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Arquivo de novembro, 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010 Diversos, Superliga | 08:15

Volta para casa… nova ou velha

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Sei que estou devendo falar por aqui sobre os Campeonatos Estaduais e sobre a Superliga, mas vamos retomar aos poucos? Para começar, o Paulista….

Fabiana cresce no bloqueio contra o São Bernardo

Fabiana cresce no bloqueio contra o São Bernardo

O torneio por aqui a semana passada foi a volta para  casa de diversas jogadoras da seleção brasileira, umas para casa nova, outras para a casa velha. E parece que quem experimentou a novidade de seu melhor. O Vôlei Futuro, bastante reformulado para a temporada, está na final do estadual depois de duas vitórias, sem muita facilidade, sobre o BMG/São Bernardo (leia mais).

Segundo a central Fabiana, uma das novidades da equipe de Araçatuba, o time se apresentou melhor do que ela esperava neste começo de trabalho. Não pelo entrosamento, que ainda precisa ser melhorado, mas pela atitude. Ela me disse que viu o time buscando o resultado dentro de quadra e que, por isso, estava satisfeita.

E o Vôlei Futuro é um dos grandes times da temporada, pelo menos no papel. Além de Fabiana, tem Joycinha, mais uma vice-campeã mundial, a ponteira Paula Pequeno, que está recuperada da lesão no tornozelo e voltando à forma, e as norte-americanas Glass e Sykora. E ainda tem a oposta Tandara. Ou seja, está forte em todas as posições e começou bem a temporada, com a vaga na final.

Comentei sobre isso no programa Terceiro Set, do site do Milton Neves, parceiro do iG. No boletim, gravado na sexta-feira, falo um pouco da chegada dos reforços ao time do interior de São Paulo. Clique no link Boletim Terceiro Set para ouvir. (Visite também a página do programa)

Bloqueio do Pinheiros marca a central Thaísa

Bloqueio do Pinheiros marca a central Thaísa

Do outro lado, entretanto, o novo time vai encontrar uma equipe que já está acostumada a jogar junta, depois de todo o Campeonato Paulista. O Pinheiros, na outra semifinal, venceu o Sollys/Osasco na última partida da série, no final de semana.

Nesse caso, quem voltou para a antiga casa não se deu bem. O time de Osasco tem seis jogadoras da seleção (Natália, Jaqueline, Sassá, Thaísa, Adenízia e Camila Brait) e parecia que chegaria à final depois dos fáceis 3 sets a 0 na segunda partida da série. Porém, o time caiu no último jogo para um time de apenas uma vice-campeã mundial, a levantadora Fabíola, mas mais acostumado ao conjunto.

Ju Costa, maior pontuadora da vitória por 3 sets 1 resumiu a partida: “Estou até arrepiada. A gente sabia que estava disputando contra uma bela equipe, cheia de selecionáveis, mas nós mostramos mais uma vez a força do nosso grupo” (leia mais).

Espero em uma final de alto nível aqui em São Paulo, como foi no masculino, quando o Vôlei Futuro bateu o Sesi. O Pinheiros chega com a tradição e o vôlei Futuro, com a novidade. Individualmente, a equipe de Araçatuba é melhor, mas só isso vale? A gente descobre a partir de quinta-feira, na primeira partida da decisão, às 20h (horário de Brasília) no Pinheiros. O segundo jogo será na casa do Vôlei Futuro, no dia 4 de dezembro, às 19h30 Se necessária,a terceira partia será de novo na capital, no dia 8/12, às 21h.

E falando em volta para casa, seja nova ou velha, a oposta Sheilla, um dos grandes reforços para a temporada, estreia nesta noite pelo Unilever na Superliga, na partida contra o São Caetano, seu ex-clube. Mas nesse caso, o time do Rio de Janeiro deve vencer sem problemas… Amanhã eu volto, para falar mais da Superliga! Até!

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010 Diversos | 09:34

Até o vôlei carioca sofre com a violência

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*atualizada às 14h56

O Rio de Janeiro passa por dias tensos com o clima de guerra entre policiais e traficantes de morros não pacificados na cidade. E a violência chegou ao voleibol. Por conta dos veículos queimados e da violência, a final do Campeonato Carioca entre Unilever e Macaé, que seria na noite de quinta-feira, foi adiada (leia mais). A partida será no dia 22 de dezembro.

Na manhã da quinta-feira eu conversei com a Fabi, líbero do Unilever, para uma matéria sobre a Superliga, mas a violência na cidade também “entrou” na entrevista. Enquanto falávamos, ela foi interrompida por um membro da comissão técnica que perguntava como tinha sido o caminho para o treino. Fabi respondeu que foi tudo bem e que demorou apenas uns 20 minutos para chegar ao ginásio, até menos do que esperava. Quando voltou a falar comigo, ela comentou: “Você está sabendo como as coisas estão aqui, né? Parece guerra. Tá feio!”.

As jogadoras concordaram com o adiamento da final do Estadual. “Cancelaram o nosso jogo aqui no Tijuca. Foi de muito bom senso”, disse Mari em sua página no Twitter. E ela ainda brincou, fazendo referência àqueles que passaram as madrugadas em claro para assistir aos jogos do Mundial. “Olá galera Zumbi, vamos ficar bem acordados porque com essa guerra toda nem vai rolar ficar com sono rsrs. Hoje será galeraligada”, postou. Já Sheilla, que estrearia no Unilever no jogo, fez um pedido. “Vou orar bastante pro Papai do Céu nos proteger!!! Proteger a Cidade Maravilhosa!!!”.

