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Arquivo de abril, 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010 Seleção masculina, Superliga | 18:56

Lançamento de uniforme é palco de apostas

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A Olympikus apresentou nesta sexta-feira o novo uniforme das seleções de vôlei do Brasil (leia mais). O evento reuniu famosos das quadras que, além de aturem como modelo, palpitaram sobre a final da Superliga masculina, na manhã deste sábado, entre Cimed e Bonsucesso/Montes Claros. E o time catarinense levou vantagem…

Bernardinho
“Vou acompanhar o Bruno como pai e o jogo como treinador, mas eu vou torcer por ele, óbvio. Quando eu vejo jogo do Bruno, a Fernanda (Venturini, esposa de Bernardinho) me deixa sozinho na sala! Eu sei que vou ficar nervoso. Que pai não ficaria?

André Nascimento
“Não posso ser torcedor… Mas acho que pode ser Cimed, pela tradição. Acho que quem fez a melhor campanha merece o título, então pode ser a Cimed. Mas o Montes Claros está muito focado e em uma fase muito boa. Um 3 a 2 seria digno para as equipes que estão brigando para ganhar”

Serginho
“A Cimed não está na final por acaso. Eles já estão calejados. Mas gosto do Montes Claros e acho que podem ganhar pela campanha, pelo trabalho que fizeram, pelos torcedores. Espero um 3 a 2”

Giba
“A Cimed está um passo a frente porque já disputa a sua quinta final. Não vai ser fácil porque o Montes Claros tem um time muito bom. Mas acho que tem uma pequena vantagem a mais para a Cimed”

Dia de modelo

Novos uniformes da seleção - Divulgação/Vipcomm

Novos uniformes da seleção - Divulgação/Vipcomm

Além de palpitar, todos desfilaram com os novos uniformes da seleção. Zé Roberto Guimarães foi protagonista “da cena” do desfile. Ele foi anunciado, colocou um pé na passarela, ficou totalmente abismado e recuou. Depois, respirou fundo, entrou e fez um desfile apressado. Ao final, eu conversei com ele.

“Essa não é a minha praia e não leva jeito nenhum. Eu estava ali atrás e via só um pedaço da plateia. Imaginei que teria gente, mas sabia que tinha tanta! Quando sai, levei um susto com a sala cheia”, conta o treinador, todo envergonhado.

Agora é com vocês! Semana agitada no vôlei, não é? Gostaram do uniforme retrô da seleção? Concordam com os palpites dos jogadores? Deixem seus recados!

P.s.: Galera, irei cobrir a final da Superliga amanhã e, por isso, posso demorar um pouco para atualizar o blog. Sabem como é, tenho que mandar matérias para o iG primeiro… Desculpas desde já!

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Superliga | 09:00

Futebol é coisa séria nos treinos na Superliga

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Cimed e Bonsucesso/Montes Claros começaram a treinar no Ibirapuera para a final da Superliga masculina. Nos últimos dias, há pouco a se fazer em quadra. Os jogadores já estão entrosados, já conhecem os adversários e não é bom forçar demais para evitar alguma lesão inesperada. Essa última parte só não vale para o futebol do aquecimento!

Catarinenses e mineiros improvisam na quadra um “jogadores de camisa x jogadores sem camisa” para começar o treino no Ibirapuera. Na manhã de quinta-feira, acompanhei a pelada do time de Montes Claros. Parecia jogo de verdade, sem ligar para a máxima de todo professor de educação física, que diz que não pode chutar bola de vôlei porque ela fica oval.

Futebol no treino do Montes Claros

Futebol no treino do Montes Claros

Para armar o campo, as placas de proteção do fundo da quadra foram levantadas e viraram as traves do gol. O problema foi a rede no meio do caminho. Teve muito jogador gritando e pedindo bola de um lado da quadra e o companheiro chutando com vontade…. bem no meio da rede!

E Lorena, que me confessou que não gosta de perder nunca e, por incrível que pareça, é um cara que não para no lugar, mas ainda sim é bem tranquilo, entrou no clima. Ele bateu no peito, pediu bola, reclamou por não ter recebido nenhum passe quando estava sozinho. E depois, todos estavam gritando e se xingando, pedindo bola e querendo gol. Calma, galera, era só uma brincadeira!

