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Arquivo de maio, 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010 Seleção masculina | 17:54

Time razoável para a estreia na Liga Mundial

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“Vamos tentar uma formação razoável para a estreia”, disse Bernardinho nesta semana. Ele continua com problemas de lesão na seleção brasileira masculina para a Liga Mundial. Além de Serginho, com lombalgia, e Éder, com pubalgia, mais dois jogadores estão de molho. Leandro Vissotto sofreu uma contratura na panturilha e João Paulo Tavares torceu o tornozelo.

Para a estreia, no dia 4 de junho contra a Bulgária, o técnico já havia dito que optaria pelos jogadores em melhores condições físicas e já sabia que, com o pouco tempo de treinamento com a seleção inteira, não teria todos os atletas bem.

Sidão deve ser titular na estreia da Liga Mundial

Sidão deve ser titular na estreia da Liga Mundial

O time deve ter, segundo site da CBV, Bruno, Théo, Lucas, Sidão, Murilo, Thiago Alves e o líbero Mário Jr. Não sei porque nomes como Giba, Dante ou Rodrigão não estão nessa lista. Talvez entrem na questão da forma física…

Pelo menos uma coisa é boa nisso tudo. Bruninho joga de olhos fechados com Lucão e Thiago Alves, e Mário Jr sabe exatamente como colocar o passe para o levantador. Tudo resultado de tantos anos jogando juntos pela Cimed. Se na próxima Superliga estará cada em um time, o entrosamento vai ajudar na estreia na Liga Mundial. E Bruno também mostrou que de adaptou bem a Murilo no ano passado.

Dentre os lesionados, Vissotto e Serginho deverão fazer mais falta. O oposto encaixou bem seu jogo com Bruno e vem de uma boa temporada na Itália. Já Serginho é o melhor na posição, apesar da qualidade de Mario Jr. Ele é um líder a mais em quadra e levanta o time com a sua garra. Isso às vezes faz a diferença. Ainda mais em se tratando da Bulgária, que sabemos ter um ataque poderoso e muito pesado.

O maior problema de Bernardinho é justamente ter a Bulgária do outro lado. Os jogos contra eles serão os mais complicados para o Brasil na primeira fase da Liga Mundial e serão essas partidas que provavelmente vão definir os classificados para a fase final. Vamos ver como os brasileiros se comportam… E que eles tenham os problemas agora e se recuperem a tempo para a Liga Mundial, todos eles!

E você? O que acha do time nacional para a estreia na Liga Mundial? Deixe seu comentário!

*crédito da foto: Divulgação/Vipcomm

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segunda-feira, 24 de maio de 2010 Superliga | 13:03

Finalmente, o mercado do vôlei

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Deu trabalho, mas consegui reunir, em duas matérias para o iG, o movimento do mercado masculino e feminino para a temporada 2010/2011. Como prometido, um pequeno comentário e os links para vocês!

Para os homens, a Cimed e Bonsucesso/Montes Claros perderam jogadores importantes. Os catarinenses renovaram com Bruno, mas o levantador não conta mais com importantes companheiros que estavam totalmente entrosados com ele como Thiago Alves e Lucão. Isso deve pesar no começo da temporada. Já os mineiros perderam seus grandes atacantes: Lorena, Acácio e Diogo. Contrataram Bruno Zanuto, destaque do Sada, que pode compensar um pouco as baixas.

Já o Sesi acho que foi o time que mais se fortaleceu, em todas as posições. Tem Thiago Alves no ataque, Serginho na defesa e Sandro no levantamento, por exemplo. Além disso, conseguiu manter a sua base. Veja como ficou o mercado do vôlei masculino

Entre as mulheres, as perdas maiores foram do Unilever, que viu jogadoras titulares e reservas indo embora. Perdeu Fabiana, Joycinha, Michele, Monique, Camila Adão, Carol Gattaz, Érika… O time carioca deve mesmo contar com Sheilla e Mari e mudar a sua cara, deixando de ser uma equipe com meio forte, para se sustentar nos ataques de ponta.

