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Arquivo de abril, 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008 Sem categoria | 15:02

Erros e acertos na convocação de Zé Roberto para a seleção

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O técnico José Roberto Guimarães convocou no final de semana 14 atletas que participarão da preparação para Olimpíada de Pequim. Entre as selecionadas, bons acertos e alguns erros do comandando. E você, o que achou da convocação?

Zé Roberto manteve a palavra e chamou quem está bem e é titular em seus times. Com isso, Fernanda Venturini ficou de fora. Ela não joga desde o ano passado, após uma passagem pelo Murcia, da Espanha, e havia pedido uma chance no time para Pequim.

Assim fica simples, não é? Ficar fora das quadras e voltar apenas para a Olimpíada, competição considerada por muitos a mais importante do esporte. Mas, como disse Zé Roberto, jogadora não tem que escolher competição e sim, estar disposta a defender as cores do Brasil. Pontos para o treinador ao deixar Venturini de fora.

Zé Roberto poderia, entretanto, ter apostado em outras levantadoras para ser a reserva da Fofão. Dani Lins e Camilla Adão, do Rexona, foram muito bem na Superliga. E a convocada Carol Albuquerque já esteve na seleção brasileira algumas vezes e mostrou pouco poder decisão ao lado do time.

Regiane e Lia também mereciam uma chance na equipe nacional. As duas foram decisivas para Rexona e Brusque na Superliga e sempre mantiveram um bom volume de jogo. Mas Zé Roberto preferiu montar o ataque com Paula Pequeno, Valeskinha, Sassá e Jaqueline. A única novidade é Valeskinha, que tem a seu favor a versatilidade de jogar bem no meio e na ponta e uma vibração contagiante.

Quem teve uma nova chance também foi a oposto Mari. Diversos internautas já defenderam a atacante em comentários aqui no Mundo do Vôlei e agora ela tem a chance de provar que pode sim defender a seleção. Mari é uma ótima jogadora, mas que peca no lado emocional. Ela se desestabiliza com o erro e isso não pode acontecer com uma jogadora de alto nível. Será que este tempo fora da seleção a ensinou alguma coisa?

Para saber se Zé Roberto e as mulheres do Brasil estão no caminho certo para a medalha olímpica basta esperar para ver o desempenho da seleção no Grand Prix, a partir de 20 de junho, na primeira competição do time verde e amarelo no ano.

Veja a lista completa

Levantadoras: Fofão e Carol Albuquerque
Centrais: Walewska, Thaísa, Carol Gattaz e Fabiana
Pontas: Paula Pequeno, Jaqueline, Valeskinha e Sassá
Opostos: Sheilla, Mari e Joycinha
Líbero: Fabi

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Sem categoria | 10:36

Clássico emocionante e título aos novatos na Superliga

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Cimed, campeão da Superliga masculina/Divulgação

Final de semana de decisão no vôlei brasilieiro com confronto previsível de um lado e grande clássico do outro. Enquanto na Superliga já era mais do que esperado uma final entre Rexona e Finasa, a Superliga masculina reservou muito mais emoção e a partida decisiva seguiu a regra.

Durante toda a competição, cinco brigaram pela ponta. Cimed, Telemig/Minas, Ulbra/Suzano, Tigre/Unisul e São Bernardo dominaram a ponta da tabela e equilibraram os confrontos das finais dos torneios. O Cimed foi o mais regular em toda a competição. Já o Ulbra cresceu a partir da segunda final. Unisul e São Bernardo sempre correram por fora e Telemig mudou na fase final e virou um monstro em quadra. Quem se deu melhor foi Cimed e Telemig, que chegaram a final deste domingo.

Diferente da competição feminina, na qual já era certo ter uma reprise na final das últimas Superligas entre Rio de Janeiro e Osasco, a repetições dos adversários da final deste ano foi mera coincidência. Cimed e Telemig estavam frente a frente mais uma vez e para o desempate. Em 2006, deu Florianópolis e em 2007, deu Minas.

E o jogo foi um verdadeiro clássico, com equilíbrio do começo ao fim. O Telemig começou com mais volume de jogo e aproveitando muito bem os contra-ataques. Aos poucos, o Cimed entrou no jogo, mas perdeu o primeiro set. Porém, o time de Florianópolis manteve o bom ritmo no set seguinte e se aproveitou dos erros do adversário e empatou a partida. Terceiro set e mais equilíbrio. Mas dessa vez, foi o Telemig quem cresceu em dois erros de ataque do Cimed e fechou.

