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Arquivo de julho, 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009 Seleção feminina | 12:46

Brasil ganha mais de um set de graça na estreia no Grand Prix

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A seleção feminina de vôlei começou bem a briga por mais um título do Grand Prix. Depois de um susto no primeiro set contra Porto Rico, dominou o jogo com facilidade e venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida).

O time do aniversariante do dia Zé Roberto nem precisou fazer muito esforço nas segundas e terceiras parciais. No total, o Brasil ganhou 29 pontos de graça em erros de Porto Rico. Isso mesmo! Mais de um set sem esforço algum! As adversárias se atrapalharam principalmente na armação do ataque, mas conseguiram bons saques e bloqueios.

As brasileiras demoraram um pouco para embalar na partida, talvez por isso o resultado apertado no primeiro set. Com o passar do jogo, o saque e o bloqueio se encaixaram e o Brasil dominou. Sheilla, Natália e Regiane até ficaram em alguns bloqueios que não deveriam, quando resolveram forçar mesmo com a parede armada ao invés de explorar a jogada. Mas logo elas também acharam o espaço do outro lado da quadra.

Foi um bom jogo para a estreia. Uma partida tranqüila, para dar ritmo às jogadoras. Dani Lins foi o retrato disso. Depois de um início nervoso, ganhou confiança e já passou a explorar a variedade das jogadas brasileiras.

Amanhã já vai ser mais complicado! Brasil encara a Alemanha nesta sexta-feira, às 10h, e é bom tomar mais cuidado. Com certeza as rivais não darão tantos pontos como Porto Rico. Para fechar o primeiro final de semana de Grand Prix, um clássico: Brasil x Estados Unidos. Será o primeiro teste de verdade da temporada para a seleção feminina.

E você? Estava no Maracanãzinho? O que achou da estreia da seleção no Grand Prix? Deixe o seu comentário!

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terça-feira, 28 de julho de 2009 Seleção masculina | 15:40

Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina

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A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.

Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.

Murilo ataca na final da Liga Mundial/ReutersComo é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba.  Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.

Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.

Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!

Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.

BruninhoDois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.

Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.

Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!

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domingo, 26 de julho de 2009 Seleção masculina | 18:40

Somos octacampeões da Liga Mundial

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Podem comemorar! O Brasil é campeão da Liga Mundial de vôlei! O Brasil é octacampeão! Em uma final que pode ser explicada em uma palavra: tensão. Tensão da primeira final da nova geração.Tensão da derrota no primeiro set. Tensão de jogar com casa lotada de torcida contra. Tensão de Giba, esperando e não recebendo bola. Tensão no saque, que não estava entrando. Tensão dos muitos erros de arbitragem. Mas, mesmo com tudo isso, o Brasil foi o melhor time, cresceu quando tinha que crescer e faturou o título com a vitória por 3 sets a 2 (22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/12).

A partida deste domingo foi emocionante, como deve ser uma final. Estavam em quadra os dois times que mais se destacaram no campeonato. A Sérvia, dona da casa, fez uma ótima campanha na primeira fase e não chegou à final apenas por ser a sede. O Brasil teve apenas uma derrota em toda a competição, sofreu com a adaptação no começo e ainda teve que carregar o peso de ser o Brasil, uma grande potência no vôlei mundial.

Brasil é octacampeão da Liga Mundial - Divulgação/FIVB

O jogo

O jogo começou melhor para os donos da casa. Com Milijkovic voando, a Sérvia não deu chances ao bloqueio brasileiro, que pouco apareceu. Além disso, o saque nacional estava muito irregular. Resultado, vitória da Sérvia. O primeiro momento tenso da final.

No segundo e no terceiro sets, o Brasil conseguiu acertar o seu serviço e achar a deficiência da recepção sérvia. Eles não sabiam passar na mão os saques chapados, aqueles não muito fortes. Melhor para o lado brasileiro, afinal, a chance de errar no serviço sem peso é muito menor. Depois dos oito erros no primeiro set, foram apenas quatro no segundo e quatro no terceiro. Com isso, vitória nas duas parciais e virada no placar.

