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Arquivo de junho, 2012

sábado, 16 de junho de 2012 Seleção feminina | 01:17

Brasil supera 1º set e usa saque para vencer no Grand Prix

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No primeiro final de semana de Grand Prix, com um time cheio de novatas, a seleção feminina de vôlei venceu as três partidas por 3 sets a 2. Agora, na estreia das experientes no torneio, o primeiro 3 sets a 1, mas ainda com uma atuação que não convenceu e não agradou totalmente ao técnico José Roberto Guimarães.

Veja mais detalhes da vitória do Brasil sobre a Alemanha

O Brasil encarou a Alemanha na noite de sexta-feira e começou apática e sem convicção no ataque no primeiro set. O bloqueio pouco fez, o saque não entrou e as alemãs, amortecendo bolas e mostrando volume de jogo, venceram. Mas deu tempo para a equipe nacional superar o começo ruim

jaqueline-FIVB

Depois de primeiro set apático, Brasil se acertou, passou a vibrar mais e venceu Alemanha de virada

Na segunda e na terceira parciais, o time de Zé Roberto, assim como a seleção masculina fez mais cedo, soube usar o saque. Com serviço bem executado, a Alemanha se atrapalhou e viu o Brasil crescer e vencer sem muitos problemas. Sheilla e Jaque pontuaram com saque balanceado. E  “chapadão” de Thaísa também deu muito certo. Mas, quando a equipe nacional voltou a errar no saque, as rivais equilibraram o jogo. Por pouco o Brasil não teve que encarar mais um tie-break. O que salvou? O saque, sempre ele. Thaísa acertou a mão e fechou o jogo.

O que ainda preocupa é essa demora para entrar no jogo. Como lembrou Zé Roberto na coletiva após a partida, em uma competição como as Olimpíadas ou diante de um adversário mais complicado, pode não dar tempo de recuperar. A Alemanha pode ter suas qualidades, mas nem vai aos Jogos Olímpicos. A situação tende a ficar pior ainda neste final de semana, contra a Itália, ainda que sem todas as estrelas, e os Estados Unidos.

Além disso, o bloqueio, principal arma dessa equipe, demorou a aparecer. Foram apenas dois pontos no fundamento no primeiro set, pro exemplo. No total, foram 11 pontos de bloqueio, número baixo para a seleção, segundo Zé Roberto.

Clima do jogo e os testes de Mari

O treinador faz questão de lembrar que o importante não é o resultado do Grand Prix, mas sim, testar a equipe para as Olimpíadas. É fundamental, para ele, colocar o time para jogar, fazer o Brasil encarar diferentes tipos de jogo. Para isso, seguiu com as mudanças. Dessa vez, usou quem estamos acostumados a ver como titulares: Fabíola, Thaísa, Fabiana, Sheilla, Paula Pequeno, Jaqueline e Fabi.

Brasil-FIVB

Thaísa e Jaqueline na rede. Zé Roberto escalou 'titulares' na segunda semana de GP

Já Mari foi quem teve um teste duplo. Entrou como oposta ainda no primeiro set e no primeiro ataque, ficou no bloqueio. A bola não caiu no chão, mas ela já fez cara feia e ficou cabisbaixa, desistindo com a jogada ainda no meio. Logo saiu. Voltou no set seguinte e, assim como toda a seleção, parecia mais confiante. O time todo começou devagar e abalado pelos 4 a 0 que levou logo de cara da Alemanha. O segundo set também começou com 4 a 0, mas elas logo se recuperaram e isso deu ânimo às titulares e também a quem entrou do banco. Mari correspondeu um pouco mais, com dois pontos.

Só que Paula Pequeno, alvo do saque rival e com dores no cotovelo, teve que sair do jogo. Mari voltou para a quadra, agora como ponteira. Entretanto, ela também estava machucada. Jaqueline acertou uma bola no dedão esquerdo da companheira, o que resultou em dois ligamentos rompidos e o tendão machucado. Mari usou uma proteção na mão e quase não passou, mas ficou em quadra.

