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Arquivo de julho, 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011 Superliga | 22:57

Adeus e gostinho de Superliga no amistoso no Rio

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RJX fez a sua estreia diante do Cimed/Sky nesta noite. O jogo foi um gostinho do que será a próxima Superliga, com ginásio cheio e virada no placar. E uma bonita despedida para Nalbert.

Nalbert e Dante - Flicker/grupo_ebx

Nalbert e Dante antes do amistoso contra a Cimed/Sky

O ex-capitão jogou pelo time carioca e fez bonito, principalmente no fundo, entregando bolas na mão de Marlon o tempo todo. Faltou um pouco de gás no ataque, reflexo desse tempo longe das quadras. Mas era noite de festa e foi bonito de se ver!

Com Nalbert, o RJX venceu com facilidade o primeiro set. No começo do segundo, antes de ser substituído, ele cumprimentou todos os jogadores do time carioca e ainda falou com os atletas do outro lado da quadra. Atitude de quem estava em casa, sentindo-se à vontade e o dono da festa. Se deixasse, ele ficaria mais em quadra, nem que fosse apenas para passar, aposto!

No jogo, os dois primeiros sets tiveram um festival de saques errados e foi facilmente dominado pelo RJX. A Cimed/Sky só entrou em quadra à partir do terceiro set e, aí sim, jogo ficou bom e mais disputado. A equipe de Florianópolis venceu os três sets seguintes e levou o jogo de virada.

O RJX foi melhor no começo porque contou com o entrosamento de quatro atletas da seleção (Dante, Théo, Lucão e Marlon). Depois, Dante saiu e Théo caiu de rendimento. Foi aí que Marcos Pacheco deu uma bela chamada na Cimed/Sky, que acordou.

As duas equipes ainda estão em começo de trabalho, mas o amistoso mostrou que o RJX chegou para brigar entre os grandes. Mas os jogadores ainda estão cansados e sentiram os cinco sets. Faltou energia para lutar até o final, como disse Lucão após a partida.

É só o começo de temporada e não dava para exigir demais. Claro que falta entrosamento, ritmo, condicionamento, mas sobram bons jogadores em quadra, dos dois lados. E não apenas os selecionáveis. O RJX conta com Thiago Sens, por exemplo, um ponteiro promissor. A Cimed/Sky aposta em Kaio, um oposto de 2,07m muito forte, no veterano Badá, que atua como líbero… Dá para ver que os times cada vez mais se preocupam com elencos de alto nível e não apenas nos titulares.

Que o Rio de Janeiro seja bem-vindo de volta à Superliga e que a temporada nos reserve clássicos cada vez mais acirrados.

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Seleção feminina | 21:15

Tandara e Juciely conquistam espaço na seleção

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O técnico José Roberto Guimarães divulgou nesta quinta-feira a lista de jogadoras que vão participar do Grand Prix. Ele vai levar as levantadoras Fabíola e Dani Lins; as opostos Sheilla e Tandara; as ponteiras Mari, Natália, Paula Pequeno, Fernanda Garay e Sassá; as centrais Thaisa, Adenízia, Fabiana e Juciely e a líbero Fabi.

Da lista, Tandara e Juciely são as novidades. Juciely, central da Unilever, ganhou a vaga no time principal depois da Superliga. Ela não é muito alta como Fabiana e Thaísa, mas é bem veloz e tem um belo ataque.

Tandara - Divulgação/CBV

Tandara é uma das caras novas do time de Zé Roberto

Já Tandara deu certo na seleção de novas e ganhou espaço no tme A. Ela jogará como oposta reserva, na vaga que era ocupada por Joycinha. Com a alteração, o Brasil ganha mais potência no ataque e também um belo saque. Na Copa Internacional, torneio amistoso antes do Grand Prix, ela entrou com um serviço sem tanta força e deu trabalho à recepção rival nos finais dos sets.

Na Superliga, Tandara jogou como ponteira no Vôlei Futuro e não foi tão bem. Ela deve jogar mais solta de volta à posição de oposta, podendo soltar o braço no ataque e sem se preocupar tanto como fundo. E essa sera a função de Tandara em seu novo time, o Sollys/Osasco, na temporada 2011/2012.

