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Arquivo de abril, 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009 Superliga | 10:33

Ajudinha da CBV

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Foi divulgado na terça-feira o novo ranking de atletas para a Superliga e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) deu uma ajudinha aos times femininos. Agora, as equipes vão poder contar com três atletas com pontuação máxima, ou seja, aquelas que são da seleção brasileira, e não mais apenas duas como foi até este ano. No masculino, tudo continua a mesma coisa.

Agora, o “novo Osasco” e o São Caetano/Blausiegel ganham uma vantagem. Mesmo com um patrocinador diferente, a CBV não considerou que o time de Osasco mudou. Assim, pode contar com todas as atletas que jogaram a última Superliga, se elas renovarem contrato. Já a equipe do Grande ABC pode continuar com suas olímpicas Mari, sheilla e Fofão, que valem 0 ponto porque fora repatriadas e continuam com a mesma pontuação se não mudarem de time, e ainda contar com gente nova. Pelo menos a idéia do patrocinador do São Caetano era “seduzir” algumas meninas do Osasco e montar um time de estrelas. Sassá ainda está sem time, por exemplo.

O ranking de atletas ajuda e prejudica ao mesmo tempo. O lado bom é o equilíbrio entre as equipes. Ninguém pode formar uma seleção brasileira. Mas, por outro lado, o mercado fica um pouco “travado”. O que acontece apenas é a troca de jogadoras. O time vende uma olímpica e compra outra. Se o Osasco não tivesse continuado, como as equipes iriam absorver as jogadoras e ainda ficar dentro a pontuação máxima permitida (32)? Pelo menos deu tudo certo no final e a CBV deu a sua ajudinha com a liberação de pelo menos mais uma selecionável por equipe.

Vamos esperar para ver como será a movimentação esse ano. Meu palpite é que o São Caetano consiga um elenco para brigar mais pela primeira colocação. Se eles mantiverem a base desse ano e ainda conseguirem algum reforço, vai ser um supertime.

O “novo Osasco” também pode continuar na ponta. Thaíssa, Natália e Camila Brait já assinaram com o time. Parece que vai ser difícil segurar Paula Pequeno, que tem uma grande proposta da Rússia. A idéia é a mesma dita sobre o São Caetano. Se mantiver a base, tem chances de brigar mais uma vez pelo título. E ao que tudo indica, é isso que vai acontecer.

Vamos ver como os times vão se arrumar para a temporada 2009/2010 com o novo ranking. E você, leitor, qual mudança gostaria de ver? Quem deve ir para qual time? Quem deve ficar na sua equipe? Dê os seus palpites!

Veja como ficou a pontuação dos atletas e o que mudou com o novo ranqueamento no vôlei nacional
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segunda-feira, 27 de abril de 2009 Diversos | 10:47

Vôlei também tem torcida, sim!

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Tudo bem, eu sei que nós estamos no País do futebol, que as maiores torcidas são nos gramados. Mas vôlei também tem torcida sim, e não é apenas para a seleção brasileira. Prova disso é a movimentação dos fãs do antigo Finasa/Osasco para manter o time na cidade. Os posts sobre a extinção e continuidade da equipe foram os mais comentados no Mundo do Vôlei desde a polêmica saída de Ricardinho da seleção brasileira! E também teve a festa do final de semana em Osasco. Olha a torcida aí!

Sei o que é perder um time de coração e, infelizmente, isso é comum no vôlei. Em meados dos anos 90, a Superliga masculina era dominada por Olympikus, Suzano e Chapecó. Eram lá que estavam os jogadores da seleção brasileira como Maurício, Giovane, Carlão, Giba e também os estrangeiros, como os argentinos Milinkovic e Webber. Confesso que era torcedora apaixonada do Olympikus. Assista a todos os jogos na TV a cabo, ia aos ginásios, tinha camisa, boné e tudo mais.

