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Arquivo de agosto, 2007

segunda-feira, 27 de agosto de 2007 Sem categoria | 14:47

Brasil frustra no Grand Pix e mantém síndrome de decisão

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Se para as holandesas, o Grand Prix deste ano ficará guardado na memória, para as brasileiras, é melhor esquecer a fase final. Com apenas uma vitória em cinco jogos, o Brasil terminou o campeonato com uma humilde quinta colocação. E pensar que o sonho era trazer o hepta para casa.

Segundo as jogadoras, faltou confiança ao time. Após vencer a Polônia sem muitas dificuldades na estréia na final, o Brasil caiu diante da Rússia em um jogo marcado pelos erros na arbitragem. Para a equipe nacional, isso mexeu com os ânimos.

Todos saíram reclamando de quadra, principalmente Zé Roberto. Já Carol Albuquerque, que assumiu a posição de levantadora titular nesse Grand Prix durante a folga de Fofão, os erros e a derrota deixaram a seleção cabisbaixa. O abalo foi tanto que depois disso, o Brasil não venceu mais na competição.

Na seqüência, as brasileiras caíram diante da Holanda, Itália e quando tinham ainda uma esperança de ficar com o bronze, perderam para a China por 3 sets a 0 na última rodada. Na partida final, a seleção nacional nem entrou em quadra e perdeu o último set do torneio por 25 a 13.

Quem queria ganhar o heptacampeonato, não podia deixar se abalar dessa maneira. E essa não é a primeira vez que o Brasil pára em uma decisão. Se nas outras edições do Grand Prix o Brasil ficou com o lugar mais alto do pódio, deixou o posto escapar no Pan-Americano, no Mundial de 2006, na Olimpíada de Atenas… Esse é um time que arrasa nas etapas classificatórias, mas trava nas finais.

Depois da quinta colocação, o técnico Zé Roberto já afirmou que a folga de algumas titulares acabou. A levantadora Fofão e a meio-de-rede Walewska se afastaram da seleção após a prata no Pan. Já a líbero Fabi deu lugar à Arlene na fase decisiva na China. Para o Sul-Americano, próxima competição do time nacional, força total. Resta saber se essa força aparecerá dentro de quadra também

Holanda: campeã de primeira viagem

Se as brasileiras voltaram para casa tristes, as holandesas estão pulando de alegria. Sem perder nenhuma partida na fase final, a Holanda ganhou o ouro no Grand Prix pela primeira vez. Esse foi também o primeiro título importante para o país.

“Sinto orgulho desse time e feliz com as lições que aprendi com elas. Elas fizeram coisas que eu não consegui quando era jogador”, comentou o técnico Avital Selinger. “è um grande feito para o voleibol no país”, completou.

Quando a Holanda encaro o Brasil nas finais, Selinger havia ressaltado a superioridade verde e amarela. A vitória foi uma surpresa até para ele. “Eu nunca pensei em ganhar o primeiro lugar, nunca”, disse Selinger, após a conquista do primeiro lugar.

Além do topo do pódio, a Holanda levou um título individual. Para a Federação Internacional, a atacante Manon Flier foi a melhor atleta do Grand Prix. É a laranja mecânica mostrando suas forças no voleibol masculino e escrevendo o seu nome no hall de campeões.

Classificação final do Grand Prix:

Holanda – ouro
China – prata
Itália – bronze
Itália – bronze
Rússia – 4º lugar
Brasil – 5º lugar
Polônia – 6º lugar

*Foto: Chinesas comemoram vitória e segunda colocação/Divulgação/FIVB*

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sexta-feira, 24 de agosto de 2007 Sem categoria | 09:15

Hepta no Grand Prix deve ficar para o ano que vem

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O Brasil jogou praticamente jogou fora a chance de ser campeã pela sétima vez do Grand Prix de vôlei. Nesta madrugada, a seleção comandada por José Roberto Guimarães perdeu mais uma vez, agora para a Holanda, por 3 sets a 2. Com isso são duas derrotas e uma vitória nas finais. Em um campeonato de pontos corridos, isso é morte na certa.

Assim como a partida contra a Rússia, o Brasil caiu no tie-break. Porém, dessa vez não tiveram os erros de arbitragem. Faltou a equipe nacional defender mais e ler os ataques holandeses. Somente no primeiro set as brasileiras conseguiram impor o seu jogo com Paula Pequeno pela entrada de rede, após um começo ruim no saque.

