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Arquivo de agosto, 2011

domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

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Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

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sábado, 27 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:26

De 15 a 22 para a final do Grand Prix

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*atualizado às 11h40

Ao falar em Brasil x Rússia em um jogo de vôlei feminino, quase sempre vem à cabeça aquele 24 a 19 da semifinal olímpica de Atenas. O Brasil estava na frente e não conseguiu acertar nenhuma bola sequer para fechar. Neste sábado, quem sabe essa memória possa ser substituída…

Fernanda Garay - Divulgação/FIVB

Fernada Garay foi titular do Brasil no lugar de Mari. Natália também começou, no lugar de Paula

Depois de dois sets que mostraram como é importante ter o passe funcionando, o Brasil se perdeu. Nos primeiros sets, a seleção teve até alguns momentos de falhas (como na parcial inicial), mas no geral conseguiu trabalhar com a bola na mão de Dani Lins e a levantadora correspondeu, usando bem o meio (caminho esperado para vencer as gigantes russas). O Brasil era eficiente quando a recepção saia e ainda conseguia atrapalhar o passe das russas. Era a combinação saque e defesa que Zé Roberto havia pedido antes do jogo. Tudo estava bem e o placar indicava 2 sets a 0.

Aí veio o terceiro set. A Rússia cresceu na partida e chegou a abrir sete pontos. O bloqueio nacional se perdeu, enquanto o russo, se achou. E achou Thaísa pelo meio, duas vezes seguidas. O passe voltou a falhar, com erros de Natália, Fernanda Garay e companhia. Vendo assim parece que tudo estaria perdido e que a solução seria, pelo menos, voltar para o set para ganhar um pouco de ânimo e tentar fechar na quarta parcial. Mero engano.

Aos poucos, o Brasil se achou. Fernanda Garay, Natália e Sheilla soltaram o braço e marcaram logo na virada de bola. A Rússia chegou a abrir 22 a 15, mas o time nacional recuperou a bola com um meio de Fabiana. E foi a vez de Sheilla seguir para o saque. O serviço da oposta quebrou a recepção russa e as europeias usaram a sua jogada de segurança, com Gamova, de 2,02m, na entrada de rede. E lembra daquele 24 a 19? Ele se repetiu, mas para o outro lado.

O saque de Sheilla deu certo e os ataques de Gamova deram errado. Ela foi parada pelo bloqueio nacional, se sentiu pressionada e errou outras bolas. O sorriso sarcástico sumiu do rosto de Gamova. A Rússia só voltou a pontuar quando inverteu o jogo para a outra ponta da rede. Mas aí, o Brasil já tinha voltado para o jogo. Com a ótima marcação em Gamova, defesas lindas da líbero Fabi, e bolas no chão no contra-ataque com as ponteiras, a seleção saiu de 15 a 22 para 22 a 22! Foram sete pontos para apagar aqueles 24 a 19!

Depois, com a Rússia abalada, o time nacional manteve o ímpeto, Dani Lins fez as jogadas corretas, com segurança, e o Brasil fechou o jogo em 3 sets a 0 com um ataque de Fernanda Garay. O time saiu de um set quase perdido para a final do Grand Prix!

Moral da história

Dani Lins - DivulgaçãoFIVB

Brasil mostrou recuperação e acreditou no jogo

Chega de ter medo de enfrentar a Rússia! Elas também erram e têm fragilidades. Insistir em todas as jogadas com Gamova no final do set decisivo não foi o mais inteligente para o time. Vale lembrar que elas estava sem jogadoras importantes, como Sokolova, e outras novatas, mas que darão trabalho, como Goncharova, maior pontuadora do Grand Prix. Não foi o mesmo time que venceu o Mundial do ano passado, mas tinha boas peças em quadra. Basta ao Brasil controlar o emocional e apostar em seu jogo. Finalmente, parece que a seleção conseguiu esse controle.

O jogo mostrou que passe é fundamental. Sei que insisto nisso por aqui, mas realmente acho que esse seja o ponto chave do jogo. Durante o terceiro set, era possível escutar do banco de reservas do Brasil: “Passe na mão que vamos virar”.

