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Arquivo de fevereiro, 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Superliga | 13:08

Vôlei Futuro vê suas estrelas entrosadas em quadra

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Os times masculino e feminino do Vôlei Futuro chamaram a atenção logo no começo da temporada por contar com elenco de famosos. Em quadra, entretanto, as equipes tiveram alguns altos e baixos. No masculino, Ricardinho, Vissotto e companhia foram campeões paulista, mas não mantiveram o bom desempenho na Superliga. Já as mulheres tropeçaram nos primeiros torneios, mas parecerem ter achado o verdadeiro time no torneio nacional. Nas rodadas do final de semana, vitória para os dois elencos.

Na Superliga feminina, o Vôlei Futuro venceu o atual campeão Sollys/Osasco por 3 sets a 1, de virada (leia mais sobre a partida) e assumiu a vice-liderança da tabela. Pouco antes do final do primeiro turno do torneio, conversei com a Paula Pequeno e ela disse que ainda faltava o time se entrosar em quadra. Parece que o problema finalmente foi superado!

Vibração de Paula Pequeno na vitória sobre seu ex-time

Vibração de Paula Pequeno na vitória sobre seu ex-time

A equipe vêm de boas atuações, variando jogadas de ataque, com a oposta Joycinha e a ponteira Tandara, e com a levantadora Ana Cristina não apenas distribuindo, mas defendendo bem. Todas repetiram o desempenho diante do time de Osasco e, com saque forçado e 16 pontos de bloqueio, venceram. Depois, o elogio da líbero Stacy Sykora, uma das estrelas contratadas para a temporada e eleita a melhor da partida, resume o momento: “Finalmente jogamos juntas”, disse a norte-americana.

Na Superliga masculina, o time de Araçatuba teve mais trabalho e venceu o Pinheiros/Sky apenas no tie-break. O Vôlei Futuro perdeu os dois primeiros sets sofrendo com o saque da equipe da capital. Depois, venceu usando a mesma arma. O destaque no fundamento ficou para Leandro Vissotto, com cinco aces (do total de oito do time).

Mas aqui também não foi apenas um ou outro jogador que segurou o time. Os homens não tiveram tantos problemas de entrosamento como as mulheres, é verdade. Mas Ricardinho, até pela rápida adaptação, tem forçado muito as jogadas e colocando a responsabilidade em Vissotto. É uma situação parecida com o Unilever e a Sheilla. Vissotto é oposto, o cara de segurança, e como se deu bem com o levantador, é cara que mais ataca. Mas dessa vez foi diferente! O cubano Camejo foi o maior pontuador, com um acerto a mais que o oposto da seleção (27 contra 26).

Assim, variando as jogadas, abusando de um bom saque e disciplinado, os time do Vôlei Futuro chegam àquele desempenho que era sonhado no começo da temporada. Apenas para dar mais gosto para a disputa da Superliga…

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Superliga | 13:44

A rodada de quinta da Superliga

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Se no futebol o dia agitado da rodada do meio de semana é a quarta, no vôlei as melhores partidas estão acontecendo às quintas-feiras. Essa quinta foi de clássico, um jogo de superação e dois passeios. Com tudo isso, vale fazer uma pergunta. Qual foi o destaque da noite? Primeiro, um resumo do que aconteceu e, depois, o comentário aberto para você escolher!

Clássico mineiro
O Vivo/Minas recebeu o BMG/Montes Claros e se deu bem. Sob o comando de Ezinho e Diogo, que estavam no Montes Claros na temporada passada, o time de Belo Horizonte venceu por 3 sets a 0 apertados. O que fez a diferença foi a regularidade. Mesmo com o equilíbrio, o Vivo/Minas se manteve concentrado e no jogo. Já os rivais do norte do Estado erraram mais do que o comum e foram superados. Melhor para a Superliga, já que a briga entre os dois continua acirrada. Montes Claros é o quarto colocado e o Minas vem colado, na quinta colocação (leia mais sobre a partida).

Jogo da superação
Aqui em São Paulo, em outro confronto direto pela vaga na próxima fase da Superliga, o Pinheiros/Sky recebeu o Medley/Campinas e venceu por 3 sets a 2, com uma particularidade. Em todos os sets vencidos, o Pinheiros teve que virar o placar. Até no tie-break, quando chegou a perder por 9 a 5 e fechou em 18 a 16. A frase de Gustavo, após a partida, resume o que aconteceu em quadra: “Agora era o momento de ter garra. Não tinha técnica, tática, era garra, não tinha outra coisa. Tínhamos de sair arrebentados do jogo”. Pois é, com o coração em quadra, os donos da casa venceram e ganharam mais moral na competição (leia mais sobre a partida).

