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Arquivo de outubro, 2010

domingo, 31 de outubro de 2010 Seleção feminina | 08:51

Vitória sobre Holanda é para dar moral no Mundial

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Domingo de folga e tive uma boa surpresa quando liguei a televisão para assistir a Brasil x Holanda. O jogo estava 3 a 1 para as brasileiras, com Sheilla no saque. E a partida seguiu assim, com domínio nacional e vitória por 3 sets a 0 (25/19, 25/18 e 25/14).

Comemoração brasileira e decepção holandesa: a tônica do jogo deste domingo

Comemoração brasileira e decepção holandesa: a tônica do jogo deste domingo

Esse foi o melhor jogo do Brasil neste Campeonato Mundial. Logo de cara, a seleção mostrou concetração e entrosamento nos fundamentos. O bloqueio marcava bem,a defesa estava ligada e os contra-ataques estavam caindo. O ritmo só diminuiu um pouco no final da primeira parcial, com os temidos erros de passe que tanto atrapalharam no jogo contra a República Tcheca. Mas logo o Brasil fechou.

Tais erros poderiam atrapalhar a concentração nacional e fazer a Holanda crescer no jogo, não é? As holandesas até melhoraram no começo da segunda parcial, mas o Brasil se recuperou e voltou a atuar muito bem, acertando todos os fundamentos. E para liquidar o jogo, mas uma atuação em conjunto no terceiro set. Palavras do site da Federação Internacional resumem o jogo: “Um inspirado Brasil atropelou as holandesas em um jogo de um lado só”.

Quando tudo funciona
No jogo contra as tchecas, a atuação de Sheilla, que foi a maior pontuadora, chamou a atenção. A oposta foi quem resolveu para o ataque nacional. Entretanto, neste domingo, o Brasil foi um time muito mais equilibrado. Fabíola, que havia entrado bem contra a República Tcheca, começou como titular e variou bem as jogadas. Para contribuir, além de Sheilla, as outras atacantes colocaram bolas no chão.

Jaqueline apareceu no primeiro set, por exemplo. Quando ela teve uma queda e ficou marcada, nas parciais seguintes, Natália passou a virar mais. Eu, no post anterior, comentei que esperava mais da Natália e hoje ela começou a me atender. A ponteira não usou apenas a sua potência, mas passou a colocar as bolas, mostrando visão de jogo.

Brasil segura Flier, principal atacante da Holanda

Brasil segura Flier, principal atacante da Holanda

Sheilla está realmente em ótima fase, com uma grande variação de jogadas, sabendo o momento de forçar, largar ou usar o bloqueio rival, mas as outras atacantes estão aparecendo. E com passe na mão, fica fácil usar o meio também. Os números comprovam o equilíbrio no ataque nacional. Quatro jogadoras chegaram aos dois dígitos: Sheilla (13 pontos), Natália (11 pontos) e Thaís e Fabiana (10 pontos). Méritos da levantadora Fabíola, que se aproveitou na melhora no passe e imprimiu velocidade e precisão ao jogo. E usando diversas jogadas, o bloqueio do outro lado fica confuso e não marca tão bem.

Já o bloqueio nacional fez uma parede (foram 11 pontos no fundamento) e neutralizou a entrada de rede. Na saída, Flier era a preocupação, mas ela recebeu poucas bolas e, quando atacou, deu de cara com Thaísa. E para ajudar, o passe holandês sofreu com o saque tático nacional e se perdeu em diversos momentos do jogo.

O Brasil fez a sua melhor atuação no Mundial, sem dúvida. O passe voltou a entrar e os contra-ataques caíram. Sempre tem o que melhorar ainda, como Jaqueline no fundo, mas a vitória desta manhã serve para dar moral e alegria ao time. Tanta alegria que as jogadoras acabaram com a entrevista de Zé Roberto ao final da partida. Elas chegaram por trás do técnico e começaram a festa dos beijinhos para a família. É esse Brasil, alegre e coeso em quadra, que queremos ver. O Mundial tem um dia de folga e a seleção, já garantida na segunda fase, volta à quadra na madrugada de terça-feira, para encarar Porto Rico, às 2h30 (horário de Brasília).

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sábado, 30 de outubro de 2010 Seleção feminina | 04:56

Susto para entrar de vez no Mundial

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Se a vitória contra a frágil seleção do Quênia na estreia não tinha servido para colocar o Brasil no clima do Mundial, o sufoco desta madrugada acordou as atletas de Zé Roberto Guimarães. A seleção precisou de cinco sets para vencer a República Tcheca e sofreu com o que o técnico passou a temporada toda reclamando: erros no passe.

Logo de cara, o saque tcheco fez efeito e tirou o passe das mãos de Dani Lins. Usando um serviço chapado, a bola desviava nos braços das brasileiras e perdia o rumo. Esse foi o problema do primeiro e do terceiro sets, como comentou Zé Roberto em entrevista após a partida.