Após o jogo, Mari parecia calma e feliz com resultado. Ela conversou com jornalistas e confessou que nunca ficará realmente zerada das lesões (lembrando que ficou fora do Pré-Olímpico por causa de dores no joelho, nas costas e no ombro), mas que agora dá para jogar. Sacrifícios de um ano olímpico. Mas como oposta ou ponteira, ela ainda segue com rendimento abaixo das demais.

O Grand Prix continua e sábado será o jogo contra a Itália. Depois, domingo, será a vez dos Estados Unidos. E a lição do jogo desta noite foi que o saque pode fazer muita diferença, mas também fica o alerta para o começo um pouco ansioso, que não deve se repetir.

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sexta-feira, 15 de junho de 2012 Seleção masculina | 14:00

Saque ajuda, e Brasil vence Canadá na Liga Mundial

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Não foi uma atuação como a daqui do Brasil, mas a seleção masculina passou pelo Canadá agora há pouco na Liga Mundial. O time de Bernardinho venceu por 3 sets a 2, teve alguns momentos de falhas do ataque e na cobertura, e se achou quando o saque começou a entrar.

No começo do jogo, Murilo era quem estava colocando as bolas no chão. Mais uma vez, o Brasil não demostrava aquela segurança na virada de bola. Para complicar, a defesa estava um pouco desligada, deixando cair bolas amortecidas que davam para ser convertidas em contra-ataque. Já os canadenses fizeram como no primeiro jogo e usaram muito bem o seu oposto Gavin Schmitt. Ele passou sem problemas pela marcação nacional, fazendo 25 pontos no ataque. Para se ter uma ideia, o primeiro ponto de bloqueio do Brasil no jogo saiu apenas no 19 a 17 para o Canadá no primeiro set.

Veja mais detalhes e números de Brasil 3 x 2 Canadá

A partir do segundo set, Bernardinho colocou Bruninho no lugar de Ricardinho e o ataque ficou mais variado e um pouco melhor. Mas o Brasil só engrenou mesmo quando o saque entrou, principalmente com o central Sidão. Os canadenses sabem atacar, mas não têm uma excelente equipe e, com passe quebrado, perderam dois sets.

Depois, o Brasil resolveu errar quando não poderia, ou seja, no final do quarto set. Era importante fechar logo em 3 a 1 para assegurar três pontos na classificação e seguir com um de vantagem para cima da Polônia, caso a equipe vença a Finlândia daqui a pouco. Mas o Canadá marcou no bloqueio, o Brasil errou ataque e teve uma falha infantil. A bola amorteceu no bloqueio, foi recuperada no fundo e, quando chegou alta à rede, um ficou olhando para o outro e a bola caiu no meio.

Pelo menos no tie-break os brasileiros voltaram a encaixar o saque, mais uma vez tudo começou com Sidão, e venceram o set mais curto sem muitos problemas (foram sete aces, três com o central). Não foi o 3 a 0 ou o 3 a 1 esperado, mas pelo menos o Brasil conseguiu se recuperar em quadra. No sábado, a seleção encara a Finlândia, às 12h30 e no domingo será a vez da Polônia, às 10h. Só para pensar em vitória para assegurar a primeira colocação. E que o saque continue ajudando.

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Seleção feminina | 08:00

Segunda semana de testes para o Brasil no Grand Prix

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Na estreia no Grand Prix, na Polônia, Zé Roberto escalou um time com novatas e começou os testes para definir as 12 que irá relacionar para as Olimpíadas de Londres. Foram três vitórias, mas com três tie-breaks e diversos momentos de falta de concentração da equipe. Agora, no final de semana de jogos em casa, o técnico segue o cronograma e volta a usar as mais experientes. E os testes continuam…

A seleção feminina joga nesta sexta-feira contra a Alemanha, depois encara Itália no sábado e os Estados Unido, no domingo. Todos os jogos serão em São Bernardo do Campo. Sassá e Fernanda Garay serão poupadas. Sheilla, Jaqueline, Thaísa, Fabíola, Fabi e companhia estão de volta. E quero ver como será a atuação na posição de oposta.