Dois passeios
Os líderes não tiveram problemas e venceram usando as mesmas armas: saque e bloqueio. Entre os homens, O Sesi jogou em casa diante do Vôlei Futuro e nem de longe lembrou aquele time apático que eu vi na Vila Leopoldina na derrota para a Cimed no começo do mês. Agora, eles venceram por 3 sets a 0 acertando a mão no serviço e se impondo em quadra. Foram sete pontos de saque, sendo três de Wallace, três de Sandro e um de Murilo. E olha que Sandro nem está entre os 10 melhores neste fundamento… Para completar, mais sete pontos no bloqueio. Do outro lado, o Vôlei Futuro, que também conta com ótimos sacadores, marcou apenas dois aces e ainda viu o passe sair, muitas vezes, na mão de Sandro (leia mais sobre a partida).

Na Superliga feminina, quem teve vida fácil foi o Unilever. A equipe de Bernardinho passou também por 3 sets a 0 pelo Pauta/São José fora de casa. Assim como o Sesi, elas foram bem no saque e no bloqueio, colocando pressão o tempo todo e não deixando espaço para o São José. E em um jogo que era considerado simples, nada melhor do que colocar todo mundo para jogar, para ganhar ritmo. Foi isso o que o técnico fez. Bom para Mari, que aos poucos recupera a confiança depois da cirurgia no joelho e de cinco meses parada, e ficou dois sets em quadra. Mas uma coisa parece não mudar no time do Rio de Janeiro, seja qual for o elenco escalado. Alguém advinha quem foi a maior pontuadora? Isso mesmo, mais vez Sheilla dominou os números. Ela é, sem dúvida, a estrela e a segurança das cariocas (leia mais sobre a partida).

E agora, qual foi o destaque da noite de vôlei? Deixe o seu comentário!

P.s.: Nesta noite ainda tem mais um clássico, entre Sollys/Osasco e Vôlei Futuro. Os dois estão colados na tabela, logo depois do Unilever. Mas sobre isso, a gente conversa na segunda…

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 Superliga | 21:04

Bela vitória, mas um um 9 a 0 pelo caminho

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Pinheiros/Mackenzie e Vôlei Futuro foram o destaque da noite de terça-feira na Superliga feminina. E a partida teve de tudo um pouco, até um incrível 9 a 0 no placar em uma das parciais!

O começo do jogo foi marcado pelos bloqueios do Pinheiros. Com um posicionamento na rede, as donas da casa neutralizaram o ataque do Vôlei Futuro e venceram sem problemas o primeiro set. Depois, mesmo com o time de Araçatuba melhor e mais concentrado, venceram de novo a segunda parcial. Até aí tudo normal para um jogo como esse…

Eis que chega o terceiro set. O Vôlei Futuro foi marcando, marcando e chegou a 9 a 0 no placar. E muitos pontos foram graças a levantadora Ana Cristina. A jogadora deu um show na defesa e, bem posicionada, segurou pancadas e bolas colocadas. Depois, as atacantes de Araçatuba, comandadas por Tandara, aproveitaram os contra-ataques e conseguiram a grande vantagem.

O Pinheiros parou. Errou muitos passes, se perdeu no saque e atacou para fora. Foi assim até a parte final do jogo, quando as paulistanas reagiram. Mostrando muita concentração e vontade, elas diminuíram a vantagem e perderam o set, mas chegar com moral a parcial seguinte.

No final, depois de alguns erros inexplicáveis, como Ju Costa e Natália indo de toque para a mesma bola, o Pinheiros conseguiu recuperar o poder no bloqueio e liquidou a partida.

Acho que foi uma bela vitória pela vontade, mesmo depois dos tais 9 a 0. Mas, por outro lado, finalmente vejo o Vôlei Futuro como um bom time em quadra. Ana Cristina está entrosada com suas atacantes, Joycinha está solta como oposta e Tandara é uma potência na ponta. Falta ainda manter o ritmo lá no alto para vencer, depois daqueles 9 a 0.

E falando em Vôlei Futuro, o time masculino joga nesta quinta-feira contra o Sesi. Esse jogo e os outros destaques da semana estão na edição desta quarta-feira do Terceiro Set, o programa de rádio em parceria com o site do Milton Neves. Para ouvir, clique aqui.