Até que, no final de uma temporada, o time acabou. Assim como terminou também o Chapecó e o Suzano. Todos porque perderam patrocinador. Fiquei “órfã” de uma equipe de coração. Os jogos perderam um pouco do brilho…

Por isso, é fácil compreender a comoção da torcida do Osasco. Eles não queriam ficar “órfãos” também, lutaram e conseguiram! Que o vôlei tenha mais torcidas assim! Que os torcedores lotem os ginásios! Que o vôlei tenha mais espaço na TV!

Parabéns, torcedores!

Fotos enviadas por Mônica Cornellas, uma das organizadoras do movimento “Vamos Finasa”

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sábado, 25 de abril de 2009 Diversos, Superliga | 17:04

Torcida comemora e cobra mais jogos da TV aberta

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 A torcida do antigo time do Finasa está em festa com a continuidade da equipe adulta na cidade de Osasco e saiu pelas ruas para comemorar neste sábado. Mas agora, com o time garantido, a torcida muda o foco e pede mais espaço para os jogos de vôlei. 

“Vamos continuar o nosso abaixo assinado e agora a luta é pela transmissão de mais jogos na TV aberta porque não é todo mundo que tem TV a cabo. É uma luta não só da torcida do Osasco, mas da nação que ama o vôlei. Estamos até em parceria com o Rexona/Ades”, explicou Mônica Cornellas, uma das organizadoras do movimento contra a extinção do time paulista chamado “Vamos Finasa/Osasco”

Mônica e cerca de 100 torcedores do “novo Osasco” fizeram uma festa na manhã deste sábado. A prefeitura abriu o ginásio José Liberatti para a concentração e depois os torcedores caminharam com faixas e muito barulho pelas ruas de Osasco. Representantes de Emídio de Sousa, prefeito da cidade, também estavam presentes. 

Segundo Mônica Cornellas, a pressão da torcida ajudou para o time seguir na cidade. Estava programado um protesto para esta manhã, que deu lugar às comemorações. “Transmitimos o recado para todos. Não sei se fariam alguma coisa se não fosse a pressão da nossa torcida. A gente uniu os fãs, entrou em diversos blogs, mandou e-mail, pediu ajuda para a família e venceu a luta”, disse Mônica. “Aqui não é o time que tem uma torcida, é uma torcida que tem um time”, completou.

Vermelho continua na camisa do Osasco

Foi confirmado na festa da torcida que o vermelho vai continuar no uniforme principal, que também terá alguns detalhes em verde, cor da bandeira da cidade. Representantes dos fãs da equipe foram também convocados para uma reunião na Câmara Municipal na próxima quarta-feira, quando deve ser anunciado o nome do time e do patrocinador.  

A expectativa agora é pela formação do elenco do Osasco. Só a levantadora Carol Albuquerque assinou contrato. Paula Pequeno ainda analisa uma proposta da Rússia e não sabe se segue no Brasil. Luizomar de Moura segue em contato com as atletas.

E você, torcedor? O que achou da decisão para o time de Osasco? Participou da festa? Mande a sua opinião

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sexta-feira, 24 de abril de 2009 Superliga | 12:37

E o Osasco continua!

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Atualizada às 14h06

Acabou o drama do extinto time adulto do Finasa/Osasco. Com um grupo de empresários como patrocinador, a equipe vai continuar em Osasco para a próxima temporada. A decisão foi anunciada nesta manhã, em uma entrevista coletiva em casa, no ginásio José Liberatti.

O novo time, que ainda não tem nem nome, vai contar com o apoio da prefeitura e agora começa a “caça” às jogadoras. Apenas Carol Albuquerque já fechou com a equipe. O técnico Luizomar de Moura segue no comando e será o responsável pelo contato com as demais. Todo mundo do ex-Finasa está convidado!

Espero que essa decisão não tenha demorado muito a sair e que as atletas de peso como Paula Pequeno, Thaísa, Sassá, Adenísia e Natália continuem no “novo Osasco” para refazer uma equipe de alto nível. Sim, o antigo Finasa sempre perdia para o Rexona nas finais da Superliga. Sim, o antigo Finasa tinha problemas com o emocional das jogadoras. Mas ainda assim, era a segunda potência do vôlei nacional há anos e merece respeito.

