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Arquivo de julho, 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:47

Sai a primeira lista para o Mundial… Sem Ricardinho

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Depois de tanta especulação, Bernardinho divulgou a lista de convocados para o Campeonato Mundial e deixou Ricardinho de fora. Os levantadores do Brasil no torneio na Itália serão Bruno e Marlon, assim como nas finais da Liga Mundial. Segundo a CBV, essa lista ainda pode sofrer mudanças até o campeonato.

Eu concordo com o que Bruno me disse no desembarque da seleção depois do nono título da Liga. Ricardinho poderia até voltar, se tivesse realmente com vontade de ajudar e trabalhar pelo time. Ele poderia fazer o papel do Giba, por exemplo, que nas finais da Liga pouco atuou, mas estava sempre ao lado do time, cobrando e incentivando a todos. Ricardinho é, sem dúvida, um excelente levantador, que revolucionou o jeito de se jogar com as bolas aceleradas, e faria bem a qualquer time, desde que quisesse fazer parte do grupo. Sabemos que no time de Bernardinho não existe estrelismo. Talvez por isso ele não tenha sido convocado. Não posso afirmar…

O fato é que contaremos com Bruno e Marlon em um campeonato bem mais complicado que a Liga Mundial. O torneio é corrido e desgastante (são só duas semanas) e não dá tempo de recuperar as falhas. Bruno reconheceu que não esteve bem nos últimos jogos. Ele não fez uma boa Liga, bastante inconstante e sem acertar a velocidade dos atacantes de ponta. Marlon entrou e resolveu esse problema, mas se perdeu com os jogadores de meio. Que os treinos os ajudem! Aposto na melhora de Bruno, que sabe ser ousado, só precisa jogar solto como faz na Cimed.

Mesmos opostos
Posso estar exagerando, mas fiquei preocupada também com nossos opostos na Liga Mundial. Leandro Vissotto chegou a melhorar no final da fase classificatória, mas caiu nas finais. Isso pode ter relação com levantamento, eu sei, mas o oposto está ali para se virar com as bolas ruins e ser a segurança. E, no geral, não senti segurança com Vissotto. Ele tem potencial para jogar mais, como no vôlei italiano. Aproveitando o assunto, Vissotto finalmente confirmou que está acertado com o Vôlei Futuro, como havia adiantado por aqui (leia mais – Como será a parceria de Vissotto e Ricardinho no Vôlei Futuro?) Voltando à seleção, pelo menos Théo entrou bem na final. Já Wallace é ótimo, pula muito, mas ainda precisa de maturidade no time, o que é normal para um jogador jovem.

Gostaria de ver André Nascimento de volta ao time, pelo menos para ser um cara experiente na posição. Ele estava com muita vontade de voltar! Conversamos algumas vezes sobre essa possibilidade e ele sempre se mostrou disposto, com os olhos brilhando. Ele tem um estilo próprio, batendo com velocidade. Mas não foi dessa vez.

Mário Jr é o líbero
Isso não é novidade. Já esperávamos que Serginho não teria tempo para se recuperar da cirurgia na coluna e treinar e jogar o Mundial. Ele é o melhor do mundo e Mário Jr está se esforçando ocupar o seu lugar. Também foi instável na Liga Mundial, mas cresceu na decisão, quando o Brasil precisava de passe e defesa para armar bem as jogadas e não cair no bloqueio russo.

Novidades e voltas
Sem Serginho, Alan voltou a ser convocado como líbero. Ele atuou pouco na Superliga pelo Pinheiros/Sky porque estava se recuperando de lesões no tornozelo, mas costuma ser um bom defensor. No meio, Éder segue no time. Também por causa de lesão ele perdeu a Liga Mundial, mas será um bom reforço no bloqueio. Na ponta, mais uma vez João Paulo Bravo foi convocado, mas essa posição já está “lotada”. Murilo e Dante estão em ótima fase, além de Giba, o capitão do time. Tem também Thiago Alves, que se mostrou uma boa arma no saque. Não sei se João Paulo terá espaço…

Admiro o trabalho de Bernardinho e, como brasileira, torço pela seleção. Que venha o Mundial! O Brasil se reapresenta em Saquarema na segunda-feira, e não mais no domingo, como tinha sido divulgado. O torneio começa dia 24 de setembro e a equipe nacional está no grupo B, ao lado de Espanha, Turquia e Cuba.