E você? O que achou da vitória do Pinheiros? E o que acha da equipe do Vôlei Futuro? Dê a sua opinião!

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Diversos | 14:08

O primeiro encontro com o ídolo

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Eu lembro desse momento. Foi em 1997, quando morava em Santo André, e o Olympikus foi jogar contra a Philco, a equipe da cidade. Os visitantes venceram, não lembro o placar, e, depois da partida, cheguei perto, pela primeira vez, do então levantador Maurício, o meu ídolo desde a geração de ouro de 1992. Ele já estava indo para o ônibus do time quando a minha mãe o chamou. O resultado foi a foto que abre a galeria abaixo. Eu não consegui falar nada de tanta emoção. Apenas abri um tímido sorriso.

Revivi um pouco desse sentimento na partida Sesi x Cimed, pela Superliga masculina. Denise Oliveira estava na quadra e tinha uma missão: tirar uma foto ao lado de Murilo. O time da casa perdeu por 3 sets a 0, como comentamos por aqui, mas nem por isso Murilo deixou de atendê-la.

Denise estava nervosa e envergonhada e teve dificuldades em se aproximar do ídolo. Ainda assim, conseguiu abrir um sorriso, tirar a foto e ainda pedir um autógrafo ao melhor jogador do mundo. Depois, Denise se soltou e conseguiu conversar com outros atletas, ainda um pouco tímida.

Murilo, já acostumado com o assédio, atendeu a todos que se aproximavam sem pressa, mesmo depois da derrota. “Quem está torcendo para a gente não tem culpa. Temos que saber separar as coisas. Tudo acaba ali, na quadra, quando acaba a partida”, disse o ponteiro, que tem até proximidade com alguns fãs. “Têm uns que já são conhecidos, estão aqui todos os jogos . São as figurinhas marcadas”, comentou.

Já do lado de fora do ginásio, Denise estava mais relaxada e protagonizou, um momento digamos, de discórdia. Japa e Pablo, do Sesi, conversavam com Joel, da Cimed. A torcedora queria tirar uma foto com os três. A reação de Pablo foi imediata: “Mas você quer que eu fique ao lado desse cara? Ele é meu inimigo. Ele é do mal!”, disse o jogador, caindo da gargalhada. Joel apontou um olhar atravessado e completou: “Ah, você nem jogou…”. Brincadeiras à parte, mais uma foto para a galeria e pergunta quase que instantânea de Japa: ” E aí, como eu sai na foto?”. Ficou bem Japa, pode ficar tranquilo!

Ao chegar em casa, a irmã de Denise descreveu a cena da seguinte maneira: “Ela estava até ‘quicando’ de tanta alegria!”. Foi bom reviver a emoção desse primeiro encontro

Eis as aventuras e o meu momento nostalgia…

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Superliga | 14:41

Quando um reserva faz a diferença

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Reserva Leandrão, dono da camisa 10, ataca para o Montes Claros

Reserva Leandrão, dono da camisa 10, ataca para o Montes Claros

Dois jogos da última rodada da Superliga masculina repetiram um feito que já parece comum ao campeonato: o melhor em quadra foi um jogador reserva. O ponteiro Lucarelli levou o prêmio na vitória do Vivo/Minas sobre o BMG/São Bernardo (leia mais sobre o jogo) e o oposto Leandrão foi o escolhido no triunfo do BMG/Montes Claros sobre o Vôlei Futuro (leia mais sobre o jogo).

Um reserva pode mudar a cara da partida, seja qual for a sua função em quadra. Na semana passada, Karine, levantadora do Pinheiros/Mackenzie, entrou no lugar de Fabíola e time mudou de ritmo e venceu o BMG/São Bernardo por 3 sets a 1, por exemplo (leia mais sobre o jogo). Para isso vale ter um time homogêneo, com bons titulares e reservas à altura. Essa pode ser a arma para vencer, muitas vezes.

Quem está usando bem esse “artifício” é a atual campeã Cimed. O oposto titular é Bob e o reserva é o veterano campeão olímpico e mundial Anderson, de 36 anos. Anderson entra tanto na rede, para inverter o 5-1, como no saque, para soltar o braço. Com isso, ele consegue dar ainda mais agressividade ao time catarinense. Ele já foi eleito o melhor em quadra em algumas partidas e recebe elogios dos companheiros.

“Ele entra no final ou quando você precisar. Ele vai entrar com tudo. É um cara que está treinando como um jovem mesmo. É um exemplo para mim ver um cara da idade dele, campeão olímpico, com inúmeras ligas mundiais no currpiculo, bicampeão mundial e ter o gás que ele tem” , me disse Bruninho após um jogo vencido pela Cimed com a ajuda do saque potente do oposto.

