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Arquivo de agosto, 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008 Sem categoria | 11:09

Diferenças entre ganhar ouro e prata

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Seleções brasileiras de vôlei feminina e masculina desembarcaram no começo desta semana em São Paulo. Enquanto os homens estavam “apressados” com a medalha de prata no peito, as mulheres se divertiram com os jornalistas na coletiva e cuidaram muito bem da medalha de ouro.

Não adianta ressaltar que a seleção masculina conquistou quase tudo o que podia na era Bernardinho. Mas esse “quase” deixa inúmeras perguntas no ar. Será que Ricardinho teria arrumado o passe na final de Pequim e trazido a medalha de ouro? Será que a equipe superou o corte do levantador? Será que não existem mais problemas internos no time do que aparece diante das câmeras? Foi tudo isso que jogadores do Brasil tiveram que responder na volta para casa.

Uma prata é importante, mas frustrou quem esperava o ouro. E até os atletas, por mais que repitam que foi uma boa Olimpíada, devem estar magoado. Tanto que estavam com toda pressa do mundo para deixar a coletiva logo após o desembarque em Guarulhos na terça-feira. Giba e Murilo pediram licença e saíram do local antes do final das perguntas.


Bernardinho é bombardeado de perguntas na coletiva de imprensa/CBV

Já com as mulheres, campeãs olímpicas em Pequim, o clima foi totalmente diferente. Nem todas as perguntas sobre o fracasso do quarto lugar na Olimpíada de Atenas incomodaram. Até Mari, que havia demonstrado uma certa revolta ao dizer que o ouro era uma resposta a todos que a chamaram de amarelona nos últimos quatro anos, foi atenciosa e não se importou em reconhecer que em 2004 não tinha experiência necessária para chamar a responsabilidade para virar a bola decisiva.

As mulheres da seleção se divertiram muito na coletiva. Quando os câmeras da TV começaram a implicar porque os fotógrafos estavam atrapalhando a captura das imagens, elas entraram na onda. Fabi e Sassá começaram a gritar junto com os profissionais: “Abaixa aí. É a hora da TV. Vamos abaixar!”. Depois, caíram na gargalhada. Thaíssa, caçula da equipe, olhou feio para um repórter que tentou segurar sua medalha, mas depois também fez brincadeiras. “Tirei foto de tudo e tenho muitas fotos da minha medalha”, disse a central.

E quem não cuidasse bem do ouro na coletiva levava bronca. Todas as brasileiras estavam com a medalha no pescoço. Primeiro quem estava no lado direito, como Paula Pequeno, Carol Albuquerque e Jaqueline, decidiu apoiar cuidadosamente a parte de metal na bancada onde ficaram microfones e garrafas de água. Sheilla repetiu o gesto das companheiras e ainda olhou feio para Mari e cobrou que ela fizesse o mesmo. Pedido aceito na hora. É o respeito com o ouro.


Jogadoras se divertem com champagne em carreta por São Paulo/CBV

Além da festa no atendimento a imprensa, as mulheres do Brasil desfilaram por São Paulo em carro de bombeiro, abriram champagne e sentiram pela primeira vez o que é ser campeã olímpica. Na coletiva elas comentavam que ainda não tinham noção disso. Será que depois do desfile, a ficha caiu?

Agora é momento de curtir a festa da vitória e levantar a cabeça após a derrota. Daqui a pouco voltam as competições e homens e mulheres voltam para as quadras. E para você, como será o futuro dessas seleções? As mulheres seguem no topo? Os homens se recuperam? Clique aqui e dê a sua opinião

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domingo, 24 de agosto de 2008 Sem categoria | 08:53

Superiores, Estados Unidos acabam com sonho de uma geração

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Norte-americanos comemoram e brasileiros lamentam/Reuters

Acreditava que a seleção masculina de vôlei do Brasil poderia sair de Pequim com mais uma medalha de ouro. Acreditava que os erros da semi e da final da Liga Mundial já eram passado. Mas fui dormir com um nó na garganta e tendo que reconhecer: os Estados Unidos foram superiores e mereceram a medalha de ouro na Olimpíada.

