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Arquivo de maio, 2007

sábado, 26 de maio de 2007 Sem categoria | 10:01

Novo Brasil começa com vitória na Liga Mundial

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A seleção brasileira começou bem a Liga Mundial e mostrou que tem gente boa vindo por aí. Na partida desta madrugada, o time comandado por Bernardinho venceu a Coréia do Sul, fora de casa, por 3 sets a 0, com parciais de 25/17, 25/23 e 28/26. Como o Canadá perdeu um set para a Finlândia (veja como foi esse jogo abaixo), a vitória do outro lado do mundo deu ao Brasil a liderança do grupo A.

O diferencial neste jogo foi o saque. Do lado brasileiro, potência e boa pontaria. Já na quadra sul-coreana, muita força e erros seguidos. E o serviço bem executado é característica dos novatos da seleção. O levantador Bruninho e o oposto Samuel fizeram estragos nesse fundamento na Superliga, pelo Cimed e pelo Telemig Celular/Minas, e repetiram a atuação com a camisa verde e amarela. Murilo também acertou a mão e marcou dois pontos no saque. No total foram cinco pontos para os brasileiros, contra dois da Coréia do Sul.

A primeira partida do Brasil na Liga Mundial dá tranqüilidade aos torcedores nacionais. Enquanto nomes consagrados como Gustavo, Giba, Dante, Ricardinho, André Nascimento, Serginho e André Heller estão longe das quadras, a moçada convocada por Bernardinho dá conta do recado. Diante de um adversário nervoso com a estréia, eles mantiveram a concentração em toda a partida e cometeram poucos erros.

Além disso, o confronto desta madrugada marcou a volta de um veterano à seleção e uma estréia no posto de capitão. Nalbert fez o seu primeiro jogo com a equipe de Bernardinho desde a volta às quadras, em abril deste ano. Contra a Coréia, ele marcou cinco pontos de ataque e errou apenas um saque. Além disso, foi um dos destaques, ao lado de Samuel, maior pontuador, e Murilo. Já Rodrigão viveu uma experiência nova. Pela primeira vez, foi o capitão da seleção brasileira.

O Brasil encara novamente a Coréia do Sul na madrugada deste domingo, às 2h da manhã (horário de Brasília).

Brasil: Bruno, Samuel, Nalbert, Murilo, Rodrigão e Eder. Líbero: Alan. Entraram: Anderson e Marcelinho. Técnico: Bernardinho

Coréia do Sul: Kwon, Lee, Kim, Park, Ha Hyun-Yong e Ha Kyoung-Min. Líbero: Yeo. Entraram: Moon, Hak-Min Kim, Song, Yung-Suk Shin. Técnico: Jung -Tak Yoo.

Abre o olho que tem adversário bom por aí

Pelo grupo do Brasil, Canadá e Finlândia fizeram a primeira partida a Liga Mundial 2007. Diante da sua torcida, os canadenses bateram os finlandeses, de virada, por 3 sets a 1, com parciais de 18/25, 25/20, 28/26 e 25/18.

Apesar de ter ficado seis anos longe da competição, o time canadense tem jogadores ainda conhecidos dos brasileiros. O capitão Grapentine, o central Brinkman e o atacante Duerden já enfrentaram a seleção com Copa América, ainda nos tempos de Radamés Latari no comando. E eles fizeram a diferença na vitória sobre a Finlândia. Brinkman, de 2,02m, forçou o saque e fez quatro pontos na sua passagem no fundamento no terceiro set, quando a Finlândia tentava uma reação. Para piorar para os adversários, foi dele o ponto final dessa parcial, no bloqueio.

Os canadenses começaram frio e, aos poucos, cresceram na partida. Eles têm um bom sistema de defesa, mas ainda desperdiçam saques e ataques. O alerta para o Brasil é paciência para furar o fundo de quadra dos vermelho e branco.