Mas o time também teve bons momentos. No segundo set, o Brasil mostrou o seu volume com belas defesa e aproveitamento praticamente todos os contra-ataques. Já nos quarto e quinto sets, o saque foi o diferencial. Até então a seleção tinha marcado um ace. Na últimas parciais, fez outros quatro. Invertendo o jogo e quebrando passe rival, as brasileiras respiraram no tie-break e venceram.

Sheilla encara triplo da República Tcheca

Sheilla encara triplo da República Tcheca

Acho que Sheilla e Fabíola foram os destaques individuais do time nacional. A oposta, que havia sido poupada na primeira partida, mostrou uma grande diversidade de jogadas, soltando o braço, explorando o bloqueio e largando quando tinha espaço. Não foi a toa que marcou 27 pontos. Já a levantadora entrou e mudou o ritmo de jogo nos últimos sets. Fabíola, além de sacar bem, conseguiu acelerar o ataque e as bolas brasileiras voltaram a cair com mais facilidade.

Já Natália ainda deixou a desejar. Ela também foi poupada contra o Quênia e fez a sua estreia em Mundiais, mas ainda lhe faltou maturidade em algumas jogadas. Sabe aquela malícia de largar ou usar o bloqueio? Não senti tanto isso na jogadora. Mas ela tem espaço para crescer no time e aposto nisso.

Agora o Brasil entrou de vez no Mundial. Teve mais trabalho do que esperado contra a República Tcheca e a terá mais uma partida complicada neste domingo, contra a Holanda, às 7h (horário de Brasília). O time ainda vive altos e baixos e está na hora de mostrar um bom conjunto, com melhora no passe e na relação bloqueio e defesa. O jogo desta madrugada serviu para acordar e mostrar que o caminho não será fácil. Mas a recuperação no final é um alento de que o time tem habilidade para vencer.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Seleção feminina | 04:22

Estreia nervosa, mas com vitória no Mundial

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A seleção brasileira feminina fez o que era esperado na estreia no Campeonato Mundial. Elas venceram o Quênia por 3 sets a o com facilidade, já que são muito superiores às africanas (veja como foi a partida). Mas uma coisa deu para perceber: as brasileiras estavam bastante nervosas.

Seleção comemora vitória na estreia no Mundial

Seleção comemora vitória na estreia no Mundial

Joycinha, que foi a oposta do jogo (Zé Roberto preferiu poupar Sheilla na partida mais simples do torneio) parecia sofrer desse mal. Na estreia em Mundiais, ela errou alguns ataque e se soltou a partir da metade do segundo set. O passe, criticado pelo técnico ao longo da temporada, também falhou em diversos momentos, deixando Dani Lins sem a bola na mão. Mais uma característica de uma seleção tensa em quadra. No final, em entrevista ao canal Sportv, a confirmação. Jaqueline disse que estava muito nervosa e que nem conseguiu passar a sua experiência para as novatas da equipe.

Mas calma, Jaque, nervosismo de estreia é normal. E tudo aconteceu contra uma seleção muito frágil. Mesmo errando no passe e perdendo contra-ataques, o Brasil dominou. Quando acertavam um ataque, disparavam no placar. E ainda teve a passagem de saque de Jaqueline. Com ela, a seleção marcou 10 pontos seguidos no terceiro set, o mais fácil do jogo, provavelmente porque aquele nervosismo já estava passando.

Valeu como o primeiro jogo, mas acho que ainda não serviu para colocar o Brasil no clima do Mundial. As quenianas até encostaram no placar nos primeiros sets, aproveitando-se dos erros brasileiros, principalmente na recepão, mas elas não eram páreo para a seleção e logo perdiam o volume de jogo. Para as africanas só estar em quadra já era uma festa. Elas vibravam como criança a cada ponto! Para o Brasil, a situação deve começar a complicar a próxima madrugada, contra a República Tcheca.

Jogos do Brasil – primeira fase
29/10 – Brasil 3 x 0 Quênia (25/15, 25/16 e 25/11)
30/10 – Brasil x República Techa – 2h*
31/10 – Brasil x Holanda – 7h
02/11 – Brasil x Porto Rico – 2h30
03/11 – Brasil x Itália – 7h
*horários de Brasília – Sportv e Band transmitirão os jogos

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010 Seleção feminina | 09:58

Mundial feminino vai começar

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A seleção brasileira feminina já está pronta e treinando no Japão para a estreia no Campeonato Mundial, na madrugada desta sexta. Por aqui na redação, semana corrida com para preparar as matérias e ainda acompanhar o lançamento da Superliga masculina 2010/2011 (veja a reportagem). Para “esquentar” para o Mundial, deixo com vocês uma das matérias que acabei de publicar no iG sobre as brasileiras. Boa sorte, Brasil!

Seleção brasileira feminina supera cortes por lesões e busca título inédito no Mundial

A seleção brasileira feminina de vôlei é a atual campeã olímpica, já venceu oito vezes o Grand Prix e uma vez a Copa dos Campeões. Agora, a equipe está no Japão para brigar pelo título que falta: o de campeão mundial. O Brasil estreia no Mundial feminino na madrugada desta sexta-feira, contra o Quênia, e terá que superar ausências por lesões para vencer o torneio mais importante depois do ouro em Pequim. O iG acompanha todos os jogos do Brasil em tempo real.

