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Arquivo de dezembro, 2010

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Mais Europa, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:00

Retrospectiva 2010

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2010 chega ao fim e como já é tradição no Mundo do Vôlei, eu me despeço do ano com uma retrospectiva. 2010 foi o ano do tricampeonato mundial e do enecampeonato da Liga. Foi o ano de prata para a seleção feminina. Foi o ano de Murilo. Foi o ano de agitação no mercado com volta de nomes importantes ao Brasil e também de uma longa novela de Ricardinho com a seleção masculina. Clique nas fotos para relembrar os principais fatos de 2010. E aproveite e dê sua opinião: o que foi mais marcante neste ano? Feliz Ano Novo e até 2011!

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 Superliga | 12:39

As primeiras explicações sobre as dispensas no Pinheiros

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A minha volta ao trabalho depois da folga no Natal foi um pouco ansiosa, digamos assim. Na segunda e na terça-feira, Marcelinho e Rodrigão tiveram reunião com a Sky, patrocinadoras dos atletas, para conversar sobre as dispensas do elenco do Pinheiros. Passei os dois dias ao telefone, tentando falar com os atletas, mas, segundo a assessoria de cada um, eles se pronunciariam apenas por meio de notas oficiais. E isso aconteceu na noite de terça-feira…

Rodrigão, destaque da temporada 2010, deve fazer falta ao Pinheiros..

Rodrigão, destaque da temporada 2010, deve fazer falta ao Pinheiros..

Rodrigão falou que Mauro Grasso justificou a sua dispensa por falta de motivação. Rodrigão deu a sua resposta: “Sempre fui um atleta que respeitou e lutou pela equipe em que estava. Não sou um jogador de me acomodar e aceitar passivamente quando os resultados esperados não acontecem. Talvez essa minha característica tenha sido compreendida de outra forma pelas pessoas do Pinheiros”, afirmou (leia a nota na íntegra).

Marcelinho seguiu a mesma linha. “Na reunião, falaram que o Mauro Grasso pediu a minha dispensa porque estava me achando triste e desmotivado, mas nunca veio falar sobre isso comigo. Desmotivado eu não estava, não havia motivo pra isso, mas concordo que estava triste, sim, e não poderia ser diferente, os resultados não estavam aparecendo e todo o grupo estava muito incomodado com essa situação”, disse em seu comunicado oficial (leia o comunicado na íntegra).

O central, como disse no post anterior, é um jogador sincero e de personalidade. Eu admiro essas características. Ele é daqueles que veste a camisa e não abaixa a cabeça, tendo opiniões fortes. Tenho certeza que ele não estava feliz com o desempenho do time, mas não acho que pudesse ter se acomodado de alguma maneira.

Ao final da Superliga 2009/2010, por exemplo, ele me disse, sem rodeios, que um time não poderia depender apenas de quatro jogadores (os olímpicos contratados no começo do projeto – Rodrigão, Gustavo, Marcelinho e Giba) e que estava descontente (leia mais). Já nesta temporada, ele parecia mais confiante com a chegada de reforços como Tuba e Maurício e falava do Pinheiros como um conjunto de verdade. Ele estava envolvido no trabalho, mas as atitudes e palavras do central podem ter desagradado à comissão e ao técnico…

Para mim, se um time, mesmo com bons jogadores, não consegue ganhar, é preciso muita conversa para arrumar a casa e acabar até com possíveis estrelismos. E, pelo visto, isso foi o que não aconteceu no Pinheiros. Acho que a solução não é dispensar e, sim, trabalhar com os atletas. Todos ali eram profissionais e deviam estar dispostos a ajudar o time a crescer… pelo menos é isso que eu espero de jogadores como Rodrigão e Marcelo.

Nesta manhã o Pinheiros ainda argumentou, em nota, que as dispensas aconteceram por conta de decisões estratégicas e projetos distintos (leia mais). Será que a vontade de Rodrigão de ter uma equipe em Santos pesou para o time? O atleta afirma que todos sabiam de seu projeto e nega qualquer interferência em seu trabalho. No final, esse pode ser mesmo o destino do atleta… Ele pode se dedicar a montar a equipe e seguir treinando para manter a forma, já que não pode atuar em outro time brasileiro e nem quer sair do País. Já Marcelo segue com futuro indefinido e quer agora descansar ao lado da família.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 Superliga | 16:35

O que acontece com o Pinheiros/Sky?

