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Arquivo de dezembro, 2006

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006 Sem categoria | 11:46

2006: ano de ouro para o vôlei brasileiro

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O ano de 2006 está no acabando e é o momento de relembrar o que aconteceu no voleibol. As imagens mais marcantes para os torcedores devem ser as da final do Campeonato Mundial, quando a seleção masculina arrasou a Polônia e foi bicampeã, o passeio em carro aberto por São Paulo e o ouro das meninas do Grand Prix. A russa Gamova comemorando o pódio no Mundial e as lágrimas das brasileiras também não serão esquecidas facilmente. Mas o voleibol reservou outros momentos importantes em 2006. Qual foi o melhor momento para você?

Esse ano começou muito bem a equipe da Cimed. A primeira Superliga do time de Renan Dal Zotto foi a 2005/2006. No dia 29 de abril, a jovem equipe do sul levantava a taça da competição mais importante do país. Em pleno Mineirinho, o Cimed bateu o Telemig Celular/Minas por 3 sets a 1 e fechou a série de melhor de cinco dom três vitórias. Era o ouro para os novos talentos do voleibol como o levantador Bruninho, o central Sidão, que foi o melhor em quadra, o ponta Bruno Zanuto e outros.

A festa da família Rezende se completou no dia seguinte. O Rexona/Ades, comandado por Bernardinho, pai de Bruninho, arrasou o Finasa/Osasco por 3 sets a 0 e levou o caneco da Superliga feminina em uma campanha quase perfeita. Foram 24 vitórias em 26 partidas. E Bernardinho nem pode comemorar o terceiro título nacional. Ele havia rompido o tendão do tornozelo e estava de cadeira de rodas. O jogo também foi a despedida da levantadora Fernanda Venturini das quadras.

Brasileiro também faz festa na Itália. No final de maio, o Lube Banca Macerata venceu o Sisley Treviso por 3 a 2 e ficou com o título do Campeonato Italiano da temporada. Alegria para o meio-de-rede Rodrigão, único brasileiro da equipe. Gustavo, brasileiro que atua no Sisley, vai precisar esperar mais uma temporada para ficar com o primeiro lugar.

Em junho, a seleção feminina começou a sua preparação para o Grand Prix e para o Campeonato Mundial. A equipe de Zé Roberto jogou três competições amistosas e venceu as três. A primeira foi o Torneio de Courmayer e vítima na final foi a Itália. O Brasil conquistou o bicampeonato em um repeteco da última edição e fez 3 sets a 0 nas italianas. Esse campeonato foi estréia da seleção renovada, já que Virna, Fernanda Venturini e Érika haviam deixado o time. Alguns dias depois, o Brasil disputou o Montreux Volley Master e também repetiu a final da edição anterior. Mais um torneio, mas um ouro, agora sobre as chinesas em um apertado 3 sets a 2. Para fechar a preparação, a seleção brasileira jogou a Copa Pan-americana, que começou em junho e acabou no dia 8 de julho com mais uma vitória verde e amarela. Além do ouro, Mari foi a melhor jogadora da competição. A equipe estava pronta para a luta.

Já o time masculino do Brasil começou o trabalho duro no meio de julho, na vitória sobre a Argentina na estréia da Liga Mundial. Como a Liga é uma competição longa, Bernardinho aproveitou a primeira fase para fazer testes com a seleção e colocar caras novas em quadra. Samuel, Bruninho, Sidão e Lucas vestiram a camisa verde e amarela e não decepcionaram. Eles não tremeram diante dos adversários e provaram que o Brasil já tem uma ótima nova geração. Na hora decisão, já no mês de agosto, os figurões voltaram, tomaram um susto na derrota por 3 a 0 para a Bulgária, mas se recuperaram a tempo. Na final,

Brasil encarou a França num jogo que traduz a rivalidade do voleibol atual. A seleção brasileira perdeu os dois primeiros sets, buscou o placar e levou o jogo por 3 sets a 2. Pode gritar, o Brasil era hexacampeão da Liga Mundial.

A seleção feminina não queria ficar para trás e entrou no Grand Prix para sair com a medalha de ouro no peito. Sem perder nenhum jogo, o Brasil chegou à final diante das gigantes da Rússia. Seria a revanche da semifinal da Olimpíada de Atenas, quando as russas ficaram com a vaga na final? Acertou quem falou que sim. Concentradas, as brasileiras arrasaram as russas em 3 sets a 1 e garantiram o hexacampeonato. Além disso, Sheilla foi a melhor jogadora da competição, Arlene, a melhor líbero e Fabiana, a melhor atacante.

2006 foi um ano corrido para as nossas seleções e os jogadores nem tiveram tempo para comemorar os “hexas”. Novembro era o mês do Campeonato Mundial, torneio mais importante do ano. Embaladas pela conquista do Grand Prix, as brasileiras atropelaram quem estivesse na sua frente. Mais uma vez elas chegaram à final invicta e mais uma vez quem estava do outro lado da quadra eram as russas. Após um lapso total da equipe da Rússia no primeiro set, o jogo ficou equilibrado. O Brasil perdia por 2 sets a 1 e levou a partida para o tie-break. Aí, na última jogada, as russas levaram a melhor e ficam com o ouro. Só a gigante Gamova fez 28 pontos. Nem sempre a festa pode ser do nosso lado…