Depois de um primeiro set bem vencido com saque, bloqueio, ataques e erros dos Estados Unidos a favor do Brasil, o time nacional se perdeu em quadra. Como disse o central André Heller após a partida, “foi impossível parar o ataque dos EUA”. E teve mais, foi impossível parar o saque norte-americano.

A partir da segunda parcial, Stanley e Priddy acabaram com a recepção brasileira. Era serviço forçado, passe quebrado para Marcelinho, bola na ponta e bloqueio dos Estados Unidos. Como já é característica dessa equipe, a defesa esteve presente em todos os momentos e deu muito volume de jogo aos rivais do Brasil. Os ataques brasileiros eram amortecidos pelo bloqueio e sempre havia um norte-americano bem posicionado para arrumar a bola para o levantador Ball seguir a jogada. Enquanto isso, a seleção verde e amarela tentava bloquear, mas a cobertura parecia que pegava a bola no susto e não conseguia colocar na mão de Marcelinho para armar o contra-ataque.

A final olímpica em Pequim consagrou o time mais regular, mais bem armado. Se o Brasil sofria para encaixar o saque e se achar na defesa, os Estados Unidos cresciam em quadra e não perdiam nenhum contra-ataque. Com isso, 3 sets a 1 no placar de virada e a medalha de ouro no peito.

Do lado brasileiro fica a tristeza de deixar os Jogos Olímpicos sem o bicampeonato. Talvez o ouro das mulheres tenha aumentado ainda mais as esperanças de uma medalha dourada com os homens. A prata tem sempre o gosto da derrota e ainda carrega toda a pressão que esse time viveu com a saída conturbada de Ricardinho. Ele pode ter feito falta à seleção, mas não resolveria os problemas dessa final. Faltou ao Brasil uma defesa melhor, para conseguir contra-atacar, e um saque que tirasse o passe da mão de Ball. Isso Ricardinho não faria sozinho…

Acabou mais um ciclo olímpico e a carreira de um gigante na seleção. Gustavo fez seu último jogo com a camisa do Brasil e, além da medalha, deixa Pequim como o melhor bloqueador da competição, um título reconhecido, não pela sua atuação na decisão e sim, por todo o campeonato. Sua saída é uma despedida que indica que essa geração, que levou quase tudo o que disputou, está chegando ao fim. Bernardinho também não sabe se segue no comando do time. Serginho já ameaçou deixar a equipe para ficar mais com a família. Giba acha que fica apenas até o Mundial de 2010. É a hora de guardar a imagem das vitórias da seleção brasileira e já pensar no futuro. Que o time volte ao topo com o outro ciclo que se começa. E você, o que achou da campanha do Brasil em Pequim? Clique aqui e dê a sua opinião

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sábado, 23 de agosto de 2008 Sem categoria | 12:31

Mulheres do Brasil lavam a alma e são ouro em Pequim

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Emocionadas no pódio, brasileiras exibem cartaz que diz: “Carol e Joyce, vocês tb são ouro”/AFP

Foi de tirar o fôlego! A final feminina do vôlei na Olimpíada de Pequim teve de tudo um pouco. Passeio do Brasil, domínio dos Estados Unidos e equilíbrio total no último set. No marcador, 3 sets a 1 para o Brasil (veja no post abaixo como foi a partida) e a primeira medalha de ouro para essa geração, que lava a alma e deixa para trás a fama de anos de amarelona.

O Brasil mostrou a força de seu conjunto em quadra neste sábado. A vibração de uma jogadora contagiava e outra a cada ponto marcado, mesmo quando estavam atrás no placar. Se o bloqueio amortecia, a defesa acreditava em todas as bolas para mantê-las vivas no jogo. E o bloqueio foi o melhor fundamento do time e não sumiu em nenhum momento. Se o passe não era tão redondo, o ataque tinha cabeça para analisar o lado adversário e escolher onde soltar o braço ou dar uma largadinha cruel.

