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Arquivo de dezembro, 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 11:24

Retrospectiva: 2011 teve vaga olímpica, sustos e decepção

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Mais um ano de blog e mais uma vez aqui está a tradicional retrospectiva. O ano de 2011 foi de aquecimento no mercado nacional e alerta para as seleções, tanto masculina quanto feminina. E para vocês, o que mais marcou nos últimos 12 meses? Relembre nos tópicos, clique nos links para reler mais sobre os assuntos e deixe seus comentários no final. E Feliz 2012! Até lá!

Acidente e preconceito na Superliga 2010/2011

Acidente-Vôlei Futuro/Futura Press

Ônibus do Vôlei Futuro tomba perto de ginásio da semifinal da Superliga feminina

A Superliga 2010/2011 foi a primeira decisão na temporada do vôlei por aqui. E a fase final foi mais conturbada do que o normal por problemas que aconteceram fora das quadras.

Na semifinal da edição feminina, o ônibus com a delegação do Vôlei Futuro tombou perto do ginásio do Osasco, no dia 12 de abril. Segundo as primeiras informações, a líbero norte-americana Stacy Sykora era a única que preocupava, com um corte na cabeça. Pouco depois, todos souberam que a situação era bem mais grave e que a atleta havia sofrido um traumatismo craniano. Stacy ficou quase um mês internada, voltou aos EUA para completar a recuperação e, aos poucos, já voltou a atuar. A líbero segue no Vôlei Futuro para a temporada 2011/2012.

Já na semifinal do masculino, o Vôlei Futuro foi jogar na casa do Sada/Cruzeiro e o central Michael afirmou ter passado a partida ouvindo gritos preconceituosos. O caso tomou grandes proporções, o Sada/Cruzeiro foi multado e, no jogo de volta, o time de Araçatuba fez uma “festa rosa” para o atleta, com jogadores usando camisas rosa ou com o arco-íris, símbolo GLSTB e a torcida com batedores coloridos e com o nome de Michael. Ele assumiu ser homossexual e, em uma entrevista exclusiva, falou que nunca namorou, nem homem e nem mulher. Dentro de quadra, o Sada/Cruzeiro levou a melhor e ficou a vaga na decisão.

No final, um campeão inédito e um velho conhecido

Unilever vence a Superliga - Divulgação/CBV

Unilever faturou o sétimo título na Superliga

A edição 2010/2011 da Superliga teve um campeão novato e outro mais do que conhecido. No masculino, o Sesi venceu o Sada/Cruzeiro e conquistou o seu primeiro título nacional com uma equipe equilibrada e um grupo homogêneo. Tanto que, na decisão, o nome do jogo não foi alguém da seleção. O destaque ficou para Vini, prova de ter um grupo completo e preparado pode valer mais do que só alguns selecionáveis.

Entre as mulheres, mais um Unilever x Sollys/Osasco. E o time do Rio de Janeiro, derrotado na temporada 2009/2010, recuperou a coroa e faturou o sétimo título nacional. Na decisão, assim como em quase todos os jogos do time, Sheilla foi a jogadora de segurança. Agora, na temporada 2011/2012, ao lado de uma levantadora experiente como Fernanda Venturini, tende a crescer ainda mais em quadra.

Novos ‘supertimes’, volta de Venturini e mais contratações

Fernanda Venturini - Divulgação

Depois de quatro anos, Fernanda Venturini volta a jogar e assina com o Unilever

Como o costume, depois da Superliga vem a movimentação do mercado e, nesse ano, dois ‘supertimes’ surgiram. Em abril, Eike Batista montou o RJX, no Rio de Janeiro. a equipe contrataria Dante, Marlon, Théo e Lucão, da seleção, além de Lipe, Alan e outros nomes importantes. No mesmo mês, a Cimed anunciou a parceria com a Sky. A ex-patrocinadora deixou o Pinheiros depois de uma temporada turbulenta, com dispensas de Rodrigão e Marcelinho e eliminação nas quartas de final da Superliga diante do Sada/Cruzeiro, que seria vice-campeão. O Pinheiros não manteve o time e a Cimed “ganhou” Giba e Gustavo para a temporada 2011/2012.