Já a Holanda, superando as expectativas até do técnico, se manteve mais regular e soube liderar o marcador. No segundo e no terceiro set o Brasil não teve chance. Na quarta parcial, as européias só perderam por causa de boas bolas encaixadas de Fabiana e Sheilla no final. E no tie-break, a Holanda abriu 7 a 3 e não teve muito trabalho para fechar a partida.

Na coletiva após a vitória, o treinador holandês Avital Selinger comentou que o resultado foi um grande feito para a sua equipe. “Estávamos muito distantes do Brasil e finalmente conseguimos um triunfo. Será interessante nos ver jogando”, disse. Parece que nem ele acreditava no resultado positivo, já que a Holanda havia perdido duas vezes para o Brasil na fase classificatória por 3 sets a 0.

Do lado brasileiro, o discurso foi “estamos satisfeitos, elas jogaram melhor”. Satisfeitos com certeza jogadoras e comissão técnica não estão. Afinal, o Brasil caiu para as últimas posições com a derrota e vê o título do Grand Prix cada vez mais longe.

Holanda, única invicta das finais, ainda tem a Polônia pela frente na próxima rodada. Porém, esse jogo não deve ser problema para as líderes. Já as russas, que ainda têm chances de chegarem ao pódio após vencer a Polônia e deixar o Brasil para trás na classificação, pegam a China na próxima madrugada. Apesar da tradição, a China não é mais a mesma.

Ou seja, para a última rodada Holanda deve chegar invicta e a Rússia com apenas uma derrota, para a Itália na primeira rodada. Fica com o título quem se der melhor no confronto direto. Se as holandesas surpreenderem as atuais campeãs mundiais, são as campeãs. Se as russas venceram, vai para o lugar mais alto do pódio quem tiver melhor saldo de pontos.

Diante de tudo isso, o que resta do Brasil? Não muita coisa. A seleção só sairia com hepta desse Grand Prix se os líderes perdessem os últimos jogos e ainda vencesse bem os seus confrontos, contra Itália e China, para garantir uma boa média de pontos. Traduzindo, adeus medalha de ouro.

É preciso entender o que acontece com esse time brasileiro. As meninas sabem jogar bem na primeira fase e quase sempre vão invictas para as finais. Só que, na hora da decisão, os erros aparecem. A defesa não se encontra, os ataques não encaixam… Qual a grande diferença em jogar a classificatória e a decisão? É pressão demais? Vestir a camisa verde e amarela já é uma grande pressão, se não tiver preparada para isso, é melhor nem começar…

*Foto: Fabíola tenta dar peixinho para salvar uma bola/Divulgação/FIVB*

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quinta-feira, 23 de agosto de 2007 Sem categoria | 10:09

Rússia, a pedra no sapato do Brasil em decisões

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Já está virando moda. Sempre que o Brasil enfrenta a Rússia em um jogo decisivo, a vitória fica com a equipe européia. Foi assim na semifinal da Olimpíada de Atenas, foi assim na final do Mundial de 2006 e foi assim na segunda partida das finais do Grand Prix, nesta madrugada.

Mais uma vez, a seleção brasileira perdeu a concentração, colocou diversos ataques para fora, não soube defender e foi derrotada pela Rússia por 3 sets a 2, com parciais de 16/25, 25/15, 25/19, 17/25 e 13/15. Ao final da partida, as atletas reconheceram que tiveram uma atuação abaixo do esperado. Em um jogo como esse, que praticamente vale o título da competição, desperdiçar tantos ataques e dar bobeira na defesa não é aceitável.

Jogadoras e Zé Roberto Guimarães reclamaram muito da arbitragem. “Nós não concordamos com os juízes, principalmente no tie-berak. O árbitro errou três vezes e é difícil jogar assim em um set de apenas 15 pontos”, afirmou o técnico brasileiro. Ele ainda comentou que um dos juízes da partida pediu desculpas pelos erros.

E os erros foram: uma bola desviada no bloqueio de Sheilla que foi ponto russo, uma bola de Paula Pequeno que teria batido na antena e um saque da Fabiana anulado porque ela teria excedido o tempo para a execução do serviço.

Com ou sem falhas de arbitragem, a derrota para a Rússia saiu das mãos do Brasil. Se elas tivessem, nos quatro primeiros sets, acertado no ataque e fechado melhor o fundo de quadra, o resultado seria diferente. A má atuação dos juízes foi apenas um agravante para o placar adverso.