As ponteiras Mari e Paula Pequeno se machucaram durante o Grand Prix deste ano e estão fora do grupo. Mari rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito, passou por uma cirurgia em setembro e precisa de seis meses para voltar a jogar. Já Paula teve fratura e lesão no ligamento do tornozelo esquerdo e chegou a voltar a treinar, mas foi cortada da lista final.

“A Paula e a Mari são duas jogadoras experientes e muito importantes para o grupo. São grandes perdas, jogadoras que fariam falta para qualquer equipe do mundo. Mas as lesões fazem parte do esporte e temos de superá-las”, disse o técnico José Roberto Guimarães.

Para compor o time, o treinador usará Jaqueline e a jovem Natália, que disputa seu primeiro Mundial, nas pontas. Para a reserva, ele convocou a estreante em seleção Fernanda Garay (veja quem são as novatas e as veteranas em Mundiais). “Com o time que temos, estamos em condições de jogar de igual para igual contra qualquer equipe do campeonato. O time tem treinado muito bem, e as jogadoras estão se esforçando ao máximo”, afirmou Zé Roberto.

Natália será uma das ponteiras do Brasil no Mundial

Natália será uma das ponteiras do Brasil no Mundial

Essa será a primeira competição de Natália como titular. Ela, que é considerada uma coringa do time e já jogou como oposta, sabe da responsabilidade. “Ter a missão de substituir duas grandes jogadoras como a Mari e a Paula não será fácil. Mas estou trabalhando para fazer o meu melhor no Mundial e ajudar o Brasil a trazer o título inédito. Todas as meninas me ajudam muito. O grupo é forte e unido”, diz a atleta.

O técnico justifica sua escolha. “A Natália vem sendo convocada para a seleção desde os 16 anos. No ano passado, jogou o Grand Prix como titular na função de ponteira passadora. Ela está preparada. Não podemos dar uma grande carga de responsabilidade a ela, mas a Natália já tem condições de suportar a pressão”, explica.

Temporada de sustos
A melhor colocação do Brasil até hoje em Mundiais foram dois vices, em 1994 e em 2006. Na primeira final, perdeu para Cuba por 3 sets a 0, diante da torcida em São Paulo. E no último Mundial, caiu diante da Rússia no tie-break, depois de estar vencendo por 13 a 11 a parcial decisiva.

Para subir mais um degrau, a seleção passou por outros sustos na temporada com atletas machucadas (lembre jogadores que já foram cortadas de torneios por lesões). A central Carol Gattaz perdeu parte da preparação e o Grand Prix para se recuperar de uma fascite plantar no pé esquerdo. Durante os primeiros amistosos do ano, contra o Japão, a capitã Fabiana teve dores no joelho. Já nos jogos contra os Estados Unidos, depois da prata no Grand Prix, Sheilla luxou o dedo da mão direita e teve que ficar fora, assim como Jaqueline, também com dores no joelho (veja em fotos a campanha do Brasil em 2010).

Outro susto foi com Dani Lins. A levantadora teve um entorse no tornozelo direito nos treinos em Saquarema. Todas estão recuperadas para o Mundial. O Brasil foi para a disputa com as seguintes atletas: as levantadoras Dani Lins e Fabíola, as opostas Sheilla e Joycinha, as centrais Fabiana, Thaísa, Adenízia e Carol Gattaz, as ponteiras Jaqueline, Natália, Sassá e Fernanda Garay e as líberos Fabi e Camila Brait.

Cobrança por vitórias
A seleção ainda vive a pressão constante por resultados. A equipe masculina ainda foi campeã mundial na Itália, o que faz crescer a expectativa em torno das meninas. “O ouro do masculino pesa, como sempre. No Brasil, existe sempre uma cobrança por vitórias. Faz parte do nosso cotidiano jogar e treinar sob pressão”, analisa Zé Roberto.

Thaísa vive ansiedade para a estreia no Mundial

Thaísa vive ansiedade para a estreia no Mundial

A central Thaísa tem uma visão mais otimista da comparação que pode acontecer entre o desempenho de homens e mulheres. “O título dos meninos nos motivou ainda mais. Foi muito legal assistir à conquista deles. Agora quero que o nosso campeonato comece logo”, disse a atleta.

Acostumadas às cobranças, as jogadoras se mostram ainda mais unidas antes do Mundial. “A gente combinou que todo mundo daria o máximo nos treinos e na musculação para chegar lá e não ficar devendo nada”, disse Sheilla no embarque para o Japão.