O Brasil também conseguiu acertar o bloqueio. A seleção pegou o tempo de Milijkovic e o experiente levantador Nicola Grbic teve que variar as jogadas. Outro momento tenso. O passe nacional ficou quebrado e, enquanto isso, os centrais sérvios acharam o espaço na defesa nacional. Resultado do ótimo saque dos anfitriões. Para complicar, o auge da tensão da partida. Quando estava 21 a 21 no placar, Milijkovic atacou, Murilo bloqueou e a bola voltou na cabeça do sérvio. Mesmo assim, o árbitro deu ponto para Sérvia. A partida teve diversas bolas roubadas para os donos da casa, mas essa foi demais. Tanto que o jogo parou, o árbitro foi chamado à mesa e teve que voltar o ponto para o Brasil. Mas, com isso, a seleção perdeu a concentração e a Sérvia cresceu com um bloqueio em Rivaldo e fechou o set na seqüência.

Faltava o quinto set. Empolgada, a Sérvia abriu quatro no placar. Mais tensão para o Brasil, que não se acertava em quadra, com erros de ataque. Tensão para Giba, que não recebia bola. Mas tudo estava prestes a mudar nas mãos de Murilo, o jogador que mais cresceu na Liga Mundial. Com um bloqueio do ponta, Brasil voltou para o jogo. Com raça, vibração e a segurança de Leandro Vissotto, que marcou 29 pontos no jogo, a seleção nacional buscou o placar. E no final, bola para Giba. Dois ataques, dois pontos e o título mundial!

Para coroar, Serginho ainda levou o prêmio de melhor jogador da Liga Mundial. Isso mesmo! Um líbero como o melhor do mundo! Em um time que, mesmo renovado, mantém a característica de todos iguais, com reserva entrando e segurando as pontas, como Sidão que substituiu bem Rodrigão na semi e na final. Um time novo, que ainda tem coisas a aprender, mas que começa muito bem! Valeu, Brasil!

E você? O que achou da final da Liga Mundial? O que achou da seleção brasileira? Também ficou tenso durante o jogo? Conte o que achou ao Mundo do Vôlei!

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sábado, 25 de julho de 2009 Seleção masculina | 14:36

Estamos na final da Liga Mundial

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A partida contra a Rússia pela semifinal da Liga Mundial neste sábado foi uma surpresa. Uma surpresa boa, por sinal! O Brasil venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) no melhor jogo até agora no campeonato. Soube se aproveitar tanto dos erros dos rivais quanto de seus pontos fortes e teve uma excelente atuação. Atuação que valeu a primeira grande final desta nova geração.

A seleção masculina de vôlei mostrou nesta semifinal o seu poder de defesa e recepção. Os centrais pouco pontuaram no ataque, mas ajudaram e muito no bloqueio. Quase todos os ataques russos eram amortecidos na parede brasileira e colocados em jogo de novo pela defesa.

Giba ataca contra a Rússia - Divulgação/FIVBNo começo, o time demorou a ajustar os contra-ataques. A defesa recuperava a jogada, mas o ataque não era certeiro e ponto não saia. Além disso, Leandro Vissotto, a segurança nacional, vacilou nos primeiros pontos, com erros na cobertura e no ataque. Aos poucos, o oposto entrou no jogo e o Brasil se encontrou nos contra-ataques.

E o saque brasileiro também estava muito bem, como deveria ser. O ponto forte da gigante russa são as jogadas de meio-de-rede. Mas como o serviço verde e amarelo entrou bem, mesclando pancadas e bolas colocadas, o central Kazakov, de 2, 17m, recebeu poucas bolas marcando apenas três pontos em todo o jogo. Do outro lado, o serviço russo não atrapalhou a recepção brasileira e Bruninho trabalhou com a bola na mão e, apesar de também ter usado pouco o meio, acelerou com as pontas, principalmente com Giba, que fez o seu melhor jogo na temporada. Ele foi o capitão que queria ver. Aquele que vibra, cobra, chama bola e decide, sem medo de ninguém.

Foi bom ver o Brasil concentrado o tempo todo, estudando os adversários, ligado na partida sem titubear. E não podemos esquecer que a seleção que estava do outro lado da rede era uma das melhores do mundo e que joga muito contra o Brasil. A Rússia é um time conciso, acostumado a atuar junto. A falha deles foi na recepção, além dos erros, principalmente no saque. Já o Brasil marcou oito aces e vai para a primeira final dessa nova geração com cara de gente grande.

