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Arquivo de agosto, 2010

domingo, 29 de agosto de 2010 Seleção feminina | 13:42

Brasil tem um bom gosto de prata no Grand Prix

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Geralmente, a medalha de prata é aquela dolorida, que vem depois de uma derrota justo no último jogo. Para a seleção feminina, a medalha de prata veio com sorriso no rosto, alegria em quadra, vitória e muitas brincadeiras para a câmera em um belo jogo.

Brasil é prata no Grand Prix

Brasil é prata no Grand Prix

O Brasil entrou em quadra nesta manhã para a última partida do Grand Prix sabendo que o ouro do torneio era dos Estados Unidos, que haviam vencido o Japão por 3 sets a 0. Se a equipe nacional vencesse China, seria prata. Pronto, essa foi a motivação necessária.

A seleção entrou para encara a China de cabeça erguida e dominou todo o tempo. Com bons saques, assim como na partida contra a Itália, deu trabalho à recepção asiática e fez oito pontos diretos. Também marcou bem no bloqueio e fez outros oito pontos. E, de novo, se comportou bem na defesa, segurou os ataques chineses e passeou em quadra com ataques e contra-ataques (foram 41 pontos na rede contra apenas 21 da China). Tudo isso com alegria e um sorriso no rosto que fizeram falta no começo dessa fase final. As brasileras fizeram o seu jogo, atuaram soltas e liquidaram a partida em 59 minutos (leia mais).

Quando o Grand Prix começou, todos sabiam que esse era mais um torneio para o Brasil e que ele ajudaria a ganhar ritmo para o Mundial, grande competição do ano, que começa em outubro. Pois bem, o Grand Prix serviu para o bem e para o mal. Tivemos as lesões de Mari, que pode até perder o próximo torneio, e de Paula Pequeno, justo no momento em que ela estava voltando a melhor forma depois de uma série de lesões e cirurgias no joelho. Mas também tivemos uma seleção que caiu e soube se levantar.

O time brasileiro, quando perdeu para a Itália em casa, se abateu e Mari chegou a dizer que elas não estavam nem sabendo jogar atrás do marcador. Alguns treinos e jogos depois, o Brasil superou esse “problema” e voltou a virar as partidas. Chegou bem à fase final e levou um grande tombo com a derrota para o Japão, que custou o título. No dia seguinte, soube se levantar e vencer a Polônia. Depois, a derrota dolorida e nos detalhes para os Estados Unidos e mais uma boa recuperação, com ótimas vitórias sobre Itália e China.

Jaqueline é a melhor atacante do Grand Prix

Jaqueline é a melhor atacante do Grand Prix

Além disso, Natália aguentou a pressão de substituir as ponteiras machucadas. Fabíola cresceu no levantamento, distribuiu bem as bolas e equilibrou o ataque nacional. E o time manteve o ritmo com Dani Lins, nas inversões, pelo menos nos últimos jogos. Joycinha também entrou como oposta reserva e soltouo braço. Jaqueline fez um ótimo torneio. Pode ter falhado no passe em alguns momentos, mas ainda assim compõe um bom fundo com Fabizinha. E foi eleita a melhor atacante do torneio. Ela se mostra uma jogadora completa. Sheilla teve dias ruins, mas voltou a ser a segurança do time. E pelo meio, as “torres gêmeas” Fabiana e Thaísa se adaptaram bem a Fabíola e aproveitaram.

Moral da história? O Brasil perdeu um título, mas pelo menos chegou bem ao final da competição, em uma crescente. A equipe, no geral, soube se adaptar e Zé Roberto comandou o elenco para que todas estivessem prontas para as situações adversas. Posso estar sendo otimista demais, mas acho que o saldo do Grand Prix é positivo e a prata teve um bom gosto. A seleção vai para o Mundial jogando melhor que no primeiro dia de final do Grand Prix, entrosada e feliz em quadra.