Caminho no Mundial
Na primeira fase, as 24 seleções são divididas em quatro grupo de seis e todos jogam entre si. O Brasil está no grupo B e estreia contra o Quênia na madrugada desta sexta-feira, às 2h30 (horário de Brasília). Depois, enfrenta República Tcheca (dia 30/10, às 2h), Holanda (dia 31/10, às 7h), Porto Rico (dia 2/11, às 2h30) e fecha a primeira fase contra a Itália (dia 3/11, às 7h). Seguem para a fase seguinte as quatro melhores equipes de cada grupo.

Na sequência, as 16 seleções restantes são divididas em duas outras chaves com oito integrantes cada. Mais uma vez, os times se enfrentam em seu grupo. A polêmica da “escolha” de grupos e jogos supostamente entregues no Mundial masculino não deve se repetir, já que a derrota da primeira fase é carregada para a segunda etapa.

As duas melhores seleções de cada chave da segunda fase passam para as semifinais e seguem na disputa pelo título. As duas piores equipes de cada grupo são eliminadas do Mundial. As outras oito continuam na competição para a disputa do 5º ao 12º lugares.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Seleção feminina | 12:36

Seleção já foi para o Mundial…. nos resta torcer!

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A seleção brasileira feminina embarcou na noite de quarta-feira para o Japão. O time fará um período de aclimatação em Tóquio e, depois, segue para Hamamatsu, sede dos primeiros jogos. Para quem fica aqui Brasil (como eu) resta torcer e preparar o café para aguentar os jogos na madrugada!

A minha torcida será em duas “frentes”. Primeiro, para que a onda de lesões realmente tenha acabado. A seleção masculina sofreu com a ausência de Marlon no começo do Mundial e ainda passou sustos com Vissotto, Bruno e Murilo. Já a equipe feminina foi para o Japão sem duas ponteiras, Paula Pequeno e Mari, que ainda se recuperam de lesão, e não pode perder mais jogadoras.

Sheilla e fabi no embarque para o Mundial - Vipcomm

Sheilla e fabi no embarque para o Mundial

Depois, espero que o emocional do time esteja em dia. A seleção feminina passou anos sofrendo com a fama de amarelar em decisões, viveu seu auge com o ouro em Pequim e agora, tirando as mudanças forçadas pelas lesões, chega praticamente com a mesma equipe para disputar o inédito título mundial. Vai ser fundamental equilíbrio para superar as ausências e a pressão, que só aumentou depois da conquista do time masculino. Elas já sabem o que é ganhar e como é perder por falta de cabeça no lugar. E já aprenderam o caminho!

Em quadra, acho que a tarefa da seleção é difícil, mas não impossível. Pelo que mostrou no Grand Prix e nos amistosos ao longo do ano, ainda vive momentos de irregularidade e apresenta falhas no fundo de quadra. Mas também sabe usar bem o saque e o bloqueio, duas armas importantes para o Mundial. Paula Pequeno e Mari são importantes, sim, mas Natália, Jaqueline e Fernanda Garay podem ser titulares. Jaqueline está muito bem desde que voltou ao Brasil e dá volume ao time. Com isso, é a ponteira passadora e deixa o ataque para Natália, que apesar de jovem, já tem uma carreira na seleção e um grande poder no ataque. Para completar, Garay fez uma ótima Superliga e corre por fora. Além disso, Sassá pode ajudar no passe.

Já no bloqueio, a equipe está bem servida. Fabiana e Thaísa, chamadas de “Torres Gêmeas” pelo técnico Luizomar de Moura, melhoraram e muito esse fundamento no time nos últimos anos. No banco, Carol Gattaz também desempenha essa função. E ainda tem Adenízia, leve e rápida nos ataques pelo meio.

Quanto as levantadoras, acho que Zé Roberto fez a escolha certa ao levar Dani Lins e Fabíola. Como já conversamos por aqui, elas ainda não têm o mesmo nível de Venturini ou Fofão, mas estão na seleção durante toda a temporada e já se acostumaram com o time. Nessa posição, o melhor é investir em jogadoras e lapidá-las do que ficar trocando a todo momento.

O Mundial começa no dia 29 de outubro e o Brasil estreia contra o Quênia, rival mais simples do grupo. Boa sorte, seleção! A gente fica na torcida…

Jogos do Brasil – primeira fase
29/10 – Brasil x Quênia – 2h30*
30/10 – Brasil x República Techa – 2h
31/10 – Brasil x Holanda – 7h
02/11 – Brasil x Porto Rico – 2h30
03/11 – Brasil x Itália – 7h
*horários de Brasília – Sportv deve transmitir todos os jogos.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010 Seleção masculina | 14:27

Despedida do Campeonato Mundial

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O Campeonato Mundial de vôlei acabou no domingo, mas rendeu matérias para o iG até hoje! Foram semanas de trabalho, relato de jogos, mas que pelo menos eu pude escrever: Brasil é tricampeão mundial. Estava esperando por isso, para cobrir, mesmo que de longe, um grande título desde a Olimpíada de Pequim! O blog teve muitos comentários e elogios (obrigada!!!) e, para me despedir da cobertura, relato algumas cenas da entrevista coletiva na volta dos jogadores ao Brasil, nesta terça-feira.