Entretanto, um dia depois a seleção masculina já estava em quadra no Japão para dar alegrias à torcida. O Brasil começou meio devagar no Mundial, se adaptando ao fuso e ganhando ritmo. Quando parecia que os ponteiros estavam acertados, veio a França mais uma vez. O equilíbrio foi parecido com o da Liga Mundial, mas a superioridade dessa vez foi do lado francês. O Brasil perdeu e viu a medalha de ouro se afastando. Porém, a derrota foi um tapa na seleção, que acordou para o campeonato, se encontrou em quadra e chegou à final. A decisão foi contra a Polônia, surpresa e única seleção invicta do Mundial. Aí deu mais Brasil. Os poloneses não mostraram seu voleibol e foram arrasados por 3 sets a 0. Brasil era bicampeão mundial. Foi o 17º título de Bernardinho no comando da seleção brasileira. Giba, depois da Liga Mundial, levou mais uma vez o título de melhor jogador do mundo. Em dezembro, ele também foi eleito o atleta do ano pelo COB.

Apesar de toda a festa e passeio em carro aberto pela capital paulista, os meninos de ouro nem tiveram tempo para curtir a família. Dante e Marcelinho teriam que seguir para a Grécia; Giba, Gustavo, André Nascimento, André Heller, Ricardinho, Murilo, Serginho, Rodrigão e Anderson, para a Itália. Os campeonatos nacionais iriam começar ainda em dezembro. Samuel foi o único que ficou no Brasil, para jogar a Superliga pelo Minas. As meninas, como acabaram o campeonato antes, tiveram uma folga a mais, também voltaram para os seus clubes em dezembro. É hora que honrar a camisa da cidade e lutar por outros títulos. Mas esses só viram no final da temporada, em 2007. Agora é curtir os feitos do ano com as festas com a família. E Feliz 2007 ao voleibol brasileiro!

*Fotos: Cimed, campeão da Superliga/CBV
Seleção brasileira campeã do Grand Prix/Divulgação
Seleção masculina campeã mundial/Divulgação*

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domingo, 24 de dezembro de 2006 Sem categoria | 09:33

Cimed e Telemig fecham ano na liderança

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Na última partida da sexta rodada da Superliga masculina, a equipe do Cimed, atual campeã, venceu mais uma e garantiu a ponta da tabela. Foram seis jogos e seis vitórias. Colado vem o Telemig Celular/Minas, que folgou nessa rodada, mas também segue invicto.

O Cimed passou pelo Bento/Vôlei por 3 sets a 0. Mesmo sem contar com jogadores importantes como o central Gustavo Folle e o ponta Filipe, liderados para viajarem para as festas de final de ano, a atual campeã não deu chance ao time de Bento Gonçalves, que ainda não venceu na Superliga. Isso mostra o forte elenco da Cimed. Renato, de 23 anos, entrou bem no lugar de Filipe. Além disso, a equipe conta com a versatilidade de Bruninho no levantamento, a experiência do argentino Milinkovic no ataque e o líbero Jeff no fundo de quadra. Até o momento parece que eles têm chances de levarem o bi.

Quem teve uma surpresa nessa rodada foi o Unisul/Nexxera. Após quatro vitórias seguidas, ele parou na superação e vontade do jovem time do Fátima/UCS. O Unisul impôs seu ritmo e começou bem e levou os dois primeiros sets. Depois disso, foi um show de erros e a equipe de Caxias do Sul aproveitou. Eles empataram e levaram o jogo para o tie-break. Com 11 erros do Unisul, ficou fácil para o Fátima conquistar a quarta vitória em cinco partidas. O Unisul, com um jogo a mais, é o terceiro colocado e o Fátima/UCS está na quarta posição.

Após seis rodadas, o meio da tabela da Superliga masculina ainda está embolado. Isso mostra o nível parelho entre as equipes. Shopping ABC/Santo André, Santander/Banespa, Ulbra/Uptime e Sada/Betim estão com 3 vitórias. Logo depois vêm On Line/São Leopoldo, Barão/Blumenau, Vôlei Futuro, São Caetano/Tamoyo e Ingá/Álvares com apenas duas vitórias. Lupo/Náutico, com 1 vitória, e Bento Vôlei, que ainda não venceu, ocupam as últimas colocações.

O equilíbrio da competição também e visto nas estatísticas individuais. Nem o líder Cimed é melhor em mais de um fundamento. Confira a tabela:

Ataque: Samuel (Telemig Celular/Minas)
Bloqueio: Victo (Ingá/Álvares)
Saque: Filipe (Cimed)
Defesa: Marcos (Santander/Banespa)
Levantamento: Vinhedo (Unisul/Nexxera)
Recepção: Mário Jr (Unisul/Nexxera)

Agora os jogadores podem descansar. A Superliga masculina pára para comemorar Natal e Ano Novo e volta no dia 4 de janeiro, com a sexta rodada. A folga das meninas será um pouco maior e a competição feminina continua apenas no dia 10 de janeiro. Aproveitem!

*Foto: Bruninho, levantador da Cimed/CBV*

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sábado, 23 de dezembro de 2006 Sem categoria | 12:36

Rexona e Finasa seguem invictos na Superliga

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O time carioca comandado por Bernardinho e as paulistas de Osasco vão para a folga de final de ano tranqüilos. Rexona/Ades e Finasa/Osasco são as únicas equipes que ainda não perderam nessa Superliga e seguem com quatro vitórias.