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Ainda estou na minha semana de folga, mas levei um susto ao ver a notícia: “Rodrigão e Marcelinho são dispensados do Pinheiros/Sky por razões técnicas”. Assim, sem maiores explicações, o time do técnico Mauro Grasso demitiu dois destaques do elenco.

Rodrigão está em uma excelente temporada, pelo menos mostrou isso na seleção brasileira. Ele foi muito importante na conquista da Liga Mundial e do tricampeonato mundial na Itália. O central é um ótimo bloqueador e foi fundamental na rede de Bernardinho. Marcelinho é um levantador que ganha na regularidade, mas peca um pouco na velocidade. Ainda sim, é experiente e pode se adaptar ao time. Sabendo de tudo isso, quais seriam essas “razões técnicas”? O Pinheiros ainda não se pronunciou oficialmente, mas a explicação pode vir de fora das quadras…

Rodrigão é um jogador sincero e com personalidade. No ano passado, na estreia do time chamado de galático, com campeões mundiais e liderado por Giba, ele criticou os maus resultados. A crise passou, a equipe fechou a Superliga em terceiro lugar, manteve seus astros e se reforçou nomes como Tuba e Maurício para essa temporada, mas o clima parece não ter ficado tão bom assim.  

O Pinheiros segue sem um grande desempenho. Mesmo com um belo elenco, foi derrotado nos clássicos da Superliga 2010/2011. Até o momento, foi bem contra as equipes medianas e perdeu para os times grandes e candidatos ao título (Sada/Cruzeiro, Cimed, Vôlei Futuro e Sesi), somando quatro derrotas em 11 jogos. A culpa disso é dos dois dispensados? Eles se comportaram mal? Discordaram de atitudes da comissão? A verdade é que é complicado jogar com alegria o tempo todo com a falta de resultados, como disse Rodrigão à imprensa.

Não sei o que acontece com o Pinheiros/Sky, que tem um bom elenco, mas não consegue embalar. Mas acho que Mauro Grasso e a comissão erraram na decisão. Gustavo é um excelente bloqueador, mas não pode jogar sozinho. Rodrigão fará falta, sem dúvida.

Agora ele e Marcelinho estão sem emprego. O prazo de troca para quem não havia entrado em quadra era até a quarta-feira, dia da dispensa. Mas eles atuaram em quase todas as partidas do Pinheiros na Superliga. Para acertar com outro clube, podem tentar uma brecha na regra, com uma autorização por escrito de todos os participantes do torneio. Mas no final, eles foram os maiores prejudicados. Como Bernardinho disse em entrevista ao Sportv: “é estranho”.  

E você? O que achou das dispensas do Pinheiros/Sky? Como o time irá se comportar agora na Superliga? Deixe seu comentário!

P.s: ficarei longe da redação mais alguns dias, mas essa notícia me pegou tão de surpresa que não poderia ignorar…. Volto na semana que vem e vou preparar um retrospectiva de 2010 com títulos do Brasil, lesões, “novela” Ricardinho e, agora, mais sobre as dispensas no Pinheiros. E parabéns a Murilo, pelo prêmio de melhor atleta do ano do começo da semana! Até a volta e Feliz Natal!

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 Sem categoria | 15:57

Novo programa e um pouco de descanso

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Galera, vou ficar uns dias fora do blog. Terei uma semana de folga aqui e não sei se conseguirei acompanhar os jogos nesse tempo… Mas deixo para vocês a nova edição do programa Terceiro Set, do site do Milton Neves, parceiro do iG. É um resumo com o que aconteceu na semana no vôlei e eu comento o duelo Ricardinho x Bruninho na Superliga.

Para ouvir o Terceiro Set, clique aqui. Abraços e até mais!

