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sexta-feira, 22 de junho de 2012 Seleção feminina | 14:15

Irregularidade e mais um tie-break para o Brasil no GP

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A seleção brasileira feminina venceu Cuba por 3 sets a 2 no quinto jogo de sete partidas já disputadas no Grand Prix decididas no tie-break. E o jogo mostrou como está a seleção nesta temporada: cheia de altos e baixos.

Logo no primeiro set, principalmente se aproveitando dos contra-ataques, o Brasil disparou em 20 a 13. Jaqueline, que foi mal contra os Estados Unidos no fundo de quadra, era referência no ataque. Quem via isso imaginava que sairia o primeiro 3 sets a 0 para a seleção neste Grand Prix. Nada disso. Cuba forçou o saque e o ataque e, enquanto o Brasil deixava de ser decisivo na rede, empatou e virou a parcial.

Bloqueio-Divulgação/FIVB

Brasil vence Cuba, mas de novo tem muitos altos e baixo

As outras parciais foram um pouco mais equilibradas. No segundo set, a seleção disparou mais uma vez, mas conseguiu se segurar na frente. A mesma coisa aconteceu na terceira etapa. E agora, depois de dois sets vencidos sem muitos problemas e vendo algumas jogadoras melhorarem, como Sheilla, dava para esperar o final do jogo no quarto set, não? Pois é, mas não foi bem assim. A levantadora/atacante de Cuba Santos acabou com o passe do Brasil e com uma bela sequência no saque (foram seis pontos ela no serviço, se não errei na conta), colocou seu time em ampla vantagem. A seleção ainda encostou de novo, mas perdeu a parcial. Depois, no tie-break, mais uma vez facilidade para vencer.

Cuba é um time muito forte no ataque e, principalmente no saque. E, como não é novidade, o passe da seleção foi ruim. O ataque também se perdeu, principalmente no primeiro set. Mas o que eu acho que mais preocupa são esses altos e baixos desde o primeiro jogo no Grand Prix. E agora já era a segunda semana usando as titulares. Alguns comentaram aqui que era complicado dar ritmo de jogo com tantas mudanças, já que Zé Roberto mexeu bastante no time da primeira para a segunda semana do Grand Prix. Pelo visto, as mudanças e testes estão no fim e o técnico já começa a definir a equipe, pois era preciso vencer hoje e se fosse por 3 a 0 ou 3 a 1, o Brasil daria meio passo rumo às finais do Grand Prix. Mas mesmo usando aquelas que já estão entrosadas e tudo mais, falta regularidade para começar e terminar bem um jogo.

A atuação no sistema defensivo preocupa. Fernanda Garay, que voltou depois de lesão, não se achou no fundo. A falta de bolas no chão em alguns momentos, também. No momento, apesar de ainda vê-la como titular, Sheilla tem sacado melhor do que atacado, por exemplo. Mari só entrou em uma passagem hoje e não foi testada. Jaqueline foi mal no passe, mas resolveu agora no ataque. Fernandinha, que deve mesmo ser a segunda levantadora, segue correspondendo quando acionada e mostrou que já conhece as companheiras soltando bolas de meio logo de cara. Mas a pouco mais de um mês das Olimpíadas esses altos e baixos no conjunto são bem complicados.

E como não liquidar logo um jogo contra uma equipe que é sim muito forte, mas que, como arrisca o tempo todo, erra demais! Foram 41 erros em toda a partida. Isso mesmo, 41 pontos dados de graça. O Brasil poderia ter se aproveitado melhor e finalmente ter vencido por 3 a 0. Quem sabe neste sábado, mais uma vez às 8h30, contra Porto Rico…

P.s.: Enquanto Brasil sofre e é apenas o sexto colocado, Estados Unidos (líderes) e Turquia (um time muito equilibrado e que já foi o destaque do Pré-Olímpico europeu) já estão na fase final. E os dois estão no grupo da seleção feminina em Londres…

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10 comentários | Comentar

  1. 30 LSgPTTFh 06/06/2013 20:15

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  7. 24 Leonardo 23/06/2012 10:33

    Bom dia Aretha! Ao contrario de alguns leitores revoltados com a propria existencia e que adoram blogs de fofocas, eu aprecio muito seus textos, pq vc Aretha nao e’ fofoqueira, vc se detem aos fatos e fala de volei que e’ o que interessa: PARABENS ARETHA!
    Eu realmente nao sei o que algumas pessoas tem contra a Fabi, porque pegam tanto no pe’ dela? Eu nao acho que ela esteja desmotivada. Uma jogadora desmotivada nao se joga p/ recuperar uma bola como ela faz… Gosto tanto da Fabi qto da Camila Brait, mas os fans da Brait nao precisam ficar detonando a Fabi, nao e’ necessario isso. Ora bolas a posicao de libero e’ importantissima e de muita responsabilidade e a exepriencia conta muito sim. Como vimos um time que nao investe numa boa libero nao se da’ bem. O maior exemplo disso e’ a propria equipe cubana: O que adianta aquele potencial todo de bloqueio, saque e ataque se a EMILY BORREL e’ a libero mais fraca do GRAND PRIX, totalmente apagada e inexpressiva em quadra? Ja’ o Brasil tem 2 liberos de alto nivel e tem que se aproveitar disso: A Camila Brait rendeu mais jogando junto com a Fabi se revezando na etapa brasileira do Grand Prix, sozinha ela sentiu muito a responsabilidade no jogo contra a Cuba. O ideal e’ usar 2 liberos se revezando no passe e defesa, dividindo as pressoes e as responsabilidades, uma passando forca p/ a outra, havendo um troca de experiencias. Com o uso de 2 liberos o Brasil, na verdade passa a contar com 8 titulares, 6 jogadoras tradicionais + 2 liberos que podem entrar a qquer momento, isso e’ muito vantajosa, e’ mais gente podendo entrar e sair do jogo sem queimar substituicoes. Espero que os fans da Brait nao fiquem detonando a Fabi sem necessidade, muitas selecoes do mundo gostariam de contar com uma libero igual a Fabi no seu elenco e o Brasil tem o privilegio de ter essas 2 feras. Isso sem contar que ainda temos a Tassia e a Michele Daldegan, que sao de altissimo nivel.

