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Arquivo de agosto, 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012 Diversos | 13:10

Beleza fora das quadras do Vôlei Amil

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Temporada está começando agora com os torneios regionais e já sabemos que, se o assunto é vôlei feminino, também estamos falando de belas atletas em quadra. Por isso, o Vôlei Amil, time criado neste ano e que estreia no cenário no Campeonato Paulista, mudou um pouco o jeito de apresentar as jogadoras. O time comandado por José Roberto Guimarães tirou as atletas da quadra e as levou para um ensaio fotográfico. Elas aprovaram a experiência.

“Foi um dia de princesa, muito divertido de fazer”, disse Killara, caçula da equipe ao lado da levantadora Priscila , com 20 anos. A mais experiente do grupo diante das câmeras era Renata, que em 2008 chegou a tentar uma carreira como modelo, mas acabou seguindo nas quadras de vôlei. E até quem não gosta de fotos conseguiu se divertir. “Não gosto do meu sorriso, mas a equipe de produção nos deixou muito à vontade nas fotos e renderam belas imagens”, afirmou Natasha.

A sessão de fotos mostra 11 atletas do Vôlei Amil. Faltou apenas a levantadora Fernandinha. O blog selecionou uma foto de cada jogadora e montou a galeria abaixo. O ensaio completo está a página oficial do time  no Facebook: www.facebook.com/VoleiAmil. Clique na foto para ver a ficha técnica de cada uma.

Como comentei no post anterior, o time de Campinas tem uma mescla interessante de experientes, como a campeã olímpica em Pequim Walewska e Soninha, veterana com bagagem internacional, e jovem apostas como Natasha ou Pri Daroit. A equipe tem chnces de figurar entre as primeiras na temporada em quadra. Fora dela, já mostra que também pode brigar pelo posto de musas do vôlei nacional.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Diversos, Superliga | 20:47

Sollys/Nestlé é o "supertime" da temporada?

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O Sollys/Nestlé apresentou, nesta quarta-feira, a equipe para a temporada 2012/2013 do vôlei nacional. Além de manter a base atual campeã da Superliga, o time ganhou os reforços de Sheilla e Fernanda Garay. Olhando o elenco no papel, já dá para falar que a equipe de Osasco é o “supertime” desta temporada?

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Nomes para sustentar esse status o Sollys/Nestlé tem, sem dúvida alguma. E ter mantido a base que deu certo no ano passado é sempre bom, para qualquer equipe. Em 2011/2012, Fabíola se entrosou e foi bem ao lado de Adenízia e principalmente de Thaísa, por exemplo. Jaqueline ajudou no passe e Camila Brait se destacou como líbero. Para completar, Hooker entrou dominando na rede.

Leia também: Sheilla revela ‘pressão’ das companheiras antes de acertar com o Sollys/Nestlé

Agora, Sheilla assume a responsabilidade da virada de bola, já que a norte-americana foi para o voleibol russo. Na ponta, Fê Garay fica com o lugar dividido por Ju Costa (que está no Azerbaijão) e Tandara (novidade do Sesi, mas falo disso daqui a pouco). Com isso, o time troca uma excelente oposta por outra que cresceu, e muito, nas Olimpíadas e voltou a ser decisiva para a seleção brasileira. Do outro lado da rede, conta com mais uma atleta destaque em Londres, que está melhorando também no fundo e tem potência no ataque. Ou seja, boa base já acostumada a jogar junta com uma bela combinação de novidades.

O Sollys/Nestlé se armou muito bem, mas acho que ele não estará sozinho na temporada. A Unilever, por exemplo. Perdeu jogadoras como Sheilla, Mari (vai jogar no Fenerbahce) ou Fernanda Venturini (aposentada, mais uma vez). Mas conta com Fofão, levantadora que ficou um ano sem time, mas que tem uma bagagem que dá segurança a qualquer elenco, além de ter mantido Natália, Régis, Valeskinha, Juciely, Amanda e Fabi. Ou seja, a base continua aí. E ainda contratou a canadense Sarah Pavan e falta a chegada de Logan Tom, um reforço e tanto de uma atleta que garante volume de jogo e experiência. O time ainda não relaciona a norte-americana em seu elenco, mas todos já dão a contratação como certa.