Tomara que, de alguma maneira, Ari Graça, presidente da CBV,estivesse correto ao afirmar que o término do Finasa/Osasco não iria abalar as jogadoras para a seleção brasileira. Das 18 convocadas pelo técnico Zé Roberto, sete eram do Finasa. Pelo menos, a prefeitura de Osasco deu sua palavra de que manteria o time e cumpriu a promessa. Isso mostra a importância e o interesse no esporte e pode servir como incentivo para as atletas voltarem ainda com mais vontade. E elas também vão chegar agora à seleção com a cabeça mais tranquila, já que sabem que ter uma boa oportunidade de emprego aqui no Brasil. E segundo o prefeito de Osasco, o investimento será o mesmo que era feito no Finasa, cerca de R$ 6 milhões. Ou seja, vai ter como bancar todo mundo, do mesmo jeito, apenas com um nome diferente na camisa.

Boa notícia para os fãs do Osasco e do vôlei feminino!

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Superliga | 08:36

E agora, para onde ir?

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A notícia da semana foi o término da equipe adulta do Finasa/Osasco, tricampeã brasileira. Mas, ao que tudo indica, o time adulto de vôlei deve continuar na cidade. Nesta manhã, o Mundo do Vôlei conversou por telefone com o técnico Luizomar de Moura, que estava a caminho de Osasco para uma reunião para definir o futuro da equipe. Ele, porém, não adiantou detalhes da negociação.

Na tarde de quinta-feira, o prefeito de Osasco Emídio de Souza assegurou que o time continuaria na cidade. Ele afirma que “não tem chances de o time sair de Osasco” e busca novos patrocinadores. Também está marcada mais uma coletiva com Emídio para esta sexta-feira. Será que o time continua mesmo por lá?

Enquanto isso, outros clubes e cidades se interessaram em “adotar” a ex-equipe do Finasa/Osasco. E então, quais são as demais opções? O time até pode continuar em Osasco, mas será que terá verba para segurar todo mundo, todas as jogadoras? Vamos às outras possibilidades para as atletas….

Botafogo
Foi um dos primeiros a manifestar interesse em contar com as jogadoras do time paulista. Segundo Miguel Angelo da Luz, coordenador de esportes olímpicos dos cariocas, o projeto é ter equipes adultas de vôlei e basquete. O clube já negocia com a CBV, mas alerta para a falta de verba. “O Botafogo em si não tem condições de arcar com uma despesa de uma equipe principal”, disse o coordenador ao canal Sportv. Nesta sexta, o Botafogo se reúne com a Unimed, patrocinadora do rival Fluminense, para tentar verbas para os esportes olímpicos. Além disso, segundo a ESPN, já existe negociação com mais duas empresas.

Barueri

A prefeitura da cidade já teria entrado em contato com o técnico Luizomar de Moura para levar o time de Osasco para lá. Barueri cederia a estrutura e os ginásios para os treinos e jogos do time, mas, segundo o secretário de Esportes Jorge Calil, não iria pagar salário das jogadoras.

São Caetano

Enquanto todos reclamam de crise, de falta de espaço na mídia, da Rede Globo que não fala os nomes dos patrocinadores, o São Caetano/Blausiegel garante que vai manter a sua equipe e ainda quer gente nova para a próxima temporada. “Pretendemos contratar mais estrelas para montarmos um time de ponta”, disse Marcelo Hahn, presidente da patrocinadora. Jogar do lado de Sheilla, Fofão e Mari seria o destino mais provável de Paula Pequeno, Carol Albuquerque, Thaísa e Sassá. Isso se mudarem o rankemanto de atletas, que permite apenas duas jogadoras titulares da seleção, nível sete, por equipe. As repatriadas ficam fora da conta. E também para defender o São Caetano, elas teriam menos dinheiro no banco no final do mês. O time do ABC paulista também está em negociação com o técnico José Roberto Guimarães para a temporada de 2010.

