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Arquivo de junho, 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008 Sem categoria | 12:00

Agora sim, lição feita para o Brasil

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Depois de tropeços nas primeiras rodadas da Liga Mundial e do Grand Prix, homens e mulheres do Brasil fizeram a lição e fecharam a rodada do final de semana invictos. Aos poucos, o Brasil está ficando com cara de Brasil.

Na Liga Mundial, a seleção de Bernardinho começou com duas vitórias suadas contra a Sérvia, uma derrota e uma vitória contra a França e sustos contra a Venezuela. Em Caracas, mais uma vez com o time reserva, a equipe nacional perdeu o primeiro set e virou o placar, tanto no sábado quanto no domingo.

A seleção venezuelana continua a mesma de sempre, apoiada em Harry no ataque. No primeiro jogo, ele marcou 17 pontos e fez 23 no segundo. Já a equipe brasileira começou desentrosada e se acertou com o passar dos sets. Pelo visto, a Venezuela, praticamente a mesma que tirou o Brasil da final do Pan de Santo Domingo, não assusta mais.

O que ainda falta para a seleção é tempo de jogo junto. Bernardinho está cumprindo a sua palavra e fazendo um rodízio de jogadores. Só os reservas foram para as partidas fora de casa e, como a formação do time muda a cada confronto, os atletas sofrem em quadra. Em Caracas, Marlom foi novo camisa 17 e o levantador nacional. Ele teve dificuldade em acertar o tempo de bola no início das duas partidas. Se já estivesse mais acostumado a jogar com a equipe, isso não teria acontecido e o Brasil poderia até voltar para casa com dois 3 sets a 0.

Mas Marlom merece um comentário à parte. O saque do levantador acabou com os venezuelanos no terceiro set do jogo no domingo. O Brasil já estava na frente quando ele foi para o serviço e foi um ace atrás do outro até o 24º ponto. Todos no mesmo lado da quadra, na saída de rede. E com uma ótima variação: ora forçado, ora colocado. Isso sim que é saque!

Para as mulheres, o final de semana foi de calmaria. Depois de sofrerem na derrota por 3 a 2 para a China, atual campeã olímpica, no domingo passado, as brasileiras encararam adversárias bem mais simples na etapa do Vietnã no Grand Prix. Foram três vitórias por 3 a 0 sobre Tailândia, Turquia e Alemanha, todos com um estilo parecido. Os confrontos começaram equilibrados e o Brasil cresceu no set decisivo.

Isso é bom para o time de Zé Roberto, que está sabendo jogar na pressão dos ataques e bloqueios adversários e impor o seu ritmo ao longo das partidas. O problema é o mesmo de sempre. Até agora o time ainda não enfrentou as melhores do mundo e no confronto mais complicado, perdeu para as chinesas. Resta esperar para ver como vai ser…

*Foto: bloqueio brasileiro pára venezuelano Harry*

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terça-feira, 17 de junho de 2008 Sem categoria | 10:57

Seleção faz 50% da lição contra a Sérvia na Liga Mundial

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O Brasil começou no final de semana a caminhada rumo ao oitavo título da Liga Mundial. Porém, ainda precisa melhorar para chegar mais uma vez ao topo do mundo. Apesar das duas vitórias por 3 sets a 2 sobre a Sérvia nos primeiros jogos da competição, o time de Bernardinho cometeu muitos erros, deixou o adversário crescer e viu Bruninho ter falhas infantis no levantamento.

Esses erros são até esperados no começo da temporada. Como disse André Heller antes da estréia, o time está com 50% de sua capacidade e isso é normal nessa fase. Com o passar dos jogos, a seleção vai crescendo e chegará 100% à Olimpíada de Pequim. É isso que os jogadores e todos nós esperamos.

E 50% foi o que o time nacional fez no final de semana em São Paulo. A Sérvia também não entrou com força total e poupou suas estrelas: Miljkovic, atacante, e Nicola Grbic, levantador. Em quadra, erros de saque e um jogo apático, principalmente no começo da segunda partida, no domingo. Era visível que as equipes ainda estavam se poupando e fazendo testes para o restante da competição.

