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Arquivo de setembro, 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013 Superliga | 10:40

Zé Roberto no coro contra 21 pontos e mais do fim de semana

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*atualizado

Já era mais do que esperado que o set com 21 pontos daria muito o que falar… E conforme técnicos e jogadores estreiam no sistema, aumenta o coro de quem é contra. Na noite de sexta-feira foi a vez de José Roberto Guimarães, técnico da seleção e do Vôlei Amil, engrossar a lista dos descontentes.

O time de Campinas estreou no Campeonato Paulista, que também adota o teste dos 21 pontos já que acontece ao mesmo tempo que a Superliga, e o treinador se mostrou bastante descontente: “Fiquei muito preocupado com o sistema de jogo com 21 pontos. Me senti no meio de um mini-jogo. É horrível. Parece que os tempos técnicos foram mais longos que o período de bola em jogo. Espero que as pessoas com bom senso no vôlei mundial não deixem passar esse verdadeiro absurdo”.

Ainda não vi nenhuma declaração positiva em relação ao teste. Vale lembrar, mais uma vez, a CBV adotou os 21 pontos na Superliga depois de um pedido das TVs, por meio da FIVB, para que o tempo total de jogo fosse reduzido. E na prática os jogos ficaram mais rápidos, mas também mais “picotados”.

Aproveitei o final de semana de folga da redação para acompanhar um pouco das partidas. Dá para entender o que Zé Roberto fala em relação aos tempos. Com menos pontos, o tempo total de bola em jogo em uma parcial foi reduzido. Mas treinador segue com seus tempos e também continuam as paradas técnicas, agora aos 7 e 14 pontos. Com isso, a todo momento o jogo para por algum motivo. Logo por volta dos 10 pontos, os técnicos já começam a parar a partida para tentar arrumar o seu time. Não sei, mas parece que a coisa não engrena.

E é muito estranho ver que o set pode ser decidido também por volta dos 10 pontos. Se a essa altura alguém abrir uns quatro ou cinco pontos, não vai dar tempo de recuperar. O lado bom é que realmente é preciso entrar forte porque não dá para buscar depois. Mas é esquisito ver a parcial praticamente definida por volta dos 17 pontos. Será que a gente se adapta até o final da Superliga?

Paulista, Superliga, Carioca… tudo junto

No outro post eu falei do calendário e que era preciso ter um pouco de paciência para entender quem estava jogando o quê. Neste final de semana foi assim. O Molico (novo nome do time do Osasco) jogou na sexta-feira pela Superliga diante do Maranhão e no final de semana pegou o Barueri no Paulista. Também no final de semana a Unilever, que ainda não estreou no torneio nacional, venceu o Carioca. Está complicado…

Atleta irregular pode jogar?

E para completar, o Maranhão pode perder os pontos da derrota para o Molico/Nestlé na estreia da Superliga. Isso porque a levantadora argentina Yael Castiglioni entrou em quadra, mas a atleta só estará regularizada para jogar, segundo informações da CBV, na quarta-feira. Se não estava regular, como deixaram que ela atuasse?

O resultado da partida, como informou a confederação no final da tarde de segunda-feira, está sob judice. A entidade vai enviar documentação sobre o jogo para o STJD e o caso será analisado por um auditor. Veja a íntegra da nota oficial.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013 Superliga | 09:41

Paciência com o calendário no começo da Superliga

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Taí um assunto que todas as temporadas gera algum tipo de polêmica: o calendário da Superliga. A reclamação já foi porque o calendário ficou apertado, quase sem folga entre os jogos. Agora, o torneio nacional começou antes, no dia 7 de setembro, só que nem todo mundo entrou em quadra. A competição feminina, por exemplo, só começará nesta sexta-feira, dia 27. Sim, ficou confuso, mas foi a maneira de atender ao pedidos dos próprios clubes e atletas.

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Foi criada uma comissão de técnicos e jogadores para discutir, entre outros pontos, o calendário da Superliga com a CBV. E neste começo de semana, o assunto veio à tona no Twitter. Gustavo, central do Canoas e que sempre colabora com o blog, falou do calendário e deixou claro que tudo foi discutido e aprovado com a comissão. O Vivo/Minas, por exemplo, será um dos últimos a estrear porque tem jogador ainda na disputa do Campeonato Europeu. Com isso, está complicado entender ao certo em que rodada estamos do torneio, quem já jogou ou quem lidera, mas a tendência é que isso se acerte.