Diogo foi outro que levou bem a sério o jogo. Em uma disputa de bola, ele se jogou, saiu deslizando pela quadra e me atropelou. Eu estava sentada na mesa da imprensa, bem atrás da placa de proteção na lateral da quadra e fui “atingida”, com mesa, placa e tudo mais, pelo atacante. Mas todo mundo sobreviveu. Eu levei um susto e ele saiu com uma risada em graça.

No final, um gol para cada lado. Todos aquecidos, hora de bater bola com as mãos, o que eles estão bem mais acostumados. Ah, os gritos, broncas e xingamentos ficaram no joguinho… Coisa de bons amigos…

A decisão da Superliga será neste sábado, às 9h30. Quem será o campeão? Dê o seu palpite!

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quarta-feira, 28 de abril de 2010 Campeonato Italiano, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 09:07

Brasil, Ricardinho, mercado e final lotada na Superliga

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*atualizado dia 29/04, às 20h21

O começo da semana foi agitado para o vôlei e eu estava devendo um post para vocês. Depois de um merecido final de semana de folga e da correria dos últimos dias na redação, vamos a alguns assuntos que apareceram nesse tempo.

Seleção feminina
Vocês comentaram por aqui sobre a lista de Zé Roberto para o Grand Prix. Ele divulgou as 16 convocadas na terça-feira (veja a lista completa) e fez poucas mudanças. Voltou a chamar Jaqueline, do Sollys/Osasco e incluiu Fabíola, do Pinheiros/Mackenzie.

Gostei da lista de Zé Roberto. Jaqueline voltou muito bem ao Brasil, motivada por jogar em um clube perto do marido Murilo e da família. Ela foi essencial na campanha do título do Sollys/Osasco, tanto no ataque quanto na defesa, como exercendo o papel de líder em quadra. Natália, também do time de Osasco, foi convocada como ponteira, mas, pelo que mostrou principalmente na final da Superliga, cresceu no passe e pode desempenhar melhor a função.

Como comentaram por aqui, também não acho que Ana Tiemi seja a melhor opção de levantadora no momento. Ela não fez grandes jogos na fase final da Superliga e Carol Albuquerque teve que segurar as pontas. Já Dani Lins, apesar de alguns altos e baixos, ainda me agrada pela versatilidade e tem chances de se firmar como titular.

Ricardinho
O levantador voltou a despertar interesse desde a pré-convocação para a Liga Mundial. Chegaram a comentar que ele estava fechado com o Vôlei Futuro, o que foi desmentido pelo clube. Conversei com Jorge Assef, empresário de Ricardinho, e ele disse que existem sim propostas para o jogador voltar ao Brasil, mas que ele só irá analisá-las depois do Campeonato Italiano. Seu time, o Sisley Treviso, está na semifinal (leia a matéria que escrevi para o iG).

Ricardinho pode ter um gênio forte e ser uma pessoa difícil de lidar, mas é um grande levantador e seria bom vê-lo de perto de novo. Bons tempos da Philco, em Santo André! Ele já mostrava todo o seu jogo rápido e também já era “estourado” e o vi perdendo a cabeça em quadra algumas vezes. E ainda morava no mesmo prédio que eu!

Mais mercado

O mercado do vôlei começa a se movimentar. O Sollys já garantiu que segue como patrocinadora do time do Osasco, que renovou com a central Adenízia. Espero que mantenha também as outras atletas.

No masculino, o Brasil Vôlei, antigo Banespa, fechou mesmo as portas (leia mais). Conversei com o líbero Serginho na semifinal da Superliga masculina e ele disse que quase todos os jogadores já haviam se desligado do time, inclusive ele. Como a Superliga ainda não acabou, Serginho não quis me dizer qual camisa vestirá na próxima temporada, mas ele está em fase final de negociação e garantiu que segue no Brasil.