Fernanda Garay leva vantagem em relação a Natália no fundamento. Quando o Brasil acerta no passe, Dani Lins está correspondendo e fazendo o que precisa. Ela está explorando bem os meios (Thaísa com 15 acertos e Fabiana, com 12 foram as maiores pontuadoras na semifinal) e fazendo jogadas mais seguras do que ousadas, mas o caminho está dando certo. Para quem  reclamou que estava criticando demais a levantadora, vi que ela melhorou nesta temporada e neste Grand Prix.

E ainda acho que Garay é o destaque do Brasil. Ela saiu da reserva, deu volume ao passe e também correspondeu no ataque. Com tudo isso, o Brasil chega a mais uma final e deixa um trauma para trás.

O adversário da decisão será os Estados Unidos, que venceram a Sérvia por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/21). A partida do ouro será neste domingo, às 4h40 (horário de Brasília), com transmissão da Globo, Sportv e Esporte Interativo.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011 Seleção feminina | 15:16

E deu Rússia na semifinal

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Teremos Brasil x Rússia na semifinal do Grand Prix. O jogo era esperado na final do torneio, mas pelos comentários e atuação da Sérvia, elas mereceram ficar com o primeiro lugar da chave e só encarar a seleção feminina em uma possível decisão. A Rússia, que perdeu para as sérvias nesta fase final, venceram a China nesta manhã e ficaram no caminho do Brasil.

Leia também: Brasil vence Estados Unidos e vai à semifinal com o primeiro lugar no grupo

E agora, o que fazer para esquecer jogo como a final do Mundial de 2010 e encarar a Rússia mais uma vez? “Vamos precisar sacar e defender bem para ajudar o nosso bloqueio” foram as palavras de José Roberto Guimarães. O saque não é uma preocupação neste Grand Prix já que o Brasil está bem neste fundamento. E se a defesa fizer a sua parte, o bloqueio também já se mostrou o principal fundamento. Só é preciso esquecer o tempo de bola dos mais velozes, como tailandesas, japonesas, e focar na altura.

Do lado de lá, Gamova é a jogadora a ser parada. Ela segue como a segurança no ataque russo. Mas vale ficar alerta para Natalya Goncharova, destaque da vitória sobre a China. Enfim, a fórmula para jogar é a mesma de sempre…

Do lado brasileiro, a vantagem vem do banco. Nesta sexta, o Brasil começou mal contra os Estados Unidos e conseguiu voltar para o jogo. Fabíola e Tandara entraram e deram um bom ritmo ao time. Já Natália e Fernanda Garay começaram como titulares e fizeram jus à escolha de Zé Roberto. Garay, por sinal, é para mim um dos destaques do Grand Prix, como já falamos aqui no blog. Ela começou entrando em alguns sets, foi segura no passe e, agora, está no lugar da lesionada Mari (ela teve uma distensão no abdômen). E olha que Mari começou bem a competição, principalmente no ataque. Garay não é uma atacante muito alta, mas é técnica e boa no fundo.

Neste sábado, às 6h10 (horário de Brasília), a gente vê a seleção mantém o embalo ou repete a história contra a Rússia. Na outra semifinal, Sérvia encara os Estados Unidos às 8h40.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Seleção feminina | 09:18

Mais uma vitória e a vaga na semifinal do Grand Prix

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Parece que, nesta temporada, o Japão não é mesmo páreo para o Brasil. Depois de vitórias em torneios amistoso, a seleção feminina venceu a equipe nipônica por 3 sets a 0 nesta madrugada e já assegurou vaga na semifinal do Grand Prix. Agora fica a pergunta, quem passa do outro grupo para encarar o Brasil?

Em um jogo de números equilibrados, a Sérvia venceu a Rússia por 3 sets a 1 nesta quinta-feira e lidera a chave. Com isso, já teríamos um Brasil x Rússia na semifinal do Grand Prix. O que será melhor? Encarar logo a nossa pedra no sapato da Rússia ou torcer para uma mudança e pegar a Sérvia, que vem surpreendendo neste Grand Prix?