O nome das partidas para o Brasil foi Gustavo. O central herdou a braçadeira de capitão de Giba, que está machucado, e assumiu a responsabilidade em quadra e foi titular nos dois jogos. Com um ótimo saque, quebrou a recepção da Sérvia. Só sofreu na partida de domingo, com os levantamentos de Bruninho.

Os dois não acertaram o tempo de bola e o Brasil usou poucas vezes a bola no meio. Falha do levantador reserva do time, que já deveria conhecer a altura correta para soltar a bola para Gustavo. E foram com esses erros que a seleção deixou a Sérvia crescer no terceiro set e abrir vantagem no jogo. Por sorte, as coisas se arrumaram no tié-break e, com bolas nas pontas e o saque do capitão, o Brasil fechou.

Do lado adversários, destaques para o canhoto Starovic e o central Geric, que havia sido poupado no confronto do sábado. Enquanto Starovic passou com uma certa facilidade pelo bloqueio nacional, Geric brincou no saque e comandou todas as viradas do time na partida. Vale ficar de olho neles nas finais da Liga Mundial e na Olimpíada. Além disso, engana-se quem pensa que a Sérvia já mostrou tudo o que sabe. Eles esconderam o jogo nesse começo de Liga Mundial e, com o time completo, darão trabalho.

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quinta-feira, 12 de junho de 2008 Sem categoria | 12:41

Machucado de um lado, machucado do outro

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Esta quinta-feira não é bom dia para as seleções brasileira de vôlei. Nos Estados Unidos, as mulheres fazem uma série de amistosos contra as norte-americanas e logo no primeiro jogo, já ganhou uma baixa. A levantadora Fofão deixou a quadra após uma pancada no joelho. Entre os homens, o susto foi com Giba. O ponta pisou na bola após um ataque que voltou no bloqueio e torceu o tornozelo. Está na hora de se benzer!

Após os primeiros exames, as duas lesões não parecem ser tão graves. Porém, caso algum deles fique de fora do time brasileiro, a baixa maior será na seleção feminina. O Brasil sofre muito com a falta de levantadoras que realmente chamem a responsabilidade. Fofão leva a vantagem da experiência de seus 38 anos, mas ainda é um pouco apática em quadra. Já Carol Albuquerque, sua reversa, já entrou em algumas partidas, mas não fez a diferença no time.

Quanto ao time masculino, um pouco mais de tranqüilidade. Giba é uma das estrelas da equipe e, com a lesão, deve desfalcar o time de Bernardinho na estréia do Brasil na Liga Mundial, neste sábado contra a Sérvia. Entretanto, o técnico já havia dito que iria aproveitar a primeira fase do torneio para testar a equipe e fazer um rodízio de jogadores. Agora o rodízio será forçado.

Sem Giba, Murilo e Samuel brigam pelo lugar na ponta e isso não é problema para o time. Os dois já estão acostumados com a seleção e sabem o peso da camisa do Brasil, ainda mais na estréia de uma competição em casa. Mesmo com esse “conforto” vindo do banco de reservas, é melhor se cuidar. Afinal, perder alguém do time, seja feminino ou masculino, às vésperas da Olimpíada não é bom.

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quarta-feira, 11 de junho de 2008 Sem categoria | 09:58

Brasil cai em "grupo da morte" em Pequim. Bom ou ruim?

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Saiu nesta madrugada os grupos do torneio de vôlei para a Olimpíada de Pequim. Após o sorteio, tanto a seleção feminina quanto a masculina ficaram na chave B. E tanto uma equipe quanto a outra já vai encarar as pedreiras da competição logo de cara.

Ao lado do time de Zé Roberto estão as frágeis Argélia e Cazaquistão e as fortes Itália, Rússia e Sérvia. Pela seleção Azzurra, o poder de ataque da cubana Agüero, que o Brasil ainda sofre para marcar. Já nas equipes da Rússia e da Sérvia, as gigantes no bloqueio e no ataque de meio sempre atrapalham o lado verde e amarelo.

Mas enfrentar rivais de peso logo na primeira fase pode ser bom para a seleção feminina. Nos torneios mais recentes que disputou, as brasileiras foram bem no começo e caíram o rendimento na etapa seguinte, como no Grand Prix do ano passado. Uma das explicações para essa mudança foi enfrentar adversárias simples nos primeiros jogos. Isso deu uma falsa impressão de que a equipe estava muito bem, só que, quando elas encararam as seleções mais fortes, perderam. Elas não estavam preparadas para “o pior”.