Enquanto isso, time apontado como favorito por Bernardinho honrou a responsabilidade e também começou a Liga Mundial com vitória. No grupo C, A Polônia, vice-campeã mundial, superou a China por 3 sets a 0 (25/20, 25/16 e 25/21) com a ajuda de uma torcida de mais de 9 mil pessoas. Como já estão classificados para a segunda fase por ser o país sede, os poloneses usam esses primeiros jogos da Liga para entrosarem a equipe. Foram apenas três treinos com todos os jogadores antes da estréia. A Polônia deve chegar inteira e perigosa às finais. É bom o Brasil observar essa equipe com cuidado.

*Fotos: Rodrigão passa pelo bloqueio sul-coreano/Divulgação
Nalbert volta a vestir a camisa da seleção/Divulgação*

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sexta-feira, 25 de maio de 2007 Sem categoria | 09:19

Brasil começa Liga Mundial do outro lado do mundo

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A seleção brasileira começa a disputa da Liga Mundial 2007 contra a Coréia do Sul, em Seul, na madrugada de sexta para sábado. Mas engana-se quem pensa que vai ver as caras velhas conhecidas da torcida em casa. E engana-se também quem pensa que só porque o Brasil já levou seis títulos, será simples ficar com o sétimo nesta edição.

Bernardinho escolheu apenas 11 jogadores para levar para a primeira rodada da Liga Mundial. Os levantadores Bruninho e Marcelinho, os pontas Roberto Minuzzi, Nalbert, Murilo e Thiago Soares, os opostos Anderson e Samuel, os centrais Rodrigão e Eder e o líbero Alan passaram dois dias na França, seguiram para o Japão para fazerem uma climatização e embarcaram nesta quinta para a Coréia do Sul.

A escolha do técnico brasileiro é de fácil justificativa. Os veteranos da seleção estão desgastados do Campeonato Italiano, que acabou no dia 17 de maio com o Sisley, do meio-de-rede Gustavo, campeão. Além disso, Bernardinho tem problemas de contusão na equipe. Serginho, dono da posição de líbero, passou por uma cirurgia no joelho e ainda se recupera no centro de treinamento da seleção em Saquarema, no Rio de Janeiro.

Nessa etapa do campeonato, quem leva a braçadeira de capitão é o central Rodrigão. Segundo Bernardinho, ele formará a equipe base o lado de Bruninho, Eder, Samuel e Alan. A dúvida está na ponta. Ganha a experiência de Nalbert, que volta à equipe brasileira após trocar o vôlei de quadra pela praia no final das Olimpíadas de Atenas? Ou vale a juventude de Thiago, um dos destaques da Superliga? Ou ainda a garra de Minuzzi, que foi campeão nacional com o Telemig Celular/Minas? E falta Murilo, que fez uma boa temporada com o Modena na Itália e já faz parte de elenco da seleção. Uma boa combinação seria Nalbert e Minuzzi.. Os dois chamam a responsabilidade, tem muita vontade de ganhar e experiência em quadra. Mas a palavra final é de Bernardo Rezende.

Enquanto isso, tem veterano que não deve ter ficado muito feliz com a escalação brasileira. Marcelinho é levantador da seleção há anos. Foi reserva de Maurício e depois perdeu a chance de conseguir um lugar no time titular com a chegada de Ricardinho. Agora tem outro “inho” pela frente. Bruninho, que atua no Cimed, foi o capitão mais novo da última Superliga e segurou o time. Apesar de ter apenas 20 anos, o filho de Bernardinho é um gigante em quadra. Ele tem a vantagem de ser alto (1,90m) e ter um saque arrasador. Parada dura para Marcelinho.

