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Arquivo de setembro, 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010 Sem categoria | 18:37

Brasil faz o melhor jogo no "grupo da morte"

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O “grupo da morte” na segunda fase do Campeonato Mundial de vôlei começou não assustador para o Brasil. A seleção masculina teve a sua melhor atuação no torneio e venceu a Polônia por 3 sets a 0 nesta quinta-feira em Ancona, com parciais de 25/16, 25/20 e 25/20 (veja como foi o jogo). Ótimo começo na segunda fase!

Digo isso porque a Polônia, geralmente, é um time que dá trabalho. Mas nesta partida, eles viram o Brasil arrasador desde o começo e não tiveram chances. Ficaram à frente do placar apenas no segundo set, e por pouco tempo. Kurek, que era apontado como “o cara” do time pouco apareceu e não deu trabalho. Os poloneses conseguiram defender algumas bolas, armaram bonitos contra-ataques, mas erraram muito e não resistiram.

Bloqueio brasileiro também foi bem e marcou nove pontos

Bloqueio brasileiro também foi bem e marcou nove pontos

Já os brasileiros foram muito bem. Disse no post anterior disse que esperava que o executasse bem o saque e fui atendida! Murilo foi o nome do fundamento, com cinco aces, mas todos sacaram com inteligência. A seleção combinou bem a potência com o serviço tático e teve boas passagens com diversos jogadores, como Dante, aniversariante do dia, Bruno e Lucão.

Também pedi um Leandro Vissotto mais ofensivo, como em momentos da partida contra Cuba. Mais um pedido atendido. O oposto finalmente fez um grande jogo neste Mundial, soltando braço no começo, aliviando quando estava na cara do bloqueio e também fechando a porta para os poloneses. Ele foi o maior pontuador, com 21 acertos (17 no ataque e quatro no bloqueio). Sim, ele levou alguns bloqueios, mas cresceu muito em quadra.

O que melhorou também forma os contra-ataques. A defesa estava ligada todo o tempo e a recepção também funcionou. Em um dos poucos momentos de bobeada no fundo, a Polônia equilibrou. Porém, logo Bernardinho pediu tempo, chamou os jogadores e a concentração voltou. Os erros nas finalizações que custaram a vitória para Cuba foram solucionados.

A partida desta quinta-feira deixou uma boa sensação: de que o time está crescendo neste Mundial. Agora o Brasil descansa nesta sexta-feira e encara a Bulgária, no sábado. Mas, como já disseram por aqui, os cruzamentos desse torneio preocupam. Sair dessa fase com duas vitórias daria moral, mas colocaria o Brasil ao lado de Rússia e Espanha ou Sérvia. Se passar em segundo, terá pela frente provavelmente República Tcheca e Alemanha. Já a Itália só tem vida fácil, como vocês leitores comentaram. É estranho e não sei qual a melhor opção. Mas, como Giba comentou depois do jogo de Cuba, eles sabiam que não seria fácil e como querem chegar até Roma, na final, não podem escolher adversários!

Parabéns, Dante!
Dante completou 30 anos na quinta-feira e, além do 3 a 0 de presente contra a Polônia, ganhou bolo dos companheiros. Vissotto postou uma foto à noite em sua página do Twitter. Parabéns, Dante!

E o primeiro pedaço vai para... Mario Jr!

E o primeiro pedaço vai para... Mario Jr!

E vocês? O que acharam da vitória do Brasil sobre a Polônia? Foi a repetição da final do Mundial de 2006, até com o mesmo placar e a mesma superioridade nacional. Deixem seus comentários!

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010 Seleção masculina | 13:22

"Grupo da morte" do Brasil e palpites para o Mundial

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A seleção masculina estreia nesta quinta-feira na segunda fase do Campeonato Mundial e já ouvi muita gente comentar que o time está no “grupo da morte”, ao lado de Polônia e Bulgária. Será mesmo que o futuro do Brasil no torneio é tão preocupante?

Alguns leitores daqui do blog disseram que não e eu concordo com eles. Polônia e Bulgária são bons times e têm suas qualidades.  A Polônia tem o ponteiro Kurek, excelente atacante, e a experiência do levantador Zagumny. A Bulgária, apesar de duas derrotas na primeira fase e da classificação no sufoco, com ajuda da vitória da França sobre a Cihna, é um time de força no ataque e no saque e uma parede no bloqueio e tem Kaziyski e Vladimir Nikolov nas pontas, soltando o braço e também usando a categoria. A primeira é a atual campeã europeia e a segunda, foi bronze no Mundial de 2006.

Qual a vantagem para o Brasil nessa história? O time de Bernardinho está mais do que acostumado aos adversários! Jogou vários amistosos contra a Polônia no ano, venceu a maioria com facilidade e perdeu apenas um. Encarou a Bulgária cinco vezes (quatro na Liga e um amistoso) e venceu todos. E o time que estava em quadra era o mesmo que jogará o Mundial, a exceção é o levantador Marlon, ainda fora do torneio com inflamação no intestino.