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 Superliga | 09:33

Confusão nas rodadas da Superliga masculina

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*atualizado dia 16/12, às 21h40

Qual é a rodada da Superliga masculina desta semana? Acertou quem respondeu primeira, que contou com a vitória do Vivo/Minas sobre o Medley/Campinas por 3 sets a 1 em casa. Mas acertou também quem disse 2ª, 3ª ou mesmo 11ª. As partidas de todas essas rodadas estão marcadas pela esta semana Eu confesso que estou um pouco perdida…

Líder Montes Claros na vitória sobre o Sada/Cruzeiro

Líder Montes Claros na vitória sobre o Sada/Cruzeiro

Nesta temporada, o torneio nacional começou mais cedo, ainda em novembro, e alguns times estavam nos campeonatos estaduais e estrearam depois. É o caso do Vôlei Futuro, que tem apenas seis jogos, enquanto o BMG/Montes Claros, atual vice-campeão, já fez 10 partidas (o Campeonato Mineiro terminou antes da Superliga). Os jogadores gostaram do novo calendário, já que têm, na maioria das vezes, mais tempo de descanso entre um confronto e outro (fiz uma reportagem para o iG sobre isso), mas agora eu acho que está confuso para acompanhar.

Por enquanto, o Montes Claros é o líder, com um jogo a mais. Já o Sesi, único invicto do torneio, está em terceiro, com oito partidas, duas a menos que os mineiros. Aos poucos, com a folga de um time a cada rodada, as coisas vão se acertar. Enquanto isso, tento acompanhar daqui. Qualquer coisa, aceito ajuda! Para facilitar, a CBV tem uma tabela em ordem cronológica com os jogos (clique aqui).

Mundial de clubes
Mudando um pouco de assunto, esta quarta-feira foi o dia da estreia do Sollys/Osasco, representante do Brasil, no Mundial de clubes. As comandadas por Luizomar de Moura venceram o Federbrau, da Tailândia por 3 sets a 0, mas não foi tão fácil como era o esperado. As brasileiras venceram o primeiro set com facilidade (25 a 15), mas depois sofreram. Fizeram 26 a 24 no segundo set, mas cometeram muitos erros, principalmente na hora de liquidar a parcial. O mesmo aconteceu no set seguinte e o time de Osasco fechou apenas em 28 a 26. (leia mais sobre a partida).

Já no segundo jogo, como era esperado, o Osasco encarou um adversário bem mais complicado. O time de Luizomar de Moura encarou o Fenerbahce, da Turquia, comando por Zé Roberto Guimarães e com estrelas como Fofão e a russa Sokolova. As brasileiras perderam por 3 sets a 0 (25/17, 25/23 e 25/16), reconheceram a superioridade das adversárias (leia mais) e agora torcem pelo time turco.

O Sollys/Osasco folga na próxima rodada, mas se o Fenerbahce venceu o Fenerbau, o que é bem provável, avança na competição.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 Superliga | 22:11

Clima quente e duelo de levantadores na Superliga

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Vôlei Futuro x Cimed, o jogo desta noite da Superliga masculina poderia ser visto sob diversas perspectivas. Era o duelo do time já tradicional e tetracampeão nacional contra o novo favorito. Ou o duelo das renovações, já que as duas equipes mudaram bastante para essa competição, seja por não ter conseguido manter a base (caso da Cimed, que perdeu jogadores, mas fez boas contratações) ou por ter contratado estrelas (caso do Vôlei Futuro, com Ricardinho, Vissotto e companhia). Mas acho que foi o duelo de duas gerações de levantadores. Só não precisava acabar em confusão…

Mas antes da briga, vamos aos nossos levantadores. De um lado Ricardinho, que ainda se recupera de uma lesão no joelho direito, mas estava relacionado para a partida. Do outro lado, Bruninho, campeão mundial com a seleção. Os dois estiveram frente a frente a partir do final do set. Para entender melhor essa disputa, um resumo do jogo.

A Cimed começou melhor, com volume e Bruno inspirado. Já o Vôlei Futuro conseguiu impor o ritmo acelerado e dar trabalho com a entrada de Ricardinho, que assumiu a titularidade. Ainda assim, a Cimed fechou o primeiro set. No segundo, o jogo foi bem mais equilibrado e Ricardinho colocou Leandro Vissotto na partida. Depois de 47 minutos, Bob, oposta da Cimed, chamou a responsabilidade, acertou um saque e acabou a parcial em 36 a 34.