Agora, a final do Grand Prix ficou embolada. Brasil e Rússia, favoritas ao título, têm uma derrota na fase decisiva, já que as russas perderam para a Itália na rodada de abertura. Fica com o título do Grand Prix quem vencer mais, pois o campeonato é de pontos corridos. Se der empate, a decisão vai para o ponto average. Ou seja, as duas seleções ainda estão na briga.

Agora, a Rússia enfrenta Polônia, China e Holanda nessa fase final. São adversárias teoricamente mais fracas que as atuais campeãs mundiais, e por isso leva uma vantagem.

Já o Brasil, além de Holanda e China, ainda encara a Itália na final. E as italianas foram as responsáveis pela única derrota da seleção na primeira fase da competição. Para ficar com o primeiro lugar, o time de Zé Roberto precisa vencer todos os jogos e desempatar com as russas, caso elas também vençam todas.

Perder nesta madrugada no que pode se chamar de final antecipada pode não ter feito bem para a auto-estima da seleção. É melhor levantar a cabeça logo para chegar inteira para a partida contra a Holanda, às 2h30 (horário de Brasília), e estar atentas, já que as holandesas perderam duas vezes para o Brasil na etapa classificatória, mas venderam muito caro a segunda derrota, com um 3 sets a 0 muito apertado.

*Foto: Carol Gattaz e Arlene erram na defesa brasileira/Divulgação/FIVB*

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quarta-feira, 22 de agosto de 2007 Sem categoria | 09:17

Na fase final, a Polônia já foi

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Atualizada às 11h11

A seleção brasileira feminina venceu nesta madrugada a Polônia na primeira rodada das finais do Grand Prix. Vitória importante, já que o campeão será quem marcar mais pontos corridos. E também uma vitória fácil, já que o time de Zé Roberto esteve bem em todos os sets.

Na partida desta madrugada, as brasileiras ficaram atrás em parte do primeiro e do segundo set. Entretanto elas souberam virar o placar e fechar as três parciais em 25/21, 25/21 e 25/17 com variação de ataque e bons serviços.

Segundo o técnico José Roberto Guimarães, em coletiva após a vitória, o Brasil foi bem no saque, que cresceu ao longo da partida e ameaçou a defesa polonesa. Além disso, no set decisivo a equipe nacional levantou e bloqueou bem.

Mas a melhor notícia dessa partida foi a recuperação de Paula Pequeno e da capitã Carol Albuquerque. As duas estavam lesionadas e mostraram que estão recuperadas. Com elas em quadra, o Brasil ganha mais experiência no levantamento, afinal, Carol já é veterana de seleção e aprendeu muito sendo reserva de Fofão, e o ataque, com a visão de jogo de Paula Pequeno.

Brasil enfrenta a Rússia na próxima rodada

*Foto: Bloqueio brasileiro foi a arma do terceiro set/Divulgação*
Erramos: Caros, esse post foi editado na manhã do dia 23 porque continha informações erradas. Uma tabela, divulgada no começo da semana, mostrava que a Holanda seria a segunda adversária do Brasil na fase final do Grand Prix. No entanto, o Brasil jogaria com a Rússia na segunda rodada.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2007 Sem categoria | 09:31

Domingo de derrotas para o vôlei brasileiro

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Domingo não foi um bom dia para o vôlei do País. A seleção feminina perdeu a invencibilidade no Grand Prix e a masculina perdeu o título da Copa América. Trauma menor para a equipe de Zé Roberto, que apesar da derrota, está classificada para as finais e busca o hepta no Grand Prix.

As brasileiras pararam nas italianas na madrugada de domingo, no último jogo da etapa classificatória. Com a vaga para a etapa decisiva nas mãos, a equipe vacilou e deixou a Itália levar a melhor por 3 set a 1 (25/20, 25/21, 15/25 e 25/22). E o Brasil só havia perdido dois sets na competição, justamente para as italianas.

Apesar dos erros de contra-ataque, criticados por Zé Roberto, o jogo valeu para a volta de Paula Pequeno, uma das principais atacantes do Brasil. Ela estava fora por causa de dores nas costas e entrou no lugar de Sassá e foi a maior pontuadora do confronto, com 16 acertos.

Na fase classificatória, o Brasil passou uma vez pela Itália e duas pela Holanda e pela fraca seleção de Taipei. Já nas finais, o time nacional tem pela frente Polônia, Rússia, Holanda, Itália e China.