Veja a lista de convocados
Levantadores: Bruno e Marlon
Opostos: Leandro Vissotto, João Paulo Tavares, Théo e Wallace
Ponteiros: Dante, Murilo, Giba, Thiago Alves e João Paulo Bravo
Centrais: Lucão, Rodrigão, Sidão e Éder
Líberos: Mário Jr e Alan

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terça-feira, 27 de julho de 2010 Seleção masculina | 13:12

Paciência no desembarque dos campeões

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Passei parte da manhã e da tarde de segunda-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos a espera da seleção brasileira eneacampeã da Liga Mundial. Para cobrir esses eventos é preciso paciência de todos os lados, tanto da nossa, jornalistas, como dos jogadores.

Murilo atende a fotográfos e exibe medalha - Vipcomm

Murilo atende a fotográfos e exibe medalha - Vipcomm

O voo com os brasileiros estava previsto para chegar às 12h35. Por volta de meio-dia, começaram os boatos de que tudo atrasaria porque os jogadores tiveram que trocar de avião. Pouco depois, a confirmação no painel: o novo voo chegaria apenas 14h20. O jeito foi almoçar por lá mesmo, conversar, comentar o desembarque do Palmeiras que já acontecido pela manhã e esperar.

Antes das 15h, os primeiros campeões apareceram no saguão e, para surpresa de todos, sairam correndo! Alguns fotógrafos foram “atropelados” por Théo, Lucão e Thiago Alves, que tinham que pegar uma conexão. Confesso que nem vi o Lucão passar. Paciência, daqui a pouco sairiam os outros.

Aí foi o momento de os jogadores serem pacientes. Cada um que apontava no corredor gerava uma montanha de câmeras, fotógrafos, jornalistas e alguns fãs. Mas eles pararam, conversaram, tiraram fotos, beijaram medalha… Obrigada pela atenção. Só não é simples ser uma só e ter que falar com todos eles (vejam as matérias que fiz para o iG Esporte)

No final, valeu a paciência de todos. A seleção voltou para casa com a cara de sempre: time unido e que não foge de perguntas. Todos ressaltaram a importância de 14 titulares na equipe. “É assim desde 2001. Quem chega tem que estar pronto para jogar”, falou Dante. “Um jogador está na seleção para suprir a necessidade do outro”, completou Marlon. Bruno não deixou de comentar os erros na fase final. “Não estava bem em dois jogos, mas no final é até bom para aprender e ganhar maturidade”, disse. E eles também falaram sobre a possível volta de Ricardinho, dizendo que, se ele estiver disposto a realmente ajudar a seleção a crescer, será bem-vindo (leia mais).

Agora é aproveitar a folga e voltar ao trabalho no domingo, com os treinos para o Mundial.

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domingo, 25 de julho de 2010 Seleção masculina | 23:18

Brasil fatura 9º título e supremacia na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina conquistou mais um título da Liga Mundial com a vitória por 3 sets a 1 (25/22, 25/22, 16/25 e 25/23) sobre a Rússia na final deste domingo. Com mais esse ouro, o Brasil é supremo no torneio, deixando Itália para trás e sendo o único país eneacampeão. Somos campeões mais uma vez!

Théo, boa surpresa da final

Théo, boa surpresa da final

O time brasileiro não estava bem nas finais, teve altos e baixos em todas as partidas, mas deixou isso para trás para a decisão. Começou com Marlon, que conquistou a posição de levantador titular, e Théo, substituto de Leandro Vissotto, vetado pela comissão depois de ter torcido o tornozelo na semifinal.

Para o bem do Brasil, os “novatos” foram uma surpresa para a Rússia, e o time impôs velocidade no ataque e mostrou eficiência em todos os fundamentos. Foram dois belos sets e também alguns altos e baixos (veja a descrição completa da partida abaixo), mas o time se recuperou. E quem diria que um saque flutuante faria toda a diferença na final contra os gigantes e fortes russos? Pois foi assim que o Brasil fechou e ficou com mais um título.

Ataque do melhor jogador da Liga Mundial

Ataque do melhor jogador da Liga

Mais uma vez a seleção foi um belo conjunto. Todos juntos fizeram o time eneacampeão: jogadores em quadra e o técnico Bernardinho. O único que destoou do elenco em toda a competição, como disse diversas vezes por aqui, teve seu merecido prêmio. Murilo, o cara do Brasil e sempre no auge, foi o melhor jogador da Liga Mundial. E para coroar os novatos, Mario Jr foi o melhor líbero.

Os brasileiros podem não ter sido impecáveis ao longo do torneio, mas usaram a inteligência para se adaptar aos jogos, desde o primeiro contra a Bulgária até hoje, vendo que o caminho era aliviar o braço e acreditar no nosso bloqueio. E também tiveram força no peito para, até na Argentina, cantar o hino nacional até o final e fazer a cerimônia de premiação esperar. Isso é Brasil!