Na Olimpíada, “o pior” virá no começo do torneio. A partida contra a Rússia será o segundo confronto do Brasil na competição. Vai ser preciso manter a concentração total desde o início da Olimpíada e agora sim será possível saber se o time está mesmo rendendo o esperado.

Além disso, o Brasil vai jogar contra as mais fortes no momento em que pode perder. Na primeira fase são seis equipes por grupo e quatro seguem para as quartas-de-final. Ou seja, se existe alguma hora para um deslize em Pequim é esta fase. Todos jogam contra todos e, pela lógica, Argélia e Cazaquistão devem ficar de fora do mata-mata.

No outro grupo do torneio feminino de vôlei estão Japão, Venezuela, Polônia, Cuba, China e Estados Unidos. Por lá, as japonesas e venezuelanas são as mais fracas.

Homens também sofrem na primeira fase

A seleção masculina, que briga pelo terceiro ouro olímpico, está em situação parecida com a feminina nos Jogos de Pequim. O time de Bernardinho estréia contra o Egito e depois encara Sérvia, Rússia e Polônia e só tem um respiro na última rodada, contra a Alemanha.

A vantagem dos homens é a regularidade. Ao contrário das mulheres do Brasil, eles sabem manter o alto nível ao longo da competição e, portanto, pegar “os piores” no começo não será problema. Além disso, o confronto na primeira fase livra o Brasil de repetir esses adversários logo no começo da etapa decisiva, que as seleções de um grupo enfrentam as classificadas da outra chave. E no outro grupo estão Estados Unidos, China, Itália, Bulgária, Venezuela e Japão.

O torneio de vôlei em Pequim começa no dia 9 de agosto, com Brasil x Argélia no feminino.

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domingo, 1 de junho de 2008 Sem categoria | 17:02

Estamos indo de volta para casa

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Pode ser a saudade, o dinheiro, a família, não se sabe ao certo. Mas o que marca o mercado do vôlei nesta temporada é a volta de jogadores que estavam no exterior. O público brasileiro agradece porque, com esses reforços, a Superliga ficará mais disputada em 2009.

No feminino, quem investiu pesado e se deu bem com o retorno das atletas foi o time de São Caetano. Na próxima temporada a equipe terá a ponta Mari, a oposto Sheilla e ainda pode contar com a levantadora Fofão. Sem dúvida o melhor de tudo dessas contratações é que finalmente um clube vai bater de frente com Rexona e Finasa. Pelo menos terão jogadoras de peso para isso.

Entre os homens, Gustavo e Giba ficaram apenas na ameaça e o dinheiro falou mais alto. Mesmo com saudade de casa e cansados do exterior, Unisul e Cimed não conseguiram chegar ao valor esperado pelo meia e pelo ponteiro da seleção brasileira. Gustavo ainda tentou se livrar da multa rescisória com o italiano Treviso, mas não conseguiu. Aí ainda está a diferença entre os clubes nacionais masculinos e os europeus: o salário. Por mais que tentem, os times daqui não têm verba para bancar esses craques.

Quem volta é porque realmente não agüenta mais a vida lá fora. Foi o caso de Anderson, que estava na Itália e veio para a Ulbra no ano passado. O líbero Serginho pode seguir o mesmo caminho do companheiro de seleção. Ele já disse que não quer mais ficar na Itália, onde defende o Piacenza, e estuda propostas do Brasil.

Enquanto isso, os selecionáveis que já garantiram presença por aqui foram o levantador Marcelinho, no Unisul, e o atacante Samuel, na Ulbra. Diferente da Superliga feminina, a chegada desses nomes não deve mudar a hegemonia no vôlei masculino. Há anos os times do sul brigam com Cimed e Telemig pelas primeiras posições. E sempre tem o Banespa correndo por fora. Bom, melhor mesmo para o público, que não vai precisar mais esperar pelos jogos da Liga Mundial ou de algum outro campeonato da seleção para ver os seus ídolos de perto. Fãs já podem preparar o caderninho e as câmeras

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