Russas, italianas e chinesas devem ser os problemas para o Brasil rumo ao hepta. E é bom contar com o time completo, com Paula Pequeno em boa forma e poucos erros de contra-ataque. Ainda falta a esse time nacional cabeça para decidir o ponto final dos jogos importantes. Foi isso o que aconteceu no Pan. Diversos tié-break na mão e nenhuma bola no chão.

Hoje em dia, as equipes conhecem muito bem o Brasil e sabem dessa deficiência da equipe. Time para vencer tem, só falta um pouco de concentração e raça na hora H.

Novos param nos velhos americanos

Para a seleção masculina, a derrota significou o primeiro título perdido da temporada. Com a equipe de novos, o Brasil perdeu para os Estados Unidos na final da Copa América, em Manaus.

Os americanos vieram para a competição com uma seleção muito mais experiente que a perdeu o ouro para o Brasil no Pan-Americano. Ball no levantamento, Hoof e Millar pelo meio, Stanley, Priddy e Salmon no ataque. Todos velhos conhecidos dos brasileiros. Velhos conhecidos da seleção principal do Brasil.

Para a Copa América, Bernardinho optou por usar os reservas, a chamada seleção de novos. Comandados por Murilo, eles tentaram, viraram o placar, mas pararam na experiência yankee no tié-break e viram o ouro escapar com a derrota por 3 sets a 2.

Como disse o técnico após a derrota, o torneio serviu como experiência para os brasileiros. Para vencer seleções carimbadas, o País ainda precisa entrar em quadra com o seu melhor. Essa geração ainda está em formação e vai demorar algum tempo para vencer com mesma facilidade de Giba, Gustavo, André Nascimento e companhia.

*Fotos: Paula Pequeno volta à seleção/Divulgação
Bernardinho lamenta erro brasileiro diante de ginásio lotado em Manaus/Divulgação*

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sexta-feira, 17 de agosto de 2007 Sem categoria | 10:34

Enquanto Ricardinho desabafa, companheiros reclamam….

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O ex-capitão e ex-levantador da seleção brasileira masculina Ricardinho desabafou no lançamento de seu livro no começo da semana. Na quinta, foi a vez dos companheiros da equipe nacional falaram. Um se diz magoado, os outros ficam mais magoados ainda. Porém, o motivo pelo corte do jogador na véspera do Pan-Americano segue um mistério.

Ricardinho disse que foi humilhado por Bernardinho quando foi cortado e que a “Família Bernardinho” sempre foi uma ilusão. O técnico lamenta posição do jogador e reafirma o desgaste da relação para excluir o capitão do Pan. Agora, os amigos estão magoados com o levantador.

Tudo o que está acontecendo soa como um grande desabafo, de ambas as partes. Tanto Ricardinho quanto o resto da seleção brasileira ficaram abalados com o corte. Isso foi visível na primeira partida do Pan, quando ninguém jogou. Agora, sem a desculpa de “precisamos pensar na competição e estamos focados no objetivo, que é a medalha”, todos resolveram falar.

O problema é que, como a maioria dos esportistas, eles são escorregadios e as declarações não passam de reclamações, mas sem falar o real motivo do corte. Pelo que deu para entender até o momento, Bernardinho se cansou das reivindicações de Ricardinho de melhores hotéis ou folgas para a seleção visitar a família no Brasil. Como Ricardinho era o capitão e o “cabeça” do grupo, foi punido.

Tudo pode ter começado, segundo o levantador, na viagem para a Finlândia, para as finais da Liga Mundial. Lá, os brasileiros ficaram em um hotel, também segundo Ricardinho, desconfortável e sem ar-condicionado ou ventilador, em uma época em que estava muito quente no país. O jogador também pediu que alguns titulares fossem poupados nas partidas e pudessem voltar antes ao Brasil.

Além disso, quem conhece o levantador sabe que ele é esquentado em quadra e pode ter batido de frente diversas vezes com o técnico. E como no esporte, quem manda é o técnico, ele cansou e não quis mais o Ricardinho no time.

O real motivo está na cabeça de Bernardinho e a decisão de colocar ou tirar alguém da equipe deve ser respeitada. Quem sai sempre fica magoado. E para quem fica, o clima sempre pesa. O que falta é uma boa conversa entre ambas as partes para lavar toda a roupa suja. Depois disso, Ricardinho pode voltar ao seu posto na seleção ou o Brasil pode ter um novo levantador. Marcelinho e Bruninho estão atrás da vaga…

*Foto: Jogadores da seleção brasileira em coletiva no centro de treinamento em Saquarema/Último Segundo/AE*

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quarta-feira, 15 de agosto de 2007 Sem categoria | 22:26

Ainda tem espaço para Ricardinho na seleção brasileira?