Brasil é eneacampeão da Liga Mundial

Brasil é eneacampeão da Liga Mundial

Saiba como foi o jogo set a set:
Primeiro set
Bernardinho cumpriu a palavra e começou o jogo com o time que terminou a vitória contra Cuba, com Marlon e Théo como titulares. Em quadra, o Brasil se mostrou solto, jogando com passe na mão, usando bem a força no saque e alerta na defesa. O bloqueio nacional marcou presença e ajudou nos pontos de contra-ataques, 10 a 2 para o Brasil. A Rússia ainda tentou reagir com a boa entrada de Krasikov, mas a seleção fechou em 25 a 22

Segundo set
O Brasil seguiu embalado, com Marlon impondo velocidade nas bolas de ponta. Até o momento, os centrais de ambos os lados estavam sendo pouco utilizados. Muserkiy, gigante russo, só fez o seu primeiro ponto depois da primeira parada técnica. Já do lado brasileiro, Marlon não acertou o tempo com Rodrigão e princpipalmete com Lucão e o ataque de meio do Brasil passou quase em branco. Mas, como o bloqueio russo estava aceitando os ataques de ponta, a seleção seguiu variando com Théo, Dante e Murilo e dominou o set, com mais um 25 a 22 no placar

Terceiro set
Era o tudo ou nada para a Rússia e os europeus passaram a fazer o que sabem de melhor: ataque pelo meio e bloqueio. Musersky passou com facilidade pela rede brasileira. Já a seleção perdeu a qualidade na recepção e, com bolas coladas na rede e pouco uso do meio, ficou presa fácil no bloqueio. Levou, apenas nessa parcial, oito pontos neste fundamento e marcou só um. Bernardinho mexeu no time, tirando Lucão e Dante e colocando Sidão e Giba. Ainda assim, sem a eficiência do saque do começo do jogo e falhas na recepção, o Brasil deixou a Rússia com passe na mão. Marlon não conseguiu acertar a primeira bola. Os europeus fecharam com facilidade, em 25 a 16.

Quarto set
Das mudanças de Bernardinho, apenas Sidão seguiu em quadra e o jogo se iniciou como na parcial anterior, com o Brasil falhando na recepção e a Rússia usando bem os meios. A seleção voltou para a partida na passagem de Dante pelo saque, acertando o tempo e propciando o contra-ataque, e virou no 13 a 14. Os russos reassumiram a liderança, aproveitando-se da desatenção brasileira no contra-ataque e do levantamento, mais uma vez, colado de Marlon, que deixou os atacantes na parede russa. Foram dois pontos na sequência em bloqueio. Logo depois, o troco. A seleção, que não bloqueava desde o começo do terceiro set, fez três pontos na rede passou à frente no 21 a 20. Sidão, no 19º ponto, parou Muserskiy pela primeira vez no jogo. Na sequência, mais um bloqueio com Théo. O Brasil segurou a vantagem e fechou o jogo no erro de saque de Krasikov em 25 a 23.

E você? O que achou da final da Liga Mundial? Deixe seu comentário! Depois eu volto com outras visões sobre a seleção brasileira…

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Seleção masculina | 13:19

Noite para o Brasil fazer história na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina disputa na noite deste domingo o seu nono título na Liga Mundial. Só brasileiros e italianos já tem oito títulos na bagagem e o time de Bernardinho pode chegar à supremacia com mais um ouro. Para isso, terá a Rússia pelo caminho. A decisão será às 21 horas, com transmissão de Band e Sportv.

Marlon deve ser titular na final - Divulgação

Marlon deve ser titular na final - Divulgação

Mas, antes de comentar a final, vou falar um pouco sobre a semi. O Brasil venceu Cuba na noite de sábado por 3 sets a 1 (21/25, 25/19, 25/21 e 25/20). O começo do duelo foi o tal “jogo das emoções” que mencionei no post anterior. A seleção entrou tensa em quadra, errou algumas bolas e Cuba, liderando o tempo todo, abusou na força nos ataques e na bola rápida pelo meio, cresceu e fechou a parcial. Bernardinho chegou a inverter o 5-1 com Marlon e Téo, mas o time não engrenou. Só que voltou melhor na parcial seguinte.

Marlon assumiu o lugar de titular e a distribuição melhorou, com Dante aparecendo mais para o jogo. E a seleção atuou com o volume que sabe e que ainda não tinha mostrados nas finais: sacou e bloqueou mais. Já os cubanos passaram e erram demais e foram dominados. O Brasil venceu os sets que faltavam e chegou à final. O time todo funcionou. Se Dante comandou os ataques, Mário Jr dominou o fundo com belas defesas e teve a atuação que há tempos queríamos ver, com consistência.