A equipe não deve, nesta temporada, ter o problema de falta de jogadoras como no ano passado. Mari não estava em bom momento e Natália estava machucada. Com isso, Bernardinho acabou muitas vezes sem opção de troca. Agora, pode ter perdido uma atleta decisiva como Sheilla, mas finalmente poderá contar com Natália. A dúvida por aqui é justamente sobre o técnico. Ele é esperado para seguir no comando e cumprir o contrato, mas já comentou que pode deixar ou a equipe carioca ou a seleção masculina neste ano.

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Quem também chega e já pode dar trabalho é a Amil/Vôlei. O novo time de José Roberto Guimarães fez uma mescla interessante entre novatas e veteranas. Se tem a levantadora Fernandinha e a central Walewska, conta ainda com jogadoras da seleção de novas e que já foram destaque na Superliga, como ponteira a Priscila Daroit, a central Natasha e a oposto Ju Nogueira. Essa última, por exemplo, é uma nova, mas que ajudou bastante a Unilever quando atuou por lá. As estrangeiras são a búlgara Elitsa Vassileva, que atuou na Itália e é conhecida de Zé Roberto, e a cubana Daymi, que formou uma dupla muito efetiva com Herrera no Minas em 2011/2012.

Outro time a ter de reforçado e que deve figurar entre os grandes é o Sesi. Aqui, foram nove contratações. Dani Lins, destaque da medalha de ouro em Londres depois de ter conquistado o posto de levantadora titular, terá a companhia da experiente Carol Albuquerque na posição. Elisângela segue como oposta, mas terá do outro lado Tandara, que pode seguir como oposta e virar reserva ou voltar a atuar como ponta, e Suelle, mais uma jogadora que já passou pela Unilever e aprendeu muito por lá. Para completar, Fabiana comandará o time pelo meio-de-rede, ao lado de Natália, jovem, mas que vem se destacando desde os tempos de São Caetano. E ainda tem Sassá, sempre vista como segurança no fundo. Assim como a equipe de Campinas, o Sesi alia experientes e jovens e tem chances de ir além do quinto lugar da última Superliga.

Agora é com vocês. O Sollys/Nestlé é mesmo o “supertime” da temporada? Quem pode brigar com o atual campeão da Superliga? Deixe seu recado!

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domingo, 26 de agosto de 2012 Diversos, Seleção masculina | 11:09

Final de semana de festa fora das quadras

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Final de semana está sendo de festa para o vôlei. No sábado, Bernardinho comemorou 53 anos. O técnico ainda aproveita as férias em uma viagem com a esposa Fernanda Venturini e a família pela Europa. Segundo a assessoria do Unilever, ele é esperado para se reapresentar ao time e começar os trabalhos para a temporada no final de deste mês. Será que ele segue mais um ano no comando da equipe carioca e da seleção brasileira masculina?

Quem também teve festa no final de semana foi o líbero Alan, do Medley/Campinas e que já teve passagem pela seleção de Bernardinho. O jogador se casou em São Paulo na noite de sábado e Douglas Sousa, seu agente, compartilhou fotos da cerimônia no Twitter.

Parabéns aos noivos e ao técnico Bernardinho! A partir de semana que vem os Estaduais devem engrenar ainda mais com a volta dos últimos olímpicos aos times. Depois das férias e festas, vamos ver quem começa melhor a temporada!

