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Arquivo de dezembro, 2007

domingo, 30 de dezembro de 2007 Sem categoria | 14:52

Osasco vence, mas Brusque mostra que é time grande

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A Superliga feminina tem o seu primeiro campeão. E quem venceu o primeiro turno da competição e garantiu dois pontos extras na classificação foi o Finasa/Osasco, que já está mais que acostumado a decisões. As atuais vice-campeãs foram até Brusque, em Santa Catarina, e venceram as donas da casa por 3 sets a 2 (25/21, 25/23, 21/25, 19/25 e 15/10).

As anfitriãs dessa final estão na briga na Superliga pela primeira vez e já mostraram maturidade e personalidade. Com a experiência de veteranas como Érika, Karin Rodrigues e Fabiana Berto, a equipe catarinense veio para buscar os primeiros lugares na competição. Rexona/Ades, de Bernardinho, Fabi, Fabiana, Sassá e companhia que o diga. As cariocas foram derrotadas pelo Brusque e ficaram fora da final.

O jogo deste sábado foi equilibrado do começo ao fim. Nos primeiros sets, o Finasa/Osasco se aproveitou dos erros das donas da casa e venceu. Na seqüência, a torcida acordou e o passe do Brusque foi para a mão da levantadora Fabiana Berto. Apareceu também a estrela da oposto Lia. Virando todas as bolas, ela ajudou o seu time a empatar o jogo.

Mas no tie-break, a experiência em decisões falou mais alto. Lia sentiu a pressão e viu o bloqueio do Finasa, liderado por Paula Pequeno, crescer na sua frente. No final, deu Finasa/Osasco.

Apesar da derrota, o resultado é bom para o time de Brusque. E também para quem gosta de vôlei. Afinal, depois de tempos de equipes apenas tentando, uma conseguiu fehcar ao patamar de Finasa/Osasco e Rexona/Ades e abalar a hegemonia deles no vôlei nacional

*Foto: Paula Pequeno faz festa em Santa Catarina/Divulgação*

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terça-feira, 25 de dezembro de 2007 Sem categoria | 18:23

Retrospectiva 2007

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Conquistas, decepções, brigas… O ano de 2007 no vôlei de quadra nacional teve todos estes ingredientes. Começou com dois tetracampeonatos e terminou com as seleções feminina e masculina classificadas para a Olimpíada de Pequim. Entretanto, no meio do caminho aconteceram alguns tropeços. As mulheres de Zé Roberto pararam mais uma vez em momentos importantes das competições e o melhor levantador do mundo perdeu a braçadeira de capitão e foi cortado do time de Bernardinho. Relembre isso e muito mais na retrospectiva 2007 do Mundo do Vôlei. E para você, o que ficou marcado de 2007?

Superliga feminina – Rexona/Ades é o primeiro tetracampeão brasileiro

O primeiro grande momento do vôlei de quadra do ano de 2007 foi protagonizado por dois velhos conhecidos. Na final da Superliga feminina estavam, pela terceira vez consecutiva, Rexona/Ades e Finasa/Osasco frente a frente, cheios de destaque da seleção brasileira. Do lado do Finasa, a central Carol Gattaz e a ponta Paula Pequeno. Já no Rexona estavam a líbero Fabi, a meio-de-rede Fabiana, a ponta Sassá e a oposto Renatinha. Como o histórico deste duelo manda, a final foi equilibrada até o último minuto. Depois de cinco jogos e cinco sets, o time do Rio de Janeiro levou a melhor e se tornou o primeiro tetracampeão brasileiro na história do vôlei.

Superliga masculina – Minas vence o duelo dos melhores sacadores

A Superliga masculina deste ano foi marcada por pancadas no saque. E Telemig/Minas e Cimed, as equipes que melhor desempenharam o fundamento, foram para a decisão. Na melhor de cinco partidas, o Telemig/Minas venceu os dois primeiros jogos por 3 a 0. O Cimed deu o troco e venceu o confronto seguinte também por 3 a 0. Mas, com 13 pontos de saque e um Jardel mais do que inspirado na função, o Telemig contou com o apoio da torcida e faturou o título no quarto jogo, em mais um 3 a 0. Assim como as meninas do Rexona/Ades, os mineiros levantaram a taça da Superliga pela quarta vez.