Hoje, quinta-feira, o Blausiegel tirou o patrocínio do time feminino do São Caetano. Havia conversado com Marcelo Hahn, CEO da empresa, para uma matéria para o iG e ele disse que, mesmo sem o título, o patrocínio seguiria (leia a matéria). Agora, por diretrizes da empresa, acabou a ajuda. A equipe segue em São Caetano com a ajuda da prefeitura, mas sem verba para bancar as olímpicas Mari, Sheilla e Fofão.

Final da Superliga
A semana é de decisão. Na quarta-feira, Sada/Cruzeiro recebeu o Pinheiros/Sky na disputa do terceiro lugar. Giba e companhia venceu, mas infelizmente o jogo não foi transmissão da TV (quem foi ao ginásio pode contar o que viu e como estava o clima aqui nos comentários!).

Já a grande final será no sábado. Cimed e Bonsucesso/Montes Claros começam a treinar no Ibirapuera nesta quinta-feira. A partida que vale o ouro da temporada será às 9h30 (horário de Brasília). Os ingressos para a decisão esgotaram na manhã desta quarta-feira e foram vendidos com a mesma rapidez que na Superliga feminina. Leitores que tinham me perguntado sobre os ingressos, conseguiram comprar os seus? A gente se vê por lá!

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segunda-feira, 26 de abril de 2010 Superliga | 13:52

Ingressos para a final da Superliga masculina

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Um post rápido, atendendo a alguns leitores…

Os ingressos para a final da Superliga masculina começam a ser vendidos nesta terça-feira, dia 27/04. As arquibancadas custam R$ 10 (R$ 5, meia-entrada), as cadeiras superiores R$ 20 (R$ 10, meia) e as cadeiras inferiores R$ 30 (R$ 15, meia). Cada torcedor poderá comprar até seis ingressos. Veja aqui a lista completa dos pontos de venda. A partida será neste sábado, dia 1º de maio, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Na final da Superliga feminina, os ingressos acabaram em menos de dois dias, portanto, é melhor se apressar!

Em quadra, como me disse Bob depois da semifinal da Cimed, “um jogo, no mínimo” eletrizante. A tricampeã Cimed encara o novato Bonsucesso/Montes Claros. De um lado, um time que sabe jogar no conjunto, variando os atacantes e contando com Bruninho em boa fase. Do outro, uma equipe que foi criada nesta temporada, venceu o Mineiro, ganhou espaço na Superliga e conta com os saques forçados e os ataques de Lorena, Diego e Acácio.

E os jogadores querem casa cheia. Os torcedores do Montes Claros daqui do blog já disseram que vão à final. Perguntei ao Bob se ele esperava que o Ibirapuera pudesse se tornar um novo caldeirão. Ele disse: “não tem problema, a nossa torcida também já prometeu que vai!”

A briga vai ser boa e eu ainda não arrisco um palpite. E você, tem um candidato ao título?

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sexta-feira, 23 de abril de 2010 Superliga | 12:32

Semifinal direto do ginásio e a vaga da Cimed

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*atualizado

A Cimed está em mais uma final, a quinta consecutiva. A equipe venceu o Pinheiros/Sky por 3 sets a 1 (leia mais sobre a partida) e vai jogar o título da Superliga masculina 2009/2010 com o Bonsucesso/Montes Claros. Acompanhei a partida do ginásio do Pinheiros e resolvi mudar um pouco e escrever em primeira pessoa, contando o que senti da semifinal.

Um jogo de estrelas atrai muita gente! Cheguei ao ginásio por volta de 17 horas e a fila já era muito grande. Quando os portões se abriram, a arquibancada logo ficou lotada por 1.3000 pessoas. E muita gente ficou do lado de fora! Mas, mesmo em um pequeno espaço do lado direito da quadra, a torcida da Cimed não se intimidou e fez barulho. A do Pinheiros se impôs em alguns momentos e um homem, que estava atrás de mim, passou o jogo inteiro “secando” todos os jogadores da Cimed no saque. Pressão!

A Cimed venceu o primeiro set e logo mostrou a sua cara. É um time que vibra e muito e gosto de equipes assim. Eles mantiveram a vibração durante toda a partida. Do outro lado, Giba chamou a torcida diversas vezes e parecia um dos mais empolgado em quadra. Ele pediu bola, atacou, gritou, socou o banco de reservas, apoiou os companheiros…  Mas não era o dia do Pinheiros, que errou mais e perdeu o jogo.