Quem também vive esse dilema é Nalbert. Ele voltou para as quadras perto das finais do Campeonato Italiano e vestiu a camisa do Modena. Lá jogou pouco, pois o seu time caiu nas quartas-de-final ao ser derrotado pelo Piacenza, que perdeu a final para o Sisley. Ter sido convocado para esse começo de Liga Mundial foi um voto de confiança de Bernardinho pelo histórico do jogador. Porém, isso não garante que ele fique no grupo de 12 que vai para as finais, se o Brasil se classificar. Ele terá de lutar para superar Minuzzi, Thiago, Murilo e até Samuel, que agora está como oposto, mas atua na ponta. A braçadeira de capitão não volta para ele, nem na ausência de Ricardinho. É o momento de mostrar serviço se ainda quiser ir para o Pan, afinal, esse é o título que Nalbert ainda não tem com a seleção brasileira. Vamos ver o que eles e os mais novos tem a mostra na Liga Mundial

Quem vem pela frente

O primeiro adversário do Brasil na Liga Mundial será a Coréia do Sul, às 2h da manhã deste sábado (horário de Brasília). O país tem mais tradição no vôlei feminino, mas isso não deve ser motivo de alívio para a seleção verde e amarela.

A Coréia é um adversário pouco conhecido. Entretanto, assim como as equipes asiáticas, tem uma característica marcante: sabe defender. Para jogar contra esse time é preciso ter paciência, pois a bola não deve cair direto no ataque.

Será um bom desafio para o primeiro jogo. Os novatos poderão mostrar que estão preparados para a pressão de defender o hexacampeão da Liga Mundial e que têm maturidade e cabeça no lugar para enfrentar quem defende bem.

Na seqüência, o time de Bernardinho volta ao Brasil e pega a Finlândia. Na Liga do ano passado, a seleção também estava no grupo dos finlandeses e passou pelos europeus por um 3 a 0 e um 3 a 1 fora de casa e dois 3 a 1 em casa. Vale lembrar que os finlandeses, apesar de pecarem na técnica, são altos e complicaram o jogo diante dos brasileiros com um bloqueio bem armado e ataques potentes. Deve ser um dos adversários mais complicados do grupo.

O último adversário de Rodrigão e companhia na primeira fase da competição será o Canadá, que volta para a Liga Mundial após seis anos de afastamento. Também são pouco conhecidos, mas reza a tradição que eles são bons armadores e dificultam a vida dos brasileiros.

O Brasil também terá outros inimigos nesse começo de Liga. Serginho, líbero campeão mundial, se recupera de uma cirurgia no joelho e deve ficar algumas semanas longa da bola. Além disso, a equipe jogará em três continentes (Ásia, Europa e América do Sul) e não terá descanso. Pensando nisso que atletas como Giba, Gustavo, André Nascimento, André Heller e Dante não viajaram com o time. Eles acabaram há pouco tempo o Campeonato Italiano e o Grego e ganharam uns dias de folga para chegarem inteiros à segunda fase e ao Pan-Americano, que é na seqüência da Liga Mundial.

Para se classificar, a seleção precisa do primeiro lugar do grupo A . Seguem no campeonato os quatro líderes das chaves, a Polônia (país sede das finais) e um time convidado entre os segundos colocados. No ano passado, quem ganhou o convite foi a Itália. Mesmo atuando mal, a tradição da equipe contou na hora da escolha da Federação Internacional. É melhor não contar com a sorte e ficar com o topo do grupo.

*Fotos: Rodrigão, capitão da seleção nos primeiros jogos/Divulgação
Nalbert, na volta ao time de Bernardinho/Divulgação
Levantador Bruninho ao lado de Bernardo, seu pai/Divulgação*

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sexta-feira, 18 de maio de 2007 Sem categoria | 10:59

Capitão novo para o Telemig Celular/Minas?

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O veterano Nalbert, ex-capitão da seleção brasileira, pode ter a sua braçadeira de volta. Se na equipe de Bernardinho o posto de líder é de Ricardinho, o Telemig Celular/Minas, novo time de Nalbert , está com a vaga em aberto.

O jogador, que voltou ao vôlei de quadra na segunda fase do Campeonato Italiano após passar dois anos no vôlei de praia sem resultados expressivos, fechou com Minas na tarde desta quinta-feira.

O atual campeão da Superliga masculina conseguiu manter a sua base para a próxima temporada. O levantador Rafinha, o líbero Serginho, os centrais Alberto e Jardel e o ponta Ezinho renovaram com o time mineiro. Mas a equipe de Mauro Grasso perdeu o seu capitão, Roberto Minuzzi, que após um excelente campeonato, vai para o voleibol grego. Vaga aberta para o ex-capitão da seleção brasileira.