Se fosse o primeiro confronto do ano, eu estaria mais preocupada. Mas a seleção já viu, pela Liga Mundial, que não adianta nada medir forças contra a Bulgária, por exemplo. Eles são mais potentes no ataque e a chave é jogar com um saque que encaixe e acreditando no nosso bloqueio e contra-ataque. Apesar da derrota para Cuba, o fundo do Brasil melhorou em relação aos primeiros jogos. E Murilo, que saiu com cãibras, já disse estar bem. O time sabe o que deve fazer em quadra.

Sei que, se o Brasil conhece os rivais, eles conhecem a seleção, mas acho que as chances de classificação são boas. Os jogos serão complicados e agora é esperar que o saque seja bem feito, sem tantos erros, e que as finalizações se encaixem. Além disso, Bruno, que está indo muito bem, tem que aguentar a pressão de ser o único levantador. E também será bom contar com Vissotto como no terceiro set contra Cuba, mais confiante e bloqueando e soltando o braço. Ele está caminhando, mas ainda não é o oposto que queremos…

Quem segue no Mundial?
Com os grupos da segunda fase nas mãos, vamos dar nossos palpites? Abaixo estão as chaves dessa etapa e os meus chutes. O espaço dos comentários, claro, é todo de vocês!

Grupo G: Alemanha, Porto Rico e Itália
Itália, que já havia caído em um grupo simples na primeira fase, ao lado e Egito, Japão e Irã, deve se dar bem mais uma vez. O melhor jogo será entre eles e os alemães, que venceram o Brasil em amistosos antes do Mundial, mas se classificaram apenas em terceiro, com derrotas para Polônia e Sérvia. Porto Rico deve cair

Grupo H: Sérvia, México e Cuba
Cuba e Sérvia saem na frente. Os cubanos ganharam crédito depois do jogo contra o Brasil porque além de atacar e sacar muito bem, eles souberam defender. Os sérvios foram surpreendidos pelo Canadá na primeira fase, ainda forçam o jogo em cima de Milijkovic, mas podem crescer. México deve sobrar.

Grupo I: Rússia, Espanha e Egito
Vantagem para a Rússia, que teve vida fácil na primeira fase e deve ter jogos simples mais uma vez. É bem mais time que Espanha e Egito. Para a outra vaga eu aposto na Espanha. É uma equipe que ataca na velocidade, mas erra quando pressionada. Será que o Egito surpreende? Acho que não…

Grupo L: República Tcheca, Estados Unidos e Camarões
Apesar de toda a festa e emoção da inédita classificação de Camarões, acho que eles ficam nessa fase. Os Estados Unidos não são os fortes campeões olímpicos, mas avançam ao lado dos tchecos.

Grupo M: França, Argentina e Japão
França chega na frente, mas teve trabalho para vencer Bulgária e República Tcheca na primeira fase. Já a Argentina, apesar de ter roubado um set contra os Estados Unidos, ainda é um time em formação. Vai brigar pela segunda vaga com o Japão e não tenho certeza sobre quem avança (quem viu o Japão na primeira fase pode ajudar?)

Grupo N: Polônia, Bulgária e Brasil
Já falamos do grupo e aposto em Brasil em primeiro e Polônia em segundo, pelo embalo depois das vitórias na primeira fase. Mas a briga promete ser boa.

Agora é com vocês! O que esperam da segunda fase do Mundial? Deixem seus palpites e a gente se fala depois do jogo do Brasil. Até!

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Seleção masculina | 19:25

Cuba vence Brasil em jogaço no Mundial

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Brasil x Cuba era o melhor jogo deste grupo B na primeira fase do Campeonato Mundial. E em quadra, os times atuaram à altura das expectativas. Com uma bela partida, repleta de saques potentes, bolas cravadas e defesas surpreendentes, Cuba venceu o Brasil por 3 sets a 2 (34/32, 18/25, 23/25, 25/21 e 15/12).

O jogo
A partida começou com a cara de Cuba, com saque muito fortes. Os caribenhos marcaram cinco aces na primeira parcial. Mas o Brasil não se intimidou e se mostrou bem melhor na recepção do que nas primeiras partidas do Mundial. Aos poucos o serviço cubano perdeu a potência e, apesar de continuar eficiente, marcou menos pontos direitos. Do outro lado, a seleção errou alguns saques no finalzinho do set e perdeu por 34 a 32.

Na segunda parcial, o saque nacional melhorou e aproveitando-se de boas passagens de Bruno no fundamento, o time jogou a responsabilidade para cima de Cuba, que passou a errar mais. Depois de não fazer nenhum ace, eles viram o Brasil fechar e empatar o jogo.