“Saímos daqui mais fortalecidas para o Mundial. Aprendemos com as duas derrotas sofridas nesta fase final e conseguimos terminar bem o campeonato. A equipe cresceu na adversidade. Com as lesões da Paula e da Mari, o grupo ficou ainda mais unido. Queríamos o primeiro lugar, mas a prata foi importante para o crescimento do time”, resumiu Natália.

Sim, eu sei que ainda será preciso treino e ajustes para o Mundial. O passe ainda não está totalmente seguro, Zé Roberto terá que pensar nas ponteiras, a seleção não pode vacilar como na derrota para o Japão e tem que ser mais regular…. Mas vou ficar feliz por hoje. Amanhã eu penso nos problemas de novo…

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sábado, 28 de agosto de 2010 Seleção feminina | 12:54

Natália segura pressão e Brasil ainda sonha no GP

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No post anterior questionei quem seria a nova ponteira do Brasil nas finais do Grand Prix. A aposta era Natália ou Sassá. Para a partida contra a Itália, nesta madrugada, a escolhida foi a primeira, que deixou a posição de reserva da oposta Sheilla para voltar a atuar ao lado de Jaqueline e segurou muito bem a pressão.

Quando o jogo começou, Natália parecia nitidamente tensa. Depois, ela confessou que estava mesmo nervosa e sentindo a responsabilidade da titularidade naquele momento. Mesmo com algumas bolas sem muito efeito no ínicio, ela continuou sendo acionada pela levantadora Fabíola e, ainda no primeiro set, passou a corresponder. No final, ela foi a principal arma do ataque do Brasil e a maior pontuadora da partida, com 15 bolas no chão. Natália fez valer  sua escolha como titular! Ela ainda não é uma excelente passadora, mas está ganhando volume a cada jogo.

A atuação da nova ponteira resumiu a atuação da seleção na vitória por 3 sets a 0 nesta madrugada (leia mais). O time amadureceu em quadra e dominou o jogo. Teve alguns erros bobos no final do primeiro set, mas logo voltou e liquidou a parcial. Depois, seguiu firme para fechar a partida. A seleção jogou com um belo conjunto e fico feliz de que a partida tenha sido bem mais simples do que esperava.

Já cansamos de comentar por aqui sobre os erros de passe da equipe nacional. Dessa vez, a situação se inverteu. Quem sofreu com um saque bem executado e deu trabalho à levantadora foi a Itália. Elas levaram sete pontos em aces do Brasil e não fizeram nenhum. Além disso, o Brasil, que vinha sofrendo para achar espaço na defesa adversária deu o troco e se fechou muito bem. Muitas bolas italianas paravam na defesa brasileira, eram recuperadas por Fabi e companhia, ou nem passavam pelo bloqueio (foram 14 pontos no fundamento). As atacantes italianas jogaram abaixo do que sabem e erraram mais do que o normal. Mas, no final, foi uma ótima inversão de papéis!

Fabíola também melhorou. Contra os Estados Unidos, apesar de um jogo bastante equilibrado, ela cometeu alguns movimentos equivocados e complicou a situação da seleção em momentos importantes. Entretanto, nesta madrugada ela teve boa leitura e distribuição das jogadas, tanto que os números das atacantes ficaram parecidos – Natália e Jaqueline com 11 pontos no ataque, Fabiana com oito e Sheilla com sete. Fabíola está bem entrosada com as demais atletas e tem potencial para seguir bem no elenco principal.O Brasil ainda não achou “a” levantadora, mas está no caminho.

Sabemos que o Grand Prix não é a prioridade do ano, já que o foco é o Mundial, mas é bom ver o time bem em quadra e os testes, como a alternância de levantadoras e mudança de posição de Natália, ora oposta e ora ponteira, podem dar certo. Entretanto, para o Mundial temos que ver as condições de Paula e Mari, agora lesionadas. Fernanda Garay pode ganhar espaço. Mas calma, primeiro temos as finais do Grand Prix…

