôlei tem três. Para os times que estão nesses jogos transmitidos, o retorno é violento, e para o outros?”, questiona o central.

O problema de patrocinadores é recorrente e isso provoca a saída de atletas renomados do Brasil, como aconteceu com Bruninho. Como ele mesmo disse no anúncio da transferência, assinou com o Modena, da Itália, para não perder uma temporada quase inteira.

Já quem não quer sair do Brasil, acaba sem opção. É o caso de Rodrigão. De acordo com regra da CBV, um atleta que já jogou a Superliga não pode defender outro time. “Decidiram por mim. Quero ficar no Brasil e não posso mudar de clube. Vou ficar e tentar ajudar o time a permanecer na Superliga porque eu acho um absurdo a pouco tempo da Olimpíada o Rio de Janeiro ficar sem time. Se não der, vou trabalhar para conseguir uma equipe na próxima temporada”, afirma. Ele teve propostas da Turquia, mas recusou pela vontade de seguir aqui, ao lado da família.

Leia mais: Atual campeão começa ano sem saber como se livrar da crise

Ele dá uma sugestão. “Teria que ter uma janela em janeiro, nem que fosse de 10 ou 15 dias. E não é só para esses casos de patrocinador. Se um time vê dois ponteiros machucados e perde os jogadores para restante da temporada, o que vai fazer? Teria que haver uma brecha”, analisa Rodrigão. “Mas a CBV alega que não quer descaracterizar as equipes formadas no início”, completa.

Já que o time se vê “engessado” pela regra, o jeito é se arrumar com o resta para tentar completar a Superliga. São apenas dois pontas no elenco atual e, por isso, Rodrigão acabou deslocado para a posição no jogo desta semana. A prática vai se repetir. “Já conversei com o Marcelo (Fronckowiak) e vou começar a treinar na posição. Apesar de ser meio, sou do tempo que central ainda passava e também aprendi um pouco na praia. Vou treinar para ser uma opção. Não dá para jogar só com dois ponteiros”, explica.

O RJ Vôlei já teria entrado com pedido junto a CBV para contratar atletas para compor elenco. Além da falta de ponteiros, há apenas um levantador pronto para jogar no elenco, Índio. Guilherme é o reserva, mas teve uma lesão no joelho e ainda não em condições. Entretanto, o prazo para inscrição de atletas acabou no ano passado.

Leandro Vissotto vai para a Coreia do Sul 

Para completar, o oposto Leandro Vissotto disse ao Sportv agora há pouco que vai jogar na Coreia do Sul. Em dezembro eu conversei com o jogador e ele afirmou que iria analisar propostas e que, mesmo feliz por finalmente jogar em casa no Rio de Janeiro, não tinha como ficar sem receber e que estaria disposto a sair do Brasil de novo.

Se nada for feito, o RJ Vôlei, atual campeão brasileiro, pode ficar sem time para acabar a Superliga.

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014 Superliga | 11:13

Final em casa na Superliga, ou não…

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Há tempos a fase final da Superliga gera discussão. Muito ainda se fala da decisão em jogo único e tem uma boa parte da torcida que pede a volta dos playoffs também para a disputa do ouro. Ou então há reclamação da final ser em campo neutro, com o mando da CBV. Agora, pelo menos esse segundo ponto pode ser resolvido. Apenas pode…

A CBV fez uma reunião no começo da semana e apresentou uma comissão gestora, que visa ouvir mais atletas e dirigentes e tentar melhorar a Superliga. Também anunciou mudanças e uma delas foi em relação à final. A briga pelo título ainda será um jogo único, mas a partida decisiva será no estado do time dono da melhor campanha na fase de classificação.

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A primeira vista parece bem justo, afinal, a cidade não será mais escolhida antes mesmo da competição começar e, com isso, pode se evitar jogos como Cimed x Montes Claros, com o antigo time de Florianópolis campeão no Ibirapuera, em São Paulo, na temporada 2009/2010. Ou Unilever x Osasco, com título para as cariocas no Mineirinho, em Belo Horizonte, um ano depois.

Entretanto, a mudança premia o time de melhor campanha na primeira fase, certo? E quem garante que essa equipe vai passar pelos playoffs e chegar à final? No momento, os líderes são Sesi no masculino e Molico/Nestlé no feminino. Ok, há grandes chances de esses times realmente passarem para a final pelo elenco e pelo que estão mostrando até agora no torneio. Mas não há garantias de que a decisão seja mesmo no estado de um dos finalistas.

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Além disso, como lembrou a colega Carol Canossa, do Saída de Rede, a CBV ainda exige que a final seja em um ginásio com capacidade de, ao menos, 5 mil pessoas. E nem metade dos times que disputa o torneio se enquadra na regra. É o caso dos atuais líderes e de outros que têm chance de jogar pelo ouro, como o Vôlei Amil. Eles podem jogar em São Paulo, no Ibirapuera, por exemplo, já que a regra da CBV fala em estado da equipe de melhor campanha. Ainda assim, não será realmente em casa, nos seus ginásios.

Ter essa mudança é uma coisa boa e mostra avanço. Mas ainda há muito o que ser decidido e melhorado.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 Campeonato Italiano, Diversos, Superliga | 10:35

Festa de lá, situação complicada de cá

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Enquanto o vôlei brasileiro vive mais um momento conturbado, Bruninho é recebido com festa na Itália. O levantador chegou a Milão e encontrou a torcida uniformizada do Modena, seu novo time, no aeroporto. Os fãs carregavam faixa e gritavam o nome do jogador, dando boas vindas na volta para casa. Já por aqui, entra ano e sai ano, é sempre a mesma crise com falta de patrocinadores.

Bruninho foi mais um a deixar o antigo RJX. Com os problemas nas empresas de Eike Batista, o time carioca ficou sem seu patrocinador master e está com salário atrasados. No começo de dezembro, Leandro Vissotto conversou com o Mundo do Vôlei e comentou que iria para o quarto mês sem receber. Além do levantador, o central Maurício já havia deixado o clube e agora a lista aumenta, segundo jornais, com Thiago Sens.

Em sua página no Facebook, Bruninho comentou que havia recebido outras propostas, mas que ainda tinha esperanças de que a situação do time do Rio de Janeiro se resolvesse. Sem perspectiva, aceitou voltar ao Modena, equipe que defendeu em 2011. Naquela época, ele jogou na Itália apenas no recesso da Superliga. Agora, vai para ficar o restante da temporada.

“Jamais gostaria de deixar amigos, companheiros e uma torcida que nos apóia no meio de uma competição como a Superliga. Mas a situação se torna inevitável e, na nossa curta carreira de atletas, não podemos abrir mão dos nossos direitos como profissionais por praticamente uma temporada inteira”, escreveu.

Ele está errado? Não! É muito ruim ver por mais um ano o mesmo problema com os patrocinadores no vôlei e times se extinguindo ou quase isso. E se continuar assim, esses jogadores não serão os únicos a deixarem o Brasil. Que o cenário mude com o ano novo para termos por aqui festas como a de Bruninho lá na Itália…

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