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Arquivo de novembro, 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009 Seleção masculina | 12:55

A espera na volta para casa da seleção masculina

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Um dia depois do previsto, toda a seleção brasileira masculina conseguiu chegar em casa! Giba, Marlon, Murilo, Rodrigão, Sergio Escadinha, Sidão, Théo e Thiago Barth, além de Bernardinho e a comissão técnica ficaram presos em Paris na terça-feira, no caminho de volta ao Brasil depois da conquista da Copa dos Campeões, no Japão. O voo deles teve uma pane e eles tiveram que passar um dia na capital francesa. Os demais jogadores, integrantes da Cimed, estavam em outro avião e chegaram em casa sem problemas (leia mais).

O central Rodrigão conversou nesta manhã com exclusividade com o Mundo do Vôlei e nos contou como foi o dia em Paris, o que aconteceu no voo e lembrou que esse não foi o primeiro susto da seleção brasileira no ar em 2009.

“A gente fez uma conexão em Paris, pegou o avião 23h, no horário normal, sem problemas, mas voltou às 3h30 para a França. Quando já estávamos em Portugal, o piloto avisou que teríamos que voltar porque estava com problema no sistema de navegação e não poderia voar sobre o oceano”, contou o jogador. “Chegamos a Paris e a companhia nos arrumou um hotel bem perto do aeroporto. Ficamos lá e nos avisaram que tinha outro voo, mas que teríamos que esperar”. “A primeira coisa a fazer foi tentar avisar o mais rápido possível a nossa família ou quem fosse nos buscar no aeroporto para não deixar ninguém preocupado e nem esperando a toa”, falou o central.

Por sorte, eles estavam em uma cidade conhecida e até aproveitaram o imprevisto. Paris normalmente está na rota das viagens do time para Europa ou Ásia. “A gente já tem até centro de treinamento lá”, disse Rodrigão. “Teve gente que foi passear, dar uma volta pelo centro de Paris, e outros que preferiram ficar no hotel descansado. Eu aproveitei para fazer umas compras que precisava. Queria comprar calças, que não acho do meu tamanho no Brasil. Presente para a família eu já tinha comprado lá no Japão. Eu até convidei o Murilo e o Sérgio para saírem comigo, mas eles estavam cansados e eu fui sozinho mesmo. Foi tranquilo e achei  o que queria”.

Rodrigão ainda lembrou que esse não foi o primeiro susto do time brasileiro neste ano. E o outro “perrengue” no ar também teve ligação com a capital francesa. “Foi no caminho de ida de Paris para a Venezuela na Liga Mundial. Quando chegamos ao aeroporto venezuelano, tivemos que arremeter porque tinha outro avião fazendo manobras na pista. Ficamos muito assustados, mas deu tudo certo”.

Agora, todos os jogadores finalmente estão em casa, ao lado da família. Eles desembarcaram em São Paulo por volta as 7h da manhã desta quinta. Mas o descanso vai durar pouco! A Superliga 2009/2010 comeã na semana que vem, no dia 3 de dezembro (leia mais), e eles se reapresentam aos times na próxima segunda-feira.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009 Seleção feminina | 13:18

Seleção feminina no Campeonato Mundial

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O sorteio dos grupos do Campeonato Mundial feminino foi feito na terça-feira e o Brasil encara a algoz Itália logo na primeira fase da competição (leia mais). A seleção também terá Holanda, República Tcheca, Porto Rico e Quênia pelo caminho. Segundo o técnico Zé Roberto, “é um grupo forte e que vai exigir bastante do Brasil desde o início do campeonato” (leia mais). O Mundial começa apenas no dia 29 de outubro de 2010 e até lá todos têm tempo de se arrumar, mas vamos a uma pequena análise das chaves…

Grupo A – Sérvia, Polônia, Peru, Argélia, Japão e Costa Rica
Pelo que foi visto recentemente, o Japão está preparando bem seus times para o novo ciclo olímpico. As mulheres deram um certo trabalho na Copa dos Campeões
e os homens entraram com tudo no torneio, mas perderam o fôlego ao longo dos jogos.  Ainda assim, podem preparar bem a equipe para o Mundial. Além disso, Sérvia e Polônia merecem um alerta pela tradição europeia no vôlei.

