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Arquivo de fevereiro, 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 Superliga | 09:46

Ventiladores e toalhas "salvam" jogo da Superliga masculina

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Éder - Futura Press

Éder usa toalha para abanar a quadra antes do jogo contra o Sesi

Verão, calor e fortes chuvas em todo o país no final da tarde. Esse cenário já faz pensar que o jogo da rodada da Superliga pode começar atrasado por causa das goteiras ou da umidade no ginásio. E depois de Minas e Volta Redonda, vítimas de goteiras, o clima foi o vilão em Florianópolis. Com muito calor e umidade, a quadra ficou molhada. Solução? Muita paciência e toalhas e ventiladores para “salvar” a partida Cimed/Sky x Sesi.

Cimed/Sky x Sesi abriu 8ª rodada do returno. Veja tabela com os outros jogos

O jogo estava marcado para 18h45. Iniciou com duas horas de atraso. Quando começou a transmissão, os jogadores dos dois times estavam com toalhas nas mãos tentando secar a quadra. Mas só o esforço dos atletas não adiantou e foi preciso apelar para uma ajuda a mais. Diversos ventiladores foram colocados no fundo da quadra para ajudar a secar o piso. Quem disse que a tecnologia não chegou ao vôlei?

Depois do transtorno (brincadeiras à parte, já está mais do que na hora de melhorarmos os ginásios pelo país), a Cimed/Sky, que vinha de duas derrotas, voltou a jogar e aplicou um 3 sets a 0 para cima do Sesi. O time paulista jogou mais uma vez sem seus opostos (Wallace e Léo seguem machucados), mas Juninho cravou boas bolas. Só que o Sesi seguiu errando mais, deu 25 pontos de graça aos adversários, enquanto a Cimed mostrou todo o potencial.

O saque catarinense funcionou bem. Além dos seis aces, colocou pressão o tempo todo. Depois, Bruninho, com passe na mão, pode escolher suas jogadas e facilitar para seus atacantes. Nada de usar apenas o oposto Rivaldo. Todo mundo recebeu bola. E os atacantes colocaram as bolas no chão. O conjunto do time estava afiado. Do lado paulista, segue o discurso de que o time precisa achar o seu melhor voleibol, mas vale lembrar que o returno já está acabando…

Ventiladores - Futura Press

Ventiladores ajudam a secar a quadra para partida no ginásio Capoeirão

Musiquinha e pedido de desculpas

Parecia que já tinha acontecido de tudo na partida, mas o clima ficou pesado depois do jogo. Rodrigão, central do Sesi, mostrou indignação com uma música tocada no ginásio Capoeirão depois da derrota. O papo foi parar no Twitter.

“Parabéns Cimed Sky pela vitória e pela falta de respeito com nos atletas depois de tudo, botar musiquinha de chupa no final do jogo é demais”, escreveu o jogador. O levantador Bruninho deu a primeira resposta: “@Rodrigao14 pede desculpa pra galera pela babaquice!!!todos nos jogadores e comissão ficamos com vergonha!! Abs”. Rodrigão continuou: “@brunorezende1 tranquilo amigo sei que vcs não tem nada haver com isso abraço sorte aí tamo junto sempre”.

Pouco depois, foi a vez de Renan Dal Zotto, dirigente do time catarinense, se pronunciar. “Peço desculpas à equipe do Sesi pela escolha equivocada da musica de encerramento no jogo de ontem da Cimed/Sky…”, postou ele no Twitter.

Quem para a Unilever?

A Superliga feminina também teve jogo na noite de terça-feira e o resultado já está ficando batido. Se tem Unilever em quadra, tem vitória para o time carioca. Até agora, elas só perderam lá na estreia para o Sesi. E agora passaram pelo Usiminas/Minas por 3 a 0 e se isolam na liderança.

