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Arquivo de junho, 2012

sábado, 30 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 13:41

Mais uma vitória no feminino e vaga nas finais no masculino

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O final de semana começou bem para as seleções. No Grand Prix, mais um 3 sets a 0 para o Brasil, agora diante da Tailândia. No masculino, Itália roubou dois sets da França e colocou o time de Bernardinho na fase final da Liga Mundial.

Fernandinha - Divulgação/FIVB

Fernandinha foi mais uma vez a levantadora titular do Brasil diante da Tailândia

Vamos falar primeiro das mulheres. A partida contra a Tailândia acabou em vitória em sets diretos, mas a seleção ainda teve problemas na recepção e sofreu com o saque rival. Mas, apesar de não repetido o excelente desempenho de apenas quarto erros em todo o confronto, como foi contra Cuba, a equipe nacional soube se virar e não alongar a partida. “Nos mantivemos concentradas durante todo o confronto”, resumiu Sheilla. E é isso que é importante agora, ver o time concentrado o tempo todo, atento ao jogo. É isso que pode fazer a diferença lá na frente, em Londres. Manter a atenção o tempo todo já é meio caminho andado…

Veja os detalhes de Brasil x Tailândia

Além disso, o bloqueio brasileiro teve mais uma boa atuação. Foram 15 pontos no fundamento contra 3 das tailandesas. Mais um ponto positivo, já que o time soube se adaptar rapidamente a tipos de jogos diferentes. As cubanas jogavam na força e as tailandesas, na velocidade. E nos dois jogos o bloqueio fez a sua parte.

Por enquanto, o saldo está sendo positivo na fase final do Grand Prix. Os altos e baixos que tanto falamos aqui parecem ter diminuído, pelo menos contra os rivais mais simples. O saque e o bloqueio volta aram funcionar. A recepção, pelo visto, é que segue como o grande problema do time.

Agora o Brasil terá a Turquia pela frente e mais um desafio de peso. As turcas estão nas Olimpíadas, estreiam contra a seleção, inclusive, e tem um bom time. Mas é bom encará-las agora, para ver de fato como o Brasil está e já conhecer melhor o rival olímpico.

Já a seleção masculina segue os treinos e, agora, já está na fase final da Liga Mundial. A França era a única que poderia tirar o Brasil, mas teria que vencer os três jogos do final de semana por 3 a 0 ou 3 a 1. Não conseguiu. Começou com uma vitória, mas apenas por 3 sets a 2 sobre a Itália e não alcança mais os 26 pontos do Brasil na tabela. Com isso, a equipe de Bernardinho avança como a melhor segunda colocada.

E a ideia é a mesma que vale para a seleção feminina. É bom jogar a fase final da Liga Mundial para ficar mais tempo em quadra e colocar mais o time à prova. E os homens ainda tem um ponto a mais: os lesionados. Murilo, Giba, Leandro Vissotto, Dante… Os jogadores já voltaram e a atuaram na primeira fase, mas não ainda nos 100%. Será bom colocá-los para uma vez ação para ver a reação situação deles e definir quem vai ou não para as Olimpíadas.

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sexta-feira, 29 de junho de 2012 Seleção feminina | 10:55

E a vitória embalou, sim senhor!

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Na quinta-feira, depois do jogo contra a China, estava me perguntando se a boa vitória iria embalar a seleção nesta reta final do Grand Prix. Pelo, visto, embalou, sim senhor! O Brasil fez um ótimo jogo e liquidou Cuba por 3 sets a 0 nesta madrugada. De quebra, com derrota da Turquia para os Estados Unidos, a seleção subiu para o segundo lugar na classificação.

Seleção - divulgação/FIVB

Sorriso aberto depois dos 3 sets a 0 sobre Cuba

Assim como no jogo da fase classificatória, Cuba abusou dos erros. Naquela partida, as caribenhas deram 41 pontos ao Brasil. Hoje, foram 28 em três parciais. Só que, dessa vez, a seleção usou todas essas falhas a seu favor, dominou o jogo e conseguiu impor o seu ritmo, como deve ser feito. Prova são os números de erros do Brasil. Foram apenas quatro pontos dados de garça às cubanas em todo o jogo.