Mari-Ze-Roberto-CBV

Zé Roberto testa Mari como oposta durante o Grand Prix

Na Polônia, Zé Roberto colocou Mari como titular na saída de rede. Ele já havia dito que iria testar a jogadora de volta como oposta, posição que jogou em Atenas, por exemplo, mas Mari ainda não correspondeu. No primeiro jogo, diante da Itália, fez só três pontos em dois sets. Já contra a Sérvia foram apenas duas bolas no chão. E diante da Polônia, na partida que começou no banco, entrou no quarto set e não saiu mais, colocando sete bolas no chão.

Os números ainda são muito baixos para uma oposta. Mari não veio de uma temporada boa e faz um tempo que não é aquela atacante decisiva. Como oposta, pode realmente ficar mais solta sem se preocupar com a recepção (grande problema da jogadora, que sempre é caçada pelo saque rival), mas já tem potência para competir com Sheilla para ser titular? Ou já superou Tandara para ficar como reserva? Acho que ainda está distante de Sheilla e também perde para Tandara. Vamos ver como ela se apresenta neste final de semana.

No levantamento, o teste foi com Fernandinha, que assumiu o posto de titular diante da Itália e não saiu mais. Apesar dos altos e baixos da seleção, muito por falta de concentração no jogo, foram três vitórias com a jogadora no comando das ações. Se para Zé Roberto, Fabíola é a titular da seleção, Fernandinha tem chances de roubar a vaga de reserva de Dani Lins.

Com a volta das mais experientes, o Brasil deve se apresentar mais consistente nesses jogos em casa. E o Grand Prix tem a mesma função que a Liga Mundial, ou seja, treinar para Londres. Então, quanto mais as jogadoras aproveitarem esses jogos para se entrosarem ou se readaptarem a uma antiga posição, melhor.

P.s.: Falando em Liga Mundial, a seleção masculina joga daqui a pouco contra o Canadá. É preciso repetir o desempenho que teve em casa e vencer para se manter na liderança do grupo e avançar às finais sem depender de contas, já que apenas os primeiros e o melhor segundo colocado seguem na briga.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 10:35

Brasil no "grupo da morte" nas Olimpíadas

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A FIVB (Federação Internacional de vôlei) confirmou na terça-feira os grupos das Olimpíadas de Londres. E o caminho não será fácil nem para a seleção masculina nem para a feminina. Veja como ficou a divisão no quadro abaixo:

No masculino, o problema logo de cara pode ser a Rússia. A equipe se renovou bem durante o ciclo olímpico, venceu a Liga Mundial e a Copa do Mundo e chega forte às Olimpíadas. Tem jogadores como o oposto Mikhaylov, um atleta jovem, mas que já tem uma certa experiência internacional e sabe decidir.

No grupo B também tem a Sérvia, que ficou sem o ídolo Milijkovic, que resolveu se aposentar, mas garantiu a vaga no Pré-Olímpico mundial e tem outros bons atacantes. Já os Estados Unidos não são os mesmos que foram campeões em 2008 sem o levantador Ball, mas sempre crescem contra o Brasil. E eles seguem com Stanley e outras potências no saque e no ataque, sem contar com o volume na defesa. Alemanha e Tunísia sobraram no grupo…

Leia mais: Calendário da Liga Mundial preocupa Bernardinho

No feminino, os Estados Unidos, líderes do ranking mundial, também estão no caminho do Brasil, mas, por aqui, devem dar ainda mais trabalho. Se os homens sabem defender, nem é preciso falar das mulheres. E agora a equipe tem, além de suas estrelas, Hooker depois de uma ótima temporada aqui na Superliga. Acho que essa será uma das seleções a ser batida.

Depois vem Sérvia e Turquia. As sérvias, como as russas, são altas e boas jogadoras. Já a Turquia venceu o Pré-Olímpico europeu e ganhou moral. Para piorar, o grupo ainda tem China e Coreia, seleções asiáticas chatas e experientes, com seu estilo de jogo rápido e potente Kim no ataque das coreanas.