E você? O que achou da seleção brasileira? Esperava os 3 sets a 0 no placar? A renovada seleção mostrou maturidade em quadra? Vem o oitavo título por aí? Deixe o seu comentário!

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Seleção masculina | 14:08

Brasil 3 x 0 Rússia

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1º set
Brasil abre logo 4 a 0 com um bom saque balanceado de Bruninho. Pouco depois, a seleção desperdiça alguns lances com Leandro Vissotto e deixa a Rússia crescer. Eles chegam à frente no primeiro tempo técnico, mas o Brasil se recupera e reassume a liderança no placar no 10º ponto. Com boas bolas pelas pontas e Leandro Vissotto de volta ao jogo, a seleção cresceu e abriu vantagem (18 a 13). O saque nacional também começou bem o jogo, com aces de Giba e Murilo e uma boa variação entre serviços forçados e colocados. Na bola de meio fundo com Giba, Brasil fecha em 25 a 17.

2º set
Apesar do Brasil sair na frente, Rússia começa melhor, com mais volume no ataque e abre dois pontos. A seleção tira a vantagem em duas bolas de Sidão. Primeiro, no ataque de meio, o primeiro do jogo, e depois, em um ace. Na seqüência, vira com ataque de Murilo (7 a 6). Rússia volta à frente no ace de Mikahilov (9 a 8). Com um erro de ataque e um de armação de bloqueio, os russos retomam a vantagem (12 a 9). Tudo igual de novo no 12 a 12. Sidão bloqueia no meio e Brasil vai para o tempo na frente (16 a 15). No saque de Sidão, a seleção abre três de vantagem (18 a 15) e se mantém na frente até o final. Rússia tenta encostar, mas ao time nacional segue melhor, com bons bloqueios, e fecha no saque de Giba em 25 a 21.

3º set
Começo de set equilibrado, com Brasil na frente e, pouco depois, com a virada da Rússia com jogadas de meio. Na seqüência, a seleção volta ao seu volume de jogo e assume de novo a liderança. Com um ponto de bloqueio, abre quatro no placar (9 a 5) e depois chega a seis na frente (11 a 5). Rússia muda o time, troca os opostos e os pontas, mas Brasil continua dominando e vai para o segundo tempo técnico com 16 a 9 no marcador. Os russos melhoram com polah…. , mas Brasil segue firme, se aproveita dos erros dos rivais e fecha em 25 a 21.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009 Seleção masculina | 23:17

Que venha a Rússia!

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A seleção brasileira masculina de vôlei terá a Rússia no caminho na semifinal da Liga Mundial. A partida está marcada para este sábado, às 12h30 (horário de Brasília). E o Brasil já sabe o que esperar pela frente….

Bloqueio é uma das principais armas da Rússia - Divulgação/CBVComo disse Giba nesta sexta, a Rússia é um time de gigante, que sempre deu muito valor ao saque forçado e ao bloqueio bem armado. Além disso, como lembrou o nosso capitão, está aprendendo a defender. Resumindo, o jogo não vai ser fácil para os brasileiros.

Para superar um time alto, vale acelerar e variar as jogadas, para enganar o bloqueio. Mas o Brasil mostrou isso apenas em alguns jogos da fase de grupos. Problema de uma seleção nova, ainda sem o tempo perfeito entre todos os jogadores. Bruninho ainda usa pouco Giba, por exemplo, que poderia colaborar mais com as bolas aceleradas nas pontas e no fundo. E nosso levantador também deve usar o meio, destaque desse time.

A seleção brasileira, entretanto, tem uma vantagem. Agora também é um time com os seus gigantes! Com Lucão (2,09m), Leandro Vissotto (2, 12m) e Sidão(2,03m) ao lado de Murilo, que apesar de baixinho (1,90m) tem um ótimo posicionamento na rede, o Brasil tem o que precisa para bloquear bem. Basta acertar o tempo…

E os russos também mostraram dois pontos fracos na derrota para a Sérvia nesta tarde (veja como foi a partida). Eles sofreram para recepcionar o saque e se perderam nos momentos decisivos do jogo. O Brasil está com um time de excelentes sacadores, que batem tanto na força e quanto no serviço balanceado. Essa variação pode confundir a defesa russa, do mesmo jeito que fez a Sérvia.