Veja os detalhes da vitória do Brasil sobre Cuba set a set

O Brasil também voltou a sacar bem. Foram 12 pontos diretos e outros tantos que deram trabalho à recepção cubana. Com isso, também ficou fácil bloquear. Resumindo, excelente atuação do Brasil! A seleção é melhor do que Cuba e soube mostrar isso.

E Zé Roberto mexeu mais uma vez no time. Primeiro, manteve Fernandinha e Fernanda Garay como titulares, com Fabíola e Jaqueline no banco. Ainda colocou Adenízia e, depois, Dani Lins, Juciely, Mari e Jaque. O bom foi que, mesmo com as alterações, a seleção manteve o bom ritmo e finalmente fez uma partida sem os altos e baixos. E Fernandinha seguiu usando bem os meios, tanto que Adenízia foi a maior pontuadora do jogo. Garay também foi bem mais uma vez.

E hoje a ‘briga’ entre as opostas acabou mais equilibrada. Sheilla jogou dois sets e Mari foi titular no terceiro. Depois de passar uma parcial toda em quadra, ela recebeu seis bolas, marcou três pontos e jogou outras três para o outro lado, segundo as estatísticas. Nenhum erro. Bom aproveitamento. Já que parece que Mari será uma das 12 nas Olimpíadas, precisa de mais tempo em quadra também.

Que venha a Tailândia e mais um bom jogo para o Brasil no Grand Prix. Partida será às 2h (horário de Brasília) deste sábado. Nem sempre vai ser simples como foi nesta madrugada, mas que o time mantenha a regularidade.

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quinta-feira, 28 de junho de 2012 Seleção feminina | 12:19

Vitória para embalar?

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A seleção feminina passou pela China por 3 sets a 1 e venceu a primeira na fase final do Grand Prix. A equipe ainda teve altos e baixos, mas conseguiu embalar e, dessa vez, se manter embalado e liquidar o jogo. E agora? O Brasil vai manter o ritmo e finalmente ganhar mais regularidade?

Detalhes do jogo: Brasil embala, vence China e se aproxima de líderes no Grand Prix

No jogo desta quinta-feira, José Roberto Guimarães mexeu bem. O time, diferente dos outros jogos, começou impondo o seu ritmo e dominando a China. Mas, já no segundo set, voltou a pecar na recepção. Jaqueline tem bons momentos na rede, mas a sua função é ser ponteira passadora e vem tendo atuações bem abaixo do esperado no fundo. Dessa vez, o técnico a mandou para o banco e colocou Fernanda Garay ao lado de Paula Pequena. Deu certo, ainda mais porque Paula cresceu na rede ao longo do jogo e ajudou na virada de bola.

Fernandinha e Fabiana - Divulgação/FIVB

Fernandinha usou bem e colocou Fabiana no jogo. Foi um dos melhores jogos da central

Além disso, Fernandinha entrou no primeiro set e não saiu mais. Na segunda parcial ela também caiu junto com o time e forçou jogadas erradas, mas soube se recuperar. E usou muito bem o meio, colocando Fabiana no jogo. Thaísa, como foi desde o primeiro jogo que fez neste Grand Prix, correspondeu, virando no ataque, colaborando no bloqueio e no saque. Ela tem sido a jogadora mais regular do Brasil na competição.

A vitória valeu por colocar uma seleção mais equilibrada em quadra. Ainda teve momentos ruins, mas elas se recuperaram e não se perderam mais. Que o ritmo continue assim…

E voltando a falar das jogadoras, vocês comentaram por aqui sobre as opostas. Sheilla, apesar de ainda estar abaixo, é a titular porque tem mais experiência, já encarou pressão e tem talento. Precisa melhorar, mas é dona da posição. Mas e a reserva? Zé Roberto apostou em Mari de volta na posição nesta temporada como um teste. No primeiro final de semana não deu muito certo, mas ultimamente, nos poucos pontos que ela fica em quadra, tem resolvido. Só que isso é o bastante para ganhar uma posição?