E esse não foi a primeira vez que a equipe da Unilever foi “vítima” no Rio de Janeiro. Lembram na Superliga 2009/2010, quando o time ficou ilhado (veja o post) por causa das fortes chuvas?

Reta final no Paulista
Aqui em São Paulo, o Estadual está em fase de definição dos finalistas. Em uma chave, Pinheiros e Sollys/Osasco estão empatados e decidem a vaga na final na manhã deste sábado, às 12h (horário de Brasília), na casa do Pinheiros. Do outro lado, o Vôlei Futuro joga nesta noite em casa, às 19h, contra o BMG/São Bernardo e com uma vitória já está classificado.

Quem é quem na Superliga
O final de semana também é da estreia na Superliga feminina. BMG/Mackenzie, campeão mineiro, encara o Banana Boat/Praia Clube na abertura do torneio. Fiz uma matéria com um perfil de cada equipe que disputa a competição. Aí está o link para quem quiser…. Conheça os times que disputam a Superliga feminina 2010/2011

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Diversos | 15:20

Fim de semana de decisão, guerra e paz

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Dois campeonatos estaduais conheceram seus campeões neste final de semana. Em São Paulo, o Vôlei Futuro bateu  o Sesi por 3 sets a 0 no último jogo da série e ficou com o título no masculino. Em Minas Gerais, o BMG/Mackenzie superou o Usiminas, também na terceira partida dos playoffs, e foi campeão entre as mulheres. E as duas decisões tiveram seus momentos de guerra e de paz.

No Paulista, a confusão ficou visível segundo jogo da série. Depois de vencer o primeiro confronto em casa por 3 sets a 2, o Sesi foi a Araçatuba precisando de um triunfo para levar o ouro. Mas o Vôlei Futuro fez 3 a sets a 0 e o clima esquentou, principalmente entre Leandro Vissotto e Serginho. Eles se provocaram, trocaram ofensas e não se cumprimentaram ao final do jogo, gerando a confusão (leia mais).

No último jogo, na manhã de sábado, nova vitória por 3 sets a 0 do Vôlei Futuro e o clima parecia tenso. Serginho cobrava a equipe do Sesi em todos os tempos de maneira veemente, característica do jogador. O time de São Paulo começou mal, sofrendo com o saque adversário e não encaixando o seu serviço. “Tudo começou a ser decidido ali. O Sesi não estava num bom dia no saque”, analisa Leandro Vissotto.

A equipe de Murilo e companhia reagiu e cresceu no terceiro set, com o passe funcionando. Mas o dia não era deles. “Eles tiveram o set na mão, mas a gente acreditou que teria uma oportunidade para conseguir virar e deu certo”, afirma o oposto de Araçatuba.

Depois da partida, mais do que a festa do Vôlei Futuro, foi importante ver o abraço na rede entre Vissotto e Serginho. “Tudo foi coisa de jogo. Nós dois estávamos querendo muito vencer. Mas acabou tudo ali, na quadra, e o que fica é a comemoração, o bonito do jogo”, completa Vissotto.

Vôlei Futuro é campeão paulista 2010

Vôlei Futuro é campeão paulista 2010

Tapa na cara em Minas
O clima foi ainda mais tenso em Minas Gerais. BMG/Mackenzie e Usiminas também fizeram uma decisão equilibrada e a confusão, mais uma vez, foi no segundo jogo da série, no sábado. O Usiminas venceu por 3 sets a 2 e, depois da partida, a oposta do Mackenzie Aline Siqueira, conhecida como Wime, foi tirar satisfação com a cubana Herrera por conta das provocações que ela disse ter escutado da rival durante todo o jogo. Segundo a imprensa local, Wime chegou a acertar um tapa na cara de Herrera e briga teve que ser apartada por membros da comissão técnica dos dois times. No domingo, sem confusão, o Mackenzie venceu por 3 a 1 e levou o Estadual. A oposta campeã se desculpou com a torcida e disse que perdeu a cabeça.

Sou apaixonada por voleibol e fiquei bastante decepcionada com esse clima nos jogos. As provocações existem, ainda mais em decisões, mas os jogadores são profissionais e tem que saber lidar também com isso. Mas fico feliz com a reconciliação, principalmente entre Vissotto e Serginho. Afinal, estamos falando de um ídolo do esporte, um líbero que é conhecido pela garra, determinação e o “sangue nos olhos” durante as partidas, e um jogador que está estourando na seleção, crescendo para a torcida brasileira. Já Brasil e Cuba é uma eterna briga, mas não precisava terminar em agressão…

Superação e festa
O final de semana também foi de coisas boas. A final do Paulista também foi um exemplo de superação. O ponta Thiago Alves, do Sesi, jogou os playoffs visivelmente no sacrifício e não quis deixar a quadra nem quando o técnico Giovane lhe deu essa opção. E mesmo com dores, ele virou no ataque e ainda fez pontos em bloqueios simples para cima de Vissotto (Thiago tem 1,94m e Vissotto, 2,12m). Depois da decisão, a explicação do ponta.