A seleção também ainda pode sonhar com o ouro, como alguns leitores já disseram por aqui, graças ao sistema de pontuação. Em um jogo de 3 sets a 0 ou 3 sets a 1, o vencedor ganha três pontos. Em caso de 3 sets a 2, o vencedor leva apenas dois pontos e o perdedor, um. O Brasil perdeu dois jogos, mas ainda sim faturou dois pontos. Os Estados Unidos, que venceu a China por 3 sets a 0, estão invictos, mas tiveram duas vitórias por 3 a 2 e, por isso, não ganharam todos os pontos possíveis. Ou seja, tudo será decidido neste domingo. O Brasil tem que fazer a sua parte e vencer bem a China. Mas antes, deve torcer para que o Japão bata os Estados Unidos em sets diretos. Serei Japão desde criancinha!

Resultados da rodada
Polônia 3 x 1 Japão (25/15, 21/25, 25/23 e 25/22)
Brasil 3 x 0 Itália (25/18, 25/13 e 25/16)
Estados Unidos x China (25/21, 27/25 e 25/22)

Última rodada (domingo – dia 29/08)*
2h – Japão x Estados Unidos
4h30 – Itália x Polônia
8h – China x Brasil
*horários de Brasília

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010 Seleção feminina | 12:15

Sem Paula Pequeno e Mari, quem joga nas finais?

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A seleção brasileira feminina de vôlei teve mais uma má notícia nesta sexta-feira. Além da derrota para os Estados Unidos, perdeu Paula Pequeno para o restante do Grand Prix. O time já havia perdido Mari, que machucou o joelho na vitória sobre a Polônia. E agora, quem joga as últimas partidas das finais?

Paula Pequeno é a nova baixa na seleção

Paula Pequeno é a nova baixa na seleção

Paula, assim como Mari, se machucou depois de um bloqueio. Ela pisou no pé de uma norte-americana e teve uma entorse no tornozelo esquerdo. Saiu da quadra para o hospital e foi detectada uma fratura em um dos ossos do local. Resultado? De quatro a seis semanas parada. Já Mari passou por ressonância e teve uma lesão no menisco do joelho esquerdo. Ela fará uma artroscopia e nova avaliação para saber qual a extensão da ruptura nos ligamentos. Resultado? Também repouso de 30 a 40 dias.

O Brasil ainda tem dois jogos pela frente no Grand Prix, contra Itália e China. As chances de ser campeã são pequenas, mas ainda existem se contar com vitória da China sobre os Estados Unidos e uma boa combinação de resultados. Mas Mari deu lugar a Paula Pequeno no time titular. E agora? Quem entra no lugar de Paula?

Natália, que vem sendo usada como oposta, é a coringa do time e pode voltar à posição de ponteira. Ela jogava assim na seleção até a temporada passada até ser “remanejada” depois do belo desempenho no título da Superliga. A vantagem dessa escolha é a potência do ataque. Natália entrou mal contra os Estados Unidos, mas é uma excelente atacante. Porém, ainda peca no passe, que é o grande problema da seleção. Zé Roberto também poderia optar por Sassá, que não ataca tão bem, mas tem no passe uma de suas especialidades. Vamos ver quem ele escolhe… E dpois ainda tem se pensar no Mundial, principal torneio do ano…

E falando em passe, como o Brasil sofreu nesta madrugada com o saque dos Estados Unidos! O jogo foi equilibrado (leia mais sobre a partida) e a seleção teve chances de vencer, mas pecou no fundo. Fabíola também errou na escolha da distribuição em momentos importantes, prejudicando o ataque nacional. Vai ser preciso arrumar esse fundo para vencer a Itália. As europeias perderam para o Japão nesta madrugada, mas sabem jogar bem contra o Brasil. Contam com Ortolani, Del Core e Piccini bem no ataque e vão explorar as nossas falhas no sistema defensivo. Ainda acho que será um jogo duro!