E o que agrada nesta temporada é a variação na equipe. Dessa vez, assim como foi no ano passado quase todo, Sheilla foi a maior pontuadora. Mas nem sempre é assim. Venturini equilibrou as ações do Unilever, usando principalmente as centrais. Será que teremos mais um ano com título carioca? Na próxima rodada, é provável que venha mais uma vitória, para cima do Pinheiros. Depois o Unilever pega Vôlei Futuro e Sollys/Nestlé e aí sim veremos outros times que podem fazer frente às cariocas em ação. O Minas teve a sua chance e não conseguiu.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Superliga | 09:22

Vitória no tie-break com direito a olé com um 15 a 3

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Não é tão incomum ver jogos de vôlei vencidos por 3 sets a 0 com placares elásticos, como 25 a 10 nas parciais. Mas uma partida que vai para o tie-break depois de quatro sets com placares “normais” acabar em 15 a 3 é, no mínimo, inusitado. Pois foi isso que o Vôlei Futuro fez para cima do Sesi na noite de segunda-feira, na abertura da oitava rodada do returno da Superliga feminina.

Ana Cristina - divulgação

Ana Cristina saiu do banco e ajudou o Vôlei Futuro a virar

O time de Araçatuba começou errando mais e perdeu as duas primeiras parciais (18/25 e 23/25). Depois, mudou a levantadora, contou com a torcida embalada e empatou o jogo em 2 a 2 (25/23 e 25/18). Até aí, nada de novidade. É normal jogos com altos e baixos nos times e viradas. Só acho que ninguém esperava que o Sesi fosse se abalar tando com o crescimento do Vôlei Futuro e, simplesmente, parar em quadra.

Começou o tie-break e o Vôlei Futuro saiu na frente. Logo, a equipe local disparou no placar e chegou a 5 a 1 em um ponto de saque de Andressa. Na virada de quadra, o placar já mostrava 8 a 2. Ana Cristina ainda ampliou em uma largada para 10 a 2. Depois, sequência de bloqueios com Walewska, Fernanda Garay, Paula Pequeno… E pronto, é assim aplica uma verdadeira lavada com 15 a 3 no marcador. O Sesi não reagiu, não fez nada, apagou em quadra. O Vôlei Futuro fez, e como, a sua parte.

É o time de Araçatuba protagonizando jogos memoráveis desta Superliga. Se lembram do jogo contra o Minas na sexta rodada do returno? Também foi um tie-break, só que naquele jogo foi a equipe mineira quem brilhou e venceu depois de salvar seis match points. Agora a “sorte” mudou de lado.

Além dos 15 a 3, a atuação de Ana Cristina chamou a atenção na noite de segunda-feira. Desde a temporada passada eu acho que a levantadora consegue resolver bem as coisas no Vôlei Futuro. Ela é baixinha e perde nas disputas de rede, mas sabe variar as jogadas e conhece bem as companheiras. Acho que ela passa mais segurança ao time que Ana Tiemi, que até hoje não deixou se ser uma promessa de uma boa jogadora alta para a posição. Diante do Sesi, Ana Cristina saiu do banco e comandou a virada. Poderia seguir como titular.

E a rodada da Superliga segue nesta terça-feira… Alguém espera um novo placar mirabolante por aí?

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 Superliga | 11:39

Dia de 3 sets a 0 na Superliga

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Os jogos esperados do sábado tanto na Superliga feminina quanto na competição masculina tiveram 3 sets a 0 no placar. Entre as mulheres, Sollys/Nestlé se impôs no bloqueio, parou o ataque cubano com 16 pontos no fundamento e passou pelo Usiminas/Minas (leia mais sobre o jogo). No masculino, melhor para o Sada/Cruzeiro sobre a Cimed/Sky.

Jaqueline

Jaqueline foi destaque do Sollys/Osasco diante do Usiminas/Minas

Na Superliga feminina, como falamos no post anterior, as coisas estão como o previsto. Com a vitória, equipe de Osasco seguiu na segunda colocação e deve ficar por aí, já que encara o Pinheiros na rodada desta terça-feira e não deve ter problemas para conseguir mais um 3 sets a 0.

Mas vale ficar atento a Unilever x Usiminas/Minas, também nesta terça-feira. As cariocas são líderes com quatro pontos de diferença, mas um tropeço diante do Minas pode fazer com que o Sollys/Osasco se aproxime. O Unilever com Fernanda Venturini em seus bons dias é favorito, mas ainda prefiro a cautela ao falar das cubanas mineiras, que podem desequilibrar no ataque. E tem também o saque, já que conhecemos o passe do time do Rio e, às vezes, nem Venturini resolve.