Nalbert tem a cara do Minas. É um jogador que vibra a cada ponto e levanta os companheiros. Também sabe chamar a responsabilidade e cobrar quando é necessário. Foi com esse espírito que o Telemig Celular/Minas atropelou o Cimed na final da Superliga deste ano. E com esse espírito que Nalbert pode ficar com a braçadeira de capitão.

*Foto: Nalbert é apresentado no Telemig Celular/Minas/Divulgação*

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quinta-feira, 17 de maio de 2007 Sem categoria | 23:10

Gustavo levanta a taça de campeão na Itália

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Sisley Treviso e Piacenza entraram em quadra nesta quinta com objetivos bem diferentes. O Sisley, time do brasileiro Gustavo, liderava a série final por 2 jogos a 0 e com uma mais uma vitória ficaria com o ouro. Já o Piacenza precisava se recuperar na série e vencer para respirar e ter a chance de levar a final para mais uma partida. Mas o sonho o Piacenza acabou hoje. Deu Sisley, em casa, por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/21 e 25/16. Com o triunfo, a equipe de Gustavo é pela nona vez a campeã italiana.

A história das partidas da final do Campeonato Italiano praticamente se repetiu nesta tarde. Os sets começaram equilibrados, mas aos poucos o Sisley conseguia impor o seu ritmo e o Piacenza não tinha forças para se recuperar. A diferença do jogo desta sexta foi a força dos donos da casa. Antes, o Piacenza se impunha até a metade dos sets e até levou o confronto da semana passada para o tie-break, dificultando a vida do Sisley com ótimas combinações de jogadas do levantador Grbic com os atacantes Zlatanov e Leonel Marshall. Hoje isso não aconteceu. Diante da sua torcida, o Sisley dominou e viu o adversário sumir do outro lado da quadra.

A vitória da equipe de Treviso foi merecida. Em toda a fase final o Sisley mostrou muita garra e poder de superação. Quando o Piacenza abria uma vantagem, eles buscavam forças para empatar e virar. E se não desse tempo de fazer isso em um set, entravam para a parcial seguinte com mais força ainda, como aconteceu no segundo jogo dessa série. Já o Piacenza não foi o mesmo que eliminou o Cuneo na semifinal. O time não conseguia acompanhar o ritmo do Sisley e parecia se abalar com a reação do outro lado da quadra. Venceu quem teve mais cabeça fria para impor o seu voleibol, virar o marcador e segurar a vantagem.

Essa foi a segunda vez que o Piacenza viu o Sisley ser campeão italiano. Em 2004, o time de Treviso também levou a melhor e deixou o Piacenza com o segundo lugar. Para o Sisley, esse é o nono título do clube e uma revanche pelo ano passado, quando foi derrotado pelo Macerata.

Os nomes do jogo set a set

Os destaques do primeiro set na decisão foram Fei e Cisolla. O Piacenza até tentou tirar a vantagem de seis pontos do time da casa, mas esses italianos tiveram uma atuação impecável e seguraram a vantagem, levando à vitória por 25 a 19.

Já na segunda parcial, o levantador Vermiglio fez a festa. Ele tinha o passe excelente do líbero Flour, eleito o melhor jogador da partida. Com a bola na mão, ele variava bem as jogadas e não dava chances ao bloqueio do Piacenza. Para ajudar, Papi, veterano da seleção italiana, estava inspirado e teve 83% de acerto nesse set. Pior para o Piacenza, que mais uma vez não contou com o líbero Serginho, com uma lesão no menisco. Zlatanov, um dos melhores atacantes do time, conseguiu apenas 20% de aproveitamento na parcial e viu o seu time tentar lutar, mas perder por 25 a 21.

No último set, os 5200 torcedores do Sisley fizeram a diferença. Fazendo muito barulho e impondo pressão nos visitantes, eles viram tudo dar certo para o seu time, que marcava 25 a 16 e finalmente podia gritar: “É campeão”.