Como vocês disseram, Tandara saiu da seleção de novas e estava conquistando o seu espaço. Primeiro, ela foi um amuleto no saque. Depois, também resolveu quando foi acionada no ataque. Além disso, tem sangue novo e vontade de mostrar serviço. Será que ela não estava em melhor fase que a Mari para seguir no time? Acho válido Zé Roberto tentar recuperar a Mari, que é uma jogadora que já fundamental em diversos jogos, inclusive nas Olimpíadas de Pequim, mas esse teste poderia ter começado antes, para que ele tivesse mais tempo de avaliar a jogadora e para o time se acostumasse com a situação também.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012 Seleção feminina | 09:12

Derrota para os EUA e discurso repetido no Grand Prix

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“Não começamos bem e isso não pode acontecer”. Foi isso o que disse a líbero Fabi depois de a seleção feminina ter perdido por 3 sets a 2 para os Estados Unidos na estreia na fase final do Grand Prix. Esse é um discurso que já tem se repetido na equipe durante a competição…

Jaqueline-FIVB

Jaqueline marcou 8 dos 12 pontos que fez no jogo no quarto set

Até agora, foram 10 jogos do Brasil no Grand Prix e em seis deles o time perdeu o primeiro set. Como Zé Roberto falou depois do duelo em casa contra a Alemanha (uma dessas partidas que começaram c0m derrota) e como venho comentando por aqui ao longo do torneio, nem sempre dá tempo de se recuperar depois de um começo ruim.

Nesta madrugada a seleção tentou, mas não conseguiu reverter a situação. Depois de perder dois sets nos quais os EUA usaram bem o saque e mostraram volume de jogo, o Brasil reagiu, cresceu no ataque principalmente com Jaqueline no terceiro set, empatou e até deu um passeio na quarta parcial, com ajuda dos erros das rivais. Mari também seguiu nas inversões de 5-1 entrando e colocando bolas no chão. Mas no tie-break, na hora de se manter à frente, o time perdeu o foco, errou de novo e foi derrotado.

Veja como foi a derrota do Brasil para os EUA set a set

E é ruim olhar para outro lado e ver que os Estados Unidos entraram em quadra sem cinco de suas titulares. Mesmo com as reservas, elas mantiveram o ritmo e se acharam em quadra. Já o Brasil, usando a sua força máxima, teve mais um tropeço. O lado positivo, pelo menos, foi que a seleção chegou a se achar em quadra e conseguiu levar o jogo para o tie-break, afinal, perder por 3 a 0 é sempre bem pior. Mas ainda teve o tal começo devagar e não resolveu quando era necessário, ou seja, no final do tie-break.

Já está na hora de tentar mudar o discurso. Falta um mês para as Olimpíadas e a  equipe está em fase final de preparação. Entrar melhor desde o começo do jogo e buscar regularidade não fará mal nenhum.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012 Seleção masculina | 18:09

Só a França tira o Brasil das finais da Liga Mundial

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França-FIVB

França pode ultrapassar o Brasil, mas tem que vencer EUA, Itália e Coreia por 3 a 0 ou 3 a 1

O final de semana foi de folga para a seleção masculina de vôlei, mas os outros grupos da Liga Mundial entraram em quadra a situação acabou favorável para o time de Bernardinho. Agora, só a França ainda pode alcançar os 26 pontos da equipe nacional e “roubar” o lugar do Brasil na fase final do torneio como o melhor segundo colocado.

Os franceses estão no grupo C e fecharam a rodada com vitórias sobre Coréia do Sul e Itália (3 sets a 1 e 3 sets a 0, respectivamente) e derrota para os Estados Unidos (3 sets a 0). Agora a equipe tem 17 pontos e, para ameaçar o Brasil, tem que melhorar seu desempenho e vencer os três jogos contra os mesmos rivais e somar três pontos em todos os jogos, ou seja, nem pode pensar em tie-break. Não é uma tarefa tão simples assim, como comentou nesta segunda-feira João Paulo Bravo.

Leia também: João Paulo Bravo comemora rodada boa para o Brasil

Dos outros grupos, quem chegou mais perto foi a Bulgária, que soma 16 pontos até agora. Mas, como será a sede da fase final, já tem vaga garantida. Sérvia, segunda colocada na chave A, perdeu para Cuba e Rússia, ficou com 15 pontos e também não alcança mais o Brasil.

Agora é voltar aos treinos nesta terça-feira, seguir na torcida e ver como será o caminho até as Olimpíadas de Londres. Melhor que seja nas finais da Liga Mundial. Como disse sobre a seleção feminina, acho que vale a pena colocar o time em quadra, fazer passar por pressão e buscar um resultado. Quem está na seleção tem talento, ou não teria sido convocado, mas esse time ainda precisa mostrar que chega forte para os Jogos Olímpicos. Ainda precisa de ajustes no ataque, que não foi decisivo e nem confiante nesta primeira fase. Precisa ter mais regularidade nos saque, que entrou muito bem em alguns momentos, mas nem sempre foi assim. Enfim, precisa mostrar mais cara de Brasil.