Liga Mundial – Hepta na bagagem e o começo de uma crise

Com uma campanha igual à edição de 2006, com apenas uma derrota para a Bulgária no início da fase final, o Brasil conquistou a Liga Mundial pela sétima vez. A final foi contra os gigantes da Rússia, que não resistiram às jogadas de velocidade de Ricardinho. E o levantador também foi eleito o melhor jogador mundo pela Federação Internacional de Vôlei. Mal sabia ele que o seu futuro na seleção brasileira estava perto de uma “geladeira”…

Cortado! – Ricardinho está fora da seleção brasileira

…um mês depois ele foi cortado por Bernardinho, que alegou problemas de convivência com o atleta. Segundo o técnico, Ricardinho estava atrapalhando a equipe. Especulou-se que um dos motivos do corte teria sido o prêmio individual da Liga Mundial, porque o levantador teria se negado a dividi-lo com a comissão técnica. Jogadores e comissão já desmentiram. O que se sabe ao certo é que os gênios de Ricardinho e de Bernardinho não bateram e que o levantador está até agora na “geladeira” na seleção. No final do ano, a esposa do jogador afirmou que ele não atuaria mais pelo o Brasil e em seguida, voltou atrás. Dias depois, Ricardinho rompeu o silêncio e afirmou que não teria o que falar sobre o corte. Segundo Bernardinho, que chegou a colocar o levantador na lista de pré-convocados da Copa do Mundo, o jogador pode voltar ao time, mas antes precisa mostrar vontade de vestir a camisa verde e amarela novamente. Até agora, nada.

Pan-americano – Síndrome de decisão paira sobre a seleção feminina

Entra ano e sai ano, a seleção feminina de vôlei continua sofrendo do mesmo mal: decisão. No Pan-americano, a equipe de Zé Roberto venceu todas as partidas até cruzar com Cuba na final. O time lutou como pôde, mas não resistiu a um dia de defesa inspirada das arqui-rivais. Na decisão do ouro, o Maracanãzinho lotado silenciou por alguns instantes enquanto o juiz marcava o último ponto para Cuba, em uma bola muito perto da linha da quadra nacional. Era a prata para as brasileiras e o ouro para as cubanas.

Pan-Americano – Finalmente sai o grito de campeão

Logo após a derrota da seleção feminina, foi a vez da equipe masculina entrar em quadra. E a missão era esquecer a derrota e o bronze no Pan de Santo Domingo, em 2003. Depois de um começo incerto e abalado com o corte de Ricardinho, a seleção se encontrou. Marcelinho passou a atuar melhor com os centrais e a equipe embalou. Na final, o bloqueio estava perfeito e não deu espaço aos Estados Unidos. No placar, 3 sets a 0 para o Brasil e o ouro pan-americano após 24 anos de espera. No pódio, os jogadores levaram uma bandeira com a assinatura de todos e um pedido para que Ricardinho voltasse à seleção. Até agora, o pedido não foi atendido e nem caminha para isso…

Copa América e Sul-americano – Sossego para a seleção masculina

Com o ouro no peito, os veteranos da equipe de Bernardinho ganharam uma folga. Na Copa América, quem atuou foi a seleção de novos. Com Murilo, Bruninho, Samuel, Éder, Roberto Minuzzi e outros aspirantes a titulares, o time conquistou a medalha de prata após dar trabalho aos veteranos Ball, Stanley, Prediz, Salmon, Hoff e Millar. Foram precisos cinco sets equilibrados para prevalecer a experiência norte-americana. Porém, o Brasil não demorou a voltar ao lugar mais alto do pódio. No Sul-americano, em setembro, com a equipe completa e Marcelinho como levantador titular, a seleção atropelou Uruguai, Colômbia, Venezuela, Chile e Argentina sem perder nenhum set. O campeonato foi apenas mais um treino para a Copa do Mundo, a prova de fogo para os comandados por Bernardinho.

