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Arquivo de janeiro, 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 Superliga | 15:27

Os mineiros na Superliga

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Atendendo a pedidos, o meu texto de segunda-feira, com um resumo de como foram os jogos do final de semana, falará sobre os times de Minas Gerais que estão nesta edição da Superliga. Eles estão bem no torneio e tem gente candidata ao título tanto no masculino como no feminino.

Entre os homens, o melhor colocado do Estado é o Sada/Cruzeiro. A equipe estava em uma fase embalada por oito vitórias consecutivas, mas acabou tropeçando no Medley/Campinas no domingo com uma derrota por 3 sets a 1. A equipe, segundo o técnico Marcelo Mendez, cometeu muitos erros e não rendeu o que costuma no ataque. Do outro lado, os campineiros se acertaram na rede e no saque e venceram.

O Sada agora é o terceiro na tabela. O time foi superado pela Cimed, que bateu o Volta Redonda com facilidade (leia mais sobre o jogo). O Sesi segue na liderança isolada depois de passar pelo MBG/São Bernardo em casa, por 3 sets a 1.  Mas nem por isso o Sada/Cruzeiro perde o seu prestígio. Mesmo sem Zanuto e Sandro, destaques da última temporada, eles seguem entre os melhores.

Montes Claros é uma das forças de Minas na Superliga

Montes Claros é uma das forças de Minas na Superliga

Outros mineiros que se deram bem foram o BMG/Montes Claros e o Vivo/Minas. O primeiro passou com facilidade pelo Londrina, que embalou no final do primeiro turno, mas acho que ainda não se reencontrou, por 3 sets a 0 (leia mais sobre o jogo). Mesmo placar para o conjunto de Belo Horizonte em plena Araçatuba diante do Vôlei Futuro. E no interior de São Paulo só deu Henrique. Ele é um jogador com saque pesado e mostrou isso na partida. Fez quatro pontos de serviço. E ainda mais quatro de bloqueio e sete no ataque. Não foi à toa que foi eleito o melhor em quadra e o maior pontuador do jogo.

Particularmente fico feliz com esses resultados. O Montes Claros foi arrasador na temporada passada e achei que pudesse se perder agora, já que ficou sem grandes nomes. Mas o levantador Rodriguinho, um dos remanescentes, está muito bem. E o Minas tem toda a tradição e fez uma temporada ruim em 2009/2010 e merece se reencontrar para dar ainda mais equilíbrio a esta Superliga.

No feminino, quem vem bem é o Usiminas/Minas. Depois de tirar a invencibilidade do Sollys/Osasco, dar trabalho ao Pinheiros, a equipe venceu o Brusque por 3 sets a 2 e está na terceira colocação na tabela. O time acertou na contratação da ponta Michelle, uma das gêmeas do Unilever até a temporada passada, e ainda tem a força da cubana Herrera.

Outros resultados

O final de semana teve mais alguns jogos que não devem ser esquecidos. O Unilever venceu o Sollys/Osasco por 3 sets a 1, de virada, e segue invicto na Superliga feminina (leia mais sobre o jogo). Até aí, nenhuma grande surpresa, já que podemos esperar qualquer resultado desse clássico. Mas achei bom ver o Unilever variando a suas jogadas e não ter soltado toda a pressão e todas as bolas para Sheilla. Tanto que os destaques do jogo foram Juciely, melhor em quadra, e a levantadora Dani Lins.

Já o Pinheiros/Mackenzie tropeçou de novo e perdeu para o Macaé/Sports por 3 sets a 2. Será que elas ficaram abaladas com a derrota para o Unilever? Até porque naquele jogo, as paulistas poderiam ter ganhado, mas vacilaram nos  momentos decisivos.

Seja do Rio, São Paulo ou Minas, acho que essa Superliga tem gente boa espalhada por todo o Brasil e é isso que deixa o torneio cada vez mais atraente, tanto para atletas quanto para o público.

E para você, a Superliga está sendo o que você esperava? Deixe seu comentário!

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 Superliga | 14:20

Quer saber o que é um bom oposto? Veja a Sheilla!

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Sheilla fez 34 pontos diante do Pinheiros

Sheilla fez 34 pontos diante do Pinheiros

Sheilla venceu o Pìnheiros/Mackenzie na noite de quinta-feira. Ela colocou 34 bolas no chão e levou o time do Unilever nas costas no triunfo no Maracanãzinho (para saber mais, veja o post anterior). Sheilla mostrou em quadra o que é a definição de um jogador da posição de oposto… e um pouco mais.

