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Arquivo de outubro, 2011

domingo, 30 de outubro de 2011 Seleção masculina | 17:01

Ouro também para o masculino

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Galera, o Pan está acabando e a correria de ficar até a madrugada trabalhando também. Como no feminino, acompanhei todos os jogos da seleção masculina aqui para o iG e, por enquanto, deixo com vocês o relato de como foi a final diante de Cuba:

Assim que tiver um tempinho, volto com o comentário completo sobre a atuação dos novatos no Pan. E vocês, o que acharam do Brasil? Alguém conseguiu uma vaga no time de Bernardinho? O espaço é de vocês…

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 Seleção feminina | 21:22

E veio o ouro para a seleção feminina no Pan-Americano!

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Ouro no Pan-Americano/Vipcomm

Brasileiras fazem festa com o ouro no Pan-Americano

Depois de quatro anos, a seleção feminina “desengasgou” o grito de campeão diante de Cuba no vôlei feminino no Pan-Americano. Com um 3 sets a 2, o time de Zé Roberto venceu as cubanas e garantiu o ouro (veja os detalhes da partida final). Com a correria louca dos primeiros dias de Pan na redação, não consegui comentar os jogos aqui. Mas acompanhei e ecrevi sobre todos para o iG e dá para dizer que esse torneio deixa coisas boas e outras bem preocupantes para a seleção brasileira.

O lado bom foi a atuação de Dani Lins. A levantadora está amadurecendo, ouvindo as instruções de Zé Roberto e variando mais as jogadas. Ela me parece mais segura em quadra. E uma levantadora só amadurece assim, jogando, sendo desafiada, passando sufoco.

Já o lado ruim foram os altos e baixos do time. E não apenas na final, que venceu o primeiro set com facilidade e, depois,  sofreu para liquidar a partida. Tudo bem, a lesão da Jaqueline logo na primeira partida foi um susto grande, mas parar de jogar, como no terceiro set diante da República Dominicana na final, não dá. O Brasil jogou duas parciais e lá veio a síndrome do terceiro set, quando relaxa porque acha que o jogo já foi vencido. Não é bem assim…

Jogos do Brasil no Pan:

Além disso, (sei que vão reclamar comigo porque insisto na mesma tecla) o passe do Brasil voltou a ficar quebrado em diversos momentos. Na final, a cubana Carcases conseguiu vários aces e em cima de Fabi! Vale ficar alerta a isso também para a Copa do Mundo.

E para fechar com coisa boa, Fernanda Garay e Tandara estão aproveitando bem as chances na temporada. Gary ajuda no passe e também entrou bem na rede no Pan. E Tandara, acionada nos momentos de sufoco nas inversões de 5-1, também soube passar pelo bloqueio adversário e colocar a bola no chão.

Agora é pensar na Copa do Mundo. Sem Jaqueline, a seleção contará com Paula, que se entrosou bem com Dani Lins no Pan, Mari e deve ter a volta de Natália. Falta arrumar esses altos e baixos para conseguir a vaga olímpica. E antes do Pan, Zé Roberto disse que via a competição como preparação para a Copa. Disse também que só jogando seria possível detectar erros e acertos no time. Pois bem, Zé, você já sabe o que deve ser trabalhado…

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Diversos | 11:46

Bronze para as novatas e quarto para os experientes

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O Brasil encerrou a sua participação no Mundial de Clubes com resultados que podem ser considerados inesperados. As mulheres foram melhor que os homens.

Camila Brait e Ivna - Divulgação/FIVB

Abraço de Camila Brait em Ivna durante o Mundial de Clubes

O Sollys/Osasco, que jogou com um time jovem e sem Fabíola, Jaqueline, Tandara e Thaísa (elas estão na seleção, como explicado no post anterior), soube usar Ju Costa, Ivna e companhia e faturou a medalha de bronze. Elas apenas não resistiram ao Rabita Baku, time do Azerbaijão que conta com Mammadova. E como vocês já comentaram por aqui, ela é uma jogadora alta (1,95m) e com uma grande potência no ataque.

