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Arquivo de dezembro, 2013

sábado, 28 de dezembro de 2013 Diversos, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:00

Retrospectiva 2013: ano de ouro para mulheres, recuperação para homens, 21 pontos e mais

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Como já é tradição, é hora de fazer a nossa retrospectiva do ano aqui no Mundo do Vôlei. E 2013 foi um ano de ouro para a seleção feminina, mostrou recuperação e ainda problemas na equipe masculina, teve a polêmica dos 21 pontos na Superliga e ainda contou com casamentos de musas e nascimento de herdeiros do vôlei. Vamos relembrar?

Renovação e títulos para mulheres

Seleção feminina assumiu liderança no Grand Prix e segue em 1º

Seleção feminina assumiu liderança do ranking mundial com ouro no Grand Prix e segue em 1º

Primeiro ano do ciclo olímpico e José Roberto Guimarães aproveitou para fazer testes na seleção feminina. Ele convocou Claudinha, Monique, Michelle, Pri Daroit e outras e cumpriu com louvor o papel na temporada. Com time mais de novatas do que de veteranas, ganhou torneios menores. Com elenco mais completo, faturou Grand Prix e Copa dos Campões. No final, o Brasil venceu tudo o que disputou no ano.

Entre os destaques, dá para colocar Gabi e Thaísa. A jovem ponteira foi bronze no juvenil e, na seleção adulta, foi peça importante no Grand Prix e conquistou o seu espaço na seleção. Tem apenas 19 anos e futuro em quadra. Já a central cresceu demais também no Grand Prix, foi eleita a melhor jogadora do torneio e comandou ataque e bloqueio do time.

Sempre a Rússia no caminho dos homens

No masculino, mais uma vez a Rússia cruzou o caminho do Brasil. Eles venceram por 3 a 0 a final da Liga Mundial e, em novembro, deram mais uma virada de 3 a 2 na Copa dos Campeões. Está na hora de reaprender a jogar contra eles…

Mas no geral, o ano foi positivo. A equipe cumpriu a obrigação com o título no Sul-Americano e voltou a vencer um campeonato maior com o ouro na Copa dos Campeões, mesmo passando um susto e quase perdendo para a Itália no último jogo. Além disso, a seleção masculina foi campeã mundial sub 23 com destaque para Lucarelli. O jogador já havia começado ganhar espaço na temporada passada e agora se firma. E em uma boa hora, já que a posição estava carente na seleção com Murilo fora após cirurgia, Giba aposentado da equipe, Dante também fora da boa forma. Além disso, Lucão, com saque potente, é cada vez mais o nome da seleção brasileira e também está bem no Sesi, time na temporada 2013/2014.

Clubes que comandaram o Brasil

Divulgação/FIVB

Sada Cruzeiro é campeão mundial de clubes

Entre os times brasileiros em 2013 acho que dá para falar de quatro. No feminino, Unilever e Osasco fizeram de novo a final da Superliga, com vitória para as cariocas. Conversei com atletas dos dois times antes da decisão e elas, como era de se esperar, acham justa a repetição. E não discordo. São times que investem há tempos e estão colhendo os frutos. Poderiam servir de exemplos para acabar com essa de todo ano ter um time que fecha e perde patrocínio no vôlei nacional. Mas também queria ver uma Superliga mais dividida. Quem sabe dessa vez o Vôlei Amil não fura de vez esse domínio Rio e Osasco em 2013/2014?

No masculino, o RJX foi campeão da Superliga e, agora, luta para manter elenco de estrelas sem o X com a saída do patrocínio de Eike Batista (o que falamos no parágrafo anterior?). Mas o time do ano foi o Sada Cruzeiro. Ok, eles perderam o nacional, mas chegaram à final mais uma vez. E, depois, faturaram o inédito título no Mundial de Clubes. Mais uma prova de que manter um time, uma base, dá resultado.

E como estamos falando de clubes, vale um adendo para o turco Vakifbank Istambul. A equipe venceu a Unilever na final do Mundial feminino e passou das 50 vitórias seguidas, marca que não é para qualquer um.

21 pontos e mais reclamações

O ano também teve polêmica, muita reclamação e iniciativa de jogadores. Ao final da Superliga 2012/2013, Campinas perdeu o patrocínio da Medley e ficou sob ameaça até fechar com a Brasil Kirim. Nesse tempo, jogadores usaram as redes sociais para pedir pelo esporte e até criaram a campanha “Unidos pelo voleibol – por uma Superliga melhor”. Eles pediram mais apoio das mídias e incentivo das empresas, por exemplo.