Como era de se esperar, a Grã-Bretanha, cabeça de chave, acabou em grupos mais fáceis tanto no masculino quanto no feminino. Ainda assim, a vida deles não será simples. Os times se classificaram às Olimpíadas por serem do país-sede e não por méritos em quadra.

Cuba fora dos Jogos Olímpicos

O triste em olhar para esses grupos e não ver Cuba nem no masculino e nem no feminino. Entre as mulheres, a seleção perdeu a chance se de classificar na Norceca e só levou pancada no Pré-Olímpico mundial. A equipe não conseguiu se renovar e há tempos nem lembrava aquele conjunto que tanto provocou o Brasil nos anos 90.

Mais detalhes: Seleção masculina perde, e Cuba fica fora do vôlei nas Olimpíadas

No masculino, entretanto, Cuba estava conseguindo se manter entre os melhores e, em 2010, fez a final do Campeonato Mundial contra o Brasil. No ano aseguinte, com suspeita de plano de fuga (problema comum no país), cortou nomes importantes do time, como Simon. Restaram o promissor Leon, Mesa, Diaz e Bell, mas o time não conseguiu a vaga no Pré-Olímpico na Alemanha. Fim de uma tradição nos Jogos Olímpicos e reflexo de problemas do país.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 12:57

Pedido de desculpas

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Galera, o feriadão já começou agitado para o vôlei. Nesta sexta-feira, a seleção masculina já venceu a Finlândia em casa na Liga Mundial e a seleção feminina está em quadra agora jogando a estreia no Grand Prix contra a Itália.

Leia também: Com show no terceiro set, Brasil vence Finlândia na Liga Mundial

Mas, eu tenho que já pedir desculpas. Como vocês sabem, concilio o blog com o trabalho na redação do iG e o plantão por aqui promete muita correria até domingo… Por isso, volto para escrever sobre a Liga Mundial e sobre o Grand Prix assim que tiver um tempinho, combinado?

E não esqueçam que os comentários estão abertos para vocês falarem o que acharam das nossas seleções. Até mais!

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Seleção masculina | 11:12

Plano B para a seleção masculina

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Já foram dois finais de semana de jogos na Liga Mundial e nesta sexta-feira começa mais uma série de jogos para o Brasil no torneio. O saldo até aqui não foi bom. Primeiro, duas derrotas e uma vitória. Depois, duas vitórias e uma derrota. E problemas como o ataque, que não está sendo mais eficiente, ou a seleção da Polônia, que está melhor que a brasileira no momento.

Giba-CBV

Giba já voltou a treinar com a seleção e espera estar nas Olimpíadas de Londres

Os comentários daqui do blog foram que o Brasil está com um time envelhecido ou que não tem substitutos para os jogadores que levaram a equipe a tantos ouros. Aí surgiram algumas questões. A seleção brasileira tem um plano B? Ou será que ainda dá tempo de aplicar um plano B no time?

Leia também: Giba diz que se sentiu bem após primeiro treino coletivo com a seleção

Na quarta-feira todo o elenco treinou em São Bernardo. Vissotto, Giba, Murilo e João Paulo Bravo estão recuperados e poderiam jogar. Aos poucos vão ganhar ritmo e se soltar. Mas e se não der para contar com eles para as Olimpíadas? Quem colocar no lugar?

Por enquanto, o ponteiro reserva que mais atuou foi Thiago Alves e acho que ele foi bem quando requisitado. Pode não ter o passe do Murilo, mas resolveu no ataque. Mas e jovens como Lucarelli? Ele foi muito bem na Superliga também no ataque e quase não atuou com a camisa do Brasil. Ele sofre com a recepção, mas também vai bem na rede, que é o que está sendo o ponto fraco desta temporada. Já a vaga de oposto tem ficado com Wallace. Ele é mais um jovem que já teve passagens pela seleção, mas só está atuando de fato agora. Acho que está indo muito bem, mas é novo e precisa de rodagem.