Na sequência, o melhor momento do Vôlei Futuro na partida. O time conseguiu crescer na reta final do terceiro set e venceu. No quarto set, a Cimed voltou a ficar na frente, mas no final, o bloqueio do Vôlei Futuro acertou e, no erro do líbero catarinense, fez 31 a 29 e empatou a partida. Mas, no tie-break, o Vôlei Futuro deu muitos erros e ficou fácil para a Cimed fechar em 15 a 8, com 3 sets a 2.

De volta aos levantadores… A entrada de Ricardinho deu ritmo ao Vôlei Futuro. Todos os jogadores estão batendo bolas aceleradas, até o oposto Leandro Vissotto com seus 2,12m e que sempre fazia um ataque um pouco mais lento. Tanto que ele virou um dos principais atacantes com Ricardinho em quadra, depois de um primeiro set bastante apagado.

Já Bruninho, além de distribuir bem, ousou nas bolas de meio. O entrosamento dele com os meios é grande, principalmente com Éder, e ele chutava para o centro mesmo afastado da rede. Com isso, segurou o bloqueio e deixou as pontas livres quando precisou trabalhar.

E nessa batalha, o “novato” se deu bem. Além de vencer o jogo, Bruno foi eleito o melhor da partida.

Clima quente acaba em briga
Apesar dos muitos erros de saque, dos dois lados,a partida foi boa, com defesas e armações de jogadas bem bonitas. Mas o clima estava quente… Nas comemorações, Jardel se virou diversas vezes para o Vôlei Futuro até levar um cartão amarelo. A torcida de Araçatuba fez o seu papel e colocou pressão o tempo todo e, no final, os jogadores perderam a cabeça.

Segundo o técnico Marcos Pacheco, em entrevista ao canal Sportv, Daniel, líbero reserva do Vôlei Futuro, veio tirar satisfação com o Jardel enquanto os jogadores se cumprimentavam na rede. Pelas imagens, foi possível ver Luizinho discutindo com o central da Cimed e outros atletas tentando separar. Depois, os catarinenses foram para o vestiário e, da porta, continuaram a reclamar.

Mais uma vez com o Vôlei Futuro e mais uma vez com o líbero reserva supostamente envolvido. O time já se desentendeu com o Sesi, no Paulista. Para que isso? Por que estragar o espetáculo? A torcida está ali para gritar e até se exaltar. Mas o jogadores são profissionais e têm quem saber ter sangue frio para escutar e responder na bola. E não podem perde a cabeça, ainda mais depois da vitória. Como também disse Pacheco, têm que saber ganhar e perder. Mais um episódio ruim em uma noite que tinha tudo para ficar apenas marcada pelo duelo de dois levantadores…

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sábado, 11 de dezembro de 2010 Superliga | 20:20

Com bom grupo, Vôlei Futuro leva o 1º da maratona

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*atualizado dia 13/12, às 15h09

O time masculino do Vôlei Futuro tem uma maratona complicada pela frente na Superliga. A equipe de Araçatuba enfrentou neste sábado o Pinheiros/Sky, encara a Cimed na segunda-feira e viaja para Minas Gerais para pegar Sada/Cruzeiro (dia 16/12) e Vivo/Minas (dia 18/12). Pelo menos a primeira etapa da série já foi vencida.

Ainda sem Ricardinho, que se recupera de uma contusão no joelho, e Lucão, que passou por uma cirurgia na mão esquerda e deve ficar fora das quadras por 45 dias (leia mais), o Vôlei Futuro fez 3 sets a 0 para cima do Pinheiros/Sky e mostrou que não é de estrelas que vive uma equipe. Ter um grupo bem preparado é o mais importante. E vontade de vencer também ajuda…

Eles foram para a quadra com o mesmo time que perdeu para o Sesi por 3 sets a 2, com Leandro no levantamento e Aurélio pelo meio. Mas, como disse Leandro Vissotto ao Sportv depois da partida, dessa vez a equipe foi guerreira e teve vontade de jogar e vencer, o que ele mesmo assumiu ter faltado contra o Sesi. Com uma postura ofensiva, o Vôlei Futuro fez um jogo equilibrado, soube virar o placar e acabou logo com a partida, com parciais de 25/22, 25/21 e 25/23 (veja como foi o jogo set a set). Para coroar o grupo, o prêmio de melhor em quadra foi para Leandro, o reserva de Ricardinho. Já o Pinheiros, de Giba, Rodrigão, Gustavo, Marcelinho e companhia, não se achou no saque e, quando assumia a liderança, errava nas finalizações.