Vissotto foi destaque no terceiro set

Vissotto foi destaque no terceiro set

No terceiro set, entretanto, Cuba mostrou grande volume de jogo. A seleção, que é elogiada pela potência física no saque e no ataque, defendeu bem e chegou a abrir seis pontos de vantagem. De novo, com Bruno no saque e a melhor rede, com Vissotto, Rodrigão e Murilo, o Brasil buscou. Foi o melhor momento no jogo de Vissotto! Melhor no bloqueio (que fez cinco pontos na parcial), a seleção virou a partida.

Mas equilíbrio e ótimas jogadas na sequência da partida. A partir do quarto set, Cuba usou e abusou de uma de suas armas: o oposto Hernandez. Se o passe saia ruim, ele recebia bola e virava mesmo assim. E ainda pedia para atacar! Além disso, Leon, na ponta, e Simon, no meio, continuaram voando. Os cubanos levaram o jogo para o tie-break, se aproveitaram de poucas falhar do Brasil no contra-ataque e fecharam o jogo, assegurando a liderança do grupo B.

Os destaques
Tanto Cuba quanto Brasil mostraram um voleibol de alto nível. Cuba não teve os famosos altos e baixos e manteve a energia, principalmente no ataque, do começo ao fim. Já o Brasil, nas palavras de Bernardinho, fez o seu melhor jogo do ano, apesar da derrota.

Quem me chamou a atenção na seleção foi mais uma vez Bruninho. Ele arriscou, forçou bolas chutadas e deixou os atacantes baterem diversas vezes no simples. Sim, ele errou algumas bolas, mas isso é normal. Fez uma ótima atuação.

No ataque, Murilo voltou a ser o grande nome, recebendo mais bolas e virando com consciência. Assim como no jogo da Espanha, ele comandou também o fundo e se apresentou na recepção. Infelizmente teve que sair no quarto set, com caibrãs, mas terá alguns dias para se recuperar até a próxima partida. E Giba entrou e ganhou elogios de Bernardinho, mas o Brasil não foi o mesmo no fundo.

Ainda sobre o ataque, fiquei mais feliz com Leandro Vissotto. Ele teve altos e baixos, mas finalmente soltou o braço do alto e seus 2,12m. Também foi fundamental na vitória no terceiro set e acho que, pela primeira vez nesta temporada, foi um oposto de verdade, seguro em todas as bolas. Mas tem que conseguir manter esse ritmo toda a partida.

Hernanez foi o maior pontuador da partida, com 28 acertos

Hernanez foi o maior pontuador, com 28 acertos

Mas oposto mesmo foi o cubano Fernando Hernandez. Ele tem 21 anos, está no primeiro Mundial e em ótima fase. Ele pediu bola, bateu no peito, encarou os brasileiros e não se intimidou em nenhum momento com o bloqueio ou a defesa da seleção. Que sirva como exemplo. Vamos falar a verdade, Cuba é um exemplo no ataque de maneira geral, com jogadas plásticas, bolas cravadas. Leon, o garoto de 17 anos é uma bela realidade. Simon no meio é um gigante no ataque e tem boa visão no bloqueio. Não foi a toa que o jogo foi tão bom…

E acho que o saque ainda merece destaque nesta partida. Quem saca pesado o tempo todo está acostumado a receber pancadas sempre, não é? Portanto, o Brasil melhorou quando jogou com inteligência no serviço. Para que correr risco na pancada? O melhor foi usar o serviço tático, pensar onde colocar a bola e acreditar no seu potencial. As melhores viradas, como disse na descrição do jogo, aconteceram com Bruninho no saque, usando essa tática. Na bola mais leve, colocada, com auxílio do bloqueio e do contra-ataque, o Brasil segurou o jogo e cresceu. A seleção errou serviços, vacilou, mas se encontrou ao longo do jogo. O time tem que levar essa lição para a próxima fase e se aproveitar dessa passagem para pontuar, afinal, com o levantador no saque, a seleção tem a sua melhor rede e o bloqueio mais forte, com Vissotto, Rodrigão e Murilo.

A próxima fase
Acho que já falei demais da partida… Vamos olhar para frente. Agora a seleção brasileira vai para o grupo N e encara Polônia, no dia 30 de setembro, e Bulgária, no dia 2 de outubro. São dois times foram apontados como favoritos por Bernardinho.

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domingo, 26 de setembro de 2010 Seleção masculina | 18:13

Bloqueio + sequência de saque = 2ª vitória no Mundial

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*atulizada às 21h10

A seleção brasileira masculina venceu a segunda partida no Campeonato Mundial. O jogo desta tarde foi contra a Espanha e foi mais complicado que o esperado. Com erros no fundo e falhas no saque, o Brasil demorou a embalar até conseguir se impor e fazer 3 sets a 1 para cima dos europeus (veja como foi a partida).

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Já sabíamos que a partida mais simples dessa chave tinha sido a estreia contra a Tunísia. A Espanha joga na velocidade e poderia complicar. Só não achava que fosse complicar tanto. Logo de cara, o Brasil mostrou a sua principal arma para o jogo: o bloqueio. E na sequência, colocou em quadra a sua deficiência: o fundo de quadra.