Leia ainda: Ricardinho reconhece retorno irregular e avisa: “Não sou Deus”

Os testes poderiam ter acontecido antes, aos poucos. O ano já tem a pressão da Olimpíada e tentar mudar agora só aumenta a tensão e a expectativa. No caso dos levantadores, Ricardinho e Bruninho se revezam, porém já que a ideia de Bernardinho era chamar mais uma vez o veterano, por que não fazer isso antes? Assim todos já estariam mais entrosados e pronto, um problema a menos para a véspera dos Jogos. É complicado esperar que qualquer um que chegar, ou virar titular agora, se torne um grande salvador de todos os problemas da equipe.

E a seleção precisa levar para Londres gente que comece bem e também entre bem no lugar de um Giba  ou Murilo e coloque bola no chão. Ou seja, todo mundo tem que estar adaptado com todo mundo. Do jeito que está ainda está distante do ideal, seja pelo entrosamento seja para confiança e ou pelo poder da virada de bola.

A seleção volta para quadra nesta sexta-feira e encara a Finlândia. Depois, enfrenta o Canadá no sábado e fecha a rodada contra a Polônia no domingo. Todos os jogos serão às 10h em São Bernardo. Os ingressos já se esgotaram, mas as partidas terão transmissão de Globo e Sportv.

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domingo, 3 de junho de 2012 Seleção masculina | 18:50

Derrota para fechar o final de semana na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina de vôlei perdeu de novo para a Polônia na Liga Mundial. Agora há pouco, o time de Bernardinho caiu diante dos donos da casa por 3 sets a 2, com parciais de 26/24, 23/25, 25/23, 23/25 e 15/10. Com isso, perdeu a chance de assumir a liderança do grupo B.

Veja detalhes da derrota do Brasil para a Polônia set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Brasil se mostrou perdido e abatido em quadra em diversos momentos na derrota para a Polônia

Finlândia e Canadá são rivais mais fracos que o Brasil e a seleção cumpriu o seu papel com as vitórias neste final de semana. Mas a Polônia é um time conhecido, com ataque potente, que também vai para Londres e sabe colocar pressão. Os jogos contra os poloneses são os testes de fato da equipe nacional nesta fase da Liga Mundial. E, mais uma vez, apesar do equilíbrio dos pontos, o time brasileiro falhou.

No começo, o oposto Bartman foi o cara. Ele atacou livremente no primeiro set e ajudou a Polônia a sair na frente. Na segunda parcial, Bernardinho mexeu na equipe e o Brasil finalmente mostrou volume de jogo. Defendendo mais, conseguiu criar contra-ataques e empatar a partida. Parecia que as coisas estavam entrando nos eixos.

Entretanto, veio a parada de 10 minutos até o começo da terceira parcial. Na volta, jogo feio dos dois lados. Mas Théo, que começou como titular ao lado de Bruno, estava virando bem e o Brasil colocou quatro pontos de vantagem. O esperado era que a seleção se aproveitasse dos erros poloneses e vencessem com moral. Não foi bem assim. Agora com Winiarski recebendo mais, os anfitriões cresceram, colocaram mais ataques no chão e fecharam.

O Brasil, que no primeiro jogo desta etapa mostrou um ótimo tempo no bloqueio, pouco complicou neste fundamento. Os poloneses, quando viam um bloqueio armado, sabiam explorar, estourando bolas na marcação, usando a mão de fora. Já os brasileiros, se tivessem marcados, batiam e viam as bolas sendo amortecidas e recuperadas. O ataque nacional ficou devendo, perdendo bolas diante de bloqueio simples. Théo foi bem, mas em algumas jogadas perdeu a convicção ou não soube explorar o bloqueio, levando alguns “tocos” . E, para complicar, o bloqueio brasileiro não amorteceu e nem ajudou.  Os dois únicos pontos no fundamento no quarto sert, com Lucão, levaram o jogo para o tie-break, mas a atuação no geral não foi suficiente.