Resultados da rodada
Japão 3 x 2 Itália (23/25, 25/14, 26/28, 25/20 e 17/15)
Brasil 2 x 3 Estados Unidos (25/22, 19/25, 28/30, 25/17 e 13/15)
China 3 x 0 Polônia (25/19, 25/19 e 25/17)

Próximos jogos (sábado – dia 28/08)*
2h – Japão x Polônia
4h30 – Brasil x Itália
8h – China x Estados Unidos

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010 Seleção feminina | 13:20

Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina venceu a primeira na fase final do Grand Prix 2010. Nesta madrugada, o time passou pela Polônia por 3 sets a 1 (leia mais sobre a partida) e, com ajuda das próximas rivais, está firme e forte na briga pelo nono título do torneio.

Brasileiras fazem pose depois da vitória

Brasileiras fazem pose depois da vitória

Ainda não foi uma exibição perfeita da seleção. O Brasil segue com o passe quebrado, o que prejudica o ataque e deixa Fabíola sem bola na mão. Por outro lado, a “divisão de tarefas” foi mais equilibrada. Na derrota para o Japão, Jaqueline foi disparada a que mais pontuou no ataque. Nesta madrugada, as coisas foram mais equilibradas. Sheilla voltou a liderar a estatística, com 20 pontos, mas Fabiana, Jaqueline, Thaísa e Mari também receberam e viraram as bolas. Era isso o que esperava. Não acho que um time tenha 12 jogadoras iguais, no mesmo nível, mas não pode ter apenas uma ou duas atacantes para decidir. E o meio-de-rede, que sempre foi destaque dessa nova geração, segue bem. Além de segurar no ataque, o Brasil marcou bem no bloqueio (13 pontos contra 8 das polonesas).

A vaga da Mari

Como disse Zé Roberto depois da partida contra a Polônia, “precisávamos muito da vitória”. Agora a seleção tem que arrumar o passe e pensar no que fazer na ausência de Mari, que sofreu uma entorse no joelho (leia mais) para a partida da madrugada de sexta-feira, contra os Estados Unidos. Os leitores surgiram que Natália entrasse como ponteira e até acho uma boa ideia. Ela não é uma excelente passadora, mas o Brasil ganha volume no ataque com ela e Sheilla em quadra. Mas ainda acho que a opção deva ser Paula Pequeno.

E o próximo jogo será importante para definir a liderança da fase final. Os Estados Unidos arrasaram a Itália por 3 sets a 0 nesta madrugada, seguem invictas e assumiram a primeira colocação. Ainda deram uma ajuda ao Brasil, derrubando as europeias na tabela. Para colaborar ainda mais, China bateu o Japão. Ou seja, Brasil, com o ponto da derrota da estreia e os três desta quinta-feira está na vice-liderança (leia mais).

Mais uma vez o Brasil vai encarar uma seleção com volume de jogo e que sabe defender. Acho que as norte-americanas não serão tão “chatas” no fundo quanto as japonesas, mas bloqueiam bem, estão crescendo no torneio e ainda contam com a volta Logan. Lembra da paciência que comentamos que faltou contra o Japão? Espero que ela esteja em quadra contra as norte-americanas e o seu bloqueio….

Resultados da rodada
Estados Unidos 3 x 0 Itália (25/23, 25/20 e 25/14)
Brasil 3 x 1 Polônia (25/21, 23/25, 25/20 e 25/17)
China 3 x 1 Japão (29/27, 23/25, 25/20, 25/19)

Próximos jogos (sexta-feira – dia 27/08)*
2h00 – Japão x Itália
4h30 – Brasil x Estados Unidos
8h30 – China x Polônia
*horário de Brasília

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010 Seleção feminina | 11:18

Brasil para na defesa japonesa na estreia na fase final

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A seleção brasileira feminina perdeu para o Japão por 3 sets a 2 (leia mais sobre a partida) na estreia na fase final do Grand Prix. Bem que a gente já tinha comentado por aqui e Zé Roberto também já havia falado: o Japão tem volume de jogo. A bola demora a cair do lado asiático da quadra, elas não desistem nunca de uma jogada e ainda atacam com velocidade. Diante disso, tem que ter muita paciência para vencer. E parece que foi isso que faltou ao Brasil nesta madrugada….