Leia mais: Sada Cruzeiro estreia no Mundial contra La Romana. Veja o calendário

Os ajustes foram necessários para tentar acomodar todos os torneios neste segundo semestre. O Sada/Cruzeiro, que já está a todo vapor na Superliga, daqui a pouco vai jogar o Mundial de Clubes. No feminino, as jogadoras estavam até o final de semana servindo à seleção brasileira na disputa do Sul-Americano. E ainda teremos mais coisa pela frente, como o Mundial sub 23.

Leia mais sobre vôlei e Superliga

O que preocupa com isso é que, com tantas competições, o resultado pode ser o inverso do que jogadores tanto clamavam. Muitos já falaram que era preciso mais tempo de descanso entre uma partida e outra, principalmente nos casos de viagens para outros estados, por exemplo. Leandro Vissotto, por exemplo, comentou comigo no lançamento da Superliga que o ideal era jogar uma vez por semana, como na Europa, e se começassem antes, isso seria possível, Mas e agora, quem é da seleção juvenil treina com a equipe na Superliga e com o time nacional? Não sobrou tempo de descanso e já vimos até lesão neste comecinho do torneio nacional depois de tanto trabalho, como aconteceu com Luan, do Canoas.

Enfim, é preciso um pouco de paciência neste começo de temporada e, aos poucos, vamos entendendo quem joga qual competição. Mas acho que é importante seguir com esse diálogo entre jogadores e CBV. Esse parece ser um caminho para tentar agradar a todos e fazer um espetáculo melhor.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013 Sem categoria | 13:06

Sul-Americano: das reclamações ao final já esperado

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A seleção brasileira feminina de vôlei encerrou o Sul-Americano no final de semana. E se o torneio começou com reclamação das jogadoras por causa da viagem de classe econômica ao Peru, terminou da forma mais esperada possível: com título e vagas para Mundial 2014 e para a Copa dos Campeões, em novembro.

Sobre o torneio nem há tanto o que dizer. Todo mundo sabia da superioridade do Brasil em quadra. A única seleção que fez 20 pontos em dois sets sobre o time de José Roberto Guimarães foi a Venezuela. Teve jogo com parcial de 25 a 4, como a estreia contra o Chile, ou 25 a 8, como a última partida, diante das peruanas. A vantagem é que todo mundo jogou. Fabíola voltou ao elenco depois de pedir para se afastar nas finais do Grand Prix. Já Natália não jogava pela seleção desde as Olimpíadas de Londres e ainda teve que cumprir suspensão em caso de doping. No Sul-Americano, mesmo contra rivais bem mais fracos, todo mundo foi para quadra.

A competição chamou mesmo a atenção longe da bola. Na viagem de ida, as brasileiras reclamaram do voo em classe econômica. Isso porque foi prometido pela CBV que as viagens seriam de executiva para as campeãs olímpicas após o primeiro ouro, em Pequim. O acordo seguia muito bem, até ser quebrado no Sul-Americano.

Sheilla, Thaísa e Fabiana protestaram nas redes sociais e mostraram fotos apertadas nas poltronas do avião. A CBV respondeu: “A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) esclarece que o acordo que concede às atletas campeãs olímpicas e mundiais o direito de viajarem em classe executiva se aplica somente a voos intercontinentais. Em outras ocasiões, este benefício foi oferecido em deslocamentos da seleção brasileira dentro da América do Sul, mas em caráter excepcional.”

O lado bom disso é que jogadores não têm medo de falar o que pensam. E se os atletas não protestarem, nada de errado será colocado às claras. E no final, valeu o profissionalismo. Sheilla, por exemplo, conversou com diversos seguidores no Twitter. Um deles sugeriu que elas não embarcasse. A resposta foi simples: “Respeitamos o nosso país e nosso esporte!”. As jogadoras da seleção foram ao Peru, tiveram seriedade e ganharam o título e as vagas nas competições.