É comum dizermos que o oposto é o jogador das bolas de segurança. Se o passe sai quebrado e o levantador tem jogar que uma bola mais alta e lenta, ele aciona o oposto, que geralmente é alto e solta o braço, mesmo diante de qualquer bloqueio. Com Sheilla, o Unilever faz isso. Com passe ruim, Dani Lins não titubeia e joga para a sua oposta, até diante de um bloqueio armado.

Mas se o passe está bom e a bola pode ser acelerada para a ponta, a jogada também vale para Sheilla. Ela sabe atacar na velocidade uma bela diagonal curta, que é bem complicada de ser defendida. Se a bola é boa e a jogada é de meio fundo, Sheilla também aparece como opção. Ela tem uma bela visão de jogo, conseguindo achar espaços para largar ou soltar o braço em qualquer direção.

Por isso digo que ela é uma verdeira oposto. É a aquela jogadora de segurança em praticamente todas as opções de ataque! Sabendo disso e aproveitando o momento excelente da atleta, Dani Lins usou e abusou de Sheilla na vitória sobre o Pinheiros. Mas como comentaram por aqui, um time pode viver de uma só atacante? No caso das cariocas e do jogo de quinta, sim. A equipe viveu de Sheilla. Mas esse não é o melhor caminho.

Mais cedo ou mais tarde, os rivais vão pegar o tempo de bloqueio e parar as jogadas, como o Pinheiros fez no começo do tie-break. Claro que ter Sheilla em seu time nesta fase especial da oposta é um ganho gigantesco, mas não é a solução para tudo. Uma boa tática de jogo é fundamental. É bom o Unilever ficar atento e usar mais as outras atacantes ou corre risco de não apenas sobrecarregar a sua estrela, mas também tropeçar na Superliga.

E você? O que acha da atuação da oposta? E da maneira como o Unilever está se comportando nesta Superliga? Dê a sua opinião!

P.s.: Só para lembrar, sexta é dia do boletim Terceiro Set, em parceria com o site do Milton Neves. O programa dessa semana é um especial sobre Superliga femimina, com entrevistas com Luizomar de Moura, Camila Adão e Valeskinha. Para ouvir, clique aqui.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Superliga | 21:27

Talento de Sheilla vence o conjunto do Pinheiros

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Unilever e Pinheiros/Mackenzie, como lembramos no começo da semana, eram os protagonistas do duelo dos últimos invictos na Superliga feminina 2010/2011 nesta quinta-feira. Em quadra, um confronto entre um time que tem o seu conjunto como grande força e outro que joga no talento individual. No final, venceu o talento individual.

Vibração de Fabíola, que comandou o conjunto do Pinheiros

Fabíola, comandante do conjunto do Pinheiros

A partida começou de fato no terceiro set. A primeira parcial, com as equipes parecendo nervosas em quadra, foi um festival de erros, principalmente do lado do Pinheiros, que pecou nos ataques. Já o Unilever se aproveitou e fechou o set em 4 a 0 no bloqueio e 25 a 20 no placar. Já a segunda parcial começou e terminou do mesmo jeito. O Pinheiros reagiu, errou menos e conseguiu uma boa combinação de saque e bloqueio. Com disciplina tática, abriu 6 a 3 no começo da parcial. Depois, mais uma vez usando o saque tático e quebrando a recepção carioca, abriu 21 a 17 e fechou, devolvendo os 25 a 20.

Agora vamos para o jogo de verdade? A partir do terceiro set, as duas equipes entraram ligadas em quadra e a partida ficou bastante equilibrada. E aí ficou clara a diferença entre o estilo das equipes. Enquanto o Pinheiros variava a jogada, usando o seu conjunto, o Unilever passou a usar Sheilla como a válvula de escape. Os últimos pontos foram reflexo disso: Sheilla errou ataque e as paulista chegaram ao set point. Depois, Sheilla bateu e fez 24 a 24. No próximo ponto, Sheilla acertou no contra-ataque e virou em 25 a 24. Na sequência, 27 a 25 para as cariocas.