*com informações da Federação Italiana (Lega Volley)*
*Foto: Sisley com a medalha de ouro/Lega Volley*

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domingo, 13 de maio de 2007 Sem categoria | 23:10

Sisley, de Gustavo, fica a uma vitória do ouro na Itália

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A partida deste domingo teve emoção e horas de disputa. Depois de diversas trocas na liderança e tie-break, o Sisley Treviso, do meio-de-rede Gustavo, venceu o Piacenza fora de casa por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 16/25, 27/25, 20/25 e 15/10. Serginho, líbero do Piacenza, continua fora das quadras se recuperando de uma lesão no menisco. Agora, o Sisley está com duas vitórias na fase final e se vencer a próxima partida, que será disputada diante de sua torcida, leva o título do Campeonato Italiano.

No jogo deste domingo, o segundo da decisão, começou com domínio do Piacenza e uma excelente atuação do atacante Zlatanov. Eles precisavam vencer para esquecer o resultado ruim da primeira partida. O Piacenza havia vencido o primeiro set e estava com o segundo e o terceiro nas mãos e mesmo assim, deixou o Sisley crescer no jogo e sair com a vitória por 3 a 1 em casa. Apesar da vontade de Zlatanov, o Piacenza viu o Sisley gostar mais uma vez do jogo e virar logo o primeiro set e fechar na frente no placar, com 25 a 23 após dois bloqueios seguidos.

Entretanto, diferente do jogo do meio da semana, o Piacenza não se deixou abater com a virada do Sisley e mostrou porque está na final, após ter passado por grandes equipes como o Modena (de Ricardinho, Murilo e Nalbert), nas quartas-de-final, e o Cuneo (de Giba), na semifinal. Do lado dos donos da casa, deu tudo certo. Já no Sisley, tudo errado. O levantador Vermiglio não distribuía mais bem as bolas e o capitão Papi estava desconcentrado. O técnico Daniel Bagnoli mudou o time, mas nada funcionou. O Piacenza comandava o jogo, com o cubano Marshall virando todas, e venceu o segundo set por 25 a 16.

Já na terceira parcial, equilíbrio total. Agora sim a partida estava com cara de final de Campeonato Italiano. Se um time chegasse na liderança, o outro o alcançava. E assim foi até o final, quando o Sisley teve mais frieza e marcou 27 a 25. O susto do segundo set fez a equipe visitante acordar. Porém, todo esse ânimo durou pouco. Bastou trocar o lado da quadra para o quarto set e o time de Treviso sofreu mais uma pane.

A equipe de Gustavo começou a quarta parcial apática e deixou o Piacenza gostar o jogo. Eles chegaram a abrir 16 a 11. Aí foi o momento de voltar a sina do Piacenza. Como na partida anterior e no primeiro set, os anfitriões viram o Sisley se recuperar. Vermiglio voltou a diversificar as jogadas, o atacante Cisolla conseguiu parar Marshall no bloqueio e ajudou o seu time a encostar no placar em 21 a 20. Mas a virada era muito para o Sisley. Dessa vez, o Piacenza reuniu forças e segurou os adversários, vencendo o set por 25 a 20 e levando o jogo para o quinto set.

Era o momento de respirar e colocar a cabeça no lugar para o tie-break. O Piacenza precisava começar bem e conseguir segurar a liderança até o final, tarefa que não parece ser muito simples nesta série decisiva. Já o Sisley tinha que manter o ritmo empolgado do set anterior e impor o seu voleibol. E os jogadores de Treviso entraram para o set final com força total. Sem dar muitas chances ao Piacenza e com boas atuações de Fei e Cisolla, eles marcaram 15 a 10 e fecharam o jogo em 3 sets a 2.

Pois é, Piacenza, é preciso jogar mais para buscar o título do Campeonato Italiano. O atacante Bovolenta, que voltou à equipe na partida deste domingo após de recuperar de contusão, alerta que a vida de seu time não está simples. “Demonstramos que podemos colocar dificuldade para o Sisley, mas infelizmente não estamos conseguindo trazer os resultados para casa. Vamos com tudo para Treviso e sabemos que a essa altura, não temos nada a perder”, comentou o jogador.