P.s.: Galera, o blog segue com problemas. Muitas vezes está bastante instável e agora, por exemplo, não é possível colocar fotos. Já pedi ajuda ao pessoal de tecnologia e espero que logo tudo volte ao normal!

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013 Superliga | 13:52

Érika volta com lembranças de 'freezer', dias de musa e traumas vencidos

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A Superliga começou mais cedo nesta temporada. O torneio masculino já teve uma partida, com vitória do Sada Cruzeiro diante do São Bernardo, e segue com jogos nesta semana. Já as mulheres estreiam no dia 27 de setembro. E a competição conta com a volta de gente grande. Fiz uma matéria para o iG com um papo com alguns deles. Giba, Paula Pequeno e Leandro Vissotto colocaram família e até a cama como razões para o retorno. Para o Mundo do Vôlei, separei uma conversa exclusiva com Érika. A atacante me contou sobre as experiências no ‘freezer’ da Polônia, os traumas do Azerbaijão e disse que um dos seus motivos para voltar foi sentir falta de gente.

Reprodução/Instagram

Érika exibe uniforme do Brasília

“Morar fora foi legal, mas estava me fazendo mal”
“Queria voltar para perto da família desde o ano passado. Morar fora foi legal não só como atleta, mas também foi um intercâmbio para a vida, só que já estava me fazendo mal psicologicamente. Queria falar a minha língua, viver na minha cultura”, fala Érika. Ela tem no currículo passagens por times europeus e defendeu o Atom Sopot, da Polônia na temporada passada.

“Sérgio Negrão me ligou e aceitei de cara”
Após três anos no exterior, retorna ao Brasil para defender o novo time do Brasília na temporada 2013/2014 da Superliga. “Sérgio Negrão (técnico do Brasília) me ligou e eu aceitei de cara. Fico segura porque é um time novo, mas com pessoas que conheço muito e confio. Acabou que não tinha muita gente no mercado e conseguiram montar o time comigo, com a Paula Pequeno e com a Lili (Elisângela, ex-Sesi). A gente se conhece há muito tempo, é um grupo experiente e isso pode jogar a nosso favor. Vamos comer pelas beiradas na Superliga”.

“Eu preciso de gente”
A atacante teve altos e baixos nos anos que passou fora do Brasil. No Azerbaijão, passou por um susto com uma cirurgia na perna. Recuperada, foi para a Polônia e viveu dias de ídolo. “Foi um ano incrível, ainda mais depois da cirurgia. E eu não esperava todo o reconhecimento. Tinha outdoor com foto minha do tamanho de um prédio! Foi um presente, mas foi solitário. Mas no Leste da Europa, tinha neve de novembro até o final de abril e amanhecia umas 8h. Era como entrar num freezer e ficar lá. Não tem como sair e eu preciso de gente, por isso me senti sozinha”.

A saudade pesava durante festividades. “Já passei Natal, Ano Novo, Carnaval… tudo longe de casa. Ano passado passei o Natal em Londres com uns amigos, mas não é a mesma coisa que estar aqui com a família. Estou em Brasília e é fácil ir para Minas. Meus pais moram em Lagoa Santa, a 30 km de Belo Horizonte”.

“Quando vi a minha perna foi assustador”
Mas enquanto viveu dias de rainha e musa na Polônia, Érika sofreu no Azerbaijão. Ela teve que ser operada às pressas por causa de um coágulo na perna direita, quando defendia o Igtisadchi, time da capital Baku. A ponteira se machucou em um treino e o coágulo se formou no local. Érika ainda faz uma viagem de avião, o que piorou o problema, e acabou passando por uma cirurgia na Itália, após consultar um médico por conta própria. Ainda restam alguns traumas da experiência e também aprendizado.

Reprodução/site oficial

Érika em dia de modelo

“Quando vi a minha perna inchada daquele jeito foi assustador. Tenho agora uma cicatriz gigante, de uns 10 cm. Ela me faz lembrar de tudo, mas também da superação. Foi um aprendizado. Acho que me ensinou a não ser tão coração e não dar a vida ali. Mesmo com a perna já inchada, eu inventei de pegar o avião. Mas no final, vi que vale quem tem dinheiro e não a justiça. Eles não me pagaram quatro meses. Eu nunca mais volto a jogar no Azerbaijão e dou esse conselho a quem perguntar”.