Depois, a polêmica que ganhou a web e todas as conversas foi o teste dos 21 pontos na Superliga 2013/2014. A ideia era reduzir a pontuação para tentar reduzir o tempo dos jogos e, assim, deixar o esporte mais atraente para a TV. Os jogadores reclamaram muito, mas não adiantou e o torneio está aí, com o tal 21 pontos. O problema é que na prática quase não alterou o tempo de jogo e o vôlei segue fora da TV aberta… Pelo menos foi só um teste e tudo volta ao normal na próxima temporada.

Reprodução

Sheilla posta foto e reclama de voo na classe econômica mesmo após acordo com a CBV

Ainda no item reclamações, as jogadoras da seleção soltaram o verbo nas redes sociais depois de viajarem para o Sul-Americano de classe econômica. Havia um acordo desde o ouro olímpico em Pequim que as atletas, após a conquista, viajariam de classe executiva. A CBV tentou se explicar, dizendo que o acordo valia para voos intercontinentais, mas no final pegou mal.

E tudo isso mostra que atletas não querem mais ficar calados e que há coisas erradas por aí que a gente não sabe.

Casamentos, noivados e nascimentos

Reprodução

Sheilla se casou logo depois da Superliga 2012/2013

Vamos falar de coisas leves também. O final da temporada 2012/2013 foi sinônimo de casamento no vôlei. Sheilla encabeçou a lista de casórios de abril, ao lado de Camila Brait e Monique. Depois, o time de noivas ganhou reforço de Luciane Escouto e Thaísa, que começou namoro neste ano e já está morando com Rodrigo. Ela ainda disse ao Mundo do Vôlei que estava ansiosa pelo Ano Novo. Seria a primeira visita à família do amado.

2013 também ganhou herdeiros do vôlei. A gravidez mais comentada foi a de Jaqueline, que anunciou no começo do ano que ficaria fora das quadras para ser mãe. Arthur, filho da bicampeã olímpica com Murilo, nasceu agora em dezembro e o casal é pura felicidade no final do ano. A família também cresceu para outros astros. Em setembro, Leandro Vissotto foi pai pela segunda vez com o nascimento de Vitória. Já o levantador Williams entrou para a ala de papais com a pequena Nina. Saúde a todos!

Até 2014

A gente fica por aqui! Desculpem pela ausência nos últimos tempos, pelos problemas e instabilidade no blog… E que 2014 venha com muito vôlei e mais conquistas para a gente comentar por aqui! Feliz Ano Novo e até mais

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 Diversos, Superliga | 10:53

Herdeiro do vôlei

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Murilo e Jaqueline no chá de bebê de Arthur

Murilo e Jaqueline no chá de bebê de Arthur

Jaqueline e Murilo já são pais! Nasceu na noite de quinta-feira, por volta de 21h30, Arthur, o primeiro filho do casal, em uma maternidade em São Paulo. O bebê tem 3,6 kg e toda a família passa bem. Parabéns ao casal!

Os jogadores são casados desde 2009 e já contaram ao Mundo do Vôlei detalhes de como se conheceram, do começo de namoro e da vida a dois. Jaqueline revelou, por exemplo, que Murilo demorou três meses até ter coragem de dar o primeiro telefonema a convidando para sair. Ela também se define como a romântica da relação.

Agora o casal comemora a chegada do primeiro filho. Nas quadras, Murilo também tem motivos para comemorar, já que está de volta à ativa depois da cirurgia no ombro, já levou Viva Vôlei de melhor jogador e o Sesi é o segundo na classificação geral da Superliga.

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domingo, 15 de dezembro de 2013 Superliga | 15:15

‘Miss do vôlei’ reencontra companheiras de quarto e vira noiva à distância

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Na semana passada comentamos sobre as chegadas de Natasha e Mari Paraíba ao time do Barueri para a sequência da Superliga. Antes, a equipe paulista havia contratado a central que ganhou fama como ‘miss do vôlei’ Luciane Escouto. O que as jogadoras têm mais em comum além de carregarem o título de musa e de terem acabado de chegar? São amigas e ex-companheiras de quarto.