    • Aretha Martins 23/06/2012 13:02

      Oi, Leonardo, bom dia

      Obrigada pelos elogios e fico feliz que goste do blog e do meu trabalho. Tb gosto bastante de seus comentários…

      E sobre as líberos, Zé Roberto mesmo sabe como é bom trabalhar com duas líberos. Fez assim no Fenerbahce e foi campeão. Eu não vejo a Fabi desmotivada, mas vejo a seleção toda um pouco abaixo. Ela ainda parte para as bolas, leva pancadas e tal, mas parece menos vibrante, como todo o time. E unir a experiência dela com o bom desempenho recente da Brait pode ser uma boa solução.

      O problema é que nossas atacantes ainda não estão com toda a confiança e será que daria para “sacrificar” alguém do ataque para poder levar mais uma líbero para as Olimpíadas, sendo que o técnico só pode contar com 12 atletas na competição? Não sei ainda… O que vocês acham?

      Bom, daqui a pouco tem post sobre a vitória para cima de Porto Rico e a gente continua a conversa

      Abs,

      Aretha Martins

  8. 23 Daniel 22/06/2012 21:54

    Agora não adianta mais fantasia. Da primeira fase, bem ou mal, nem que seja aos trancos e barrancos, a seleção passa. Daí serão 3 jogos. 3 jogos pro Brasil jogar na marra, e ai quem sabe até pode dar certo. Quem sabe, Sheilla e Paula não fazem a diferença. É torcer, na marra às vezes vai…

  9. 22 Cláudia 22/06/2012 20:27

    Todos nós sabemos que temos um time competitivo e de alta qualidade técnica, mas desde 2010 este time vem devendo nas competições em que disputa.
    A fragilidade deste time ficou mais evidente hoje, quando Cuba ‘cedeu’ 41 pontos à nossa seleção. Foram quase 2 sets em erros dados ‘de graça’ ao Brasil e mesmo assim não souberam aproveitar as chances mais uma vez… Esse lance das ‘largadinhas’, venho acompanhando faz tempo o desempenho de certas jogadoras, que hoje, são insubstituíveis para o técnico, mas se formos ver pelas atuações até agora, mereciam estar no banco. A Jaqueline é um exemplo disso.
    Não sei se é insegurança ou sei lá o que, mas passar a bola de graça pro outro lado, contra uma seleção como os EUA, por exemplo, já é demais. No jogo de hoje ela ‘apareceu’ porque a Brait melhorou bem a qualidade do passe, porque se fosse a Fabi de líbero, poderíamos ter perdido este jogo tamanha instabilidade.
    Hoje pra mim, a linha de passe tem que ser formada por: Paula, Garay e Brait e acabou.
    Mas agora, vendo este Grand Prix e a irregularidade do time todo, às vezes olho o semblante das jogadoras e parece que elas estão desacreditadas.
    Você vê uma Fabi desmotivada, sabendo que está de titular porque tem a experiência a seu favor, mas sabe que no momento não merece essa titularidade; você vê uma Sheilla irregular que erra ataques fáceis que não costumava errar antes; você vê uma Jaqueline medrosa que recepciona as bolas com insegurança, que encolhe o braço na hora de atacar; você vê uma Fabiana irreconhecível nos saques, bloqueios e ataques; você vê uma Fabíola afobada, errando demais tentando buscar a perfeição que não existe, querendo mostrar serviço a todo custo sabendo que tem mais duas levantadoras na reserva esperando pela oportunidade… e por aí vai…
    Vejo uma seleção sobrecarregada. O fator psicológico nestas horas pesa muito.
    Acho que até o próprio Zé Roberto já saiba o limite de cada uma, por isso acho que não pode haver tanta expectativa com relação à estabilidade do time. Se não adquiriram isso até agora, acho difícil mudarem a postura justamente na Olimpíada. Mas, como será uma competição de alto nível e bem disputada, não custa nada acreditar!
    Talento todas têm, senão não estariam na seleção, mas a confiança é que está faltando já faz um bom tempo…

    • Aretha Martins 22/06/2012 22:40

      Concordo com tudo o que disse no cometário, Claudia. Talento as jogadoras têm, ou não estariam na seleção e não teriam ganhado títulos nesse último ciclo, mas a cabeça parece estar pesando.
      E hoje, quando falei da Jaque, ressaltei o ataque, mas o passe realmente esta deixando a desejar. E, teoricamente, ela é a ponteira passadora, que deve se virar no fundo.
      Vamos ver como serão os próximos jogos…
      Abs e continuem comentando por aqui!
      Aretha Martins

  10. 21 SERGIO 22/06/2012 17:12

    Com todo respeito falta vontade para algumas jogadoras. Todas as seleções tem problemas, mas para Brasil sempre tudo é mais dificil. Tá mais que na hora de descer da mascara. Isso é o que está ocorrendo. Falta de vergonha. Todas as demais seleções independentemente da diferença técnica, lutam e soltam o braço quando é preciso, não tem bola dificil. As brasileiras cansam de perder contra-ataques, com as famosas larginhas. Tá faltando é vergonha na cara. Somos muito melhores que todas as seleções……

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