“Se pudesse, seria uma Gisele Bundchen. Acho lindo”

Érika também virou nome conhecido fora das quadras. Aos 17 anos, ela se viu em meio a uma polêmica quando defendia o então Rexona na Superliga e teve a feminilidade questionada. O caso foi resolvido após exames e com o passar do tempo, Érika ganhou curvas e status de musa. Na Polônia fez ensaios para revistas. Ela admite gostar das câmeras.

“Adoro fazer fotos e se aparecer mais trabalhos assim, por quê não fazer? Eu me cuido dentro do possível, afinal a gente passa muito tempo jogando ou treinando, toda suada. E eu me vejo como uma menina grande. Gosto muito de rosa, acho que combina comigo”.

Mas antes das fotos, vale uma dieta para garantir o visual em dia. “Eu perdi 5 kg em uma semana. Eu fui para um spa e passei com uma dieta de 600 calorias. Tem gente que a genética ajuda, mas não é o meu caso e eu preciso mesmo é fechar a boca. Mas se pudesse, seria uma Gisele Bundchen. Acho lindo”.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013 Superliga | 22:04

Esse tal set de 21 pontos ainda vai dar o que falar…

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Foi só o primeiro jogo da Superliga 2013/2014, mas já dá para imaginar que o teste com o set de 21 pontos vai dar muito o que falar.  No final de semana, o Sada Cruzeiro venceu o São Bernardo em casa por 3 sets a 0 em 1h10min (veja como foi a vitória do time mineiro) e os comentários surgiram antes, durante e depois da partida.

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Na semana passada, fiz um especial para o iG e ouvi jogadores, técnicos e a CBV sobre o teste. William, que reclamou logo após uma partida do Mineiro, me disse que o jogo ficou estranho, frio e sem tempo para reação. Já Marcos Pacheco, técnico do Sesi, revelou ainda não ter se acostumado com a pontuação mesmo depois de sete jogos pelo Campeonato Paulista. A CBV se defendeu e reafirmou que isso é apenas um teste e não uma mudança na regra e que foi tudo feito a pedido das TVs.

Veja o especial – Set com 21 pontos incomoda no vôlei: “Jogo rápido, frio e sem tempo de reação”

No lançamento da Superliga, o assunto voltou. Marcelinho, levantador do Vivo/Minas, comentou um fator que me chamou a atenção. O jogo para muito mais. O final do set ficou mais curto e é ali que os técnicos usam o seu tempo para mexer nos times ou segurar o rival. Com menos pontos, os tempos ficarão mais próximos e o jogo ainda mais “quebrado”.

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A polêmica continuou após a estreia da Superliga. Marcelo Mendez, técnico do Cruzeiro, reclamou no Twitter. “3-0, 41 min de jogo e 45 min de aquecimento! Contradição!! Querer encurtar o jogo e aumentar o intervalo entre o 2 e 3 set! #21ptsnão“, postou ele. O treinador continuou: “Mexer no tempo de jogo e manter o tempo morto intocável é contraditório! #21ptsnão“.

Na noite desta segunda-feira, durante a final do Aberto de tênis dos Estados Unidos, o assunto voltou para as redes sociais. “Será que depois dessa final do US Open vão pedir a ATP pra que a cada dez trocas de bola, os tenistas decidam o ponto no par ou ímpar? Só pro jogo não ficar muito longo… Pra dar uma “enxugada” na programação…”, escreveu Riad, central do RJX no microblog. “Partida de tênis indo para 3 horas e meia e a ITF não tá nem aí para a duração do jogo. Voleibol podia seguir o exemplo”, sugeriu Douglas, do Sada Cruzeiro, também na rede social.

Já começaram até uma petição contra os sets com 21 pontos. Até a noite de segunda-feira eram 1235 assinaturas. A proposta da página é chegar aos 5000 contrários ao teste. Para quem quiser ver ou assinar a petição, segue o link: Contra a mudança de pontuação no voleibol de quadra de 25 para 21 por set na Superliga e demais campeonatos.