Grand Prix – Brasil decepciona no que seria a sua melhor competição

O sonho era de voltar para casa com o heptacampeonato. Porém, a realidade brasileira ficou longe disso no Grand Prix. Com apenas uma vitória em cinco jogos na fase final, o time nacional amargou a quinta colocação. A seleção deixou se abalar com a derrota para a Rússia, logo na segunda partida da fase decisiva, e passou a errar muito nos outros jogos. Assim como em Atenas, no Mundial de 2006 e até no Pan-Americano, pesou o lado psicológico e, apesar de ter um bom time, o Brasil não conseguiu mostrar todo o seu voleibol em quadra. Festa da Holanda, campeão do torneio pela primeira vez.

Medalha de ouro – Seleção só lideraram o pódio duas vezes em 2007

Em um ano de decepção, a seleção feminina connseguiu apenas dois ouros. O primeiro foi em junho, na Copa Pan-Americana, com a seleção juvenil. O time verde e amarela voltou ao topo no Sul-Americano, em setembro. Contra adversárias tecnicamente mais fracas com Peru, Colômbia, Venezuela, Argentina e Uruguai, o Brasil não perdeu nenhum set e ficou com a medalha de ouro e uma vaga para a Copa do Mundo do Japão, que aconteceu em novembro.

Mudanças – Anderson volta e brasileiros podem perder espaço lá fora

Depois de passar seis temporadas no exterior, o oposto Anderson voltou para o País. Com vontade de ficar perto da família e desgastado da Itália e do ar de superioridade dos italianos, ele fechou para o Ulbra. No mesmo mês, a Federação Internacional de vôlei teve uma idéia que deixou brasileiros que jogam lá fora preocupados. A FIVB quer reduzir para dois o número de atletas estrangeiros em quadra ao mesmo tempo. Times como o italiano Modena, que tem cinco brasileiros, teriam problemas. A decisão sobre implementação ou não da regra deve sair em 2008.

Copa do Mundo feminina – Uma prata com gosto amargo

A última competição do ano para a seleção feminina teve uma história velha conhecida. Com a pressão de conseguir um lugar no pódio e garantir a vaga para a Olimpíada de Pequim, o Brasil parou. Depois de vencer Cuba na revanche da Copa do Mundo, a equipe errou muito em todos os fundamentos e perdeu para Estados Unidos e Itália. Como na rodada final as norte-americanas foram derrotadas pelas italianas, campeãs, o Brasil subiu na classificação e ainda saiu da Copa do Mundo com a prata e o lugar em Pequim. A melhor notícia do torneio foi a volta de Jaqueline. Ela cumpriu suspensão por doping por três meses e não foi ao Pan-americano, mas voltou à equipe e desequilibrou. O seu reforço no ataque será essencial na Olimpíada.

Copa do Mundo masculina – Com ouro no peito, Marcelinho mostra a que veio

Para fechar as competições de 2007, mais um ouro para a seleção masculina. Com Marcelinho no levantamento, o Brasil teve apenas uma derrota na Copa do Mundo, para os Estados Unidos na estréia. A equipe nacional passou pela Bulgária, conhecida pelo seu ataque muito forte, por 3 sets a 0. Depois, ignorou a altura dos russos e venceu pelo mesmo placar. Foi a prova que todos estavam esperando. Mesmo com Marcelinho, que é um levantador mais regular e um pouco menos veloz que Ricardinho, o Brasil é o melhor time da atualidade. Mérito do levantador, que encontrou o tempo de bola dos centrais, e também dos atacantes, que seguem virando qualquer bola.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 Sem categoria | 10:19

Ricardinho fala e segue a sua novela sem fim

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Depois de meses como espectador de sua novela, Ricardinho resolveu falar. Na coluna da Cida Santos da Folha de S. Paulo, o levantador garantiu que não irá para a seleção italiana, que tem orgulho de defender o Brasil e que nunca quis trair o seu País.