Quem também tem mais uma chance na seleção é Fernanda Garay. Ela já tem passagem pelo time e agora compõe o elenco de ponteiras, ao lado de Mari, Natália, Sassá e Paula Pequeno. A posição já está cheia. Será que Jaqueline recupera o seu lugar para as Olimpíadas de Londres? E também vale observar Natália, que está de volta depois da cirurgia para retirada de um tumor na canela.

Zé Roberto disse que o time olímpico ainda não está fechado, mas considero esse um grupo forte. Vamos ver se o passe da seleção finalmente se acerta neste Grand Prix porque, como já disse por aqui, esse é o ponto que preocupa, já que ataque e bloqueio geralmente vão bem.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011 Superliga | 18:42

O novo velho time do Sesi

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Rodrigão/Futura Press

Rodrigão é um dos reforços do Sesi para a temporada 2011/2012 no vôlei nacional

O Sesi, atual campeão nacional apresentou nesta quarta-feira a equipe para a temporada 2011/2012 com poucas novidades. É um novo time, reforçado, mas com velhos conhecidos.

Entre os titulares estão Rodrigão e Léo Mineiro, que “roubaram” os lugares de Vini e Thiago Alves. Mas vamos por partes… Primeiro a vaga de central.

Vini deixou o Sesi e acertou com o Vôlei Futuro porque sabia que perderia espaço com a chegada do veterano. Bom para o Vini, que será titular e Araçatuba, e para o Sesi, que mantém um meio de ataque (Sidão) e ganha outro que normalmente vai muito bem no bloqueio.

Na ponta, Thiago Alves demorou a negociar e o clube se adiantou e fechou com Léo Mineiro (Thiago acabou fechando com o Panasonic, do Japão). Nesse caso, gostava mais da formação anterior. Murilo é ponteiro passador e Thiago era o cara mais atacante. Pena que jogou pouco por causa da cirurgia do joelho, mas Japa entrou e manteve as suas características. Agora, Léo também é um ponteiro mais defensivo e bom no passe, como disse o técnico Giovane. O fundo está assegurado, mas e o ataque? Ficará com Murilo?

No geral, o Sesi acertou. Manteve jogadores fundamentais como Murilo, Serginho, Sandro, Sidão e Wallace e também mostrou preocupação em ter elenco, como a chegada de Aureliano, por exemplo, para segurar a equipe quando os selecionáveis estiverem com Bernardinho. A temporada começa na próxima semana, com o Sul-Americano, torneio que o time estará completo e é o favorito. Se vencer, disputará o Mundial de Clubes às vésperas do Pan-Americano sem suas estrelas. Aí sim pode pesar esse elenco da equipe. Vamos ver…

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:30

Longe dos times, a solução é pedir uma equipe "emprestada"

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Leandro Vissotto/CBV

Enquanto não se apresenta ao Cuneo e à seleção, Vissotto treinará com o RJX

Para a seleção brasileira masculina e na Europa, é período de férias. Para os jogadores, é o momento de voltar aos seus times, conhecer os novos companheiros e começar os trabalhos para a temporada. E se o seu time é um desses europeus e você não quer ficar parado? Simples, peça um time “emprestado”.

O RJX, nova equipe carioca e tema do último post, é esse tal “time emprestado”. Leandro Vissotto e João Paulo Bravo, que só chegam ao italiano Cuneo e ao turco Arkas Spor no final de setembro, vão treinar com os novos cariocas até se reapresentarem à seleção, em agosto. Eles jogam o Sul-Americano e, depois, seguem para o exterior.

A prática pode ser positiva, já que eles não ficam parados e ainda seguem bem entrosados com os companheiros da equipe nacional (Marlon, Dante, Théo e Lucão, do RJX). E em uma equipe gabaritada não se corre o risco de uma lesão ou algum problema de um treino mais individualizado, digamos assim. No feminino, Mara e Ju Perdigão, novatas do Unilever, jogam o juvenil carioca com o Fluminense também para manter a forma. Boa ideia desses jogadores!

E quando há excesso de competição?