Na Superliga masculina, o Sada/Cruzeiro embalou de vez e já tem oito vitórias consecutivas. Do outro lado, a Cimed/Sky errou em momentos importantes, mas também viu uma excelente combinação entre levantador e oposto. William, levantador do Sada/Cruzeiro, tem jogadas lindas, mas não deixa de fazer o básico. Se o oposto Wallace está virando todas, para quem deve ser a bola? Para o oposto! Não é preciso inventar a cada bola. E William deu aula disso. Fez o que era esperado com as bolas para Wallace e também mostrou o seu talento, variando quando necessário, soltando bola com apenas uma mão… Que bela dupla!

Veja os detalhes de Sada/Cruzeiro 3 x 0 Cimed/Sky

A rodada ainda teve mais um 3 a 0, para o Sesi para cima do Montes Claros. E agora, o Sesi, atual campeão, finalmente conseguiu de acertar? A equipe está sofrendo sem seus dois opostos, Wallace e Léo, que ainda seguem em recuperação de lesão…

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 Superliga | 22:20

Até agora, Superliga volta do carnaval como esperado

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A Superliga 2011/2012 voltou na noite desta sexta-feira depois da parada para a folia do carnaval. Depois de desfilar em escolas de samba, como as meninas do Unilever, curtir camarote na Sapucaí, como Murilo e Jaqueline, e fechar o feriado com show de despedida do Exaltasamba, que contou com o elenco da Cimed/Sky lá em Florianópolis, os jogos voltaram.

Ana Cristina e Fernanda Garay

Fernanda Garay postou uma foto no Twitter ao lado de Ana Cristina após vitória sobre o Pinheiros

E, pelos resultados do feminino nesta sexta-feira, as coisas seguem como o esperado. Líder Unilever bateu o Macaé por 3 sets a 0, com dois sets apertados e vida fácil na última parcial. O Vôlei Futuro, em casa, passou pelo Pinheiros pelo mesmo placar. A equipe de Araçatuba errou saques, mas se impôs no ataque e dominou o jogo (veja os detalhes do jogo). O Pinheiros, apesar de estar por enquanto em oitavo na tabela, segue sem grandes chances na temporada depois do desmanche que sofreu no ano passado.

Falando em tabela, o Mackenzie/Cia do Terno venceu o BMG/São Bernardo, mais um time que, na minha opinião, não “virou” nesta temporada, também em sets diretos e assegurou um lugar nos playoffs da Superliga.

Mas o jogo esperado da rodada é entre Sollys/Nestlé e Usiminas/Minas, na tarde de sábado. Se vencer, o time de Osasco segue na vice-liderança. Um tropeço faz as laranjas serem ultrapassadas pelo Vôlei Futuro. Será uma partida interessante porque o Sollys/Nestlé vinha de boas atuações. A equipe ganhou volume com a volta da levantadora Fabíola e finalmente começou a ver a norte-americana Destinee Hooker em ação. Já as mineiras têm as cubanas Herrera e Daymi no ataque sob o comando da levantadora Claudinha. Promessa de boas jogadas.

Sobre o masculino ainda é um pouco cedo para comentar, já que quase toda a rodada também será no sábado. Na noite desta sexta-feira apenas vitória no tie-break do RJX sobre o BMG/São Bernardo (leia mais sobre a partida) e um duelo equilibrado entre Vôlei Futuro e Vivo/Minas. Volto depois da rodada com os resultados atualizados e mais comentários.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:23

E o saque vira assunto mais uma vez…

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Vôlei Futuro - Divulgação/CBV

Vôlei Futuro faz festa em quadra depois de passeio contra a Cimed/Sky em Florianópolis

Semana passada fiz um post falando das equipes reclamando dos erros de saque, principalmente na Superliga masculina. Na noite de quinta-feira, o saque voltou a ser assunto, mas pelos acertos. Variando e encaixando serviços, o Vôlei Futuro atropelo a Cimed/Sky na casa dos adversários em um 3 sets a 0 que rendeu a liderança da competição depois da sexta rodada do returno (leia mais sobre a partida).