“Semana passada, após o jogo do Cruzeiro (pela Superliga),estava sentindo muita dor no joelho. Na quinta, fiz uma ressonância e no resultado viram que tinha machucado o menisco e que teria que fazer uma artroscopia. A comissão técnica se reuniu e perguntou o que eu queria fazer: se já operar ou tentar jogar as finais do Paulista. Escolhi tentar jogar, então fiz o que pude nessas 3 partidas”, afirma Thiago. Agora ele dará um tempo para a operação e será desfalque nesse começo de Superliga.

Dor de um lado e festa do outro. A torcida do Vôlei Futuro era pequena perto do número de fãs do Sesi, mas eles fizeram barulho e ganharam o reconhecimento dos jogadores. Os campeões cumprimentaram e vibraram com a torcida em quadra, ganharam um almoço em uma churrascaria em São Paulo e encararam uma viagem de mais de 500km de ônibus de volta para Araçatuba.

“Chegamos por volta de 11 e meia da noite de sábado, mas uma verdadeira multidão esperava pelo ônibus do Vôlei Futuro na entrada da cidade. Demos uma volta pela principais avenidas e depois chegamos ao Ginásio Plácido Rocha, onde uma 3 ou 4 mil pessoas estavam lá”, diz o central Lucão.

“As ruas estavam cheia e muita gente saiu nas sacadas dos prédios”, fala Vissotto, um pouco maravilhado. “Em Trento tinha um pouco isso, mas nem se compara. Aqui você sai na rua e tem gente que vem, fala com você, te dá parabéns e pede autógrafo”, comenta o oposto, que voltou ao Brasil depois de cinco temporadas na Itália. E ele já sente a responsabilidade de ter tantos fãs. “A cidade vibra e também cobra e isso dá uma pressão a mais dentro de quadra”, completa. Que o vôlei continue assim, com festa, pessoas apaixonadas e atletas em busca de superação.

P.s.: Conversei com Vissotto por telefone para escrever o post e quase foi “atrapalhada”. No meio da conversa, o levantador Ricardinho passou pelo oposto e o interrompeu. Os dois moram no mesmo prédio em Araçatuba. E ao fundo também dava para ouvir a voz da pequena Catarina, filha de Vissotto. Esse é o bom clima de família!

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010 Diversos | 13:58

Família Vissotto

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*atualizado dia 19/11, às 14h45

O oposto da seleção brasileira Leandro Vissotto voltou ao Brasil nesta temporada, já levou um título com o Vôlei Futuro e segue na briga pelo segundo ouro na temporada. Na primeira conquista, os Jogos Abertos do Interior, o jogador contou com uma torcida especial em Santos, litoral de São Paulo: a família unida na arquibancada.

A mãe Lygia e o pai Ciro invadiram a casa da tia Maria Clara na cidade praiana para acompanhar o filho durante o torneio. E, agora, prometem ser figuras frequentes nas arquibancadas. “Agora ficou tudo mais fácil”, disse Lygia, que mora com o marido no Rio de Janeiro.

Leandro Vissotto, Ciro e Lygia antes das finais dos Jogos Abertos

Leandro Vissotto, Ciro e Lygia antes das finais dos Jogos Abertos

Vissotto atuou cinco temporadas na Itália e a distância não separava a família. “Eu ia para lá todas as temporadas, principalmente nas finais. Ia e passava um mês por lá. O Ciro também viajava quando conseguia uma folga no trabalho, mas sempre acabava ficando pouco tempo”, explica Lygia. Ela é dentista e tem horários flexíveis em seu consultório, e Ciro segue a rotina de economista em uma rede de supermercados carioca.

“Agora Araçatuba é bem mais perto”, brinca a mãe do oposto. “Posso falar mais e a gente pode se ver aos finais de semana”, comenta Lygia. O filho famoso aprova a proximidade. “É muito bom jogar em casa e tê-los por perto. É gostoso, né?”, disse Vissotto.

A mãe coruja já está fazendo os planos para as festas de Natal e Ano Novo. “Esse final de ano vai ser completo. Vai ser o primeiro Natal aqui, com toda a família, depois de uns quatro ou cinco anos”. Leandro é o caçula do clã Vissotto. Ele tem duas irmãs que também jogaram vôlei nos Estados Unidos, mas não seguiram na carreira. Todos estão confirmados para as festas de dezembro.

Mas como o Natal ainda está um pouco distante, nada de folga para Leandro. O jogador voltou para quadra essa semana, para as finais do Paulista, contra o Sesi. Na primeira partida da série, o time de São Paulo venceu por 3 sets a 2 (leia mais). No jogo da noite de quinta-feira, 3 sets a 0 para o Vôlei Futuro, mas com  muita confusão depois da partida, com os atletas se estranhando e se recusando a se cumprimentar na rede… (não assisti ao jogo e vi apenas algumas imagens na TV, e por isso não comentei mais sobre o assunto… Mas fiquei decepcionada! Que a terceira partida tenha um clima de paz!). O Paulistão será decidido neste sábado, às 11h, no ginásio do Sesi, em São Paulo.