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domingo, 24 de junho de 2012 Seleção feminina | 10:49

Brasil vence segundo teste e vai para as finais do Grand Prix

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A seleção brasileira feminina teve dois bons testes na primeira fase do Grand Prix. Em casa, jogou contra os Estados Unidos, um time bem equilibrado e já pronto para as Olimpíadas, e perdeu. Agora, neste domingo, encarou a China na casa das rivais precisando do triunfo para chegar às finais da competição. A equipe cumpriu o seu papel e marcou 3 sets a 0 no placar. O Brasil ainda teve falhas, mas soube lidar com a pressão e avançar no torneio.

No sábado, Sheilla disse logo depois de passar por Porto Rico que o saque seria importante contra a China. Ela tinha toda a razão. Como a recepção chinesa é fraca! O saque brasileiro nem precisava ser forçado que já quebrava o passe rival. Méritos para a seleção, que soube usar esse recurso muito bem no primeiro set e também no terceiro. Sem passe, o ataque chinês ficou previsível e o bloqueio nacional agradeceu, marcando 15 pontos no jogo.

Veja como foi a vitória do Brasil sobre a China set a set

Entretanto, o Brasil também teve seus erros. Venceu o primeiro set muito bem, com facilidade, mas não entrou embalado na parcial seguinte e aí apareceram as falhas do lado de cá na recepção. Jaqueline falhou, Fabi falhou, Fernanda Garay falhou. Com isso, a China passou a bloquear mais. E também marcou mais aces: 4 a 2. Mas a seleção conseguiu se acertar e fechar o set. O mesmo aconteceu na terceira parcial.

Outro ponto a ser trabalhado são os contra-ataques. O Brasil cresceu na defesa, recuperou lindas bolas, mas errou na finalização diversas vezes. Na última parcial, por exemplo, foi um contra-ataque com três bolas para Sheilla e nenhuma no chão. Depois, três bolas para Jaqueline em outro rali e, mais uma vez, nenhuma definição. As bolas recuperadas tem que ser melhor aproveitadas.

Mas acho que o jogo deste domingo valeu a pena. Zé Roberto já está desenhando o que pretende usar nas Olimpíadas e, repetindo a escalação, todas ganham mais ritmo e entrosamento (as defesas mostram isso). Fernanda Garay pode ter falhado no fundo, mas entrou muito bem na rede, soltando o braço, e também dando um ânimo a mais ao time. Mesmo jogando apenas dois sets, ela foi a maior pontuadora, ao lado de Jaqueline, com 12 acertos. Thaísa fez uma boa primeira fase, voltando a ter um saque que mostrou resultado e resolvendo no ataque e no bloqueio. E hoje o técnico usou as duas liberos. Fabi fazia a recepção e Camila Brait, a defesa. Acho que ajudou, principalmente no final da partida, quando a seleção parecia mais ligadas nas coberturas e determinada e vencer logo.

O duelo valeu também pela classificação e por ver o Brasil cumprir o que precisava, ou seja, entrar, vencer e somar três pontos. Participar de mais jogos dará mais tempo para o time se preparar para Londres e seguir com os testes, como esse das líberos. E será a chance de encontrar, ou reencontrar,  times que serão rivais lá em Londres, como Turquia, Estados Unidos…Acho que agora, é mais importante colocar o time à prova em uma fase final de Grand Prix do que passar o tempo apenas treinando em Saquarema. Vai ser bom para o Brasil passar por mais partidas, sentir mais a pressão do resultado e ganhar mais tempo em quadra até as Olimpíadas.

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sábado, 23 de junho de 2012 Seleção feminina | 13:32

Finalmente um 3 sets 0 para o Brasil no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina de vôlei finalmente conseguiu uma vitória por 3 sets a 0 no Grand Prix. Foi diante do adversário mais fraco deste grupo, Porto Rico. O jogo valeu pelo triunfo em sets diretos, pelos 3 pontos na tabela e por deixar o time na zona de classificação para as finais. Posso estar sendo pessimista demais, mas os 25/17, 25/12 e 25/19 ainda foram pouco para a seleção.