O reserva tem que ter a paciência de estar sempre pronto para entrar e, muitas vezes, tirar o time de uma situação adversa. No jogo do Montes Claros, por exemplo, os mineiros venceram o primeiro set e levaram 25 a 15 no segundo. Conseguiram virar e fechar o jogo com a boa entrada de Leandrão. “Consegui entrar bem na partida e ajudei o time. Tenho que trabalhar para voltar a ser titular. Essa briga entre eu e o Alemão é positiva para o grupo. No dia que um não está bem o outro entra e resolve”, resumiu o oposto.

Que a briga entre reservas e titulares continue boa e cada vez mais times tenham 12 jogadores e não apenas os seis titulares! Ao final de um torneio longo como a Superliga, isso pode fazer a diferença…

P.s.: E Mari estreou na Superliga feminina! A p0nteira ficou em quadra durante quase toda a vitória do Unilever sobre o BMG/Mackenzie e parece que o joelho vai muito bem, obrigada. Fiz uma matéria sobre isso para o iG. Quem quiser ler, é só clicar no link

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 Seleção masculina | 09:48

Cadê o ânimo e a concentração do Sesi?

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O time está na segunda temporada e ganhou um ar de favorito antes mesmo da estreia, ao se reforçar com nomes como Sandro, Thiago Alves e Serginho e manter a estrela Murilo, e conseguir uma equipe equilibrada. A Superliga começou e eles foram passando por todos os adversários. Perderam a primeira partida apenas na 14ª rodada do primeiro turno. Agora, está de volta à liderança, mas com um problema: cadê o ânimo do Sesi?

Em uma semana, o time paulista sofreu duas vezes do mesmo mal. Como comentei no último post, a equipe comandada por Giovane abaixou a cabeça, perdeu a concentração e foi derrotada pela Cimed. Depois, venceu o Blumenau por 3 sets a 1. Nesta madrugada, voltou a cometer erros e quase perdeu para o modesto Volta Redonda. O jogo começou na quinta e terminou apenas nos primeiros minutos desta sexta, com um sofrido 3 a 2 para o Sesi, com direito a 21 a 19 no tie-break.

Por que digo que o time sofreu do mesmo mal nos dois jogos? As declarações de Murilo justificam… Contra os catarinenes ele disse que o time de desestabilizou depois da derrota no primeiro set e foi afobado demais em quadra (leia a matéria completa). Agora, análise foi a seguinte: “Não estávamos em uma noite muito inspirada. Cometemos muitos erros e desta forma ficou muito difícil de jogar” (leia mais sobre a partida). Depois, o comentário dele no Twitter: “Minha nossa pior jogo do SESI na superliga,de positivo só a vitoria mesmo”.

Viram a semelhança? Nos dois casos, o time se complicou porque errou mais do que deveria e porque perdeu o “pique” em quadra. Nos dois casos, faltou aquele ânimo a mais. Contra a Cimed, nem os gritos incessantes do líbero Serginho ajudaram. Na noite de quinta, a equipe ainda buscou o tie-break e conseguiu fechar, mesmo depois de várias saques errados e chances desperdiçadas.

Por isso a pergunta: cadê o ânimo do Sesi? E a concentração? A equipe tem o maior pontuador da Superliga, o oposto Wallace, o melhor jogador do mundo, Murilo, um levantador em grande fase, Sandro… Mas se mostrou abaixo do esperado nesses jogos, sem sangue nos olhos,  falhando muito e sendo pouco decisivo. Ninguém disse que seria fácil vencer e liderar nessa Superliga!

P.s.: galera, desculpem a ausência nos últimos dias… Tive uma semana muito atribulada na redação e com alguns problemas pessoais, mas agora está tudo certo. Ah, e só para não passar em branco, vou bom ver a Mari, do Unilever, mesmo no banco de reservas. Recuperação de cirurgia de joelho não é simples e aos poucos ela estará de volta!

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Superliga | 12:20

O 3 sets a 2 que virou um 3 sets a 0

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Fui acompanhar a partida Sesi x Cimed no ginásio da Vila Leopoldina na noite de quinta-feira. Logo que cheguei, encontrei um colega da imprensa e o comentário foi: “Vai ser 3 a 0, né. Assim a gente não chega tão tarde em casa”. Pois é, o placar foi mesmo um 3 a 0, mas não para o lado esperado.