Simples foi a atitude do Sollys/Osasco, que renovou com todas as titulares. Nada como um título para acalmar os ânimos… Veja como ficou o mercado do vôlei feminino

E vale um parágrafo a parte para o Vôlei Futuro. O time está mesmo investindo pesado, tanto na equipe masculina quanto na feminina, e diversos nomes já foram motivos de boatos. De certo mesmo, apenas Lucão e Mario Jr de um lado, Fabiana, Joycinha e Tandara do outro. Ricardinho é garantido no time pelos atletas dos concorrentes, mas o Vôlei Futuro insiste em negar. Vamos ver quais boatos viram verdade…

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sexta-feira, 21 de maio de 2010 Seleção feminina, Seleção masculina | 10:48

As primeiras baixas nas seleções brasileiras

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Como disse no post anterior, a dor é uma companhia nada agradável dos atletas de alto nível. E dois deles já foram rendidos por ela nas seleções brasileiras que se preparam para Liga Mundial e Grand Prix: o líbero Serginho e a central Carol Gattaz. Os dois estão sob tratamento e terão que ficar afastados das quadras.

Ander, leitor aqui do blog, me perguntou se o líbero estaria pronto para a estreia do Brasil na Liga Mundial, nos dias 4 a 5 de junho contra a Bulgária, em Uberlândia. Cheguei a apostar na recuperação do jogador, mas ele deve mesmo ficar de fora por causa de uma lombalgia e dar lugar a Mario Junior no fundo de quadra. Na apresentação do Sesi ele mal conseguia andar ou ficar em pé sem ajuda de tanta dor. Pelo visto, nada melhorou nos treinos em Saquarema.

Segundo Bernardinho, Serginho só joga se tiver uma recuperação significativa até lá. Como o problema é antigo, acho que a situação se complicou mesmo para o nosso líbero… Nada contra Mário Junior, mas Serginho será uma baixa importante no time, afinal, é o melhor líbero do mundo e o Brasil estreia no torneio contra o adversário mais complicado da chave. E a Bulgária é um time com ataque pesado e cheio de pancadas, que exige atenção do sistema defensivo.

Já Carol Gattaz também sofre com um problema antigo, que a atrapalha desde o Grand Prix de 2009 e a deixou de fora do primeiro turno da Superliga deste ano pela Unilever. Ela tem uma fascite plantar no pé esquerdo e, para evitar a cirurgia, vai ficar dois meses parada em tratamento.

Bom, vamos ser otimistas. As lesões, pelo menos, foram no começo dos trabalhos com as seleções e os dois terão tempo para chegarem inteiros ao Campeonato Mundial no segundo semestre, a grande competição do ano. Só não sei direito o motivo dessas lesões durarem tanto… Eles passaram parte da Superliga tentando se tratar e não resolveram os problemas. Que agora dê tudo certo!

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quarta-feira, 19 de maio de 2010 Seleção masculina, Superliga | 09:53

Dor é "companheira" dos melhores atletas

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Gelo é um acessório disputado em todo o final de treino. É comum ver muitos jogadores com bolsas no joelho ou no ombro. Tudo para aliviar um pouco a dor de tantos movimentos repetitivos, saltos e pancadas na bola. Na véspera da decisão da Superliga desta temporada, Bob, oposto da Cimed, deixou a quadra mais cedo com uma bolsa de gelo no joelho para aliviar uma tendinite. Ele me disse que estava tudo bem e que jogador está tão acostumado com os incômodos que isso já faz parte até do nome. “É por isso que se chama joga+dor”, brincou.

Nesta semana, o Sesi apresentou o seu elenco para a temporada 2010/2011 e a coletiva e a foto com a equipe foram sofridas para Serginho. O líbero, que treina com a seleção brasileira para a Liga Mundial, tenta se recuperar de fortes dores na lombar. Ele chegou à sede do Sesi caminhando devagar e logo recebeu remédios do supervisor do time.