P.s.: E por falar em família, quem conferiu os Jogos Abertos de perto e até tirou a foto do post foi minha mãe, dona Perlu. Eu estava “de castigo” em São Paulo, na cobertura do Campeonato Mundial. Valeu pela ajuda! Agora tenho uns dias de folga e volto na segunda! Abraços

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Seleção feminina | 12:55

Despedida do Mundial feminino

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A semana segue agitada no vôlei nacional… Além dos jogos da Superliga e das finais do Campeonato Paulista (veja próximo post), a seleção feminina de vôlei voltou ao Brasil depois do vice no Campeonato Mundial e compartilho com vocês o material que fiz para o iG (desculpem pela demora!)

Eu fui ao aeroporto e conversei com as atletas e jogadoras. O clima ainda estava pesado, principalmente na expressão de Zé Roberto. “Eu não queria que tivesse sido assim”, me disse o técnico já longe dos microfones com um olhar triste, para longe. O sorriso no rosto das atletas era um pouco tímido pela derrota, mas o sentimento era de orgulho pela campanha no Japão (leia a reportagem).

Zé Roberto e Fabíola não fugiram das perguntas sobre futuro e sobre a nova levantadora do time. E ambos concordaram que uma jogadora nessa posição precisa de tempo para amadurecer (como já comentamos por aqui) e entender os detalhes sutis, mas essenciais, para desempenhar bem a função.

“Uma levantadora, quanto mais velha, melhor fica. Tem que dar tempo para que ela cresça na posição, para que ela adquira experiência. Tomar uma decisão em quadra não é simples. Não é só olhar o atacante, tem que olhar o outro time também e de que forma ele age”, falou Zé Roberto. “A torcida tem que ter calma. É preciso tempo para trabalhar e se acostumar com a equipe e com as jogadoras”, completou Fabíola (leia a reportagem completa).

Acho que, com isso, encerramos a cobertura do Mundial. A prata ensinou que ainda faltou um pouco de concentração no final e uma maneira de parar Gamova, além de mostrar que a seleção feminina é forte, mas ainda está em formação, com levantadoras e atacantes, como Natália, que fez um belo campeonato, em desenvolvimento.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:42

Um balanço do Brasil no Campeonato Mundial

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O Mundial feminino acabou e a seleção já está voando de volta para casa com a medalha de prata na bagagem. Um dia depois de mais uma derrota para a Rússia na final (equipe nacional caiu diante das europeias na decisão em 2006 e nas Olimpíadas de Atenas), passados os sentimentos do momento, segue um balanço da atuação do time de Zé Roberto Guimarães no torneio.

Jaqueline, na partida final do Mundial

Jaqueline, na partida final do Mundial

Fator psicológico: isso sempre aparece quando o assunto é seleção feminina. Ele não tinha sido importante ao longo do torneio, quando a seleção teve seus momentos em baixa, principalmente contra os rivais mais simples, e não demorou a se recuperar e liquidar a partida. Além disso, as brasileiras entraram com tudo nos jogos mais complicados, como contra a Itália, Alemanha e até Estados Unidos.

Entretanto, na final acho que faltou um pouco de cabeça no lugar. O Brasil sabia o que deveria fazer: jogar explorando o bloqueio russo e preparado para receber pancadas de bolas mais lentas. O time foi muito bem em dois sets, mas se abalou com a derrota no quarto e, depois, não conseguiu se recuperar. Ainda teve o erro do juiz no ataque dentro de Sheilla, que deixou o placar no 7 a 7. Na verdade, Brasil e Rússia tiveram altos e baixos na final, mas o “baixo” da seleção veio por último e elas perderam. Não considero uma amarelada ou nada assim. Perderam para quem estava melhor no momento certo e virando mais, que era a Rússia.

Zé Roberto: é um técnico que eu aprendi a admirar. Antes achava que era calmo demais, mas agora gosto muito de seu estilo. Ele foi um professor neste Mundial, ensinando para Fabíola onde ela deveria colocar a bola, vibrando, reclamando e passando a mão na cabeça em alguns erros, para não desesperar ainda mais o time. A seleção soube obedecer bem Zé Roberto, como na vitória contra a Alemanha, seguindo à risca a marcação para cima da oposta Kozuch e com as variações de jogadas pedidas pelo treinador.

Não sei ao certo o que faltou ele fazer na final… Talvez ousar e mexer no time quando começaram os erros no quarto set, afinal, a mudança na semifinal (de Jaqueline por Sassá) tinha dado ânimo novo ao time. Quem estava no banco poderia dar um novo ritmo ao time.

Erros: olhando todos os jogos do Mundial, o Brasil ficou empatado em número de jogos que errou mais e que errou menos. Foram cinco jogos com mais falhas, cinco com menos e um com o mesmo número que as rivais. Entretanto, a seleção passou a errar muito mais na reta final. Foram 34 bolas de graça nos 3 sets a 2 sobre o Japão (contra 20 das asiáticas) e 22 na derrota para a Rússia (contra 11 das europeias). Isso é resultado, principalmente, dos ataques, que pararam de cair. E esses pontos fizeram falta na final… Mais uma vez a culpa pode ser do tal fator psicológico. Você bate uma e não vira, bate outra e erra de novo… a confiança cai e a concentração também.