No final, estava do lado da quadra da Cimed. Quando eles fecharam o jogo com um bloqueio para cima de Rocca, correram pela quadra, mas pareciam um pouco perdidos. Simples, eles estavam longe da sua torcida e não tinham com quem comemorar naquele instante. Depois de muito abraços, um jogador pulando no colo do outro, eles atravessaram a quadra e foram cumprimentar os torcedores. Reconhecimento merecido.

Depois do jogo, hora do meu trabalho. Entrei na quadra e o primeiro jogador com quem conversei foi o oposto Bob. Vale reproduzir o começo do nosso bate-papo:

– Oi, posso falar com você? – eu disse
– Hum, não! – ele respondeu, fingindo cara de mau
– Ah, deixa eu conversar com você só um pouco… – insisti
– Tá bom, agora eu falo com você! – retrucou, abrindo um sorriso
– Então deixa eu me apresentar para começarmos bem. Sou Aretha, repórter do iG – falei
– Muito prazer, Aretha, eu sou o Bob e jogo na Cimed – repondeu, caindo na risada.

Conversei com ele e outros jogadores da Cimed, felizes e ainda totalmente suados da partida. Enquanto Thiago Alves falava comigo, o suor escorria de seu boné. O sentimento era o mesmo e não poderia ser outro: alegria e dever cumprido por estar em mais uma final. Mas nem tudo foi festa. Também falei com os jogadores do Pinheiros e essa é uma parte ruim do jornalismo, ter que perguntar mesmo quando os jogadores estão decepcionados com a derrota. E eles estavam bem decepcionados.

Eu os esperei na saída do vestiário e, mesmo depois de um banho, eles ainda não sabiam explicar direito o que tinha acontecido em quadra. “Ainda não deu tempo de analisar. Temos até a próxima Liga para fazer isso”, disse Giba. Até Gustavo, normalmente brincalhão, estava de cara fechada. “É tudo um detalhe, uma bola, um erro a mais um erro a menos… Falhamos em tudo e acho que a equipe foi mal em muitos fundamentos e não conseguiu reagir”, falou o central. Ele só se descontraiu quando já tinha desligado o gravador e perguntei porque ele havia saído do Twitter. Depois de uma risadinha, ele disse que até gostava da brincadeira do microblog, mas tinha gente demais atrás dele e ele não dava conta.

E toda a maratona de entrevista foi acompanhada pela minha mãe, dona Perlu, apaixonada por vôlei, que, antes de eu começar a falar com os jogadores, pedia para tirar uma foto com eles. Micos à parte, eles gostaram da tietagem da mamãe!

Agora é com vocês. O que acharam da partida? Escrevam a versão de vocês!

*Ps.: Finalmente, as fotos da semifinal!

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quarta-feira, 21 de abril de 2010 Superliga | 11:15

Bonsucesso/Montes Claros está na final da Superliga

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O Bonsucesso/Montes Claros venceu o Sada/Cruzeiro de virada em casa, fechou a série semifinal em 2 a 0 e está na decisão da Superliga masculina 2009/2010. Mais uma vez com ginásio lotado, Lorena, Acácio e companhia fizeram jus a torcida, mostraram que sabem se recuperar e vão forte para a decisão da sua primeira Superliga.

Acácio vence o bloqueio do Cruzeiro

Acácio vence o bloqueio do Cruzeiro

O time de Montes Claros me lembrou um elenco de adolescentes em ação, no mau e no bom sentido. Eles começaram perdendo por 2 sets a 0. Enquanto o Cruzeiro chegou arrasador no saque e eficiente no ataque, os jogadores de Montes Claros começaram a perder a cabeça. Na segunda parcial, eles pareciam estar com vontade de virar, mas se perderam nas brigas com o juiz. Até Lorena, grande jogador do time na temporada, perdeu a cabeça. A cada bola atacada, era uma discussão com a arbitragem. E foi confusão demais e pouco foco na partida, como um time jovem e sem maturidade.