O Finasa encarou o São Caetano/Mon Bijou em casa na quarta-feira. Era o jogo dos invictos. O Finasa passou pelo Fiat/Minas, na abertura da competição, pelo Brasil Telecom e pelo Pinheiros/Blue Life. Já o time do ABC bateu o Pinheiros/Blue Life, o Vôlei Futuro e o Cimed/Macaé.

No confronto direto, o Finasa/Osasco venceu fácil o primeiro set. O São Caetano/Mon Bijou tentou equilibrar a partida nas parciais seguintes, mas não resistiu e foi derrotado por 3 a 0. A experiente líbero Arlene, que completou 37 anos no dia do jogo, foi a melhor jogadora em quadra.

Rexona, o outro invicto da Superliga, repetiu o placar de 3 a 0 sobre o Pinheiros. Apesar do resultado, o técnico Bernardinho não saiu satisfeito de quadra. Ele reclamou do nível técnico da partida. “Talvez as jogadoras já estivessem pensando no Natal. Estavam muito desatentas”, comentou o treinador.

Além de dividirem a liderança na tabela, Rexona e Finasa estão na ponta das estatísticas individuais após a quarta rodada, encerrada nesta sexta-feira. O time paulista tem Paula Pequeno como melhor atacante e Natália como melhor bloqueio. Do Rexona/Ades, Fabi é a melhor na defesa e Danielle Lins é a melhor levantadora e melhor saque. No jogo dessa rodada, Danielle ficou no serviço por 11 vezes seguidas no primeiro set contra o Pinheiros. O único fundamento liderado por outro time é a recepção, com Jaqueline, do Vôlei Futuro.

Enquanto uns comemoram, outros devem estar tristes. Fofinha, ponta do Macaé, anunciou que vai deixar o vôlei brasileiro. A atacante vai para o Hisamitsu, do Japão, no meio da temporada e vai ficar dois anos no time oriental. Será uma perda para a Superliga, já que a jogadora vinha atuando bem e era o destaque da sua equipe.

Agora, as meninas ganham uma folga até o dia 10 de janeiro. A Superliga pára para as festas de final de ano. É a hora de recarregar as energias com a família e amigos, pois ainda tem muita competição pela frente…

Confira a classificação geral

Rexona/Ades – 4 vitórias e 0 derrotas
Finasa/Osasco – 4 vitórias e 0 derrotas
São Caetano/Mon Bijou – 3 vitórias e 1 derrota
Cimed/Macaé – 2 vitórias e 2 derrotas
Fiat/Minas – 2 vitórias e 2 derrotas
Pinheiros/Blue Life – 1 vitórias e 3 derrotas
Brasil Telecom – 0 vitórias e 4 derrotas
Vôlei Futuro – 0 vitórias e 4 derrotas

Nem todo mundo tira folga

O Rexona aproveita a pausa na Superliga para viajar para a Suíça, onde vai disputar o torneio Top Volley. O time embarca dia 25 e fica lá até o final do ano. Isso não estraga os planos de festas de Bernardinho. “Quando voltar no dia 31 vou direto para Salvador passar o Reveillon com toda a família e com os meus pais”, contou.

Além da equipe carioca, vão lutar pelo ouro Azerbaijão Azerrail, Racing Club de Cannes, VBC Volero Zürich, Grupo 2002 Murcia e Rote Raben Vilsbiburg.

O Rexona entra em quadra na quarta-feira, contra o Murcia.

*Foto: líder Rexona comemora mais uma vitória/CBV*

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006 Sem categoria | 13:43

Ninguém bate o Telemig e o Cimed

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Os invictos até a quarta rodada continuam sem nenhum tropeço na Superliga masculina. Após mais uma etapa, Telemig Celular/Minas e Cimed não deram chances aos seus adversários e seguem na ponta da tabela, com cinco vitórias em cinco jogos.

O time mineiro é o líder da competição. Até o momento, perdeu apenas dois sets. Na noite desta terça-feira passou pelo Barão Blumenau por 3 sets a 0. O destaque da partida foi o experiente levantador Rafinha. Minuzzi, também do Telemig e um dos grandes nomes dessa Superliga foi o maior pontuador, com 14 bolas no chão. Agora os mineiros podem curtir a folga para as festas de final de ano. A equipe só volta a jogar no dia 4 de janeiro, contra o Ingá/Álvares em casa.

O Cimed é o outro invicto da competição e passou pelo Fátima/UCS por 3 sets a 1 na quinta rodada. Quem levou o troféu de melhor da partida foi o líbero Jeff, um velho conhecido do público catarinense. Apesar de ter jogadores pouco conhecidos, o Fátima está dando trabalho aos times maiores. É o quarto na classificação geral e perdeu apenas para a equipe de Florianópolis.

Bem perto dos invictos, está o Unisul/Nexxera, que perdeu apenas um jogo até agora, na estréia da Superliga para o Ulbra/Uptime no tie-break. O Unisul reconhece que ainda precisa melhorar um pouco no torneio. Segundo o meio-de-rede Henrique, o time ainda não está no ritmo ideal. Para alcançar os líderes, é fundamental ter bom ritmo desde o começo e isso ainda falta para a equipe do sul.

Bento Vôlei, Lupo/Náutico, On Line/São Leopoldo ainda não se encontraram e seguem no final da tabela.

A próxima rodada da Superliga masculina será nesta quinta. O Unisul/Nexxera encara a promessa Fátima/UCS na abertura, às 20h.