Recepção: foi mais um ponto crítico na seleção brasileira. Em quase todas as partidas o time teve uma queda no fundamento. E sem passe na mão, fica complicado variar jogadas, usar o meio-de-rede e se arrumar. Jaqueline, uma boa passadora, cresceu durante o campeonato, mas ainda assim, muitas bolas saíram erradas. Se não há uma Gamova no time, o jeito é passar direito para garantir toda a gama de opções no ataque.

Levantadora Fabíola

Levantadora Fabíola

Levantamento: esse ponto está ligado ao assunto recepção/passe. Fabíola ganhou, por méritos, a posição de titular, mas foi prejudicada pelo passe quebrado em alguns momentos. E nessas horas, a bola era colocada quase sempre para a jogadora que estava à frente da levantadora. É muito mais simples levantar para frente do que para trás, e senti Fabíola insegura ao inverter a jogada. Além disso, queria mais ações de meio. Essa é uma jogada praticamente de segurança do Brasil. Basta lembramos da guinada que do time deu contra Cuba, liderado pelos ataques de Fabiana. O passe ruim dificulta, sem dúvida alguma, mas já vi levantadores, como Bruno ou Ricardinho, forçarem pelo meio mesmo com a bola afastada da rede. Faltou usar mais o meio.

Ainda assim, apóio Fabíola no time. Ela acertou mais do que errou e, como já disse diversas vezes aqui no blog, deve seguir na equipe para se entrosar cada vez mais com as atletas e com o que deseja Zé Roberto e ganhar segurança. Levantador precisa de tempo para amadurecer no time. Tanto Fabíola quanto Dani Lins estavam em seus primeiros Mundiais. Eu acho que não adianta ficar trocando toda hora. O ideal é ter as suas levantadoras e deixar que elas treinem e amadureçam no time.

Fabi e Sheilla: são duas atletas consagradas em suas posições, mas cada uma teve um caminho. A oposta foi uma das melhores jogadoras do Brasil no Japão, variando muito os ataques e ainda pontuando no bloqueio e sendo eficiente no saque. Deveria ter recebido mais bolas. Já a líbero fez lindas defesas, como a bicicleta contra o Japão ou alguns mergulhos contra a Rússia, mas falhou na recepção, o que não era comum à jogadora.

Natália assumiu posição de titular

Natália assumiu posição de titular

Mari e Paula: não sei se as duas baixas na seleção teriam feito diferença no resultado final do Mundial. Natália fez um grande campeonato e Jaqueline cresceu aos poucos e correspondeu quando foi acionada por Fabíola. Mari já passou por momentos de pressão, já foi alvo do saque, como na final olímpica, e aprendeu a manter a cabeça no lugar. Já Paula é a vibração e sabe variar o ataque, largando ou batendo com tudo. As duas poderiam ter ajudado a levantar a seleção e dar um pouco de maturidade ao time, mas não vejo nenhuma culpa em Natália, por exemplo, que teve que se virar como titular e, em vários jogos, foi a jogadora de segurança do time.

Saque e bloqueio: foram os pontos fortes do Brasil no Mundial. O bloqueio fez seu papel e, em quase todas as partidas, a seleção marcou mais de 10 pontos deste fundamento. E no saque, foi seguida a proposta, que era de encaixar o serviço, escolhendo o alvo do outro lado, e errar pouco.

Volume de jogo: acho que a defesa também teve boas apresentações e deu volume de jogo ao Brasil. As jogadoras estavam bem posicionadas e recuperaram diversas bolas. E no geral, quem estava na rede colaborou para concluir o contra-ataque. Mas vale a lição do Japão, que além de defender qualquer ataque, conseguiu colocar a bola em boas condições para a levantadora armar.

É isso! Doeu perder mais uma vez para a Rússia, ainda mais um jogo no qual o Brasil começou bem e mostrou que poderia ganhar. Foi um bom campeonato, com 10 vitórias em 11 jogos e uma final de igual para igual. Agora é desejar boa volta para casa e continuar trabalhando porque esse time deve se manter, pelo menos, até Londres. E cuidado porque a Rússia, apesar das veteranas Gamova e Sokolova, também tem boas novatas, como a ponteira Kosheleva, que ainda darão muito trabalho…

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domingo, 14 de novembro de 2010 Seleção feminina | 12:59

Brasil perde para Gamova na final do Mundial

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*atualizada às 9h20, dia 15/11

“Oh, céus! Quem mandou essas gigantes nasceram lá”, disse o leitor Gabriel aqui no blog. Fiquei com a mesma sensação. Quem mandou Gamova, com seus 2,02m nascer na Rússia? Mais uma final de Mundial, mais um tie-break e mais uma derrota para a Rússia, ou melhor, derrota para Gamova!

Gamova foi eleita a melhor jogadora do MundialA russa fez 35 pontos na final e desequilibrou, principalmente no quinto set. E tudo parecia que daria certo no início da partida… O Brasil entrou fazendo que precisava: amortecendo bolas no bloqueio, recuperando na defesa e pontuando no contra-ataque. A situação foi a mesma no terceiro set, mas a levantadora Fabíola ainda passou a usar mais as centrais. O jogo estava fácil e as brasileiras, empenhadas e certeiras em quadra.