Fiesp
A Federação das Indústrias de São Paulo também demonstrou interesse em assumir o time de vôlei que era o Finasa/Osasco. Na segunda-feira, será lançado um projeto do Sesi, do grupo da Fiesp, que destina R$ 5 milhões anuais à formação de atletas. Será que essa verba poderia ser usada para um time adulto de vôlei?

Exterior
As jogadoras resistem, mas com dificuldade em conseguir patrocínio, jogar fora do País pode ser a saída. Carol Albuquerque assumiu isso no dia seguinte ao final da equipe paulista. Paula Pequeno, segundo informações do Estadão, tem uma proposta irrecusável da Rússia. Ainda assim, a jogadora, que estava no Osasco desde 1997, não quer sair do País. “Tenho pretensões de ficar no Brasil. Essa é a minha prioridade. Mas se tiver que sair, não quer dizer que fugi, abandonei o problema”, disse a atleta ao jornal. Fofão, que estava atuando na Espanha e voltou nesta temporada, desaconselha jogar no exterior. “Tem que ter tranqüilidade para não querer sair para qualquer lugar. Os países de fora não têm como acolher tantas jogadoras”, comenta a levantadora.

Para segurar as jogadoras por aqui, os interessados precisam dar uma resposta rápida às atletas. Ninguém gosta de ficar esperando assim, sem saber qual será o seu futuro. Elas têm mesmo é que correr atrás de clubes para atuar e se for lá fora, pior para a Superliga e para a torcida nacional.

Por outro lado, está na hora de reconhecer a crise e aceitar ganhar um pouco menos. Pelo visto, não vão bancar os R$ 12 milhões para manter a equipe. E mesmo quem continua como potência no vôlei, como o Rexona/Ades, já pensa em cortes de verba para a próxima temporada.

A Confederação Brasileira vai se reunir com os representantes dos dez times restantes no vôlei feminino para tentar achar uma solução na segunda-feira. Ari Graça, presidente da CBV, afirma que as atletas não ficarão sem emprego e que já recebeu diversos telefonemas de interessados, inclusive de duas prefeituras. Então que esses interessados apareçam logo! O vôlei feminino agradece, as jogadoras agradecem e a torcida agradece!

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quarta-feira, 22 de abril de 2009 Seleção feminina, Superliga | 18:56

Nada de pânico com a extinção do Finasa/Osasco?!?!

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“Não é preciso ter pânico. A Superliga vai continuar”. Ou o término do Finasa/Osasco “não vai ter influencia nenhuma na seleção brasileira, zero”. São duas frases ditas por Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de vôlei nesta quarta-feira. Sim, sabemos que a Superliga vai continuar, mas a qual preço? E será que saber que está sem emprego por telefone realmente não mexe com o emocional da jogadora antes de vestir a camisa da seleção? Não sei, não…

A competição nacional não vai parar porque um time perdeu seu principal patrocinador. Entretanto, não se sabe se as jogadoras que estavam no Finasa vão continuar jogando por aqui. Se o momento é de tanta crise, pouca visibilidade para o esporte, os clubes vão querer investir para manter as olímpicas por aqui ou o caminho é jogar no exterior? Se a melhor alternativa for a segunda, existe o risco do País sofrer um esvaziamento de grandes atletas como aconteceu com o vôlei masculino logo depois da Olimpíada de Barcelona. A seleção estava em seu auge, mas os times nacionais não tiveram como bancar os salários e nossos ídolos foram para fora. Agora o auge é do vôlei feminino, que ainda vive as glórias da conquista do ouro olímpico em Pequim e, justo no melhor momento, as jogadoras podem ter que procurar emprego fora do Brasil. Espero estar errada….