Clima tenso
Apesar da alegria e da medalha pendurada no peito, o clima pesou quando o assunto “derrota para a Bulgária” entrou em cena. Mas não tinha como esquecer… Mario Jr, depois do título, confirmou que o Brasil entregou aquele jogo. Na coletiva, Giba se mostrou indignado com a imprensa e voltou ao discurso de que apenas foram poupados jogadores e disse: “Desculpa, mas é muito difícil vencer com Théo levantando”. Depois, o líbero falou que usou mal as palavras (veja a reportagem completa).

Eu me pergunto: era necessário tudo isso? Se era o melhor no momento e o regulamento permitia, por que não assumir o que vimos logo de uma vez? Já debatemos isso por aqui, mas essa história parece que vai marcar esse Mundial…

Filho de Giba "invade" a foto da seleção com o troféu do Mundial

Filho de Giba "invade" a foto da seleção

Os filhos de Giba
Para quebrar a tensão do capitão, só mesmo a presença de seus filhos Nicoll e Patrick. O menino acompanhou parte da coletiva no colo do pai e protagonizou a cena mais engraçada do dia. Depois de algumas perguntas, ele se cansou, levantou e correu para onde estava a mãe, Cristina Pirv. No meio do caminho, levou um tombo. A reação foi imediata. “Ih, cai!”, disse o pequeno, arrancando risos de todos, até de seu pai, que estava no meio de uma resposta.

Depois, foi a vez de Nicoll ir para o colo de Giba. Eu me aproximei para fazer algumas perguntas e a menina estava com cara fechada, reclamando. Ela dizia: “Ah, papai, quando você vai tirar. Fica feio”, enquanto puxava os fios do bigode a la mexicano do jogador. Giba me olhou e explicou: “É, ela não gosta de mim assim”.

Festa de Ari Graça
O presidente da CBV foi um personagem à parte. Era quem decidia quem iria responder quando a pergunta dos jornalistas não era direcionada a um atleta específico. Eu escolher Murilo, passou o microfone ao ponteiro e logo depois o pegou de volta, dizendo: “Deixa eu apresentar melhor: esse é o melhor jogador do mundo!”. Murilo, é claro, ficou muito vermelho de vergonha.

Ele só ficou mais vermelho quando uma repórter, com o microfone da Brahma, lembrou da comemoração dos jogadores dando tapinhas uns nos bumbuns dos outros e perguntou: “Murilo, um tapinha não dói?”. Mas isso até me ajudou, já que conversei com o ponteiro na sequência e rendeu um ótimo bate-papo e uma entrevista para o iG (veja a entrevista com Murilo).

Superação e união
Esse foi o tom da coletiva. Todos os jogadores lembraram da superação e de como o time se uniu nesse Mundial, desde as lesões até as críticas e os problemas na Itália, como dificuldade em achar um lugar para treinar ou até em conseguir a mesma comida das outras seleções (veja a reportagem completa). Também fiquei com esse sentimento. Foi um título de superação e agora, é só comemorar!

P.s.: Agora tenho uns dias de descanso e logo começo a preparação para o Mundial feminino. Volto na semana que vem. Até!

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domingo, 10 de outubro de 2010 Seleção masculina | 18:24

Brasil é tricampeão Mundial!

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*atualizado às 11h50, dia 11/10

Brasil no lugar mais alto do pódio no Mundial

Brasil no lugar mais alto do pódio no Mundial

A seleção brasileira masculina é a dona da festa em Roma! Com superioridade em quadra, lindos saques, presença no bloqueio e jogadores inspirados, o Brasil venceu Cuba por 3 sets a 0 e faturou o terceiro título mundial (veja como foi a partida). Parabéns, Brasil!

A equipe jogou como Bernardinho sempre defendeu neste campeonato. O time teve altos e baixos, perdeu, mas foi crescendo ao longo dos jogos. Tanto que, nesta tarde, arrasou os jovens cubanos. A seleção mostrou que, mesmo renovada, ainda é dona do topo do mundo.

Os campeões
E o prêmio de melhor jogador do Mundial corou essa renovação. Murilo é remanescente do título de 2006, mas ganhou o seu espaço com essa nova geração e é um grande líder em quadra. Ele começou o campeonato como a segurança do ataque para Bruno. No final, pode ter recebido menos bolas, mas foi gigante no fundo da quadra, arrumando e assumindo a responsabilidade na defesa. Título merecido para o jogador que é a cara do Brasil.

Mas nas finais quem brilhou muito foi Leandro Vissotto. Ele passou o Mundial apagado, inseguro e sem ser o atleta da segurança. Tudo mudou na semifinal, diante da Itália. Hoje foi a mesma coisa. Vissotto soltou o braço no saque e no ataque, saltou no bloqueio e foi o cara da segurança. Ele foi um gigante, em todos os sentidos. Depois de criticá-lo algumas vezes aqui, fico muito feliz em dizer: Valeu, Leandro!