Grupo B – Brasil, Itália, Holanda, Quênia, Porto Rico e República Tcheca
Um grupo muito duro, como disse Zé Roberto. A Itália tem sido uma pedra no sapato das brasileiras ultimamente. Não complicaram muito no Grand Prix, mas levaram o título da Copa dos Campeões com uma bela vitória sobre as brasileira. É um time perigoso, que tem peças chaves em todos os fundamentos e está se apresentando muito bem, mesmo sem a cubana naturaliza Aguero. A nova oposta Ortolani terá tempo de amadurecer até o Mundial. Já a Holanda vem evoluindo. Fez um bom Grand Prix e tem na atacante Flier a sua segurança. Porto Rico ainda é um time fraco tecnicamente. Confesso que Quênia e República Tcheca são os desconhecidos do grupo

Grupo C – Estados Unidos, Cuba, Alemanha, Cazaquistão, Tailândia e Croácia
Mais um grupo forte com três boas seleções. As norte-americanas, vice-campeãs olímpicas, se conseguirem se renovar ou contar com as veteranas, é um ótimo time. Mesmo não tendo ido bem nas competições neste ano, vale tomar cuidado.
Cuba sempre tem a catimba e a força do ataque e são duras rivais em qualquer competição. Já a Alemanha também teve uma boa campanha no Grand Prix, é uma equipe muito nova e já tem ótimas jogadoras, como Christiane Fürst. Os outros times vão brigar pela última vaga.

Grupo D – Rússia, Turquia, Canadá, Coreia, China e República Dominicana
Com suas conhecidas gigantes, as russas são as estrelas da chave. Mas precisam estar em alerta, já que caíram este ano no Grand Prix e no Europeu. Já as chinesas são sempre perigosas com suas jogadas de velocidade e já devem ter superado o tropeço contra a Tailândia na final do torneio asiático. Quem também tem um bom time é a República Dominicana, que joga na força e na catimba ao estilo de Cuba e conta com Bethania de La Cruz e a capitã Milagros Cabral, ótimas atacantes.

Os quatro melhores de cada grupo vão para a segunda fase. Nessa etapa, dois grupos são formados e os quatro melhores vão para semifinal. Os vencedores das semis jogam pelo título. O Brasil busca a conquista inédita. Até agora, a seleção feminina só chegou ao vice em 2006 e em 1994.

E você? O que achou do grupo do Brasil no Campeonato Mundial? Deixe a sua opinião!

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terça-feira, 24 de novembro de 2009 Seleção masculina | 11:38

Os melhores da Copa dos Campeões

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A seleção brasileira masculina faturou o tricampeonato na Copa dos Campeões, mas quem roubou a cena foi um cubano, pelo menos nos prêmios individuais. Roberlandy Simon, de 22 anos, carrega a faixa de capitão da seleção caribenha, é a cara da nova equipe e foi eleito o melhor jogador do torneio, o melhor bloqueador e o dono do melhor saque.

Simon mantém a tradição recente de Cuba de um jogador de meio como capitão do time. Segundo o site da Federação Internacional de vôlei, ele é a cola que mantém a equipe unida. Além de comandar o time, o jogador é destaque em todas as posições e, por isso, o título merecido de melhor do campeonato. Ele fechou a Copa dos Campeões com a média de um bloqueio por set e fez 16 aces. Só para lembrar, o torneio só teve cinco jogos. E Simon ainda reclamou porque queria ser melhor no ataque. Esse cara promete! A seleção de Cuba promete! É um time jovem, com jogadores fortes e altos. Se Simon já está assim agora, imagine com mais experiência? E o jovem Leon, de 16 anos e um foguete nas mãos? Vem coisa boa por aí…

Pai e filho campeões no Japão - Divulgação

Pai e filho campeões no Japão - Divulgação

Para o Brasil, Serginho, que já está acostumados aos prêmios, levou de melhor líbero. Já Bruninho foi a surpresa como melhor levantador. Sim, a Copa dos Campeões é um torneio de poucos times e não reúne todos os melhores do mundo. Não sei se ele venceria o páreo com Ball (Esatdos Unidos), Grbic (Sérvia),Pujol (França) ou Falascia (Espanha). Mas o brasileiro mostrou amadurecimento. Tem a ousadia para acelerar as jogadas e a segurança do entrosamento com os companheiros da Cimed, como Lucão. Além disso, está jogando solto com peças fundamentais no Brasil como Giba, Murilo e Leandro Vissotto. Ele mereceu o reconhecimento.