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terça-feira, 19 de dezembro de 2006 Sem categoria | 14:49

Juventude e experiência marcam a Superliga masculina

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Se grande parte da seleção brasileira feminina atua no Brasil, os meninos bicampeões mundiais foram quase todos embora. Apesar da falta dos figurões, a Superliga está recheada de talentos novos e velhos conhecidos dos ginásios.

O único canarinho da competição nacional é Samuel. O ponta joga pelo tricampeão Telemig Celular/Minas e promete ser uma das estrelas da competição. No seu primeiro Mundial, ele entrou quando necessário e não se intimidou. É um atleta de forte saque e habilidade no ataque. Ao lado dele, estão o levantador Rafinha, veterano no time, e Ezinho, ponta que já foi convocado por Bernardinho e que, apesar da baixa estatura, tem um ataque muito potente. Além deles, Roberto Minuzzi, que também já vestiu a camisa verde e amarela, defende a equipe mineira e promete ser uma potência da nova geração.

Outro time com figurinhas carimbadas do público nacional é o Cimed, atual campeão da Superliga. No comando está Renan Dal Zoto, prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1994. O levantador é Bruninho, filho de Bernardinho. Ele foi para a seleção de novos e esteve no time do pai, mas foi cortado na fase final da Liga Mundial. Apesar disso, é forte candidato para substituir Ricardinho ou Marcelinho. O time do sul também conta com Filipe, que já foi destaque do Banespa, e João Paulo, que já passou pela seleção de novos. Para completar o elenco, o líbero é Jeff, excelente nas defesas nas competições nacionais, e o oposto é Marcos Milinkovic, que volta ao Brasil após uma temporada na Itália é a alma da seleção argentina.

Parece que a região sul do País resolveu investir no voleibol. A Unisil/Nexxera tem os levantadores Vinhedo, revelado pelo Banespa, e Leandro, ex-seleção brasileira, além do meio-de-rede Henrique, que defendeu o time de Bernardinho até antes das Olimpíadas de Atenas e perdeu a posição para André Heller. O experiente Dirceu, que já atou no Suzano na época de Ricardo Navajas, também está no elenco. Já no On Line/São Leopoldo estão Kid e Shwanke, jogadores da seleção brasileira da década de 90.

Hora da verdade

A Superliga masculina começou com Cimed x On Line/São Leopoldo. O atual campeão nacional levou a melhor com um saque forçado e venceu por 3 sets a 0. Shwanke, ponta do On Line, reconheceu que sua equipe jogou mal. Do lado do Cimed, força total em todas as partidas. Até agora, após quatro rodadas, os campeões estão invictos, ao lado dos mineiros do Telemig.

A vida do time de Florianópolis não foi tão simples na segunda rodada. Diante do tricampeão Ulbra/Uptime precisou de 5 sets para liquidar a partida. Nas etapas seguinte, Renan e seus comandados encontraram um caminho mais simples. Passaram pelo Shopping ABC/Santo André e pelo Santander/Banespa por 3 a 0. No desempate, o Cimed é líder da Superliga.

Na sua cola está o Telemig Celular/Minas, que também não perdeu nenhum jogo até o momento. De cara os mineiros passaram pelo Lupo/Náutico, lanterna da competição, por 3 sets a 0 em uma estréia bem concentrada. Depois bateu o novato Vôlei Futuro por 3 a 0 e aproveitou o desgaste do Ulbra, que já havia perdido para o Cimed no tie-break, e venceu por 3 a 1. Na quarta rodada, eles repetiram o placar contra o On Line/São Leopoldo.

Além dos invictos, o Unisil/Nexxera segue bem no campeonato. Em quatro jogos, sofreu apenas uma derrota. Já os estreantes Ingá/Álvares, Sada/Betim e Vôlei Futuro ainda não se encontraram. Betim e Álvares tem apenas duas vitórias. Já o paulista Vôlei Futuro só superou o São Caetano/Tamoyo por 3 a 1.

O resto da tabela ainda está embolado e é difícil apontar quem vai se destacar. A Superliga está no começo e as equipes estão de adaptando as condições de jogo e ganhando ritmo. Mas já é possível dizer que o Cimed está com tudo pelo bi e tem uma equipe muito forte, e que Telemig, Unisul e Ulbra estão preparados para voltar ao topo. É um campeonato bem longo, mas desde já, qual a sua aposta?

*Foto: Minuzzi, destaque do Telemig Celular/Minas – CBV*

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Sem categoria | 09:32

Superliga Feminina: rivalidade e emoção

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A Superliga feminina começou e acabou o clima de amizade. Quem vestiu a camisa amarela na campanha do vice no Campeonato Mundial agora é rival. As jogadoras da seleção brasileira que atuam no País se dividem entre o atual campeão nacional e o vice. É briga boa na certa!

Do lado do campeão Rexona/Ades estão: a meio-de-rede Fabiana, a ponta Sassá, a líbero Fabi e a ponta Renatinha. Elas são comandadas por Bernardinho, campeão mundial com a seleção masculina. Já a meio-de-rede Carol Gattaz e a ponta Paula Pequeno defendem o Finasa/Osasco. Arlene, que já foi líbero da equipe brasileira, também está no time de Osasco. São essas equipes, junto com o São Caetano/ Mon Bijou, que ainda estão invictas na Superliga após três rodadas.