Ele também falou que está revoltado com os boatos de que poderia vestir as cores da Azurra. Mas vale lembrar que tudo começou com uma entrevista de sua esposa dizendo que o Ricardinho não jogaria mais pela seleção do Brasil. Ela voltou atrás depois e disse que foi mal-interpretada. Porém, já havia dado tempo para as especulações começarem.

No momento, duas atitudes deveriam ser tomadas. Primeiro, Ricardinho e Bernardinho poderiam de uma vez por todas deixar o orgulho de lado e chegarem a um acordo. De que adianta um falar que as portas estão abertas na seleção e que espera apenas um sinal de vontade de voltar e o outro afirmar que vai se manter calado?

E isso não precisa ser em rede nacional. Ricardinho, que afirma ter orgulho da camisa verde e amarela, poderia conversa com o técnico para entender melhor o seu corte e avaliar se deve ou não lutar pela posição na seleção. Afinal, demonstrar revolta e continuar sem dizer nada não vai ajudar muito.

A outra atitude é deixar a briga deles de lado e pensar no que está acontecendo com o vôlei no momento. Enquanto essa novela se arrasta, Marcelinho se dá bem no posto de titular e Bruninho, com as boas atuações pelo Cimed no começo da Superliga 2007/2008, mostra que tem cacife para ser o levantador do Brasil em breve. A seleção está bem servida e não precisa de todas essas confusões.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007 Sem categoria | 10:20

Novo capítulo da novela Ricardinho: ele não deixa a seleção

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A história e os desentendimentos em relação a Ricardinho e a seleção brasileira estão longe de acabar. Depois de diversas trocas de farpas, Bernardinho de um lado querendo desculpas e o levantador do outro afirmando que a família do time verde e amarelo é uma farsa, a novela volta ou não volta para a seleção ganhou mais um personagem: Fabiane, a esposa de Ricardinho.

Nesta terça ela disse que o marido não iria jogar mais pela seleção brasileira. Já nesta quarta, afirmou que foi mal-interpretada e que Ricardinho apenas não sabe o que fazer em relação à equipe verde e amarela.

O único fato concreto em tudo isso é que Ricardinho está sim tirando a cidadania italiana, mas para garantir o seu lugar no clube italiano Modena, uma vez que a Federação Internacional quer limitar o número de estrangeiros por time.

No meio de toda essa novela, quem deve estar irritado é o torcedor brasileiro. Uma hora o levantador volta, pouco depois ele perde de novo o lugar porque não pediu desculpas ao técnico Bernardinho e aos companheiros da seleção.

E agora? Qual será o próximo capítulo? Ricardinho “italiano” vai defender a Azurra ou finalmente voltar a falar com Bernardinho? Ninguém sabe… A única certeza nisso é que Marcelinho está aproveitando o seu momento para se firmar no time verde e amarelo.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007 Sem categoria | 11:24

Ricardinho desiste do Brasil e faz italianos sonharem

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Era tudo o que a seleção italiana queria. Depois de viver o auge nos anos 90, com oito títulos da Liga Mundial e o tri no Mundial, a Itália está em decadência. Desde 2000, ano em que conquistou a última Liga, não vence uma competição importante no cenário mundial. Agora, os italianos podem ganhar um reforço de peso em sua seleção.

Ricardinho, após ser cortado da seleção brasileira pouco antes do Pan-americano do Rio de Janeiro, não deve mais vestir a camisa verde e amarela. Quem garante é a esposa do jogador em entrevista ao jornal Zero Hora desta terça-feira. Agora, camisa amarela só a do Modena, seu atual time na Itália.