Parecia que a partida seguiria no toma lá dá cá. Só parecia. O Cimed virou um verdadeiro gigante no bloqueio no quarto set. Nada passava por Éder ou Thiago Alves. Foram sete pontos nesse fundamento contra apenas dois dos mineiros. Mais uma vitória e a partida foi para o tie-break. E na hora da decisão, a equipe de Florianópolis manteve a regularidade e se aproveitou do desequilíbrio emocional do Telemig, que sentiu a derrota na quarta parcial. Resultado: Cimed bicampeão da Superliga masculina.

Novos x veteranos

Lucão e Bruninho merecem os créditos pela conquista desse título. O levantador por ter ousado e jogado na velocidade toda a partida. O meio-de-rede por ter virado praticamente todas as bolas que recebeu, sem querer saber quem estava do outro lado da quadra. Lucão, com 2,09m e apenas 22 anos, esteve presente em todos os momentos em que foi acionado por Bruninho e respondeu muito bem. Tem um grande central vindo por aí.

Do lado do Telemig, a experiência de Nalbert ajudou. Ele entrou e deu uma vibração a mais para os mineiros. Apesar dos 34 anos e de ter sofrido com lesões no ombro e um estiramento na coxa, o atacante fez um bom trabalho de recuperação para estar inteiro para essa final. Nalbert chamou a responsabilidade, atacou e defendeu. Só que no time adversário estavam novatos que não se preocuparam com a idade ou a história no voleibol do veterano. Acostumado com o lugar mais alto do pódio, Nalbert saiu hoje de quadra com o segundo lugar.

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domingo, 20 de abril de 2008 Sem categoria | 13:41

Mais do mesmo na grande final da Superliga feminina

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Rexona, pentacampeão da Superliga feminina/Divulgação/CBV

Rexona/Ades e Finasa/Osasco estavam em mais uma final. Pelo quarto ano consecutivo, o título da Superliga feminina iria para o Rio de Janeiro ou para Osasco. E pela segunda vez na seqüência, quem ficou com o primeiro lugar foi o Rexona/Ades, que venceu o Finasa por 3 sets a 1 no Marancanãzinho.

Na final, prevaleceu a regularidade do time comandando por Bernardinho. Em toda a Superliga, as cariocas mantiveram o mesmo ritmo em quadra, sem altos e baixo. Já a equipe de Luizomar, sofreu com a parte emocional. Ao longo da competição, as meninas de Osasco, em diversas partidas, começaram bem, erraram duas ou três bolas e sumiram em quadra. Quando elas estavam concentradas ao extremo, tinham poder de reação, como contra o Brusqe na última partida da semifinal. Mas, no jogo deste final de semana, o emocional do Osasco vacilou e a regularidade do Rio de Janeiro levou o ouro.

O lado ruim dessa Superliga, como já falei alguma vezes, é o mais do mesmo nas decisões. Sempre Rexona e Finasa estão na briga pelo título. Foi assim em três das quatro finais de torneio e de novo na grande decisão. Isso tira a emoção da disputa. Rexona x Finasa é sempre um jogão, mas cansa ver só os dois nos duelos finais.

E este ano até parecia que o Brusque iria bater de frente com eles, mas ficou só no “parecia”. Mesmo com um time forte com Érika, Lia, Karin Rodrigues, Fabiana Berto, as catarinenses lutaram mas se renderam aos grandes na finais. Fica a expectativa para a edição 2008/2009 da Superliga. Os times têm um ano para montar uma equipe que desbanque Rexona e Finasa.

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quinta-feira, 17 de abril de 2008 Sem categoria | 21:46

Apostar em uma veterana ou dar chance para gente nova?

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Esta é uma dúvida que deve estar pairando na cabeça de José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina. Na semana passada, Fernanda Venturini pediu a vaga de levantadora do Brasil de volta ao técnico. Ele faz mistério e diz que só irá falar as convocadas para os trabalhos deste ano na segunda-feira.

Venturini foi uma excelente levatandora nos times em que jogou e na seleção brasileira e disso ninguém duvida. Ela tem uma história com voleibol. Mas foi ela mesma quem terminou essa história. Com a seleção, após a Olimpíada de Atenas e em clubes, depois de defender o Murcia, na Espanha, no ano passado. Ela achou melhor parar e por isso está parada até hoje.

Se tivesse continuado treinando, Fernanda Venturini teria já a sua vaga na seleção. Porém, ela está longe das quadras há tempos. Será que tem preparo físico para aguentar uma Olimpíada? É justo ela ser convocada só agora enquanto todas as outras jogadoras estão treinando pesado e sofrendo em todas as competições? Não parece.