Na hora de apresentar os atletas, o técnico Giovane pediu que cada um se levantasse e cumprimentasse a imprensa. Mais um sofrimento para Serginho, que deixou a cadeira com uma expressão nada boa. Passada a coletiva, todos atravessaram a Avenida Paulista para uma foto diante do prédio do Sesi. Todos estavam prontos, mas cadê Serginho? Lá estava o líbero, sofrendo para conseguir atravessar a avenida, amparado por companheiros.

Na foto, Serginho precisou se pendurar em quem estava ao seu lado e ainda deu um sorriso. Depois, para facilitar, uma cadeira de rodas para o melhor líbero do mundo. Pois é, a dor é uma “companheira” dos melhores atletas…

Serginho na cadeira de rodas - foto do jornal Lance!

Serginho na cadeira de rodas - foto do jornal Lance!

p.s.: Estou preparando para o iG uma matéria sobre o mercado do vôlei. Lá vou falar sobre as contratações dos melhores times da última Superliga e também do novo time do Sesi. Coloco o link aqui para vocês!

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sexta-feira, 14 de maio de 2010 Seleção masculina | 08:30

Pouco tempo e trabalho duro na seleção

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O primeiro compromisso das seleções brasileiras neste ano é a Liga Mundial para o time de Bernardinho. O técnico está com a equipe quase completa treinando duro em Saquarema e corre contra o tempo para chegar pelo menos bem fisicamente à estreia da competição, contra a forte Bulgária.

Dos 19 convocados, quatro jogadores ainda faltam chegar, os que atuam fora do Brasil (Vissotto, Théo e João Paulo) e Giba, liberado para uma viagem para os Estados Unidos. Eles devem se apresentar até o final da próxima semana. E o Brasil entra em quadra contra os búlgaros no dia 4 de junho, em Uberlândia, e repete a dose no dia 5.

Thiago Alves, ponta que acabou de assinar com Sesi-SP, conversou com exclusividade com o Mundo do Vôlei sobre o clima na chegada à seleção e que espera dessa Liga Mundial.

Mundo do Vôlei: Você teve a folga depois da conquista da Superliga com a Cimed e se apresentou na segunda-feira à seleção. Como foi a chegada ao time?
Thiago Alves: Aqui a chegada foi tranquila, os treinos vão aumentando aos poucos apesar de, mesmo assim, não serem moleza.

Mundo do Vôlei: É diferente chegar depois à equipe? Afinal, tem gente, como Murilo, Serginho, Sidão e Marlom, que estava treinando desde o final do mês passado…
Thiago Alves:
A galera que chegou antes está só um pouco na frente, mas isso não atrapalha em nada o trabalho de ninguém.

Mundo do Vôlei: E qual a sua expectativa para a Liga Mundial? Já está ansioso para a estreia?
Thiago Alves:
Minha expectativa para essa Liga Mundial é que eu possa estar novamente no grupo, então sei que tenho ralar muito.

Mundo do Vôlei: Mas agora você já está mais experiente em relação a seleção, já vai para a segunda Liga…
Thiago Alves:
Só acho que o Thiago desse ano está um pouco mais seguro, mais confiante, mais maduro. Não só por toda temporada na seleção no ano passado, mas também pela Superliga que passou, que foi uma das melhores dos últimos anos, onde o nivel técnico e emocional tinham que ser grandes.

O trabalho, pelo visto, não está fácil na seleção e nem quem chegou depois teve algum alívio. Bernardinho, preocupado com o pouco tempo antes da estreia, já disse que irá rever o cronograma de treinos e suspender algumas folgas. Teremos muito suor pela frente… Por enquanto, algumas imagens dos jogadores ralando em Saquarema!

crédito das fotos: Divulgação CBV e Vipcomm

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quarta-feira, 12 de maio de 2010 Campeonato Italiano | 09:10

A final do Campeonato Italiano direto da quadra

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O Trentino, bicampeão europeu, campeão da Copa da Itália e atual vice italiano, era o time a ser batido na final do Campeonato Italiano. Mas quem disse que o Cuneo se intimidou do outro lado da quadra? Na primeira temporada em decisão em jogo único, no último domingo, o Cuneo venceu por 3 sets a 1 e faturou o scudetto pela primeira vez. Mas eu não vou contar como foi a partida. Com a palavra, os brasileiros que estavam por lá: Leandro Vissotto, oposto do Trentino, e Rapha, levantador. Cada um fala sob um ponto de vista, já que Vissotto jogou e Rapha ficou como espectador, ainda se recuperando de uma fratura no dedo da mão.