No feminino, o mercado viu trocas entre rivais e até o final de uma aposentadoria. Atendendo a um pedido de Bernardinho, que ficou sem levantadora depois de Dani Lins assinar com o Sesi, que montou um time feminino em 2011, Fernanda Venturini voltou a jogar e é a levantadora do Unilever. O time também tirou Natália do rival Sollys/Osasco.

O problema é que, até dezembro, alguns reforços ainda não jogaram em seus times. Giba, com fratura por estresse na tíbia, e Natália, depois da segunda cirurgia para retirada de um tumor benigno na canela esquerda, são exemplos de contratados que ainda não atuaram.

Depois de Stacy, o susto com Jaqueline

Jaqueline - Vipcomm

Jaqueline deixa hospital depois de fratura na cervical na estreia no Pan

Quem acompanha vôlei teve dois grandes sustos em 2011. O primeiro foi o acidente com o time do Vôlei Futuro e o traumatismo craniano de Stacy, como comentamos. Meses depois, Jaqueline foi a protagonista da vez. Pelo menos as duas estão bem e recuperadas.

A jogadora deu um susto gigante ao se chocar com Fabi logo na estreia do Brasil no Pan-Americano de Guadalajara. As duas caíram para defender uma bola e a ponteira bateu a nuca na testa da líbero. O resultado, depois de momentos de apreensão e de ver a jogadora deixando a quadra de maca, foram fraturas em duas vértebras da cervical.

Jaqueline, que já tinha sofrido no ano com a perda de seu primeiro bebê logo no começo da gestação, surpreendeu na recuperação. O que eram oito semanas com o colar cervical viraram três e na semifinal do Paulista, em novembro, ela já estava em quadra novamente.

Novidades emplacam na seleção feminina

Tandara- Divulgação/CBV

Tandara chegou para ficar na seleção feminina

Já que falamos de mercado e novos times, vamos falar também de caras novas na seleção feminina. 2011 viu a estreia de Tandara como oposta. A jogadora ficou com o lugar de Joycinha e se tornou uma arma no ataque, para as inversões de 5-1, e também no saque, com pontos importantes ao entrar no serviço nos finais dos set. Ela ainda é reserva de Sheilla, mas tem potencial.

Fernanda Garay voltou ao time de Zé Roberto na temporada e não fez feio. Ela ajudou no passe, grande problema da equipe, e ainda mudou o ritmo de ataque. A ponteira segue a boa fase no Vôlei Futuro e deve ter vindo para ficar.

Juciely completa o trio de novidades do ano, mas a central ainda está atrás de Fabiana e Thaísa e tem que brigar com Adenízia por uma vaga entre as preferidas de Zé Roberto.

E falando nas mulheres, 2011 acabou com decepção

Fabi e Sheilla - Divulgação/FIVB

Seleção decepcionou na Copa do Mundo e perdeu a primeira chance de se classificar para as Olimpíadas

Com suas caras novas, a seleção feminina partiu para um ano de recuperação. Em 2010, o Brasil foi prata no Grand Prix e prata no Mundial. Agora, conseguiu voltar ao lugar mais alto do pódio, mas ainda decepcionou.

A seleção teve ouro na Copa Pan-Americana, em torneio amistoso em casa e no Sul-Americano e ainda ficou com a prata depois de ser derrotada pelos Estados Unidos com facilidade na decisão do Grand Prix. Mas os problemas e as críticas começaram nos Jogos Pan-Americanos.

Zé Roberto, visando treinar o time para a Copa do Mundo, que valeria a vaga olímpica, levou a equipe principal para Guadalajara. Lá, rivais como os Estados Unidos estavam com a equipe B. O Brasil foi ouro, mas depois, decepcionou e, com três derrotas, ficou apenas em quinto lugar na Copa do Mundo.

Aí vieram as perguntas e as críticas, até de Ary Graça. Valeu a pena jogar com a seleção A em Guadalajara? O time está preparado para lutar pelo bi nas Olimpíadas de Londres? Mais uma vez a seleção está com problemas em quadra, como no passe e no levantamento, e fora dela, como o emocional.? As respostas só virão em 2012. E o ano começará mais cedo, já que as atletas terão que disputar o pré-Olímpico continental para chegar a Londres.