A decisão das chaves só sai amanhã e eu ainda não tenho um palpite totalmente formado, confesso. Se pegar a Rússia agora e vencer, a seleção vai ganhar uma confiança imensa para a final. E acho até melhor decidir contra um time como a Sérvia que vem bem, mas não tem todo o histórico contra a seleção. Podemos começar uma nova história e, quem sabe, uma nova rivalidade. Mas tudo isso se perde se o Brasil ficar mais uma vez no paredão e nas gigantes europeias…

Antes de qualquer coisa, a seleção deve entrar firme para ganhar dos Estados Unidos, que devem ser o pior rival até agora no Grand Prix. A partida será às 2h30 desta sexta-feira. O vencedor será o líder do grupo. Ver o Brasil ganhando elogios de Zé Roberto na defesa anima para essa partida, já que as norte-americanas são fortes, sabem atacar e defender, ou seja, vai ser bom contar com o nosso fundo ligado para armar e acertar contra-ataques

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:17

Brasil vence a Itália com direito a aula no Grand Prix

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Seleção feminina - Divulgação/FIVB

3 a 0 para começar a fase final do Grand Prix

Começou a fase final do Grand Prix e o Brasil estreou com vitória. A seleção feminina passou pela Itália por 3 sets a 0 e, segundo o técnico, Massimo Barbolini, deu aula de voleibol (veja o italiano falou após a partida). E mais uma vez, o bloqueio esteve presente. Mais uma vez, o saque complicou a recepção rival e ajudou. Parece que essa é a combinação que o Brasil resolveu seguir e, até agora, está dando certo.

Nesta quarta-feira, foram 12 pontos de bloqueio e apenas cinco das italianas. O saque marcou quatro, contra dois das rivais. E ainda falando em números, destaque foi para Thaísa, com 17 bolas no chão. Fabiana também pontuou bem. Isso é reflexo da Dani Lins um pouco mais solta e usando mais as centrais?

É bom ver o Brasil “grande”, dominando o marcador e não se incomodando com um rival tradicional e que jogou completo, com Piccinini na ponta, Lo Bianco no levantamento e Gioli pelo meio.

Veja mais detalhes da primeira partida da seleção nas finais do Grand Prix.

A seleção brasileira volta para a quadra na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar o Japão. As nipônicas perderam de 3 a 0 para os EUA nesta quarta e podem não ser aquele time bronze no Mundial, como disse Mari, mas sempre serão uma seleção chata, que acredita nas bolas e se joga nas defesas. Mas o Brasil está em excelente fase no bloqueio, que será vital para parar as jogadas de velocidade, e as atacantes também estão fazendo a sua parte. Não acho que a seleção deva ter muitos problemas e deve sair com mais uma vitória.

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domingo, 21 de agosto de 2011 Seleção feminina | 16:06

Brasil faz sua parte, mas acaba no pior grupo no Grand Prix

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Acabou a fase de classificação do Grand Prix e o Brasil fez, e bem, a sua parte. Com a vitória deste domingo sobre a Tailândia, a seleção completou os nove jogos da etapa de grupos sem derrotas. O lado bom disso? Zé Roberto conseguiu aproveitar os rivais mais simples para colocar todo mundo para jogar e ganhar ritmo, e o Brasil mostrou que sabe manter a sua concentração, já que não se perdeu nem nesses jogos mais simples.

Além disso, o bloqueio nacional é o melhor fundamento no Grand Prix. Em quase todos os jogos, a equipe ficou na casa dos 10 pontos de bloqueio. Resultado de um saque bem executado. Para completar, o contra-ataque, como comentamos aqui, voltou a funcionar.

E tem um lado ruim em tudo isso? Sim, tem. Pelo regulamento, o primeiro colocado enfrentaria segundo, quinto e sexto melhores no grupo da fase final. Com isso, Brasil acabou na chave mais forte, ao lado de Estados Unidos, Itália e Japão.

No outro grupo, a beneficiada foi a Rússia. Depois de perder duas partidas no Japão, uma para a Coreia, por 3 sets a 2, e outra para as donas da casa por 3 sets a 0 (propositalmente ou não), as campeãs mundiais ficaram em terceiro e vão encaras a dona da casa, o quarto e o sétimo colocado da primeira fase, ou seja, China, Sérvia e Tailândia.

