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Arquivo de novembro, 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Diversos | 12:47

Um até logo

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Galera,

Estou aqui para falar um “até logo”. Estou de férias da redação e envolvida nos últimos preparativos para o meu casamento. Não estou conseguindo acompanhar os jogos da Copa do Mundo e, para não fazer um trabalho ruim, acho melhor me afastar por uns dias. Volto no comecinho de dezembro!

Abraços e que as seleções se classifiquem para as Olimpíadas!

Aretha Martins

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terça-feira, 8 de novembro de 2011 Seleção feminina | 14:01

Quando o discurso sobre melhorar vai virar realidade?

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O Brasil teve bastante trabalho, mas venceu a Coréia do Sul nesta madrugada na Copa do Mundo de vôlei. Só um detalhe: a Coreia não venceu nenhum jogo e ainda não tinha vencido dois sets na partida. Contra a seleção, nesta madrugada, complicou e levou a partida para o tie-break.

A vitória do Brasil não convenceu. A coreana Kim é uma ótima jogadora, mas as brasileiras seguem apáticas e vulneráveis em quadra. E continuam com o mesmo discurso fora dela. Depois de passar pela Alemanha, Fabiana, Sheilla e Zé Roberto disseram que o time precisava melhorar, evoluir emocionalmente e também nas jogadas, como a relação bloqueio e defesa e os contra-ataques. Pois bem, o Brasil viajou, enfrentou um dos lanternas da competição e o que aconteceu? Venceu e seguiu dizendo que precisa melhorar os fundamentos e a cabeça.

Quando o discurso vai virar realidade? Não sei o que falta a essas atletas para que elas se motivem em quadra e joguem o que sabem! Nem Sheilla, a segurança do time e ótima atacante, está fazendo o seu papel. Contra a Coreia o que ajudou foi a entrada da levantadora Fabíola, com um ânimo a mais. Já disse isso por aqui, às vezes quem está no banco, vendo a partida, pode entrar com mais vontade de virar, de mudar aquele cenário. Parece que falta isso ao time, essa vontade a mais.

Agora vem a Sérvia, que é a atual campeã europeia, mas que tem baixas na Copa do Mundo. Que tal começar logo essa tão falada melhora em quadra? Afinal, o torneio é de pontos corridos e o Brasil já perdeu para os Estados Unidos e perdeu mais um ponto nesta madrugada contra as coreanas. Enquanto isso, Estados Unidos e Itália seguem invictas. Daqui a pouco, Londres pode ficar mais distante do que o esperado.

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domingo, 6 de novembro de 2011 Seleção feminina | 13:25

E não é que o Brasil sabe usar as centrais!

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Já falamos bastante sobre isso por aqui. Depois de várias partidas, a crítica dos leitores do blog (e minha também) é que o Brasil força o jogo nas pontas e “esquece” das centrais. Pois nesta madrugada, Dani Lins se lembrou de Fabiana e Thaísa e a seleção feminina venceu a Alemanha por 3 sets a 1.

Os problemas não estão resolvidos, como as próprias jogadoras ressaltaram, mas esse deve ser o caminho a ser seguido. Nada melhor do que o meio para tirar a atenção do bloqueio e surpreender. Ainda mais quando se tem jogadoras para isso. Thaísa, por exemplo, vem de uma temporada de crescimento e deve ser mais bem aproveitada. E Fabiana correspondeu quando acionada, tanto que foi escolhida a melhor em quadra.

Jogadas rápidas resolvidas, agora é hora de, mais uma vez, pensar no emocional. Na coletiva após a partida, Fabiana disse que a seleção sente pressão no começo dos jogos e que elas não estão confortáveis. Pois então vale colocar a cabeça no lugar a acreditar no seu jogo.

A capitã e a oposta Sheilla também cobraram melhoras na relação bloqueio/defesa. Bloquear e marcar bem na rede é uma característica desta equipe. Contra Alemanha, apesar da reclamação, foram 11 pontos de bloqueio.