Agora, voltemos para a final. Para a partida desta noite, Bernardinho disse que deve manter o time que acabou em quadra a vitória contra Cuba, ou seja, o levantador Marlon e o oposto Théo, substituto de Leandro Vissotto, que torceu o tornozelo. Passei a gostar de Marlon. Ele pode até cometer alguns erros, mas deu muito volume ao ataque da seleção quando entrou nas finais. Já Théo não é o meu preferido, pois o acho um jogador instável, mas torço para que entre bem.

Contra os russos, como disse o leitor Edgar no post anterior, temos que começar com quem está na melhor fase e concentrado desde a primeira bola. Segundo Dante, que atua no voleibol russo, eles tem um pouco dos cubanos, jogando bem quando estão na frente e se perdem quando estão atrás do placar. Entretanto, eles não são os jovens do time caribenho e provavelmente não vão cometer tantos erros como os nossos adversários da semifinal.

A Rússia é um time de força e bloqueio. Sempre foram conhecidos como gigantes que fizeram jus ao apelido na semifinal contra a Sérvia. Eles marcaram 16 pontos contra quatro dos sérvios na vitória por 3 sets 0. Com a qualidade na rede, não deram nenhuma chance aos rivais. Os centrais Volkov e Muserskiy estão em ótima fase. Para completar, o oposto Mikhaylov é o cara de segurança e que resolve quando precisa. É melhor ter cuidado…

Vocês se lembram da estreia, contra a Bulgária? O Brasil também enfrentou um bloqueio pesado e demorou até perceber que o segredo era jogar com inteligência, e não com força. E o primeiro set contra Cuba? A seleção passou toda a parcial vendo Simon bater e pontuar com facilidade pelo meio. Contra a Rússia é bom usar lições dos dois jogos. Se o Brasil quiser ganhar na força, não vai dar porque eles são maiores e mais acostumados a jogar na pancada. E teremos problemas se deixarmos o meio livre… Espero que, além dos destaques de ontem, como Marlon e Mario Jr, Lucão volte ao auge. Ele estava lento nos últimos jogos, mas o time vai precisar da sua ajuda no bloqueio, ainda mais com a ausência de Vissotto.

E agora, o que esperar dessa final? O Brasil conquista o nono título e a supremacia na Liga Mundial? Dê o seu palpite!

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sábado, 24 de julho de 2010 Seleção masculina | 08:00

Jogo de emoções na semifinal da Liga Mundial

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A seleção brasileira encara Cuba na semifinal deste sábado na Liga Mundial, às 21 horas, na Argentina.A partida pode ser classificada como um “jogo de emoções”. O Brasil ainda busca a melhor concentração e o equilíbrio em quadra nesta fase final. Já os cubanos, sai geração e entra geração, eles sempre jogam a marra de sempre.

Para chegar à semifinal, o time do Caribe venceu a Itália por 3 sets a 0 e, como o técnico Orlando Samuel disse, não sabia o que poderia ter acontecido se eles tivessem perdido o segundo set, decidido apenas no 35 a 33. Possivelmente, se tivessem sido derrotados, os cubanos ficariam abalados e poderia não reagir no restante da partida.

Cuba tem o mesmo estilo de sempre: gosta de provocar, cresce na liderança e se desestabiliza quando está atrás. É isso que o Brasil deve explorar nessa semifinal, tentando segurar a frente no placar. Entretanto, a seleção deve também arrumar o seu emocional e não se deixar levar, como fez nos jogos contra Argentina e Sérvia, decididos apenas no tie-break. Afinal, até o treinador cubano já deu uma menosprezada no time nacional. “O Brasil desse ano não me parece com aquele do ano passado”, disse em entrevista ao site da CBV. Com bobeadas nas coberturas, erros na distribuição e baixo poder ofensivo apresentado nos jogos, não parece mesmo…

Um fundamento também será importante: o bloqueio.Cuba venceu a Itália com um paredão na rede. Já o Brasil vem sendo repetidamente explorado pelos atacantes rivais, como alguns leitores comentaram por aqui. Mas contra Cuba, que se destaca pela potência no ataque, é melhor arrumar o bloqueio. Os cubanos são muito fortes, com Leon, prodígio de 16 anos, e Simon, e têm explosão no ataque e no saque. Jogam na força, sem pensar muito em quem está do outro lado. Mas toda essa grandeza física não vale muito na defesa, o ponto fraco do time.