Mas é bom ter um cuidado especial com o oposto russo. Mikhaylov marcou 19 pontos nos sérvios e, além de segurança no ataque, é uma potência no saque. E como passe é fundamental para a variação de jogadas, vale ter cuidado e se preparar para levar boladas…

E você? O que espera de Brasil x Rússia? Arrisca algum placar? E na outra semifinal? Cuba poder ser páreo para a Sérvia? Deixe a sua opinião!

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Seleção feminina, Seleção masculina | 16:11

Sem bloqueio e com um susto, Brasil está na semifinal

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A seleção brasileira masculina de vôlei fez o que precisava nesta sexta: venceu a Argentina, mesmo sem uma grande atuação, e está na semifinal da Liga Mundial. O bloqueio não funcionou como no jogo contra Cuba, mas o saque continuou bem.

Foram cinco aces e finalmente Leandro Vissotto, que já foi até criticado por Bernadinho e não estava em seu melhor dia no ataque, soltou o braço e fez o seu ponto direto no serviço. Brasil fez 3 sets a 0 (veja como foi a partida), mas não uma boa exibição. Relaxou demais quando viu que a partida poderia ser simples, com a facilidade do primeiro set. Só venceu o segundo nos detalhes nos últimos pontos e nos erros dos argentinos, 32 em todo o jogo! E no terceiro, abriu vantagem no que parecia a cópia do primeiro, mas deixou a Argentina crescer, relaxando mais uma vez. Ganhou moral com uma linda bola de Bruninho com Lucão depois de um rali e engrenou até fechar o jogo.

Deve ser complicado, ainda mais para os novatos, se manter focado na partida mesmo sabendo que já está na semifinal e que vai ter um adversário bem mais complicado pela frente. Talvez por isso as bobeadas na desta sexta, que não podem se repetir na semifinal. E nem os erros nas conclusões dos contra-ataques, ainda uma falha desse time.

Vale também arrumar mais uma vez o bloqueio. Os 17 pontos feitos contra Cuba não são normais, mas fazer apenas quatro, como hoje contra a Argentina, também não. O bloqueio precisa fazer pressão o tempo todo, ainda mais contra times altos e ótimos no ataque, como Sérvia e Rússia. Falando nisso, os dois jogam neste momento e o perdedor encara o Brasil na semifinal.

E a seleção pode não contar com Rodrigão. O central sentiu um estiramento no braço esquerdo depois de um peixinho. Para alívio, Sidão entrou muito bem em seu lugar, principalmente no saque, uma pancada poderosa. O Brasil perde experiência com a troca, mas não o volume de jogo.

Vamos ver com quem a seleção mede forças na semifinal. E você, o que achou da atuação contra a Argentina? A relaxada no meio do jogo foi normal? Já dá para sonhar com o primeiro título da nova geração? Deixe o seu comentário!

Meninas perto do Mundial
A seleção brasileira feminina está perto de se garantir no Campeonato Mundial de 2010. Depois do passeio contra a Venezuela, o Brasil sofreu, mas venceu a Argentina com destaque para o bloqueio. Agora, enfrenta o Peru nesta tarde. Os dois melhores times estão classificados para o torneio do ano que vem.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009 Mais Europa, Seleção masculina | 16:59

Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial

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A estreia da seleção masculina de vôlei na fase final da Liga Mundial não foi o jogo esperado. Contra Cuba, Brasil teve trabalho em alguns momentos para ficar a frente do placar. A seleção precisou de 1h38 para vencer os jovens cubanos por 3 sets 1 (veja como foi a partida). Mas, pelo menos, duas coisas deram certo: bloqueio e saque.

No total, foram 17 pontos no bloqueio e 12 pontos no saque. Não me lembro de um jogo com números. Finalmente o serviço brasileiro entrou do jeito que precisava. Os cubanos, acostumados a jogar na pancada o tempo todo, sabem defender pancadas. Simples, basta tirar a força. Até Lucão, famoso pela potência no serviço, optou por sacar mais balanceado. Sinal de maturidade do jogador, que parecia nervoso no começo da partida. Normal para um menino de 23 anos que está pela primeira vez em uma grande competição com a seleção e já é titular.