No masculino, o Sesi foi a Doha completo e experiente, com Murilo, Rodrigão, Wallace e todos seus jogadores. Ainda assim, foi pior que as mulheres e acabou fora do pódio.

Os times masculino eram mais fortes que o do feminino no geral. Entre as mulheres, além da equipe do Azerbaijão, a turca VBT / VakifBank Ttelekom merece destaque. Entre os homens, o Sesi encarou e perdeu para o Trentino, que faturou o tricampeonato, e também tropeçou contra Jastrzebski Wegiel, de Bartman, um dos melhores jogadores da Polônia, e contra o Zenit Kazan, do russo Mikhaylov, algoz da final da Liga Mundial e que marcou 20 pontos na vitória na briga pela medalha de bronze.

No final, a juventude foi quem se deu bem. O Sollys/Osasco parece que soube aproveitar o torneio para ganhar ritmo e experiência internacional. Já o Sesi ficou abaixo do esperado, errando demais (como as 32 falhas contra os poloneses) e não se impondo no bloqueio, apesar de ir melhor no saque (fez 6 aces a 2 na decisão do bronze). Se os adversários tinham bons jogadores, o time paulista também contou com todo seu elenco. E um elenco que já está acostumado a jogar junto, muito mais do que as meninas do Osasco, já que a base do time são os campeões da Superliga.

P.s.: galera, a correria com o Pan-Americano na redação está grande (madrugadas sem fim!) e, por isso, não estou conseguindo tempo para atualizar tanto o blog. Desculpem! Faço um balanço depois da primeira fase do Pan, combinado?

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Seleção feminina | 18:08

Explicações de Zé Roberto sobre Mundial e tima A no Pan

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O Campeonato Mundial de Clubes começou e os brasileiros venceram nas primeiras rodadas no masculino, com o Sesi, e no feminino, com o Sollys/Osasco. Mas os times do Brasil têm uma diferença no torneio em Doha. Enquanto o Sesi joga completo, com Murilo, Rodrigão e seus selecionáveis, o Osasco teve que usar atletas mais jovens enquanto Fabíola, Jaqueline, Tandara e companhia estão na seleção e se preparam para o Pan.

Leia também:

Aqui no blog, a não liberação das jogadoras e a opção de Zé Roberto por levar o time principal a Guadalajara já foi criticada pelos leitores. Conversei como técnico e ele explicou os seus motivos para tais escolhas. E ele mostrou coerência.

Zé Roberto disse que levará o time principal ao Pan porque não pode, às vésperas da Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica, quebrar o trabalho da equipe (leia a reportagem completa com o técnico). Ele teria que seguir os treinos e jogos com todo mundo em quadra para dar mais rodagem e experiência as atletas. E disse também que não adianta apenas treinar. É preciso jogar para ter uma real avaliação da equipe. E no Pan o Brasil vai jogar, pelo menos, contra Cuba e República Dominicana completas e EUA reforçado por Fawcett e outras experientes.

Zé Roberto - Divulgação/CBV

Zé Roberto orienta equipe no Sul-Americano

Zé Roberto está certo. A seleção masculina, por exemplo, já um time no qual os levantadores estão bem adaptados aos atacantes e é um time mais experiente. Já a feminina ainda não tem as melhores levantadoras e Dani Lins, por exemplo, está crescendo porque está jogando e sendo colocada à prova. O time tem mesmo é que jogar para ganhar, sim, experiência, e chegar forte à Copa do Mundo. Quanto ao desgaste de mais uma viagem, bom, isso faz parte de uma boa preparação física.

E como o técnico também comentou, quais equipes fortes ele conseguiria trazer para fazer amistosos antes da Copa do Mundo sendo que está todo mundo treinando e concentrado em seus países? No Pan os jogos serão mais fortes do que possíveis amistosos por aqui…

E então chegamos ao Mundial de Clubes. A não liberação das atletas está ligada ao planejamento do ano. A seleção, em 2011, optou por jogar mais. “O problema foi o calendário. Como eu iria liberar as jogadoras e ainda treinar e jogar como era preciso? Não tinha tempo”, disse Zé Roberto.