Eu estou na torcida pela seleção. Mesmo com problemas nas outras partidas, o Brasil tem jogadores experientes para segurar a pressão e pode vencer os cubanos. É preciso fechar a recepção para segurar o saque pesado e atenção aos ataques. Mas a seleção sabe usar a velocidade e a inteligência nos ataques para chegar à final. Que Bruninho esteja em um bom dia para colaborar com nossos atacantes! Que Vissotto esteja bem desde o começo da partida! E que Mário Jr esteja ligado nas defesas! Vamos ver o que acontece… O iG Esporte transmite a partida ponto a ponto.

Na outra semifinal, às 17h30 deste sábado, um duelo europeu. Rússia enfrenta a Sérvia, que eliminou a Argentina. O oposto Starovic foi o destaque do jogo. E os donos da casa fecharam a Liga Mundial sem uma vitória sequer.

Ricardinho
O levantador foi apresentado nesta sexta-feira no Vôlei Futuro e disse que pretende voltar à seleção brasileira, mas afirmou que isso depende de uma conversa com Bernardinho, depois da participação do Brasil na Liga Mundial.

Eu bati um papo com Ricardinho no começo do mês de junho e ele me disse que pensa no time brasileiro e que pediu ao técnico para ficar fora da Liga Mundial para se ambientar na sua volta ao Brasil. Ele também comentou que seguiria conversando com Bernardinho para acertar um possível retorno à equipe, agora que havia se reaproximado dele. “O que deveria ter sido feito já estamos fazendo, que é tentar a reaproximação. Agora é esperar. Se puder, vou voltar”, ele me disse (veja a reportagem na íntegra). Com alguns vacilos de Bruninho nos últimos jogos, o nome de Ricardinho ganha cada vez mais força, pelo menos entre os leitores daqui do blog…

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sexta-feira, 23 de julho de 2010 Seleção masculina | 00:05

Seleção não brilha, mas tem banco que resolve

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O Brasil conseguiu a segunda vitória na fase final da Liga Mundial e garantiu o lugar na semifinal do torneio. Na noite desta quinta-feira, a seleção, mais uma vez, não teve uma atuação brilhante, mas fez 3 sets a 2 na Sérvia, com parciais de 21/25, 25/22, 18/25, 25/20 e 16/14.

O time nacional parecia desconectado. No começo do jogo, apresentou-se bem na recepção, melhor do que na partida contra a Argentina, mas teve dificuldade para definir os ataques. Já os sérvios cresceram no fundamento, colocaram no chão e fecharam o set. Na sequência, quando o ataque se encontrou, a defesa bobeou e, depois de vencer o segundo set, o Brasil perdeu o terceiro.

Méritos para o jovem Starovic. Ele era banco na Sérvia há algumas temporadas e ganhou a titularidade na vaga de Milijkovic, o melhor jogador do país. Starovic assumiu a responsabilidade e desestabilizou no saque. Ele não marcou nenhum ace, mas quebrou a recepção do Brasil e deu moral para a sua seleção.

Sidão saiu da reserva e fez o ponto do jogo

Sidão saiu da reserva e fez o ponto do jogo - Divulgação

No quarto set, foi o banco do Brasil que fez o seu papel. Desde o segundo set, Bernardinho colocou Marlon, Sidão e Giba em quadra. Pouco depois, Giba voltou a dar lugar para Dante e a seleção se encontrou. Marlon melhorou a distribuição de bolas, variando bem as jogadas, com precisão. Sidão, que entrou no lugar de Lucão, não se encontrou no bloqueio, mas virou todos os ataque que recebeu. E até Leandro Vissotto, que estava um pouco apagado, ganhou forças com o levantamento de Marlon. O Brasil igualou o jogo e foi para o tie-break, mais uma vez.

Na decisão, o jogo seguiu como no set anterior. Marlon insistiu com Sidão, que seguiu pontuando. Os brasileiros tiraram o peso do saque e erraram menos. A Sérvia, mais uma vez com Starovic, equilibrou. No final, o único ponto que faltava para Sidão. Ele subiu na rede, bloqueou e o Brasil fechou.

A seleção ainda não está jogando bem e está sofrendo muito para vencer, como reconheceu Murilo logo depois da partida. Mas ter banco ajuda e muito nessas horas. Marlon entrou e deu mais volume ao jogo. E Bruninho, voltou bem nas inversões de 5-1, sem se abater com a ida para a reserva. Giba ajudou e Dante voltou recebendo mais bolas e virando mais. Se Lucão não estava bem, Sidão foi perfeito no ataque e chamou o bloqueio adversário, liberando os ponteiros. Com titulares e reservas misturados, como é a cara do Bernardinho, o Brasil vai para a semifinal.