Mas quem merece méritos no saque é Thiago Alves. Ele entrou no lugar de Giba, que estava muito mal no ataque, e marcou seis aces. Sem contar os saques que quebraram a recepção! A responsabilidade dele era substituir um dos melhores do mundo e capitão do time. Mas Thiago mostrou personalidade. Entrou forte, arrumou o ataque e caprichou no serviço. Parabéns!

Bloqueio brasileiro contra Cuba/AFPE, com o saque fazendo o seu papel, o bloqueio pode trabalhar mais. E Cuba joga na força, ou seja, para bloquear a chave é estar bem posicionado. Não é o jogo mais difícil de acompanhar. Brasil parou também Leon, jovem de 15 anos e destaque do time. Ele deu trabalho no saque no começo do jogo, apenas. Todo o sistema defensivo do Brasil funcionou. Se a bola não parava no bloqueio, sobrava para alguém na defesa, mais um ponto que melhorou com a troca de Giba por Thiago Alves.

Porém, nem tudo foi bem nesta tarde. O Brasil não fez o que sabe na virada de bola. Bruninho usou pouco as jogadas de meio, segurança do time nacional. Ele acelerou bem com Vissotto e com Murilo, mas poderia ter variado mais. E também aproveitado melhor os contra-ataques. Bernardinho ficava louco no banco a cada bola que era recuperada pela defesa, mas desperdiçada no ataque. De que adianta defender sem concluir bem a jogada? Esse é um problema desse time desde a sua formação e ainda precisa ser melhorado.

Com a vitória, o Brasil coloca um pé na semifinal. O outro passo será dado nesta sexta, contra a Argentina. Pelo jogo deles contra os cubanos, muito nervosos e previsíveis, a seleção passa sem muitos problemas…

Adeus, Estados Unidos!
Na outra chave, os norte-americanos, atuais campeões olímpicos e da Liga Mundial, acabaram de perder por 3 sets a 0 para a Rússia (veja como foi a partida). É, parece mesmo que o time dos EUA não se acertou ainda com a renovação. Com a derrota, eles estão fora da Liga Mundial. Rússia encara a Sérvia amanhã na decisão da liderança do grupo e de quem será o provável adversário do Brasil. Jogaço!

E você, o que acha? O Brasil vai para a semifinal? E na outra chave, quem será o primeiro e quem será o segundo? O que achou do jogo contra Cuba? Deixe o seu comentário!

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quarta-feira, 22 de julho de 2009 Seleção masculina | 18:26

Chegou a hora, Brasil!

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Seleção Brasileira estreia nesta quinta-feira na fase final da Liga Mundial. O primeiro jogo será contra Cuba. Depois, vem a Argentina na sexta-feira. E agora?  O time está preparado para a fase decisiva?

O renovado time de Bernardinho teve a melhor campanha da primeira fase, com 11 vitórias em 12 jogos. Entretanto, é bom lembrar que o Brasil não teve nenhum adversário muito complicado. E quando alguém caprichou no saque e no bloqueio, quebrou a nossa recepção, desestabilizou os contra-ataques e venceu, como a Finlândia.

Agora, na fase final, a seleção também deu sorte na escolha dos grupos. Está ao lado de Cuba e Argentina, teoricamente mais fracos de Sérvia, Estados Unidos e Rússia, que estão na outra chave. E, para a estreia na decisão, o Brasil já sabe com quem deve se preocupar: Leon.

O cubano de apenas 15 anos foi o destaque do time na primeira fase e comandou o ataque e o saque na vitória sobre a Argentina, na tarde desta quarta. Ele marcou 20 pontos no ataque e 4 no saque, sendo que foi com ele no serviço que Cuba segurou a Argentina e cresceu para fechar terceiro e quarto sets e liquidar a partida em 3 a 1. (Veja como foi o jogo).

Vale mais um alerta contra Cuba. Assim como o Brasil, é um time novo, que está jogando solto e sem responsabilidades. Tanto que construiu a vitória de hoje nos erros da nervosa Argentina. Mas, mesmo jovem, esse time tem uma qualidade a mais que os cubanos dos anos 90. Eles sabem jogar atrás do placar, não se desesperam e buscam o jogo. Fizeram isso também contra a Argentina.