O Brasil tem muito mais qualidade que Porto Rico e, por isso, poderia aproveitar esse jogo para vencer bem e ganhar moral para encarar a China no domingo, uma partida que promete ser bem mais complicada. A equipe brasileira começou errando mais, mas soube se recuperar e não deixar o jogo se alongar, como disse Sheilla após a partida. Mas ainda ficou faltando concentração para o time nacional.

Thaísa-FIVB

Thaísa foi o destaque do primeiro set, com sete bolas no chão

O passe foi melhor, tanto que Fabíola pode abusar das jogadas de meio no primeiro set, com destaque para Thaísa. Na segunda parcial, a atuação esperada, com saque bem colocado, quebrando a recepção e forçando os erros de Porto Rico. E o Brasil não precisou de muito para conseguir os 25 a 12. Fez o seu jogo, a partir do serviço, e cresceu na rede. Paula virou mais. E Mari, que está entrando bem e, assim, vai ganhando a confiança de todos, foi acionada e quando recebeu bola no finalzinho da parcial, soltou o braço em um ataque bonito de se ver.

Veja como foi o jogo set a set

Mas aí veio o terceiro set. Era para manter o embalo e acabar logo com o jogo. Só que as brasileiras deixaram as rivais jogar e abrir seis pontos de vantagem. Onde foi parar a concentração do time? Em um lance, no final de um rali, a bola escorregou pelo bloqueio, foi recuperada por Fabi e caiu porque ninguém foi para a jogada. Ninguém acreditou na jogada. Isso não pode acontecer. E a defesa teve outras bobeadas, na cobertura das bolas amortecidas no bloqueio. Isso é sinônimo de falta de concentração e, por isso, acho que a atuação brasileira ainda foi abaixo do esperado. Contra Porto Rico, a solução foi voltar a acertar o saque e encaixar o bloqueio para salvar o set. Mas contra rivais mais difíceis, essas “desligadas” e esses erros ou a falta de cobertura podem custar um set ou mesmo uma partida.

Entretanto, os 3 sets a 0 deste sábado ajudaram também. Quando o Brasil voltou a jogar no último set, as atacantes pareciam mais confiante. Sheilla, por exemplo, fez uma bela diagonal curta para virar o placar em 11 a 10. Por que não entra sempre assim, para decidir? Por que a seleção coloca tantas bolas? Quando usou a força e as largadas apenas como um recurso, e não ao contrário, acho que foi melhor. E dá um ânimo a mais marcar com uma bela pancada do que com uma pingada.

A vitória foi importante para fazer o Brasil ultrapassar Cuba e ficar em quinto lugar na tabela. Mas ainda é preciso vencer a China, invicta no Grand Prix e já classificada às finais por ser o país-sede, para avançar. E as orientais são conhecidas pelo volume de jogo. Vai ser um teste para a concentração brasileira, para que elas acreditem e aproveitem os contra-ataques. Além disso, os jogos do Grand Prix já mostraram que o saque do Brasil pode ajudar. Foi assim contra a Alemanha em casa, neste sábado e tem que ser assim no domingo também. O bloqueio também pode fazer a sua parte (mais um fundamento facilitado pelo bom serviço) como hoje, quando acabou com saldo de 11 pontos a 2 para a seleção de Zé Roberto. Brasil e China entram em quadra às 8h30 (horário de Brasília) e espero que a atenção esteja do nosso lado.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 Seleção feminina | 14:15

Irregularidade e mais um tie-break para o Brasil no GP

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A seleção brasileira feminina venceu Cuba por 3 sets a 2 no quinto jogo de sete partidas já disputadas no Grand Prix decididas no tie-break. E o jogo mostrou como está a seleção nesta temporada: cheia de altos e baixos.

Logo no primeiro set, principalmente se aproveitando dos contra-ataques, o Brasil disparou em 20 a 13. Jaqueline, que foi mal contra os Estados Unidos no fundo de quadra, era referência no ataque. Quem via isso imaginava que sairia o primeiro 3 sets a 0 para a seleção neste Grand Prix. Nada disso. Cuba forçou o saque e o ataque e, enquanto o Brasil deixava de ser decisivo na rede, empatou e virou a parcial.