O Vôlei Futuro chamou a atenção ainda antes do começo da temporada com o seu time de estrelas como Ricardinho, Leandro Vissotto, Lucão e Mario Jr. Mas de que adianta jogadores renomados sem gente boa no banco para entrar quando é preciso? Ou pouco entrosada, como ainda é o caso do time feminino de Araçatuba, que perdeu a final do Paulista para o Pinheiros, que mostrou sintonia e foi eficiente em quadra, mesmo sem tantas selecionáveis (leia mais no post anterior)? Ter um bom grupo, com peças de substituição e prontas para entrar e segurar o alto nível, pode ser a chave de uma temporada de sucesso, ainda mais com um torneio longo e desgastante como a Superliga. E uma maratona dura de jogos pela frente!

Outros clássicos do sábado
No outro grande jogo deste sábado, o Sesi venceu o Medley/Campinas por 3 sets a 1 (23/25, 25/22, 25/18 e 25/17) e continua invicto nesta Superliga. Está aí mais um time que é grande e tem chances de levar o título. E no clássico mineiro, o BMG/Montes Claros passou pelo Sada/Cruzeiro por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 25/20). Paulinha, torcedora do MOC, estava no jogo e contou ao blog que a torcida, como já é costume, lotou o ginásio, fez muita festa e até contagiou os jogadores do banco de reservas. Ela disse que o levantador Rodriguinho foi o destaque da partida. E vale lembrar que ele é o renascente do time que levou o vice-campeonato na temporada passada. O time todo mudou, mas parece que o levantador já se acostumou bem aos novos companheiros.

P.s.: infelizmente eu não assisti ao clássico mineiro. Mas o espaço do blog é de vocês! Quem esteve lá no ginásio, pode comentar contando o clima e o que achou da partida. Qualquer coisa, eu completo no texto aqui!

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 Diversos, Superliga | 23:52

Pinheiros é bicampeão paulista feminino

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Acabou o Campeonato Paulista feminino e o troféu ficou em casa. Jogando ao lado da torcida, o Pinheiros/Mackenzie bateu o Vôlei Futuro por 3 sets a 0 (25/20, 25/20 e 27/25), fechou a série melhor de três e conquistou o bicampeonato do torneio estadual, terceiro título no total.

Na partida da noite de quinta-feira, o Vôlei Futuro parecia que iria dominar e saiu na frente em todos os sets. O primeiro e o segundo foram praticamente iguais. A equipe de Araçatuba liderou, abriu com os erros de defesa do Pinheiros e, depois, vacilou no ataque e parou no bloqueio. A equipe da capital marcou seis pontos no fundamento em cada parcial e, com isso, virou e fechou.

Já o terceiro set foi o mais emocionante. Pela primeira vez no jogo, o Pinheiros perdeu um pouco o poder de conclusão nos ataques e o Vôlei Futuro passou a variar os ataques, fugindo dos bloqueios. Os times se alternaram na liderança, e a equipe de Araçatuba chegou ao primeiro set point. Mas com um bloqueio e uma bola de cheque, Ju Costa virou  o jogo e fez 27 a 25, dando o título ao Pinheiros (leia mais sobre a partida).

Pinheiros fatura mais um título do Campeonato Paulista

Pinheiros fatura mais um título do Campeonato Paulista

Acertos da decisão
Ju Costa e Soninha: lideram a categoria dos “acertos”. As ponteiras foram as principais jogadoras de ataque do Pinheiros, errando pouco e dando segurança à levantadora Fabíola. Grande partida das duas jogadoras.

Fabíola: única jogadora da seleção brasileira do Pinheiros, a levantadora praticamente não errou na distribuição e viu suas atacantes não terem dificuldades em passar pelo bloqueio do Vôlei Futuro. Como o time manteve a base do ano passado (Soninha foi a principal novidade), Fabíola já está acostumada ao elenco e jogou solta, usando, por exemplo, muito mais a velocidade e as inversões de uma ponta a outra da rede do que o lado de Araçatuba.

Lia: a oposta ficou escondida no ataque graças ao desempenho das ponteiras nos primeiros sets, mas cresceu e foi uma parede no bloqueio, comandando as viradas. No último set, também atacou mais e deu fôlego para a levantadora variar as bolas.