A partir da terceira parcial, o comportamento mudou. Os bate-bocas com juízes a cada marcação um pouco duvidosa continuou, mas não demoravam tanto. Os jogadores do Montes Claros até reclamavam, mas logo voltavam para o jogo. A vontade de ganhar ficou na quadra. Com isso, eles, que tinham saído atrás do marcador, fecharam o terceiro e o quarto sets e levaram a partida para o tie-break. Os “adolescentes briguentos” cresceram.

E o quinto set foi, na minha opinião, o melhor. As duas equipes se alternaram na liderança e jogaram com o coração e a cabeça. Com saque forçados e bem executados, o passe ficou quebrado e coube aos atacantes terem frieza para virar nas pontas. E foi aí que brilhou Lorena. Ele já tinha voltado para o jogo na parcial anterior e foi “o cara” da decisão. Quando deixou de discutir com o juíz, sacou bem e fez ataques melhores ainda. Lorena também fez o ponto que deu a vitória ao Montes Claros por 17 a 15 (leia mais sobre a partida) e, de quebra, se estabeleceu como novo recordistas de pontos na Superliga. Foram 20 bolas no chão na partida e 684 em toda a competição.

Mas vamos ser justos. O Montes Claros não foi só Lorena. Acácio deu aula pelo meio, tanto no ataque quanto no bloqueio, pontuando ou amortecendo as bolas, e foi o melhor jogador nos primeiros sets, sem perder o foco em nenhum momento. Ezinho entrou bem no lugar de Diogo e virou bolas importantes. E Piá jogou com alma e tudo mais. Do outro lado, o Cruzeiro foi, aos poucos, perdendo a efetividade nos momentos decisivos e, por isso, acabou eliminado do torneio.

Agora o Bonsucesso/Montes Claros espera o vencedor de Cimed x Pinheiros/Sky para conhecer o rival da final. A série está 1 a 0 para o time de Florianópolis. E você? O que achou da vitória da equipe de Montes Claros? Quem foi o nome do jogo? Quem eles pegam na final? Dê a sua opinião!

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segunda-feira, 19 de abril de 2010 Superliga | 11:08

Grandes momentos da final da Superliga feminina

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O Sollys/Osasco venceu o Unilever e é o campeão da Superliga feminina 2009/2010. A partida final foi um jogo de alto nível, que reservou grandes momentos para quem gosta de vôlei. Eu estava lá e separei alguns que me marcaram aqui para vocês.

Vibração de Natália e Jaqueline

Vibração de Natália e Jaqueline

Sangue nos olhos
Desde o primeiro ponto do primeiro set, o Sollys/Osasco vibrou e muito. As quatro finais com derrota para o time do Rio de Janeiro pareciam realmente engasgadas e elas queriam mudar essa história. Natália fechou a primeira parcial e saiu batendo no peito, gritando e chamando a torcida. Uma mostra do que ela faria em toda a partida. O Sollys perdeu dois sets e voltou a jogar bem no quarto, com destaque para Natália, tanto no ataque quanto na defesa. E a menina queria mostrar que já tinha virado mulher e amadurecido em quadra. Ela chamou responsabilidade, colocou bolas no chão e continuou vibrando demais. Adenízia, que normalmente é a mais empolgada nas comemorações do Osasco, ficou para trás! (leia mais)

Concentração total
Já o Unilever era pura concentração. Elas também vibraram e tudo, mas dava para perceber o grande foco na partida. Tanto que venceram bem dois sets, abriram 4 a 0 no tie-break, levaram a virada e ainda empataram em 10 a 10.
Mas depois, elas pararam nos ataques de Natália, no bloqueio duplo de Jaque e Adenízia e perderam em um erro de ataque.

Cabeça erguida
Depois do jogo, as cariocas não estavam chorando ou de cabeça baixa. Elas estavam até brincando no pódio. A líbero Fabi me deu a justificativa para isso. “A gente tem que saber perder e reconhecer quando o outro time é melhor. Durante quatro anos a gente esteve ali ganhando, mas hoje elas mereceram. E o Bernardo pediu: ‘vocês vão entrar lá, de cabeça erguida, não quero ver ninguém chorando porque vocês lutaram'”, contou a líbero. “A palavra é orgulho. Claro que queria a vitória, mas hoje saio daqui orgulhosa porque a gente brigou de igual para igual e foi para cima do jogo”, completou.