No quinto set, de novo a Polônia atacou mais e o Brasil se entregou. Justo o set mais curto foi o que teve a maior vantagem no placar, com 15 a 10 para os donos da casa.

Mais uma vez, sabemos que o objetivo do Brasil no ano são as Olimpíadas, mas se continuar assim, a equipe não vai conseguir muita coisa nesta Liga Mundial. E é importante jogar este campeonato até às finais para ganhar ritmo, para ser testado. Por enquanto, o time ainda não passou nos testes.

Pelo jogo deste domingo, e o que já tinha acontecido antes, falta potência no ataque e mais volume. Ainda dá tempo para se acertar e o Brasil já melhorou bastante com a volta de Murilo. Ricardinho está se entrosando e Bruninho, entrando nas inversões de 5-1 e variando, fazendo seu papel. Nesta partida, ele deixou Théo e Dante com bloqueio simples e eles não viraram. O ataque precisa voltar a colocar pressão. Quem sabe isso não acontece na semana que vem, em casa? Ou a classificação pode realmente ficar ameaçada. E aí, adeus treinos para as Olimpíadas.

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sábado, 2 de junho de 2012 Seleção masculina | 17:27

Com Wallace e companhia, Brasil vira para cima do Canadá

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Brasil - FIVB

Brasil vence Canadá e soma mais três pontos na Liga Mundial

A seleção brasileira masculina de vôlei parece estar se encontrando na Liga Mundial. Depois de começar o final de semana com 3 a 0 fácil para cima da Finlândia, o Brasil venceu o Canadá de virada por 3 sets a 1 agora há pouco. Cometeu muitos erros em alguns momentos, sofreu na virada de bola no começo, mas o time está crescendo.

O bloqueio, destaque contra a Finlândia, demorou a aparecer neste sábado. No primeiro set o Brasil não conseguiu um ponto sequer no fundamento. No segundo, conseguiu o primeiro ponto com Rodrigão. O time marcou melhor na terceira parcial e chegou ao final já entendendo bem o tempo de bola dos canadenses. Não é bom começar assim, devagar, mas valeu a pena ter se encontrado e colocado pressão.

O mesmo foi com a virada de bola. Na primeira parcial, o Canadá atacava com facilidade e as bolas do Brasil saiam um pouco presas, fora de tempo, sem convicção. Do segundo set em diante, a seleção cresceu no ataque e também no volume de jogo, aproveitando os contra-ataques. As jogadas foram mais variadas e a vitória veio. Entretanto, vale ficar atento. Depois de dar apenas dois pontos em erros no segundo set, a equipe nacional entregou nove bolas de graça no terceiro. É que o Canadá também não estava mais colocando tanta pressão como no começo.

Veja como foi a vitória do Brasil sobre o Canadá set a set

Quanto aos jogadores, mesmo com os problemas do Brasil no primeiro final de semana, quem vem sendo o destaque até agora eu acho que é o oposto Wallace. Antes da Liga Mundial tinha comentado que queria ver a atuação dele ao lado de Ricardinho, já que o levantador gosta de acelerar e Wallace sabe bater bolas assim. Pois o oposto têm correspondido e muito bem. Mesmo quando recebe as pedreiras comuns a sua posição, ele consegue se virar. Nesta tarde foi o maior pontuador, com 2o acertos.

E o Brasil, no ano passado principalmente, sofreu com opostos. Depois do Campeonato Mundial, Vissotto caiu e não passava aquela segurança necessária da posição. Théo nunca se firmou, alternando altos e baixos nos jogos. Agora chega Wallace, um cara jovem, bastante ágil e que amadurece a cada temporada. Há uns dois anos ele era a aposta do Sada Cruzeiro que só usava a força. Agora ele ainda usa, sim, a pancada, mas aprendeu a variar mais e se arrumar em quadra. Boa aposta para as Olimpíadas.