Qual o segredo? Acho que é saber balancear. De nada adianta forçar o tempo todo e só errar. E nem entregar, apenas passando a bola. O Vôlei Futuro conseguiu ter um equilíbrio e, além dos cinco aces, desestabilizou a Cimed/Sky, como reconheceu Bruninho. “Eles sacaram muito bem, e a gente ficou acuado, principalmente nos dois primeiros sets. Acho que a gente jogou bem no terceiro set. Ali, o jogo foi jogado, mas eles tiveram mais competência pra encaixar os saques e acabaram vencendo. Eles jogaram muito bem”, disse o levantador.

Começando pelo bom saque, o Vôlei Futuro passeou em quadra e, por enquanto, é um dos times prontos da Superliga. A Cimed ainda está derrapando, mas vamos ver como chega aos playoffs. Pelo menos na noite de quinta, o jogo foi de um time só e o Vôlei Futuro mereceu herdar a liderança depois da derrota do Sesi para a Medley/Campinas.  E vimos que um serviço, quando executado com inteligência, poder ser um grande trunfo.

Falando em trunfo, vale um parenteses para a atuação de Ricardinho, que segue variando as jogadas, dando belas largadas… Mas isso será assunto para outro post em breve!

Leia também: Derrota para o Medley/Campinas custa a liderança ao Sesi-SP

Quantos match points você consegue salvar?

Usiminas/Minas - Divulgação

Festa também para o Usiminas/Minas diante do Vôlei Futuro na Superliga feminina

A quinta-feira também teve Superliga feminina, com uma vitória emocionante do Usiminas/Minas para cima do Vôlei Futuro. E o jogo deixa uma pergunta. Quantos match points uma equipe consegue salvar? Para o Minas, a resposta é seis. Isso mesmo! Elas salvaram seis pontos do jogo no tie-break até fechar a partida, segundo estatísticas da CBV. Prova de que é vôlei é um esporte emocional e que não adianta se afobar pare fechar. E claro, também ajuda ter o melhor atacante do torneio e duas cubanas no time…

Veja o resumo da sexta rodada do returno da Superliga feminina

Superliga feminina também teve vitórias esperadas. Unilever passou pelo Praia Clube e o Sollys/Nestlé bateu o Macaé. Elas seguem nas primeiras e segunda colocações. Já o Vôlei Futuro fica em terceiro, mas vê o Minas empatar em número de pontos e subir para o quarto lugar.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 Diversos | 10:59

Tecnologia, sim. Goteiras, não

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Polônia

Arena na cidade de Lodz que receberá a final da Liga é equipada por telões

Logo depois da Liga Mundial do ano passado comentei por aqui sobre a aula da transmissão da Polônia, com imagens em câmera lenta e nenhuma dúvida se a bola havia caído dentro ou fora de quadra (releia o post). Pois agora o país vai usar a tecnologia na final da Liga dos Campeões da Europa, em março.

Na prática, os times terão dois pedidos de “desafio” por set e o lance será repassado ao capitão e ao segundo árbitro (veja matéria completa no iG Esporte). Os jogadores aprovam a ideia. Mas quem já jogou muito tempo lá fora e está na briga na Liga dos Campeões faz um bom alerta.

“Seria muito útil se todos os países tivessem esse recurso, mas no Brasil, por exemplo, ainda tem muitas coisas a melhorar e isto seria, digamos, um ‘luxo’ a mais”, disse João Paulo Bravo, que disputa os playoffs do torneio europeu com o Arkas Spor, em conversa por e-mail.

O jogador faz coro com os demais. “É muito interessante e benéfico porque tira qualquer dúvida em relação aos erros da arbitragem, que muitas vezes podem comprometer o resultado de uma partida. E isso não tiraria a autoridade do árbitro. Serviria como um recurso a mais”, falou Bravo.

Para quem está em quadra e já foi vítima de erros da arbitragem que decidiram partidas, a tecnologia será muito bem-vinda, sem dúvida alguma. Eu também acho uma excelente ideia (e vocês?). Mas ele tem razão em dizer que isso ainda é distante da realidade do Brasil… Ainda mais depois de jogos parados na Superliga por causa de falta de luz, goteiras…

Já estava na hora de usar a tecnologia a favor do vôlei. E nada mais normal do que isso começar pelos lugares mais modernos, como no ginásio polonês que receberá a final da Liga dos Campeões. Tinham até rumores de que a tecnologia pudesse ser usada nas Olimpíadas de Londres, mas a FIVB já descartou. Que esse “luxo” também vire realidade por aqui.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Superliga | 11:12

Quando um time realmente fica pronto para a temporada?