Choro de Jaqueline depois do título

Choro de Jaqueline depois do título

Choro e desabafo
Se as jogadoras do Unilever seguram as lágrimas, as atletas do Sollys/Osasco não se preocuparam em chorar, e muito. Quase todas deixaram a quadra aos prantos, como um desabafo. “Estou muito feliz. Eu não vim tirar o lugar de ninguém O que importa é que sou campeã”, falou Jaqueline. Natália desabou no meio da entrevista para a televisão. Depois, quando fui conversar com ela após a premiação, ela não conseguia parar de sorrir e mal parava no lugar, de tão empolgada.

Lembranças
Natália, depois de ganhar a sua medalha, tirou um papel dobrado do bolso e abriu no pódio. Estava escrito: “Paula, esse é seu”. Foi uma referência a Paula Pequeno, que deixou o time no começo da temporada para atuar na Rússia. Natália é formada no Osasco e jogou anos ao lado de Paula, a quem ela chama de mãezona.

Fofão em momento tiete com Ronaldo

Fofão em momento tiete com Ronaldo

Tietagem
As jogadoras quase esqueceram das medalhas quando viram que quem entregaria o troféu de campeão seria Ronaldo, atacante do Corinthians. Natália abandonou o pódio e foi abraçar o Fenômeno. Depois, Camila Brait desceu e pediu para tirar fotos com o jogador. Mais tarde, ele fez festa com as meninas do Unilever. E, antes das entrevistas, muitas correram para garantir o seu clique ao lado do atacante, como Fofão, terceira colocada com o Blausiegel/São Caetano. (leia mais)

Superação
Essa foi a palavra da temporada do Sollys/Osasco. O time acabou e recomeçou depois de perder o patrocínio do Finasa ao final da temporada 2008/2009. As jogadoras acreditaram em Luizomar, que ficou responsável por montar a equipe, jogaram a Copa São Paulo com uniforme improvisado… Depois, ganharam as cores do Sollys e um ânimo novo. Segundo Thaíssa, a comissão técnica, que segurou o time, merece esse título mais que as jogadoras.

Foi uma bela partida para a final. O Sollys/Osasco venceu porque soube ser paciente, defender e armar os seus contra-ataques. Elas não sofreram com a ansiedade dos outros anos, como já disse por aqui. Já o Unilever também jogou bem, fez pontos de bloqueio, mas não era o seu dia. Como disse Fabi, em uma final que acabou no tie-break de 15 a12 não tem como falar em superioridade. Venceu quem acordou para ser campeão!

Agora a fica a torcida para essas meninas jogarem com a mesma garra na seleção. E ficamos esperando as semifinais da Superliga masculina. Depois da vitória do Montes Claros, foi a vez da Cimed sair na frente do Pinheiros/Sky em uma maratona de três horas (leia mais sobre a partida). Vamos ver quem vai a final. Espero que seja emocionante como a das mulheres!

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domingo, 18 de abril de 2010 Superliga | 15:58

Pode bater no peito e falar que é campeão!

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O time de Osasco finalmente venceu a equipe do Rio de Janeiro na final da Superliga. Depois de um título e quatro vices, perdendo para as cariocas fora de casa, o troféu da competição nacional volta para as paulistas. O Sollys/Osasco é campeão da Superliga!

Carol Albuquerque e o troféu de campeão

Carol Albuquerque e o troféu de campeão

Acompanhei o jogo no Iburapuera e foi uma grande final. O Sollys/Osasco saiu na frente, com volume de jogo e pontos no contra-ataque. Nos dois sets seguintes, o Unilever passou a defender, bloquear e finalizar mais, comandado por Joycinha, virando o placar.

No quarto set, o Sollys/Osasco mudou, entrou com raiva e empatou. Voltou a defender bem e encaixar o saque. Depois, saiu perdendo de 4 a 0 no tie-break e venceu com a força dos ataques de Natália e a garra e as defesas do time, que acreditou em todas as bolas. Resultado, 3 sets a 2 e o ouro no peito (leia mais sobre a partida).