Quem lidera a tabela até o momento é o Rexona/Ades. O time carioca perdeu apenas um set na Superliga. Na estréia, enfrentou o novato Vôlei Futuro, que mostrou muita determinação, mas parou nos bons ataques de Sassá e perdeu por 3 a 0. Na segunda rodada, a vítima foi o Fiat/Minas, que também foi derrotado por 3 sets a 0. Apesar do placar fácil, o técnico Bernardinho ainda reclamou muito dos erros cometidos por suas jogadoras, principalmente nos primeiro sets. Já na terceira etapa, o time carioca precisou mostrar superação. O Brasil Telecom estava focado, venceu o primeiro set e a equipe de Bernardinho virou. Com a volta da central Fabiana, o Rexona venceu as brasilienses por 3 a 1.

O atual vice-campeão brasileiro Finasa bateu o Fiat/Minas na abertura da competição. Apesar da falta de entrosamento comum ao começo de qualquer torneio, as paulistas superaram as mineiras por 3 sets a 1. Na segunda rodada, o time de Osasco passou pelo Brasil Telecom sem muitos problemas, por 3 sets a 1. A equipe de Carol Gattaz e Paula Pequeno repetiu o placar e venceu o Pinheiros/ Blue Life no clássico do estado de São Paulo na última rodada.

O meio da tabela da Superliga ainda está embolado. Cimed/Macaé, Pinheiros/Blue Life e Fiat/Minas estão com duas derrotas e apenas uma vitória. Já os lanternas são o estreante Vôlei Futuro e o Brasil Telecom, que ainda não venceram.

Apesar das equipes ainda reclamarem da falta de ritmo, já é possível diferenciar o nível de alguns times. Rexona e Finasa começaram bem a competição e prometem brigar pelo título. Na cola dele está o São Caetano/Mon Bijou, cidade que tem tradição no esporte e público fiel. É bom que as outras equipes acordem e encontrem o seu voleibol para não deixarem os líderes escaparem mais ainda.

A próxima rodada da Superliga feminina começa nesta terça, às 18h30, com Vôlei Futuro x Cimed/Macaé.

*Foto: Paula Pequeno, atacante da seleção brasileira e do Finasa/Osasco – Divulgação/CBV*

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2006 Sem categoria | 10:31

Mais que merecido!

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O Comitê Olímpico Brasileiro escolheu o melhor atleta de 2006 na noite desta terça-feira, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No masculino, estavam na briga Giba, do vôlei, Torben Grael (vela) e Diego Hypólito (ginástica). Quem levou a melhor foi o atacante Giba, que fechou as disputas desse ano de forma mais do que merecida.

Em 2006, Giba venceu a Liga Mundial pela quinta vez e foi eleito o melhor jogador da competição. Depois, no Mundial do Japão, ajudou o Brasil a ser bicampeão e saiu com o troféu de melhor jogador do mundo. Além disso, foi o segundo atacante no ranking do torneio. Em 2005, Giba também estava na briga, mas perdeu para o judoca João Derly. Nada mais justo que ele levar esse título do COB agora.

Ao receber o Prêmio Brasil Olímpico de Melhor Atleta 2006, o atacante voltou ao discurso do final do Campeonato Mundial e dividiu o prêmio com os companheiros. Na volta do Japão, ele comentou que se jogasse tênis poderia ser o melhor do mundo, mas ele atua em um esporte coletivo e, por isso, a glória não era apenas dele. “Nós criamos uma família”, revelou ele no palco da cerimônia do COB.

Com a estatueta em mãos, o ponta ainda contou como se mantém motivado a cada torneio. “Antes de entrar em qualquer competição, mentalizo a imagem da nossa bandeira no ponto mais alto”, falou. Por fim, Giba não esqueceu os torcedores que o elegeram o melhor atleta do ano pelo voto popular através do site do Comitê Olímpico. “Queria agradecer também aos que acordaram cedo para acompanhar pela TV a nossa conquista no Japão”, completou.

Esse prêmio é o reconhecimento de uma carreira vitoriosa de Giba. Além do bi mundial, ele é campeão olímpico (2004) e foi destaque nos Jogos de Atenas. Foi campeão da Copa do Mundo (2003) e penta da Liga Mundial (2001, 2003, 2004, 2005 e 2006). Ainda pela seleção juvenil, foi campeão sul-americano (94) e vice-campeão mundial (95). Na infanto-juvenil, venceu o Mundial em 93. Em clubes, foi bi da Superliga, em 99/00 e 00/01. Agora disputa o Campeonato Italiano pelo Cuneo.

No feminino, a ginasta Laís Sousa foi escolhida a melhor atleta. Laís superou Isabel Clark, do snow board e Larissa, do vôlei de praia.

Bernardinho, de novo

O caminho vitorioso da seleção brasileira masculina de vôlei rendeu mais um título do COB. Pela quarta vez, Bernardo Rezende foi escolhido o melhor técnico. Desde 2001, quando o prêmio foi instituído, Bernardinho só perdeu para Lari Passos, no primeiro ano e para Oleg Ostapenko, em 2005.

“Este é um prêmio coletivo. Sem minhas equipes, eu nada faria”, agradeceu o treinador, que desde que assumiu a equipe brasileira em 2001 ganhou 17 competições, das 21 que participou.

Agora as atenções de Bernardinho estão voltadas para as meninas. Ele comanda o Rexona/Ades e luta pelo bicampeonato na Superliga.