A levantadora Fofão e a oposto Sheilla foram os nomes dessa medalha de ouro. Fofão fez alguns milagres para recuperar o passe que vinha quebrado e Sheilla honrou a sua posição de jogadora de segurança e, com uma excelente visão de jogo, virou quase todas as bolas que recebeu. Mari também merece o seu espaço. Ela foi uma das que mais errou em quadra. Foi bombardeada com o saque norte-americano e não achou a melhor posição para recepcionar. Mesmo assim, teve frieza para levantar a cabeça, seguir no jogo e segurar as pontas no ataque, mesmo com o bloqueio norte-americano armado. Essa Mari, agora aos 25 anos, não lembra em nada a menina que tremeu e ficou marcada como a responsável pela derrota na semifinal em Atenas contra a Rússia depois de estar 24 a 19 no placar.

E a mudança de comportamento em quadra da seleção brasileira é a marca dessa medalha de ouro. Zé Roberto trabalha com suas atletas desde o vexame nos Jogos de 2004 e agora, com muito treino, ele conseguiu ter um time equilibrado nas mãos. Chega de ir bem na fase classificatória e amarelar nas finais, como no Pan-americano de 2007 ou no Grand Prix do ano passado. Chega de deixar um set perdido acabar com a confiança da equipe. Chega de sair de quadra chorando e procurando culpados pelas derrotas. Agora, como disse no post sobre a semifinal, o Brasil tem mulheres maduras em quadra. Elas perderam um set de lavada para os Estados Unidos e voltaram oara o jogo. Quando o bloqueio estava armado, souberam explorar as jogadas. Elas jogaram finalmente como campeãs e por isso estão com a medalha de ouro no peito.

No Pan do Rio, quando o Brasil ficou com a prata ao cair diante de Cuba na decisão, perguntei para Sheilla na zona mista o que havia acontecido. A resposta foi: “Eu não virei a bola”, com lágrimas nos olhos. Neste sábado, ela e todas as brasileiras viraram as bolas e as lágrimas voltam ao rosto, mas para comemorar. É isso! Valeu muito pelo ouro! E você, leitor, o que achou da atuação do Brasil? Comente aqui!

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Sem categoria | 12:28

Brasil segura reação dos Estados Unidos e faz história

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A seleção feminina de vôlei entrou em quadra neste sábado já com um feito inédito. Pela primeira vez havia passado da semifinal e estava na decisão. O árbitro autorizou o primeiro saque e o time parecia que iria passar como avalanche sobre os Estados Unidos. Porém, as norte-americanas reagiram e atrapalharam o jogo. Não tem problema! As brasileiras realmente queriam fazer história na final olímpica…

A partida começou com boas defesas dos dois lados e o equilíbrio comum a uma decisão. O saque brasileiro entrou na passagem de Fofão e o time conseguiu quebrar o passe norte-americano. Sendo obrigadas a jogar pelas pontas, as norte-americanas pararam no bloqueio nacional. Do outro lado da quadra, Sheilla e Paula Pequeno estavam bem no ataque e o Brasil venceu por 25 a 15.


Parede do Brasil segura os Estados Unidos: foram 16 pontos no fundamento/AP

Tudo estava simples demais para ser uma disputa pelo ouro. Na segunda parcial, os Estados Unidos voltaram para o jogo concentrados e forçando o saque em cima da ponteira Mari. A brasileira, que não é especialista em passe, sofreu no fundo de quadra e as norte-americanas se aproveitaram para defender, armar contra-ataques e dominar o marcador. A vantagem chegou a ser de seis pontos. Zé Roberto colocou Jaqueline no fundo e a equipe nacional melhorou, mas perdeu por 25 a 18.

Na parcial seguinte, o Brasil conseguiu melhorar o passe e Fofão pôde variar as bolas nas pontas e no meio-de-rede. Além disso, o bloqueio verde e amarelo apareceu forte mais uma vez e ajudou a colocar o time na frente. Paula Pequeno ficou marcada na ponta, mas a levantadora Fofão sentiu o bom momento de Sheilla, que foi a jogadora de segurança na partida. Com tranqüilidade e domínio no placar em toda a parcial, o Brasil fez 25 a 13 após um bom saque da central Fabiana.