Parece que o Sollys/Osasco aprendeu com todos os vices. Nas outras campanhas, o time sofreu com a ansiedade na decisão e não soube ter cabeça para virar o placar. Hoje elas estavam maduras e quadra. Fizeram dois sets ruins, mas, como me disse Carol Albuquerque nos treinos depois da semifinal, elas já tinham mais paciência em quadra para saber que, se um set foi ruim, não era certeza de o outro também seria.

Elas não deixaram de acreditar, tiveram calma para defender e armar os contra-ataques e, por isso, venceram. O Unilever é um grande time, que se manteve concentrado em toda a partida, mas parou no fundo de quadra do Sollys/Osasco.

As paulistas puderam bater no peito e vibrar depois de cada ponto. Puderam gritar com a torcida em casa. Puderam brincar com Ronaldo e fazer tietagem. Puderam deixar a quadra emocionadas e com o título na bagagem!

E você, assistiu ao jogo? O que achou da final da Superliga feminina? Dê a sua opinião!

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sábado, 17 de abril de 2010 Superliga | 15:13

Ataque coloca Montes Claros na frente do Cruzeiro

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Começaram as semifinais da Superliga masculina de vôlei. Na noite de sexta-feira, o clássico mineiro Sada/Cruzeiro x Bonsucesso/Montes Claros abriu a série. Com ginásio cheio, o Montes Claros não se importou com a casa adversária e venceu por 3 sets a 1.

Lorena foi o grande nome do jogo, comandando o ataque da sua equipe ao lado de Acácio. E foi justamente no ataque que o Montes Claros venceu o jogo. O time estava muito eficiente na rede e, do outro lado, o Sada/Cruzeiro passou dois sets sem conseguir marcar nenhum ponto de bloqueio!

Na primeira parcial, o Montes Claros começou muito bem no saque, chegou a abrir sete pontos de vantagem e viu o Sada/Cruzeiro virar e fechar. Mas no set seguinte eles não deram essa “trégua”. E foi esse o momento de Lorena. Ele comandou os ataques e fechou a parcial depois de sacar, defender e contra-atacar em um único rali. O Montes Claros dominou o terceiro set e o equilíbrio voltou no final do quarto, mas Lorena fez o último ponto, para acabar com o jogo (leia mais sobre a partida).

Se o ataque o Montes Claros funcionou, o Cruzeiro não estava em seu melhor dia. Depois do jogo, Wallace resumiu a partida para a sua equipe. “O time não foi agressivo e isso fez a diferença. Erramos bolas fáceis e isso acabou favorecendo o Montes Claros”, explicou. Foi a primeira derrota em casa na temporada para o Sada/Cruzeiro.

Agora é recuperar a potência ou dar adeus à Superliga. O próximo jogo da série será em Montes Claros e Lorena e companhia crescem quando jogam com a torcida, mais do que apaixonada, barulhenta e recorde de público no torneio. Para o Montes Claros, a fórmula e manter o nível de saque e ataque e tomar cuidado para não dar espaço para o Cruzeiro nos finais dos sets, como na quarta parcial da primeira partida. Isso pode ser perigoso.

E você? O que achou do primeiro jogo das semifinais? Montes Claros mereceu a vitória? Quem vai para a decisão? Dê a sua opinião!

P.s.: Hoje à noite tem o primeiro jogo da série Cimed x Pinheiros/Sky, com transmissão da Sportv. Volto para comentar esse resultado no domingo à tarde. Vou à final da Superliga feminina e escrevo depois sobre as duas coisas, combinado? Enquanto isso, podem comentar!

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quarta-feira, 14 de abril de 2010 Superliga | 10:28

Equilíbrio, recorde e tom de tristeza na Superliga

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A noite de terça-feira decidiu os últimos semifinalistas da Superliga masculina 2009/2010. E foi uma noite que resumiu o clima dessa competição. Cimed e Montes Claros sofreram para avançar mesmo enfrentando quem tinha acabado atrás deles na fase classificatória.