Homens conseguem vaga, mas no sufoco

Giba - Divulgação/FIVB

Giba comemora ponto na vitória sobre o Japão. Jogo valeu o bronze e a vaga olímpica

A seleção masculina fechou 2011 com a vaga olímpica assegurada, mas o caminho até aqui não foi simples. Bernardinho aproveitou o calendário cheio de campeonatos para montar duas equipes e mesclar jogadores em alguns torneios. A equipe B foi ouro no Pan, mas a A teve problemas e derrotas inesperadas.

O time principal venceu o Sul-Americano, mas ficou com a prata na Liga Mundial e passou sufoco para assegurar o terceiro lugar no Japão e lugar Nos Jogos Olímpicos de Londres, com tie-break contra China e derrotas para Itália, Cuba e Sérvia. O bronze a vaga olímpica só vieram na última fase, no último jogo. E quem não viu a briga entre Bernardinho e Serginho diante das câmeras na vitória sobre a Argetina? Os dois perderam a cabeça, mas logo minimizaram a discussão, falando que era algo normal e que a convivência seguia boa. Depois, Murilo, que foi o pivô da briga (Serginho “tomou as dores” do companheiro com Bernardinho, que reclamava do Brasil em jogo no qual a Argentina não se esforçou para fazer nada, já que a derrota até que ajudaria a equipe), comentou que até há um desgaste no time, mas não a ponto de alguém pedir para sair.

O ano também foi de fazer testes e trocar jogadores em algumas posições.o que gerou insegurança na equipe. Afinal, quem são os opostos da seleção, por exemplo? Mas os atletas também ressaltaram que esse foi o ano certo para esses testes e que todos estão confiantes para o ouro em 2012, ano que fechará o ciclo olímpico e também marcará as últimas Olimpíadas de ídolos como Giba, Dante…

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 Superliga | 10:11

Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina

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A Superliga feminina teve a sua última rodada da noite de quinta-feira e o destaque foi Fernanda Venturini. Falam que uma vez que você aprende a andar de bicicleta, não esquece nunca mais. Pois com a veterana parece que uma vez que se sabe levantar bem, não se esquece nunca mais.

Unilever - Divulgação

Fernanda Venturini, com uma bela largadinha, fechou a partida contra o BMG/São Bernardo

Essa foi a primeira partida que assisti de Fernanda Venturini na volta às quadras nesta Superliga. Esperava ver uma ótima jogadora, mas ainda um pouco lenta e sem ritmo de jogo. Porém, eu tive uma surpresa. Ela até demora a se levantar depois de fazer alguma defesa, mas já está imprimindo um ritmo bem veloz nas jogadas do Unilever, tanto que usou a abusou das jogadas de meio diante do São Bernardo e viu Juciely ser a maior pontuadora do jogo.

Fernanda parece que nem suou na vitória por 3 sets a 0 do Unilever (leia mais sobre o jogo). Ela sacou sempre do chão, como já era de costume, e atrapalhou a recepção rival. Recebeu muitas bolas na mão (o passe da equipe carioca funcionou dessa vez) e nem fez esforço para colocar a bola onde queria. O resultado disso? Foi a melhor em quadra. Ela ainda errou uma ou outra bola com Juciely e,  em um momento do jogo, forço demais a bola de Regiane, que levou uma série de bloqueios. Mas ainda é uma ótima jogadora, com repertório de bolas chutadas, largadinhas…

O jogo da noite de quinta-feira ainda teve cara de começo de temporada, com bolas bobas que caíram no meio da quadra e um São Bernardo que não pressionou. Mas, aos poucos, a Unilever está voltando aos eixos e crescendo em quadra. Ter o passe na mão já é meio caminho andado! E para ajudar, o bloqueio fez 14 pontos (quatro saíram das mãos de Venturini). Como disse Bernardinho, o Natal será tranquilo. E, depois, o torneio Top Volley dará ainda mais ritmo ao time.

Vôlei Futuro, Sollys/Nestlé e Usiminas/Minas também estão “nos eixos” e seguem relaxado para a folga de final do ano. Todos venceram na rodada e continuam invictos no torneio (veja todos os resultados da rodada).