Bruno também foi outro grande em quadra. Desde que chegou à seleção ele encara polêmicas. Foi convocado no corte de Ricardinho no Pan-Americano. Depois, deve ter escutado muito que Ricardinho deveria voltar para o Mundial. Agora, ele prova que é sim um levantador agressivo, que sabe distribuir bem e que pode ser titular da seleção por méritos, não porque é filho do técnico. Sim, ele errou algumas bolas ao longo do Mundial, mas agüentou a pressão de ser u único na posição quase todo o torneio! Bernardinho dedicou o título ao filho, com lágrimas nos olhos. É isso aí!

Marlon foi outra prova de superação. Ele passou por uma inflamação no intestino, ficou sem jogar, se recuperou e ajudou o Brasil na semi e na final, sempre com seu toque refinado e ótimo tempo de bola.

Pelo meio acho que esse Mundial consagra Rodrigão. Ele ganhou o seu terceiro título com a sua melhor participação. Foi fundamental no bloqueio em diversos momentos. Já Lucão passou o campeonato instável no saque e finalmente se achou nesta final.

Dante e Mario Jr também merecem destaques. O ponteiro voltou para a seleção neste ano em grande fase. Foi bem na Liga Mundial e o cara de segurança quando Vissotto estava em baixa neste Mundial. Já o líbero tinha que substituir o melhor do mundo na posição, Serginho, que passou por uma cirurgia na coluna, e aguentou. Contou com ajuda preciosa de Murilo no fundo, mas também recebeu algumas bombas de Cuba e colocou a bola na mão de Bruno.

Todos fizeram o seu papel. Giba, como um segundo técnico; Théo, nas inversões de 5-1… Enfim, o Brasil é um grande conjunto e por isso, é campeão mais uma vez!

Título para lavar a alma
Esse título é para provar, na minha opinião, que campeão ganha na bola. O Mundial teve toda a polêmica do regulamento e dos grupos mal divididos. Mas os italianos, favorecidos, cresceram com vitórias sobre Estados e França, mas perderam para Brasil e Sérvia e amargaram o quarto lugar. Não adianta ajuda se não se tem um bom elenco em quadra, que sabe trabalhar junto.

Já o Brasil foi duramente criticado pela derrota para a Bulgária. Eu também não concordei, mas acho que tudo fez bem ao time. E finalmente alguém admitiu com todas as letras que eles entraram para perder naquele jogo. Mario Jr disse, depois da conquista, que essa era mesmo a intenção. Como escrevi naquele dia, estava sentindo falta dessa honestidade. Sendo correto ou não,  Brasil jogou com o regulamento, se poupou na fase seguinte. Mas ficou bem melhor agora, assumindo as atitudes e as consequências, as críticas pesadas de todas as partes.

Mas depois de tudo, eles se fecharam e parecem ter ficado ainda com mais vontade de jogar! Eles entraram com muito mais vontade nos jogos seguintes e hoje, pela primeira vez, se mantiveram “acelerados” o tempo todo. Perderam a concentração em momentos do terceiro set pelo nervosismo da final e erro da arbitragem. Depois, deixaram Cuba encostar quando estavam com o match point na mão. Mas no final, venceram e lavaram a alma! A última foi um merecido ponto de Vissotto, grande jogador da decisão. E o título ficou com os melhores, mesmo com todas as marmeladas do regulamento. Pois é, Itália, não deu…

P.s.: desculpem se deixei o lado torcedora aparecer… Mas, no final, mesmo com o cansaço, valeu a pena cobrir esse Mundial, mesmo que de longe!

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sábado, 9 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:07

E o Brasil está na final do Mundial!

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A seleção brasileira masculina enfrentou o adversário que queria e teve o resultado que queria. Depois de todas as polêmicas do torneio, vaias das arquibancadas e erro da arbitragem, o time de Bernardinho venceu a Itália por 3 sets a 1 e está na final do Campeonato Mundial (veja como foi a partida set a set).

Na partida deste sábado, o Brasil passou pelo que já tínhamos previsto. Os juízes de linha, todos italianos, foram bastante tendenciosos para os donos da casa. A torcida fez pressão o tempo todos. E o levantador Vermiglio seguiu com suas provocações na rede o tempo todo. Do outro lado, a seleção até perdeu a concentração um pouco,  foi derrotada em um set, mas logo se recuperou e liquidou a partida.

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira na semifinal

E fiquei muito feliz com a atuação de Leandro Vissotto. Venho falando dele em todos os jogos do Brasil neste Mundial e, no post anterior, disse que seria bom contar com ele bem contra os italianos. Mas foi mais do que bom. Pela primeira vez, Vissotto entrou realmente seguro, do primeiro ao último ponto, soltou o braço e não deu chances ao bloqueio italiano. Ele foi o verdadeiro oposto, o cara de segurança. E olha que do lado de lá, Fei, que também estava um pouco apagado, foi outro a agir como um grande oposto e virou boas bolas… Parabéns, Vissotto!

