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sábado, 6 de abril de 2013 Superliga | 15:15

Minha final inesquecível

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Na nona final seguida entre Sollys/Nestlé e Unilever o que não falta é história para contar. Pensando nisso, o Mundo do Vôlei bateu um papo com algumas jogadoras que estarão em quadra neste domingo e fez a seguinte pergunta: qual a sua final inesquecível? Quem já está acostumada a esse duelo lembra de jogos da época da final em série melhor de cinco ou cita a mais recente. E até quem joga neste duelo pela primeira vez cita o adversário como participante da sua final inesquecível! Veja as lembranças

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Thaísa, sobre a final 2011/2012: “Não sei da onde tirei forças e a final foi meu melhor jogo”

Alexandre Arruda/CBV

Thaísa ataca na final 2011/2012, vencida por 3 a 0 pelo Sollys/Nestlé

Para a central do Sollys/Nestlé, a final de domingo será a sua oitava desta série. Ela começou no então Rexona e se transferiu para o então Finasa em 2008/2009. Depois de tantos anos, ela lembra do jogo que deu o título ao time de Osasco, agora Sollys/Nestlé, em 2011/2012 com carinho especial.

“Eu tinha feito uma temporada muito abaixo do que estava acostumada e aquilo foi muito complicado para mim. Eu me cobro demais e sofri a Liga inteira por não estar conseguindo fazer o que eu sabia. E quando está com a cabeça ruim, pode vir o Papa falar que você é boa, que você ainda vai achar que é ruim. Eu estava assim, mas não sei da onde tirei forças. A final foi meu melhor jogo. Não se foi a melhor de todas, mas me marcou pela superação. Me marcou porque me mostrou o que eu posso fazer e que eu sou muito mais forte do que eu imagino”, conta a central.

Veja também: Experientes, novatas e ‘vira-casaca’. Veja quem é quem na final da Superliga

Na temporada passada, o Sollys/Nestlé venceu a Unilever no Maracanãzinho por 3 sets a 0 e levou o terceiro título desta série.

Régis, sobre a final 2006/2007: “Estávamos perdendo por 8 a 3, fui para o saque e conseguimos reverter”

Divulgação

Régis vibra na final 2006/2007. Ela foi titular, maior pontuadora do jogo e ajudou no título

A ponteira é sinônimo de Unilever. Ela participou de todas as decisões entre cariocas e paulistas e é aquela jogadora que pode ajudar a qualquer momento. Nesses anos no time de Bernardinho, não virou titular, mas entra para tentar reverter uma situação adversa. E foi em uma situação assim, atrás do placar, que ela resolveu.

“Inesquecível foi o título de 2006/2007. Eu soube no vestiário que ia começar jogando. Na hora eu nem acreditei e lembro que perguntei para quem estava ao meu lado: ‘Você tem certeza? Ouvi direito? Ele falou meu nome?’. Lembro que comecei a tremer. Fui para o jogo e no tie-break a gente estava perdendo por 8 a 3. Fui para o saque e conseguimos reverter. Fiz uns aces e tive uma boa sequência”, recorda Régis.

Naquela final, ainda disputada em série melhor de cinco, o último jogo foi no ginásio Caio Martins, em Niterói e o time do Rio, ainda Rexona, venceu no tie-break. Régis foi a maior pontuadora do duelo, com 30 bolas no chão.

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Fabi, sobre a final 2008/2009: “Não éramos favoritas e ainda vencemos de virada”

Alexandre Arruda/CBV

Fabi vai para a oitava final entre Rio e Osasco e lembra de 2005/2006 e 2008/2009 com carinho especial

Fabi tem quase a marca da Régis. Ela chegou ao time do Rio na segunda final contra o Osasco e está lá até hoje. Ela também lembra das decisões ainda em cinco jogos e fala de 2005/2006. Para a líbero, o jogo que marcou uma das despedidas de Fernanda Venturini foi especial. Ali, a equipe carioca faturou o título no quinto jogo, mas com direito a um 3 sets a 0. Entretanto, a outra decisão inesquecível não foi tão simples.

“Estávamos perdendo o quarto set por 24 a 23 e conseguimos virar e empatar em 2 a 2. Lembro que a entrada da Monique no lugar de Joycinha foi decisiva. No 5º set, ela ficou em quadra e marcou seis pontos seguidos. Não éramos as favoritas e ainda vencemos de virada”, fala a líbero sobre a final de 2008/2009.

A Superliga já era decidida em jogo único e o Rexona-Ades fez 3 a 2 diante do Finasa/Osasco para levar mais um título. A temporada ainda ficou marcada pelo drama vivido pelo time paulista. Depois de mais uma derrota, a quarta seguida para as cariocas, o Finasa deixou de patrocinar do time. A prefeitura de Osasco bancou o projeto, que logo ganhou o apoio da Nestlé e está aí para mais uma final.

Fofão, sobre a final 2001/2002: “Tinham 23 mil pessoas no ginásio. Até hoje fico arrepiada só de lembrar”

Alexandre Arruda/CBV

Fofão lembra de uma final antes mesmo da série Rio x Osasco, mas tem ligação com o time paulista

Fofão, aos 43 anos, será a mais experiente em quadra neste domingo e pode ser a mais velha a ser campeã da Superliga. E a lembrança dela da final inesquecível é de antes da série Rio x Osasco, mas também tem ligação com o confronto. Para a levantadora, dona de três títulos nacionais, o melhor deles foi conquistado justamente diante da equipe de Osasco.

“Jogava pelo Minas e a final foi contra o BCN/Osasco.  O jogo que decidiu foi em Minas e tinha 23 mil pessoas no ginásio. Até hoje fico arrepiada só de lembrar. A gente saiu perdendo na série, empatou e levou para o terceiro jogo. E vencemos em casa. Vai ficar para sempre”, afirma Fofão.

Aquele foi o primeiro título do MRV/Minas. Depois, só deu Osasco, que faturou três campeonatos seguidos. Em 2005/2006, vitória para o lado carioca com o nome Rexona/Ades, mas a gente já relembrou a partir daí…

E agora, quem sairá do Ibirapuera com boas lembranças? Unilever e Sollys/Nestlé disputam o título neste domingo, às 10h (horário de Brasília). Nos vemos por lá!

Antes disso, bati um papo na redação do iG para falar mais dessa final. É uma decisão que repete adversários, mas coroa trabalho e investimento. Para quem quiser, é só assistir ao vídeo (funciona melhor no navegador firefox…):

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