Quase despedida para os homens

A Superliga masculina também se prepara para a pausa de final de ano (o único jogo que falta é Vôlei Futuro x Medley/Campinas, atrasado da quarta rodada, que será no dia 30 de dezembro) e a quinta rodada teve vitória por 3 sets a 0 do Cimed/Sky contra o Vivo/Minas, triunfo esperado do RJX sobre o também novato UFJF e a queda de mais um invicto, com a derrota do Sada/Cruzeiro diante do Medley/Campinas (veja todos os resultados do masculino). O único que ainda segue 100% no torneio é o Vôlei Futuro. Será que essa invencibilidade durará muito? A gente descobre isso no dia 30 ou em 2012!

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 Superliga | 11:19

RJX vence bem depois de sufoco dentro e fora de quadra

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Demorou quatro rodadas, mas o RJX, novo time do Rio de Janeiro, começou a mostrar a sua cara na Superliga masculina 2011/2012. O time, criado para a temporada e já apontado por todos como um dos favoritos ao título, venceu a Cimed/Sky na  noite de terça-feira por 3 sets a 1. Foi o segundo triunfo do time no torneio.

Dante - Divulgação/CBV

Dante comemora ponto para o RJX sob os olhares de Bruninho, da Cimed

Essa vitória pode ter ajudado a lavar a alma da equipe (veja todos os problemas que o time enfrentar abaixo). Depois de perder o primeiro set e ainda mostrar falta de entrosamento, com um empurrão feio de Marlon no companheiro em uma corrida desnecessária para o levantamento, os talentos individuais começaram a aparecer e formar um conjunto.

O RJX nasceu favorito pelos nomes do elenco, como Dante, Marlon, Théo, Lucão e Lipe. Mas, por conta da Copa do Mundo, a equipe só tinha conseguido fazer três treinos juntas até a partida contra a Cime/Sky. E, nessas horas, vale ter gente boa em quadra. Marlon acertou a bola com Lipe, que passou a virar tudo a partir do segundo set. Lucão e Dante, com a ajuda de Ualas, comandaram os 16 pontos de bloqueio. E isso não quer dizer que a Cimed não tenha jogadores de talento, longe disso. Mas o RJX soube manter o ritmo, passou a ganhar uma cara de conjunto com um jogador acertando o saque, outro o ataque e assim por diante, e venceu. Já o time de Florianópolis perdeu o embalo e a partida (leia mais detalhes da partida).

Noite sem dormir e a viagem com 12 horas a mais

Entretanto, o que poucos sabem é do sufoco do RJX para chegar a essa vitória. Logo no começo da temporada, o time não tinha um ginásio para treinar. Depois, ficou sem seus atletas que foram para a seleção. E na Superliga, até o tempo conspirou contra, como contou Dante ao blog Mundo do Vôlei.

Segundo o ponteiro, as dificuldades começaram ainda antes da primeira vitória, um 3 a 2 de virada sobre o Volta Redonda, na rodada passada (leia mais sobre o jogo). A viagem de Montes Claros, depois da derrota para o time local, até Volta Redonda demorou 12 horas a mais que o previsto.

“Em Montes Claros já estava chovendo e terminamos o jantar à 1h da manhã. Saímos do hotel às 4h30 porque nosso voo seria às 5h50. Iríamos para Belo Horizonte e, depois, para Volta Redonda. Mas o aeroporto estava fechado e aí começaram os problemas”, fala Dante.

“Mudaram nosso voo e tivemos que ir para São Paulo. Chegamos lá por volta da hora do almoço. Esperamos no aeroporto e decidiram nos colocar em uma ponte aérea para o Rio de Janeiro e de lá a gente pegaria um ônibus para Volta Redonda”, continua o ponteiro. “Dividiram os jogadores em dois grupos, mas, também por causa do tempo, teve gente que foi parar em Campinas. Chegamos no Rio só umas sete horas da noite, passamos em casa voando para tomar um banho e fomos para Volta Redonda. Ou seja, jogamos depois de passar a noite em claro e a partida foi aquele sufoco na virada por 3 a 2”, completa Dante.