Sheilla e Dani Lins/CBV

Sheilla e Dani Lins - desfalque do Unilever e do novato Sesi por conta da seleção

Se neste começo de temporada os jogadores estão com folga e tempo, o segundo semestre não deve ser assim. As competições com as seleções brasileiras recomeçam em agosto e vão até novembro, passando por torneios como Sul-Americano, Pan e Copa do Mundo.

Nesses casos, como ficam os clubes, sem suas principais estrelas? A Unilever por exemplo, no começo do mês, decidiu não jogar o Sul-Americano de clubes (que vale vaga para o Mundial) e também depois o Mundial, porque terá Sheilla, Mari, Natália e companhia na seleção e não terá a sua força máxima (leia a nota oficial publicada pelo time carioca). Por conta de calendário, a CBV não vai liberar as jogadoras.

Alguns já comentaram sobre isso por aqui e concordo com eles em alguns pontos. É o time quem paga os salários e não pode contar com os jogadores, ou seja, sai prejudicado. Mas por outro lado, se a seleção não convocar os atletas e disputar os torneios, como vai, por exemplo, conhecer e dar experiência aos novatos para fazer uma renovação?

É um assunto delicado. O calendário poderia ajudar e os testes com a seleção poderiam ser feitos em períodos que não prejudicasse os times, por exemplo. Mas a seleção também não deve deixar de ser servida porque além de sonho de 10 entre 10 jogadores, é uma grande vitrine para o vôlei nacional, para alavancar cada vez mais o esporte, conseguir patrocinadores, atrair atletas aos nossos torneios…

Agora, o jeito é usar os “time emprestado” do começo do post. Depois, esperar bons resultados e a vaga olímpica com as seleções. Para enfim, ver todo mundo forte aqui no Brasil de novo na Superliga.

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quarta-feira, 20 de julho de 2011 Superliga | 20:24

Rio conhece o seu novo time das estrelas

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o esporte se preocupa cada vez mais com o lado social. O projeto de Eike Batista também inclui ações sociais em favelas pacificadas do Rio e investimento em formação de jogadores. E nesta quarta também a ex-jogadora Virna anunciou um projeto de aulas de vôlei para crianças de comunidades. Bom papel do esporte, não?

O RJX, time do empresário Eike Batista, foi apresentado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. O elenco já era conhecido e conta com nomes como Dante, Marlon, Théo, Lucão, Riad, Luis Felipe Chupita e o líbero Alan (leia mais sobre a apresentação do RJX). No papel, é mais um time de estrelas. Mas será que a teoria vai se tornar realidade?

Essa equipe me lembra um pouco o Pinheiros/Sky quando foi apresentado. Um time cheio de gente conhecida e que já nasce com a pressão de vencer. “Eles inflacionaram o mercado e formam um time que já começa forte”, me disse Gustavo na apresentação do Cimed para a temporada.

Gustavo estava no Pinheiros e viu o que aconteceu com os paulistas. Tinham quatro jogadores de seleção, mas não formaram um elenco e, depois de dois anos, o que nasceu galático acabou.

Marlon, capitão do RJX, disse na apresentação desta quarta que uma das preocupações foi justamente montar um elenco de fato, um conjunto. Além dos campeões mundiais, a equipe conta com Chupita, que foi muito bem na Superliga do ano passado pelo Minas e já se acostumou com o levantador. Thiago Sens segue a mesma linha. É um jogador novo, que as poucos está buscando o seu espaço e pode ajudar.

Parece que eles escolheram um bom caminho. Resta ver o entrosamento em quadra. Dante estava no vôlei russo e Riad, no Italiano. São estilos de jogar diferentes do nosso. Na Itália, por exemplo, eles têm um voleibol mais “quadrado”, baseado na força do saque o tempo todo e bolas nem tão velozes, já que é mais complicado passar. Por aqui, a variação de saque é a velocidade no ataque é bem maior. Além disso, o tempo de treinamento será pequeno porque logo os jogadores voltam para a seleção.

Que venha a Superliga para mostrar se o projeto do RJX foi bom ou não. A próxima temporada já começa com times fortes. A Cimed se reforçou com Giba e Gustavo. O Sesi manteve quase todo o seu elenco campeão, assim como o Sada/Cruzeiro, o atual vice. O Vôlei Futuro perdeu Vissotto e Lucão, mas apostou em Vini, Piá e Lorena. Sem falar no Montes Claros, que é sempre empurrado pela torcida. Para quem gosta de vôlei, nada melhor do que ter bons times espalhados pelo País.