Antes mesmo da Superliga, no almoço de apresentação, os jogadores já falavam que o torneio seria mais equilibrado nesta temporada. Depois de meses de jogos, isso foi comprovado! Pela lógica, o primeiro colocado teria vantagem sobre o oitavo nas quartas-de-final, por exemplo. Mas a Cimed teve que decidir a sua série na última partida e suou, e muito, para eliminar o Fátima/Medquimica/UCS/SFPC.

Lucão foi um dos destaques da Cimed - divulgação

Lucão foi um dos destaques da Cimed - divulgação

A partida terminou em 3 a 0, mas esse placar engana. A Cimed só foi realmente superior no começo do primeiro set, quando entrou com muita vontade e os jogadores do Fátima pareciam nervosos e cometeram erros bobos. Entretanto, eles logo se acharam e complicaram, principalmente com belos saques. Depois de ter uma vantagem de oito pontos, os catarinenses só fecharam no 26 a 24.

E todo o jogo foi assim. A Cimed conseguia chegar à parte final dos sets com vantagem, mas a equipe de Caxias crescia. E se fosse saque do Kaio, então…. Os catarinenses respiravam aliviados quando conseguiam tirar o atacante do serviço rapidamente. Mas a experiência da Cimed pesou. Com exceção de Bob e Jamelão, que não estavam tão bem, todos jogaram muito. Até Lucão fez algumas defesas! Eles fecharam os sets depois de manterem a cabeça no lugar e ainda contar com alguns erros do Fátima (leia mais sobre a partida).

Agora a Cimed enfrenta o Pinheiros na semifinal. Vem mais equilíbrio por aí no duelo da nova geração da seleção brasileira de Bruno, Lucão, Éder e Thiago Alves, contra os campeões olímpicos Giba, Gustavo e Rodrigão.

Recorde e tristeza na outra quartas-de-final

A outra vaga na semifinal ficou com o Bonsucesso/Montes Claros, que venceu o Brasil Vôlei/São Bernardo por 3 sets a 2. Como em toda a série, a partida foi muito disputada. O Montes Claros contou com a ajuda dos seus torcedores, que bateram o recorde de público da Superliga, com 8.329 pessoas no ginásio Tancredo Neves.

Eles levaram o primeiro set, tomaram a virada e foram com sangue nos olhos para o quarto set. Algumas vezes, parecia que Lorena atacaria um companheiro depois de uma bola errada, tamanha era a tensão. E jogando assim, Lorena foi o destaque dos últimos sets e os mineiros venceram o jogo (leia mais sobre a partida). Eles enfrentam o Sada/Cruzeiro na semifinal no que é grande clássico desta temporada.

Do outro lado, o Brasil Vôlei lutou como pode. Fidele assumiu o lugar de Marlom, com uma fratura na mão, e Tuba e Thiago Sens jogaram com dores. O líbero Serginho empurrou a equipe o tempo todo, com a sua garra, que já é velha conhecida. E dói demais, como já disse algumas vezes aqui, saber que essa pode ter sido a última partida do time do ABC.

O Brasil Vôlei não tem um novo patrocinador e os salários estavam garantidos pelo Santander apenas até o final da temporada. Alguns jogadores achavam que o título poderia ser a solução. Mas não deu… “São 26 anos de história e, se essa equipe realmente acabar, vai ser uma perda muito grande para o voleibol brasileiro. Uma perda que pode nem ser sentida agora, mas que vai fazer diferença no futuro”, lamentou o técnico Rubinho. Com a crise, São Bernardo já não teve a sua tradicional peneira, que já revelou estrelas como Murilo, Gustavo…

Mas vamos espantar a tristeza e esperar mais confrontos equilibrados nas semifinais. As partidas estão previstas para os dias 17 e 21. O terceiro e decisivo jogo, caso seja necessário, será disputado no dia 24. E você? O que achou dos semifinalistas? Tem alguma aposta para a grande decisão? Comente!

P.s.: Só para esclarecer, não tenho nada contra o Montes Claros, não estava torcendo contra os mineiros e eles têm time para ser campeão, sim. Sou apenas uma apaixonada por vôlei que não queria que uma equipe de ponta acabasse

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