No primeiro set, o bloqueio parou diversas jogadas da Espanha (marcou oito pontos), mas faltou um pouco de conexão com o resto. A recepção falhou e a defesa também. Com isso, foi complicado contra-atacar. E o Brasil só não perdeu a parcial graças ao bloqueio, que segurou os ataques europeus.

No segundo set, a Espanha manteve a velocidade no ataque, sendo eficiente nas pontas, e o bom saque e até venceu sem muitos problemas. Do lado brasileiro, diversos pontos dados de graça em saques. Todo mundo que ia para o serviço errava, de Murilo e Lucão, tentando forçar, a Rodrigão, sacando balanceado. Assim não dava…

As boas sequências vieram na terceira parcial. Finalmente o Brasil acertou o saque e o jogo foi se encaixando. Murilo teve sua boa passagem, depois Lucão e até Théo, no quarto set. E essa foi a chave da vitória. Com o saque funcionando, a seleção se manteve forte no bloqueio e ainda conseguiu se armar e forçou o jogo para o lado dos espanhóis, que começaram a errar também. E no final, o time nacional teve tranqüilidade e domínio e fechou a partida.

Quem se destacou e quem falhou
No geral, a seleção demorou a engrenar. A exceção foi Rodrigão. O central fez nove dos 18 pontos de bloqueio do Brasil no jogo e ainda cravou belas bolas rápidas. Méritos também para Bruno, que parece estar suportando bem a pressão de ser o único levantador do time e fez jogadas lindas e precisas (só para lembrar, Marlon faz exames nesta semana para saber se segue ou não no Mundial, mas, segundo o regulamento, Bernardinho não pode convocar ninguém para o seu lugar).

Dante foi a maior pontuador da partida

Dante foi a maior pontuador da partida

No ataque, a segurança ficou na ponta, com Dante. Ele foi o maior pontuador da partida (17 acertos, sendo 15 no ataque e dois no bloqueio) e virou de todos os lugares da quadra. Já Murilo ajudou muito mais na defesa que no ataque, na tentativa de arrumar o setor mais deficiente do time, com Mário Jr também devagar, principalmente nos primeiros sets.

A posição de oposto segue como a minha preocupação no time. Leandro Vissotto começou como titular, mas não estava soltando o braço. Théo entrou no segundo set e ficou, mas também perdeu jogadas bobas. Essa bola de segurança precisa se encaixar.

Para tentar aumentar a rede no bloqueio, Bernardinho improvisou na inversão do 5-1 com Vissotto na rede e João Paulo Bravo no fundo. A formação ajuda, mas apenas para o momento do saque. Quando a bola muda de lado, Bruno tem que voltar para levantar. É complicado se virar com um levantador e eu sinceramente não sei quem poderia assumir esse papel (aceito palpites e sugestões nos comentários!).

Agora o Brasil encara Cuba no jogo que vale a liderança do grupo B e, contra nossos tradicionais rivais, é bom não vacilar. Cuba é sempre um time duro, com explosão e força física e ótimos atacantes. A seleção precisa de acertar no fundo e não desperdiçar as finalizações para evitar complicações contra os caribenhos. Vamos ver o que acontece amanhã!

P.s.: e quem viria que a Sérvia perderia para o Canadá? Isso é Mundial. Ao final da rodada farei um balanço com os principais resultados…

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sábado, 25 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:16

Facilidade em quadra e problemas fora no Mundial

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A seleção brasileira masculina estreou no Campeonato Mundial com uma vitória simples sobre a Tunísia, como já era esperado. Mas os problemas de lesões seguem assombrando e preocupam para principal torneio dessa geração…

No jogo deste sábado, o Brasil fez 3 a 0 (25/14, 25/21 e 25/14) para cima do rival mais simples do grupo B. A equipe nacional começou atropelando em todos os fundamentos. No segundo set, teve uma queda nas finalizações e a Tunísia encostou, mas logo o Brasil voltou ao jogo e fechou. O domínio voltou na terceira parcial.

O desempenho da seleção foi o que eu esperava. Logo de cara, imprimiu um belo ritmo para espantar qualquer ansiedade da estreia e mostrou que dominaria. Até o relaxamento no segundo set já era previsível, pois não é simples se manter no alto nível contra um adversário mais fraco, como era o caso hoje. E Bruno voltou a jogar bem com a camisa brasileira. Ele distribuiu bem e se mostrou seguro com os atacantes.

Mas o que preocupa são os problemas fora das quadras, digamos assim. Ainda no segundo set, Leandro Vissotto sentiu dores no calcanhar e passou o resto da partida do banco, assistindo ao jogo com gelo no local. Já Marlon, com inflamação no intestino, passará por exames e deve perder toda a primeira fase do torneio. E agora, a vida do Brasil começa a piorar… Encara a Espanha, que é melhor que a Tunísia, e encerra a fase contra Cuba, com atacantes fortes e potentes e sempre perigosa.