Bruno foi eleito o melhor em quadra na vitória da Cimed

Bruno foi eleito o melhor em quadra na vitória da Cimed sobre o Sesi em São Paulo

Sesi era o líder e a Cimed, a vice na tabela da Superliga. Tudo indicava que o jogo seria bastante equilibrado. E os donos da casa eram os favoritos, como me disse Bruninho: “Eles formam a equipe mais forte desta Superliga porque, para mim, têm o time mais equilibrado”. Mas, depois de liderar o primeiro set, o Sesi se perdeu, levou a virada e não conseguiu reagir, perdendo em sets diretos.

Depois da partida, em uma conversa com Murilo, ele resumiu bem o que aconteceu: “Tem dias que é assim, a gente perde a cabeça e desconcentra e não há treinador ou santo que faça a equipe voltar”. O Sesi começou a perder a cabeça em um contra-ataque que, depois de conseguirem colocar a bola para o ar, todos ficaram parados e viram ela cair no “meio da roda”. O lance se repetiu algumas vezes na partida. Não adiantava, o time já tinha ficado sem confiança (leia mais).

Do outro lado, a Cimed chegou bem aos bloqueios, irritando ainda mais os atacantes paulistas. E também acertou a mão no saque. A proposta era forçar. Mas mesmo os serviços colocados estavam surtindo efeito e, apesar de Sandro ter um passe razoável, os ataques iam para fora. Ou seja, a pressão do bloqueio catarinense funcionou.

Não foi o 3 sets a 2 esperado, mas foi uma atuação de gala da Cimed. Eles estudaram os rivais, marcaram bem e não aliviaram em nenhum momento. Depois de virar o primeiro set, os catarinenses até que viram um jogo mais equilibrado no começo do segundo, mas conseguiram abrir antes da segunda paradatécnica e mantiveram a liderança. Já na terceira parcial, eles foram melhores do começo ao fim, sem dar espaço à famosa “síndrome do terceiro set”, quando o time dá uma aliviada porque pensa estar com o jogo decidido. Eles foram lá, decidiram na bola e ainda roubaram a liderança da tabela!

Esse jogo e os destaques da semana estão no programa Terceiro Set, em parceira como site do Milton Neves. Essa edição fala também do momento do Macaé e do Vivo/Minas na Superliga e da lesão de Jaqueline. Para ouvir, clique no link.

E você? O que achou da partida? Deixe o seu comentário!

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 Mais Europa, Superliga | 13:08

Após uma semana, o papo com Rodrigão

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Rodrigão, apesar dos títulos olímpíco e mundial, sempre um jogador acessível. Agora, ele está na Turquia para defender o Ziraat Bankasi e o bate-papo com o central ficou um pouco mais complicado. Mesmo assim, dias depois da sua estreia com a nova camisa, ele conversou comigo por e-mail. O resultado foi uma matéria especial para o iG (leia a entrevista na íntegra) e algumas opiniões…

Ele chegou a Turquia e já foi para quadra, sem nem treinar com os companheiros. A equipe perdeu a partida para o CSKA Sofia, mas Rodrigão ainda entrou quando estavam perdendo por 2 a 0 e ajudou a levar o jogo para o tie-break. Pouco depois, na estreia no Campeonato Turco, vitória com direito a cinco pontos de bloqueio. Pode se dizer que é um bom começo…

O central disse, pouco depois da dispensa do Pinheiros/Sky, que não gostaria de atuar no exterior novamente (ele já teve uma passagem pelo vôlei italiano). No final, cedeu e escolheu a Turquia pela proximidade com o técnico do Ziraat. Foi uma decisão correta? Acho que sim! Pelo menos, ele não deixa de treinar e atuar e segue em alto nível, pronto para defender a seleção brasileira, por exemplo.

Além disso, ele sabe que logo estará de volta, tanto que assinou contrato apenas até maio. E com uma vantagem: Rodrigão voltará “zerado” no ranking da CBV e não pesará para nenhuma equipe para a próxima temporada. Ainda acho que, depois de tudo, quem levou a pior foi o Pinheiros, que ficou sem um bom jogador de meio….

Boa sorte, Rodrigão e obrigada pela atenção, mesmo de longe!

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Superliga | 13:02

Será que o Vôlei Futuro agora embala?

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Galera, um post rápido porque que o dia está corrido aqui na redação…

Será que o Vôlei Futuro agora embala na Superliga feminina? O time de Araçatuba venceu o Usiminas de virada na casa das adversárias por 3 sets a 1 (leia mais sobre a partida) e é, por enquanto, o segundo na classificação geral, com um jogo a mais que o Sollys/Osasco, terceiro colocado.