Além disso, o Brasil tinha problemas com a levantadora e continuou com os problemas sem a levantadora. Em Atenas, foi o fiasco da derrota na semifinal para a Rússia e, em grande parte, culpa de Venturini que insistiu em dar as bolas finais para Mari, que não estava em um bom momento na partida. Cabe ao levantador analisar o emocional de cada atacante na hora de distribuir. Ela falhou nisso e o resultado todo mundo já sabe. Por outro lado, a seleção continua com problemas emocionais e de finalização sem Venturini.

Zé Roberto deveria olhar para as outras atletas nacionais e cumprir o que disse em uma entrevista em fevereiro deste ano. O técnico afirmou que só convocaria quem estivesse em forma, sem “bumbum grande” e que fosse titular absoluta dos seus times. Por que Dani Lins, do Rexona, não é convocadas? Ela jogou poucas vezes com a camisa verde e amarela, mas está muito bem na reta final da Superliga e daria o sangue com o time brasileiro. Pelo menos seria um sangue novo, de alguém que está no ritmo forte dos treinos e decisões. Já Carol Alburque, que vem sendo a reserva de Fofão na seleção, teve a sua chance de mostrar o que sabe e não aproveitou direito, com poucas atuações significativas.

Não dá para ficar recorrendo sempre aos veteranos para superar problemas e buscar títulos. Isso deu certo uma vez com a seleção masculina, na volta de Giovane no Mundial de 2002. Só que insistir nesta fórmula significa travar a renovação natural das equipes. O tempo passa e os mais velhos dão lugar aos mais novos.

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domingo, 13 de abril de 2008 Sem categoria | 16:02

Pois é, Ricardinho, acabou a seleção para você

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O punho ainda dói pela tendinite, mas não podia deixar esta notícia passar em branco. Em entrevista para a revista Época, Bernardinho acabou de uma vez por todas com a novela com Ricardinho. Segundo o treinador, as portas da seleção estão fechadas e o levantador não estará em Pequim.

Já estava na hora dessa história acabar. Desde o corte de Ricardinho na véspera do Pan-americano o que se viu foi um suspense sem fim. Hora o levantador condenava a decisão do técnico e falava que a família construída com a seleção havia acabado. Depois, Bernardinho repetia que só convocaria Ricardinho de novo se ele pedisse desculpas e quisesse voltar ao posto no time brasileiro. Virou um jogo de empurra. No final, Bernardinho cansou de esperar e colocou um ponto final.

O problema maior disso é que, depois de tantos boatos, ninguém sabe ao certo o que causou o corte do melhor levantador do mundo na véspera do Pan quando o Brasil buscava o único título que faltava a esta geração. Aposto na briga na gênios. Bernardinho e Ricardinho são “esquentados” e bateram de frente e quem teve a palavra final foi o chefe.

Para a seleção, a perda não será muito grande. Ricardinho é um excelente levantador e especialista em bolas rápidas, mas Marcelinho e Bruninho estão muito bem na função e preparados para a Olimpíada de Pequim.

Reta final da Superliga sem surpresas

Antes de se preocupar com a seleção, Bernardinho colocou o Rexona em mais uma final da Superliga feminina. O atual bicampeão passou sem problemas pelo Pinheiros na semifinal, o que já era mais do que esperado, já que o time do Rio é melhor que o paulistano.

E o adversário do Rexona da final também não é nenhuma novidade. Em uma Superliga com quatro finais como foi a edição 2007/2008, uma a cada turno, com três decisões entre Rexona e Finasa, a grande final só poderia seguir o mesmo caminho. E, mais uma vez, Rio de Janeiro e Osasco vão brigar pelo título nacional.

O Finasa teve um pouco mais de trabalho para se classificar. As paulistas pegaram as catarinenses do Brusque na semifinal, o único time com qualidade para desbancar Finasa ou Rexona. Com Karin Rodrigues, Érika e Bia, o Brusque levou o segundo jogo da série melhor de três para o tie-break, mas caiu fora de casa.

Já no masculino, o Telemig/Minas é o time da superação. Depois de fazer uma temporada com alguns tropeços, os mineiros não deram chances ao Ulbra e liquidaram a série da semifinal. Na outra chave, o Cimed está tendo trabalho com o Unisul, do técnico Giovane. O outro finalista só sairá na última partida. Apostas?

Foto: Divulgação. Ricardinho na Liga Mundial, sua última competição com a seleção

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