Ver jogadas de meio é um bom sinal. Mostra que a recepção funcionou e deixou bolas na mão de Dani. E também que a levantadora está mais segura. Agora é não perder mais na Copa do Mundo para garantir a vaga em Londres. O Brasil está em quarto lugar na classificação por enquanto e o torneio dá vaga olímpica aos três primeiros.

P.s.: Enquanto os EUA acumulam vitórias, alguém esperava que a Sérvia perdesse um set para o Quênia? Os desfalques estão mesmo fazendo falta às europeias…

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sábado, 5 de novembro de 2011 Seleção feminina | 14:33

Brasil vence, como tinha que ser

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Tandara - Divulgação/FIVB

Tandara se aquece antes do jogo. Ela foi a maior pontuadora da partida

A seleção feminina de vôlei venceu o Quênia na segunda partida na Copa do Mundo, nesta manhã. O placar foi que tinha que ser: 3 sets a 0, com ampla diferença em todos os sets (25/15, 25/16 e 25/9).

Mesmo com a vitória, não dá para falar se o Brasil se recuperou de fato da derrota para os Estados Unidos na estreia. Além de ter usado um time quase todo reserva, a equipe nacional encarou um rival mais fraco e venceria sem nenhum problema. A prova mesmo será diante da Alemanha, na madrugada deste domingo, às 4h (horário de Brasília).

Sim, foi correto colocar as reservas. Não há motivo para desgastar titulares que já estão cansadas de um torneio atrás do outro em um jogo de pouco risco. Mas deu um susto ver o Brasil disparar, como no começo do segundo set, e ver também o Quênia encostar no placar. Depois, tudo se resolveu e o Brasil venceu.

Mas ainda é preciso ir além. É preciso lembrar da variação das jogadas, seja com reservas ou titulares. A seleção brasileira tem elenco para inovar e não ficar apenas na bola nas pontas, na segurança. E agora o time encara a Alemanha, vice-campeão europeu, que tem bloqueio forte e sabe atacar. Vai ser preciso jogar bem como um todo, desde um saque eficiente (que ainda não entrou como deveria), até marcação e ataque no meio (Fabiana e Thaísa estão aí para isso!).

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Seleção feminina | 15:40

Seleção perde para o emocional… mais uma vez

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A seleção feminina estreou com uma derrota diante dos Estados Unidos na Copa do Mundo. Que a partida seria uma das mais complicadas do torneio, já era esperado. Mas o Brasil tinha que se deixar levar pelo emocional?

Fabi e Dani Lins - Divulgação/FIVB

Fabi e Dani Lins vão para a bola, mas não acham nada

As norte-americanas fizeram o seu jogo. Variaram os ataques, deixaram poucas bolas caírem na defesa e se impuseram. E o Brasil, além de errar demais, perdeu a concentração e se deixou abater ao longo do jogo. “Até quando o Brasil vai perder por problemas emocionais?”, perguntou Newton Carvalho, um dos leitores do blog.

Não sei, Newton. Achei que essa fase já tivesse passado com o ouro olímpico. É tão comum se ouvir que Cuba só sabe jogar na frente no placar, que perde o foco quando leva uma virada. Mas o Brasil tem dias em que vive o mesmo problema. A seleção perdeu a agressividade e a vibração e também perdeu para os EUA.

E se antes a equipe tinha “medo da Rússia”, agora está sofrendo diante das norte-americanas, algozes de Grand Prix. Depois do jogo, Paula Pequeno disse que o time não pode fazer dos EUA um bicho papão. Mas será que já não fez?

A solução para isso pode ser mostrar mais agressividade desde o começo. Os EUA têm volume de jogo, mas algumas bolas cravadas dão confiança ao time! E de nada adianta sacar sem fazer muito efeito, e ainda errar (olha o emocional de novo!).