Além disso, a Superliga vai sim continuar, mas poderia revisar o formato de jogo único na final. Todos estão infelizes com isso, principalmente os torcedores, que não podem mais ver seu time de perto na final já que a decisão é sempre no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. E ainda existe a suposta compra de torcida para lotar o ginásio, levantada pelo leitor Carlos Eduardo Bosco no comentário do post Cimed é sinômino de vibração. De que adianta suar a camisa, lutar até o último jogo da série e ter apenas uma chance de se mostrar na final? O ouro deveria sair, no mínimo, depois de mais uma série melhor de três, para que todos jogassem em casa e fora de casa e mostrassem o que sabem.

Ary Graça também garantiu que o choque com a extinção do Finasa não vai abalar as jogadoras da ex-equipe convocadas por José Roberto Guimarães e ainda disse que o técnico foi passional demais ao lamentar o final do time e prever os danos na seleção. Como não se abalar depois de perder o emprego desse jeito? Como manter a cabeça no lugar e se concentrar nessa situação? Não será tão simples como garante o presidente da CBV. E pensar que a seleção brasileira demorou anos para se encontrar e se equilibrar em quadra até ouro na Olimpíada na China…

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terça-feira, 21 de abril de 2009 Superliga | 17:55

Parte da história do vôlei feminino acabou!

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*Atualiazada dia 23/04, às 9h07

Lembra dos anos 90, quando os duelos entre BCN e Leite Moça reuniam as melhores jogadoras do Brasil e torcidas apaixonadas? O Leite Moça acabou, mas vimos nascer uma nova potência com o Rexona/Ades. O BCN deixou o Guarujá, o banco foi comprado pelo Bradesco e nome do novo time virou Finasa/Osasco. Mesmo em outra cidade, continuou com uma torcida apaixonada, que lotava ginásios, e com grandes duelos como os dos anos 90. Agora, a história acabou. O Finasa/Osasco acabou

Na noite de segunda-feira, as jogadoras do time paulista ficaram sabendo que estavam sem emprego por um telefonema do supervisor da equipe. A justificativa do clube é que eles optaram por extinguir o time adulto e seguir com projetos para as categorias de base. Resultado da crise financeira. São os cortes de verba para conter os custos.

E de que adianta manter apenas a base? De que adianta trabalhar jovens talentos e não dar um futuro a elas? Será que jogadoras como Natália, uma das melhores em quadra na Superliga deste ano e revelada pela categoria de base, teria despontado tão cedo no vôlei nacional se não tivesse uma boa equipe para atuar? Não sei, mas acho que tudo ficaria mais difícil. 

Com o final o Finasa/Osasco, termina uma equipe que chegou a dez finais de Superliga, oito consecutivas, que cultivou sonhos em diversas meninas que já até escreveram por aqui para saber das peneiras. Termina o eterno segundo colocado. Há cinco temporadas, Finasa encarava o Rexona na decisão da Superliga e perdeu nas últimas quatro edições. Será que isso foi um fator determinante para desagradar o patrocinador? É isso que se entende pelo blog de Bruno Voloch. Segundo comunicado do time exibido no Globo Esporte, não. Foi uma decisão apenas estratégica do clube. O Finasa tinha o melhor elenco nessa edição da competição, chegou bem à final e sofreu com erros da arbitragem e emocional. Não seria melhor trabalhar as jogadoras, mudar o técnico, a acabar com o time? 

As atletas estão abaladas, como já era de se esperar. Saber que depois de mais uma derrota estão sem emprego não é simples. A levantadora Carol Albuquerque falou em nome do grupo e demonstrou tristeza e decepção. A torcida co clube já se mobilizou e montou um blog para protestar contra o fim do time. Segundo José Roberto Guimarães, em entrevista a TV Globo, ainda não da para medir a catástrofe, o terremoto disso no vôlei brasileiro. Para o técnico da seleção e campeão brasileiro com o Finasa, foi uma perda incomensurável e ele está completamente desnorteado. 

