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Arquivo de setembro, 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:18

Resultado esperado no feminino e lista no masculino

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Segundo dia de jogo do Brasil no Sul-Americano feminino de vôlei e só mudou o adversário. Mais uma vez, contra um time bem mais fraco, a seleção venceu com facilidade. Agora foram 3 sets a 0 para cima do Chile (25/8, 25/9 e 25/9).

As chilenas, assim como as paraguaias da estreia, pouco conseguiram fazer contra o Brasil. Elas até defenderam mais e pareciam crianças felizes quadra com a vibração a cada ponto diante das campeãs olímpicas do Brasil. Quem sabe amanhã, contra a Argentina, o jogo não renda um pouco mais…

Já no masculino, saiu a lista do Pan-Americano. Também como era esperado, a seleção não contará com seu elenco principal, já que a prioridade é a Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica e começa pouco depois do Pan (Fiz uma matéria com o Rubinho para o iG sobre isso. Para ele, o Pan será um torneio de experiência para o time nacional, como um projeto a médio prazo). Mas a lista contou com algumas novidades.

Rubinho, que será o técnico no México, contará com a seleção B reforçada por poucos jogadores do time principal. Irão para o Pan: os levantadores Bruno Rezende e Murilo Radke; os centrais Eder Carbonera, Gustavo Endres e Maurício Souza; os opostos Wallace Martins e Wallace de Souza; os ponteiros Thiago Alves, Luiz Felipe Fonteles, Renato Russomano e Ricardo Lucarelli, além do líbero Mário Júnior.

Não esperava o nome de Bruno, por exemplo, nesta convocação. Como vinha sendo o levantador titular do Brasil, imaginei que pudesse ficar no Rio, treinando para a Copa do Mundo. Por outro lado, ele já está bem entrosado com todos da equipe. Será que Marlon é a aposta como levantador titular no momento?

Já para os opostos, vai ser bom ter os dois “Wallaces”. O mais velho jogou menos do que podia no Sul-Americano e busca a sua chance. O mais novo já foi destaque na seleção de novos e está amadurecendo. Na ponta, o destaque é Thiago Alves, que vem em uma boa temporada no time nacional. E no meio, Gustavo para “colocar ordem” no meninos do time. Apesar de achar que ele é um grande central e forte no bloqueio, a briga na seleção A está complicada com Sidão e Lucão. ´

É difícil pensar no Pan agora porque ainda não conhecemos o elenco dos rivais do Brasil, mas a seleção formou um elenco que já sabe jogar junto e que vai brigar.

E vocês? O que acharam da convocação para o Pan? E o que esperam do Sul-Americano feminino? Deixem seus comentários!

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Seleção feminina | 19:40

Saque e ponto! Esta foi a estreia do Brasil no Sul-Americano

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“Brasil no perdona”. Esta foi uma das frases mais repetidas pelos narradores da TV peruana pela web que transmitiu a estreia da seleção feminina no Sul-Americano (http://www.frecuencialatina.com/?prog=tv). O placar explica. O Brasil encarou o Paraguai e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25/07, 25/09 e 25/08.

E o Brasil não perdoou e venceu com um placar tão elástico pela fragilidade das rivais, mas também pela maneira como se comportou em quadra. Praticamente todos os contra-ataques viraram pontos com bolas de todas as posições. E o saque, mesmo sem muita força, acabou com passe das paraguaias. O jogo se resumiu a isso. O Brasil chegou, atacou e ganhou.

A facilidade e a diferença entre os times era tanta que um fato chamou a atenção. No único tempo que a tal tv peruana abriu o microfone do ginásio, sabe qual o assunto no banco do Brasil? “Será que estão vendo? Tem algum canal passando”, disse a líbero Fabi para o técnico Zé Roberto. Não, não, Fabi, só a semifinal e a final serão transmitidos pela Sportv…

Ainda não dá para falar da postura do Brasil ou discutir se Zé Roberto acertou ou não em deixar Paula Pequeno e Natália de fora e usar Sassá e Jaqueline, além de Mari e Fernanda Garay, como ponteiras. E, pelo visto, a próxima partida também será simples como a estreia e não será nenhum parâmetro. O Chile, rival desta quinta-feira, também é jovem e não deve representar nenhum perigo. O Sul-Americano deve começar a render mais para o Brasil na partida de sexta, diante da Argentina, que já tem uma equipe mais “encorpada” e que já jogou o Grand Prix.