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Sidão - Divulgação/CBV

Sidão reclamou da atuação do Sesi apesar da vitória sobre o Londrina

Na rodada do final de semana, a Superliga masculina ganhou um novo líder. O Sesi-SP levou um susto, perdeu um set para o lanterninha Londrina, mas marcou 3 sets a 1 e reassumiu a ponta da tabela. Mas, além da parcial perdida, outra coisa me preocupa no Sesi: o discurso dos jogadores.

Veja mais: Sesi vence Londrina e reassume liderança da Superliga masculina

    Rodada começa e rodada termina e os atletas repetem que estão felizes com a vitória, mas que o time ainda precisa se encontrar, se arrumar em quadra. “Ainda não conseguimos jogar do jeito que gostaríamos. Hoje (sábado) tivemos muitos momentos de oscilação e sabemos que isso tem que ser corrigido para as próximas partidas, já pensando no play-off”, afirmou Sidão depois da vitória. Já estamos na metade do returno e o time ainda não se arrumou?

    Quem parece que se encontrou foi o RJX que, diferente do Sesi, se aproveitou da superioridade em relação ao adversário e fez 3 a 0 para cima do UFJF. Esses jogos mais simples devem servir para embalar o time. E mais uma vez, a dupla Marlon e Lipe foi bem. Esses dois se deram bem em quadra, como já comentamos por aqui outras vezes.

    Veja a classificação atualizada e os resultados da rodada da Superliga masculina

      A rodada do final de semana ainda teve vitórias para quem já começou a temporada arrumado. O Sada/Cruzeiro, que manteve o time do ano passado e acaba ficando um pouco fora do foco por não contar com campeões olímpicos e mundiais, bateu o Medley/Campinas por 3 a 0 sem problemas. O Sada pode estar em quarto na tabela, mas é forte candidato a mais uma final.

      Já o Vôlei Futuro mudou para 2012, mas se deu bem com Ricardinho + Lorena. O vice-líder bateu o Montes Claros, em outro 3 a 0. Sempre na parte de cima da tabela, o time pode ser um exemplo de equipe que se entrosou bem, soube aproveitar o estadual para ganhar ritmo e chegou forte à Superliga.

      A Cimed/Sky ainda venceu o Vivo/Minas na sexta-feira. O time mineiro tinha embalado, mas agora está sete pontos atrás do líder Sesi. E a equipe catarinense segue colada nos líderes. O que mostra que a Superliga ainda pode ter mudanças na parte de cima da tabela e quem quiser acabar bem esse returno tem que se arrumar. Agora, ou nunca mais.

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      quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Superliga | 15:05

      Saque é um grande trunfo ou um grande vilão?

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      RJX - Divulgação/CBV

      RJX, de Lipe, venceu o Cimed/Sky na quarta rodada do returno da Superliga masculina

      A quarta rodada do returno da Superliga masculina começou na terça e acabou na quarta-feira com times falando sobre o saque. No primeiro jogo, o Sesi se deu bem com tantos erros do BMG/São Bernardo. Na noite de quarta, a Cimed/Sky conseguiu boas sequências, mas acabou derrotada mais uma vez no torneio pelo RJX. O saque, que muitas vezes já foi trunfo, pode ser o vilão de um jogo…

      E esse tema não envolve apenas a Superliga. Na seleção masculina, por exemplo, Bernardinho e jogadores reclamaram do nível dos saques durante a Copa do Mundo. O serviço ficou bem abaixo do esperado, mas quando entrou, ajudou o Brasil a dar uma lavada, como naquele 3 sets a 0 para cima dos russos. Entre as mulheres, o saque flutuante já está ficando manjado. Mas ainda tem gente variando bem, como a Unilever, que consegue boas sequências com Sheilla e Regiane no fundamento.