Mas aí veio o quarto set… Na verdade, primeiro a recepção começou a falhar na segunda parcial, mas logo o Brasil se recuperou. No quarto set, não deu tempo. O ataque parou de virar e as russas fizeram o que sabem de melhor: bloquear. E a se bola saísse ruim no passe, como em inúmeras vezes na partida, bastava colocar para Gamova. Como ela atacou! E como ter 2,02m ajuda… Gamova quase sempre batia por cima do bloqueio e forçava em qualquer tipo de bola. Do outro lado, as brasileiras não resistiram aos seus ataques, levaram a virada, não resistiram ao tie-break e ficaram mais uma vez com a prata.

Confesso que fiquei até um pouco perdida para escrever o texto depois da derrota, principalmente com a reação do Brasil no terceiro set. Eu esperava mesmo uma vitória nessa final e acordei preparada para falar sobre isso. Mas a seleção parece ter abaixado a cabeça com os erros e viu a Rússia abrir cada vez mais. Era preciso manter o nível do começo, com o volume das defesas e a eficiência no saque e no ataque. Não aconteceu isso. Mesmo com passe quebrado, as russas tinham Gamova. E o Brasil parou de pontuar, talvez porque Fabíola tenha forçado com as jogadoras erradas, talvez porque o emocional tenha falado mais alto (leia o relato completo da partida).

Acho que essa prata não coloca o Brasil novamente na posição de amarelar em decisões. O time errou, sim, teve chances de vencer, mas tropeçou. Méritos de uma jogadora, a melhor do campeonato, por sinal. “Gamova não foi apenas uma líder em quadra. Ela conseguiu agarrar todas as chances que teve no jogo”, disse o técnico russo Vladimir Kuzuytkin. Méritos de um time que, mesmo sem bom passe, consegue se virar. Problemas da seleção, que sabia muito bem o que encontraria do outro lado da quadra, começou bem, mas se perdeu durante o jogo. Mas fica a frustração porque eu não queria ter escrito a manchete: “Rússia repete final de 2006, bate o Brasil e conquista o título mundial”.

P.s.: galera, depois da cobertura dos dois Mundiais, de madrugadas sem sono e de três semanas de trabalho sem pausa, deixei a emoção falar mais alto no post. Desculpe se fui um pouco menos jornalista e mais torcedora, mas aqui eu sinto que tenho espaço para ser mais emocional, assim como vocês que comentam! Abs e agora vamos para Superliga, final do Paulista e muito mais!

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sábado, 13 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:01

Brasil passa sufoco, mas vai para a final

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Nervosismo do começo ao fim! Assim foi a semifinal entre Brasil e Japão nesta manhã no Campeonato Mundial feminino de vôlei. A seleção começou vacilando, errando muito e só se encontrou no final. Depois de duas horas e vinte, venceu as donas da casa por 3 sets a 2 e assegurou a suada vaga na final. Quanto sufoco!

Todos nós sabemos da fama do Japão em defender bem. Mas as asiáticas exageraram neste sábado. Qualquer bola atacada pelo Brasil, principalmente se fosse usada a força, parava nos braços de uma japonesa no fundo de quadra. E para piorar, a defesa saia em plenas condições para a levantadora Takeshita armar o contra-ataque. As brasileiras até defendiam, mas a bola saia espirrada e o contra-ataque geralmente era desperdiçado.

Abraço da vitória de Fabi em Fabiana na semifinal em Tóquio

Abraço da vitória de Fabi em Fabiana na semifinal em Tóquio

Até eu, vendo o jogo daqui a da redação, já estava irritada com os ataques que não caiam. Depois do jogo, Natália confessou: “Tem uma hora que cansa. Você pensa: o que será que eu tenho que fazer? A gente bate, a bola sobe. A gente larga, a bola sobe”. Simples, vamos mudar a combinação de ataques e as jogadoras!
E aí aparecem os méritos de Zé Roberto. As brasileiras estavam visivelmente desconcentradas e nervosas em quadra. No banco, o técnico conversava e cobrava, na medida. No terceiro set, quando era vencer ou vencer, ele substituiu Jaqueline por Sassá. E ainda pediu para que Fabíola usasse mais o meio e liberasse as pontas. Deu certo.

Sassá tem um ataque diferente e, como é baixa, não solta tanto o braço e explora mais o bloqueio. Mesma tática que as japonesas usaram e deu certo em toda a partida: bater na mão de fora do bloqueio. Com isso, Sassá conseguiu pontuar. E Fabíola acionou Fabiana, que passou a pedir bolas e a jogar com raiva e coração, vibrando a cada ponto. Além disso, levantou para Sheilla, que tem um repertório na rede e está muito bem neste Mundial. E assim, com raiva e coração em quadra, o Brasil empatou e cresceu no tie-break, fechando jogo.

Uma vitória assim, em um jogo tão disputado e no qual o time começou mal, dá moral. Mas agora será preciso mudar o pensamento em quadra. O Brasil encara a Rússia na final, às 8h30 (horário de Brasília) deste domingo. Se a força do Japão estava na velocidade para explorar o bloqueio e na defesa, a das russas está no ataque e no bloqueio. Elas são gigantes, tem aquele típico ataque pesado europeu e formam uma parede na rede.