O quarto set poderia ser o ouro para o Brasil ou a chance dos Estados Unidos seguirem no jogo. Com isso, as norte-americanas voltaram a explorar o saque em cima de Mari e equilibraram. Elas ficaram à frente até o Brasil virar em 11 a 10 com um bloqueio. Sheilla passou a ser mais marcada nas pontas e Fofão precisou usar mais Paula Pequeno e Mari, que reapareceram no ataque. Do outro lado, a oposto Tom Logan conseguia marcar e as duas seleções se alternavam na liderança. No final, o Brasil forçou mais nos ataques e fechou o jogo em 25 a 21 na bola para fora de Logan.

As mulheres do Brasil tiveram uma campanha impecável na Olimpíada de Pequim. Elas perderam apenas um set, na partida contra os Estados Unidos, e ,além de levarem o primeiro ouro para o vôlei de quadra feminino do Brasil, ficam com a melhor campanha de todas as conquistas. Em Barcelona, os homens, também comandados por José Roberto Guimarães, venceram invictos, mas perderam três set. Em Atenas, os homens foram ouro, mas perderam um jogo na primeira fase.

Com o primeiro lugar no pódio, Zé Roberto também faz a sua história. Ele é o único treinador campeão olímpico com a seleção masculina e com a seleção feminina. O Brasil é ouro dentro e fora das quadras!

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008 Sem categoria | 12:20

Tem revanche da Liga na final da Olimpíada… Agora é ouro?

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A seleção masculina de vôlei mostrou duas caras na semifinal na Olimpíada contra a Itália. Foi apática no começo e aceitou o jogo dos italianos e cresceu e colocou sangue nos olhos a partir do segundo set. Com vibração e muita raça, o Brasil fez 3 sets a 1 e vai encarar os Estados Unidos na final em Pequim. Vai ser a vigança pela semifinal da Liga Mundial?

Na partida desta sexta, a seleção nacional teve seu momento de recuperar o foco e lembrar que estava lutando por uma na final olímpica. No primeiro set, perdido por 25 a 19, nem parecia o time verde e amarelo em quadra. A Itália venceu com bolas nas pontas e um saque forçado que o Brasil simplesmente aceitou. É bom que essa atitude seja esquecida…

Aos poucos, os comandados por Bernardinho foram incentivados por Giba, que cumpre muito bem o papel de capitão, a atuar com vontade e acreditar nas bolas. A partir da segunda parcial, todo ataque no chão era um grito. Grito de raiva, de vontade de virar o placar. Além disso, o bloqueio apareceu e intimidou. Foram 10 pontos nesse fundamento nos últimos sets contra apenas um no primeiro. Essa é a atitude que deve ser levada para a final.


Raça de Serginho na semifinal contra a Itália/Reuters

Contra os norte-americanos, que tiveram trabalho para superar a Rússia por 3 sets a 2, a seleção nacional precisa achar o ponto de equilíbrio entre o sangue nos olhos e a paciência. Os Estados Unidos têm um sistema de defesa bem armado e poucas bolas caem direto no chão. Isso acaba com a paciência de qualquer um, principalmente quando você vai para o ataque louco de vontade. Foi o que aconteceu com o Brasil na derrota na semifinal da Liga Mundial. Faltou calma para explorar mais e aproveitar as chances de contra-ataque. Raça é fundamental e cabeça no lugar para recuperar as bolas também.

A final está definida. Os Estados Unidos querem recuperar títulos da década de 80, quando venceram o Brasil na disputa do ouro na Olimpíada de Los Angeles, em1984. O Brasil quer mostrar que não se abalou com as falhas na Liga Mundial e se manter no topo do mundo. Se no Maracanãzinho era o final da preparação para a Olimpíada e o time ainda não estava 100%, agora é a hora de estar 120%. Que a vontade de se vingar seja um ótimo combustível para o nosso time. Vem o ouro por aí? Clique aqui e faça a sua aposta!

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008 Sem categoria | 11:11

Mulheres do Brasil amadureceram e mereceram o lugar na final

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O jogo começou tenso e muito disputado, como deveria ser uma semifinal olímpica. Mas aos poucos o Brasil ganhou espaço em quadra, abusou do saque flutuante, armou-se no bloqueio e despachou a China. Foi merecido! Pela invencibilidade ao longo de toda a competição, pelo sangue frio para virar e pela força do time. E agora? Vem a medalha de ouro contra os Estados Unidos?