Sheilla foi o grande nome do jogo para o Unilever

Sheilla foi o grande nome do jogo para o Unilever

O equilíbrio e o alto nível seguiram no quarto set. E a partida continuou com a mesma tônica. No Pinheiros, pontos de Lia, Ju Costa, Natália e companhia. Do outro lado, só bola para Sheilla. Mas dessa vez, o final foi diferente. Sheilla tinha o set point e bateu fora. Ju Costa foi lá, arriscou o saque e marcou o ace. Sheilla ainda salvou um ponto com um ataque de fundo, mas o Pinheiros fechou na sequência em 27 a 25.

No tie-break, o Pinheiros fez uma parede na frente da oposta do Unilever e foi a vez a Soninha crescer. A ponteira do time paulista saiu do jogo, voltou no quarto set e marcou todos os pontos até o time abrir 4 a 1. E alguém advinha quem virou de novo para o Unilever? Sim, foi a Sheilla. Só depois de uma bronca de Bernardinho que Dani Lins variou as jogadas e deu certo. O bloqueio paulista estava armado em cima de Sheilla e deixou espaços para as outras. Já o bloqueio carioca parou Soninha duas vezes e o time virou em 12 a 10. Sheilla voltou a pontuar no 13 a 10. Depois, com dois erros do Pinheiros, o Unilever fechou em 15 a 10.

Pode se dizer que Sheilla, com mais de 30 pontos no jogo, venceu o Pinheiros/Mackenzie. Com isso, o Unilever é agora o líder isolado da tabela e o único invicto da Superliga feminina.

Terceiro Set
O boletim desta semana, em parceria com o site do Milton Neves, é um especial sobre a Superliga feminina, que está quase na metade. O programa traz entrevistas com Luizomar de Moura, Valeskinha e Camila Adão. Eu também comento sobre os favoritos nesta edição do torneio. Para ouvir, clique no link. Depois, quem quiser, me fale o que achou!

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011 Superliga | 11:54

O lado bom e o lado ruim de Pinheiros/Sky x Sesi

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*atualizado às 19h45

Pinheiros/Sky e Sesi fizeram o clássico paulista que encerrou a primeira rodada do returno da Superliga na noite de segunda-feira. A partida foi disputada, rendeu belas jogadas, mas teve um lado ruim e outro bom.

O lado ruim da história foi a lesão de Giba. Ele torceu o tornozelo direito depois de pisar no pé de Murilo em um lance na rede. O local ficou bastante inchado na hora e, ainda durante o jogo, Giba deixou o ginásio para fazer exames. De acordo com nota oficial do time, ele sofreu uma lesão ligamentar.

Giba machucou o tornozelo e deve parar por três semanas

Giba machucou o tornozelo e deve parar por três semanas

“Já fizemos o exame de raio x e não foi constatada fratura na avaliação, que era o que mais preocupava. O Giba sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo direito. Vamos tratar e vai ficar tudo bem”, disse o Dr. Julio Nardelli, médico do Pinheiros. Segundo o médico, a previsão inicial é de três semanas parado. O ponta ainda passará por novos exames para ter um tempo de recuperação mais exato.

Giba era o destaque diante do Sesi e mostrava um belo entrosamento com o levantador Murilo. Ele estava bem fisicamente e vibrante, como estamos acostumados. Foi uma pena a lesão. E também doloroso ver o pequeno Patrick chorando ao ver o pai com o pé enfaixado! O Pinheiros parecia realmente estar se recuperando da crise do final do ano e impondo seu jogo, mas se abateu com a saída de Giba, cometeu diversos erros e levou um 3 sets a 1. Acho que ele vai fazer falta ao time, principalmente pelo bom momento que estava…

O lado bom da história foi a volta de Thiago Alves. O ponteiro ainda estava um pouco “devagar” depois de dois meses afastado após uma artroscopia no joelho. Ainda assim, conseguiu bloquear, atacar e se jogar para fazer uma bela defesa no quarto set. Com ele, o Sesi finalmente consegue colocar em quadra o time que era considerado titular quando a equipe foi formada no começo da temporada.

E Thiago falou sobre a sua volta. “Fiquei muito contente ontem (segunda-feira), mas sei que não estou 100% ainda. Agora é ir melhorando o ritmo de jogo ,pegando mais confiança nesses fundamentos que exigem salto e fortalecendo a perna”, explicou o atacante.

