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Arquivo de fevereiro, 2008

domingo, 24 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 16:32

Com "olhos de campeão", Finasa finalmente bate o Rexona

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Os adversários da final do terceiro torneio da Superliga feminina deste domingo não foram nenhuma novidade. Mais uma vez estavam em quadra Rexona/Ades, do Rio de Janeiro, e Finasa/Osasco, de São Paulo. A diferença nesta partida foi o time vitorioso. Depois de perder três vezes para as cariocas por 3 sets a 1, as paulistas venceram pelo mesmo placar em um Maracanãzinho lotado, com mais de 10 mil pessoas. Por que esta mudança? Para o técnico vencedor, porque o time mudou a sua postura e teve “olhos de campeão”.

Esse olhar, como definiu Luizomar de Moura em entrevista após o jogo, pôde ser visto no começo da partida, no final do segundo set e nos pontos finais da quarta parcial. O Finasa/Osasco começou o jogo com determinação e bons ataques de Natália. Do outro lado, o Rexona/Ades sentiu a pressão e errou mais, colaborando com a vitória de Osasco por 25 a 19. A mesma determinação reapareceu nos instantes finais do segundo set. O time de Bernardinho havia dominado toda a parcial, mas não teve a calma necessária para fechar. Do outro lado da rede, as meninas de Luizomar colocaram a cabeça no lugar e venceram mais um set, agora por 28 a 26.

Na etapa seguinte, os “olhos de campeões” sumiram e a equipe do Rio de Janeiro deu um passeio em casa. Melhor em todos os fundamentos e se aproveitando da famosa síndrome do terceiro set, quando um time sobe no salto após vencer duas parciais, as cariocas erraram menos e respiraram no jogo ao liquidar o set em 25 a 14.

O quarto set, o único equilibrado do começo ao fim como é este clássico do vôlei feminino, foi marcado mais uma vez pela atitude superior do Finasa/Osasco. Nos últimos pontos, as paulistas armaram uma parede na saída de rede com Adenísia e Natália ou Natália e Danielle Scott. Depois de estarem perdendo por 23 a 20 e 24 a 21, a carioca Michelle colocou a bola na rede e deu a vitória ao Finasa/Osasco, por 26 a 24.

Luizomar estava certo quando disse que o que havia mudado em sua equipe, que já havia perdido três vezes para o Rexona, era o olhar em quadra. Neste domingo, todas estavam vibrantes e nada as abalou. Nas outras partidas, uma defesa errada, um cartão amarelo ou um set perdido era motivo para entregar a toalha. Agora a história foi diferente. As paulistas foram guereiras em quadra.

Com a vitória, o time de Osasco segue líder da competição, com um ponto a mais que o Rexona/Ades. Porém, isto não dá conforto e tranqüilidade à equipe de Paula Pequeno, Natália, Elisângela, Adenísia e companhia. Em uma partida elas levaram a melhor, mas isso não é garantia de que os problemas emocionais, responsáveis pelas outras derrotas, foram deixados para trás.

Nesta Superliga uma coisa parece certa: a grande final deve mesmo ser entre Rexona/Ades e Finasa/Osasco, que são as melhores e mais regulares equipes do momento. Só não se sabe se o jogo será transmitido na TV aberta, como anunciado toda a semana, ou se serão apenas alguns flashes, como a final do terceiro torneio. Sobre o dono do lugar mais alto do pódio, ainda é cedo para saber se o “olhar de campeão” do Finasa se mantém até a decisão ou se a regularidade do Rexona volta a reinar…

Fotos: Danielle Scott vibra com a vitória/Divulgação
Bernardinho grita do banco de reservas/Divulgação*

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 22:46

Zé Roberto cobra postura e veta "bumbum grande" na seleção

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Quem está acostumado a ver o técnico José Roberto Guimarães calmo fora das quadras pode ter achado diferente a entrevista dele para a edição desta quarta do Jornal do Brasil. Ele adotou uma postura enérgica quanto a boa forma das atletas, garantiu que poucas têm lugar assegurado no time. Este é o técnico que a seleção feminina precisa para voltar ao pódio olímpico.

Depois de resultados ruins como o fracasso no Grand Prix do ano passado, o quarto lugar em Atenas, o vice no Mundial, o vice na Copa do Mundo, Zé Roberto virou comandante de verdade da seleção brasileira de vôlei. Nada de apenas elogiar os adversários. Perto dos Jogos de Pequim é a hora de montar um time com jogadoras com cabeça no lugar e em forma.

Segundo ele, quem não estiver “sarada” não terá vaga na equipe. “Fisicamente todas precisam estar 100%. Não quero nenhuma menina de bumbum grande na seleção. Quem tiver bumbum grande estará fora da lista. Serão apenas três meses de treinamento e todas precisam voar no aspecto físico”, disse o treinador ao JB.

Além disso, Zé Roberto só vai convocar quem for titular absoluta em suas equipes. Radical demais? Não, apenas coerente com a sua posição. Ele sabe que o Brasil não está em seu melhor momento no vôlei feminino, que sempre vai bem na fase classificatória e cai nas finais. A primeira coisa que ele deve exigir são atletas de alto nível em seu time. Quem quiser o seu lugar, é melhor batalhar e fechar a boca.

Zé Roberto também falou na entrevista que é preciso estar na seleção e se comportar como jogadora de seleção. E foi isso que tirou a Mari do time brasileiro. Ela não soube lidar com a pressão na semifinal em Atenas e ainda sofreu com a torcida exigindo bom rendimento no Pan-americano. Também fez corpo mole para a rotina de treinos e concentração. O melhor para o Brasil é que Zé selecione para Pequim quem não tem medo de treinar pesado e tem maturidade para vestir as cores do Brasil contra as melhores do mundo. Até agora, só Fofão, Jaqueline, Paula Pequeno e Walewska têm tais características e devem ir para a Olimpíada.

E a atacante Jaqueline é o melhor exemplo para o time. Após cumprir suspensão por doping, ela voltou à equipe, sabe atuar como ponta ou oposto e não desanimou em menhum momento. Jaque foi muito importante na prata do Brasil na Copa e é disso que a seleção precisa: jogadoras versáteis e também capazes de superarem os problemas e voltarem por cima.

A única coisa que a equipe nacional não pode fazer é se contentar em ficar fora das semifinais. Segundo Zé Roberto, isso não seria uma tragédia pelo alto nível das outras equipes. Para ele, Itália é a favorita, mas China, Cuba, Estados Unidos, Rússia, Sérvia e Polônia tem chances de trazer o ouro. O Brasil está também na briga. Mas entrar com o pensamento de que será difícil não ajuda em nada. Se ficar fora da briga por medalhas será feio sim para o Brasil, que tem voleibol, mas perde no psicológico para os outros. E o que esperar de uma Olimpíada senão dificuldade?

E você, leitor, o que acha da postura do Zé Roberto e do veto aos “bumbuns grandes”?

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