Erro do Brasil na derrota para o Japão

Erro do Brasil na derrota para o Japão

A equipe nacional arrasou no primeiro set e, depois, parou na defesa do Japão. Os problemas começaram a partir do segundo set, com consistência no sistema defensivo e bons saques do Japão. As nossas atacantes não acharam espaço e o Brasil terminou o jogo com menos pontos de ataque que as nipônicas (64 a 67). Nem sempre soltar o braço é a solução para pontuar, ainda mais contra quem sabe se armar no fundo de quadra. Zé Roberto também criticou a atuação do ataque, pela disparidade de números (leia mais).

Jaqueline foi a maior pontuadora, com 27 acertos, e depois apareceram as centrais Fabiana (15) e Thaísa (13). As outras não chegaram à casa dos 10. Ou seja, o ataque na ponta, no geral, não funcinou! Mari estava mal, deu lugar a Paula Pequeno, que passou em branco. Natália e Sheilla também decepcionaram. Méritos da defesa adversária e falta de cabeça das nossas atacantes. O jogo não pode ficar sobrecarregado em uma atleta e ter outras tão apagadas…

Para a partida da madrugada desta quinta-feira, contra a Polônia, a situação deve ser diferente. As europeias tem um estilo de jogo mais parecido com o brasileiro e não são tão boas na defesa. Mas é bom acertar o passe, sempre, e ter paciência no ataque. Dos males, o menor. Pelo menos a seleção marcou um ponto na classificação e tem tempo para se recuperar.

A rodada foi boa para a Itália. Comandadas por Del Core e Piccinini, elas venceram a China, dona da casa, por 3 sets a 0 e estão isoladas na liderança. O time jogou solto, deu aula de bloqueio e soube controlar as tentativas de domínio das chinesas. No outro jogo da rodada, vitória suada dos Estados Unidos sobre a Polônia. E isso é mais um alerta para o Brasil. Se as polonesas quase venceram as norte-americanas, também podem nos dar trabalho (veja a classificação geral).

Resultados da rodada
Estados Unidos 3 x 2 Polônia (13/25, 18/25, 28/26, 25/19 e 15/12)
Brasil 1 x 3 Japão (25/13, 23/25, 25/18, 22/25 e 13/15)
China 0 x 3 Itália (20/25, 16/25 e 21/25)

Próximos jogos (quinta-feira, dia 26/08)*
2h00 – Estados Unidos x Itália
4h30 – Polônia x Brasil
8h30 – China x Japão
* horário de Brasília

P.s.: Hoje é aniversário de Bernardinho. Parabéns pelos 51 anos e boa recuperação!

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terça-feira, 24 de agosto de 2010 Seleção feminina | 08:38

As finais do Grand Prix

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Esta semana é de decisão no Grand Prix. Brasil busca o nono título, terceiro consecutivo, a partir da madrugada de quarta-feira, contra o Japão. Para chegar até lá, a seleção, além da vitória sobre Porto Rico comentada no último post, passou por Taiwan e Polônia e chega bem treinada e preparada para a etapa decisiva.

Zé Roberto manteve o esperado, ou seja, fez testes nos jogos mais simples. Até Camila Brait e Joycinha ganharam espaço contra a frágil equipe de Taiwan. Já contra a Polônia, que teoricamente seria o rival mais complicado, as titulares voltaram. A dúvida segue no levantamento. Fabíola foi escalada e pode seguir no time principal, mas Dani Lins ainda não foi descartada.

E os testes foram positivos para a seleção. Assim como na vitória sobre Porto Rico, a equipe nacional se comportou bem com as mudanças. Contra Taiwan, as brasileiras chegaram a se perder um pouco quando o ataque asiático entrava, mas assim que elas retomavam a concentração, cresciam com facilidade na partida (leia mais). Já diante da Polônia foi domínio no primeiro set e susto no segundo, com a vitória apenas no 27 a 25. O time vacilou, mas pelo menos soube se recuperar e fechar a partida na sequência (leia mais). A possível síndrome cubana citada há alguns posts parece mesmo não existir. Que bom!