Bloqueio-Divulgação/FIVB

Brasil vence Cuba, mas de novo tem muitos altos e baixo

As outras parciais foram um pouco mais equilibradas. No segundo set, a seleção disparou mais uma vez, mas conseguiu se segurar na frente. A mesma coisa aconteceu na terceira etapa. E agora, depois de dois sets vencidos sem muitos problemas e vendo algumas jogadoras melhorarem, como Sheilla, dava para esperar o final do jogo no quarto set, não? Pois é, mas não foi bem assim. A levantadora/atacante de Cuba Santos acabou com o passe do Brasil e com uma bela sequência no saque (foram seis pontos ela no serviço, se não errei na conta), colocou seu time em ampla vantagem. A seleção ainda encostou de novo, mas perdeu a parcial. Depois, no tie-break, mais uma vez facilidade para vencer.

Cuba é um time muito forte no ataque e, principalmente no saque. E, como não é novidade, o passe da seleção foi ruim. O ataque também se perdeu, principalmente no primeiro set. Mas o que eu acho que mais preocupa são esses altos e baixos desde o primeiro jogo no Grand Prix. E agora já era a segunda semana usando as titulares. Alguns comentaram aqui que era complicado dar ritmo de jogo com tantas mudanças, já que Zé Roberto mexeu bastante no time da primeira para a segunda semana do Grand Prix. Pelo visto, as mudanças e testes estão no fim e o técnico já começa a definir a equipe, pois era preciso vencer hoje e se fosse por 3 a 0 ou 3 a 1, o Brasil daria meio passo rumo às finais do Grand Prix. Mas mesmo usando aquelas que já estão entrosadas e tudo mais, falta regularidade para começar e terminar bem um jogo.

A atuação no sistema defensivo preocupa. Fernanda Garay, que voltou depois de lesão, não se achou no fundo. A falta de bolas no chão em alguns momentos, também. No momento, apesar de ainda vê-la como titular, Sheilla tem sacado melhor do que atacado, por exemplo. Mari só entrou em uma passagem hoje e não foi testada. Jaqueline foi mal no passe, mas resolveu agora no ataque. Fernandinha, que deve mesmo ser a segunda levantadora, segue correspondendo quando acionada e mostrou que já conhece as companheiras soltando bolas de meio logo de cara. Mas a pouco mais de um mês das Olimpíadas esses altos e baixos no conjunto são bem complicados.

E como não liquidar logo um jogo contra uma equipe que é sim muito forte, mas que, como arrisca o tempo todo, erra demais! Foram 41 erros em toda a partida. Isso mesmo, 41 pontos dados de graça. O Brasil poderia ter se aproveitado melhor e finalmente ter vencido por 3 a 0. Quem sabe neste sábado, mais uma vez às 8h30, contra Porto Rico…

P.s.: Enquanto Brasil sofre e é apenas o sexto colocado, Estados Unidos (líderes) e Turquia (um time muito equilibrado e que já foi o destaque do Pré-Olímpico europeu) já estão na fase final. E os dois estão no grupo da seleção feminina em Londres…

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domingo, 17 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 16:48

Duas vitórias e duas derrotas e trabalho pela frente

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O final de semana do vôlei teve vitórias para homens e mulheres no sábado, e derrota para homens e mulheres no domingo. Quem acabou levando a pior foi o time de Bernardinho, que com o tropeço por 3 a 1 diante da Polônia ficou em segundo lugar do grupo e terá que esperar mais duas rodadas para saber se avança ou não às finais da Liga Mundial. Uma situação nenhum pouco confortável.

Veja como foi a vitória da Polônia sobre o Brasil set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Polônia venceu o Brasil por 3 sets a 1 neste domingo

A Liga Mundial é um treino para as Olimpíadas, mas como já disse aqui, de que adianta esse treino se o time não chegar às finais, para encarar mais rivais de peso e realmente ser testado? E como fazer um planejamento de treinos sem saber se segue aqui no Brasil ou se viaja para a Bulgária, como já havia comentado Bernardinho?

A derrota deste domingo começou quando a seleção perdeu um contra-ataque no finalzinho do primeiro set. Ali o time se desconcentrou. Depois, conseguiu impor finalmente o ritmo na terceira parcial, mas no quarto set, Murilo errou um saque que poderia mudar a partida.