Michele: a líbero do Pinheiros sabia que do outro lado estava Stacy Sykora, melhor líbero do mundo, que faria belas defesas. Michele também fez seu trabalho e deu volume ao time da capital, dando o peito em diversas bolas, sem medo.

Conjunto (ou falta dele): o que se falou o campeonato inteiro foi comprovado na final. Se o Vôlei Futuro contava com estrelas individuais, o Pinheiros se destacou pelo conjunto. Todas estavam na mesma “sintonia”, no mesmo ritmo depois de meses de treinamento. Já do lado de Araçatuba, a falta de entrosamento atrapalhou. A norte-americana Alisha Glass é uma bela levantadora, mas ainda não tem a confiança e o tempo perfeito para as jogadas de velocidade. Tanto que, com ela em quadra, a central Fabiana não bateu bolas rápidas, apenas algumas chinas, com uma bola um pouco mais alta. Isso fez o jogo ficar marcado nas pontas e fácil para o bloqueio do Pinheiros. O Vôlei Futuro ganhou novo ritmo com Ana Cristina, que substituiu Alisha no segundo set e seguiu até  o final. As centrais Fabiana e Fernanda Gritz apareceram mais, tanto que o jogo ficou bem mais equilibrado. Mas o Pinheiros conseguiu se segurar, variar as jogadas e fechar.

Vibração: desde o primeiro ponto, os dois times estavam muito vibrantes, mas cada um a sua maneira. Enquanto as meninas do Vôlei Futuro pulavam e abriam largos sorrisos, a equipe do Pinheiros soltava a raiva a cada ponto. no final, o time guerreiro, como definiu Fabíola, levou a melhor.

E o balanço da final…
O Campeonato Paulista feminina corou o time mais entrosado, que sabe sair das adversidades e se aproveitar da força da torcida. O Pinheiros eliminou o Sollys/Osasco na semifinal, um time que contava com seis jogadoras que tinham acabado de chegar da seleção. Agora, fechou a série melhor de três decisiva sobre o Vôlei Futuro, que tinha quatro atletas vindas do Mundial e Paula Pequeno, que se recuperou de lesão no tornozelo ao longo do Paulista. E o Pinheiros era o time que, mesmo sem as estrelas das rivais, se conhecia muito bem, treinou junto todo o torneio e levou a vantagem.

O título fica em boas mãos e, agora, é pensar na Superliga. E aí será o momento de o Vôlei Futuro crescer realmente. Com treinos e entrosamento, a equipe vai ganhar a desenvoltura para acelerar e variar as jogadas e dará trabalho. Já o Pinheiros se deu bem com a chegada de Soninha e ainda tem o poder de Ju Costa e Lia e a boa fase de Fabíola. Pois é, a Superliga promete…

E você? O que achou da terceira partida da final do Paulista? E o que espera da Superliga? Deixe seu comentário!

P.s.: também comentei sobre a atuação das jogadoras do Pinheiros no Terceiro Set, boletim sobre do vôlei do site do Milton Neves, parceiro do iG. Quem quiser ouvir, aí está o link

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Superliga | 11:31

Bloqueio compensa erros e dá vitória ao Unilever

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Usiminas/Minas x Unilever foi o destaque da rodada da noite de terça-feira na Superliga feminina. Pelos nomes, era esperado um jogo bom, afinal, as cariocas, mesmo renovadas, são uma das favoritas ao título, e as mineiras contavam com destaques como a cubana Herrera e a forte norte-americana Nicole Fawcett. Na prática não foi bem assim. Com muito erros de ataque, o jogo foi feio, mas o Unilever cresceu no bloqueio e venceu sem muitos problemas por 3 sets a 0.