Por enquanto, ainda não sei se o teste fará bem ou mal para o vôlei. Apoio a opinião de Gustavo, do Canoas. A Superliga será feita desta maneira e cabem aos jogadores, técnicos e todos os envolvidos avaliarem se deu certo ou não, com um dossiê ao final da temporada. A maneira como o teste chegou, imposto pela CBV, de acordo com os jogadores, incomoda. Mas o torneio está aí… Agora é jogar! E falar, porque todo mundo tem direito de dar a sua opinião!

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013 Seleção feminina | 09:20

De volta ao topo, parte 2

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Escrevi “de volta ao topo” no título do post anterior para falar que a seleção brasileira feminina recuperou o título do Grand Prix depois de três anos seguidos como vice. E vi agora há pouco que tem mais um “de volta ao topo” para a equipe nacional. Com o ouro do final de semana, o Brasil também recuperou a liderança do ranking mundial, ultrapassando os Estados Unidos na classificação.

Leia mais: Campeãs do Grand Prix chegam ao Brasil com medalhas e sorrisos

Divulgação/FIVB

Abraço da líbero Fabi no mascote do Grand Prix

Comemorações  e conquistas à parte, agora é se reapresentar aos seus clubes e para logo voltar à seleção para o Sul-Americano, em meados de setembro. Por lá, o Brasil é favorito e tem tudo e mais um pouco para ficar com mais um título. Depois, já será a hora de pensar no Mundial de 2014. Será que essa seleção que mescla novatas às experientes, como comentamos no post anterior, e começou bem o novo ciclo alcança esse título que ainda falta ao Brasil?

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013 Seleção feminina | 07:45

De volta ao topo no Grand Prix

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O Brasil faturou o Grand Prix neste final de semana! Depois de bater na trave e parar nos Estados Unidos nas finais nos últimos três anos, a seleção feminina teve apresentações de gala, venceu todos os jogos por 3 a 0 na etapa decisiva e voltou a levantar a taça de campeã! E pela nona vez!

Divulgação

Brasil é eneacampeão do Grand Prix de vôlei

O ouro veio com a vitória para cima da China. Faturar dois sets já era garantia de título, mas a seleção não perdeu o foco e marcou mais um 3 a 0. Sinais de uma equipe que se renova, mas que já mostra maturidade em quadra.

José Roberto Guimarães começou, nesta temporada, a mexer na seleção. Depois do segundo ouro olímpico era a hora de ver quem seguiria no time e quem poderia ter chance para 2016. Por exemplo, as gêmeas Monique e Michelle, a central Juciely e a ponteira Gabi foram convocadas pelo técnico. Ele também manteve experientes como Thaísa, Sheilla, Fabiana ou Dani Lins. E até agora, a mistura deu certo.

Quem chegou, mostrou potencial. Mesmo um pouco mais baixa, Juciely teve jogos importantes no bloqueio ao longo da temporada. Monique se viu como oposta titular e Gabi, de 19 anos, foi uma opção e tanto para o ataque na fase final do Grand Prix. E com a volta das veteranas, a seleção ficou mais equilibrada.

Concordo com o trabalho da temporada, ainda depois de ter vencido tudo o que disputou até aqui. Foi válido ter dado uma folga a quem vinha de Olimpíadas e outros torneios como Sheilla, Thaísa e companhia. Com isso quem estava chegando pode ser testada e perder o medo e a ansiedade da estreia. Na hora da verdade, no Grand Prix, elas já tinham um pouco de bagagem. E quem voltava ao time, mesmo dizendo estar um pouco fora de ritmo, entrou bem. Ali, na final contra a China, brilhou Sheilla, maior pontuadora. E Thaísa foi eleita a melhor do torneio pela atuação nas finais.

E o Brasil mostrou que estudar vale demais. Esse foi um dos segredos para cinco jogos com 3 a 0 no placar na etapa decisiva do Grand Prix. E quando digo que a equipe ficou mais equilibrada com a mescla de jogadoras, isso pode ser visto também nos placares. Mesmo quando estava atrás, o Brasil conseguiu virar. E para isso, era Sheilla virando bola de um lado e Gabi do outro, por exemplo. Nada de abaixar a cabeça e deixar o rival crescer ou aquela fama de amarelar da seleção.  A renovada e experiente seleção começou bem!

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