Outro que merece os parabéns é Marlon. Ele quase perdeu o Mundial por conta de uma inflamação no intestino, ficou fora de vários jogos e teve que assumir a responsabilidade neste sábado. Bruno, em um “encontrão” com Murilo se machucou e teve que sair. Marlon jogou três sets e aguentou bem. Ainda mais magro do que o costume, ele disse depois da partida que ainda está inseguro. Não apareceu. Ele se jogou na defesa, distribuiu bem para o ataque e usou bem as bolas com Vissotto.

A seleção ainda teve problemas, como a falta de concentração e a queda de ritmo depois do começo arrasador. Entretanto, no geral, foi bem. Murilo pode ter se perdido em alguns ataques, mas fez defesas importantes. O bloqueio nacional pontuou pouco (apenas cinco vezes), mas o time teve volume de jogo para vencer.

Os cubanos, mais uma vez
O Brasil disputa o título do Mundial contra Cuba (veja como foi a vitória dos cubanos sobre a Sérvia). Os caribenhos foram os primeiros a vencer a seleção neste mundial, por 3 sets a 2, ainda na primeira fase. Além disso, depois da derrota proposital para a Bulgária, que fez os brasileiros não cruzarem com os cubanos na fase seguinte, vieram as provocações. “Brasil é um time imbatível que está com medo de jogar contra uma pequena ilha como Cuba”, disse o búlgaro Nikolov depois daquela partida.

Com certeza Nikolov não esperava cair no Mundial justamente diante dessa pequena ilha… E o Brasil não deve ter medo, mas é bom ter cautela. A renovação fez muito bem à Cuba e o time agora não sofre mais da famosa síndrome de só jogar bem quando está na liderança. Além disso, a força deles é admirável, com ataques e saques potentes do começo ao final das partidas. E Leon e Simon são os grandes jogadores da equipes.

O que fazer agora? A seleção precisa manter a concentração em alta o tempo todo e mais do que nunca acertar o seu saque. É fundamental quebrar a recepção cubana para tirar toda essa força que eles têm no ataque. E voltar a crescer no bloqueio para segurar Simon no meio, que quando pega bem a bola, não dá nem para ver a cor! Vissotto, mais uma vez deve ser o grande oposto e espero que Marlon aguente um jogo inteiro se Bruno ainda não estiver recuperado. Não vai ser nada fácil, mas continuo na torcida. A final será neste domingo, às 16 h (horário de Brasília) e promete! Até amanhã!

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010 Seleção masculina | 13:03

Quem leva a batalha da semifinal do Mundial?

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É assim que a partida entre Brasil e Itália no Campeonato Mundial está sendo chamada: uma verdadeira batalha. Essas foram as palavras de brasileiros e italianos quando souberam que iriam se enfrentar pelo lugar na decisão. O confronto deste sábado, às 16 horas (horário de Brasília) promete tanto pelas polêmicas e jogos entregues, como já conversamos por aqui, como pelo que as duas equipes têm a mostrar dentro de quadra.

Pelo retrospecto, o Brasil leva a vantagem. A seleção venceu a Itália na final olímpica em 2004 e, quatro anos depois, venceu de novo na semifinal da Olimpíada de Pequim.  Além disso, a equipe de Bernardinho passou pelos rivais nas conquistas dos Mundiais de 2002 e 2006. E agora? Quais as expectativas para esse confronto?

Acho que tanto Brasil quanto a Itália estão bem neste Mundial. A seleção vem crescendo, desde o tie-break vencido para cima da República Tcheca. Já os donos da casa, favorecidos pelo regulamento nas primeiras fases, fizeram duas grandes partidas e tiraram Estados Unidos e França do caminho, ganhando moral para a semifinal. O jogo promete ser equilibrado e as duas seleções tem alguns jogadores no auge e pontos a serem explorados.

No Brasil, o jogador do momento é Murilo. Ele é referência na defesa e segurança no ataque. Além disso, é um dos poucos  manter a regularidade no saque, mesmo forçando o tempo todo. N aoutra ponta e no meio, o time também está bem servido, com Dante e Rodrigão fazendo um ótimo torneio. Bruno é outro que tem se superado. Já Leandro Vissotto, depois de atuações apagadas, mostrou estar melhor e mais seguro contra a Alemanha e precisa repetir a atuação nesta semifinal. No fundo, Mário Jr, se bem concentrado, dá conta.

A Itália tem um problema pode se dizer parecido com o brasileiro. O seu oposto Fei, ídolo do time, demorou para se encontrar, pelo menos nos últimos jogos e, como já aconteceu no Brasil, deixou de ser o homem de segurança em vários momento. A qualidade italiana também lembra a brasileira. A força do ataque vem pela ponta, com Savani, que está virando tudo. No meio, se temos Rodrigão, eles têm Mastrangelo, que comanda o bloqueio e solta o braço no ataque. Para armar as jogadas, o experiente Vermiglio, um bom levantador que adora provocar os rivais.

Entretanto, os italianos têm uma preocupação a mais no fundo de quadra: Marra. O líbero, desde a partida contra os Estados Unidos, está sofrendo para acertar a recepção, principalmente no saque tático, e virou alvo constante dos rivais.