Primeiro set – domínio do Trentino
Vissotto: “Começamos bem o jogo, com um primeiro set muito consistente e com um bom ritmo. Fechamos com uma grande vantagem e tudo caminhava bem, até então. Fomos perfeitos no bloqueio e no ataque, principalmente”
Rapha: “Conseguimos ser muito agressivos no saque e essa foi a diferença nesse set, ganhamos fácil”
Resultado: Trentino 25 x 14 Cuneo

Segundo set – pane no ataque
Vissotto: “O jogo ficou mais equilibrado. Ficamos um pouco atrás no marcador na metade da parcial e corremos atrás do prejuízo, mas erramos alguns saques. Quando tentamos forçar e eles acabaram vencendo. Nosso ataque simplesmente não funcionou no set”
Rapha: “Cuneo conseguiu entrar no jogo e começou a neutralizar os pontos fortes do nosso time (ataque e saque)”
Resultado: Trentino 20 x 25 Cuneo

Terceiro set – faltou cabeça
Vissotto: “Nós começamos muito mal, errando muito e eles abriram cinco pontos na primeira parada. Isso nos desestabilizou um pouco. Após o segundo tempo técnico, tentamos buscar o resultado, mas já não dava tempo”
Resultado: Trentino 22 x 25 Cuneo

Quarto set – o fim
Rapha: “A partir do terceiro set, fomos totalmente dominados por Cuneo, que com seus jogadores muito experientes conseguiram manter a calma e manter esse ritmo agressivo até o final do jogo”
Vissotto: “Até começamos bem, equilibramos o jogo novamente, mas outra vez apareceram os mesmos problemas dos sets anteriores e acabamos perdendo”
Resultado: Trentino 20 x 25 Cuneo

Resumindo…
Vissotto: “Foi uma partida decidida em detalhes, eles estavam um pouco mais concentrados e conseguiram tirar proveito dos nossos erros para vencer. O aspecto físico também foi determinante. Vínhamos de uma decisão desgastante na Champions League, tivemos dois jogos em dois dias no Final Four, enquanto o Cuneo está descansando desde o último jogo da semifinal do Italiano, alguns dias antes. Mesmo assim, eles estão de parabéns pelo scudetto. Fizeram uma bela partida e mereceram vencer”
Rapha: “Foi um jogo muito estranho. Foi uma noite muito triste para o nosso time, parabenizo Cuneo pela excelente partida que fizeram. Mas fazendo uma analise geral de toda temporada, acabo muito feliz por todas conquistas que obtivemos”
Resultado: Trentino 1 x 3 Cuneo

Com o primeiro título na história, o Cuneo deu o troco na final da Copa da Itália, quando foi derrotado pelo Trentino. Os jogadores fizeram festa na quadra, lotada por 8426 fãs e até ficaram sem roupa! Veja as fotos da comemoração

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sexta-feira, 7 de maio de 2010 Diversos, Superliga | 12:55

Lucão assina, e Vôlei Futuro promete time grande

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Não sou muito de falar sobre mercado porque, infelizmente, não consigo acompanhar todas as transações com o dia-a-dia corrido aqui na redação do iG, mas essa informação me chamou a atenção. Lucão, tetracampeão da Superliga com a Cimed, assinou com o Vôlei Futuro por dois anos.

“Eles me fizeram uma proposta muito boa, praticamente irrecusável financeiramente e ficou meio difícil continuar na Cimed”, disse Lucão em entrevista por telefone. Ele não quis revelar os valores e nem sabe quando se apresenta ao time de Araçatuba, já que se apresenta segunda-feira à seleção brasileira para  a disputa da Liga Mundial.