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Luciane Escouto é uma das novidades do Barueri

Luciane Escouto é uma das novidades do Barueri

Bati um papo com a Luciane e ela contou um pouco da relação com as atletas e também falou da vida de noiva à distância (ela se casa em maio e estava planejando tudo no Rio Grande do Sul antes de assinar o contrato de um ano). “Joguei com a Natasha no Pinheiros na época do juvenil e a gente morou juntas. Depois nos reencontramos no Fluminense. Agora ela vai ser também uma das madrinhas do meu casamento”, conta a central.

A relação também é íntima com Mari Paraíba. “Com a Mari foi no Osasco, que chamava BCN. Eu era infantil e ela estava no infanto e moramos três anos juntas”, lembra.

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Agora, Luciane prefere o espaço e a privacidade. “Vou morar sozinha aqui em Barueri. Ainda estou vendo os últimos detalhes do casamento e tenho que ver o vestido. Minha mãe virá muito para São Paulo e quero ter o nosso espaço”, afirma. A bela iria ver o vestido para o grande dia em dezembro lá no Sul, mas com o emprego novo, se mudou para São Paulo e ainda não fez a sua escolha. Ela sabe que terá que contar com a ajuda da mãe…

E a vinda de Luciane Escouto para o time de Barueri foi muito rápida. “Achei que nem fosse jogar mais nesta temporada porque a Superliga já começou há um tempo e tinha tentado conversar com dois clubes e não tinha dado certo. Aí o Maurício (Thomaz, técnico do Barueri) entrou em contato comigo e o acordo foi bom para os dois lados. Conversamos no sábado e na terça eu estava aqui”, resume.

A volta à quadras rendeu momentos divertidos para a jogadora. Luciane postou nas redes sociais que tinha uma novidade para os fãs. Logo em seguida, choveram comentários e muitos falavam que ela estava grávida ou que iria posar nua. Também acertaram que ela iria voltar a jogar. “O que falaram poderia ser verdade. Eu sempre quis ser mãe e sempre falei isso. Só posar nua que já disse que não vou fazer. Mas eu ria tanto lendo os cometários!”, diverte-se a ex-miss.

Por enquanto, foco na recuperação em quadra e nada de pensar em concursos. Agora é superar as dores de voltar a treinar e contar com o dia da estreia. “Estou roxa! Nunca senti tanta dor na vida”, brinca. E claro, tudo sem esquecer dos últimos detalhes do casamento, já que ela organiza tudo sozinha e terá cerimonialista apenas no dia da festa.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013 Superliga | 10:56

Barueri já tem um título na Superliga: time de musas

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Mesmo com a bola rolando, segue a movimentação no mercado do vôlei. Enquanto teve gente que saiu do Brasil, como Maurício, ex-RJX, ou Giba, tem time daqui repondo suas peças. É o caso do Baureri. A equipe, por exemplo, viu a saída de Cibele e agora já tem três novidades para o restante da temporada. Na semana passada, Luciane Escouto revelou o acerto com o time. Agora também estão no elenco Natasha e Mari Paraíba, ex-dupla de vôlei de praia.

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Mari, que ficou conhecida como musa da Superliga 2012/2013 e foi capa da Playboy, é uma boa atacante. Não é muito alta, mas é potente na rede com sua canhota. Confesso que conheço pouco de Natasha. Talvez a experiência na praia ajude a ex-dupla… Já Luciane é central e praticamente não atuou na última temporada, quando defendeu o Unilever.

Leia também:  Minas fecha com dois reforços para a Superliga feminina

Por enquanto, o Barueri tem feito o seu papel na Superliga. É um time que pode brigar pelos playoffs e tem a oposto Renatinha, 5ª maior pontuadora da competição, como base. Atualmente ocupa a quarta colocação geral.

Mas uma coisa já é certa! Com esses reforços, o time já garantiu pelo menos o título de equipe de musas do torneio! Vamos ver como será em quadra daqui para frente…

Luciane Escouto, Mari Paraíba e Natasha reforçam o Barueri

Luciane Escouto, Mari Paraíba e Natasha reforçam o Barueri

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013 Diversos, Superliga | 15:24

Vissotto fala de atrasos no salário, risco de debandada e se apega à esperança

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A situação é complicada para o agora RJ Vôlei. O atual campeão da Superliga perdeu o patrocínio da OGX, empresa de Eike Batista, já teve baixa no elenco, como a saída do central Maurício Souza para defender a equipe turca Halkbank Ankara, e está com os salários atrasados.