Todos nós estamos desnorteados. Como disse o leitor Juarez, espera-se que a CBV tome uma atitude para evitar uma debandada de atletas brasileiras para o exterior. Carol Albuquerque já disse que essa é opção. E tudo isso no final da temporada que foi marcada pelo repatriamento de jogadores como Mari, Sheilla, Fofão, Carol Gattaz, André Nascimento, Andé Heller, Serginho e Marcelinho.  

É o fim de uma grande história no vôlei nacional, com títulos e também tristeza, mas uma grande história mesmo assim. 

Novas histórias também acabam…

Além do Finasa, o Brusque Brasil Telecom também já anunciou que não manter a equipe de vôlei para o próximo ano. Sediado na cidade catarinense desde a temporada 2005/2006, o time vinha crescendo e jogou de igual para igual com o Rexona na semifinal deste ano. Seria uma aposta para continua bem e chegar à final em 2010. Mas foi mais um sonho que acabou por decisão do patrocinador.

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domingo, 19 de abril de 2009 Superliga | 12:33

Cimed é tricampeã da Superliga

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Saque forçado. Passe na mão. Bloqueio bem armado. Defesa ligada tempo todo. Ataques certeiros. É isso que se espera de uma equipe campeã e foi isso o que a Cimed mostrou na final da Superliga 2008/2009 na vitória sobre o Minas por 3 sets a 0.

O time de Florianópolis conquistou o tricampeonato nacional em uma partida praticamente perfeita que reuniu o melhor bloqueio, da Cimed, contra o melhor saque, do Minas. Mas o jogo da manhã deste domingo mostrou que a estatística nem sempre acerta. Depois de começar o primeiro set perdendo por 5 a 0 com bons bloqueios do Minas, a Cimed se encontrou no jogo com excelentes saques, principalmente de Eder. E a partir daí, o serviço da equipe de Florianópolis fez estrago no passe mineiro. Depois de trocas na liderança do placar, a Cimed se aproveitou dos contra-ataques e dos erros dos adversários no final da parcial e fechou em 29 a 27.

Cimed tricampeã da Superliga - Divulgação/CBV

Enquanto o time catarinense era pura vibração, os mineiros sentiram o resultado do primeiro set e baixaram a bola na segunda parcial. Deram oito pontos em erros à Cimed e se perderam no passe, motivo de reclamação do técnico Mauro Grasso desde o primeiro tempo técnico da partida. Do outro lado, mesmo com o saque forçado do Minas, a Cimed conseguiu colocar a bola na mão de Bruninho. O levantador pode trabalhar bem pelo meio-de-rede, grande diferencial no ataque catarinense. Lucão está em ótima fase no ataque e no bloqueio e é o homem de segurança na rede e fez o seu papel nesta final. Com tranquilidade, a Cimed fechou a parcial em 25 a 16.

Na terceira parcial, a equipe de Florianópolis mostrou porque conquistou o título da Superliga. A famosa “síndrome d o terceiro set”, quando o time sobe no salto e perde a concentração porque está na frente no placar, não passou nem perto da Cimed. Os jogadores mantiveram a mesma postura ao longo do jogo. Forçaram o saque, quebraram o passe do Minas, cresceram no bloqueio e, o mais bonito de se ver, acreditaram na defesa e buscaram os contra-ataques. Não importava se era em uma largada ou na porrada, o fundo de quadra catarinense, comandado pelo líbero Mario Junior, não deixou a bola morrer. Com duas belas defesas do líbero, a Cimed acertou o contra-ataque e abriu 21 a 16. Neste momento, o técnico Mauro Grasso pediu para que o Minas fingisse que estivesse alegre em quadra. Mas não adianta só ter uma falsa alegria. Tem que ter vibração verdadeira e cabeça no lugar. E foi assim, vibrando muito, mas sem perder a concentração, que a Cimed fechou em 25 a 18 e faturou o tricampeonato na Superliga.