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 14:04

Londres na pele

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Muitos jogadores ainda estão de folga depois das Olimpíadas de Londres. Enquanto uns aproveitam para viajar, outros cumprem suas promessas. A central Thaísa comentou,  após a segunda medalha de ouro, que repetiria o ritual depois de Pequim e faria uma tatuagem com o símbolo dos Jogos. Pois a jogadora já exibe o novo desenho no braço.

E já que assunto ainda são as férias, dá para acompanhar pelo Twitter um pouco dos descansos dos ídolos. Sheilla e o casal Jaqueline e Murilo optaram pela praia como destino nos dias livres. Já Giba, enquanto não começa a treinar com o Bolivar, da Argentina, ataca de motorista para a filha Nicoll. Veja mais fotos na galeria:

Mas a vida boa está para acabar, já que quase todos os times devem estar em plena atividade até o final do mês. Thaísa, por exemplo, se reapresenta no dia 27 de agosto.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

Leia também: Vôlei termina Olimpíadas como o esporte mais vencedor do Brasil

Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

Leia ainda: Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção “para não atrapalhar Bruno”

Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

Leia também: Serginho chora e pede que cuidem com carinho de sua camisa na seleção

Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

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domingo, 12 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:32

Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e fica com a prata

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Derrota na final olímpica dói para qualquer um. Se a derrota for de virada, então… E foi assim que a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a decisão deste domingo para a Rússia e ficou com a medalha de prata em Londres.

Se a equipe feminina colocou a cabeça no lugar ao longo do torneio e até se recuperou de um primeiro set no qual foi atropelada para vencer os Estados Unidos na final,  a masculina não conseguiu reagir. O time de Bernadinho venceu os dois primeiros sets contra os russos com sobras. Murilo começou o jogo arrasando e, mesmo com o saque muito forçado, o passe brasileiro estava saindo. E o saque do Brasil entrou bem no segundo set, tanto que foi a melhor parcial da seleção no bloqueio.

Tudo caminhava para os 3 sets a 0 e mais uma medalha de ouro para o vôlei. Mas aí veio a grande jogada da partida. O técnico Vladimir Alenko mudou o seu esquema e, ali, ganhou o primeiro lugar no pódio. Ele colocou o gigante Dmitry Muserskiy, de 2,018m como oposto, deslocou Maxim Mikhaylov para a ponta e ficou com Volkov e Apalikov como meios.

No começo, parecia que os belos ataques de Muserskiy não compensariam os erros de recepção de Mikhaylov. O Brasil se perdeu um pouco, mas até chegou a ter duas bolas para liquidar a partida. Errou nas duas e deixou a Rússia fechar o set e, depois,  o jogo.

Leia mais sobre a decisão: Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

Alenko e Muserskiy venceram esse jogo. O técnico pela ousadia de mudar o time durante uma final olímpica. E o gigante por virar tudo quando foi acionado. Ele marcou 31 pontos e não foi parado nenhuma vez no bloqueio pelo Brasil. Já o time nacional foi se perdendo. Primeiro, parou de acertar o saque e de usar Mikhaylov lá no fundo. Depois, perdeu o passe na mão e, tendo que usar bolas mais afastadas ou altas, ficou no bloqueio da Rússia ou viu os europeus defenderem e matarem no contra-ataque, sempre com Muserskiy, até o último ponto do tie-break.

O Brasil parou em quadra com a mudança da Rússia. E os russos acreditaram que poderiam virar e viraram. Eles ganharam o ouro em quadra e também no banco de reservas. Vladimir Alenko mudou quando não tinha mais o que fazer. Era ganhar aquele set e partir para a briga ou voltar para casa. E eles conseguiram.

A seleção fez uma boa campanha em Londres e, depois da Liga Mundial bem apática e sem convicção, voltou a ser aquela seleção que joga com garra, vibração e soltando o braço no ataque. Mas nesta final foi assim no primeiro set, depois não deu mais. Ainda não assim, dá para reconhecer o que eles fizeram de bom em Londres. Bruninho se mostrou muito mais maduro, por exemplo, comandando o Brasil. Murilo voltou a decidir com sua “chicotada”. Dante ajudou no passe e também se achou no ataque ao longo do torneio. Mas na final, quando tinha que ter tudo isso e mais alguma coisa, faltou cabeça no lugar para entender a mudança dos russos e se segurar mesmo levando pancada de Muserskiy a cada ponto.