Pelo visto o Vôlei Futuro está investindo pesado para a temporada. Lucão não quis me dizer nomes, mas afirmou que o Vôlei Futuro está se preparando para chegar forte à próxima Superliga. “Eles estão montando um time para buscar o título. Tem outros jogadores importantes, mas eles me pediram que não falasse nada”, comentou o central.

Boatos já colocaram André Nascimento e Ricardinho na equipe paulista. A diretoria negou esses contratos. Quando conversei com André, no lançamento da camisa da seleção brasileira, ele me disse que estava analisando algumas propostas, que gostaria de seguir no Vivo/Minas já que tem a sua família toda estruturada em Belo Horizonte.

Já Ricardinho, segundo seu empresário Jorge Assef, recebeu a proposta do Vôlei Futuro e de outros brasileiros e ainda está estudando para onde vai. O Vôlei Futuro nega e alega que não comenta negociações, mas uma fonte próxima ao clube afirma que ele já assinou. Bernardinho também diz em todas as suas entrevistas que o levantador está voltando ao Brasil e que isso pode ajudar até na sua volta à seleção brasileira, quando a relação estiver restabelecida com todos.

Outros contratos
Por enquanto têm poucas negociações fechadas. No Unilever, Fabi, Dani Lins e Amanda já renovaram. O time também estaria perto de fechar com Mari e Sheilla (leia mais). Acácio, destaque nos playoffs com o Montes Claros e assinou com o Sada/Cruzeiro. Li também que Thiago Alves assinou com o Sesi. Vamos ver onde tudo isso vai acabar…

P.s.: Desculpem se perder alguma negociação… Mas quando algo chamar a atenção, como o Lucão fora da Cimed, eu comento aqui para vocês!

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quinta-feira, 6 de maio de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Superliga | 12:07

Festa em Floripa, Montes Claros e na Europa

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*atualizado às 11h44, dia 7/05

Demorei um pouco, mas consegui! Aproveitando o final de semana que foi de festa no vôlei, com final da Superliga por aqui e título do Trentino na Liga dos Campeões da Europa, conversei com um atleta de cada time para saber um pouco dos bastidores das conquistas. Eles me contaram o que fizeram para comemorar e o que estão fazendo agora, depois das conquistas.

Leandro Vissotto – bicampeão da Liga dos Campeões pelo Trentino
Comemoração na Polônia, na Itália e na banca de jornal

Vissotto com o troféu no jantar do Trentino - blog oficial

Vissotto com o troféu no jantar do Trentino - blog oficial

O Trentino fez uma final mais simples do que esperava. Diante de casa cheia na Polônia, país totalmente apaixonado por vôlei, os italianos venceram o Dínamo Moscou, time de Dante, por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida) e Leandro Vissotto foi o maior pontuador do confronto, com 14 bolas no chão. “A partida não foi tão dura quando esperávamos. Os nossos jogadores foram muito bem e o time deles não estava em um bom dia”, analisou Vissotto. “A torcida é mesmo apaixonada e estava do nosso lado”, completou.

Para ele, o bi é diferente do primeiro título. “Tem um outro sabor. Se confirmar no topo é sempre mais difícil que chegar uma vez. Por isso o título foi bem especial”.

Vissotto e Rapha na banca de jornal - foto da esposa de Rapha

Vissotto e Rapha na banca de jornal - foto da esposa de Rapha

A festa começou na quadra em Lodz, com medalhas, troféu e Leandro Vissotto comandando um peixinho com os companheiros e seguiu até a volta para casa, Trento, na Itália. “A recepção aqui foi muito calorosa. No desembarque no aeroporto, muitos fãs nos esperavam, cantando e festejando muito. Depois, fomos ao nosso ginásio e continuamos a festa”, disse. Os jogadores ainda tiveram um jantar de gala para comemorar.