Mas, como disse Zé Roberto arriscando um espanhol após a estreia, passar por esses jogos faz parte do trabalho do Brasil para garantir a vaga na Copa do Mundo e lutar por um lugar nas Olimpíadas. Se não tem como fugir, é melhor jogar e vencer logo, sem complicações.

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domingo, 25 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:28

Obrigação cumprida! Brasil é campeão do Sul-Americano

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Desde que comecei a falar do Sul-Americano por aqui, usei uma frase de Bernardinho, que disse uma vez que vencer o torneio, para o Brasil, era uma obrigação. Pronto, depois do jogo que todos esperaram ao longo da semana, a seleção cumpriu a sua obrigação, bateu a Argentina por 3 sets a 1 e venceu mais uma vez a competição.

Dante - Divulgação/Vipcomm

Dante foi destaque no ataque do Brasil na final do Sul-Americano

E depois da atuação ruim contra os venezuelanos e de um campeonato com nível bem baixo dos adversários, a expectativa era ver como o Brasil se comportaria para esse “jogo de verdade” contra os argentinos. Pois a equipe nacional teve altos e baixos. Os ataques só saíram realmente na medida com Dante (e como ele atacou! Foi o jogador de segurança), já que Théo e o Wallace não se apresentaram tão bem. Marlon teve momentos de distribuição homogênea, mas voltou àquele velho erro de insistir no mesmo jogador depois de um erro para “dar moral” e quase complicou (com isso, viu Sidão perder três ou quatro ataques seguidos!). E o saque, que era o ponto que Bernardinho dizia que precisaria trabalhar, voltou a vacilar em alguns momentos. Se a ideia era forçar, que soltasse o braço e pronto. Quando se acertou nisso, conseguiu também crescer no bloqueio e melhorar.

Mas o Brasil venceu e, para isso, também fez coisas corretas. Acho que a tônica do jogo foi justamente o bloqueio. A Argentina estava com o levantador De Cecco muito inspirado. Ele acelerou jogadas, variou e deixou Conte e Quiroga, seus ponteiros, livres na rede. Além disso, eles conseguiram marcar o Brasil. A situação só se inverteu quando o saque brasileiro entrou mais e o bloqueio nacional apareceu. Foram dois sets marcados pelo fundamento. No segundo, a Argentina fez seis pontos de bloqueio. No terceiro, foi a vez do Brasil devolver o placar.

Bloqueio - Divulgação/Vipcomm

Bloqueio foi o principal fundamento do jogo deste domingo

E no final, o que pesou também foram os erros da Argentina. Eles deram mais de um set de graça para o Brasil em erros de saque. Isso mesmo, formam mais de 25 serviços errados em quatro sets! E o técnico Webber perdeu a cabeça e abandonou os seus atletas. Depois de uma reclamação de Bernardinho de que um argentino estava molhando a bola no saque, o treinador rival ficou nervoso, discutiu, xingou e não falou mais com seus jogadores. Ele pedia tempo e nem se aproximava dos atletas! A Argentina tem, sim, talento, mas precisa de um técnico até o fim.

A decisão do Sul-Americano foi o melhor jogo do torneio, como era o esperado, e o Brasil venceu porque teve mais experiência, usou o seu bloqueio e contou com Lucão em um grande dia na rede. Mas no geral, os problemas de ataque e contra-ataque podem ser resultado das outras partidas mais fracas, porque nenhum dos dois times chegou à final no auge. Eles chegaram ali e fizeram o seu jogo. A Argentina tentou usar o talento de De Cecco e dos seus atacantes, o que rendeu belas jogadas. O Brasil usou a rodagem, a emoção e os bons momentos para faturar mais um título.

Agora é pensar na Copa do Mundo. Brasil e Argentina estão classificados e lá será um campeonato em pontos corridos, com seleções de níveis semelhantes e mais jogos com cara de final.