Pelo menos para jogar em Florianópolis, o RJX não teve problemas. E em quadra, o time começou a mostrar a que veio nesta Superliga. Mas, depois, na chegada ao Rio de Janeiro nesta quarta, muita espera para pegar as malas no aeroporto, como os jogadores comentam no Twitter…

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domingo, 18 de dezembro de 2011 Superliga | 12:38

Vôlei Futuro parece ter acertado a mão nesta temporada

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Fernanda Garay - Divulgação/CBV

Fernanda Garay é um destaques do Vôlei Futuro na temporada

Pelo menos por enquanto, depois de três rodadas na Superliga, parece que os times do Vôlei Futuro acertaram a mão, principalmente entre as mulheres. A equipe equilibrou forças, ficou mais experiente e, além de liderar o torneio nacional, é o único que ainda não perdeu nenhum set.

O nome da terceira rodada, depois da vitória sobre o BMG/São Bernardo, foi Fernanda Garay, reforço do Vôlei Futuro na temporada. Ela foi a melhor jogadora em quadra na sexta-feira e segue o bom momento vivido desde o começo do ano, com a convocação para a seleção. Garay ajuda no passe e também é uma força no ataque, ao lado de Paula Pequeno, que entrou neo meio do jogo contra o São Bernardo e fez a diferença. Bela contratação de Garay e boa fase de Paula.

E falando em passe, Walweska, nova central, é uma das poucas meios que também fazem fundo. E ter a bola na mão ajuda Ana Tiemi e Ana Cristina, as duas levantadoras. Aí está mais uma vantagem para a temporada. No ano passado, Alisha Glass era a aposta, mas a norte-americana teve uma lesão e voltou para os EUA. Agora, o time tem duas jogadoras na posição.

O banco também teve uma mudança. Paulo Coco no lugar de William. E ele tem um time mais experiente e mais equilibrado em quadra. Apesar de na Superliga ainda não ter encarado as potências, venceu o Paulista diante do Sollys/Osasco com o time o completo.

Depois de uma temporada que era esperado pelo menos a final, o Vôlei Futuro melhorou e parece ter acertado a mão. No masculino, o perfil foi adotar jogadores bons, mas fora da seleção, como Lorena e Piá, e ter o time todo o ano todo. Eles também seguem invictos depois dos 3 a 1 sobre o Londrina na noite se sábado, mas aparecem em terceiro na classificação. Mas a Superliga masculina fica para o próximo post.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Superliga | 08:30

Os jogos não seriam as quartas e sábados?

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Durante o lançamento da Superliga masculina, no final da semana passada em São Paulo, o discurso dos jogadores sobre a calendário da competição era um só. Todos afirmaram que o calendário não ficaria apertado com o o torneio com 12 times (e não 15 como eram na última temporada) e começando um mês do que foi a edição 2010/2011. Todos falaram também, independente de que time eram, que os jogos seriam as quartas e sábados.

Vivo/Minas - Divulgação/CBV

Vivo/Minas jogou na noite de terça-feira e volta para a quadra apenas no sábado

A Superliga 2011/2012 está na segunda rodada e, depois da mudança de diversos jogos, alguns por conta do canal que transmite o campeonato, teremos jogos em diferentes dias da semana. Para quem acompanha de casa os jogos, isso pode até ser bom, já que com partidas espalhadas ao longo da semana, fica mais simples montar a grade de programação e exibir os melhores duelos da rodada.

Já os jogadores comemoraram na festa de lançamento o tempo de descanso entre uma partida e outra. “Jogamos na quarta, mas teremos quinta e sexta para descansar e treinar até jogar de novo no sábado”, comentou Murilo. Mas com as alterações, alguns times terão mais folga do que outros. Vivo/Minas e Londrina/Sercomtel, por exemplo. Eles jogaram na terça, com vitória do time mineiro, e voltam para quadra apenas no sábado, quando o Londrina encara o Vôlei Futuro e os mineiros pegam o Medley/Campinas. Já RJX pega o Montes Claros fora de casa na quinta e os dois jogam de novo no sábado, contra Volta Redonda e Cimed/Sky, respectivamente (veja tabela completa da rodada).