O bloqueio brasileiro salvou o sistema defensivo e fez 21 pontos contra o Japão. Agora será preciso reduzir um pouco a velocidade para marcar as russas. E nada de falta de concentração e dos erros da recepção vistos no começo do jogo deste sábado, por favor! Sem passe na mão e com jogadas das pontas ficarão mais marcadas. Acho que, mais do que nunca, será preciso usar o meio, como nos últimos sets contra as asiáticas. Contra as russas, é preciso começar e terminar assim. Estou na torcida e já que estou de castigo no plantão, que seja um castigo com um título mundial, como foi com o masculino! Até amanhã!

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 13:25

Semifinais do Mundial e outras coisas mais…

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A reta final do Campeonato Mundial feminino está aí, eu, como vocês, estou sentindo o cansaço dos jogos da madrugada, mas agora é a hora de decidir. Neste sábado, Rússia encara Estados Unidos, às 4h (horário de Brasília) e o Brasil enfrenta o Japão, às 7h, nas partidas que valem vaga na grande final. E aí, quem acertou quem seriam os semifinalistas?

Quase todo mundo que comentou por aqui se deu bem nos palpites. Eu também! Ainda apostaram que Sérvia e a Coreia do Sul poderiam complicar na chave do Japão, mas os times não mantiveram o desempenho da primeira fase. Sérvia perdeu para Turquia e Rússia, e as asiátias foram superadas por Polônia, Japão e Sérvia. A Itália também foi citada, só que apesar de ter se recuperado do passeio que levou do Brasil, vacilou quando não podia e perdeu para Cuba.

Não teve jeito. O Japão, anfitrião do torneio, teve chaves mais simples e soube aproveitar, animando a torcida local. As russas seguem como fortes candidatas ao título e invictas na competição. Do outro lado, Brasil também tem nove vitórias em nove jogos e chega “grande” para disputa. Já os Estados Unidos têm ótimo volume de jogo e contaram com a ajuda da Itália para ficar com a vaga.

O que esperar do Japão
Acho que a semifinal Brasil x Japão será um jogo de paciência. As duas equipes se conhecem bem e tem um ponto em comum: defesa. As japonesas sempre foram bem nesse fundamento e é preciso ter calma para seguir atacando até que a bola caia. Mas o Brasil também estão muito bem no fundo de quadra. Basta lembrarmos das defesas e passes contra os Estados Unidos. E as estatísticas comprovam isso. Ao final da primeira fase, Jaqueline era apenas a 19ª na recepção. Agora ela é a terceira (veja reportagem sobre os números das brasileiras).

Entretanto, Zé Roberto já alertou que o Japão não é apenas defesa. Saori é a jogadora de segurança e Inoue, a presença no bloqueio. Elas estão crescendo nos últimos campeonatos e venceram o Brasil na fase final do Grand Prix, ou seja, estão acreditando que podem vencer de novo. Não acho que será uma partida simples e espero velocidade e muito empenho das japonesas, mas confio no Brasil, se o time entrar e se mantiver concentrado o tempo todo (leia mais sobre Brasil x Japão)

Finais do Paulista e Superliga
Enquanto passamos a madrugada acordados vendo a seleção, os times masculinos do País estrearam na Superliga e se preparam para a final do Campeonato Paulista. Ainda não consegui ver esses torneios (quem assistiu aos jogos e quiser comentar, fique à vontade!), mas a empolgação do Vôlei Futuro me chamou a atenção.

O novo time das estrelas, com Ricardinho, Leandro Vissotto, Lucão e Mario Jr, não mediu forças para intimidar o Sesi na decisão do Paulista. Foi organizada uma caravana em Araçatuba para a primeira partida da final, que será aqui em São Paulo, na próxima terça, às 18h30. As vagas já estão esgotadas! Para quem ficar por lá, o time irá transmitir o jogo em um telão gigante em seu ginásio. A segunda partida da série será na quinta-feira, também às 18h30, em Araçatuba. Se precisar, o último jogo será em São Paulo, na casa do Sesi, no sábado, às 11h.

Ricardinho já comentou que a cidade realmente abraçou o vôlei. Ele contou que é reconhecido na rua e as pessoas pedem autógrafos e fotos. Acho isso bom para o vôlei nacional, que ganha mais um time competitivo e tende a ter uma visibilidade cada vez maior.

Bernardinho e a derrota para Bulgária
Aquele jogo entregue no Campeonato Mundial masculino ainda será lembrado… Nesta semana, Bernardinho disse à revista Alpha que se sente enverg0nhado pelo episódio.”A gente tinha de tomar um caminho. Mas é um caminho que eu nunca quero tomar de novo. Eu queria pedir desculpas às pessoas. Se você me perguntar se eu me orgulho, eu digo: ‘De forma nenhuma’. Vai contra tudo aquilo que eu sempre preguei, os princípios em que acredito”, disse o treinador (leia mais).

Um dia depois, em entrevista à ESPN, ele voltou a falar sobre o tema. Disse que o time fez uma votação e a maioria optou por colocar os reservas em quadra, poupar Bruninho, que era o único levantador no momento no Mundial,e colocar o oposto Théo na função. “Assumo total responsabilidade por jogar contra a Bulgária sem levantador. Mas tudo começou com o problema do levantador logo na inscrição. Não nos permitiram substituir o Marlon, que estava com problemas graves. Queriam colocar o maior número de pedras possível no nosso caminho”, afirmou (leia mais).