E para fechar, os donos da casa. Os japoneses, que também mostraram que estão aí para brigar nesse novo ciclo, levaram os prêmios de melhor atacante, com Tatsuya, e maior pontuador, com Shimizu. O segundo mereceu porque dá pancada e coloca a bola no chão de qualquer lugar da quadra. Já o prêmio de atacante poderia ter vindo para um brasileiro pelo desempenho geral no torneio. Leandro Vissotto teve uma segurança incrível em quadra e Giba jogou como um menino, virando tudo o que recebia com muita inteligência. Eles não levaram os prêmios individuais, mas sabem muito bem o que podem fazer. E a seleção brasileira agradece!

E você? O que achou dos prêmios da Copa dos Campeões? E o que achou da campanha do Brasil? Deixe o seu comentário!

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009 Seleção masculina | 10:26

Brasil é tricampeão da Copa dos Campeões

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A seleção brasileira masculina já havia vencido a Liga Mundial e o Sul-Americano em 2009. Faltava a Copa dos Campeões para fechar um ano perfeito. Pronto, problema resolvido! O Brasil passou pelo Japão por 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22) com potência no saque e grande volume no ataque e levou o último título do ano.

Os japoneses chegaram à Copa dos Campeões por méritos. Ganharam a vaga como campeões asiáticos e não poder ser o país-sede. Em quadra, eles mostraram uma garra imensa. Voltaram ao pódio do torneio depois de 32 anos! Shimizu foi um gigante em todos os fundamentos e um dos nomes do campeonato. O Japão venceu a Polônia logo na estreia e seguiu invicto até parar no saque do cubano Simon. Nesta manhã, parou no saque brasileiro.

O Brasil venceu todos seus jogos. Passou por Cuba na estreia por 3 sets a 2, depois pelo Irã com alguma falta de concentração, arrasou a Polônia e errou muito contra o Egito. Mas na final os brasileiros “mostraram quem era o chefe”, como definiu o site da Federação Internacional de vôlei na nota após a partida. Logo no primeiro set já abriu 8 a 1 e deu o tom do jogo: saque muito forçados e ataques de todos os jogadores.  E com um bom serviço, como já sabemos, fica muito mais simples bloquear. Foram seis pontos nesse fundamento (12 no total no jogo) e a vitória por 25 a 12 no primeiro set.

Na parcial seguinte, Shimizu, que havia atacado apenas quatro bolas até então, voltou para o jogo a acendeu a torcida. O Brasil ficou na frente até o 24 a 20 e aí sentiu do seu veneno: levou três aces de Ishijima. Depois, voltou a virar bem a bola e fechou em 26 a 24. Para encerrar, um pouco de equilíbrio e mais uma uma sequência de saques, bloqueios e ataques, 25 a 22 no placar e a taça de campeão. Cuba ficou em segundo e Japão, em terceiro.

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP

A seleção venceu no volume de jogo. Todo mundo atacou bem e achou espaço na quadra japonesa. Para ajudar, o bloqueio segurou as jogadas potentes dos asiáticos. E a Copa dos Campeões foi um bom torneio para encerrar o ano. Mostrou que o time está evoluindo com a nova formação. Bruninho está muito mais entrosado com todos, principalmente com Giba e Murilo, com quem estava sem o tempo perfeito na Liga Mundial. Prova disso foi o prêmio de melhor levantador para o brasileiro. O saque também está funcionando e facilitando o bloqueio.

Claro que ainda tem erros. Ás vezes falta a concentração, como no set perdido para o Irã. Ou o passe sai quebrado, como contra o Egito. Mas é um time em construção para o novo ciclo olímpico com grandes armas como Leandro Vissotto e seus 2,12m ou a maturidade de Murilo, excelente bloqueador mesmo com 1,90. E a vontade de  Lucão no meio? Ainda tem Giba, e a garra de jogar, Serginho, melhor líbero da Copa dos Campeões, e a calma de Rodrigão. É uma equipe ainda em desenvolvimento, mas com futuro!

E você? O que achou da Copa dos Campeões? Aprovou o desempenho do Brasil? O que espera para a próxima temporada? Deixe seu comentário!