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sábado, 24 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:29

Brasil faz 3 a 0, mas tem a atuação mais fraca do Sul-Americano

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Mais um jogo do Sul-Americano, mais uma vitória do Brasil por 3 sets a 0, agora sobre a Venezuela (25/14, 25/15 e 27/25). Só que desta vez a partida foi bem pior do que o esperado… Que chegue logo o confronto contra a Argentina!

Bernardinho - Divulgação/Vipcomm

Bernardinho reclama com Murilo. Brasil teve uma atuação ruim contra Venezuela

A seleção foi bem no primeiro set, marcando forte no bloqueio, precisa no saque e quase sem errar. Depois, parou. Saiu perdendo de 3 a 0 na segunda parcial e se recuperou mais em função da confusão da Venezuela do que pela sua qualidade. No final, errou passes e sofreu para fechar, acabando com o set apenas no 27 a 25. No geral, a falta de concentração e os erros de recepção ao logo de quase todo  o jogo fizeram o Brasil ter a pior apresentação no Sul-Americano.

Mas o segundo set ainda merece um espaço a mais pela lambança dos venezuelanos. Eles se atrapalharam de uma maneira que eu nunca tinha visto. Jogadores, técnico e árbitros não se entendiam com a posição de cada um em quadra. Até Bernardinho foi lá ajudar para ver se dava jeito! Depois, eles caíram de rendimento, perderam e só voltaram a jogar no set seguinte, aquele do 27 a 25.

E agora, o que esperar do duelo contra a Argentina? Escrevi que queria ver logo essa partida pelo nível das duas seleções. Finalmente teremos dois times de igual para igual em quadra. Os argentinos, quarto colocados na última Liga Mundial, têm volume de jogo, atacantes bons (como Conte) e um levantador habilidoso (De Cecco).

Théo - Divulgação/Vipcomm

Théo e Bruninho devem ser os titulares na partida contra Argentina

Mas e o Brasil? Como chega para o jogo, ainda mais depois de uma atuação fraca como a deste sábado? Murilo, conhecido pela precisão no passe, não está bem na função. Neste sábado, ele e Dante falharam na posição, por exemplo. Wallace tem as características para embalar, mas não repetiu a atuação que teve diante da Colômbia. Quem veio do banco e precisava conquistar um posição, como Thiago Alves e João Paulo Bravo, foram melhores que os mais experientes.

É difícil mensurar a evolução de uma equipe com rivais mais fracos e é normal perder o foco e tal. Mas se a seleção só teve adversário que não exigiu muito, a Argentina passou pela mesma situação. Porém, a obrigação de vitória é da equipe de Bernardinho. E para conseguir, acho que será necessário arrumar o passe, em primeiro lugar. Além disso, manter o saque que já foi visto neste Sul-Americano, com alguns forçando, como Lucão, Sidão, e outros executando um serviço tático e preciso, como Marlon. De nada adianta errar demais com excesso de pancadas ou só passar para o outro lado. E claro, contra a Argentina não será possível usar a desculpa da falta de concentração ou de um objetivo. Concentração será fundamental para entrar no jogo e não sair dele e o objetivo é cumprir a obrigação de vencer em casa.

P.s.: e na seleção feminina, que joga o Sul-Americano a partir da próxima quarta-feira, Adenízia foi cortada. Pensei que uma das ponteiras poderia perder a vaga, mas Zé Roberto preferiu manter Jaqueline na equipe. O Brasil jogará o torneio com as levantadoras Dani Lins e Fabíola; as opostos Sheilla e Tandara; as centrais Fabiana, Thaísa e Juciely; as ponteiras Mari, Paula, Jaqueline, Sassá, Fernanda Garay e Natália; e a líbero Fabi. Mas isso é assunto para a semana que vem…

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Seleção masculina | 07:45

Um set para Wallace, outro para Thiago Alves

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Mais um jogo do Sul-Americano e mais uma vitória do Brasil, desta vez por 3 sets a 0 contra a Colômbia. E a seleção teve dois destaques em quadra, um em cada set.

Wallace, um dia depois de eu ter escrito que estava sentindo falta dele no torneio, apareceu no segundo set com pancadas bem executadas. Lembrou o jogador do Sesi na última Superliga. Depois, Bernardinho mexeu e colocou Bruninho e Thiago Alves e aí voltamos ao tempo da Cimed, com um bom entrosamento entre os dois e Thiago sendo o nome do terceiro no set, com saque forçado e ataques para “buscar petróleo” (só para seguir a sessão nostalgia).