A partida desta quinta-feira mostrou o que há muito se esperava dessa seleção: maturidade. Os dois times começaram errando demais e nervosos, mas a equipe de Zé Roberto soube se acalmar e arrumar os erros.

A líbero Fabi não estava acertando o passe, mas Mari não teve medo de entrar nas bolas e ajudar no fundo. Enquanto isso, Sheilla e Paula Pequeno viraram no ataque e cresceram no bloqueio. Para completar, Zé Roberto mudou o time no momento correto. Fabiana estava muito marcada e deu lugar para a gigante Thaíssa no meio-de-rede e Jaqueline entrou no segundo set para fechar o fundo de quadra. Conjunto reforçado e 3 sets a 0 no placar.

Apesar da evolução do Brasil, a China ameaçou, nas primeiras parciais, com a sua principal jogada, a china. Essa foi a única bola que o time nacional não conseguiu marcar em nenhum momento. Entretanto, com apenas uma jogada não tem como ganhar. E as brasileiras também tiveram o entusiasmo ao seu favor. Ao melhor estilo asiático de atuar, elas acreditaram em todas as bolas e correram para tentar defesa. Além disso, mediram as forças no saque. Logo viram que o serviço flutuante, sem peso, era a principal arma e aliviaram. Com isso, conseguiram cinco pontos diretos e muitos passes errados do lado chinês.

Esse é o melhor momento da seleção brasileira. As jogadoras estão equilibradas e com paciência em quadra para se recuperar dos erros, estudar os adversários e não perder nenhum set. Agora é a vez de encarar os Estados Unidos na final. Nada de desculpas de sofrerem com a marra das cubanas. Ter as norte-americanas na final é bom porque o jogo não é carregado de rivalidade e as duas seleções vão jogar na bola e não no emocional. História essas mulheres já fizeram com a primeira decisão olímpica, mas elas podem fazer ainda mais. E aí, internautas? É bom pegar os Estados Unidos na final? As brasileiras conseguem o ouro? Dê a sua opinião!

*Foto: Bloqueio é a uma das principais armas do Brasil na Olimpíada/EFE*

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quarta-feira, 20 de agosto de 2008 Sem categoria | 14:00

Jogo fácil tem lá suas vantagens e desvantagens…

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A seleção brasileira masculina de vôlei mal suou a camisa para garantir o seu lugar na semifinal da Olimpíada de Pequim. Apesar de contar com 18 mil pessoas na torcida, a China não foi páreo para o Brasil, que venceu por fáceis 3 sets a 0. Mas um jogo tão simples na fase final da competição é bom ou ruim?

Para os brasileiros, o lado bom foi mostrar mais uma vez o poder de bloqueio, que estava um pouco apagado desde as finais da Liga Mundial no Rio de Janeiro. Nesta quarta a dupla saque e bloqueio funcionou perfeitamente e o time nacional fez 12 pontos na rede e não levou nenhum. Supremacia total! E também é muito bom ver Gustavo gigante para cima dos adversários, com a vontade de jogar que o colocou como um dos melhores do mundo na sua posição.

Outra vantagem de ter um adversário fraco do outro lado da quadra é a chance de forçar no saque sem medo nenhum. Se não der certo, um ponto perdido não vai fazer diferença porque logo ele será recuperado no contra-ataque ou no erro dos rivais. Arriscando tudo, Dante, Giba e André Nascimento acabaram com a recepção chinesa e facilitaram o trabalho do bloqueio.