A lesão de Vissotto, pelas imagens da TV, não deve ser nada grave. Mas como um time vai ser campeão com apenas um levantador? E não estou colocando em questão a qualidade de Bruno. Eu o acho um bom jogador, que sempre teve grandes atuações pela Cimed, mas que teve uma fase ruim nas finais da Liga Mundial. Que bom que voltou bem ao time neste sábado! Mas como inverter o 5-1 e tentar alguma nova opção sem um levantador no banco? Alguém pode ser improvisado na posição, mas não será a mesma coisa…

A estreia deixou impressões boas e ruins. Espero que, dentro de quadra, o Brasil mantenha o grande volume, principalmente como no primeiro set deste sábado. Amanhã tem mais!

Fofão na seleção feminina
Aproveitando o assunto levantadores…. Fofão está na pré-lista da seleção feminina para o Mundial, no final de outubro. Fiquei muito surpresa com a notícia já que a levantadora me disse, em entrevista por e-mail que publiquei aqui, que ela não voltaria ao time. A explicação veio com a CBV. Segundo informações de jornais, a atleta está na lista apenas como precaução e só será confirmada no time caso alguma das outras levantadoras Fabíola, Dani Lins e Ana Tiemi) tenha algum problema. Vamos esperar….

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:35

Seleção brasileira renovada e os rivais no Mundial

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A seleção brasileira masculina estreia neste sábado na busca do tricampeonato mundial. Para quem acompanha vôlei, já é normal vermos Bruninho no levantamento, Leandro Vissotto no ataque e Murilo, coadjuvante no time até a Olimpíada de Pequim, como “o cara” da equipe um líder em quadra. O Mundial será a grande prova desse novo elenco, que se renovou depois da prata olímpica.

Passei os últimos dias escrevendo especiais sobre o Mundial aqui para iG e um deles fala exatamente disso, da mudança de geração (veja a matéria). Dos campeões em 2006, restam na equipe apenas Murilo, Giba, Dante e Rodrigão. E agora, o Brasil tem um novo time para ser campeão mundial?

Eu tenho algumas ressalvas, mas sou torcedora assumida. Acho que o Brasil ainda está sofrendo no levantamento e na posição de oposto. Marlon, que seria o titular, está com uma inflamação no intestino e não joga contra a Tunísia. Já Bruno, acabou em baixa na Liga Mundial e não repetiu na seleção os bons jogos da Cimed. Mas Bernardinho já disse que ele voltou a jogar bem. No ataque, Leandro Vissotto é um cara alto, presença ótima no bloqueio, mas que também não fez na Liga Mundial o que mostrou no Italiano. Ele cresceu nas finais e espero que esteja bem de novo!

Já na ponta, o Brasil está bem servido. Murilo é o jogador completo e Dante, que sentiu dores nas costas antes do último amistoso contra a Alemanha, voltou para a seleção com um execelente desempenho. Se ficar de fora, tem Giba como substituto. No fundo, Mario Jr está segurando bem a vaga de Serginho.

Aposto que o Brasil terá uma boa campanha no Mundial. Não acho que será simples, pode ter altos e baixos no meio do caminho, mas acho que tem chance. É esperar para a estreia contra a Tunísia neste sábado!

OS OUTROS TIMES
Outro especial para o site teve a colaboração de Murilo. Ele aceitou o meu convite e, com a ajuda de Georgia (assessora da CBV que acompanha o Brasil no Mundial), analisou os rivais do Brasil e as principais seleções para o Mundial, Veja as notas do atacante para as equipes e depois, claro, fiquem à vontade para comentar!

Grupo do Brasil na primeira fase
TUNÍSIA : ficou em 16º no Mundial de 2006, não jogou a Liga Mundial de 2010 e não participou das Olimpíadas de Pequim
sem nota: “Não conheço o time deles, mas temos que nos preocupar com esses times pequenos que adoram jogar com os times grandes”

ESPANHA: ficou fora do Mundial de 2006, da Liga Mundial de 2010 e das Olimpíadas de Pequim
sem nota: “Vem fazendo um trabalho de renovação. O técnico é o argentino Julio Velasco, um velho conhecido nosso e muito respeitado. Não vimos nenhum jogos deles no ano, mas temos que tomar muito cuidado com a Espanha”

CUBA: ficou em 15º no Mundial de 2006, em 4º na Liga Mundial de 2010 (derrotado pelo Brasil na semifinal) e não jogou as Olimpíadas de Pequim
nota 7,5: “Cuba é um time muito forte fisicamente. A cada ano eles perdem jogadores importantes. Para esse Mundial foi Sanches que era um oposto destro e agora eles estão com dois canhotos”

Candidatos ao título
RÚSSIA:
ficou em 7º no Mundial de 2006, em 2º na Liga Mundial de 2010 (perdeu para o Brasil na final) e foi bronze nas Olimpíadas de Pequim
nota 8,5: São muito fortes no bloqueio e no ataque e ainda tem um saque muito forte. Eles ainda conseguiram um jogador que vai equilibrar o jogo deles na recepção que é o Berezhko. São favoritíssimos ao Mundial.