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domingo, 22 de novembro de 2009 Seleção masculina | 14:05

Brasil vira ídolo, erra muito, mas vence Egito

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A seleção brasileira masculina venceu o Egito nesta madrugada por 3 sets 0 e segue invicta na Copa dos Campeões. Quem vê isso pode pensar que o time fez um jogo bonito como contra a Polônia e que venceu com facilidade. Não foi bem assim. Mais uma vez faltou concentração, a recepção não funcionou e a equipe de Bernardinho venceu com a ajuda da fragilidade do Egito.

Egípcios posam para fotos com brasileiros/ Divulgação

Egípcios posam para fotos com brasileiros

Os egípcios estavam encarando seus ídolos. Prova disso foi a felicidade deles ao tirarem fotos com os brasileiros depois do jogo! E a briga era para ficar ao lado de Giba, como mostrou as imagens da TV. O Egito jogou com respeito demais contra o Brasil. Eles sabiam atacar bolas na força, sacaram muito bem, mas erraram demais e não souberam o que fazer diante do bloqueio nacional. Quando a bola sobrava  no contra-ataque e o Brasil subia com um triplo na rede, os egípcios tentavam soltar o braço e não explorar a jogada. Conclusão foram alguns bloqueios de volta no pé.

Já do lado brasileiro, pesou a falta de concentração. O time sofreu muito com o saque forçado dos africanos e não se acertou no passe. Assim, as jogadas ficaram marcadas. E o Brasil também errou demais. Enquanto foram apenas 15 erros contra a Polônia, agora foram 24 pontos de graça. Só que o Egito conseguiu falhar mais (27 vezes).

O que pesou para o Brasil foi a experiência. Apesar de ter um time que mescla novos e veteranos, já está se acostumando aos campeonatos internacionais. E contou com Theo, que entrou muito bem no lugar de Leandro Vissotto, e Giba, vibrante e acreditando em todas as bolas. Com isso, virou o terceiro set depois de estar perdendo por 6 a 1. O Brasil não fez o que sabe, mas venceu e segue invicto na Copa dos Campeões.

A final no Japão
A seleção encerra a sua participação no torneio contra os donos da casa. Os japoneses estavam invictos até esta manhã, quando pararam nos cubanos, principalmente no saque de Simon. Os latinos venceram por 3 sets a 0 e não deram chances aos anfitriões. Nem Shimizu, um dos astros do time, que chamou a atenção com ataques e saques potentes contra Polônia logo na estreia, conseguiu jogar. Nos dois primeiros sets, ele marcou apenas dois pontos! Mérito dos cubanos, constantes em todos os fundamentos.

Agora, o Brasil precisa apenas superar o Japão no jogo desta segunda para ficar com o ouro. E vale seguir a tática usada por Cuba: caprichar no saque. Eles marcaram sete aces e, com isso, abriram caminho para a vitória. A partida final da Copa dos Campeões será às 8h (horário de Brasília) e terá transmissão da Sportv.

E você? O que achou da partida contra o Egito? E o que espera da final contra o Japão? Deixe seu comentário

*crédito da foto: Divulgação/FIVB

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sábado, 21 de novembro de 2009 Seleção masculina | 03:09

Brasil vence Polônia em seu melhor jogo

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A seleção brasileira masculina se encontrou em quadra! Depois da emoção e do desgaste do tie-break contra Cuba na estreia e da falta de concentração contra o Irã, o Brasil fez seu melhor jogo na Copa dos Campeões, cresceu para cima da Polônia e venceu por 3 sets a 0 (25/17, 25/17 e 25/18).

Os poloneses entraram em quadra apáticos pelas derrotas para Japão e Cuba e com Kurek, seu melhor jogador, no banco. Com isso, o Brasil e fez dois sets muito parecidos. Abriu 5 a 1 no placar com a passagem de Murilo no saque e Lucão e Leandro Vissotto na rede. Depois, manteve o domínio com pressão no bloqueio, ótimos saque e bom aproveitamento no contra-ataque. A seleção fechou as duas parciais em 25 a 17.

Já o começo do terceiro set foi o único momento de instabilidade dos brasileiros. Kurek, que havia entrado na segunda parcial, acertou o tempo de bloqueio em Vissotto e marcou os primeiros pontos dos europeus no fundamento. Depois do jogo, Bruninho reconheceu que perdeu a concentração e errou nas armações de jogadas. Mas, diferente da partida contra o Irã, o Brasil logo se recuperou, voltou a dominar com bloqueios e saques e liquidou o jogo em 3 a o.