Leandro Vissotto e Rapha, levantador que se recupera de uma fratura no dedinho da mão direita, ainda se divertiram em um passeio pelas ruas de Trento. Ana Paula, mulher da Rapha, registrou os dois diante de uma banca com todos os jornais estampando o título do Trentino na capa. Seria bom se no Brasil também fosse assim…

Lucão – tetracampeão da Superliga com a Cimed
“Nada mais justo do que recepcionar os torcedores”

Rebolation dos campeões da Cimed - divulgação/CBV

Rebolation dos campeões da Cimed - Divulgação/CBV

Por aqui, a gente acompanhou como foi o título. A Cimed venceu o Bonsucesso/Montes Claros por 3 sets a 0 no sábado, no ginásio do Ibirapuera (leia mais). A festa começou em quadra, com “rebolation” dos campeões. Depois da farra, o meio-de-rede fez as malas e voltou para casa, em Novo Hamburgo. Ele conversou comigo na quarta-feira, enquanto ia com Éder, outro central da Cimed, ao estádio Olímpico assistir a Grêmio x Fluminense. Gremista apaixonado, Lucão deve ter ficado feliz com a classificação do seu time para a semifinal da Copa do Brasil.

Do trânsito, ele me contou o dia de comemoração da Cimed. E foi longo… “Saímos do ginásio do Ibirapuera e fomos almoçar em uma churrascaria em São Paulo. De lá, fomos direto para o aeroporto para pegar um voo para Florianópolis. No avião foi uma bagunça. Tinha gente cantando, batucando. Quando a galera mais bagunceira cansou e dormiu, a gente conseguiu dormir um pouco também”.

“No aeroporto de Florianópolis, a gente manteve a tradição. Em todos os títulos a gente entra com a taça na esteira de bagagem. Os seguranças sempre implicam, mas a gente dá um jeito. Esse ano, conseguimos de novo! Depois, passeamos pela cidade com carro de bombeiro. Quem estava nos apartamentos saiu na sacada e alguns carros nos acompanharam”

“Por volta de 11 horas da noite fomos para o nosso ginásio encontrar os ônibus com os torcedores que foram nos ver em São Paulo. Lá teve a exibição de vídeo, mostramos a taça e as medalhas e teve rodada de chopp para todo mundo. Não tinha nada mais justo do que recepcionar esses torcedores que enfrentaram um dia de viagem para ver o jogo”

“Ainda tínhamos um camarote reservado em uma danceteria. Todos nós jogadores demos uma passada lá, mas ninguém ficou muito tempo. Eu estava muito cansado e aguentei até 1 hora da manhã”. Agora, Lucão aproveita a folga antes da seleção. “Não estou fazendo nada. Estou em casa, dormindo e descansando”. Pedi fotos de toda a comemoração, mas ele disse que tinha apenas feito vídeo de tudo, mas “censurou” o conteúdo…

Diogo – vice-campeão com o Bonsucesso/Montes Claros
“Renasceu o orgulho de ser de Montes Claros”

Diogo e a galera em Montes Claros - arquivo pessoal do atacante

Diogo e a galera em Montes Claros - arquivo pessoal do atacante

O Montes Claros é um dos times com a maior torcida no vôlei nacional. A cidade viveu a temporada com o time. E também reclamou muito porque quando Diogo não foi eleito o melhor atacante da Superliga. Ele também não entendeu muito o que aconteceu, mas ficou feliz com a festa na volta para casa. Quem disse que segundo lugar não é valorizado?

“Fico contente pelo Thiago Alves (eleito o melhor atacante), mas não entendo quais são os critérios para a escolha. Eu sei que tentei fazer o meu melhor”, disse.

Assim como os jogadores da Cimed, os atletas do Montes Claros tiveram recepção no aeroporto, desfile em carro aberto e ganharam uma festa no centro da cidade. “Quando chegamos tinham mais de 2 mil pessoas no aeroporto gritando os nosso nomes. Só colocamos as malas em uma van e fomos para a festa. Andamos pela cidade e paramos no centro. Lá tinha um palco armado tocando funk e axé e todo mundo falou alguma coisa para os torcedores”. Ele me mandou essa foto com a galera ao fundo no centro de Montes Claros.