Bernardinho poderia ter aproveitado a simplicidade do confronto para usar mais Rodrigão. Ele ganhou um lugar no time apenas no último set e poderia ter jogado mais para ganhar ritmo e estar mais bem preparado para a pedreira que será o confronto contra a Itália na semifinal (veja post abaixo). Lá o Brasil realmente vai precisar de um bloqueio forte para vencer e Rodrigão ainda sente um pouco os meses que precisou ficar afastado para cuidar de uma lesão no joelho. Por outro lado, o técnico deveria ter deixado os outros titulares em quadra e não precisava ter tirado Giba e André Nascimento. Os dois estavam com fome de bola

Mas, como eu já até comentei por aqui, nem sempre é fácil manter a concentração ao máximo quando o jogo está muito simples. Entretanto, a seleção brasileira não deu muita importância para isso nessa quartas-de-final olímpica. Mesmo dominando a partida do começo ao fim, todos queriam se esforçar e chegar às bolas. Giba foi até fominha demais e furou uma defesa e um ataque na ânsia de marcar um ponto. Esse é o caminho

Já a Itália teve que fazer tudo que sabia para vencer a Polônia no tie-break e avançar em Pequim. E aí está a vantagem de ganhar um jogo duro. O time ganha muito mais moral e pode medir exatamente quais são os erros e acertos para o próximo jogo. Além disso, fica mais concentrado e não “sobe no salto” porque teve que penar para vencer.

Uma vitória sem esforço pode deixar o time confiante demais e achando que pode tudo. Os chineses, já que não conseguiram encarar o Brasil de frente, viraram tietes depois do confronto. Meio time foi tirar foto com Giba depois da partida. Só esse sucesso que não pode contagiar demais e os brasileiros precisam lembrar que o torneio ainda não acabou…

O Brasil teve a chance de arriscar o seu saque e acertar o bloqueio, mas nem explorou muito o seu ataque, já que o Japão aceitou a maioria das bolas. Será que isso tudo fará falta ao time ou a seleção verde e amarela já tem experiência o suficiente para focar na medalha de ouro e passar pelos italianos?

*Fotos: Gustavo bloqueia e Giba vira ídolo para jogadores da China/AFP*

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Sem categoria | 13:57

Brasil encara um "Brasil azul" na semifinal na Olimpíada

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O Brasil entrou em quadra nesta quarta sabendo que, se vencesse, encararia a Itália na semifinal. Sabia também que enfrentaria uma espécie de espelho do outro lado da quadra.

A Azurra força o saque, distribui bem os ataques sem concentrar apenas nas pontas ou no meio, conta com um bloqueio redondo, tem um levantador regular e um homem de segurança que resolve quando precisa. Qualquer semelhança com o Brasil não é uma coincidência. As duas seleções têm estilos muito parecidos e faz tempo que o time de Bernardinho não encara alguém assim.

A força italiana está na regularidade e na variação. Eles têm Mastrangelo, um ótimo central, Bovolenta, muito experiente, e Cisolla, a referência do time. Todos orientados pelo levantador Vermiglio, que já está há anos no time. E o foco desse time é a Olimpíada. Eles deixaram de ser a super potência dos anos 90 graças a problemas internos, mas colocaram as desavenças de lado para treinar para Pequim. Treinaram tanto que abriram mão do convite para jogar a final da Liga Mundial para evitar o desgaste de uma viagem e manter os trabalhos em dia.

Além disso, a Itália vai jogar sem pressão nenhuma contra o Brasil e eles atuam muito bem quando estão soltos em quadra. Os italianos foram, aos poucos, derrubando os adversários e ressurgindo das cinzas dos últimos anos até a semifinal olímpica. Isso lembra um pouco o Brasil em Barcelona, que foi chegando e chegando e levou o ouro.

Mas calma! O Brasil sabe muito bem jogar contra a Itália e nossas estrelas jogam no campeonato italiano e conhecem os rivais muito bem. Para vencer, a equipe nacional tem que manter o foco e começar com um bom saque, para não deixar Vermiglio trabalhar com a bola na mão. O jogo vai ser bom e equilibrado, mas ainda aposto no Brasil original, o que não veste azul.

Na outra semifinal, pedreira total! Rússia, que passou pela Bulgária, encara os Estados Unidos, que venceram a Sérvia apenas no tie-break. Vai ser a força no saque e altura na rede contra um sistema de defesa coeso. Vale conferir!