Vamos dar uma olhada nesses grupos. Brasil terá que ter cuidado já que os Estados Unidos seguem fortes e sempre complicam, principalmente pelo volume de jogo. Já a Itália foi até que presa fácil na primeira fase, mas tem um jogo bom no ataque. E o Japão também não foi bem contra o Brasil na primeira etapa, mas pode se empolgar com as vitórias sobre a Rússia e acertar as jogadas de velocidade.

Do outro lado, a Rússia é a favorita. E por jogar em casa, a China aparece como a candidata à segunda vaga. Sérvia e Tailândia, que até tentou complicar para cima do Brasil nos dois jogos que disputaram, devem ficar pelo caminho. Os dois melhores de cada grupo fazem a semifinal e os vencedores, jogam a decisão no próximo domingo.

Rússia pode ter jogado com o regulamento para fugir do Brasil, mas acho que teremos mais um duelo da seleção contra Gamova e companhia em uma final…

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sábado, 20 de agosto de 2011 Diversos, Seleção feminina | 14:07

Passeio de um lado e pedra no sapato de outro

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Fabiana ataca contra Argentina - Divulgação/FIVB

Fabiana foi a maior pontuadora do jogo com 17 acertos

O vôlei brasileiro movimenta a Ásia. Enquanto a seleção feminina adulta joga o Grand Prix neste final de semana na Tailândia, as seleções de novos estão na disputa do Universíade, na China. E neste sábado, uma teve um passeio sem problemas em quadra e a outra reencontrou uma pedra no sapato.

As comandadas por Zé Roberto Guimarães, como era esperado, venceram a Argentina com facilidade em uma hora e um minuto de jogo (veja os detalhes do jogo contra Argentina). Foi bom ver os números da central Fabiana. Ela sempre aparecia com um desempenho pior que Thaísa neste Grand Prix, mas foi o destaque deste vez, com oito pontos de bloqueio e nove no ataque. No final, o Brasil fez mais que o dobro de pontos que a frágil Argentina (75 a 35) e aproveitou a partida para testar a concentração. Mesmo contra rivais mais fracas, elas mantiveram o foco e, por isso, deram esse passeio. A atuação rendeu mais elogios de Zé Roberto…

Já a seleção masculina de novos parecia que levaria o Universíade com facilidade. Mas o time de Chupita, Thiago Alves, Wallace e companhia perdeu para a Rússia (leia mais sobre a derrota do Brasil) e vai ter que se conformar com a disputa da medalha de bronze. Será a Rússia a nova pedra no sapato do Brasil? Já temos histórico com a seleção feminina, perdemos a final da Liga Mundial e agora, mais uma derrota.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:13

Contra Cuba, tudo funcionou, até o contra-ataque

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Na semana passada, Zé Roberto fechou da segunda etapa da fase de grupos do Grand Prix reclamando do contra-ataque do Brasil. Se o saque e o bloqueio iam bem, a seleção pecava na definição. Depois da madrugada desta sexta, ele mudou de ideia…

A seleção feminina venceu mais uma no Grand Prix, desta vez diante de Cuba. A equipe caribenha não é mais aquela potência velha conhecida e jogou mal, mas o Brasil foi bem em todos os fundamentos, dominou os números do jogo e venceu, com facilidade, por 3 sets a 0 (veja como foi a partida).

Zé Roberto elogiou o time e disse que as brasileiras foram bem em todos os fundamentos, seja saque, ataque, bloqueio ou contra-ataque. Os números comprovam isso. O Brasil venceu Cuba em todas as estatísticas. Foi 38 a 29 no ataque, 9 a 3 no bloqueio, 7 a 1 no saque e 11 a 20 em pontos dados em erros.

O Brasil ficou abaixo da média que vinha apresentando no bloqueio, mas ainda, venceu com facilidade. E Zé Roberto ainda teve a chance de colocar todo mundo para jogar. Começou com Fernanda Garay como titular e mexeu bastante na equipe. Garay vem sendo destaque quando entra para ajudar no passe e, dessa vez, foi destaque também no ataque, como a maior pontuadora da partida (15 acertos). E com os números do jogo, deu para ver que todas as mudança deram certo.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Seleção masculina | 08:00

Giba aposta nas categorias de base, e você?

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Nesta semana, Giba comentou mais uma vez que pretende deixar a seleção brasileira depois das Olimpíadas de Londres e disse que a aposta nas categorias de base para que o Brasil siga no topo.