O levantador está tão à vontade por lá que pensa até em tirar cidadania italiana. Com isso, ele poderia defender a Azurra daqui a dois anos, prazo mínimo estipulado pela Federação Internacional de vôlei para um jogador estrangeiro com dupla cidadania defender outro país.

A decisão de abandonar de uma vez o time de Bernardinho tira o jogador da Olimpíada de Pequim e possivelmente também dos Jogos de Londres, em 2012. Mesmo que jogasse pela Itália, Ricardinho já teria 37 anos e estaria à beira da aposentadoria. Será que ele tem pique para tanto tempo em quadra?

O Brasil já mostrou que pode sobreviver sem as jogadas rápidas de Ricardinho e a Itália poderia sonhar em voltar a ser aquele time campeão com um levantador como ele. Quem sai ganhando e quem sai perdendo nessa história? Os torcedores brasileiros, que não verão mais Ricardinho com a nossa amarelinha vão sofrer, mas os fãs europeus vão dar pulos de alegria.

*Foto: Ricardinho no Modena em jogo do Campeonato Italiano/Divulgação/Legga Voley*

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 Sem categoria | 16:36

Bernardinho abre portas, mas Ricardinho tem lugar no Brasil?

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A seleção brasileira masculina de vôlei está classificada para Pequim e parece ter reconquistado o grupo ideal para brigar por mais um ouro. Com Marcelinho, o Brasil levou o bi na Copa do Mundo e arrasou pedreiras como Rússia e Bulgária. Bernardinho diz que grupo ainda não está fechado e que até Ricardinho pode voltar. Será que ainda tem espaço?

Em entrevista ao canal Sportv, o técnico da seleção esclareceu as polêmicas criadas após o corte de Ricardinho do time. “A tese de autoritarismo é fácil de derrubar porque nenhum líder autoritário dura muito tempo. Já se tivesse agido por nepostismo, teria cortado Marcelinho, que ninguém naquele momento faria grande celeuma. E sobre prêmios, nada a dizer. Os prêmios individuais são sempre divididos entre os jogadores e no caso dos coletivos, todas as peças são contempladas”, explicou o técnico.

Bernardinho ainda afirmou na Rede Globo que espera que Ricardinho demonstre vontade de voltar a vestir a camisa da seleção. “Ricardo faz parte e sempre fará parte da família, mas até hoje ele não mostrou que quer voltar nem para mim e nem para os companheiros”, afirmou. “Não espero nada publico. Espero uma resposta deles entre nós”, completou o treinador.

Enquanto isso Marcelinho, novo levantador titular do Brasil, segurou a responsabilidade. Como ele mesmo disse após a vitória sobre Rússia na última rodada da Copa do Mundo, não tem mais porque duvidar da sua capacidade na equipe.

Após todo o trauma do corte de Ricardinho, a seleção brasileira colocou os ânimos no lugar e voltou a atuar bem. Marcelinho demorou a acertar o tempo de bola dos jogadores e, como o próprio Bernardinho definiu, é mais conservador que Ricardo. Porém com ele, a seleção ganhou mais regularidade.

Ainda durante a entrevista para a Globo, Bernardinho comentou que a base da seleção deve ser mantida para Pequim, mas se alguém se destacar até lá pode ser convocado. Serão 12 vagas e apesar da palavaras do técnico e da vontade de muitos de ver Ricardinho no time mais uma vez, o Brasil de Pequim está pronto e deve ser o mesmo do bi na Copa do Mundo. Pelo menos deu certo até agora…

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 Sem categoria | 13:28

Franco revela as manhas de um campeão nas areias

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O Mundo do Vôlei não costuma falar de vôlei de praia, mas a decisão do circuito brasileiro vale uma matéria especial e exclusiva. Este ano foi a consagração de um veterano das areias. Depois de garantir o título brasileiro em João Pessoa, Franco, junto com Pedro Cunha, superou mais uma vez a dupla Ricardo e Emanuel, foi para a final no Recife e garantiu no domingo mais um primeiro lugar no pódio.