Exemplos do esporte
Além do RJX, foram apresentados também os projetos sociais de Eike Batista para o vôlei, que também inclui ações sociais em favelas pacificadas do Rio e investimento em formação de jogadores. E nesta quarta também a ex-jogadora Virna anunciou um projeto de aulas de vôlei para crianças de comunidades. Bom papel do esporte, não? Um lado social muito bem explorado!

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segunda-feira, 18 de julho de 2011 Seleção feminina | 22:50

Valeu a pena o "treino" na Copa Internacional?

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A seleção feminina deixou Brasília no final de semana com três vitórias e nenhum set perdido na Copa Internacional de vôlei. Para o evento foram convidadas as seleções de Peru, Japão e Itália e o objetivo era treinar e ganhar ritmo para a disputa do Grand Prix, em agosto. Valeu a pena?

Pelo primeiro jogo, não. O Peru veio com um timo fraco e, como Zé Roberto comentou após a vitória, seria melhor e mais produtivo ter enfrentado a seleção de novas do Brasil (leia mais sobre Brasil x Peru).

Mari - Divulgação/CBV

Copa Internacional foi a volta de Mari a seleção e deu ritmo à atleta

Mas as coisas melhoraram contra Japão e Itália. O Campeonato Mundial do ano passado e aquele tie-break contra as japonesas parece que deixaram algum trauma e o time entrou muito bem diante das nipônicas. E o jogo valeu para testar a nossa defesa e armar muito bem o bloqueio. Foram 22 pontos no fundamento, um número pouco visto normalmente (saiba mais sobre o jogo contra o Japão).

Depois, contra a Itália, mais uma equipe mista de titulares, como Gioli, e reservas, o Brasil teve mais uma vitória, mas mostrou uma boa variação de ataques (leia mais sobre a vitória brasileira).

No geral, os treinos desses jogos valeram a pena, sim. Foi preciso, por exemplo, manter a concentração para segurar a Itália e fazer 3 sets a 0, mesmo em um simples torneio amistoso. E os jogos, mesmo não sendo contra as melhores do mundo, mostraram o que está bom e ruim neste começo de temporada.

O Brasil ainda falhou no passe e mostrou instabilidade (tudo bem, isso até é normal quando não tem muita coisa em jogo). Fez um excelente jogo no bloqueio, mas não repetiu o mesmo desempenho no dia seguinte, ou seja, ainda precisa se adaptar a cada rival .

O lado bom foi a volta de Mari, jogando solta e virando bem no ataque. Dani Lins também foi bem e se mostrou bastante segura na distribuição. Thaísa vem fazendo boas atuações desde a Copa Pan-Americana. E Tandara, que foi aproveitada do time de novas, se mostrou uma ótima arma no saque, com um serviço às vezes mais flutuante e diferenciado. Ela é conhecida pela potência no ataque, mas pode ser aproveitada de uma nova maneira.

O passe é problema de muito tempo nessa seleção. Zé Roberto deve mais uma vez se preocupar com isso porque o ataque me parece muito bem. E também, de que adiantaria enfrentar uma Rússia logo no começo da temporada, sem o preparo ideal e perdeu logo de cara? Melhor começar devagar, ganhar ritmo, analisar o time. Mas parece que até que temos um bom começo para o Grand Prix, não acham?

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Seleção feminina | 08:00

Seleção está cheia de atacantes, dos dois lados da rede

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A seleção brasileira feminina de vôlei estreou na quinta-feira na Copa Internacional com um passeio para cima do Peru (veja como foi a partida). A partida foi tão fácil que o comentário d José Roberto Guimarães após a partida é que teria sido pior se a equipe tivesse enfrentado a seleção B. O jogo pode não ter dado tanto ritmo às jogadoras e ter ficado abaixo das expectativas, mas serviu para mostrar que o de ponteiras e opostas a equipe nacional está cheia.