Como disse Bruninho ao canal Sportv, a seleção foi brilhante. Mesmo diante da abalada Polônia, manteve o seu nível de jogo. O saque foi uma arma mortal! Foram 3 aces, todos no primeiro set, e muitos outros serviços que quebraram o passe polonês. Resultado disso foram os 10 pontos no bloqueio e também muitos outros que amorteceram a bola. E, apesar do vacilo na terceira parcial, Bruninho distribuiu bem as bolas. Assim como no jogo contra Cuba, vários brasileiros passaram da casa dos 10 pontos (Murilo, com 13; Vissotto, com 12, e Giba, com 10). O levantador está cada vez mais afinado com todos os atacantes. Para arrebatar, o time todo soube se fechar no contra-ataque e teve paciência para definir as jogadas.  Tudo começa com um bom saque….

Parece que a viagem para Nagoya fez bem para o Brasil. Bernardinho dizia, após vencer o Irã, que a equipe tinha que recuperar as energias. Pelo visto, recuperou! Agora a seleção enfrenta o Egito e encerra a Copa dos Campeões contra o Japão. O Brasil segue invicto e favorito a mais esse título.

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv

E você? O que achou do jogo contra a Polônia? Será que a seleção masculina volta para casa campeã? Deixe o seu comentário!

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009 Seleção masculina | 09:56

Irã dá trabalho ao Brasil na Copa dos Campeões

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Quem esperava que a seleção do Irã iria crescer para cima do Brasil na segunda partida da Copa dos Campeões? Mas foi isso mesmo o que aconteceu. Com um bom sistema defensivo e saque potente, os iranianos deram trabalho aos brasileiros. A seleção de Bernardinho precisou de quatro sets para fechar a partida em 3 a 1 (veja como foi o jogo).

Irã para ataque de Thiago Alves/AP

Irã para ataque de Thiago Alves/AP

O Irã sabia que entraria em quadra contra uma seleção superior. “Nós jogamos contra o melhor time do mundo e tínhamos muita pressão em cima de nossos jogadores”, disse o técnico Hossein Madani. Mesmo assim, eles não se intimidaram. “O Irã jogou com velocidade, muito coração, defendeu e bloqueou bem”, elogiou Bernardinho, que nunca havia enfrentando esse time. Os brasileiros sentiram isso na pele.

Giba e Lucão foram poupados e deram lugar a Thiago Alves e Sidão. Depois de um começo lento, talvez por reflexo do longo jogo de estreia contra Cuba, a seleção assumiu a liderança até meados da terceira parcial. Nesse momento, sofreu a famosa “síndrome do terceiro set”. Os jogadores perderam a concentração e o Irã, sem respeitar o Brasil, se aproveitou. Eles cresceram no jogo e levaram a partida para o quarto set. Na hora da decisão, pesou a experiência do Brasil, que acabou com a partida.

A seleção não fez uma partida bonita, ainda está pouco eficiente no bloqueio (marcou só 10 pontos, um a menos que o Irã), mas segue firme na briga pelo título. “Não foi nosso melhor jogo, mas como é uma competição curta, o importante é vencer”, ressaltou Murilo. Agora, o time viaja e volta para quadra na madrugada de sexta para sábado, à 1h30 da manhã, para enfrentar a Polônia em Nagoya. “Espero que possamos recarregar as baterias para o próximo jogo”, comentou Bernardinho depois da vitória desta quinta. E é bom ter cuidado! A Polônia é uma boa equipe, com atacantes altos e fortes, mas vem de duas derrotas (contra Japão e Cuba) e pode querer descontar para cima do Brasil.

Donos da casa invictos
Além do Brasil, o Japão segue com 100% de aproveitamento na Copa dos Campeões. Depois de surpreender e vencer a Polônia na estreia, eles assumiram uma posição de favoritos para a partida desta quinta contra o Egito e não fizeram feio. Levaram o jogo por 3 sets a 1.
Mais uma vez, Shimizu foi o destaque. Ele marcou 23 pontos (21 no ataque, 1 no bloqueio e 1 no saque). Os japoneses não querem fazer feio diante da sua torcida!