Como já escrevi por aqui, não acho errado poupar jogadores ou até mesmo se usar do regulamento, mas acho que o time deveria assumir logo o que fez. E mesmo sem um levantador, o Brasil não jogou o que sabia. E perdeu porque achou que aquilo era o melhor naquele momento. Pelo menos foi isso o que nós vimos. Enfim, foi um erro, mas prefiro lembrar do título. Não podia deixar esse comentário passar, mesmo que com uns dias de atraso, mas espero que esse assunto já tenha mesmo acabado…

Até amanhã!
A gente vê por aqui depois do jogo Brasil x Japão, no Mundial feminino. Quem quiser, pode arriscar um palpite. Eu chuto 3 sets a 1 para o Brasil. Até lá!

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010 Seleção feminina | 07:06

Mais um jogo e mais uma vitória no Mundial

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O  jogo contra os Estados Unidos nesta madrugada poderia ser uma “partida para cumprir tabela”. O Brasil já estava classificado para a semifinal e deveria terminar em primeiro lugar no grupo F. Mas as jogadoras levaram a partida a sério, mostraram volume de jogo e a seleção só venceu no quarto set, por 3 a 1 (leia mais sobre a partida).

Jaqueline ataca para o Brasil

Jaqueline ataca para o Brasil

O confronto teve lados positivos e negativos para o Brasil. Vamos o que deu certo: Jaqueline no ataque. A ponteira já teve boas atuações na defesa, como na partida contra a Alemanha e levou, logo de cara, quatro bloqueios das norte-americanas nesta madrugada. Depois, conseguiu virar a primeira bola e praticamente não foi mais parada. Depois de Sheilla e Natália, Jaqueline foi a segurança de Fabíola e correspondeu, virando e vibrando muito a cada ponto. Bom para a seleção, que segue como um time e não com apenas uma jogadora decidindo tudo sempre.

A defesa brasileira também foi bem. No geral, o confronto teve um grande volume de jogo, com belas atuações no fundo dos dois lados. Mas, como vocês, leitores, já disseram por aqui, a líbero Fabi não vive seus melhores dias. Ela errou alguns passes e já foi melhor no fundo. Porém, as outras jogadoras armaram bem a defesa nacional. E como defendeu o Brasil!

Ainda gostei das inversões de 5-1. Dani Lins perdeu a posição para Fabíola por méritos da nova levantadora. Mas Dani entrou consistente quando foi solicitada e usou o meio, que estava esquecido (já vou falar disso nos pontos negativos). E Joycinha entrou virando tudo como oposta. É bom saber que tem gente no banco pronta para a judar.

Agora, os pontos negativos do Brasil contra os Estados Unidos. Logo  de cara eu me assustei com os erros de saque. A seleção não desperdiça bolas nesse fundamento e começou errando mais do que o normal. Será que era porque sabia da qualidade da recepção norte-americana? Não sei, mas com saque ineficiente, o bloqueio fica prejudicado. É melhor seguir com o serviço tático ou chapado, que vem fazendo um bom efeito.

Já comentaram por aqui sobre a falta de jogadas de meio no time nacional e nesta madrugada Fabíola demorou a usar mais essa combinação. Ela deve arriscar mais com as centrais, ótimas jogadoras, para puxar o bloqueio adversário e aliviar o ataque de ponta. Não tem como contar com Fabiana, uma das melhores jogadoras do mundo na posição, e não usá-la. A levantadora passou a usar o meio a partir do terceiro set, mas acho que essa jogada deve aparecer antes. O passe brasileiro está melhor do que no começo da competição e é possível trabalhar mais. Ainda assim, Fabíola vive boa fase na seleção.

O Brasil, mesmo com os erros, cumpriu o seu objetivo e chega à semifinal sem nenhum derrota. E ainda tem um tempinho para treinar e se ajustar para o mata-mata. Veremos no sábado, contra o Japão, o que acontece… Mas confio que o Brasil chega, pelo menos, à decisão. E vocês?

Resultados da rodada
Grupo E
Peru 0 x 3 China (17/25, 22/25, 21/25)
Sérvia 3 x 0 Coreia do Sul (25/17, 25/22 e 25/16)
Polônia 3 x 1 Turquia (25/23, 24/26, 27/25 e 25/22)
Japão 1 x 3 Rússia (21/25, 14/25, 25/23 e 13/25)

Grupo F
República Tcheca 1 x 3 Tailândia (25/16, 18/25, 20/25, 23/25)
Brasil 3 x 1 Estados Unidos (25/19, 24/26, 25/19, 25/23)
Holanda 1 x 3 Alemanha (12/25, 14/25, 25/19 e 25/17) – (vocês viram esse jogo? Eu estava fechando as matérias do Brasil… A Alemanha fez muitos pontos seguidos e colocou 10 a 0 no segundo set. E a Holanda ainda reagiu! Surpresas e imprevistos do vôlei…)
Itália 2 x 3 Cuba (25/16, 24/26, 25/21, 23/25, 22/24)

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