O que chamou a atenção foram as viradas do Vôlei Futuro. Depois de perder o primeiro set, elas ficaram quatro pontos atrás no segundo e seis pontos atrás no terceiro e conseguiram se recuperar. Como disse a ponteira Tandara depois do jogo, fica tudo mais fácil quando não se erra tanto… Vamos ver se agora o time, que era a promessa de ser o grande favorito nesta Superliga, consegue se acertar de vez e deslanchar!

Virada na hora certa
Quem parece ter mesmo embalado na Superliga,só que no masculino, é o Vivo/Minas. Também na noite de terça-feira e em casa, eles venceram de virada o Londrina/Sercomtel por 3 sets a 1 (leia mais sobre a partida).

Na temporada passada, os mineiros sofreram do meio para o final do torneio com mudança de técnico e foram mal nos playoffs. Agora, cresceram em um bom momento, quando a competição se encaminha para definir quem vai para as finais. Marlon está distribuindo muito bem as jogadas e o time tem a segurança de André Nascimento como oposto, mas também conta com os ataques de Diogo, fundamentais para a virada sobre os paranaenses, por sinal. Além disso, Henrique segue bem no bloqueio. Vôlei é assim. Se joga no conjunto!

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Superliga | 13:01

Aula de bloqueio e uma partida de opostos

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Dois “detalhes”  me chamaram a atenção nos jogos do final de semana na Superliga. Entre as mulheres, a aula de bloqueio do Sollys/Osasco em mais uma vitória sobre o Pinheiros/Mackenzie. Entre os homens, o jogo de opostos que foi a vitória da Cimed sobre a Medley/Campinas.

Natália para Jú Costa no bloqueio

Natália para Jú Costa no bloqueio

26 pontos… tá bom ou quer mais?
Sollys/Osasco e Pinheiros/Mackenzie fizeram o segundo duelo da semana na Superliga feminina. Agora, na casa do Pinheiros, a partida foi bem mais equilibrada e as donas da casa voltaram, como bem disse o técnico Paulo Coco, a mostrar o seu conjunto e o espírito guerreiro. Mas nada adiantou já que, do outro lado, elas encontraram um paredão, literalmente.

Comandadas por Jaqueline e Adenízia, o Osasco fez nada menos do que 26 pontos de bloqueio. Isso mesmo. Elas fecharam um set só com pontos no bloqueio e venceram por 3 sets a 2 (leia mais sobre a partida). É o recorde em uma partida na competição nacional e prova de que as atuais campeãs estão embaladas e muito concentradas em quadra.

Uma pena foi a lesão de Jaqueline. Ela não jogou nada na derrota para a Unilever, mas já tinha ido muito bem na primeira vitória sobre o Pinheiros e repetia o bom desempenho quando sentiu dores no joelho e teve que deixar a partida. Sem lesão no ligamentos, a previsão inicial é que ela volte em uma semana.

Anderson é destaque na Cimed

Anderson é destaque na Cimed

Um oposto é o melhor e outros são maiores pontuadores
Foi assim os 3 sets a 1, de virada, da Cimed sobre a Medley/Campinas em casa (leia mais sobre a partida). Vendo os números da partida, parece que só os opostos apareceram. O melhor jogador em quadra foi o veterano campeão olímpico e mundial Anderson. Ele entrou em todos os sets na equipe da Cimed. Já o maior pontuador da partida foi Franco, oposto de Campinas. E quem foi o maior pontuador do lado catarinense? Bob, o oposto titular.

Aproveitando o assunto, vocês sabem quem colocou mais bolas no chão na vitória do Vôlei Futuro sobre o Soya/Blumenau? Sim, foi mais uma vez ele, Leandro Vissotto (leia mais sobre a partida). Como disse em um post na semana passada, o oposto leva o time de Araçatuba nas costas! Em quase todos os jogos é ele a principal opção de Ricardinho. Isso é resultado do entrosamento rápido entre os dois, já que o levantador conseguiu fazer seu gigante de 2,12m bater bolas aceleradas, mas pode ser uma armadilha, afinal, o bloqueio adversário já sabe para quem vai a bola. Por enquanto, apesar de alguns tropeços do Vôlei Futuro, o Vissotto vem desempenhando muito bem o seu papel.

E para você? O que foi destaque no final de semana na Superliga? Deixe seu comentário!

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