Natália - Divulgação/CBV

Natália está de volta à seleção e "engorda" lista que oposta/ponteira

O time já contava com Paula Pequeno, Fernanda Garay e Suelle como ponteiras (jogaram a Copa Pan-Americana) e Sheilla e Ju Nogueira como opostas. Agora, a seleção principal conta com a volta de Mari, que havia pedido dispensa, e Natália, que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor na canela. E da seleção de novas, Zé Roberto ainda aproveitou Tandara.

O diferencial é que enquanto Mari é uma das ponteiras da seleção, Natália e Tandara jogam tanto na ponta como na posição de opostas. Natália foi oposta no Sollys/Osasco e é ponteira na seleção e será também no Unilever na próxima temporada. Tandara surgiu para o público como oposta, virou ponteira no Vôlei Futuro e será de novo oposta na seleção e no Sollys/Osasco, na vaga deixada por Natália no time. Ou seja, opção para o ataque não falta para Zé Roberto!

Isso mostra que a equipe ainda tem espaço para gente nova, como Tandara, que terá jogadoras com diferentes habilidades. Natália aprendeu a passar melhor sendo ponteira na seleção. Tandara passou pelo mesmo processo em Araçatuba. E as duas têm uma grande potência no ataque. Bom ter opção de atletas que desempenham a sua função na rede, mas também se empenham no fundo.

P.s.: A Copa Internacional segue e o Brasil encara o Japão nesta sexta. Pena que a Itália veio com um time fraco e não será a conhecida adversária de sempre… Mas o torneio vale para preparar para o Grand Prix e, pelo menos, colocar tudo mundo para jogar.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011 Seleção masculina | 09:00

Os bigodes e as barbas seleção

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Depois de falar do vice da seleção da Liga Mundial, do desembarque, dos erros de arbitragem, vamos a um assunto bem mais leve…

Bigodes e barbas parecem ter virado moda entre os jogadores do time de Bernardinho. Lucão já adota esse visual há algum tempo e Giba sempre cultiva o “bigodon” na finais. Mas a lista ganhou novos adeptos. Depois de Marlon adotar um cavanhaque, o oposto Wallace postou uma foto em sua página no Twitter na quarta-feira ao melhor estilo “mexicano”.

Veja os barbudos ou bigodudos na galeria e, quem quiser, pode deixar um comentário falando qual o visual favorito.

P.s.: isso foi só para descontrair um pouco, logo mais eu volto a falar de coisa séria…

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quarta-feira, 13 de julho de 2011 Seleção masculina | 22:46

Quando vamos usar a tecnologia no vôlei?

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Os jogadores da seleção masculina já estão de folga pós o vice na Liga Mundial (relembre como foi a partida), mas uma coisa ainda ficou na garganta na volta dos atletas para casa, no começo dessa semana: o erro do árbitro no tie-break na final.

Logo no começo da parcial, o Brasil estava na frente e o juiz de uma bola fora que foi claramente dentro. Se a marcação fosse correta, o time abriria 3 a 1. Com o erro, o placar ficou 2 a 2. Ok, foi apenas no começo do set e isso pode nem ter mudado tanto o resultado porque eu acho que o Brasil não se abalou com esse erro e perdeu porque a Rússia foi superior. Mas por que não usar a tecnologia no esporte para acabar com isso de uma vez por todas?

Veja também:

A Polônia deu uma aula de transmissão com a geração das finais da Liga Mundial. As imagens em câmera lenta, além de muito bonitas, não deixavam dúvidas em nenhum ponto. A bola poderia ter apenas revalado no bloqueio ou caído a centímetros da linha, sempre tinha uma imagem para mostrar o que de fato havia acontecido. Como na bola do Brasil no tie-break, que foi dentro.

Se já é possível ter toda essa tecnologia para a transmissão, já passou da hora de usá-la a favor do esporte, como me disse um colega da redação. Por que não seguir o exemplo do tênis e adotar os desafios? O jogo não passaria a ser apitado pela tecnologia. O árbitro continuaria ali e cada equipe teriam direito a pedir um determinado número de desafios por set. Aí, a jogada seria revista e a decisão do ponto seria a mais acertada.

Não acho que isso poderia atrasar o jogo ou coisa assim. Prejudicaria se fosse em todo e qualquer ponto com alguma margem de dúvida. Por isso o limite por set.