Se Sheilla não está em sem melhor dia, mesmo sendo uma grande jogadora, deixe Tandara em quadra. Quem está no banco está vendo que acontece e pode entrar com mais vontade de resolver. Essa vontade é que não pode faltar. Também vale lembrar dos meios. Quando o time conseguir usar o potencial de Fabiana e Thaísa, vai ficar mais fácil.

No sábado, o Brasil encara o Quênia e pode ser o jogo para dar moral, já que a seleção será o time superior em quadra. Veremos…

P.s.: Também vi os comentários desses dias sobre o time completo do Brasil no Pan. Foi só a estreia (e sei que em um torneio de pontos corridos isso pode contar), mas vou esperar os próximos jogos da Copa e já comento disso por aqui também.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 22:16

O Pan-Americano deu alguma para 2012 no vôlei?

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O Brasil, que voltou para casa com duas medalhas de ouro no Pan-Americano, se prepara para jogar a tão esperada Copa do Mundo, que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres. As mulheres ganharam o título no México com praticamente o mesmo time que está na Copa. Já os homens usaram o time B em Guadalajara e Bernardinho ainda não convocou o grupo que irá ao Japão. Com o fim do Pan e às vésperas de torneio visto como o mais importante do ano, será que alguma das caras novas no México conseguiu uma vaga no elenco olímpico?

Tandara - Vipcomm

Tandara comemora ponto em vitória no Pan-Americano

Sobre a seleção feminina não há muito o que falar, mas o Pan mostrou mais uma vez que s novatas Tandara e Fernanda Garay chegaram ao time para ficar. Tandara não vai tirar o lugar de Sheilla, mas é uma bela opção para as inversões de 5-1 por ser diferente da oposta titular, jogando mais na potência. E Garay dá mais estabilidade ao passe e é um bom meio termo entre Paula Pequeno e Mari para compor a equipe.

Os homens depois do ouro adotaram um discurso de que o grupo da seleção principal já está fechado. Sim, a base está pronta e nem é a hora de mudanças radicais, mas acho que as vagas de opostos seguem abertas.

Vissotto está na Itália e, pelos números, voltou a se dar bem por lá. Ele perdeu a Supercopa da Itália com o Cuneo para o Trentino, seu ex-time, mas marcou 28 pontos no jogo, ou seja, foi o cara de segurança que se espera de um oposto. Já Wallace Martins aparece como forte candidato. Ele foi reserva no Pan, mas no único que jogo que ficou mais tempo em quadra, foi o maior pontuador e também a tal segurança. Ele já me parece pronto para o time principal e pode ser o oposto que alia força e o jeito que faltou ao Brasil, por exemplo, na Liga Mundial.

Wallace Martins - Vipcomm

Wallace Martins segue na briga pela vaga de oposto na seleção principal

Giba estava se recuperando de dores na canela e, se seguir como dúvida para a Copa, abre mais uma vaga para quem foi bem no Pan. Seguindo a lógica de Bernardinho, ele chamaria Thiago Alves, mais acostumado à seleção. Mas Lipe fez um grande torneio e é mais um concorrente. Pena que a posição de ponteiro é a mais lotada da equipe com Murilo, Dante, João Paulo Bravo e Giba (?).

Uma mudança que poderia valer a pena seria no meio, de veterano por veterano. Como comentaram por aqui, Gustavo poderia ficar no lugar de Rodrigão. Gustavo finalmente conseguiu jogar de novo na seleção, em um ótimo saque e é o cara no bloqueio. Eu apostaria nesta troca.

E o Pan também mostrou evolução de quem já tem vaga no time. Bruninho soube usar muito bem o entrosamento com quase todo o time que estava no México das épocas de Cimed e evoluiu muito em quadra. Foi seguro em todos os jogos. Recuperou a vaga de titular que estava meio “bamba” nas últimas competições.

A Copa do Mundo começa nesta sexta-feira para mulheres e no dia 20 de novembro para os homens. Por enquanto, espero ter respondido aos comentários que vocês deixaram por aqui durante a minha maratona na redação com a cobertura do Pan (e obrigada pela compreensão!)

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