Após a derrota, Mauro Grassso disse: “não consegui segurar a cabeça da galera para agüentar até o final”. Isso resume a decisão. O Minas se perdeu com a derrota no primeiro set, se atrapalhou no passe e não jogou o que sabia. Já a Cimed, como resumiu Renato, “jogou direitinho”. A equipe era apontada como a favorita neste ano na competição. Foi o time que manteve a mesma base do ano passado e agora é a base da nova seleção masculina. Venceu de ponta a ponta a Superliga e mereceu levantar a taça pela qualidade da partida deste domingo. Jogou direitinho desde o primeiro lance, manteve a cabeça no lugar até o último ponto e subiu no lugar mais alto do pódio!

E você? Gostou da vitória do Cimed na Superliga masculina? Deixe o seu comentário!

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sábado, 18 de abril de 2009 Superliga | 18:27

Rexona é hexacampeão da Superliga!

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Rexona é hexacampeão - Divulgação/CBV

O conjunto venceu o talento individual. A raça venceu o melhor elenco. A calma venceu a ansiedade. O Rexona venceu o Finasa por 3 sets 2 e faturou o ouro na Superliga pela sexta vez na quinta final consecutiva contra o time de Osasco. Por enquanto, não adianta fazer nada, Rexona é melhor que o Finasa nas decisões.

No jogo da manhã deste sábado, as duas equipes estavam jogando mal. Logo no primeiro set, o Finasa desperdiçou contra-ataques e não conseguiu bloquear as largadas do Rexona. Do lado carioca, melhor bloqueio e vitória por 25 a 22. Na parcial seguinte, a situação se inverteu, quem passou a usar mais largadas foi o Finasa , que também cresceu no bloqueio e empatou o jogo, fechando em 25 a 21.

O terceiro set foi o momento do saque decisivo e do Finasa crescer no jogo. Carol Albuquerque, que mesmo com a bola na mão não estava distribuindo bem, foi para o serviço e fez um ace não marcado pela arbitragem, que não viu pelo menos mais dois pontos do Finasa. Mas Carol sacou de novo, depois de terem voltado o serviço, e deu moral ao seu time, que fez sete pontos enquanto ela estava no fundamento. Com isso, dominou e fechou em 25 a 18.

A partir daí, o duelo voltou a ser o Rexona x Finasa conhecido de sempre de todas as decisões. Enquanto as paulistas perderam a potencia no ataque, as cariocas voltaram para o jogo na raça e no conjunto. Monique virou a jogadora de segurança na ponta. Fabi fechou o fundo de quadra e colocou a bola na mão de Dani Lins. E Dani Lins teve sempre que precisou a gigante Fabiana na rede. Com um grupo melhor e mais concentrado, o Rexona virou no 24 a 24 se aproveitando de um erro de Carol Albuquerque e depois fechou por 27 a 25.

No tie-break, o cenário foi o mesmo. Após um começo ruim com erros e com o Finasa na frente, o Rexona se encaixou e se aproveitou mais uma vez das bolas de Monique. O diferencial do lado carioca foi o contra-ataque. Ao contrário do time paulista, as cariocas não deixavam passam a chance de matar o ponto. E não deixaram passar a chance de cresce no momento que precisavam e fechar em 15 a 12 e gritar mais uma vez “é campeão”.

A final da Superliga mostrou que um time não precisa apenas ter bons nomes. O Finasa era equipe com o melhor elenco e ficou com o vice. O São Caetano foi um dos mais badalados com as contratações de Mari, Sheilla e Fofão e demorou mais da metade da Superliga para se encontrar e terminou em terceiro lugar. Quem foi o campeão? Aquele que, mesmo perdendo grandes atletas como Thaísa e Sassá, soube ter maturidade de lutar e virar e jogar unido. Mesmo sem a atuação espetacular apresentada nas semifinais, o Rexona mostrou a que veio. E como um típico time de Bernardinho, as 12 jogadoras foram importantes. Prova disso é Monique, reserva em toda a competição e decisiva na final. Parabéns Rexona, o domínio do vôlei nacional é seu, sem dúvida!