São dois jogadores que estão buscando seu espaço na seleção. No caso de oposto, o Brasil vive um pouco carente de um cara decisivo, como André Nascimento em seus dias inspirados. Théo e Wallace estão aí para ver quem fica. No geral, melhor ainda para o primeiro, mas o outro tem voleibol para brigar, basta se soltar.

Na ponta a vida é mais complicada com a concorrência de Murilo, Dante (finalmente recuperado das lesões no jeolho) e ainda Giba, mas a vida de capitão no time de novos e alguns quilos a menos fizeram muito bem a Thiago. Ele está saltando mais e conta com a ajuda de Bruno, recebendo bolas.

Voltando ao jogo da noite de quinta-feira, a Colômbia relamente deu mais trabalho que os outros rivais porque é melhor no ataque e ainda oferece alguma resistência no bloqueio e na defesa. Entretanto, como Bernardinho disse depois da partida, os atletas podem estar começando a perder a paciência com confrontos fáceis e sem muito objetivo. O Brasil sabe que vai ganhar e luta para manter a concentração (o que consgeuiu mais uma vez e os pontos de bloqueio – 4 apenas em um set – provam isso) e acabar logo com os jogos para fugir do calor e evitar o desgaste.

E todos só falam do jogo contra a Argentina. Então porque não fazer como Nalbert postou no Twitter e criar um pré-torneio? Poderiam colocar os mais fracos para brigar e pegar os dois melhores para um playoff contra Brasil e Aregntina. As vantagens? Menos desgaste para os melhores e mais competitividade e até motivação entre os mais frágeis porque fariam jogos mais parelhos.

Por enquanto, é folga para o Brasil nesta sexta-feira e jogo sábado contra a Venezuela e domingo contra a esperada Argentina. E agora sim o calor vai pegar. Se às 22h a temperatura era de mais de 30 graus, imagine ao meio-dia?

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Seleção masculina | 08:05

E o saque do Brasil finalmente funcionou

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Foram precisos dois jogos, um bom e outro ruim, para o saque do Brasil funcionar no Campeonato Sul-Americano. Depois de vencer o Uruguai e levar uma partida cheia de erros contra o Chile, a seleção fez o seu jogo, arrasou o Paraguai por 3 sets a 0 (25/10, 25/14 e 25/11) e, principalmente, acertou a mao no saque.

Murilo - Divulgação/CBV

Bernardinho observa Murilo. Saque foi o melhor fundamento do Brasil contra Paraguai

A proposta do time não mudou muito (nem os jogadores, já que Bernardinho praticamente repetiu a escalação, trocando apenas Lucão por Rodrigão, para dar uma chance para eles consertarem os erros da noite anterior) e o saque continou mais forçado do que táatico. Porém o serviço entrou, e entrou bem!

Foram14 pontos no fundamento e uma lambança na recepção paraguaia. Esse é o saque dos sonhos, bem feito e fora de alcance dos rivais. Pena que nem sempre será um frágil Paraguai do outro lado…

O Brasil também foi preciso no ataque e não perdeu nenhuma bolade meio fundo. Mais uma vez, do outro lado estava um time que deixou Dante subir várias vezes sozinho nessa jogada. A vida nem sempre é simples assim.

O lado bom de tudo foi a seriedade e a concentração de jogar pelo menos um pouco do que sabe contra uma equipe que até faz dancinha ao conseguir colocar um simples ataque no chão. A seleção fez o seu trabalho e pronto, sem relaxar ou olhar muito para o outro lado.

Quanto os jogadores, Wallace, uma sa minhas apostas para o torneio, ainda tem aparecido pouco. Já Bruno entrou bem no segundo set e deu mais ritmo ao time. Só senti falta do bloqueio nacional.