“É muito bom ter esse trabalho reconhecido por eles. O nosso ginásio passou a encher mais a partir do segundo turno da Superliga. No final, tinha gente dormindo na fila para comprar ingressos. A gente tinha que agradecer. Acho que renasceu o orgulho de nascer e morar em Montes Claros”.

Que a alegria continue e os patrocinadores também! O time do Montes Claros tem menos de um ano e ótimos jogadores e merece manter com a formação para seguir brigando na próxima temporada. Diogo disse que quer ficar, se essa for também a intenção da diretoria…

De volta ao trabalho
A festa foi boa, mas tem gente que já está trabalhando. O Trentino voltou aos treinos para a decisão do Campeonato Italiano neste final de semana. Já tem gente também treinando com a seleção brasileira. Os campeões da Cimed ainda têm uns dias de folga e devem se apresentar na semana que vem. Enquanto isso, continuo tentando acompanhar tudo daqui! E aí, gostaram das festas?

P.s.: clique nas fotos se quiser vê-la ampliadas

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segunda-feira, 3 de maio de 2010 Superliga | 10:56

Premiação na Superliga e convocação da seleção

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*atualizado às 14h30

Aproveitando o final de semana da decisão da Superliga masculina, faltava falar sobre a premiação individual dos jogadores. Algumas coisas chamaram a atenção no ginásio do Ibirapuera….

Primeiro, a falta de famosos. Nada de Ronaldo, Maurreen Maggi ou Fabiana Murer na entrega dos troféus aos primeiros colocados da competição. O trabalho ficou nas mãos de dirigentes do vôlei mesmo. Bernardinho, que acompanhou o filho Bruno da tribuna de honra, poderia ter participado da festa. Acho que teria ficado bonito!

E a entrega dos prêmios individuais foi um pouco atrapalhada. Ninguém conseguia ouvir direito qual prêmio estava sendo anunciado. Rodrigão, por exemplo, parecia perdido ao escutar seu nome. Ao seu lado, Bruninho avisou que poderia ser um troféu pelo saque. Na verdade, o prêmio foi de bloqueio.

Thiago Alves, um dos destaques das finais, foi escolhido o melhor atacante da Superliga. Ele era apenas o 7º nas estatísticas. Depois, sentado no pódio para se livrar das cãibras e dores da final, ele se dizia surpreso com o prêmio: “É mentira! Esse ano eu não fui o melhor atacante. Vou levar esse prêmio como presente para o grupo”.  Mais justo seria o troféu para Diogo ou Wallace, por exemplo. Segundo a CBV, a escolha dos melhores não leva em conta apenas as estatísticas, mas também indicações dos clubes.

Alguns prêmios não geraram polêmica. Lorena ficou com o melhor saque e Tiago Brendle, com a melhor defesa. Rodriguinho, do Montes Claros, foi o melhor no levantamento e Bruninho, da Cimed, o melhor jogador da final. E o título do catarinense foi merecido, porque, com o passe nas mãos, ele distribuiu bem as bolas e deixou seus atacantes sem muito bloqueio. Do pódio, ele gritou para o pai, Bernardinho: “Esse vai direto para Saquarema!”. O levantador terá uma semana de folga antes de se apresentar à seleção para a Liga Mundial.

Seleção masculina

Como já tem gente comentando por aqui, saiu a lista da seleção masculina para a Liga Mundial (leia a matéria). Ricardinho ficou de fora no final. Sinceramente, pelo que senti dos jogadores, acho que ainda não tem um clima para ele voltar, mesmo sendo um excelente levantador. Como me disse Bernardinho, o mais importante é recuperar as relações para que o time trabalhe (leia mais) e acho que isso ainda não aconteceu… Seria bom se tudo se resolvesse!