Para ele, as equipes do País tem jogadores para revezar e, como os mais novos treinam com os mais velhos em Saquarema, eles ganham experiência e queimam etapas (leia a matéria completa com Giba). Será que só isso é suficiente?

No Mundial juvenil masculino, que acabou há pouco no Rio de Janeiro, o Brasil ficou apenas com a quinta colocação. E, segundo o técnico Leonardo Carvalho, faltou tranquilidade e maturidade ao time (sim, estamos falando de uma seleção juvenil, mas os outros times foram melhores e mais maduros, ou pelo menos mais consistentes que o Brasil). Ele chegou a dizer que o time tinha vontade, mas faltava competência para virar as bolas e pontuar. Em vários momentos, a equipe teve chances de fechar e definir os jogos, mas acabou errando demais, perdendo o foco e o resultado foi acabar longe do pódio.

Vale lembrar que jogadores que foram destaque nas outras conquistas mundiais (o Brasil havia vencido as duas últimas edições, em 2007 e 2009), como Renan, estão na seleção de novos.

E falando nisso, se olharmos a seleção de novos, acho que Giba tem razão. Há atletas lá que já defenderam o time principal, como Thiago Alves, Éder e João Paulo Tavares, e também outros que logo estarão prontos, como Wallace e Renan. A seleção de novos está encaminhada, mas a juvenil ainda precisa de mais. Só ter gigantes no time não adianta. Tem que saber decidir. E a seleção principal chegou onde está não por ser a mais alta, mas por ser a mais habilidosa e saber jogar na velocidade, como já comentaram por aqui.

Já outras seleções seguem bem a renovação. A Rússia, campeã mundial juvenil, fez incríveis 32 pontos de bloqueio diante da Sérvia na semifinal e mostrou que esse ainda é o seu melhor fundamento. Já a adulta, campeã da Liga Mundial diante do Brasil, levou o título com um elenco jovem, comandado por Maxim Mikhaylov, oposto de 23 anos e grande destaque da competição e da final, e Dmitriy Muserskiy, central de 22 anos (relembre a final da Liga Mundial)

Tem também a Argentina, que surpreendeu na Liga com uma equipe jovem, com Facundo Conte, de 21 anos, e ainda viu os juvenis chegarem à final do Mundial pela primeira vez.

Para alguns times, a renovação é uma realidade, e para o Brasil?

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:00

Quem é o destaque da seleção até agora no Grand Prix?

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Até agora, comentamos por aqui da atuação geral da seleção, falando dos fundamentos do time (como no post anterior). Agora, vamos falar um pouco das jogadoras da seleção? Depois de seis jogos no Grand Prix, quem mais chamou a atenção de vocês? Eu tenho algumas candidatas…

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa cresce no ataque diante da Itália

Como o bloqueio é um dos melhores fundamentos do Brasil até aqui, um nome que chama a atenção é Thaísa. Ela vem muito bem na rede e acho que tem até recebido mais bolas do que Fabiana e, por isso, tenho a impressão de que está aparecendo mais. Além disso, tem um saque chapado consciente e que erra pouco.

Ainda no ataque, Mari tem se saído bem, principalmente no começo dos jogos. Ela chegou agressiva ao Grand Prix e tem sido uma das jogadas de segurança de Dani Lins. A levantadora teve o jogo contra o Cazaquistão uma de suas melhores apresentações, mas pode ousar em alguns momentos e acelerar mais as jogadas.

O banco de reservas também merece espaço. Fernanda Garay está virando presença constantes nos finais dos sets. Contra a Itália, no domingo, ela entrou e colocou as bolas nas mãos de Dani, por exemplo. Isso ajuda a dar equilíbrio ao passe. E Tandara, a mais nova na seleção, segue entrando bem no saque, como foi no começo da temporada, na Copa Internacional, e no ataque, como também foi contra a Itália, quando assumiu o lugar de Sheilla.

Aos poucos, o Brasil está vendo que tem mais opções além de Sheilla. Ela é uma excelente oposta, mas o time pode variar suas jogadas. Dani Lins deve explorar isso. Só precisa contar com um passe melhor para trabalhar. Ainda falta regularidade a essa seleção, mas o time tem alguns destaques individuais.

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