      Parece que, às vezes, falta fazer o básico. Foi isso que senti no São Bernardo diante do Sesi. Se o saque era forçado, era errado. Se tirava o peso, errava também. Que tal começar tentando colocar a bola do outro lado? Claro que há um risco muito grande de levar, de cara, uma bola rápida pelo meio, mas pelo menos teve um pouco de jogo. O São Bernardo não conseguiu nada disso e deu mais de 20 pontos de graça em erros de saque. Impossível ganhar jogo assim.

      Já conversei com o Lucão sobre isso. Ele também disse que faltaram saques melhores ao Brasil na Copa do Mundo. E olha que ele é um daqueles “autorizados” a forçar o tempo todo. Falta um equilíbrio melhor. Sempre terão aqueles que soltam o braço o tempo todo, mas quem alivia, tem que acertar mais. E um saque sem peso, principalmente no masculino, acostumado a receber pancadas o tempo todo, pode, sim, tirar a bola da não do levantador. Já no feminino, a tática já ficou conhecida.

      Um bom saque é mais do que meio ponto marcado porque o passe, se sair, vai ser quebrado e o bloqueio pode chegar inteiro na marcação. Alguns saques errados são aceitáveis. Uma sequência de bolas na rede ou para fora compromete totalmente e deixa o jogo chato.

      “O jogo foi muito disputado. Cometemos muitos erros de saque, o que não pode acontecer. Conseguimos buscar a partida, mas perdemos algumas chances no quinto set”, resumiu o central Gustavo depois da derrota da Cimed/Sky para o RJX. O resultado custou a liderança da tabela, que ficou para o Sesi, aquele que se aproveitou dos serviços errados do BMG/São Bernardo.

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      quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:22

      Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina

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      As equipes com as melhores colocação na Superliga feminina fizeram a sua parte na terceira rodada do returno. Diante de adversários teoricamente mais fáceis, Unilever, Vôlei Futuro, Sollys/Osasco e Usiminas/Minas venceram. Desses, só o time de Osasco teve vida realmente fácil. Para os outros, 3 a 0 ou 3 a 2 significaram equilíbrio.

      Fernanda Venturini - Daniel Ramalho/adorofoto

      Venturini, que havia sofrido um acidente de carro com Bernardinho na manhã de terça, jogou contra Mackenzie

      Unilever e Vôlei Futuro venceram em sets diretos. E quem advinha o que ainda é um problema para a equipe carioca? Sim, mais uma vez o passe. E sim, ter Fernanda Venturini no levantamento ajuda. O time de Bernardinho bateu o Mackenzie/Cia do Terno, sétimo colocado, e segue na liderança isolada, mas as parciais tiveram placares até que apertados (25/21, 25/20 e 25/20).

      Placar apertado para o outro 3 sets a 0 de um dos líderes. O vice Vôlei Futuro só venceu a primeira parcial para cima do BMG/São Bernardo por 32 a 30. Depois, mesmo cometendo erros, fechou o jogo em casa com um pouco de folga no marcador (25 a 17 e 25 a 19).

      Já o Sollys/Nestlé se aproveitou do novato Rio do Sul e, aí sim, venceu por 3 a 0 com tranquilidade (25/21, 25/19 e 25/13). E o time de Osasco aproveita os jogos mais simples para recuperar o ritmo de Fabíola e contar com Hooker. A levantadora voltou depois de lesão no joelho e a oposto, grande contratação da temporada, começa a mostrar seu jogo mais solto e sua potência. Será que ela já é uma ameaça a Tandara? De qualquer maneira, é melhor ter o time todo e se preocupar em quem escalar do que olhar para o banco e não ter quem colocar. Luizomar já passou por isso quando Fabíola estava machucada….

      Para fechar o bloco de líderes, um placar que surpreendeu. O Usiminas/Minas, apesar de não ter as estrelas da seleção, é um time forte e que vem dando trabalho. Mas as mineiras sofreram para bater o lanterninha Macaé. A vitória veio apenas no tie-break. Com isso, perdeu um ponto em um jogo que poderia ter sido mais um 3 a 0 pelo histórico das duas equipes.

      No final, com altos e baixos, quem estava melhor colocado venceu quem estava na parte debaixo da tabela. Para os líderes, a rodada com duelos considerados mais simples valeu a pena.

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      sábado, 4 de fevereiro de 2012 Superliga | 17:25

      Cimed/Sky vence de novo sob comando de Douglas, e agora?