A vitória foi por 2 sets a 1 sobre Juca e Pedro Grael, com parciais de 18/8, 18/20 e 15/11, após 71 minutos de partida. Ricardo e Emanuel completaram o pódio vencendo Adriano e Benjamin (PE/MS) por 2 a 0 (18/11 e 25/23).

Esta etapa serviu apenas para completar a temporada do circuito nacional. A grande final brasileira foi disputada em João Pessoa, em novembro. E lá Franco e Pedro Cunha foram soberanos e os 24 anos de estrada desse cearense fizeram a diferença.

Do outro lado da quadra estavam dois dos melhores jogadores do Brasil e do mundo da atualidade: Ricardo e Emanuel. Os favoritos no confronto contavam com a torcida toda ao seu lado. Depois de dois sets disputados ponto a ponto, a maturidade de Franco, com a ajuda do vigor de Pedro Cunha, deu o título ao veterano, que precisou se superar para entrar na arena.

“Eu estava com febre, que ficava indo e voltando o tempo todo. Fui para jogo à base de remédios. Se eu não fosse maduro o suficiente, não conseguiria jogar naquelas condições e com toda a pressão da final”, conta Franco.

E o tempo de carreira também ensinou o atleta a se poupar em alguns momentos no jogo para suportar todo o tempo, já que no vôlei de praia não existe substituição. “Sei que não vou competir com os caras de 20 anos na parte física, então a gente usa alguns recursos. Pede tempo, tira a areia do corpo para recuperar o fôlego e continuar jogando”, fala. “É aí que eu levo vantagem com a minha experiência”.

Treino adequado é a chave para a longevidade
Além das “manhas”, um jogador veterano precisa tomar alguns cuidados a mais para se manter competitivo no esporte de alto nível e evitar lesões. Segundo Mark Husdon, fisioterapeuta do circuito brasileiro de vôlei de praia, as articulações são a parte do corpo que mais sofrem com o passar do tempo.

“O atleta precisa fazer um trabalho muscular mais forte para segurar os impactos porque o organismo não é mais de uma pessoa de 20 anos e irá sofrer muito mais desgastes”, explica. “Se estiver bem na parte física e muscular, não vai correr risco nenhum no treino com bola e nem na competição, independente da idade”, completa Hudson.

Franco, de acordo com o fisioterapeuta, tem o biotipo ideal para o trabalho de fortalecimento e, por isso, ainda está entre os melhores mesmo aos 41 anos. “Ele ganha massa muito rápido e é um atleta que dificilmente se machuca”, diz Hudson. Prova disso foi o começo da temporada deste ano, quando o parceiro Pedro Cunha, de apenas 24 anos, teve uma lesão no joelho que o afastou das areias por meses.

Em geral, um jogador consegue ficar mais tempo no vôlei de praia de alto nível do que na quadra. Segundo Hudson, isso acontece porque a areia amortece as quedas e exige menos das articulações. “Além disso, o atleta tem menos problemas com lesões, como entorses, porque aprende a trabalhar o seu equilíbrio para se adaptar às diferentes areias onde vai jogar ao longo do ano”, explica o fisioterapeuta.

Franco concorda com Mark Hudson. “Vejo jogadores que vieram da quadra, como Tande e Marcelo Negrão, que sofrem de dores nas costas e no ombro e tem o corpo muito mais velho que o meu, que sou mais velho que eles. Não estou tão ‘estourado'”, conta.

O jogador também tem uma ajuda para manter a forma que vem de casa. “Minha esposa Suelen é médica e faz uma dieta ortomolecular que dá os suplementos que eu preciso, como açúcar e sais minerais”, fala Franco.

Vida longa nas areias
Apesar dos anos de treinos pesados debaixo de sol forte, pressão da torcida, viagens sem a família e de uma nova geração que vem chegando, Franco ainda quer seguir no esporte. Este ano ele levou, pela primeira vez, o título de melhor jogador da temporada do circuito nacional.