Uma semana puxada deve ser compensada por outra mais tranquila ao longo da Superliga. Que as viagens não cansem demais, ainda mais neste começo do torneio, que ninguém ainda está no auge da sua forma física e o pessoal da seleção ainda está se recuperando da Copa do Mundo.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Superliga | 17:18

Superliga feminina volta aos eixos na segunda rodada

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Unilever - Divulgação/Local

Unilever comemora primeira vitória na Superliga 2011/2012

A Superliga feminina 2011/2012 teve a sua segunda rodada na noite de terça-feira e, olhando os resultados, digamos que as coisas “voltaram aos seus eixos”. Quem era favorito, cumpriu o seu papel e venceu. E o jogo que acabou como o mais equilibrado reuniu times de forças parecidas.

Na rodada de abertura a surpresa havia sido a derrota do Unilever para o Sesi por 3 sets a 0. Já era esperado que o Sesi, com Dani Lins, Sassá e Elisângela, chegaria nesta temporada para brigar com os times grandes. Mas o que surpreendeu foi o placar em sets diretos. No jogo que era o clássico da rodada, a expectativa era por mais equilíbrio. Só que o time carioca não rendeu, Fernanda Venturini sofreu com o passe e com o ritmo de jogo e as paulistas dominaram o marcador.

Na noite de terça-feira, vitórias esperadas. O Sollys/Osasco, com a estreia da norte-americana Hooker e Jaqueline, venceu o Mackenzie. Sesi passou pelo Macaé e o Unilever se recuperou e bateu o São Caetano. Todos os jogos foram 3 sets a 0. O único 3 a 2 foi do São Bernardo para cima do Pinheiros em um jogo fraco, com times que ainda estão se arrumando e ainda parecem longe das favoritas ao título.

Hooker - Divulgação/CBV

Hooker estreou na vitória do Sollys/Osasco na segunda rodada da Superliga

Mas o tropeço do Unilever logo na primeira rodada e o bom começo do Sesi podem ser bons sinais. Finalmente teremos um ano que não será dominado por Osasco e Rio de Janeiro? Além do time da capital, o Vôlei Futuro, por exemplo, tem duas vitórias na competição e vem com um potente elenco nesse ano, com os reforços de Fernanda Garay e Carol Gattaz.

Calma, ainda é muito cedo para prever alguma coisa. Hooker fez apenas o seu primeiro jogo no Brasil e ficou poucos pontos em quadra. A cubana Nancy Carrillo ainda não jogou pelo São Bernardo. Stacy Sykora ainda se recupera do acidente de abril e é reserva no Vôlei Futuro. Esses são apenas três jogadoras que podem fazer a diferença em quadra.  Pode ser cedo para fazer qualquer afirmação, mas os elenco das equipes e esses primeiros jogos são pequenos indícios de que a final em 2012 pode ser diferente…

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011 Superliga | 08:00

Superliga ainda sem cara de super, mas com promessas

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Bruninho e Gustavo - Divulgação/CBV

Estrelas, Bruninho e Gustavo entraram apenas ao longo da partida de estreia da Cimed/Sky

A Superliga 2011/2012 teve início no final de semana para homens e mulheres. Para começar, um pouco da edição masculina (como a feminina terá rodada completa logo mais, comentamos os primeiros jogos depois, combinado?). Por enquanto, o campeonato ainda não é “super”, mas tem boas promessas.

Saiu na frente quem não tinha um dos “supertimes” da temporada. RJX, por exemplo, nasceu no Rio e tem como objetivo chegar à final da competição. Para não virar um novo Pinheiros e ser apenas um time de estrelas e sem resultado, apostou em selecionáveis como Dante, Théo, Marlon e Lucão e gente também boa como Lipe, Allan ou Thiago Sens para ter titulares e reservas.

Porém, a tabela não foi amiga da equipe carioca. Logo de cara, um clássico sem cara de clássico. O RJX encarou o Sesi, mas as grandes estrelas não atuaram o tempo todo. E venceu quem tem uma base melhor e mais bem entrosada. O Sesi acabou de ser campeão paulista, manteve praticamente o mesmo time campeão da Superliga na última temporada e venceu, sem muitos prolemas (leia mais sobre a partida).

Outro “supertime”, a Cimed, que herdou Giba e Gustavo da Sky, também não precisou da força máxima para vencer o Londrina/Sercomtel. Bruninho e Gustavo atuaram pouco. E Giba nem entrou (leia mais sobre a partida).