No outro grupo, Rússia já está classificada. Em mais um 3 a 2, os europeus venceram os cubanos e garantiram a sua vaga e a liderança da chave. Nesta sexta-feira, entram em campo Itália x Cuba, para definir o adversário do Brasil, e Sérvia x Argentina, para saber quem encara a Rússia. As semifinais serão no sábado, com a seleção brasileira em quadra às 21 horas (e não mais às 17h30, como havia sido informado anteriormente), e a final está marcada para domingo, às 21 horas.

Mais um 3 sets a 2, mais uma vitória sem um grande desempenho e, mais uma vez, a bola com vocês. O que acharam da partida? E em quem vocês apostam como adversário da semifinal? Deixem seus comentários!

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quinta-feira, 22 de julho de 2010 Seleção masculina | 00:12

Vitória feia, mas um 5º set para mostrar como se faz

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O Brasil estreou na noite desta quarta-feira nas finais da Liga Mundial contra a Argentina, no jogo que seria o mais fácil dessa etapa por razões simples. A Argentina chegou até aqui sem nenhuma vitória, ficando com a vaga apenas por ser a anfitriã. O Brasil, mesmo com a renovação, é um time bem mais experiente que a Argentina e tem muito mais qualidade técnica. O Brasil teve apenas uma derrota na primeira fase e busca o seu nono título na Liga. Já a Argentina não tem uma medalha sequer na competição. O que poderíamos esperar desse jogo?

Quiroga explora o bloqueio brasileiro - Divulgação

Quiroga explora o bloqueio brasileiro - Divulgação

No começo, a seleção brasileira se impôs, venceu o primeiro set e começou o segundo com 4 a 0. Depois, o inesperado. O time argentino passou a virar mais e o Brasil, parece que sentindo o peso da estreia na fase final como favorito, parou. A equipe nacional se perdeu na defesa, com passes quebrados e bloqueios ineficientes. Na sequência, Bruninho não distribuiu bem. Para finalizar, os ataques estavam sem a potência necessária para pontuar.

Do outro lado, Pereyra, Quiroga e Conte, jovens da seleção argentina, viravam e pontuavam. Eles acertaram o jeito para bater, explorando a mão de fora do bloqueio, e chegaram perto de conseguir a primeira vitória. Até a torcida já estava cantando com o desempenho dos meninos de 20 e poucos anos em quadra para cima dos campeões. Eles só não cresceram mais na partida por causa dos erros de saques. Se o Brasil perdia um serviço, eles iam lá e também desperdiçavam. No final, os brasileiros foram melhores no fundamento, pois mesmo com erros, inclusive em sequência, conseguiram belos pontos em aces (sete no total no jogo).

O jogo voltou ao esperado no tie-break. Depois de perder o quarto set sem conseguir marcar nenhum ponto de bloqueio e sendo dominada quase todo o tempo, o Brasil colocou a cabeça no lugar e abriu vantagem logo de cara. Leandro Vissotto, que teve falhas em todo o jogo, passou a pontuar. Dante e Murilo foram acionados e viraram mais. E o saque voltou a entrar, com pancada de Dante e o serviço tático de Rodrigão. A seleção controlou o set e, como todo time, também errou, mas não se abalou. Jogou com a potência de ataque que sabe e finalmente venceu por 3 sets a 2 (25/17, 23/25, 25/20, 19/25 e 15/10). Foi um tie-break para mostrar como se faz, sem brilhantismo, mas sem chances de reação do adversário e com o time um pouco melhor.

Não foi a vitória que eu esperava, mas foi uma vitória que valeu dois pontos na tabela. Não gostei da distribuição de Bruninho, com alguns erros e pouco surpreendente. Lucão também foi pouco eficiente e Mário Jr perdeu bolas bobas na cobertura. Vissotto sofreou com o bloqueio e se achou no finalzinho. Enfim, os brasileiros não estavam em um bom dia, mas pelo menos se arrumaram e venceram.

Na noite desta quinta-feira tem mais. A seleção enfrenta a Sérvia às 21 horas. A partida será dura já que os europeus tem um estilo parecido com o brasileiro de jogar, usando velocidade, e estão bem no torneio. Que o nosso saque entre com mais regularidade e que o sistema defensivo melhore, afinal, com passe tudo deve ficar mais fácil…

Para completar a primeira rodada, a Rússia venceu a Itália por 3 sets a 2 (25/14, 22/25, 26/24, 23/25, 15/7) na abertura do grupo F. Os russos foram perfeitos e venceram o primeiro set, cometendo apenas dois erros na parcial. Depois,  foi a vez dos italianos dominarem. Nos sets seguintes, disputa ponto a ponto e uma vitória para cada lado. Já na quinta parcial, a Rússia voltou a jogar como no começo da partida e acabou com o jogo. Destaque para Muserskiy, um gigante na rede. Nesta quinta os russos encaram os cubanos, às 17h30.