Mas agora, como já disse Zé Roberto, é hora de se preparar para a maratona. Serão cinco jogos em cinco dias e o melhor na somatória fica com o título, sem semifinal ou final. A lição que fica desses últimos confrontos é não cometer erros bobos, ou pode não haver tempo para a recuperação. Por outro lado, deu para colocar todo mundo para atuar e dar ritmo, mesmo com jogos simples e com cara de treino.

O Brasil enfrenta o Japão às 4h30 da quarta-feira (horário de Brasília). Será o segundo confronto entre as duas equipes no Grand Prix. No primeiro, em São Carlos, a seleção venceu com por 3 sets a 0. Mas é bom ligar o alerta. As japonesas já passaram pela Itália, único time a bater o Brasil, e tem um grande volume de jogo. É aquele time contra o qual precisa ter paciência para explorar até achar espaço para a bola cair, pois sabe defender muito bem. Além disso, elas são altas, com diversas atletas com mais de 1,80m, inclusive os destaques do time: Saori (maior pontuadora e dona do segundo melhor saque do Grand Prix) e Inoue (melhor bloqueadora do torneio).

Mas o jogo dessa fase final promete ser mesmo Brasil x Itália, na madrugada do sábado. Pode ser a revanche da seleção e o troco pelo título da Copa dos Campeões perdido na temporada passada. Vamos ver se os “treinos” fizeram bem à seleção brasileira. Que venha mais um título!

As finais do Grand Prix*
dia 25/08 – às 4h30- Brasil x Japão
dia 26/08 – às 4h30 – Brasil x Polônia
dia 27/08 – às 4h30 – Brasil x Estados Unidos
dia 28/08 – às 4h30 – Brasil x Itália
dia 29/08 – às 8h00 – Brasil x China
*jogos terão transmissão de Band e Sportv

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010 Seleção feminina | 10:55

Mais uma boa vitória do Brasil no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina de vôlei venceu Porto Rico por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida) nesta madrugada e assegurou a vaga nas finais do Grand Prix. Mas o melhor dessa partida não foi o resultado e sim, ver a equipe render, mesmo bastante modificada.

Paula Pequeno foi o destaque da vitória do Brasil

Paula Pequeno foi o destaque da vitória do Brasil

Já era esperado que os jogos da última etapa da fase de classificação tivessem um pouco cara de treino para o Brasil. E para dar ritmo às jogadoras, Zé Roberto já começou a mexer no time e colocou Paula Pequeno, Adenízia e Fabíola como titulares. Também escalou Natália e Sassá ao longo do jogo. Ainda assim, a seleção se manteve superior e venceu com facilidade.

Das “novas titulares”, o destaque foi Paula Pequeno, maior pontuadora do Brasil com 11 acertos. Ela está de volta à seleção depois das lesões no joelho e recuperando a forma. É bom ter esse tempo nos jogos mais fracos para atuar e voltar ao nível das outras ponteiras. Já Adenízia é uma promessa no centro, com agilidade e futuro. E no levamento, sigo em dúvida sobre a nova titular. Fabíola tem entrado bem quando é solicitada e dando muito volume ao time.

Essa mescla de atletas é interessante e é o modelo de sucesso da seleção masculina: conseguir misturar titulares e reservas e não perder o ritmo. As mulheres seguem o mesmo caminho. Contra Porto Rico, acertaram bem o tempo de bloqueio e defesa e forçaram muitos erros das adversárias, pressionadas na partida. Na madrugada deste sábado, contra o frágil Taiwan, será mais uma boa oportunidade para testar e treinar o time.

E você? O que achou do desempenho do Brasil? O que espera para as finais do Grand Prix? Deixe seu comentário!

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Diversos | 15:56

Bastidores do encontro entre Ricardinho e ex-colegas

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A rodada da noite de quarta-feira do Campeonato Paulista marcou o reencontro de Ricardinho, levantador do Vôlei Futuro, com os ex-companheiros de seleção brasileira Gustavo e Marcelinho, do Pinheiros/Sky. E o clima foi de paz na quadra em São Paulo.