“Em mais de 20 anos de carreira, nunca havia sido o melhor da temporada e nem o melhor em nenhum fundamento. Isso é sinal de que estou progredindo”, fala orgulhoso. “Ainda não tenho muita noção de como é isso. Já tem outra geração vindo aí e eu que sou o campeão”, comenta. “Mas, mesmo se não ganhar, posso ajudar o Brasil a ficar no alto nível e ser o melhor País do mundo no vôlei de praia”, completa Franco.

Quem é o Franco?
Nome: Franco José Vieira Neto
Data de Nascimento: 16/11/1966
Local: Fortaleza, Ceará
História no esporte: começou a jogar vôlei por falta de vaga no time de futebol da escola. Aos 17 anos passou a participar de torneios na praia e decidiu seguir na modalidade.
Roberto Lopes: parceiro de 15 anos, com quem ficou conhecido no cenário brasileiro e mundial
Principais títulos: ao lado de Roberto Lopes foi duas vezes campeão do circuito mundial, em 1993 e 1995 e bronze no Pan-Americano de Winnipeg, em 1999. Franco também venceu quatro vezes o circuito nacional, em 1993, 1999, 2004 e 2007.

*Fotos: Franco comemora vitória do Circuito Brasileiro/Divulgação
Franco vai para o pódio/Divulgação
Bruno, de 11 anos, segue os passos do pai/Divulgação*

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 Sem categoria | 14:28

Era Ricardinho fica para trás e Brasil continua sendo Brasil

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Desde o corte de Ricardinho da seleção brasileira antes do Pan-Americano, a pergunta que rondava os bastidores do esporte era como o Brasil vai se apresentar diante de um time grande sem a velocidade de Ricardinho? A resposta veio neste final de semana. Depois de superar a Argentina, arrasar a Rússia e vencer o Japão, o Brasil é bicampeão da Copa do Mundo de vôlei, vai para Pequim e prova que Marcelinho tem cacife para ser o novo levantador titular.

Como o dono da camisa 2 da seleção afirmou após a vitória por 3 sets a 0 sobre a Rússia, agora não tem mais o que ficar questionando sobre a sua capacidade. Demorou para o levantador se adaptar a altura das jogadas de meio com Rodrigão e Gustavo e a bola rápida de fundo com Giba. Mas isso acontece em qualquer equipe. Sintonia no tempo de bola exige tempo.

E o tempo foi mais que suficiente. Na última rodada da Copa do Mundo, Marcelinho variou bem as jogadas contra a Argentina e foi eleito o melhor jogador da partida. No jogo contra a Rússia, conhecida pelo bloqueio gigante, mais uma vez a variação valeu a pena. Marcelinho abusou do meio-fundo com Giba e Dante e a jogada deu certo. Os russos ficaram abalados e não conseguiram bloquear, como estão acostumados a fazer nas bolas nas pontas. Para ajudar, os adversários erraram diversos saques.

O último jogo da Copa do Mundo teve de tudo um pouco. Até escalação errada e placar zerado quando o Japão estava com 7 a 1 no marcador aconteceu. Apesar do excelente saque forçado e dos ataques certeiros asiáticos, o Brasil impôs o seu ritmo e dominou quando o bloqueio conseguiu marcar. Resultado: a vitória, o título e a classificação para a Olimpíada de Pequim.

Apesar da velocidade e da ótima variação de jogadas de Ricardinho, o Brasil sobrevive sem ele no comando do time. Marcelinho, além da velocidade com os centrais ou nas bolas chutadas, tem uma vantagem: a regularidade. Ele mantém a concentração, a cabeça no lugar e não se abala com provocações dos adversários. E ele também sabe defender muito bem.

O título na Copa do Mundo veio para marcar a seleção brasileira. O pódio pode ter colocado um ponto final na Era Ricardinho. Já está provado que o time pode ser campeão sem ele. Será que o levantador ainda volta? E aí, Bernardinho?

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