Mais uma vez, o elenco comandado por Giovane mostrou porque é líder da Superliga. Eles cresceram quando o Pinheiros perdeu Giba e, mesmo também cometendo alguns erros, variaram mais as jogadas e foram potentes no bloqueio. Já os donos da casa pouco usaram pouco os centrais no ataque.

No final, mais uma vitória para o Sesi (leia mais sobre a partida). Do outro lado, alento com a melhora do time neste começo de ano e preocupação com Giba. O restante da Superliga dirá quem tem mais chances de levar o caneco!

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Sem categoria | 19:51

Restam dois invictos na Superliga feminina… até quinta

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Um invicto já caiu… e outro cairá nesta quinta-feira. Depois de mais uma semana de jogos, a Superliga feminina segue com seus times apontados como favoritos em destaque e com a promessa de um grande jogo.

Jaqueline foi a melhor em quadra na vitória do Sollys sobre o BMG

Jaqueline foi a melhor em quadra na vitória do Sollys sobre o BMG

O atual campeão Sollys/Osasco perdeu o primeiro jogo no torneio em um 3 a 1 par o Usiminas/Minas. As paulistas erraram demais e viram as mineiras aproveitarem. Como comentou Carol Albuquerque, foram 30 erros. Assim, fica fácil para o adversário (leia mais sobre a partida).

Disposta a esquecer os tropeços, a equipe de Osasco entrou concentrada e disciplinada taticamente e venceu o BMG/Mackenzie por 3 sets a 0, com direito a dois 25 a 12 (leia mais sobre a partida). Depois da partida, o técnico Luizomar de Moura afirmou que os erros caíram de 30 para apenas nove. Bom, precisa explicar mais alguma coisa?

E o Usiminas/Minas deu muito trabalho a outro invicto nesta Superliga: o Pinheiros/Mackenzie. O time campeão paulista só venceu as mineiras por 3 sets a 2, de virada, em um grande dia de Ju Costa, eleita a melhor em quadra e a maior pontuadora do time, com 21 acertos (leia mais sobre a partida). Fica o alerta para acompanhar de perto do elenco mineiro.

Mas a equipe também mostrou uma característica que não é muito comum ao Pinheiros. O time venceu com o talento individual e não mostrou a sua grande força, que é o conjunto unido. De qualquer maneira, a equipe vive um bom momento e colocará isso à prova ainda nesta semana… (a gente já volta a falar disso!)

Bloqueio do Unilever cresce para cima do Vôlei Futuro

Bloqueio do Unilever cresce para cima do Vôlei Futuro

Já a Unilever, outra equipe invicta, se aproveitou dos erros do Vôlei Futuro e venceu por 3 sets a 1 na casa das rivais. A equipe de Bernardinho cresceu nas falhas de Paula e companhia nos dois primeiros sets. Depois, vacilou no terceiro, mas se recuperou e fechou logo a partida na sequência, usando a sua força no bloqueio (leia mais sobre a partida).

Falando nisso, o jogo ainda significou quebra de recorde para Valeskinha, que passou da marca de 600 bloqueios na Superliga. Prova de que altura ajuda, mas nem sempre é tudo. Temos o exemplo de Murilo, ótimo bloqueador com 1,90m. Valeskinha tem 1,80m, o que não e muito para uma central, mas compensa com bastante agilidade e habilidade, tanto que pode jogar no meio ou na ponta.

Agora, Unilever e Pinheiros/Mackenzie colocarão a sua invencibilidade em jogo na noite de quinta-feira, no primeiro confronto do ano no Maracañazinho. A partida será às 18h30 e terá transmissão da Sportv. Se o Pinheiros tem a sua força no conjunto, com uma equipe parecida com a da temporada passada, mas com bons reforços, como Soninha, o Unilever perdeu jogadoras importantes, mas se encaixou muito bem com as novidades. Sheilla é a segurança no ataque e Valeskinha e Juciely dão variedade pelo meio. Vejo no Unilever o entrosamento que, por exemplo, o Vôlei Futuro ainda não conseguiu…

Por enquanto, alguns favoritos e dois invictos na Superliga feminina. Vamos ver como fica essa história na quinta-feira!

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Diversos | 13:22

Quem disse que o Brasil é o país do futebol?