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv

E você? O que achou da atuação do Brasil contra o Irã? E o que espera do jogo contra a Polônia? Dê a sua opinião!

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009 Seleção masculina | 10:39

Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões

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“Todo jogo é uma final”, disse o levantador Bruninho na estreia do Brasil na Copa dos Campeões. Se é assim, a seleção já venceu a primeira. Nesta madrugada, o time passou por Cuba por 3 sets a 2 (25/22, 24/26, 25/18, 23/25 e 15/10) na primeira rodada da competição no Japão (veja como foi a partida).

Brasil vence Cuba - Divulgação/FIVB

Brasil vence Cuba - Divulgação/FIVB

O jogo foi equilibrado e o Brasil faturou a partida com mais volume no ataque e boa distribuição de bolas. Prova disso é que quatro jogadores fizeram mais de 10 pontos nos cubanos: Vissotto (18), Murilo (17), Giba (15 ) e Lucão (14). Além disso, o bloqueio funcinou no tie-break, quando o time mais precisava. Uma boa estreia para quem teve pouco tempo para treinar junto, já que quase metade dos jogadores estava no Mundial de Clubes, até o dia 8 de novembro.

Já do lado cubano, só deu Leon, como esperado. Ele foi o maior pontuador da partida, com 22 bolas no chão, e fez quatro aces, três seguidos no quarto set que garantiram a virada de Cuba e necessidade do tie-break. Mesmo com apenas 16 anos, ele segurou a pressão da equipe e teve um bom desempenho em quadra. Imaginem o que ele ainda pode fazer no voleibol…

E como disse Bernadinho na coletiva depois da vitória, “temos que parabenizar Cuba pela grande luta”. Foi um jogo para “ligar” qualquer um. E no caso de uma competição curta como a Copa dos Campeões, isso é essencial. Não dá tempo de se recuperar, já que são cinco jogos apenas e qualquer derrota coloca o título em risco. Agora o Brasil pega o Irã, um adversário mais fraco, mas vale manter a concentração e garantir a vitória simples e ganhar fôlego para o restante do torneio. O Brasil ainda tem Egito, Polônia e Japão pela frente.

Surpresa da casa
Os japoneses estrearam com vitória por 3 sets a 2 sobre a Polônia (22/25, 25/15, 21/25, 25/21 e 15/10) . E foi um jogo inesperado para muitos! O Japão é conhecido pelas jogadas rápidas, típica dos asiáticos. Entretanto, na partida desta quarta o que se viu foi um time com ataques potentes e uma estrela: Shimizu. Ele foi destaque em todos os fundamentos com 16 pontos no ataque, três no bloqueio e cinco no saque.  

Mesmo com jogadores baixos (o único com 2,00m de Matsuda), o Japão mostrou um repertório de pancadas no ataque como se fosse uma equipe europeia. Só Tatsuya marcou 23 pontos no ataque! Além disso, eles acertaram o bloqueio contra Kurek, a arma polonesa de 2,05m. Uma vitória merecida e muito comemorada pela torcida, que lotou o ginásio em Osaka. Será que temos mais um candidato ao título?

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 19/11 – Brasil x Irã – 2h30
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv

E você? O que achou da estreia do Brasil na Copa dos Campeões? E da vitória do Japão sobre a Polônia? Deixe seu comentário!

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terça-feira, 17 de novembro de 2009 Seleção masculina | 10:56

Seleção masculina já estreia na "final"

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“Só penso em Cuba. Podia ser mais para o final esse jogo. O campeonato já começa pela final”. Foi assim que o central Rodrigão se referiu a estreia da seleção masculina na Copa dos Campeões em sua página no Twitter. O time de Bernardinho encara Cuba na desta quarta-feira madrugada, às 4h30 (horário de Brasília). Como o torneio é de pontos corridos, uma derrota pode custar o título logo no primeiro jogo. Assim como no feminino, todos jogam contra todos e fica com o ouro quem vencer mais. Para as meninas, bastou a derrota para Itália para ficar com vice…