O calendário feminino é mais apertado que o masculino. Se os homens jogaram o Sul-Americano antes, as mulheres jogaram o torneio depois e ainda jogam antes o Pan e a Copa do Mundo. Não teria como liberar as atletas para jogares no Catar e depois as fazerem emendar uma viagem ao Japão. “Não é que eu não queira liberar ou não queira que elas joguem o Mundial. O problema é mesmo a falta de tempo. Eu não quero prejudicar ninguém, só não quero prejudicar a seleção”, afirmou o técnico.

Ele ainda completa. “Eu já tinha falado que se o Fenerbahce fosse, nem eu e nem a Fabiana iríamos ao Mundial. Eu também não iria porque tenho o compromisso com a seleção. E falei isso em maio”.

Zé Roberto explicou os seus motivos e me convenceu. Se a seleção se programou para jogar mais, deve mesmo participar dos torneios. E é realmente nos jogos, na hora do “vamos ver”, que é possível avaliar o time. A seleção feminina está amadurecendo, mas ainda precisa de mais e o caminho é entrar em quadra. O Sul-Americano foi fraco e até poderia ter sido jogado com um time mesclado. Sim, poderia. Mas e se algo saísse errado e o time ficasse fora da Copa? Não dava para correr nenhum risco e, pelo menos, elas aproveitaram para treinar também e levar as partidas a sério. No Pan, a coisa deve ser um pouco mais complicada e deve dar mais ritmo para a estreia na Copa, logo diante dos Estados Unidos.

O dilema disso tudo é que, se a seleção for prioridade, o técnico está correto. Se pensarmos nos times, os formadores de atletas no País e quem paga salários e desenvolve o esporte, o foco muda. Ainda assim, em ano de classificação olímpica, é complicado não olhar para a seleção…  E vocês? O que acharam dos argumentos de  Zé Roberto? Deixem seus comentários!

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:48

Na Copa do Mundo não dá para escolher adversário

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A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) divulgou nesta quarta-feira a tabela de jogos da Copa do Mundo, torneio que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres e, por isso, é visto para homens e mulheres como o mais importante da temporada. E a seleção masculina teve uma pequena vantagem…

O time de Bernardinho estreia diante do Egito, um rival mais fraco. E geralmente é bom começar contra o mais fraco para acabar com ansiedade e ganhar um pouco de ritmo. Mas logo depois, eles já encaram os Estados Unidos. Já as mulheres estreiam diante das norte-americanas, algozes da equipe nos últimos torneio. Ou seja, o jeito será já começar com força máxima.

Entretanto, a Copa do Mundo é um torneio no qual não dá para escolher adversários ou ficar fazendo contas. Tem que entrar para ganhar todas as partidas. Todos jogam contra todos e no final, quem somar mais pontos fica com o título. Fórmula simples, sem segredos, mas que pode reservar algumas armadilhas.

Os pontos são corridos e, portanto, qualquer jogo é importante. E o Brasil tem mostrado nesta temporada que demora a engrenar de fato nas competições. Tudo bem, a Liga Mundial foi o primeiro torneio, ainda era início de trabalho, mas a seleção masculina foi devagar. No Sul-Americano, mesmo com toda a superioridade, fez jogos feios e sem concentração alguma. A Copa do Mundo não permite esses erros.

Já no feminino, o time pode até se empolgar, mas alguns resultados do ano não foram, digamos, reais. De novo, no Sul-Americano o Brasil sobrou, só que neste caso, sobrou com louvor e concentração, como já comentamos por aqui. A equipe deve ir bem de novo no Pan, já que terá a seleção principal contra times provavelmente desfalcados. Mas no Grand Prix, quando encarou as rivais de fato, conseguiu uma crescente com ótimos jogos, com destaque para Thaísa e Dani Lins e um 3 a 0 na Rússia, mas parou diante dos Estados Unidos na hora da decisão. Agora, na Copa do Mundo, já estreia diante das norte-americanas e com o desgaste de ter acabado de jogar o Pan.

E os rivais ao longo da Copa do Mundo serão os tradicionais de sempre. No masculino, Rússia, que foi mal no Europeu, ganhou o convite e acho que segue como potência. No feminino, Estados Unidos, Rússia e Itália, se jogar completa, são os destaques. Vamos ver quem carimba o passaporte para Londres!