O próximo jogo desta fase final será em Treviso, no dia 17 de maio, às 15h30, horário de Brasília. Melhor para o Sisley, que jogará em casa e com mais uma vitória, levanta o título do campeonato. Ao time de Gustavo, basta manter o ritmo dos sets em que venceu na partida de hoje e contar com mais um bom dia de Vermiglio e Cisolla. Será que ainda dá para o Piacenza?

*Foto: Central Tencati, do Sisley, passa por bloqueio do Piacenza/Lega Volley*

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sexta-feira, 11 de maio de 2007 Sem categoria | 22:50

Gustavo sai na frente na final do Italiano

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A série final do Campeonato Italiano começou nesta quinta e a primeira partida teve de tudo um pouco. Um time jogando muito enquanto o outro nem parecia estar em quadra, recuperação nos pontos finais, nervosismo a flor da pele, lamentações e muita festa. Contanto com ótima atuação de Aberto Cisolla e do meio-de-rede Gustavo, o Sisley venceu o Piacenza por 3 sets a 1, com parciais de 18/25, 25/21, 25/23 e 25/17.

No começo do confronto, domínio total do Piacenza. A equipe ainda não pode contar com o líbero brasileiro Serginho, que se recupera de uma lesão no menisco. Mas isso não fez os visitantes se intimidarem. Com um dia inspirado do levantador sérvio Nikola Grbic, que trabalhou todo o primeiro set com o passe nas mãos, o Piacenza atacou bem e impôs o seu jogo. Para colaborar, o bloqueio também funcionou. Foram seis pontos no fundamento contra apenas um do Sisley Treviso, marcado por Gustavo.

Entretanto, o único atleta que estava realmente bem no Piacenza era o levantador. Na segunda e na terceira parcial, o time de Grbic começou com o mesmo ritmo do set inicial, mas logo se rendeu a recuperação dos donos da casa. Eles sim pareciam ser outros. Mostrando mais atitude, buscaram a diferença no placar, que chegou a ficar 11 a 7, empataram e viraram na segunda etapa. No set seguinte o Sisley repetiu a atuação e virou o jogo um bloqueio de central Tencati, eleito o melhor jogador da partida, sobre Zlatanov, que foi a alma do Piacenza na semifinal contra o Cuneo. Para coroar a recuperação da equipe de Treviso, os anfitriões não deram chances aos adversários e devolveram o domínio que sofreram no primeiro set.

Agora, o Sisley, que é o atual vice-campeão italiano, está empolgado na fase final e deu um passo importante rumo ao título. Eles não conquistaram apenas uma vitória, mas mostraram que sabem jogar atrás no marcador, buscar o resultado e impor o seu jeito de jogar. E o mais importante: eles sabem que são capazes de tudo
isso
.

Do outro lado da quadra, a situação não é tão animadora. O Piacenza ainda não conta com o líbero Serginho e o atacante Bovolenta. Além disso, o confronto desta quinta foi um alerta de que o time não está atuando bem nas horas decisivas. Nos segundo e terceiro set, o jogo estava quase na mão do Piacenza, que deixou o Sisley crescer. Mesmo estando fora da partida, o italiano Bovolenta alerta os companheiros para as dificuldades que estão por vir. “Temos que parar e pensar sobre o que aconteceu. Contra o Treviso nós não podemos achar que será fácil. Agora a pressão está sobre nós e para o segundo jogo será crucial entender o que aconteceu para sabermos que ainda somos capazes de bater o Sisley”, analisou o atleta.

Nada está perdido, assim como nada está vencido ainda. Porém, a vantagem psicológica do Sisley Treviso é clara. Ninguém gosta de perder, ainda mais de virada. Imagine se for uma derrota depois de ter o jogo dominado. Pois é, o Piacenza precisa de reencontrar para atuar bem diante da sua torcida e empatar a série melhor de cinco dessa final do Campeonato Italiano. Jogadores para isso tem. O levantador Grbic, os atacantes Zlatanov e Marshall são experientes e sabem lidar com momentos decisivos. Basta colocar isso em quadra. E segure o Alberto Cisolla, que se recuperou de uma contusão e voltou com tudo no Sisley, comandando a vitória do time.