E agora, pelo visto, acabou a vida mais fácil. Todos falam que a Colômbia, rival da noite desta quinta-feira (às 22h30 no horário de Brasília) é uma equipe mais arrumada e melhor tecnicamente. Sendo assim, bom para o Brasil ter se acertado em quadra.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Seleção masculina | 23:52

Na vitória sobre o Chile, Brasil só joga um set

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Segundo jogo do Sul-Americano e, do outro lado, um time com apenas um jogador profissional. Esse era o Chile, rival do Brasil na noite desta terça-feira. Ainda assim, o jogo foi mais equilibrado do que o que todos imaginavam e a seleção só jogou de fato no terceiro set. Venceu por 3 a o (25/21, 25/19 e 25/10), mas poderia ter feito melhor.

Marlon - Divulgação/Vipcomm

Marlon, uma das novidades no time, foi o levantador titular contra o Chile

Bernardinho seguiu a estratégia de mexer no time. Apenas Lucão foi mantido entre os titulares que jogaram contra o Uruguai. Hoje entraram Murilo, Dante, Marlon, Wallace e Sidão. Para completar, Serginho, único líbero do Brasil no torneio.

Com mudanças ou não, o problema foi que a seleção errou muitos saques! E faço a mesma pergunta de segunda-feira: por que forçar tanto contra um time fraco? Basta usar bem um serviço tático e jogar a responsabilidade para o outro lado. Tudo bem, quando o saque forçado entrava, era ponto praticamente certo, mas também foram muitos desperdiçado.

E o Brasil só jogou no terceiro set! Nos dois primeiros, a seleção estava desconcentrada, errou demais, levou bloqueios e viu os chilenos defenderem e crescerem. Culpa da falta de concentração. E já falávamos aqui que manter a concentração era o desafio desses primeiros jogos do Sul-Americano. Apesar da vitória, foram dois sets feios.

Bloqueio do Brasil no Chile - Divulgação/CBV

Bloqueio do Brasil, que foi bem na estreia, só apareceu no terceiro set contra o Chile

Aí chegou a terceira parcial, e o Brasil fez um pouco do que sabia. Finalmente o bloqueio, que havia marcado apenas um ponto, funcionou. O saque entrou, os ataques ficaram variados e só com um pouco mais de atenção, a seleção fez o seu jogo e venceu por 25 a 10. Não poderia ter sido assim o jogo todo?

Fica a lição… Jogar contra um rival fraco exige cabeça no lugar porque que o Brasil vai ganhar todos esperam, mas é melhor ganhar e aproveitar o jogo para rodar, testar jogadas, acertar o tempo no saque… E como Dante acabou de dizer na TV: “Temos que aproveitar esses jogos para treinar porque os jogos duros começam mais para o final de semana”.

Nesta quarta-feira tem mais, agora diante do Paraguai, também às 22h30. Depois, na quinta, Brasil pega a Colômbia, que já bateu a Venezuela, e aí o Sul-Americano começa a ficar mais interessante.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Seleção masculina | 20:26

Estreia fácil, fácil do Brasil no Sul-Americano

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E o primeiro jogo da seleção masculina no Sul-Americano foi como era esperado. Um jogo fácil, uma vitória simples e sem cansar muito. O Brasil venceu o Uruguai por 3 sets a 0 (25/10. 25/10 e 25/14) em pouco mais de uma hora de jogo.

Thiago Alves - Divulgação/Vipcomm

Thiago Alves, que voltou à seleção após ficar fora da Liga, foi titular na estreia no Sul-Americano

Bernardinho poupou jogadores veteranos no torneio, como disse no post anterior, e já aproveitou o primeiro jogo para testar a seleção. Atitude correta, já que a vitória era esperada. João Paulo Bravo e Thiago Alves foram os ponteiros e fizeram até que bem os seus papéis. Bravo ajudou na defesa e Thiago ajudou no ataque, principalmente no primeiro set.

O Brasil conseguiu manter a concentração nas duas primeiras parciais, marcando bem no bloqueio, colocando passe na mão e usando o meio. Mas sabemos como é complicado manter a atenção 100% contra um rival mais fraco e, no terceiro set, a seleção deu uma parada, os uruguaios até pontuaram mais, só que não eram páreo para o Brasil.

Para tentar passar pela seleção, uma tática era quebrar o passe. Mas ou o saque uruguaio era simples demais ou era errado. Assim não adianta. Entretanto, o Brasil também não merece ainda elogios no fundamento. O time cometeu erros forçando o serviço e nem era preciso forçar. Quando Bruninho foi para o saque no terceiro set usando mais jeito do que pancada, a seleção pontou e ele só não ficou até o final do jogo na posição porque errou.