Só para lembrar, Gustavo era um dos líderes do time e Marcelinho herdou a vaga de titular do Brasil no corte de Ricardinho no Pan de 2007. Depois, o levantador se afastou totalmente do restante do grupo. Ele e Gustavo jogaram juntos no Treviso, na Itália, mas parecia que eram apenas colegas de trabalho e nada mais na época.

E foi Gustavo o primeiro a encontrar Ricardinho, no treino da manhã de quarta-feira, antes da partida. O central conversou com o ex-companheiro e, depois, postou no Twitter que fio um bom bate-papo, relembrando os tempos de seleção. Pelo visto, só relembrando as coisas boas.

No jogo, contei com um “espião” para me ajudar a contar essa história para vocês. Eduardo Antonialli, assessor do Pinheiros. Ele disse que os dois estavam sempre bem-humorados em quadra, conversando e se abraçando. Com Marcelinho, o clima foi o mesmo. Depois de falar com Gustavo, Ricardinho foi em direção ao levantador e eles também trocaram abraços e risadas.

Depois da partida, vencida pelo Pinheiros/Sky por 3 sets a 2 (veja como foi o confronto), Eduardo teve a idéia de juntar todo mundo e tirar uma foto. Perguntado se teria algum problema, Gustavo respondeu: “Lógico que não!”. Depois, Marcelinho já emendou, gritando do meio da quadra. “Ricardo, ‘vamo’ tirar uma foto agora?”. Pedido aceito e eis o resultado.

Gustavo, Ricardinho e Marcelinho: tudo em paz na quadra

Gustavo, Ricardinho e Marcelinho: tudo em paz na quadra

“Não tenho nenhum problema com o Ricardinho. Joguei junto com ele na Itália e agora estamos aqui novamente”, afirmou Gustavo. “Nunca teve briga nenhuma”, ameniza Marcelinho. “Passamos o jogo todo conversando e não nos desentendemos em nenhum momento. Não temos problema nenhum com o Ricardinho”, comentou o levantador do Pinheiros.

É bom ver esse clima tranquilo, para o bem do vôlei. Afinal, depois do corte, magoado, Ricardinho atacou a todos e se sentiu traído pelos companheiros. Mas, desde que foi convocado para a pré-lista na Liga Mundial, ele vem dizendo que quer a reaproximação e recuperar as relações com os antigos companheiros. A mágoa foi digerida e parece que tudo corre bem…

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010 Seleção masculina | 20:42

A 300ª vitória de Bernardinho fica para depois…

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Bernardinho segue com 299 vitórias no comando da seleção masculina. Nesta quarta, o time entrou em quadra contra a Polônia, na inauguração de um ginásio na casa do adversário, e foi derrotada por 3 sets a 2. Foi o segundo tropeço do time no ano (antes havia perdido apenas para a Holanda na Liga Mundial). A 300ª vitória do nosso técnico ficou para o final da semana….

No amistoso de hoje, o primeiro na preparação do time para o Campeonato, um susto logo no começo com 4 a 0 dos poloneses no placar. A seleção ainda reagiu com Dante no saque e Vissotto no ataque, mas perdeu o set. O resultado se repetiu na segunda parcial. O Brasil saiu na frente, mas levou a virada da Polônia, melhor em todos os fundamentos.

A seleção brasileira só se impôs no terceiro set, com direito a 8 a 1 no placar e a vitória fácil por 25 a 14. Consistente no ataque e na defesa, o Brasil também venceu o quarto set. Na decisão, chegou ao match point, mas acabou derrotada com parciais de 25/21, 25/18, 14/25, 17/25 e 19/17.