O próximo jogo da final do Italiano será neste domingo, às 15h30 (horário de Brasília), em Piacenza.

*Fotos: Levantador Nikola Grbic, cabeça do time de Piacenza/Lega Volley
Gustavo, meio-de-rede do Sisley Treviso/Lega Volley*

*Com informações da Federação Italiana de Voleibol (Lega Volley)*

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quinta-feira, 10 de maio de 2007 Sem categoria | 09:47

Gustavo x Escadinha na final do Italiano

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O Campeonato Italiano chega na sua reta final e tem brasileiro na disputada do título desta temporada. Sisley Treviso, do meio-de-rede Gustavo, vai pegar o Piacenza, do líbero Serginho, na série melhor de cinco que decide o novo campeão italiano.

O caminho do Sisley até a briga pelo ouro foi mais simples que o do adversário. Ele passou pelo Roma na semifinal por 3 vitórias a 0 (3 a 2, 3 a 1 e 3 a 1) e vai para a final pela 17ª vez consecutiva. A equipe é formada por jogadores de peso e tem a base da seleção italiana: o levantador Vermiglio e os atacantes Fei, Papi e Cisolla. Para completar o elenco, Gustavo é o dono do meio-de-rede. O Sisley busca a revanche do ano passado, quando perdeu o primeiro lugar para o Macerata, do central Rodrigão.

Já o Piacenza encontrou mais pedreiras para chegar a essa decisão. Nas quartas-de-final teve de superar o Modena, que contava com o levantador Ricardinho, o atacante Murilo e o ex-capitão da seleção Nalbert, que havia acabado de deixar o vôlei de praia pelas quadras. Apesar das estrelas do outro lado, prevaleceu a união e a maturidade do Piacenza.

Na semifinal, a parada seguiu dura. Agora era preciso passar pelo Cuneo, do ponta Giba. Depois de perder a primeira partida por 3 sets a 1, o Piacenza se recuperou e não deu mais chances ao Cuneo. Venceu duas por 3 sets a 1 e fechou a série melhor de cinco com um 3 a 0 arrasador. Com isso, a equipe mostrou que tem bom jogadores também no banco de reservas. O líbero Serginho e o ponta Bovolenta estavam lesionados e não atuaram nas últimas partidas. Apesar disso, contando com a experiência do levantador sérvio Nikola Grbic, o time soube impor o set ritmo e dispensar o Cuneo.

Essa será a segunda vez que o Piacenza chega à final do Campeonato Italiano. A primeira foi em 2004, também contra o Sisley, que ficou com o título. Agora é o momento do troco e equipe para isso o Piacenza tem. As estatísticas da última partida da semi mostram isso. O time teve o maior pontuador (Zlatanov), melhor atacante (Leonel Marshall), melhor saque (Simeonov), melhor bloqueio (Zlatanov) e melhor atleta do jogo (Grbic). Vale lembrar que do outro lado terá um time acostumado com decisões que quer recuperar o ouro perdido na temporada passada.

A primeira partida da série final está marcada para esta quinta-feira, às 15h30 (horário de Brasília) na casa do Sisley. E você, já tem um favorito para essa temporada?

Finais do Campeonato Italiano

1º jogo: dia 10 de maio, às 15h30*, em Treviso
2º jogo: dia 13 de maio, às 15h30, em Piacenza
3º jogo: dia 17 de maio, às 15h30, em Treviso
4º jogo: dia 20 de maio, às 13h05, em Piacenza (se necessário)
5º jogo: dia 24 de maio, às 15h30, em Treviso (se necessário)

*Todos os jogos estão com o horário de Brasília

*Fotos: Giba, do Cuneo, tenta passar pelo bloqueio do Piacenza na semifinal/Lega Volley
Gustavo, meio-de-rede do Sisley/Lega Volley*

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