E vocês? O que acharam da vitória do Brasil? O que esperar da partida contra a Sérvia? Deixem seus comentários!

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terça-feira, 20 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:14

É chegada a hora das finais da Liga Mundial

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As finais da Liga Mundial começam nesta quarta-feira, na Argentina. O Brasil busca seu nono título no torneio, assim como a Itália. Cada uma está em grupo e podem, quem sabe, se enfrentar na semi ou mesmo na final deste ano. Para nos localizarmos nas chaves, um resumo de cada grupo e suas seleções rumo à decisão. No final, vocês também podem, e devem, fazer as suas análises e dar os seus palpites!

Grupo E: Argentina, Brasil e Sérvia
Argentina: É a dona da casa e busca o primeiro pódio na Liga Mundial. Vi poucos jogos dos anfitriões e não fiquei surpresa. Eles têm um time renovado e um grande treinador, Webber, que conhece muito bem os brasileiros e o seu estilo de jogo, já que atuou muitos anos por aqui. Será o adversário do Brasil na estreia, no dia 21 de julho, às 21 horas.

Brasil: Chegou até aqui com uma derrota em casa e alguns jogos sem impressionar. Mas, como todo time de Bernardinho, cresceu nas últimas partidas. Vissotto e Murilo são dois nomes de destaque. O primeiro jogou bem desde o começo e mostrou versatilidade, bloqueando e atacando mesmo sendo um “baixinho” de 1,90. O outro, o gigante do time, foi o diferencial contra a Bulgária e se tornou o verdadeiro homem de segurança. Os outros jogadores também merecem méritos, afinal, esse time não é de um atleta ou de outro. É um grande conjunto. O que precisa ser trabalhado, entretanto, é o saque. O Brasil foi irregular neste fundamento na primeira fase da Liga e isso pode pesar na hora da decisão.

Sérvia: Conseguiu a vaga como melhor segunda colocada. Segundo Bernardinho, é habilidosa e considerada a “brasileira da Europa”. As estatísticas do torneio comprovam a força do time. O oposto Sasa Starovic, de 22 anos, assumiu o lugar deixado por Milijkovic, o melhor jogador do país. O jovem é o maior pontuador da Liga Mundial e dono do melhor saque. Pela ponta, a seleção conta com Stankovic, terceiro melhor atacante. Ainda é comanda pelo levantador Petkovic, o líder no fundamento. Eles devem buscar uma revanche contra o Brasil, já que foram derrotados em casa na final do ano passado. Brasil e Sérvia se enfrentam no dia 22 de julho, também às 21 horas.

Grupo F: Itália, Rússia e Cuba
Itália: Pode se dizer que, depois de algumas temporadas sem um grande voleibol, os italianos foram a surpresa da primeira fase. Lideraram seu grupo, passando por Sérvia e França, e ganharam elogios de Bernardinho. “Os italianos estão voltando ao rol dos finalistas. Chegam por méritos próprios e são candidatos ao título. O time mescla jovens com grandes veteranos, como o Fei, que é um excelente passador e diferencial da equipe; o Mastrangelo, um dos maiores bloqueadores do mundo; e o Vermiglio, um grande levantador. Taticamente a Itália beira o brilhantismo”, disse o técnico ao site oficial da CBV. Se o Brasil ficar em primeiro do grupo e a Itália em segundo, ou vice e versa, eles duelariam na final. Gostaria de ver essa decisão neste ano. Seria uma bela briga pela supremacia na Liga, já que Brasil e Itália tem oito títulos cada um.

Rússia: É a grande equipe dessa Liga Mundial. É um time com o jogo típico da escola europeia, com muita força. Eles sacam e bloqueiam muito bem. O oposto Dmitriy Muserskiy é o melhor bloqueador do torneio até agora. O central Volkov, outro destaque, é o sétimo no fundamento. No saque, a Rússia é a única seleção com dois jogadores entre os cinco melhores: Muserskiy, de novo, na 3ª posição, e Mikhaylov, na 4ª. É o provável adversário do Brasil em uma final. Pode depender do duelo contra a Itália para definir o líder do grupo.