Valeu ter visto Leandro Vissotto recuperado e jogando hoje ou o Giba buscando o melhor ritmo, mas, no geral, faltou muito ao Brasil nesta primeira fase da Liga Mundial. Foram partidas sem poder de ataque, sem definição na virada de bola. Na hora do sufoco, Bernardinho apostou em Bruninho e Ricardinho, apesar de ter ido bem ao lado de Wallace (e o oposto foi destaque em vários momentos), demorou demais para se entrosar com os centrais e não correspondeu. Rodrigão surpreendeu contra a Finlândia, mas não se firmou no time titular. Já Thiago Alves voltou muito bem da temporada do Japão e forma boa dupla no momento de ponteiros com Murilo, já que Dante segue lesionado. E o Brasil ainda teve partidas muito bem no saque, mas caiu depois. Posso estar sendo pessimista, mas chegando ou não à fase final, trabalho não faltará em Saquarema.

E as mulheres vivem com altos e baixos, assim como foi no primeiro final de semana de Grand Prix. Contra a Alemanha, deu tempo de se recuperar em 3 a 1. Mas como explicar a atuação diante da Itália, por exemplo? O time de Zé Roberto conseguiu uma linda virada, saindo de 24 a 20 e vencendo o set. Depois, levou um 25 a 14 e devolveu com passeio em 25 a 15. Era para embalar e acabar logo, não? Não. A Itália quem venceu o quarto set e o Brasil teve que decidir o tie-break.

Agora há pouco, contra os Estados Unidos, a seleção começou com volume de jogo e aproveitando os contra-ataques. Venceu o primeiro set e, depois, parou e as norte-americanas venceram por 3 sets a 1.

Veja set a a set a vitória dos EUA sobre o Brasil no Grand Prix

Jaqueline - Vipcomm

EUA cresce e vence Brasil de virada no Grand Prix

Para as mulheres, foi apenas uma derrota que ainda não ameaça a classificação. E Zé Roberto deve seguir com os testes, que já deram alguns resultados positivos. Fernandinha ainda me parece mais consistente para ser a segunda levantadora. Mari conseguiu pontuar mais. Contra a Itália, entrou no final do set da virada e ajudou no ataque e no bloqueio. Neste domingo também mostrou convicção na maioria dos ataques. O problema é que ela vai competir por posição com Sheilla, que tem mais recursos e experiência recente como oposta.

Mais uma vez, parece que falta mais cabeça no lugar à seleção feminina. Perdi as contas de quantas vezes escutei Zé Roberto falando nos tempos: “calma, vamos voltar, vamos buscar de novo”. Falta uma regularidade. Falta manter o padrão. A etapa da China está aí para isso.

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sábado, 16 de junho de 2012 Seleção masculina | 20:11

Vitória para seleção masculina na volta de Giba

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O Brasil venceu a Finlândia neste sábado na Liga Mundial por 3 sets a 0 e Giba foi a novidade em quadra. O ponteiro, que não atuava desde a Copa do Mundo em dezembro do ano passado, voltou a jogar e foi titular o tempo todo contra os anfitriões.

Em uma seleção que vem sofrendo no ataque, é bom ter de volta um jogador experiente como Giba. Ele ainda está sem ritmo, marcou só seis pontos e fez mais fundo do que jogadas na rede neste sábado, mas mostrou que está recuperado e pode ir para Londres. Se jogar como fez na Copa do Mundo, vai ser uma ajuda muito mais do que bem vinda para a seleção!

Leia também: “A única coisa que não dói é a canela”, brinca Giba na volta à seleção

No jogo contra a Finlândia, o Brasil não marcou nenhum ace, mas conseguiu quebrar o passe rival em alguns momentos, como na virada no primeiro set e na terceira parcial, com passagens de Giba pelo serviço. Além disso, agradeceu aos erros dos finlandeses, principalmente no segundo set. Eles deram 21 p0ntos de graça e o Brasil errou 14 vezes.

O jogo valeu pela volta de Giba. Valeu também por Murilo, que está cada vez mais solto em quadra depois da lesão no ombro. Ele foi o maior pontuador, com 14 acertos, e até forçou o saque. Valeu ainda pela atuação de Rodrigão, que está em boa forma e com ótimo tempo de bola, formando uma boa dupla na rede com Sidão. E claro, valeu pelos três pontos para seguir na briga pela liderança do grupo com a Polônia.

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