Murilo - FIVB

Murilo tira os braços da frente de Schmitt. Ponteiro mostra experiência e volta bem à seleção

No levantamento, Ricardinho segue como titular. Mas é inegável que o Brasil ganha mais bolas de meio quando Bruninho entra nas inversões. Foi assim neste sábado, por exemplo, no terceiro set, com bolas para Lucão. Depois, quando voltou ao jogo, Ricardinho viu o momento do central e também passou a usar mais a jogada. Nas pontas, o jogo dele combina com o estilo de Murilo e de Thiago Alves, atacantes mais baixos e que batem as tais aceleradas. Como escrevi na sexta, Ricardinho está se entrosando com o time e ganhando mais confiança na distribuição. Coisa que só o tempo resolve.

Nas pontas, Dante, com dores no joelho, ainda está rendendo pouco no ataque. Murilo errou alguns passes no começo do jogo contra o Canadá, mas, depois, entregou a bola nas mãos de Ricardinho. E Thiago Alves é mais um destaque. Ele tem entrado bem, dado mais volume na defesa e na rede ao Brasil. É mais um jogador que vive um ótimo momento e pode seguir no time até Londres.

O Brasil está se encaixando. Precisa melhorar? Sim. Mas ter vencido esses dois jogos e ter somado seis pontos já ajuda na tabela e na briga pelas vagas na fase final. E nada melhor para treinar para as Olimpíadas do que disputar mais um título da Liga Mundial. Domingo, contra a Polônia, já será um teste mais duro que hoje. O Canadá colocou pressão no ataque, mas parou quando a seleção se achou na virada de bola e no bloqueio e, principalmente, não segurou a pressão no saque. Os poloneses têm muito mais qualidade e vão dar mais trabalho…

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 Seleção masculina | 22:02

Primeiro 3 sets a 0 na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina de vôlei conseguiu, nesta sexta-feira, o primeiro 3 sets a 0 nesta Liga Mundial. Depois de duas derrotas, para Polônia e Canadá, e uma vitória por só por 3 sets a 1 diante da Finlândia, o Brasil encaixou o jogo, acertou saque e bloqueio e venceu com facilidade os finlandeses na segunda etapa na competição, em Katowice. O placar foi 25/13, 25/14 e 25/14 em apenas uma hora e cinco de jogo.

Brasil x Finlândia - FIVB

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil na vitória sobre a Finlândia

A equipe nacional não deu espaço ao ataque da Finlândia, marcando pesado no bloqueio. Foram 16 pontos no fundamento. Antes, o saque também fez a sua parte. Foram seis aces e passes quebrados do lado europeu, o que ajudou a marcação dos brasileiros na rede. A semana de treinamento em Saquarema parece ter feito bem. Agora vamos ver contra o Canadá neste sábado. Será que o bloqueio também conseguirá segurar o gigante oposto Schmitt, que fez mais de 30  pontos na seleção na primeira rodada?

O Brasil também teve a volta de Murilo. Recuperado de uma lesão no ombro, ele foi titular e foi bem. Com ele e Dante nas pontas, além de Wallace como oposto, o time ganhou boas opções no ataque, o que faltou nos primeiros jogos, quando o oposto foi sobrecarregado e, por exemplo, Maurício, não se achou na rede. No terceiro set, Thiago Alves entrou no lugar de Dante e a equipe se manteve agressiva. É uma opção do banco que vem dando certo.

Assim como nos primeiros jogos, Ricardinho foi o levantador titular. Os pontos de ataque ainda saíram mais pelas pontas (Wallace fez 10 e Dante e Murilo marcaram seis), mas as jogadas de meio começaram a aparecer. Aos poucos, o time está se entrosando melhor.

As Olimpíadas de Londres são o foco do ano e os primeiros resultados abaixo do esperado não chegaram a desesperar, mas mostravam que o time ainda estava em começo de temporada e que precisava de ajustes e de mais alguns jogadores. Murilo já está de volta e costuma fazer bem ao time. Giba deve estar nos Jogos Olímpicos também. E na saída, Wallace tem se dado bem enquanto Leandro Vissotto segue treinando em Saquarema. Até Londres, a seleção ainda vai se encontrar, mas é bom ver um 3 sets a 0 assim, sem dramas.

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