Já os jovens brasileiros devem segurar a ansiedade. Eles já admitiram um frio na barriga pelas finais, mas não devem se abalar. Na estreia na Liga Mundial, diante do Ibirapuera lotado, o Brasil se desconcentrou no começo. O mesmo aconteceu na partida na Polônia, a primeira fora de casa. Cuidado para a fama não se repetir na estreia na final… E o que está em jogo é montar uma nova seleção, um time que esteja pronto para o Mundial e para os próximos jogos olímpicos, então, esse é momento de se acertar e não se cobrar demais e ser apontado como grande favorito!

O outro grupo
Na outra chave da fase final, Sérvia venceu bem os Estados Unidos. Com saque forçado e ótimos ataques de Miljkovic, os donos da casa venceram por 3 sets a 0. Pelo visto, eles vêm com tudo para a final. (Veja como foi a partida)

Com nomes como os jovens Bjelica, Stankovic, Starovic e Podrascanin, a Sérvia também passa por renovação, mas parece manter o mesmo saque pesado e ataque potente. Além disso, tem os veteranos Grbic e o próprio Milijkovic que definem o jogo. Já os Estados Unidos, outro renovado, mostraram, pela atuação de hoje, estar abaixo do time campeão olímpico e da Liga.

Vamos ver o que acontece pela frente. Minha aposta, por enquanto, é apenas na classificação de Brasil e Cuba. Na outra chave, prefiro esperar a atuação da Rússia para opinar. E para você? Quem avança para a semifinal? Dê o seu palpite! Depois a gente vê quem acertou mais!

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domingo, 19 de julho de 2009 Seleção masculina | 13:10

Reservas dão conta do recado na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina de vôlei se despediu da torcida e da fase de grupos da Liga Mundial com mais uma vitória. De novo contra a Venezuela, a seleção fez 3 sets a 0 (veja como foi o jogo) no Mineirinho lotado. Mas a diferença nesta partida foram as caras novas em quadra. No último jogo, quase todo mundo teve o gostinho de entrar.

Brasil começou com os titulares e apenas uma mudança: Éder no lugar de Lucão para arrumar o bloqueio, principal deficiência do time na primeira partida em Belo Horizonte. A rede realmente melhorou e a seleção venceu, sem problemas. Como não teria muito mais o que testar com os titulares, Bernardinho colocou o banco em quadra, para dar ritmo a todos para a fase final. Depois de um pequeno susto, deu certo.

Com Thiago Alves, João Paulo, Rivaldo e Marlom, o Brasil sofreu no segundo set, principalmente com o saque de Diaz. Entretanto, eles logos se entrosaram em quadra e conseguiram fechar a parcial. No último set, Lucão e Léo Mineiro foram para o jogo e o time deu um passeio. É bom ver quem está com vontade de mostrar serviço jogando. Marlom manteve a precisão e a velocidade para o ataque e Thiago Alves e Rivaldo jogam com uma garra que empolga o resto do time.

Agora, chega de testes! Bernardinho fez o que era preciso. Formou seu time titular (Bruno, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Giba, Murilo e Serginho) e já sabe que tem bons jogadores no banco. Mais uma vez, ainda é preciso mais regularidade no saque. Vissotto, mesmo com 2,12m não tem o serviço mais potente do time, por exemplo.

Rivais das finais
Brasil deu sorte na fase final. Vai enfrentar Cuba e Argentina, enquanto Estados Unidos, Rússia e Sérvia duelam na outra chave. Os dois melhores do grupo passam para as semifinais. Será que vem o oitavo título da Liga Mundial por aí? Com a melhor campanha, em 12 vitórias em 11 jogos, muitos já apontam o Brasil como favorito ao ouro…

Prefiro a cautela. Todos ainda estão brigando por um lugar seguro no time titular, a equipe ainda é nova e, como disse a leitora Patrícia Silva, é melhor formar um time homogêneo e ganhar experiência que apenas um título. Vamos ver o que vem pela frente.

E você? O que achou de mais esse jogo do Brasil? Eles estão prontos para a fase final da Liga Mundial? Deixe o seu comentário no Mundo do Vôlei! Volto depois com um balanço das seleções classificadas para as finais e da renovada seleção masculina!

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