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2006 Sem categoria | 14:07

Com a palavra, o melhor atacante do mundo

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A seleção brasileira masculina de vôlei voltou do Japão nesta semana com três títulos na bagagem. Além de campeão, Giba foi o melhor jogador e Dante, o melhor atacante. O ponta brasileiro liderou o fundamento com uma média de 61,22% de aproveitamento no ataque e desbancou até companheiro Giba.

Agora, com a sensação de dever cumprido com mais título na bagagem, Dante volta para casa e só pensa no Campeonato Italiano. Na rápida passagem pelo Brasil, o atacante contou como foi o Mundial, o gostinho do ouro, o relacionamento com a família e o que espera do próximo ano e o motivo pelo qual ainda não voltou a jogar no Brasil.

Mundo do Vôlei: Você ficou apenas dois dias no Brasil, com a sua família em Suzano, deu tempo para descansar? Compensou fazer essa “escala”, o passeio em carro aberto?
Dante:
Deu para descansar um pouco sim. Apesar do vôo muito longo, o Japão não é aqui do lado, foi muito bom ter vindo. Estou muito contente com a reação do público, com o carinho. Mesmo com cansaço e tudo mais, quando a gente vê essas pessoas as nossas baterias são recarregadas.

Mundo do Vôlei: Você já era campeão mundial em 2002, campeão das Olimpíadas de Atenas, penta na Liga Mundial. O que esse ouro do Mundial teve de diferente dos outros?
Dante:
Esse campeonato mundial foi diferente porque teve o gosto do bi. E é sempre muito gostoso ganhar. É muito bom ser o primeiro, mas ganhar de novo é melhor ainda.
Fazemos parte da história do voleibol. Todos os títulos mostram a concretização de um sonho. Só tenho que agradecer a todos. Ao Bernardo, ao público, a minha família.

Mundo do Vôlei: Mas a seleção brasileira sofreu um pouco no começo do campeonato…
Dante:
A estréia é sempre muito complicada. A gente não sabe como vai estar e nem como as outras seleção vão estar em quadra. E também não adiantava nada começar 100% e terminar mal. Nosso time teve uma crescente no Mundial. Acabamos 100%.
Até perder para a França nos ajudou. O grupo se fechou muito depois daquele dia e se concentrou mais ainda.

Mundo do Vôlei: Já que o time cresceu ao longo da competição, qual foi o auge da seleção?
Dante:
Acho que a final foi o nosso auge. Foi uma excelente final e a gente não errou quase nada. Os poloneses sentiram a pressão que colocamos logo no começo do primeiro set. Não deixamos eles jogarem.

Mundo do Vôlei: Bom, os poloneses sentiram a pressão em um jogo. Vocês são pressionados o tempo todo. Como lidar com isso e não deixar o favoritismo subir à cabeça?
Dante:
O Brasil sabe trabalhar sob pressão. No caminho, a gente costuma pensar em tudo o que pode acontecer para atrapalhar. A gente imagina que pode ser o segundo e se concentra muito mais. Não somos os melhores na nossa cabeça. Temos que sempre buscar ser os melhores e cada vez dar um passo a mais.

Mundo do Vôlei: E o seu melhor jogo, qual foi? Afinal, você voltou do Japão como o melhor atacante do mundo!
Dante:
Meu melhor jogo… Acho que meu melhor jogo foi contra a Alemanha. Eu estava bem em todos os fundamentos.

Mundo do Vôlei: Já deu tempo de pensar no Pan-americano do ano que vem? Esse é o único ouro que ainda falta para o Brasil.
Dante:
Até o Pan ainda tem muito chão. O ano de 2007 será muito cheio, com diversos compromissos, mas com certeza o Pan será a nossa prioridade. É trabalhar muito até lá

Mundo do Vôlei: Essa seleção brasileira atual está junta há bastante tempo. Qual é o clima entre vocês na concentração, nos treinamentos? Quem você colocaria como seu melhor amigo?
Dante:
Dentro da seleção é um clima de amizade muito grande. Não posso dizer que ele seja meu melhor amigo, mas eu tenho mais afinidade com o Rodrigão. Estamos juntos desde as categorias de base e divido quarto com ele. Mas eu tenho amizade com todo mundo. É um clima bom.

Mundo do Vôlei: Nas poucas folgas que o Bernardinho dá para vocês, que vocês fazem para relaxar e esquecer um pouco a pressão de serem os melhores do mundo no que fazem?
Dante:
Quando tenho uma folga, alugo um filme para relaxar. Gosto muito de suspense. Às vezes saímos para passear pela cidade onde estamos jogando, para conhecer pontos turísticos. Têm outros que até jogam vídeo-game, mas eu não gosto muito não, fico com os filmes.

Mundo do Vôlei: Conhecemos bem o Dante atacante, mas como é o Dante família, em casa?
Dante:
Tento estar sempre por perto. Levo a minha filha (Giovanna, de três anos) na escola, vamos para parques e para a praia nas minhas folgas na Grécia. (Sibele, esposa de Dante, contou que a pequena Giovanna já entende que tem horas que o pai está no Brasil e horas está na Grécia. Ela só sossegava quando eu ligava a TV no meio da madrugada para ver o pai jogando. Ela vibra muito e sabe o nome de todos os jogadores da seleção). Sempre tento ficar perto da família. Quando dá, o Bernardo deixa a gente sair ou os filhos e mulheres vão nos visitar. Isso é fundamental para recarregar as energias.