P.s.: aproveitando… Cuba definiu o time para o Pan-Americano com o ponta Leon, o levantador Hierrezuelo, o oposto Hernandez e o líbero Gutierrez, todos que estavam no Mundial (informação de Daniel Bortoletto, do Lance!). Time forte e um bom desafio para a seleção de novos de Rubinho.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011 Seleção feminina | 08:30

Jogar sério x desgaste do time

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A seleção feminina conquistou o Sul-Americano de vôlei com facilidade no final de semana. Todos os jogos forma vencidos por 3 sets a 0 e tiveram pouco mais ou pouco menos de uma hora de duração. Depois do torneio, Zé Roberto elogiou a seriedade do time em quadra. E por aqui, os comentários foram sobre o desgaste da seleção.

Sul-Americano - Divulgação/CBV

Vale usar um time principal em uma competição mais fraca ou que não signifique muita coisa?

Zé Roberto tem razão em comentar a postura da equipe. Na maioria dos jogos o Brasil não deixou os rivais somarem mais de 10 pontos. Segundo Fê Garay, isso foi uma tática para manter a concentração mesmo diante dos mais fracos. Deu certo. A seleção não perdeu o foco, entrou em quadra e fez o seu papel, sem demora. Neste ponto, acho que a seleção feminina foi melhor que a masculina, já que foi concentrada e regular em todas as partidas.

Mas quem escreveu por aqui tem razão também em abrir um debate: era necessário jogar o Sul-Americano com a seleção principal? Por que não colocar um time B e poupar as principais atletas para os jogos mais importantes?

Mesmo com toda a superioridade, acho que foi válido mandar o time A ao Sul-Americano, afinal, não se podia correr o risco de ficar fora da Copa do Mundo. E também foi mais uma oportunidade para dar rodagem a algumas atletas, como Fê Garay, Tandara, Juciely e até Jaqueline, que estava voltando ao time. É difícil analisar o real desempenho do Brasil por causa da fragilidade das adversárias, mas não deixou de ser uma competição internacional, que valia uma vaga importante e que elas souberam jogar bem.

Já para o Pan… aí eu tenho as minhas dúvidas. Foi uma opção do Zé Roberto jogar mais do que treinar nesta temporada, mas querendo ou não há o desgaste de mais uma competição no caminho. E infelizmente o Pan não tem grande valia… Não classifica para Olimpíada, conta com times desfalcados. Como disse Serginho, serve para cansar.

No caso do Brasil, pode servir também para dar moral à equipe com um ouro. Ainda assim, acho que isso não resolve alguns problemas do time, que sabe jogar sem se abalar com os mais fracos, mas ainda se perde diante de Rússia e Estados Unidos, por exemplo. E elas só vão aprender a jogar contra essas grandes justamente jogando contra essas grandes, e não contra times desfalcados como no Pan.

Se tivesse uma seleção B, seria a chance de dar mais experiência a outras atletas, como no masculino. Mas a escolha de Zé foi colocar o time para jogar, seja ela correta ou não. Com isso, vamos de seleção principal para Guadalajara e torcer para que sobre fôlego, e muito, para a Copa do Mundo. Pelo menos o torneio feminino será antes do masculino no México…

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sábado, 1 de outubro de 2011 Seleção feminina | 00:05

Mais um 3 a 0, agora na Argentina

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O Sul-Americano feminino continua, e o Brasil segue vencendo por 3 sets a 0. Era esperado que o rival desta sexta-feira, a Argentina, dificultasse mais o jogo por ser um time mais profissional, que já jogou Grand Prix… Pelos números, só o primeiro set foi um pouco mais complicado, com 25 a 19 no placar. Depois, a rotina do Sul-Americano voltou e o Brasil marcou 25 a 10 e 25 a 8 (leia mais sobre o jogo)

E dessa vez eu peço desculpas… cai com uma crise de sinusite e preciso de um tempinho de descanso para me recuperar! Sabemos que a seleção vencerá o torneio e volto assim que tiver melhor com os comentários. Por enquanto, deixo o blog para vocês! Até mais!

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