Leandro Vissotto no início desta Superliga, ainda com o patrocínio da equipe de Eike Batista

Leandro Vissotto no início desta Superliga, ainda com o patrocínio da equipe de Eike Batista

A crise é conhecida e já foi comentada na imprensa e, nesta terça-feira, o oposto Leandro Vissotto, que voltou ao Brasil na temporada 2013/2014 como uma das principais contratações da equipe carioca, também conversou com o Mundo do Vôlei. “Recebi um só (salário desde que voltou ao país). Em dezembro entramos no quarto mês de atraso”, afirma o jogador. “Estamos aguardando que, com a situação se tornando pública, aconteça alguma mudança”, completa.

Leia mais: Sem o ‘X’, RJ Vôlei estreia novo nome com vitória na Superliga masculina

O RJX não é a primeira vítima da saída de um patrocinador. Quem não se lembra dos dias sem o Finasa na equipe de Osasco? Ou do fim da Cimed, aos poucos? E ainda Montes Claros, que ficou fora e só agora conseguiu voltar? A situação do time carioca é agravada porque se trata do atual campeão, de um elenco de estrelas como Vissotto, Bruninho e companhia, e de um empresário famoso.

E ainda: Após recuperação judicial, OGX, de Eike, deve buscar proteção adicional

Ainda há o risco de o time se desfazer ao longo da Superliga. Os atletas não podem jogar em outras equipes do Brasil por já terem atuado no torneio nacional, mas podem seguir para o exterior, como fez Maurício. Leandro Vissotto diz que ainda não foi procurado por nenhum clube, mas não descarta jogar mais uma vez no exterior. “Risco (de debandada) tem. Não vou falar que não existe, porque existe. A gente não conversa sobre isso, é uma coisa pessoal. Cada um tem seus compromissos financeiros e a sua situação familiar. Eu ainda não recebi nenhuma proposta de fora. O momento é difícil e tem que pensar em tudo com calma. Realmente, na situação atual, você fica balançado, não tem como”, comenta.

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O atleta defendeu o Ural Ufa, da Rússia, antes de assinar com o time do Rio de Janeiro, e por lá também passou por dificuldades. E a experiência o faz usar a confiança para se manter focado aqui no Brasil. “Eu já vivenciei situações assim lá fora. Agora na Rússia o time perdeu o patrocínio e, no final, se resolveu e os atletas foram pagos”, lembra. “O que me mantem é a esperança e a confiança. Acho que o Rio de Janeiro é o atual campeão brasileiro e não pode ter um fim. Espero que os responsáveis e quem gosta do Rio de Janeiro e, principalmente de voleibol, tragam uma solução para o time”, comenta. Ele diz não saber como estão as negociações com possíveis novos patrocinadores.

Equipe do RJ Vôlei na última rodada da Superliga, já com novo uniforme e sem o X no nome

Equipe do RJ Vôlei na última rodada da Superliga, já com novo uniforme e sem o X no nome

Vissotto ainda defende que uma solução para o esporte olímpico e amador no Brasil, que sofre com o entra e sai de patrocinadores, seria um seguir o modelo aplicado para a cultura. “Apesar de ter ajuda da lei do incentivo, que existe apenas para o pagamento de despesas e da comissão técnica, poderia ter mais. Acho que poderia ser assim como a cultura, que tem subsidio para os atores e filmes nacionais. O esporte é uma ferramenta muito impactante no exterior para levar o nome do Brasil. E faz isso de uma forma muito mais presente que alguns filmes que tem esse direito de ser subsidiado, que os atores têm o direito de serem pagos. A gente não tem esse direito, de receber salário pela lei de incentivo, e acho que é uma coisa que tinha que mudar de imediato para o esporte amador do país não morrer”, opina.

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“E não só o vôlei, mas todos os esportes olímpicos teriam que ter esse direito que os atores têm de receber os seus salários”, continua. O oposto, entretanto, está entre os contemplados pelo programa Bolsa Atleta e está na categoria olímpicos, que paga R$ 3100.

O RJ Vôlei segue em busca de novos patrocinadores e continua na disputa da Superliga. O time é o segundo na classificação geral, atrás apenas do Sada Cruzeiro.

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