Mundo do Vôlei: O Campeonato Grego começa no final de semana. Já está preparado para mais esse desafio?
Dante:
Sim, tem que estar. E a expectativa lá é muito grande. A gente tem um grande time e defende o título do campeonato. O time não mudou do ano passado e é um grupo muito fechado. Eu e o Marcelinho (levantador reserva no time de Bernardinho) tentamos levar para eles a união que vimos na seleção brasileira. Com isso, a equipe parece um pouco com o Brasil.

Mundos do Vôlei: Os torcedores gregos também são parecidos com os brasileiros?
Dante:
A Grécia é muito parecida com o Brasil. Eles são fanáticos e cobram muito. Mas é claro que sinto falta do carinho do brasileiro, do público. Eles vão ao ginásio sempre, mas não é a mesma coisa que no Brasil. (Mais uma vez, Sibele completou o marido e disse que os torcedores de vôlei são os mesmos do futebol e levam tudo muito a sério. Eles são loucos pelo time).

Mundo do Vôlei: Já que sente falta do “calor” brasileiro, você pensa em voltar a atuar aqui?
Dante:
Quero voltar a jogar aqui logo, todos que estão fora querem. Mas infelizmente isso não depende só da gente. Ainda falta patrocinador para os clubes crescerem. Sempre tento acompanhar os jogos da Superliga pela internet. Aqui parece que patina muito e não caminha. Acho que já melhorou, mas ainda falta. Não sei quanto tempo vai demorar.

Mundo do Vôlei: Ainda tem algum objetivo específico na seleção?
Dante:
Não tenho vontade de ganhar um título em específico. Quero dar mais títulos ao público. Eu quero é ganhar todos.

Perfil de Dante

Nome: Dante Guimarães Amaral (Dante) – #18
Posição: ponta
Time atual: Panathinaikos (GRE)
Peso: 86 kg
Altura: 2,01 m
Data de Nascimento: 30/09/80
Títulos: foi tetracampeão sul-americano (99, 2001, 2003 e 2005) e penta da Liga Mundial (2001, 2003, 2004, 2005 e 2006). Já disputou duas Olimpíadas: sexto em Sidney/2000 e ouro em Atenas/2004. Venceu a Copa América (99 e 2001) e a Copa do Mundo (2003). Na categoria juvenil, foi campeão sul-americano (98). Bicampeão mundial (2002 e 2006).

*Foto: Dante faz jogada ensaida de fundo durante o Mundial/Divulgação*

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 Sem categoria | 09:38

Campeão mundial e com desejo de "quero mais"

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A seleção brasileira masculina de voleibol é a melhor equipe da modalidade do mundo. Dos 21 campeonatos que disputou sob o comando de Bernardinho, levou 17 títulos para casa. Pensa que eles estão satisfeitos? Nada disso! Esses meninos de ouro querem cada vez mais.

Em entrevista na chegada da equipe ao Brasil, o levantador Marcelinho demonstrou essa fome por mais medalhas. Além disso, o jogador fez um balanço do Mundial, falou sobre o clima para na seleção e ainda deu uma boa dica para os brasileiros sobre o seu futuro. Confira!

Mundo do Vôlei: A seleção brasileira não teve uma vida fácil no Campeonato Mundial. Levou um set de Cuba logo na estréia, perdeu para a França e suou para chegar as finais. Para você, qual foi o momento mais complicado nessa trajetória?
Marcelinho:
O momento mais difícil foi o da briga que tivemos no jogo da Bulgária porque não era esperado. (Ricardinho cobrou mais empenho dos companheiros e o central Gustavo e o líbero Serginho não gostaram. Eles discutiram em quadra e clima pesou). Conseguimos superar com muita conversa depois da partida no hotel. A conversa foi tranqüila. Não foi a primeira vez e nem vai ser a única. A gente já está habituado a ter essas conversas.

Mundo do Vôlei: Depois de superadas as adversidades, qual foi melhor momento dessa competição para você?
Marcelinho:
A maior emoção foi a final. Tivemos sim momentos de dificuldade durante o campeonato, algumas coisas que não eram esperadas, mas acho que, com o grupo todo unido, a gente conseguiu superar e conseguimos esse título.

Mundo do Vôlei: Como você definiria a seleção brasileira atual?
Marcelinho:
Acho que é o melhor time da história do voleibol brasileiro. Isso aí começou com a “Geração de Prata”. (Nessa geração estavam Bernardinho, William, Renan, Bernard, Marcos Vinícius e outros grandes nomes que conseguiram a primeira medalha olímpica para o Brasil, a prata em Los Angeles, em 1984, e por isso ganharam esse apelido). Acho que desde que o Bernardo assumiu, mudou um pouco a filosofia do nosso trabalho e a gente conseguiu botar o nosso nome na história.

Mundo do Vôlei: Esse grupo que forma a equipe brasileira está junto há bastante tempo, pelo menos uns anos. Qual é o clima entre vocês? Como é a chegada de algum jogador novo?
Marcelinho:
A gente não é nem “meio uma família”. Somos inteiro (risos). Já a mescla com os mais novos é a grande fórmula. Eles chegam com uma vontade, com uma disposição enorme. A gente, que já é mais velho, olha para eles, cada vez querendo mais, e fica motivado. Eles puxam a gente. Por outro lado, passamos experiência, tranqüilidade e damos instrução. Acho que essa mescla aí é fundamental.