A equipe de Bernardinho marcou 14 pontos no fundamento. O time de Belo Horizonte marcou apenas um ponto no bloqueio, com Nicole, já na terceira parcial. E aí vem a “estranheza” da partida. É normal errar ataque com o bloqueio armado, pressionando o tempo todo, como fez o Unilever. Mas mesmo tendo um bloqueio ineficiente do outro lado, as cariocas também desperdiçaram muitas bolas, inclusive a oposta Sheilla. Foram mais de 25 erros no ataque, contando os dois times, o que deixou o jogo feio…

Juciely já está jogando solta ao lado de Dani Lins

Juciely já está jogando solta ao lado de Dani Lins

Essas falhas apareceram logo no primeiro set, mas o Unilever se achou com Suelle no final e fechou a parcial. Depois, abriu 6 a 0 e dominou, chegando a 20 a 9, com vários pontos no bloqueio. Bernardinho inverteu o 5-1, o time perdeu o ritmo e o Usiminas teve o seu melhor momento, chegando a 23 a 19, mas acabou perdendo. Nova vantagem gigante no placar, agora com as titulares em quadra, e o Unilever fez 21 a 9 e logo venceu a partida.

Sintonia em quadra
Antes da estreia na Superliga, a líbero Fabi conversou comigo por telefone e me disse que esse era o momento para entrosar a equipe. Ela não sabia ao certo quanto tempo isso levaria, mas brincou: “Pode demorar um mês, ma seria ótimo se fosse em um jogo”. Não foi em uma partida, mas foram em três.

O Unilever está invicto na Superliga, com três vitórias, e, apesar das falhas na definição, está se mostrando bem tranquilo em quadra. Faltou um pouco de capricho para concluir os contra-ataques, mas a equipe defendeu muito bem, com bela atuação de Fabi. E Dani Lins trabalhou com o passe na mão o tempo todo. Falando nisso, a levantadora está muito bem ao lado tanto de Valeskinha e Juciely, como Sheilla, todas jogadoras que acabaram de chegar ao time. Dani conseguiu impor velocidade ao ataque carioca e esse é o caminho para que o time cresça nesta Superliga. É mais uma temporada que Bernardinho e suas comandadas dão pinta de que brigarão pelo título.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Diversos | 14:58

Na final do Paulista, cresce quem joga em casa

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O Campeonato Paulista feminino será decidido na terceira partida e, por enquanto, o fator casa tem influenciado. Depois da vitória no primeiro jogo em São Paulo do Pinheiros, o Vôlei Futuro deu o troco em Araçatuba no final de semana e se recuperou. O último confronto será na noite de quarta-feira, às 21h, na casa do Pinheiros. E aí? Quem leva?

Vôlei Futuro vence e empata série final do Paulista

Vôlei Futuro vence e empata série final do Paulista

Pelo primeiro jogo, diria que o Pinheiros, já que elas dominaram e, a cada set, mostraram um ponto forte, usando bem bloqueio, saque e ataque e errando pouco. Já o Vôlei Futuro falhou muito no fundo de quadra e não conseguiu se armar (leia mais sobre a partida no post anterior).

No jogo de sábado, a situação se inverteu. O pouco tempo de treinamento junto já parece ter entrosado a equipe de Araçatuba e a levantadora norte-americana Glass, como comentaram aqui, achou o tempo de suas atacantes. O passe ainda começou com falhas e colaborou com a derrota no primeiro set, mas, depois, o time de acertou. A líbero Stacy Sykora pode ser a diferença no fundo desse time. Na segunda parcial, o Pinheiros parou, errou muito e foi batido facilmente. Na sequência, finalmente o jogo que todos esperam, com bastante equilíbrio. O Vôlei Futuro contou com apoio da torcida e fechou em 3 sets a 1 (21/25, 25/14, 26/24 e 25/22).

Pode-se dizer que agora as duas equipes já mostraram o que sabem. Se o Pinheiros leva a vantagem no conjunto e nos ataques de Ju Costa e Lia, o Vôlei Futuro está se entrosando e se aproveitando dos reforços de Fabiana, Paula, Glass e Syokora para crescer.

O ginásio do Pinheiros é pequeno e o “fator casa” pode ajudar, já que a torcida fica próxima à quadra e consegue fazer pressão. Mas o pessoal do Vôlei Futuro, assim como na decisão do Paulista masculino (o time venceu o Sesi no último jogo aqui em São Paulo), já está preparando um ônibus que sairá do ginásio de Araçatuba às 10h30 da manhã (para quem quiser, aí está o site oficial). A casa estará cheia e o jogo promete ser de alto nível… Vamos ver quem sai dessa campeão!

P.s.: post teve algumas dicas de Diogo Miloni, parceiro do boletim Terceiro Set. Brigada!

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