Cuba: É um time que joga na força física. Eles têm explosão no ataque e pancada no saque. Podem complicar, mas acho que ainda estão atrás da Rússia, pelo menos. Mas, como bem conhecemos o jeito cubano de jogar, melhor não menosprezar. Os jogadores mudam, mas a marra é a mesma. Eles crescem e ganham confiança quando estão na frente. O jovem León, de 16 anos, segue no time como grande força no serviço.

Jogos da fase final da Liga Mundial
Grupo E
21/07 – 21 horas – Brasil x Argentina
22/07 – 21 horas – Sérvia x Brasil
23/07 – 21 horas – Argentina x Sérvia

Grupo F
21/07 – 17h30 – Itália x Rússia
22/07 – 17h30 – Rússia x Cuba
23/07 – 17h30 – Cuba x Itália

Agora é com vocês! O que esperam das finais da Liga Mundial? O Brasil chega à decisão? Contra quem? Deixem seus comentários!

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sexta-feira, 16 de julho de 2010 Seleção feminina | 14:35

Tudo em paz na seleção feminina

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A seleção feminina segue em ritmo forte de treinos para o Grand Prix e tudo está em clima de paz. A leitora Cristiana me perguntou, em um comentário no post anterior, sobre uma possível briga entre Mari e Jaqueline depois da série de amistosos contra o Japão (Brasil venceu os quatro jogos). Algumas comunidades no orkut estavam comentando o assunto e ela queria saber se era verdade.

Deixo a explicação para Jaqueline. A atacante me respondeu nesta manhã: “É tudo mentira. Tem pessoas que ficam inventando assunto. Eu e a Mari somos muito parceiras e não tem nada a ver isso ai…”. Tudo esclarecido! Com a convivência é até normal surgirem alguns atritos entre jogadores e uma coisa corriqueira pode ganhar grandes proporções. E a Mari tem um histórico de atleta “esquentada”, que já mandou torcida se calar, na final da Olimpíada, já mandou banana para a galera do Unilever na semifinal da Superliga… Mas, pelo bem da seleção, não aconteceu nada de mais!

As jogadoras estão em Saquarema, mas a seleção está desfalcada. Natália, Sassá, Adenízia, Camila Brait e Ana Tiemi foram liberadas para defender o Sollys/Osasco no Sul-Americano de clubes, que começa nesta sexta-feira e vai até domingo. Depois, com o time completo, o Brasil tem dois amistoso contra a Alemanha em Minas Gerais, nos dias 20 e 21 de julho. Na sequência, estreia no Grand Prix. A partir de 6 de agosto a seleção enfrenta China, Japão e Itália, em São Carlos.

p.s.: Galera, depois de 47 dias de trabalho por causa da Copa do Mundoe apenas um dia de folga , chegou a minha semana de descanso! Ficarei uns dias longe do blog, mas volto para as finais da Liga Mundial. Ufa, descanso merecido chegou!

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quarta-feira, 14 de julho de 2010 Superliga | 09:09

Como será a parceria Leandro Vissotto e Ricardinho?

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A imprensa italiana anunciou, a assessoria de imprensa do jogador negou, mas agora está confirmado: Leandro Vissotto é do Vôlei Futuro. Quem me disse isso foi Ciro Neves, pai do oposto e ilustre leitor aqui do blog. Segundo Ciro, Vissotto está mesmo de volta ao Brasil depois de quatro temporadas na Itália.

Lucão e Vissotto: dupla na seleção e no Vôlei Futuro

Lucão e Vissotto: dupla na seleção e no Vôlei Futuro

E ele vai para um dos grandes times para a próxima temporada, pelo menos no papel. O Vôlei Futuro conta com Lucão e Mario Júnior, companheiros de Vissotto na seleção, e com o levantador Ricardinho. Aqui está a minha curiosidade. Como será Vissotto e Ricardinho no mesmo time?

O oposto, com seus 2,12m, é o típico atacante de segurança, que bate as bolas mais altas e lentas. Já o levantador ficou conhecido pela velocidade em suas jogadas e na época de seleção, acelerava também para André Nascimento, seu oposto. E agora? Se Vissotto, mesmo com as característica de pegar as bolas altas e encarar o bloqueio armado,  conseguir variar o ataque com a velocidade imposta por Ricardinho, ele vai dar trabalho ao bloqueio rival, afinal, será um jogador alto e ágil. Acho a parceira dará certo.

Além disso, Vissotto é uma força no bloqueio e mostrou isso nos últimos jogos da seleção na Liga Mundial. No time de Araçatuba, vai atuar na rede ao lado de Lucão, formando uma bela dupla.

E você? O que espera desse time do Vôlei Futuro para a temporada? Dê a sua opinião!

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