E você, leitor, o que achou da final da Superliga feminina? Rexona mereceu mais esse título? Deixe o seu comentário!

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sexta-feira, 17 de abril de 2009 Superliga | 12:08

As finais da Superliga e os nossos palpites

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Os campeões da Superliga feminina e masculina serão conhecidos neste final de semana. Os finalistas são os mesmos, ou seja, Rexona x Finasa e Cimed x Minas. Mas será que neste ano os campeões também vão se repetir ou teremos revanche? E como fizemos desde o começo dos playoffs, vamos aos palpites!

Rexona x Finasa

Treino do Rexona - Divulgação/CBVOs dois times se enfrentam pela quinta vez consecutiva, mas a vantagem é do Rexona. Nas últimas três edições, as cariocas mostraram mais maturidade e conjunto e ficaram com o título. E agora o Rexona tem grandes chances de faturar o hexacampeonato nacional.

Ao longo da Superliga 2008/2009, a equipe comandada por Bernardinho foi uma das mais regulares. Venceu quando era necessário, virou quando precisou e teve destaques em todos os fundamentos. O Rexona também soube lidar com baixas importantes, já que perdeu Thaísa e Sassá para o Finasa e ainda manteve a cabeça no lugar. É o reflexo do trabalho de Bernardinho.

Do outro lado, o Finasa tem o melhor elenco da competição. Além dos reforços vindos do Rio de Janeiro, conta com Paula Pequeno, Adenísia e Natália em ótima fase. O ponto forte da equipe é o bloqueio. Adenísia e Thaísa lideram nas estatísticas e arrasaram no último jogo da semifinal, contra o São Caetano. O Finasa também se mostrou muito atento ao fundo de quadra e tem Sassá com a melhor recepção do torneio.

Mas, sem muita explicação, elas param quando enfrentam o Rexona, ainda mais se for em uma decisão. Dos quatro turnos da Superliga, deu Finasa x Rexona em três. O time de Osasco venceu a partida que valia o mando de campo, mas perdeu nas finais. Agora, na decisão do título, Rexona tem a vantagem de jogar diante da sua torcida e, pela tranquilidade e maturidade apresentadas ao longo da competição, são as favoritas. Resta ao Finasa mostrar que superou o trauma de todas as outras finais…

Cimed x Minas

Treino da Cimed - Divulgação/CBVA final da Superliga masculina também não é nenhuma novidade. Cimed e Minas se encontram pela quarta vez e, até agora, o time de Florianópolis venceu duas vezes e é o atual campeão. Mas, diferente das mulheres, aqui os dois times são muito parecidos. Nenhum se intimida com um jogo importante, os dois tem saques muito forçados e vibram como se ganhassem uma medalha a cada ponto.

Mesmo com tanta semelhança, a vantagem nesta final deve ser do Cimed. O time é quase o mesmo do ano passado e todos os atletas estão em ótima fase. Thiago Alves é o coração da equipe, aquele que puxa todo mundo. Lucão e Éder formam uma muralha na rede e estão na quarta e quinta colocação no ranking de bloqueadores. Bruninho conhece muito bem seus atacantes e distribui com facilidade.

Já o Minas caiu com a ausência de André Nascimento em meados da fase classificatória, mas já está estruturado de novo. A principal arma é o saque, sempre fortíssimo. Time é líder nas estatísticas neste fundamento. Além disso, também tem bloqueio alto e um bom fundo de quadra, com Sergio como o melhor líbero da Superliga.

Como os dois times têm bons saques e ataques, vai levar a melhor na final deste domingo quem fechar o fundo de quadra e armar mais contra-ataques. Pelos números, daria Minas. Mas a Cimed estava muito bem no último jogo da semifinal, contra o São Bernardo, e vem com força para a decisão. Seguindo a regra usada para o feminino, a aposta é na Cimed mais uma vez campeã, o time com melhor conjunto, mas sem nenhuma facilidade.

E para você, quem serão os campeões da Superliga 2008/2009? Dê o seu palpite!

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