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O ex-capitão da seleção brasileira Ricardinho diz que pode voltar, mas só após explicações de Bernardinho para o seu corte no Pan-Americano. Ele também garante que a “família Bernardinho” é uma fantasia e comenta que a ferida está aberta. Já Bernardinho afirma que não agrediu ninguém a acha que fez a coisa certa em deixar o levantador fora do grupo. Depois de tudo, será que ainda tem espaço para Ricardinho na equipe nacional? Dê a sua opinião.

Ricardinho aproveitou o lançamento de seu livro “Levantando a Vida” para falar dos ressentimentos com o técnico Bernardinho. Ele comentou que a “família Bernardinho” não existe mais para ele e que tudo não passou de uma ilusão. O jogador deu a entender que esperava alguma defesa de seus companheiros quando foi cortado. Porém, como o mesmo Ricardinho contou, todos deixaram ele sair após a reunião com Bernardinho.

Já o treinador se mantém firme. Bernardo Rezende garante que conversou com o atleta, explicou as suas razões e não foi agressivo ou agiu de forma humilhante ou injusta. Para ele, a relação com Ricardinho estava desgastada e não havia lugar para ele no grupo do Pan-Americano.

Agora passou o Pan, o Brasil ganhou ouro e a seleção principal já se prepara para os treinos para o Campeonato Sul-Americano em Saquarema, no Rio de Janeiro, enquanto os reservas disputam a Copa América em Manaus. Mais uma vez, Ricardinho ficou de fora da convocação. Os jogadores receberam um e-mail da comissão técnica para voltarem a treinar. Nada chegou à caixa de Ricardinho, garante o jogador.

E no futuro, para a Copa dos Campeões, próxima competição realmente importante para a seleção brasileira, vai ter espaço para Ricardinho? O campeonato vai valer vaga para as Olimpíadas de Pequim e os brasileiros esperam ver o time com força total para assegurar o lugar nos jogos de 2008.

A verdade é que, sem Ricardinho no comando, o Brasil ainda não enfrentou nenhum time grande. No Pan-Americano, só Cuba esteve a altura da seleção. Mas Cuba não é mais aquela seleção perigosa dos anos 90. Na final, o Brasil venceu os Estados Unidos. Entretanto, os americanos foram para o Rio com um time B e sem os melhores atletas que haviam ficado com o terceiro lugar na Liga Mundial.

Como será a atuação do time de Bernardinho diante de uma equipe como a Bulgária? Eles sacam forte e tem um bloqueio pesado e a arma para vencer é usar a velocidade, principal característica de Ricardinho. Marcelinho, novo titular brasileiro, é mais regular, erra pouco, mas não sabe impor tanto ritmo de jogo ao time. Usando mais bolas altas e menos chutadas, será que o Brasil bateria a parede russa, como fez na decisão da Liga desse ano?

Apesar da pouca experiência, Bruninho tem um jogo mais semelhante ao de Ricardinho e pode ser uma boa opção para a seleção. Uma boa opção para o futuro… Ele tem apenas 21 anos e precisa de mais vivência em quadra para segurar a pressão de ser a cabeça do melhor time de voleibol de todos os tempos. Ele vai chegar lá, talvez para o próximo Pan ou para a Olimpíada de 2012.

No momento, para se manter no mesmo patamar, o Brasil pode precisar de um levantador como o Ricardinho. Para voltar ao time, ele deve ser mais “cabeça fria”. Imagine uma discussão dele com Bernardinho, em momentos de nervos à flor da pele? Não deve ser coisa pouca. Por outro lado, o técnico deve ter uma conversa franca com o jogador para esclarecer as duvidas e viabilizar mais uma vez o trabalho em equipe.

Enquanto isso, Marcelinho treina com a equipe, tenta explorar mais jogadas de velocidade e pelo meio-de-rede, consegue o entrosamento necessário com o time e os torcedores esperam para ver como o Brasil reage diante de um gigante do vôlei mundial. Depois dessa prova fogo, será possível saber se ainda existe vaga para Ricardinho na seleção brasileira…

*Foto: Ricardinho comemora ponto na final da Liga Mundial ao lado de Giba/Divulgação*

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