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Acabei de ler uma notícia que, no mínimo, contradiz uma velha tradição por aqui… de que o Brasil é o País do futebol! De acordo com o estudo “Nations of Sports”, feito pela divisão do grupo Havas especializada em marketing esportivo e de entretenimento, o Brasil é melhor no vôlei do que no futebol (leia mais). Nada que a gente que curte vôlei já não soubesse (risos!).

O estudo leva em conta os resultados conquistados nas principais competições, Olimpíadas e Campeonato Mundial, e o ranking mundial. Com três medalhas no masculino, três no feminino (só na quadra), três títulos mundiais  e um vice para os homens e três vices para a mulheres  fica simples entender essa liderança do vôlei. O futebol ficou com a segunda colocação entre os esportes com os melhores desempenhos e a natação, em terceiro.

Boa notícia para quem gosta de vôlei e reconhecimento para os atletas. E que 2011, que está só começando, traga mais medalhas de Liga Mundial, Grand Prix, Pan-Americano e vagas nos Jogos Olimpícos de Londres! Ah, sem falar em ótimas partidas pela Superliga…

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 Superliga | 14:38

A Superliga tem quantos favoritos?

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*atualizado dia 21, às 17h40

O que pode fazer um time se tornar o grande favorito em uma competição? Vamos a algumas opções: a) ter no histórico quatro títulos do torneio, incluindo o de atual campeão; b) ter investido pesado e contratado jogadores talentosos e renomados; c) ter elenco com bons jogadores em quadra e no banco, para alterar quando necessário sem perder o nível; ou d) ter uma equipe bem entrosada mesmo sem todas as estrelas dos rivais.

Pelo que estamos vendo nesta edição da Superliga masculina, todas as opções são válidas, mas nenhuma é garantia de sucesso absoluto. Isso porque, a cada rodada, novo favoritos aparecem na competição. E a semana passada foi um belo resumo disso.

A Cimed, dona dos quatro títulos e atual campeã, foi até Montes Claros e bateu os donos da casa por 3 sets a 1. Os catarinenses estão fortes e reforços como Jardel e João Paulo chegaram bem. Eu achava que o time mineiro poderia ter perdido o status de favoritos, já que viu jogadores importantes, como Lorena, Diogo, Piá, Acácio, saírem no último mercado. Mas a equipe segue com a mesma identidade e, sob comando do levantador Rodriguinho e do ponta Bruno Zanuto, ainda dá bastante trabalho.

Pinheiros, do Giba, venceu o Londrina e acabou com série de sete triunfos dos paranaenses

Pinheiros, do Giba, venceu o Londrina e acabou com série de sete triunfos dos paranaenses

Já para a opção “time de estrelas”, duas equipes estão em caminhos distintos. Na semana, o Vôlei Futuro, de Ricardinho, Leandro Vissotto e companhia, perdeu mais uma e levou sufoco em outra. Eles cairam diante do BMG/São Bernardo, como falamos por aqui, e venceram o lanterninha São Caetano/Tamoyo apenas no tie-break. Vale lembrar que na segunda partida, a equipe jogou sem líbero (Mário Jr e Daniel estavam suspensos), com Dentinho improvisado no fundo. Já o Pinheiros/Sky, agora só com dois olímpicos (Giba e Gustavo) parece estar se encontrando depois do tumultuado final de ano com as dispensas de Rodrigão e Marcelinho. Eles acabaram com a série invicta de sete jogos do Londrina/Sercomtel com direito a 3 sets a 0.

Entrosamento, sem dúvida, é fundamental para ter um time vencedor. O próprio Londrina acho que mostra isso. É uma equipe que teve investimento mediano, mas que se encaixou bem e vem crescendo. Entretanto, ter um elenco homogêneo também é muito importante. O Sesi, por exemplo, vive isso. Apesar de ter perdido a invencibilidade para os paranaenses, segue líder do torneio. E Giovane ainda não conseguiu colocar todos seus titulares em quadra por conta de lesões ou seleção brasileira. Por outro lado, ele conta com 16 atletas e tem peças de reposição. Japa, por exemplo, está jogando solto ao lado de Murilo nas pontas no lugar de Thiago Alves. Isso sem falar em Sandro, que está se destacando, e muito, no levantamento.

Fechado o primeiro turno da Superliga, eu não sei quem é “o” favorito ao título. Além desses times que comentei, tem outros que podem brigar até os playoffs como Sada/Cruzeiro, Vivo/Minas… A gente que está do lado de cá assistindo só agradece, afinal, quanto mais opções aparecerem, mais imprevisível e divertido fica!