Lorena foi outro cortado da lista final. Seria até interessante vê-lo na seleção. É bom ter um cara de garra jogando. Mas também concordo com leitores que criticaram esse comportamento de Lorena. Ele é um grande atacante, mas algumas vezes ele passa do pontos e perde a cabeça de tanta empolgação, como na semifinal da Superliga e em alguns lances da final. Se fosse assim, esse cara que joga com alma em quadra, mas não perdesse a razão, ele seria ótimo no Brasil ou em qualquer time. Também temos que pensar que o momento é de renovação para montar o time para Londres 2012 e Lorena já tem 31 anos. Será que estaria no auge até lá?

E você? O que achou da final da Superliga? E dos prêmios? E da seleção brasileira? (ufa, semanas cheias no vôlei!) Deixe a sua opinião!

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sábado, 1 de maio de 2010 Superliga | 16:59

Momentos da final da Superliga masculina

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A Cimed é tetracampeã da Superliga masculina! Com 3 a 0 sobre o Bonsucesso/Montes Claros, a equipe levou mais um título para Santa Catarina. Estava lá no ginásio e agora conto o que eu senti dessa decisão. E vocês contam o que acharam nos comentários!

Torcida

Torcida do Montes Claros - Divulgação

Torcida do Montes Claros - Divulgação

Fiquei impressionada com o barulho das duas torcidas no ginásio. Mas, no começo, o animador estava puxando para o lado da Cimed. Mesmo assim, a torcida do Montes Claros não parou quieta! Foi uma bela festa, dos dois lados.

Um gesto chamou a minha atenção. No final do terceiro set, Bob, que estava bem na minha frente, olhou para a arquibancada e começou a bater palmas no ritmo da torcida. Depois, ele me disse que viveu ali um momento de nostalgia, já que fazia parte do elenco da Cimed no primeiro título, na temporada 2005/2006.

O jogo dos erros
Em quadra, o Montes Claros vibrou e bateu no peito desde o primeiro momento. Já a Cimed parecia mais concentrada na partida, jogando mais tranquila. Isso foi refletido nos erros. O Montes Claros errou mais e a Cimed abriu. Para tentar recuperar, os mineiros passaram a forçar o jogo e continuaram errando. Ou seja, foi o resultado justo para quem teve mais paciência (leia mais sobre a partida)

Lorena, sempre Lorena
Ele conquistou a torcida nesta temporada. Enquanto os fãs de Montes Claros o aplaudiam sempre, quem estava do lado da Cimed se aproveitava dos erros do oposto e gritava: “O Lorena é nosso!”. Em quadra, ele manteve seu jeito. Brigou com o juíz, reclamou com os companheiros e pediu todas as bolas. Esse é o Lorena!

Pódio

Peixinho da Cimed - Divulgação

Peixinho da Cimed - Divulgação

Na entrega das medalhas, clima de descontração. Dessa vez não teve Ronaldo para entregar o troféu como na final da Superliga feminina, mas também teve brincadeira. Piá, por exemplo, não queria passar o troféu para as mãos de Acácio. “Calma, não vê que eu estou olhando?”, brincou Piá.

Do lado da Cimed, festa, chuva de papel, rebolation e peixinho, mesmo com muita dor. Fui falar com Thiago Alves depois da premiação e ele, mancando, pediu para que sentássemos no banco de reservas. No meio do caminho, ele me deixou sozinha e saiu correndo. Tudo explicado. Era para dar o peixinho da vitória. E foram vários. Quando eu o reencontrei, perguntei: “Ué, você não estava com cãibras? E agora ficou em todos esses peixinhos”. “Calma, foi só um. Foi só um”, ele me respondeu, sorrindo.

Balanço final
Acho que o resultado foi justo pelo que foi mostrado nesta manhã. O Montes Claros é um excelente time, que tem um grande poder se reação, mas ficou um pouco perdido em quadra. Já a Cimed soube variar as jogadas e vencer.

E espero que esses times continuem por aí. Montes Claros tem tudo para continuar no topo com a paixão dos torcedores e a Cimed não é tetra por acaso. Vamos ver como será a Superliga do ano que vem! E vocês, o que acharam da final? Deixem seus comentários!

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