Pelo que li sobre o jogo, a seleção começou devagar e teve dificuldade diante dos altos poloneses. E também errou quando não poderia, como no finalzinho do tie-break. A folga pós-Liga Mundial fez os jogadores baixarem um pouco o ritmo, mas ainda dá tempo de recuperar. O que não pode é perder por causa dos próprios vacilos e de desatenção, como parece ter sido o caso nesta quarta-feira…

O Brasil segue na Polônia e disputa, a partir de sexta-feira, um torneio amistoso. Estreia contra a República Tcheca e, depois, enfrenta a Bulgária no sábado e a Polônia, no domingo. Bons testes para o time. Não conheço os tchecos, mas o búlgaros são potentes e fortes no ataque e  no bloqueio, como vimos na Liga Mundial e não é fácil ganhar deles. Já a Polônia mostrou hoje que tem potencial. E agora, quando sai a vitória número 300 do nosso técnico?

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010 Seleção feminina | 12:38

Liderança merecida ao Brasil no Grand Prix

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Se o saldo do final de semana passado no Grand Prix para a seleção feminina foi um empate, com a derrota dolorosa para a Itália, agora as meninas fecharam a segunda etapa da fase classificatória com vitórias e méritos. Depois dos 3 a 0 no jogo ruim contra a República Dominicana, como comentamos no post anterior, o Brasil conseguiu dois belos resultados contra Holanda e China. Com isso, alcançou a liderança geral do Grand Prix. E uma liderança merecida!

Sheilla é o nome do jogo, com 33 pontos

Sheilla é o nome do jogo, com 33 pontos

Brasil 3 x 1 Holanda
Depois da derrota para Itália, Mari comentou que o Brasil estava tendo dificuldades em jogar atrás do placar. Eu fiz um post relembrando a síndrome de Cuba, seleção conhecida por perder a cabeça quando não está na liderança. Ainda bem que a síndrome para a seleção brasileira passou logo!

Contra a Holanda, a equipe de Zé Roberto venceu o primeiro e o terceiro sets e partiu para fechar o jogo no quarto. Na parcial, as brasileiras levaram a virada da Holanda com oito pontos consecutivos. Isso mesmo, oito! E, mesmo assim, as meninas se recuperaram e venceram a partida. Isso que é recuperação e exemplo de maturidade em quadra!

O Brasil venceu com a grande arma dessa geração: o bloqueio. Segundo Zé Roberto, a combinação de presença na rede com a defesa deram o resultado positivo ao time. E Sheilla, que voltava a jogar depois de uma leve torsão no tornozelo, arrasou, marcando simplesmente 33 pontos. Preciso falar mais alguma coisa?

Fabíola comandou o Brasil contra a China

Fabíola comandou o Brasil contra a China

Brasil 3 x 0 China
A vitória sobre a Holanda poderia ter sido apenas um bom momento da seleção, mas o jogo desta manhã provou o contrário. Em partida que havia sido adiada pelo luto pelas vítimas de inundações na China, as brasileiras arrasaram as orientais, com direito a 25 a 12 no primeiro set. E vale lembrar que a China é uma das potências do vôlei mundial…

Dessa vez, todos os fundamentos foram elogiados por Zé Roberto. “Sacamos forte, e nosso bloqueio e nossa defesa trabalharam bem. E nós ganhamos muitos pontos com nossos ataques”, disse após a partida. Sheilla, mais uma vez, liderou as estatísticas, com 19 pontos (agora uma pontuação “normal” para um jogo de três sets).

Além disso, gostei da atuação de Fabíola. O Brasil jogou bem como um todo, o que facilita, mas a levantadora distribuiu bem as bolas e confundiu o bloqueio chinês, que impôs alguma pressão apenas no segundo set. Pelo visto a briga pela posição de titular ainda está aberta.

Próxima rodada
Agora a seleção viaja para Taiwan e terá três jogos para se ajustar para a fase final, já que tem pela frente os adversários mais simples da fase classificatória (Porto Rico, Taiwan e Polônia). É hora de ajustar o que falta no passe e ganhar ritmo. Gostei do que vi nessa rodada e espero bom desempenho na despedida da fase. E você? O que espera da seleção? Deixe seu comentário!

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