ITÁLIA: ficou em 5º no Mundial de 2006, em 6º na Liga Mundial de 2010 e em 4º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Vai jogar em casa com a torcida do lado. Vem sofrendo nos últimos anos. Eles não fizeram pódio em nenhuma competição nem mesmo no europeu. Tem muita tradição. Estão apostando todas as fichas deles nesse Mundial. O técnico deles garantiu que eles vão chegar ao pódio nesse Mundial”

POLÔNIA: ficou em 2º no Mundial de 2006 (perdeu para o Brasil na final), em 10º na Liga Mundial de 2010 e em 7º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Fez a última final com o Brasil em 2006 e foi campeã européia ano passado. Nós sabemos do potencial deles que merecem ser respeitados”

SÉRVIA: ficou em 4º no Mundial de 2006, em 3º na Liga Mundial de 2010 e em 8º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Nós gostamos de comparar a Sérvia com o Brasil porque é uma equipe muito técnica. Deu uma renovada essa temporada na posição de oposto e levantador, o que é sempre muito difícil. O levantador (Mitic) vem jogando muito bem e tem dois ótimos centrais (Stankovic e Podrascanin)”

BULGÁRIA: ficou em 3º no Mundial de 2006, em 7º na Liga Mundial de 2010 e em 5º nas Olimpíadas de Pequim
nota 7: “Tem jogadores muito fortes no ataque e no bloqueio, mas acabam pecando um pouco na recepção onde nós conseguimos tirar uma vantagem, já que jogamos bastante contra eles esse ano (foram quatro vitórias em quatro jogos na Liga Mundial)”

ESTADOS UNIDOS: ficou em 10º no Mundial de 2006, em 8º na Liga Mundial de 2010 e foi campeão das Olimpíadas de Pequim (venceu o Brasil na final)
sem nota: “Eu não vi nenhum jogo deles esse ano. O pós-olimpíada não fez bem para eles, que perderam o Ball (levantador) que era uma referência para o time. Não sabemos como eles vão se apresentar, mas são os atuais campeões olímpicos e merecem ser respeitados”

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Seleção masculina | 10:00

Uma derrota antes do Mundial preocupa?

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A seleção brasileira masculina encerrou a fase de amistosos preparativos para o Campeonato Mundial com uma derrota feia por 3 sets a 0 para a Alemanha. E uma derrota assim, às vésperas da competição mais importante dessa nova geração, preocupa?

Minha resposta é sim e também não. Fiquei surpresa quando vi o placar e o motivo da vitória fácil dos alemães. O Brasil errou demais, se abateu com os erros e não soube se recuperar em quadra. E isso me preocupa! A seleção sabe que precisa de paciência para virar bolas contra as equipes europeias, que são altas no bloqueio e estão aprendendo a defender. Teve a Liga Mundial deste ano para provar isso, com partidas contra Bulgária, Holanda…

Além disso, o time nacional vacilou no saque. Já sabemos que, contra rivais altos e bons na rede, é preciso acertar o serviço. Com passe fácil na mão, a Alemanha dominou o Brasil.

O que também me preocupou foram as declarações de Bernardinho após o jogo. “Sem tirar os méritos da Alemanha, esta foi uma das piores partidas que fizemos nestes dez anos. Jogamos muito abaixo do normal”, disse o técnico. Como o time pode ter um jogo tão ruim assim na cara de um torneio como o Mundial? Agora seria o momento de a equipe estar perto do auge e apenas lapidar alguns fundamentos, não ter tantos problemas em quadra.

Pelo menos os problemas apareceram antes, e não durante, o Mundial. Ainda restam alguns dias de treino para essa tal lapidada final. Se ainda havia tempo para tropeçar e testar alguma coisa, era nos amistosos, como disse Rodrigão. “Não gostamos de perder nunca, nem em treino. Não fomos bem contra a Alemanha, mas os amistosos servem para isso mesmo, para mostrar os erros. Vamos trabalhar para que eles não se repitam e tenho certeza que vamos chegar à Itália com a mesma força que temos mostrado em todas as competições nos últimos anos”, explicou central. Que ele esteja certo e dê tempo de Bernardo arrumar a casa!

Além disso, espero que Dante, que sentiu dores nas costas, e Marlon, que teve problemas fisiológicos contra a Alemanha, estejam prontos para o Mundial. O ponteiro voltou muito bem para a seleção e é um diferencial no time, tanto no ataque quanto no fundo de quadra. Já Marlon vinha sendo o titular enquanto Bruno tenta recuperar seu melhor jogo. A seleção vai precisar dos dois.