Contra Cuba as atenções estarão voltadas para o jovem Leon, de 16 anos. Ele é dono de potente saque e bate muito bem no ataque. Foi eleito o melhor atacante e a revelação da Norceca, torneio continental que classificou os cubanos para a Copa dos Campeões. Na final contra os Estados Unidos, Cuba venceu por 3 a 1 e Leon fez 24 pontos. Contra o Brasil, ele não deu tanto trabalho assim, pelo menos na Liga Mundial, mas parece estar evoluindo e merece sim todo o cuidado do nosso bloqueio e da nossa defesa

No caminho do Brasil
“Cuba e Polônia serão nossos principais adversários”, afirmou o ponta Thiago Alves ainda antes de embarcar para o Mundial de Clubes com a Cimed. E lá no Mundial ele enfrentou a base da seleção polonesa e provou do poder de ataque de Kurek, uma das estrelas da competição (relembre o Mundial de Clubes). A Cimed perdeu para os poloneses por 3 sets a 1. Mas o Mundial foi disputado com a “Golden Formula”, que obrigava a equipe a fazer o primeiro ataque depois da linha dos três. Isso ajudou o desempenho de Kurek, ótimo atacante nas bolas altas. Agora na Copa dos Campeões, tudo volta ao normal.

Além de Cuba e Polônia, a seleção ainda enfrenta Irã, Egito e Japão. Todos os jogos terão transmissão do canal Sportv. Brasil busca o tri na competição.

Dia de folga
A seleção brasileira está desde o começo do mês concentrada em Osaka, no Japão, sede dos primeiros jogos da Copa do Mundo. Depois de muito treino, eles ganharam um dia de folga. Veja o passeio nas fotos abaixo. As imagens são do VôleiBrasil.org.br

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 18/11 – Brasil x Cuba – 4h30
dia 19/11 – Brasil x Irã – 2h30
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília

E você? O que espera da seleção masculina na Copa dos Campeões? Deixe o seu comentário!

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domingo, 15 de novembro de 2009 Seleção feminina | 14:22

Seleção feminina é vice na Copa dos Campeões

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O Brasil fez a sua parte e venceu a Tailândia na sua última partida da Copa dos Campeões. Mas a Itália também fez a sua parte e passou pelo Japão, encerrando o torneio invicta e com a medalha de ouro no peito.

A seleção brasileira venceu a Tailândia com facilidade nesta madrugada, como era esperado (veja como foi a partida). Desde o começo, o time jogou relaxado e variou bem mais as jogadas do que na derrota para a Itália. Até Thaísa e Caro Gattaz voltaram a atacar pelo meio-de-rede! E o bloqueio cresceu, ainda mais contra um time com jogadoras de apenas 1,80m de altura.

Para facilitar, as tailandesas erraram mais. Elas deram 17 pontos de graça. Já as brasileiras cometeram apenas três erros nos dois primeiros sets. As comandadas por Zé Roberto perderam a concentração na última parcial e entregaram nove pontos. Mesmo assim, fecharam em 3 sets a 0. O Brasil dominou o começo das parciais, abriu no placar e se perdeu no final. Além disso, sofreu muito com o saque tático tailandês, que marcou oito aces. Mas, contra as asiáticas, deu tempo de se recuperar do “apagão”, o que não foi possível contra a Itália…

As italianas chegaram para o jogo contra o Japão precisando provas o favoritismo para ser campeã. As donas da casa, empolgadas pela torcida, venceram o primeiro set por 32 a 30, mas levaram a virada no 3 a 1 (veja como foi a partida) e viram as campeãs europeias ficarem com o ouro. Além do primeiro lugar, a central Gioli foi eleita a melhor jogadora e a melhor atacante do torneio. Fabi ficou com o prêmio de melhor líbero.

Seleção da Itália campeã - Divulgação/CBV

Seleção da Itália campeã - Divulgação/CBV

O que ficou da Copa dos Campeões? Que o Brasil não irá ganha sempre. A seleção venceu tudo nesta temporada com méritos, não perdia desde o Grand Prix de 2008, antes de Pequim. Um dia não daria certo. O problema foi que elas perderam sem jogar, como disse no post anterior.Enquanto isso, a Itália perdeu sua segurança, a oposta Aguero, mas venceu porque tem um time experiente e soube dividir as ações. Todas as atacantes receberam bolas, Gioli, Del Core e Ortolani, a nova oposta. Com um time mais homogêneo, a Itália mereceu o título.

E você? O que achou da Copa dos Campeões? O que achou do desempenho do Brasil? Deixe seu comentário!

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