E para completar, mas uma edição do Terceiro Set, o boletim semanal sobre vôlei do site do Milton Neves, parceiro do iG. Nesta edição, falamos com alguns representantes de times que se deram bem no começo da Superliga. Para ouvir, clique no link. Espero que gostem!

Superliga feminina

Entre as mulheres, tem gente que já desponta como favorito. São eles: Unilever, Sollys/Osasco e Pinheiros/Mackenzie. O time carioca mudou bastante para a temporada, mas se entrosou bem e ainda conta com Sheilla, que dispensa comentários. Já as equipes de São Paulo pouco mudaram e, por isso, se mantém no alto nível. Os três seguem invictos no torneio.

Enquanto isso, o Vôlei Futuro e suas estrelas, como também já falamos aqui, segue ainda com problemas. Elas levaram dois 3 sets a 0 na semana, de Pinheiros e Osasco. Mais uma vez, só grandes nomes não garantem vitórias…

A Superliga segue essa semana, com seus favoritos e candidatos a favoritos em quadra. Alguém por aí arrisca a apostar em um forte candidato ao título? Ou também apostam no equilíbrio? Quem quiser, deixe seu comentário!

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sábado, 15 de janeiro de 2011 Superliga | 15:52

Novo Terceiro set e plantão no final de semana

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Galera, sei que a Superliga está quente, que o Sollys/Osasco venceu o Vôlei Futuro por 3 sets a 0… Mas estou na correria no plantão e não consegui parar para escrever um bom texto para vocês. Eu volto na segunda, com um resumo do final de semana, combinado?

Além disso, deixo com vocês a nova edição do boletim semanal Terceiro Set, do site do Milton Neves, parceiro do iG. Tem mais uma parte da conversa do Murilo (que citei no post anterior), entrevista com Carol Gattaz explicando o seu tratamento com o médico da seleção brasileira de futebol e um comentário sobre os jogos da semana. Quem quiser ouvir, basta clicar no link.

Até mais!

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 Superliga | 11:58

Entrosamento é a palavra-chave

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Eu aproveitei a quinta-feira para ficar ao telefone e acompanhar parte do treino do Sesi, aqui em São Paulo. Tudo para uma matéria especial para o iG e para falar sobre as últimas rodadas da Superliga, tanto a masculina quanto a feminina, e esclarecer algumas “dúvidas”. Os resultados de algumas conversas estão aqui, em um post que tem de tudo um pouco! Mas uma ideia foi bastante repetida: entrosamento.

Conversa com Paula Pequeno
No último texto daqui do blog, eu falei sobre a equipe feminina do Vôlei Futuro, que parece não se encaixar em quadra. Como eu não consegui achar as explicações para o desempenho do time, aproveitei para conversar com quem está lá dentro. Perguntei para Paula Pequeno: o que acontece com o time cheio de estrelas como o Vôlei Futuro, que ainda não está no ritmo ideal?

“A gente segue buscando evoluir cada vez mais, mas ainda peca no entrosamento. Acho que ainda falta muito ao time”, respondeu a ponteira. Ela disse não saber em quanto o tempo a equipe conseguirá o sonhado entrosamento ideal, mas se mantém otimista. “Cada um sabe do seu trabalho individual e para o grupo. Estamos treinando e sei que a gente pode chegar muito longe”, completou.

A resposta foi dada, mas segue um pouco vaga. Como já escreveram por aqui, o time já está junto há um certo tempo e já estava na hora de formar um bom conjunto… Vamos esperar pela próxima rodada!

Conversa com Gustavo
O Pinheiros/Sky tenta se entrosar com o novo elenco depois das dispensas de Rodrigão e Marcelinho. Foi isso que disse o central Gustavo. Perguntei como estava o clima depois das dispensas, os treinos e tal e ele me disse: “O clima continua como era antes. Não mudou nada. Nós estamos aprendendo a jogar com o Murilo. Ele era o reserva, a gente já conhecia mas sabia jogar com o Marcelo. E o Vinhedo (novo levantador) acabou de chegar e a gente ainda tem que se acertar”. Depois, com a voz  mais confiante, ele afirmou: “A gente está com vontade de acertar e vencer”.