*Foto: Festa dos italianos nas quartas-de-final/AFP*

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terça-feira, 19 de agosto de 2008 Sem categoria | 13:43

Equilibrada e bem treinada, seleção vai à semifinal

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Mais um jogo em Pequim e mais um 3 sets a 0 para a seleção brasileira feminina de vôlei, agora sobre o Japão nas quartas-de-final. Tudo está dando certo para o time de Zé Roberto. Se a equipe do outro lado defende bem, as meninas do Brasil variam o ataque. Se as adversárias encostam no placar, as brasileiras respiram, buscam concentração e voltam a dominar o jogo. Basta manter essa postura até a final para esquecer os traumas e amareladas do passado e sorrir no topo do pódio.

Depois de mostrarem um ótimo bloqueio na primeira fase da Olimpíada de Pequim, as brasileiras exibiram suas jogadas de meio contra as japonesas nas quartas-de-final em Pequim. E essa tática deve ser repetida na semifinal olímpica, já que o Brasil vai encarar a China, atual medalha de ouro, que joga na defesa como uma típica seleção asiática. As bolas rápidas são mais fáceis de passar pelo bloqueio e parar no chão da quadra adversária. A levantadora Fofão está muito bem entrosada com as centrais Fabiana e Walewska para garantir esse sucesso.

O que ainda assusta um pouco na seleção feminina é o emocional das jogadoras. Depois de arrasar o Japão no primeiro set, as brasileiras relaxaram no segundo e deixaram as rivais crescerem. É normal ter essa queda quando o jogo está muito fácil, mas se o time não souber voltar aos eixos, isso pode ser fatal. Pelo menos até agora, a equipe verde e amarela soube recuperar o foco e segurar o domínio da partida. Prova disso é chegar à semifinal sem nenhum set perdido.

Mas, além da cabeça no lugar, a seleção tem treinado, e muito, para conseguir o seu primeiro ouro em uma Olimpíada. Zé Roberto manteve a palavra e está fazendo suas atletas suarem. Em fevereiro deste ano, ele afirmou que não admitiria “menina de bumbum grande” em seu time e que cobraria empenho de todas em todos os trabalhos. Pelo que se pode ver em quadra, elas entenderam o recado. O resultado dos treinos fortes e pesados é a regularidade e alto nível de todas as atletas. Se uma está em um mau momento, como Mari no último set contra o Japão, outra entra e segura as pontas, como fez Jaqueline. Todas estão com confiança e vontade nos olhos.

A medalha de ouro em Pequim consagraria o trabalho desse ciclo olímpico e acabaria de uma vez por todas com a fama desse time de amarelar nos momentos decisivos. Chegou a hora de ser mulher de verdade e mostrar o que sabe!

*Foto: seleção depois da vitória sobre o Japão/Reuters*

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Sem categoria | 13:37

China pára a gigante Rússia e surpreende em Pequim

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Na Rússia, só a líbero Ekaterina Kabeshova, a levantadora Marina Sheshenina e a levantadora reserva Marina Akulova têm menos de 1,90m de altura. Acha que isso foi problema para a China? Nenhum pouco. As donas da casa eliminaram as gigantes da Rússia nas quartas-de-final em Pequim por 3 sets a 0 com um bloqueio bem armado e certeiro. Tamanho ajuda, mas nem sempre define o jogo…

Nesta segunda foram 14 pontos de bloqueio da China contra apenas nove da Rússia. Para facilitar para as anfitriãs, as rivais européias ainda deram um set inteiro de graça em erros (25 pontos).

Agora é o Brasil quem deve se preparar para não parar no bloqueio e na defesa da China na semifinal da Olimpíada de Pequim. Vale manter a variação dos ataques e explorar as bolas rápidas, que enganam a marcação adversária. Mas é fundamental também ter calma e agüentar a torcida barulhenta que vai fazer de tudo para empurrar o time da casa.

Semi das Américas
Na outra semifinal, Estados Unidos medem forças com Cuba por um lugar na decisão olímpica. Mais um jogo que promete emoções fortes. De um lado, a regularidade das norte-americanas. Do outro, a manha e o volume de jogo das cubanas. Pelo histórico das duas seleções, meu palpite é Cuba na final.

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