Brasil x Uruguai - Divulgaçãop

Bloqueio do Brasil funcionou bem diante do Uruguai

O desafio no Brasil nos primeiros jogos do Sul-Americano é manter a concentração para aproveitar os confronto, ou as partidas ficam “soltas” demais, o time comete erros bobos e não  faz o que sabe.

E contra esses rivais mais simples não é tão fundamental manter a base. É melhor deixar os jogadores mostrar o que sabem e colocar tudo mundo em quadra. Lá no final de semana, contra Venezuela e Argentina, que será a hora de ter o time mais arrumado. Agora, vale o treino e a atenção em quadra para levar isso a sério, colocar as jogadas em práticas e, quem sabe, convencer Bernardinho a deixar alguns desses “novatos” como titular. Próximo jogo será contra o Chile, nesta terça-feira, às 22h30.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Seleção masculina | 09:49

Os 12 do Brasil para o Sul-Americano

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Bernardinho divulgou no final da tarde de sábado os 12 jogadores que vai levar para o Sul-Americano. Ficaram de fora Giba, Gustavo, Leandro Vissotto e Mário Jr, porém, os dois primeiros viajam e seguem treinando com o time (leia mais). Os cortes foram surpreendentes?

Giba ainda se recupera de lesão e já era esperado que fosse poupado. No meio, Gustavo é o mais velho da posição e também teve lesão na temporada e Bernardinho também pode estar querendo poupá-lo para a Copa do Mundo. Já na saída, achei justa a decisão. Vissotto tem altura e potencia, mas não vem em uma boa fase na seleção, enquanto Wallace é um ótimo jogador e ainda conhece muito bem a Argentina, único rival de peso do Brasil no Sul-Americano. Para fechar, Serginho é melhor líbero que Mário Jr e isso diz tudo.

No final, vão para o Sul-Americano os levantadores Bruno e Marlon, os opostos Theo e Wallace, os centrais Rodrigão, Sidão e Lucas, os ponteiros Murilo, Dante, Thiago Alves e João Paulo Bravo e o líbero Serginho.

O que vocês acharam? Segunda-feira começam os jogos…

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 Seleção masculina | 22:31

Sul-Americano é obrigação na seleção

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Dos 28 Campeonatos Sul-Americanos já disputados, a seleção masculina ganhou 27. Só não venceu quando não participou, em 1964. Esse número só reforça a afirmação: título do Sul-Americano é obrigação na seleção.

A justificativa é simples. O Brasil é o favorito na disputa, tem os melhores jogadores, o melhor nível técnico e tem que fazer um papel bonito em casa. Por mais que os jogadores usem o discurso de que o torneio pode ser complicado e tudo mais, a realidade é que o Brasil é mais time que os rivais.

Veja a tabela dos jogos do Sul-Americano

Entre os adversários, não sei como está a Venezuela no momento, mas eles já deram trabalho à equipe nacional no começo dos anos 2000, com um estilo de jogar parecido com o de Cuba, com um voleibol de força, seja no ataque ou no saque.

Além disso, a Argentina vem numa crescente e o desempenho da equipe na Liga Mundial, com um inédito quarto lugar, deixa o Sul-Americano mais interessante.

Os hermanos não eram páreo para o Brasil desde a época de Milinkovic, Weber e companhia (lembram da Olimpíada de Sydney? Eles venceram e jogaram a seleção para um fraco sexto lugar geral). Agora, com Conte, De Cecco e companhia, o técnico Webber (o que foi levantador daquela geração) conseguiu um time jovem, cheio de vontade e com que joga na habilidade e na velocidade. Eles, sim, podem complicar no último jogo.

Como Bernardinho disse uma vez, se o Brasil vencer, vai sair uma notinha na imprensa dizendo que cumpriu a obrigação. Se perder, terá um grande destaque falando de uma possível crise. O técnico está certo. Vale colocar o favoritismo em quadra, respeitar os rivais jogando com seriedade e garantir a vaga para a Copa do Mundo para brigar pelos primeiros lugares na Olimpíada de Londres.

Resta saber com que time o Brasil entrará em quadra. Mas isso é assunto para um próximo post…

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