O jogo mais equilibrado acabou ficando com os times com menos estrelas. Fora de casa, o BMG/Montes Claros, que quase acabou na temporada passada e refez o elenco, só venceu o Medley/Campinas, que se reforçou com nomes como Bob e Zanuto (que podem não estar na seleção, mas são velhos conhecidos de quem acompanha vôlei), no tie-break.

Por enquanto, esses times menos estrelados, ou a base dos estrelados, saem na frente. É o caminho natural, já que os elencos seguiram trabalhando enquanto os atletas estavam reunidos na seleção brasileira. Só é ruim ver um clássico como Sesi e RJX sem a verdadeira cara e o verdadeiro equilíbrio esperado. No returno será melhor.

Agora, Sesi, que tem um ótimo grupo, Vôlei Futuro, que apostou em atletas fora da seleção, mas qualificados como Lorena, Piá e Ricardinho, estão em vantagem. Depois da pausa para as festas de final de ano e com mais tempo de treino, os outros entrarão de vez na briga. E aí sim a Superliga promete render ótimas emoções.

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domingo, 4 de dezembro de 2011 Seleção masculina | 15:42

Que Brasil vamos ver em Londres?

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*atualizado dia 5/12, às 19h15

Brasil - Divulgação/FIVB

Brasil levou a medalha de bronze na Copa do Mundo no Japão

A seleção brasileira masculina de vôlei conseguiu a vaga olímpica neste domingo. Depois de vencer o Japão por 3 sets a 0, o time ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo e assegurou o lugar nos Jogos de Londres, em 2012.

A vitória foi boa e o Brasil cresceu na última rodada, mas vale rever alguns conceitos e jogadores da seleção… Ter a vaga olímpica não apaga a campanha irregular. E agora fica uma pergunta: que Brasil vamos ver em Londres?

A seleção fechou a Copa do Mundo com três derrotas, para Itália, Cuba e Sérvia, e uma vitória no sufoco por 3 sets a 2 sobre a China. Perder é normal, faz parte da disputa. O problema foi como a equipe perdeu esses jogos, como disse o leitor Edgard por aqui.

No começo do torneio, mesmo nas primeiras vitórias, Bernardinho reclamou do saque nacional. Depois, quando vieram as derrotas,  a reclamação foi o número de erros. Talvez isso seja reflexo do ânimo dos jogadores. Em algumas partidas, como diante da Sérvia, eles estavam abatidos e sem reação em quadra.

Cadê a vontade? Simplesmente ser o Brasil não garante a vitória. Ainda mais depois de diversas conquistas, como é o caso do time de Bernardinho, e de virar alvo de estudo de todos os rivais. Se já sabem como o Brasil joga e os brasileiros estão apáticos, eles viram presas fáceis. Ainda para seleções com experiência como Sérvia e Itália, ou com a jovialidade de Cuba.

Ainda teve a discussão entre Serginho e Bernadinho e as reclamações de Murilo ao regulamento. Isso pode ter influenciado, mas acho que não foi o determinante. Quantas vezes jogadores e técnicos não devem ter discutido e, ainda sim, entrado dispostos em quadra? Não deve ter sido a primeira briga, e não será a última, como em qualquer convivência.

Giba - Divulgação/FIVB

Vibração de Giba, um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo

Depois, na última rodada, o Brasil, como o levantador Bruninho disse, voltou a jogar como sabe. Foi preciso perder dois sets para a Polônia e ver o terceiro quase escapar para jogar. Com vontade, tudo melhorou. O saque passou a entrar mais e, consequentemente, o bloqueio funcionou também. E os erros diminuíram. Todos voltaram a jogar e a seleção venceu e, depois, se classificou para Londres.

Além disso, Giba mostrou estar em boa forma e Bruninho foi o jogador de sempre da Cimed, um levantador mais ousado e seguro, que chama a responsabilidade e o emocional do time. Pelo meio, Sidão foi o jogador que mais amadureceu. Murilo, que teve atuações bem abaixo do esperado, conseguiu aos poucos se recuperar. Já Leandro Vissotto ganhou elogios de Bernardinho no ataque, mas precisa melhorar nos saque.