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      Douglas - Divulgação/CBV

      Douglas conversa com Bruninho durante tempo. Técnico está invicto na Cimed/Sky

      A Cimed/Sky trocou de treinador durante a Superliga 2011/2012. Pacheco, como foi comentado por aqui, pediu demissão e seu lugar foi assumido por Douglas. Pacheco saiu depois de duas derrotas, para Sesi e Volta Redonda. E com Douglas no comando, a equipe catarinense ainda não perdeu. Mas a tabela para eles irá complicar daqui para frente…

      O primeiro jogo do novo treinador foi contra o novato UFJF. Depois tiveram BMG/São Bernardo, Londrina/Sercomtel, Medley/Campinas (que já exigiu mais) e BMG/Montes Claros neste sábado. Vou comentar sobre esse jogo daqui a pouco… Até agora, foram equipes que estão pelo meio da tabela e a Cimed/Sky cumpriu a sua obrigação.

      Agora a sequência será RJX, Vivo/Minas, Vôlei Futuro, Sada/Cruzeiro e Sesi. São basicamente os primeiros colocados até agora. Tudo que que o RJX ainda tem muitos altos e baixos, mas venceu no primeiro turno em um jogo que atuou muito bem com a dupla Marlon e Lipe inspirada. Esses jogos mostrarão a cara da Cimed sob o comando de Douglas.

      Por enquanto, ele me pareceu um técnico controlado e, digamos, básico. No jogo desta manhã contra o Moc, ele pediu tempo apenas para reclamar com Bruninho porque o levantador fez três vezes o mesmo meio fundo com João Paulo Tavares e todas deram errado (Já está na hora de Bruno parar com isso e não insistir em jogadas só para dar moral ao atacante…). Douglas pediu para abrir o jogo para as pontas, ou seja, o básico.

      E uma das reclamações de Pacheco em sua saída é visível em quadra. A Cimed mudou muito seu elenco. Em dois anos, perdeu nomes importantes e, dos titulares, tem apenas Bruninho, Éder e Renato daqueles que já foram tetracampeões nacionais. Entretanto, isso não quer dizer que o time tenha ficado ruim ou que não tenha chances de ser campeão de novo, longe disso. Giba, que não jogou na temporada e terá que passar por cirurgia na canela, faz muita falta, sem dúvida. Mas Felizardo é um ótimo meio, leve e com bom tempo de bloqueio, por exemplo. Rivaldo, quando inspirado, vira todas. O problema é esperar esse “quando inspirado”.

      Emocional decide jogo

      Alberto - Divulgação/Vipcomm

      Alberto duela com Éder na rede. Moc cresceu no jogo, mas se perdeu no emocional

      É possível falar de Rivaldo inspirado para descrever Cimed/Sky x BMG/Montes Claros nesta manhã. O primeiro set foi muito equilibrado. Já no segundo, Rivaldo e companheiros pararam de virar e o Moc venceu com facilidade. No terceiro, a Cimed viu Rivaldo voltar a jogar e, acertando ataques, colocou um 25 a 10 para cima dos mineiros. Na última parcial, começo equilibrado e vitória da equipe de Santa Catarina. Os números resumem a atuação do oposto: foram 15 pontos no jogo, sendo 13 nos dois últimos sets. Coincidência ou não, a Cimed venceu quando Rivaldo entrou no jogo.

      Entretanto, o que me chamou a atenção foram os nervos a flor da pele dos mineiros. Na segunda parcial, o levantador Rafinha começou a reclamar mesmo com uma ampla vantagem no marcador. O técnico Jorge Schmidt pediu tempo e perguntou o motivo para aquele “show”. Acho Rafinha um bom levantador, mas não gosto desse jeito, cheio de catimba.

      O descontrole seguiu no terceiro set e isso ajudou para lavada dos catarinenses. E tanta implicância e reclamação renderam dois amarelos ao Moc. Sim, o árbitro cometeu erros claros para a Cimed, como já até comentaram aqui. Tiveram bolas claras com desvio no bloqueio catarinense que foram dadas como ataques para fora dos mineiros. Mas ainda assim, se o Moc tivesse mantido o foco, teria mais chances. O emocional decidiu o jogo.

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