Outro fator menos preocupante é que o Brasil estreia contra a Tunísia, o adversário mais fácil do grupo. E é melhor começar com um jogo simples e ganhar ritmo para depois encarar Espanha e Cuba.

E também quero acreditar que essa falta de postura em quadra não vai abalar a seleção. Apesar de renovada (apenas Murilo, Giba , Dante e Rodrigão estavam na campanha do título em 2006), a equipe sabe que é uma das favoritas e já está acostumada a ser “o alvo”. Acho que os atletas já têm maturidade para deixar essa derrota na fase de amistosos e começar com outro ânimo o Mundial.

Agora é com vocês. O que vocês acham? Uma derrota antes do Mundial preocupa? Mesmo com todos os títulos e a tradição, a seleção pode se abalar com isso? Deixem seus comentários!

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terça-feira, 21 de setembro de 2010 Diversos | 09:31

"Antigos" campeões dão cor aos Estaduais

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A renovada seleção masculina está na Alemanha nos últimos treinos antes do Campeonato Mundial, primeira grande competição dessa geração. Quem tem medalhas olímpicas e títulos mundiais no currículo está aqui no Brasil, dando uma cor especial aos Campeonatos Estaduais.Dois bons torneios no momento são o Paulista e o Mineiro. Por aqui, os veteranos da seleção estão se dando bem. Já em Minas, levam a melhor os times dos jovens talentos nacionais.

Gustavo em ação pelo Pinheiros/Sky

Gustavo em ação pelo líder Pinheiros/Sky

Gustavo e Marcelinho na frente
Gustavo, campeão olímpico e bi no Mundial, e Marcelinho, campeão Mundial em 2006 e prata nos Jogos de Pequim, lideram o Paulistão. O Pinheiros/Sky, aproveitando-se do entrosamento da temporada passada e de bons reforços como Tuba e Maurício, está invicto no torneio. Até agora foram nove vitórias em nove jogos.

Em segundo lugar aparece o Sesi que, no momento, conta com astros fora das quadras. O time é comandado por Giovane Gavio, que até hoje atrai a atenção de gerações que gostam de vôlei, e tem Serginho no elenco. O líbero, um dos melhores do mundo na posição, ainda se recupera de uma cirurgia para retirada de uma hérnia de disco da coluna, mas acompanha de perto a campanha do time no Paulistão. Ele deve voltar a atuar em aproximadamente um mês.

Na cola do Sesi estão dois times com medalhistas. Vôlei Futuro, a sensação da temporada depois de montar uma equipe forte sob a distribuição do levantador Ricardinho, e Medley/Campinas, criado pelo ex-jogador Maurício e que tem André Heller em quadra. Todos têm três derrotas na tabela, mas o Campinas, que bateu o time de Araçatuba no final de semana, sai na frente no desempate e assume a terceira colocação.

Wallace, do Sada, já vestiu a camisa do Brasil

Wallace, do Sada, já vestiu a camisa do Brasil

Caras novas dominam
Em Minas Gerais, a atração não está apenas na bagagem dos jogadores. O Montes Claros, time criado na última temporada e vice-campeão da Superliga mesmo sem campeões ou medalhistas da seleção é o xodó da torcida e segue lotando os ginásios no começo da temporada apesar de ter perdido grandes nomes do ano passado como Lorena, Piá, Diogo e Acácio. Em quadra, entretanto, o time já teve tropeços no Mineiro. O Montes Claros já perdeu duas vezes para o Sada Cruzeiro e se recuperou com uma vitória sobre o Vivo/Minas.

Quem está na liderança no estadual é o Sada Cruzeiro. No elenco, o time conta com Wallace, que vestiu a camisa da seleção na Liga Mundial, e Samuel, campeão mundial em 2006. Eles ainda se reforçaram com nomes como Acácio e Serginho e chegam fortes neste ano. Até agora, estão invictos no Mineiro.

Quem tem campeão olímpico e mundial no elenco ainda não venceu. O Vivo/Minas, do oposto André Nascimento e do central Henrique, veio de uma campanha fraca na última Superliga e ainda não se encontrou no estadual. Nesta noite eles tentam a recuperação contra o líder Sada.

Enquanto a seleção se prepara para o Mundial, vale conferir os Estaduais nos ginásios e aproveitar a proximidade com esses “antigos” campeões.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Seleção feminina | 12:33

Fofão: "O ciclo acabou. Agora serei eterna torcedora"

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A medalha de prata da seleção feminina no Grand Prix fez recomeçar a discussão sobre as levantadoras da seleção feminina. Já comentamos bastante isso por aqui, mas faltava dar a palavra a uma das envolvidas no caso: Fofão. Surgiram boatos de que ela voltaria ao time para o Mundial e, na época, tentei contato com a levantadora. Fofão me respondeu na tarde de terça-feira e desmentiu o retorno mais uma vez, afirmou estar tranquila e torcendo pela seleção e ainda disse que tem personalidade suficiente para dizer “não” e não voltar atrás. Com a palavra, Fofão!