As lesões também atrapalharam. Leandro Vissotto estava finalmente muito bem na bola mais acelerada com Bruno e ajudando quando teve a contusão na coxa. Wallace, de forma alguma leva qualquer culpa. Ele entrou, segurou as pontas e fez seu trabalho. Mas faz falta não ter um cara no banco para as inversões.

E neste domingo ainda teve Dante que saiu com dores e voltou sem o mesmo rendimento. Para completar, Giba estava muito sem ritmo. Entrou e não correspondeu. Deu lugar a Thiago Alves, que parece ter sentido demais a pressão da Olimpíada e não conseguiu render. Não restavam mais alternativas no banco, tanto que no final, até Rodrigão estava atacando pela ponta. A diferença foi que na Rússia, o meio virou oposto, função que também já estava acostumado a fazer, e foi o cara do jogo.

As Olimpíadas acabam com um ouro, uma prata e um gosto amargo desta derrota.

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sábado, 11 de agosto de 2012 Seleção feminina | 18:01

Brasil é bi em um jogo que resume a campanha em Londres

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É bi! A seleção brasileira feminina de vôlei é bicampeã olímpica! E a final diante dos Estados Unidos resumiu em quatro sets a campanha do time em Londres. A equipe foi atropelada na primeira parcial e, ainda assim, conseguiu se reencontrar para virar e ficar com a medalha de ouro.

Leia mais sobre a final: Brasil reage de novo, vence EUA e conquista o bi olímpico no vôlei feminino

Nas Olimpíadas, o Brasil começou com tropeços, com a cabeça baixa e sem convicção no ataque. Exatamente como foi no primeiro set. Depois, cresceu e mostrou psicológico equilibrado para se segurar em quadra e vencer. O ataque entrou com lindas pancadas. A defesa funcionou, recuperando bolas. O saque deu trabalho à recepção rival. Exatamente como foram nas outras três parciais da final, vencidas pelas brasileiras.

Esse ouro foi a medalha da superação. Eu cheguei a desacreditar na seleção depois de ver tantas atuações regulares e com panes, como durante o Grand Prix ou mesmo nas Olimpíadas. Mas, aos poucos, elas se uniram, acharam a regularidade e fez com que todos voltasse a acreditar na medalha. E ela veio!

O destaque da final foi Jaqueline. Depois de vários jogos ao longo da temporada com rendimento baixo no ataque, ela já tinha melhorado na fase final em Londres. Neste sábado, virou jogadora de segurança, virando bolas na pancada a partir do segundo set. E definir na pancada dá moral! A ponteira usou isso e foi a maior pontuadora da partida, com 18 acertos.

E o destaque para mim ao longo das Olimpíadas foi Dani Lins. Mais uma vez, tenho que fazer jus a atuação da levantadora. Ela saiu do banco, soube conquistar a posição de titular recolocando as meios no jogo e usando Sheilla pelo fundo, uma jogada que estava um pouco esquecida e não vinha surtindo tando efeito. Com isso, ganhou três armas e tanto no ataque e pode escolher com quem queria jogar. Na decisão, a partir do segundo set, usou e abusou de Fabiana, que virou quase todas (como a central também cresceu e se achou em quadra ao longo do torneio. Neste sábado, foi gigante no bloqueio), sentiu o bom momento de Jaqueline para o desafogo e seguiu com Sheilla. Thaísa também agradeceu as boas bolas.