Na minha opinião, o Brasil leva essa batalha. Para ajudar, os jogadores devem estar concentrados o tempo todo para ignorar o barulho da torcida e a vibração e a provocação do outro lado da quadra. Também é bom estar preparado para erros de marcação, já que os fiscais e linha serão italianos e podem ser tendenciosos em lances duvidosos. Na bola, é bom voltar a contar com pontos de bloqueio, que marcou pouco contra a Alemanha. E vale sacar para cima do líbero e usar esse fundamento com inteligência, ou seja, não arriscar tudo na pancada. Vale mais usar um serviço tático e confiar no sistema defensivo. Volume de jogo para isso o Brasil tem!

Acho que Andrea Anastasi, técnico italiano, resumiu muito bem o que será essa semifinal. Ele disse: “Contra o Brasil será uma verdadeira batalha. Mas não será preciso, necessariamente, um voleibol perfeito. O fundamental será jogar com coração e paixão”.

P.s.: galera, desculpem por ter esquecido de colocar dia e horário da partida antes no post… Falha minha… coisas do cansaço! Abs

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010 Seleção masculina | 14:30

Brasil controla Alemanha e vai para a semifinal

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*atualizada às 18h36

O jogo foi inteiro do Brasil, tanto nos aspectos positivos como negativos. A seleção venceu a Alemanha por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) e está na semifinal do Campeonato Mundial. O time de Bernardinho sacou muito bem, se recuperou quando era preciso e controlou a partida.

Comemoração do Brasil no Campeonato Mundial

Comemoração do Brasil no Campeonato Mundial

A seleção começou empolgada, ligada em todos os fundamentos. O saque entrou bem, a recepção colocou as bolas na mão de Bruninho e os contra-ataques caíram na quadra dos alemães. No segundo set, o saque nacional caiu, assim como as finalizações, e a Alemanha voltou para o jogo. Fiquei com medo de ver uma reprise do sufoco que foi a vitória sobre a República Tcheca.

Mas nesta tarde o Brasil parecia mais determinado. Logo eles se reencontraram e acabaram com o set no saque e Murilo (mais uma vez em um bom dia) e, depois, de Marlon. Tudo se repetiu na terceira parcial, com os alemães encostando no momento de falta de concentração brasileira. E, de novo, o time nacional se recuperou e liquidou a partida. Por isso que falo que o Brasil controlou  o jogo. Quando estava bem, dominou. E a Alemanha só cresceu não pela grandeza da sua equipe, que não conseguiu usar o seu alto bloqueio e nem a potência dos atacantes, mas pelos vacilos brasileiros. Ainda bem que eles duraram pouco…

Mas esse jogo não foi bom apenas para ver a recuperação do Brasil em quadra. Também valeu ver Vissotto, mesmo ainda sem soltar o braço, jogando mais solto e alegre. Ele parecia mais confiante. Depois da partida, disse ao Sportv que antes estava um pouco gripado e que se sentiu bem em quadra. A gente percebeu. Além disso, se Bruno sobrevivie a pressão quase o tempo todo, Marlon segue muito bem nas inversões. Mesmo ainda se recuperando, ele está lá, jogando e ajudando o time. Como é bom ter um elenco completo!

Mastrangelo é um dos grandes nomes da Itália

Mastrangelo é um dos grandes nomes da Itália

Que venha a Itália!
Depois do vitória, os brasileiros foram unânimes: queriam a Itália como rival da semifinal. Pronto, pedidos atendidos! A Itália venceu a França e está classificada (veja como foi a partida). Eu, como já disse algumas vezes aqui, não acho que seja bom escolher rival. Mas depois de todas as polêmicas deste Mundial, esse jogo vai ter um sabor a mais….

A Itália foi apontada por todos como a grande favorecida com o regulamento. E, cá entre nós, foi mesmo. Só pegou adversários simples nas primeiras fases. Mas vamos ser sinceros. Eles jogaram muito quando tinham que jogar. Venceram os Estados Unidos depois de serem arrasados no primeiro set e souberam aproveitar todas as brechas da França. Eu, que não tinha visto os primeiros jogos, fiquei surpresa com a atuação dos anfitriões. Savani está muito bem na ponta, assim como os centrais Mastrangelo e Sala. O ponto fraco é o líbero, que está perdido na recepção desde o jogo contra os norte-americanos.

Os brasileiros estão engasgados com todas as vaias e críticas que receberam pela derrota proposital para a Bulgária e vão entrar com “faca nos dentes” para o jogo.  A Itália vai querer fazer bonito em casa e provar que pode voltar a ser uma grande potência. É, teremos um jogaço. Mas eu sou mais a seleção brasileira, que mesmo com alguns altos e baixos, tem potencial! Como disse o leitor Edgar, espero Brasil e Cuba na final.

E vocês? O que acharam da vitória do Brasil? Gostaram da Itália como rival? Deixem seus comentários!

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