Que nas Olimpíadas a gente veja esse segundo Brasil. E que a irregularidade da Copa do Mundo sirva de alerta!

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sábado, 3 de dezembro de 2011 Seleção masculina | 13:49

O jogo de Bruninho na Copa do Mundo

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Bruninho - Divulgação/FIVB

Bruninho foi o eleito o melhor jogador na virada diante da Polônia

O comentário depois da vitória do Brasil sobre o Polônia na madrugada deste sábado não poderia ser diferente. Bruninho foi o nome do jogo. O levantador entrou no terceiro set, ajudou o Brasil a sair de 13 a 9 e virar a parcial e também a partida. O levantador foi eleito o melhor em quadra. E realmente foi o nome do jogo!

Veja os detalhes de Brasil 3 x 2 Polônia

Além de comandar as ações dos atacantes, Bruninho marcou três pontos de bloqueio e deu ajudou no emocional no time. Falava por aqui que a seleção parecia desanimada em quadra, um pouco sem vontade. Pois o levantador foi lá e mudou esse cenário, chamando o jogo e dando moral aos companheiros.

Essa é a função de Bruno na Cimed. Ele é o cara que comanda o time tanto na bola como no emocional. Nesta madrugada, repetiu o papel na seleção e foi bem.

Leia também: Destaque da vitória, Bruninho comemora atuação contra a Polônia

E se a vitória sobre o Irã foi animadora, mas nem tanto, como escrevi no post anterior, a virada em um jogo que tinha cara de 3 a 0 sobre a Polônia pode realmente embalar o time. Depois de dois sets com erros de passe, o Brasil acertou o saque e o bloqueio e cresceu na partida. Venceu e depende só de si para conquistar a vaga olímpica.

Porém, encerrar a Copa do Mundo diante do Japão não será fácil. Os asiáticos jogam em casa e também sabem defender e, além da vontade mostrada diante da Polônia, será preciso paciência para trabalhar a bola até conseguir colocá-la no chão. É como disse Serginho: parece que defesa é o primeiro fundamento que os asiáticos aprendem. No domingo não será diferente. Que uma, duas ou três bolas que não caiam não desanimem o Brasil…

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 Seleção masculina | 13:34

Uma boa vitória, mas com cara de obrigação

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Giba - Divulgação/CBV

Giba foi o melhor em quadra na vitória sobre o Irã

Depois de perder para Cuba e Sérvia, o Brasil cumpriu o que era esperado e venceu o Irã nesta madrugada, na abertura da última rodada da Copa do Mundo de vôlei, no Japão. Ainda faltam dois jogos no torneio e o Brasil, agora terceiro colocado, segue na briga por uma das vaga nas Olimpíadas de Londres.

O placar diante dos iranianos foi 3 sets a 0. Dá para se animar com esse resultado? Um pouco, afinal, o time dominou o jogo todo o tempo e teve tranquilidade, encaixando o saque e marcando bem no bloqueio. Mas essa era a obrigação do Brasil. O Irã pode estar em uma boa fase e ter feito jogos interessantes na Copa do Mundo, mas é uma seleção inferior à nacional.

Entretanto, os 3 a 0 mostraram que, apesar das brigas e das partidas com a cabeça baixa, a seleção pode se arrumar. A prova de fogo será contra a Polônia. Se nada de diferente acontecer e eles entrarem com o time principal, a disputa deve ser boa. Diferente dos iranianos, os poloneses tem mais técnica, são altos e também conseguem jogar na velocidade. Não foram líderes do torneio até a rodada desta sexta à toa (foram ultrapassados pela Rússia nesta madrugada).

Ao Brasil, resta manter o emocional equilibrado. Os jogadores são os mesmos que já venceram tantas vezes, mas eles precisam querer seguir vencendo e se empenhar para isso. A diferença é que lá no começo do ano 2000, só a equipe nacional jogava na velocidade e variava tanto os ataques. Agora, todos já sabem como o Brasil joga e muitos usam e abusam da velocidade. Os outros times conhecem o Brasil e estão usando bem isso. Já é o momento de ousar de novo, vibrar mais e voltar a ser aquele Brasil.

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