Ah, e não tem como não falar das defesas do Brasil. Fê Garay parou de virar em alguns momentos na final, mas colaborou no fundo. Fabizinha, mas uma jogadora que foi vista como dúvida depois da temporada de Camila Brait, salvou lindas bolas na decisão. E foi graças ao volume de jogo que a defesa proporcionou que o jogo acabou ficando mais fácil contra os EUA. Nem Hooker, principal pontuadora da Olimpíada, conseguiu virar com tranquilidade. O Brasil estava bem posicionado, recuperou bolas e teve paciência para matar os contra-ataques.

Mas como já disse outras vezes aqui. A seleção passou a vencer quando colocou a cabeça no lugar e conseguiu ser mais regular em quadra. Se as jogadoras haviam sido convocadas era porque tinham méritos e qualidades. Mas a cabeça estava atrapalhando. Desde o Grand Prix, com atuação de altos e baixos e também no começo das Olimpíadas. Quando o grupo se uniu de fato e se organizou, o talento apareceu e elas ganharam mais um ouro.

E que infeliz coincidência dos Estados Unidos. Foram elas quem colocaram o Brasil na fase final com a vitória sobre a Turquia. E agora, elas ficam com a prata. Mas isso é a vitória do esporte. Elas venceram a Turquia porque eram melhores que as rivais. E hoje, venceu o Brasil porque soube reagir e ser melhor na final.

Para fechar, parabéns a Zé Roberto Guimarães. Ser tricampeão olímpico não é para qualquer um.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Seleção masculina | 20:36

3 a 0 arrasador também para homens na semifinal

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Primeiro, a seleção feminina venceu por 3 a 0 na semifinal e foi para a decisão. Agora, 3 a 0 para a seleção masculina e mais um time na briga pela medalha de ouro. E que 3 sets a 0 para cima da Itália!

A primeira dúvida que poderia aparecer no time acabou com os primeiros lances. Leandro Vissotto, como esperado após a lesão na coxa das quartas de final, não atuou. Wallace, que já vinha de uma boa temporada, jogando bem até nos jogos ruins da Liga Mundial, entrou como titular. Logo recebeu bolas e virou. Ele só foi bloqueado no finalzinho do primeiro set, quando a Itália salvou um set point do Brasil. Bela atuação, sem se intimidar por estar nas Olimpíadas ou por ter sido um dos últimos a chegar no grupo.

Leia também: Vissotto confirma que está fora da final e enche a bola de Wallace

Ao longo do jogo, o Brasil foi superior em tudo. A Itália arriscou tudo no saque, mas quando não conseguia o ace (foram cinco no jogo), a bola era recepcionada e muitas vezes ia boa para a mão de Bruninho. E o levantador orquestrou bem o time. Seguro, acelerou pelo meio com Lucão e Sidão, deixou Dante livre pelo fundo e Murilo solto na ponta várias vezes. E ainda contou com Wallace. Tanto que, após a partida, Bernardinho disse que a atuação de Bruno tinha sido digna dos melhores tempos de Maurício e Ricardo. Elogio e tanto! Elogio merecido!

Leia mais: Bernardinho compara Bruno a Ricardinho e Maurício e elogia seleção

Enfim, o bloqueio funcionou até no simples de Bruninho. O saque entrou e deu trabalho a recepção italiana mesmo sem usar a força o tempo todo. Murilo fechou o jogo em um ace mais colocado do que forçado. E o Brasil aproveitou metade de suas bolas enquanto a Itália não chegou aos 15%. O ponto do segundo set, quando o Brasil sobrava e mesmo assim partiu para a bola primeiro com Murilo no fundo, depois Serginho do outro lado da quadra e terminando em um bloqueio de Dante, mostrou o espírito do time em quadra. Resumindo, atuação de gala.