Quem sabe, pode ser o futuro do esporte! Pelo menos o Brasil teria menos do que reclamar nos tie-breakes. A seleção feminina foi vítima de um erro do juiz no quinto set diante da Rússia na final do Campeonato Mundial, lembram? Foi uma bola batida por Sheilla que caiu dentro e foi marcada como fora. Agora, mais um erro diante dos russos em uma final. Que sina!

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domingo, 10 de julho de 2011 Seleção masculina | 17:46

Rússia vence a Liga Mundial com saque, pancadas e Mikhaylov

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Rússia - Divulgação/FIVB

Festa da Rússia com ponto na final da Liga Mundial

Não deu… o Brasil acaba de perder para a Rússia na final da Liga Mundial por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 25/27, 23/25, 25/22 e 11/15. O decacampeonato ficou para o ano que vem…

Para falar dessa final, vou começar pelo saque. O serviço da Rússia foi de alto nível em toda a partida. Eles erraram bastante, mas também conseguiram oito pontos em aces e quebraram o passe do Brasil em diversos momentos. A Rússia seguiu a sua estratégia do começo ao fim. Sacou forte o tempo todo e conseguiu o que queria.

Já o saque do Brasil teve bons e maus momentos. Lucão conseguiu encaixar ótimas pancadas, mas Sidão, que havia se tornado uma arma e tanto no fundamento, não estava em um bom dia. Depois, o Brasil achou o saque flutuante em cima do líbero Sokolov, principalmente nas entradas de Marlon. E por que não manter a estratégia? Por que Giba errou aquele saque no final do tie-break? Isso atrapalhou  a seleção…

Mikhaylov - AP

Mikhaylov foi o maior pontuador do jogo com 26 acertos

No ataque, a Rússia ganhou velocidade e precisão com a entrada do levantador Butko. Ele fez o caminho mais fácil: deu bolas para o oposto. E isso ajuda e muito quando o oposto em questão é Mikhaylov. O atacante estava totalmente inspirado e acho que foi parado no bloqueio brasileiro apenas uma vez em toda a partida. Isso, uma vez! Com 26 bolas no chão, Mikhaylov representou muito bem a função de homem de segurança, soltou o braço em belas pancadas e foi um dos caras da partida, ao lado do levantador reserva.

Do lado do Brasil, o que funcionou foram as bolas chutadas para o outro lado da rede. Os russos são altos e bloqueiam bem, mas não estavam se deslocando com precisão. Com isso, Giba fez lindos ataques e o meio também pareceu de maneira eficiente. Mas não foi suficiente. Na hora que poderíamos ter dado mais bolas para o Théo (o nosso oposto também estava virando), não demos. E levamos bloqueios nas jogadas mais curtas.

No geral, Brasil e Rússia fizeram um belo jogo na final da Liga Mundial. Mas os russos, além de uma ajuda e tanto do árbitro em uma bola que claramente caiu dentro e foi marcada como fora no tie-break, não se importou com a pressão da final, me pareceu jogar mais solta e com mais facilidade em colocar a bola no chão, e venceu.

Rússia - Divulgação/FIVB

Jovem Rússia no lugar mais alto da Liga Mundial

E essa Liga Mundial pode deixar uma lição para o Brasil. Temos times renovados e chegando forte por aí. A Argentina ficou com o quarto lugar, mas foi a revelação do campeonato com Facundo Conte, de 21 anos, e companhia. A Polônia levou o bronze também com jogadores jovens, como Kurek, que jogou muito na semifinal, apesar da derrota. E a campeã Rússia é comandada pelo oposto Mikhaylov, de 23 anos, pelo central Muserskiy, de 22 e pelo levantador Butko, de 25 anos. E tem Volkov, o outro central, com 26 anos.

E o Brasil? Vimos Giba em uma excelente forma na fase final, mas ele já tem 34 anos. Por enquanto, o Brasil ainda é um dos melhores do mundo e tem time para jogar com contra qualquer um. Perdeu em um belo jogo neste domingo. Mas e no futuro? A seleção aguenta essa renovação no vôlei mundial? Como torcedora, espero que sim! Que venham o Sul-Americano, a Copa do Mundo a e a vaga para Londres-2012. Por enquanto, parabéns os garotos da Rússia!

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