Os resultados estão aparecendo e, por enquanto, o Vinhedo é o cara das inversões. Foi assim na vitória sobre o Montes Claros e, de novo, na vitória sobre o Santo André/Spread. Espero que o clima realmente melhore e a equipe se acerte para ser mais uma a brigar e dar ainda mais emoção a essa Superliga.

Conversa com Murilo
Entrosamento não é problema para a equipe do Sesi. O time é o líder da Superliga e está se virando muito bem em quadra. “Temos um time equilibrado, mas até hoje a gente não conseguiu colocar em quadra aquela equipe contratada para ser titular em quadra”, lembrou Murilo. Primeiro ele perdeu alguns jogos por conta da seleção e de uma lesão no tornozelo. Depois, quando voltou, Thiago Alves passou por uma artroscopia no joelho… “Mas essa também é nossa força. A gente tem muita gente treinando, 16 jogadores, e tem peça de reposição”, completou.

Ele também falou sobre o jogo contra o Londrina, que seria logo mais. “É preciso atenção triplicada. Eles ganharam do Vôlei Futuro e do Medley, uma sequência muito boa. E imagina agora, eles tirarem a invencibilidade do Sesi? Eles vão chegar, vão agredir”, comentou.

E foi isso mesmo! Com um 3 sets a 2, o Londrina venceu e derrubou o último invicto na Superliga 2010/2011. O que isso significa? Que é melhor todo mundo se entrosar, porque esse torneio não está fácil e tem muita gente grande. Diversão a mais para quem acompanha!

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Seleção feminina | 13:47

A volta da Superliga feminina

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As mulheres voltaram para as quadras neste começo de 2011. A Superliga feminina teve dois jogos na noite de quarta-feira: um com resultado que me surpreendeu e outro, que eu já esperava. Pena que nenhum dos dois foi transmitido…

Paula Pequeno duela com Natália na rede

Paula Pequeno duela com Natália na rede

Em Araçatuba, o Vôlei Futuro recebeu o Pinheiros/Mackenzie na reedição da final do Campeonato Paulista. No Estadual, a série foi decidida apenas no último jogo e, pelo elenco das duas equipes, imaginava que esse reencontro também fosse equilibrado. Mas em pouco mais de uma hora e meia de partida, o Pinheiros fez 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/20 e 24/14.

As jogadoras de Araçatuba pouco falaram depois do confronto e, segundo o técnico William Carvalho, o time pecou pela falta de atitude dentro da quadra. Todos ficaram reunidos um bom tempo depois do jogo para tentar se acertar. E aí eu faço a pergunta: o que falta para esse time realmente encontrar em quadra? Galera de Araçatuba, que acompanha a equipe de perto, pode me ajudar a entender…

O elenco do Vôlei Futuro tem tudo o que precisa, como por exemplo: uma boa levantadora, Alisha Glass; uma boa líbero, Stacy Sykora; uma boa central, Fabiana; uma boa ponteira, Paula Pequeno e boas opostas, Tandara e Joycinha. Ainda sim, o time não estão bem e não tem grandes atuações, desde as finais do Paulista e, agora, na volta da Superliga (eu sei que essa foi a primeira derrota no torneio, mas esperava mais dessa equipe!). Quem sabe com mais treino e essa atitude em quadra a qual se referiu William elas não embalem.

No outro jogo, o Sollys/Osasco manteve o favoritismo e vence o Banana Boat/Praia Clube por 3 sets a 1, fora de casa, com parciais de de 25/18, 25/18, 21/25 e 25/19. Tentei conversar com as jogadoras do time paulista, mas elas estão concentradas para a próxima partida, justamente diante do Vôlei Futuro. O jogo será na noite de sexta-feira, às 21h, em Araçatuba, com transmissão da Sportv.

E essa partida deve render. Se o Vôlei Futuro pode enfrentar problemas para se acertar para a temporada, o Sollys/Osasco não deve ter essa preocupação. O time é o mesmo que conquistou a Superliga 2009/2010 e ainda conta com seis jogadoras da seleção, ou seja, todo mundo sabe jogar junto. Entretanto, por ter metade do elenco também sob o comando de Zé Roberto Guimarães, sofreu com o cansaço no começo da Superliga. Mas agora, depois da folga de final de ano, a equipe tem tudo para seguir como uma das favoritas ao título. Na sexta a gente vê quem leva a melhor (e como disse Natália no Tiwtter, concorre com a audiência do final de Passione!).

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