Apenas boatos
“Como isso começou eu não sei, mas algumas pessoas acham que falei (aposentadoria da seleção) da boca para fora porque todo mundo diz que vai parar e acaba voltando. Mas eu tenho personalidade suficiente para dizer que não vou voltar atrás. E não pense que, com isso, estou desprezando a seleção. Não faço isso de forma alguma. Só o meu ciclo na seleção que já terminou. E agradeço por todas as oportunidades que a equipe me proporcionou”

Respeito às sucessoras
“Acho que as pessoas ainda não entenderam a minha decisão e, de certo modo, isso me incomoda. Eu respeito muito quem está trabalhando e correndo atrás para conquistar seu espaço na seleção. Não sei porque ainda insistem nisso (volta ao time nacional). Já disse que não há essa possibilidade. Minha cabeça não está mais ligada à seleção (Fofão jogará no Fenerbahce, da Turquia, nesta temporada). Estou muito tranquila e gostaria que a minha decisão fosse respeitada”

Eterna torcedora
“Assisti aos jogos do Grand Prix, sim, e vou assistir sempre pois, acima de tudo, adoro as meninas e serei eterna torcedora de todas elas. Acho que elas estão no caminho certo, buscando seus espaços e a confiança do treinador”

Titular de personalidade e coragem
“Acho que este revezamento (ora Dani Lins e ora Fabíola) é super normal, pois a experiência virá durante as competições, durante os jogos. Mas posso dizer uma coisa: será titular quem tiver mais personalidade e mais coragem para jogar. As críticas vão existir e são super normais. E as jogadoras tem que ter o seu tempo, aproveitar as oportunidades. Às vezes é necessário tempo e as pessoas precisam entender isso”

Resposta dada e dúvidas sanadas! Obrigada, Fofão!

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010 Seleção masculina | 10:51

Um corte surpresa e outro já esperado para o Mundial

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Bernardinho antecipou a decisão e resolveu, na tarde de quinta-feira, quem seriam os jogadores cortados da seleção masculina para o Campeonato Mundial. O ponteiro Thiago Alves e o meio-de-rede Éder ficarão de fora da disputa do tricampeonato.

Thiago Alves é um cortados para o Mundial

Thiago Alves é um cortados para o Mundial

Confesso que o corte de Thiago Alves me pegou de surpresa. Ele é visto por Bernardinho como dono de futuro promissor e estava na seleção na Liga Mundial. O ponteiro foi pouco utilizado no torneio, mas, quando solicitado, entrou bem, principalmente no saque. Entretanto, Thiago não fez uma excelente Superliga na temporada 2009/2010 como na anterior e sofreu com a concorrência para a vaga de ponteiro na equipe nacional, que aumenta a cada dia! Murilo é o cara do momento e Dante voltou muito bem. Giba, o capitão e uma das vozes de experiência dentro do time e que também pode decidir, apesar de já ter vivido fases melhores dentro de quadra, tem lugar cativo. A última vaga ficou com João Paulo Bravo que foi mais utilizado nos últimos amistosos e agradou ao técnico.

No meio, a saída de Éder já era esperado. A posição também estava lotada com Rodrigão, Lucão e Sidão. E Éder perdeu grande parte da temporada na seleção se recuperando de uma pubalgia. Nesse caso, eu concordo com Bernardinho. Os outros centrais já estão bem treinados e vem jogando com regularidade. Lucão falhou no final da Liga e Sidão funcionou em seu lugar. Às vésperas do torneio mais importante do ano, não valeria a pena mexer.

Quem ganhou uma vaga na equipe foi o líbero Allan. Como Serginho ainda se recupera de uma cirurgia na coluna, Mário Jr será mais uma vez o titular do Brasil na defesa, e Allan ficará na reserva. Ele é um jogador rodado e que finalmente volta ao alto nível depois de romper o tendão de Aquiles duas vezes. É uma segurança no fundo pela experiência em clubes, apesar dos poucos treinos e jogos durante a temporada.

A convocação está feita. Tem gente que queria ver nomes como Ricardinho ou André Nascimento nessa lista, mas não deu. Acho que Ricardinho, apesar de excelente jogador, perdeu espaço mesmo com a recuperação da relação com Bernardinho. Já Nascimento, para mim, seria um bom nome. Ele é um ótimo atacante, canhoto, com velocidade de braço e estava cheio de vontade de voltar. Mas também terá que esperar… O Brasil embarca para a Europa no dia 15, faz um período de aclimatação na Alemanha e estreia no Mundial no dia 25, contra a Tunísia. Só nos resta desejar boa sorte!

Brasileiros para o Mundial
Levantadores: Bruninho e Marlon
Ponteiros: Murilo, Dante, Giba e João Paulo Bravo
Centrais: Rodrigão, Lucão e Sidão
Opostos: Leandro Vissotto, Theo e João Paulo Tavares
Líberos: Mário Jr. e Alan

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