Agora, mais uma vez a Rússia. Eles não devem errar tanto quando erraram na derrota para o Brasil na primeira fase. Mas com saque bem executado e bloqueio bem posicionado, dá para levar uma vantagem. O ataque já está funcionando bem, só deve apostas nas bolas rápidas para fugir do alto bloqueio russo. Com o que a seleção tem mostrado nas Olimpíadas, dá para acreditar no ouro. A partida final será no domingo, às 9h (horário de Brasília).

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Seleção feminina | 19:17

3 a 0 arrasador na semifinal para seleção feminina

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E a seleção feminina está na final olímpica! O time entrou forte, dominou do começo ao fim, fez 3 sets a 0 para cima do Japão e avançou à decisão em Londres. Bela vitória!

O começo do jogo já mostrou como seria toda a partida. O Japão tocava em todas as bolas no fundo. Mas o Brasil também estava atento na defesa e, aos poucos, fez com que as bolas recuperadas no fundo virasse contra-ataques. Principalmente a partir do segundo set, a seleção mostrou um ótimo volume de jogo e o saque, com Thaísa, passou a quebrar a recepção japonesa. E para completar, nada de síndrome do terceiro set. Sinais de que o emocional da equipe vai bem, obrigada.

Leia mais: Brasil contraria emoção das quartas, passeia contra Japão e vai à final do vôlei

Como destaques do jogo, começo pela líbero Fabi. Ela se jogou, deu peixinhos e chegou bem nas coberturas. No ataque, Jaqueline fez sua a melhor partida. Foi acionada por Dani Lins e virou. Sheilla, depois de ser o destaque no final do jogo contra a Rússia, ganhou moral e segue como segurança, principalmente pelo fundo. Voltou a ser uma oposta muito decisiva. E Dani, com o passe na mão, usou e abusou mais uma vez das meios, que vivem ótimo momento.

E por falar em meio, já comentei várias vezes aqui que um dos principais fundamentos deste time é o bloqueio. Hoje o bloqueio entrou e muito bem. Foram 14 pontos no fundamento contra apenas um das asiáticas. Um show no fundamento! E se a bola passasse direto, tinha alguém lá no fundo da quadra para ajudar.

Foi uma excelente atuação, mas agora quem o Brasil tem pela frente são os Estados Unidos. A seleção vem, sem dúvida nenhuma, em uma crescente nas Olimpíadas e agora, depois de evoluir em todos os fundamentos e mostrar mais estabilidade em quadra, pode encarar as norte-americanas de igual para iugal. É manter a postura e partir para a final!

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Seleção masculina | 12:08

20 anos do ouro nas Olimpíadas de Barcelona

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Eu nasci em 1983, então, ainda era muito pequena nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Quatro anos mais tarde, em Barcelona 1992, já gostava de esportes e ver as Olimpíadas era uma grande diversão. E ver uma seleção que foi passando por todos os adversários, foi ganhando espaço e chegou ao ouro depois de um saque perfeito de Marcelo Negrão foi melhor ainda!

Hoje, 9 de agosto, é o aniversário de 20 anos da conquista da medalha de ouro em Barcelona pela seleção masculina de vôlei. Foi o primeiro ouro olímpico para o esporte coletivo do Brasil. E no país, fez reascender uma paixão pelo vôlei, que começou com a geração prata no Mundial de 1982 e nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.

Maurício, Giovane, Tande, Negrão e companhia venceram em Barcelona mostrando um jogo rápido e versátil. Carlão atuava como ponta e como meio. Os bloqueios rivais não se acertavam com essa “mistura”. Negrão tinha um saque muito potente. E Maurício, levantador brasileiro com direito a um espaço no hall da fama, fazia jus ao apelido de maestro, colocando todos para jogar com precisão. Isso sob o comando de José Roberto Guimarães, único técnico campeão olímpico com homens e mulheres.

Para lembrar um pouco daquela geração, fiz um infográfico com a equipe de arte do iG. Que a conquista inspire os jogadores que estão lá em Londres!

Infográfico: 20 anos do primeiro ouro brasileiro no vôlei

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