Mundo do Vôlei: Além da liberdade de dar dicas aos recém-chegados, vocês têm liberdade de darem dicas para quem está na quadra. Muitas vezes você passa o tempo técnico conversando com o levantador Ricardinho. Você se sente um pouco técnico?
Marcelinho:
Não me sinto, porque eu sou um jogador. Mas eu do lado de fora consigo ter uma visão um pouco diferente. De fora você enxerga muito mais coisa do que de dentro. O Ricardo ali na quadra vê o jogo de uma outra maneira e eu procuro orientá-lo com o que acompanho do banco. O Bernardo me dá total liberdade para fazer isso até porque somos da mesma posição e, como somos levantadores, pensamos igual. Ele me pergunta coisas que ele às vezes fez errado ou que não sabe e eu falo. A gente tem uma amizade muito grande e isso aí só faz crescer a seleção.

Mundo do Vôlei: Você já está há nove anos com a camisa da seleção, já levou o ouro no Mundial, na Liga, em Sul-americano… Qual a sua motivação para continuar no time e lutar pelo lugar de titular?
Marcelinho:
A motivação de seguir é que no ano que vem tem Pan-americano, que é importantíssimo. É um título que falta para a gente. Vou jogar em casa pois sou o único carioca do time. A expectativa é treinar bastante para conseguir esse ouro. Que 2007 seja como 2006. Também tem a Olimpíada de Pequim. Eu quero completar meus 11 anos de seleção com uma medalha olímpica, que ainda não tenho. (Em Atenas, Marcelinho não foi convocado. Os levantadores eram Maurício e Ricardinho).

Mundo do Vôlei: Completar esses 11 anos de seleção? Você se aposenta depois de Pequim?
Marcelinho:
Tudo caminha para a olimpíada ser o último campeonato na seleção.

Mundo do Vôlei: Mas ainda falta um tempo para isso e você tem um Campeonato Grego pela frente com o Panathinaikos. Você já se acostumou em morar na Grécia?
Marcelinho:
Hoje já não sinto mais, não tenho dificuldades. No começo não foi nada fácil, mas já estou no segundo ano lá e é um país maravilhoso, as pessoas são incríveis. A história toda do mundo está na Grécia e para a minha vida toda isso aí vai ser uma experiência única.

Mundo do Vôlei: Quando você está jogando fora consegue acompanhar alguma coisa da Superliga? Acha que o Brasil perde com 11 dos 12 campeões mundiais atuando na Europa?
Marcelinho:
Não acompanho muito. O bom de a gente estar fora é que os jogadores mais novos têm espaço para atuarem mais cedo. Isso faz com que o país tenha um maior número de atletas em um bom nível atuando. Por outro lado, o público, a imprensa, a televisão perdem as suas referências que somos nós.

Mundo do Vôlei: Ver tudo isso te dá vontade de voltar? Você pensa em jogar no Brasil mais uma vez?
Marcelinho:
Claro que penso em voltar, acho que todos aqui pensam. Espero que isso se realize. Na cabeça de todo mundo deve passar essa vontade. Eu acho que esse sonho está perto de se realizar.

Perfil de Marcelinho

Nome completo: Marcelo Elgarten
Posição: levantador
Camisa: número 2
Time atual: Panathinaikos (GRE)
Peso: 78 kg
Altura: 1,83 m
Data de Nascimento: 09/11/74
Títulos: com a seleção brasileira foi campeão mundial em 2006; campeão da Liga Mundial em 2001, 2004, 2005 e 2006, prata em 2002 e bronze em 1999 e 2000; campeão da Copa dos Campeões em 2005; campeão do Sul-americano em 2005; vice na Copa América em 2005; campeão mundial juvenil em 1993. Em clubes, conquistou a Superliga 2003/2004 com o Unisul e foi eleito o melhor levantador da temporada.

*Foto: Marcelinho (direita) beija a taça de campeão mundial junto com Ricardinho/EFE/Último Segundo*

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terça-feira, 5 de dezembro de 2006 Sem categoria | 17:17

Dia de heróis

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São Paulo teve trânsito complicado nesta terça, por volta da hora do almoço, perto do Ibirapuera, na Brigadeiro Luis Antônio, no centro e na Avenida Paulista. Não, a culpa não foi da chuva. Ela só molhou um pouco, mas logo parou. Quem provocou um congestionamento na capital paulista foi a seleção brasileira de voleibol, bicampeã mundial. Os atletas desfilaram em carro aberto por importantes avenidas e atraíram uma multidão para as ruas.

No caminho do hotel onde eles atenderam a imprensa até o ginásio do Ibirapuera, ponto de partida do carro da seleção, o céu escureceu e começou a chover. Os jogadores subiram no carro dos bombeiros ainda com chuva, mas logo que o desfile iniciou, o céu abriu e até apareceu sol.

Aos poucos, uma aglomeração se formou ao lado do carro e todos queriam fotos e autógrafos. De diversos prédios do centro caiam chuvas de papel picado. O trajeto da seleção era acompanhado por um carro aberto para fotógrafos e cinegrafistas e outro, para imprensa e familiares.

Tudo estava calmo no ônibus da família quando Giba faz um aceno para sua esposa. Ele queria levar a filha Nicol para o carro dos bombeiros. Apesar da mulher, a romena Cristina Pirv, ter sido contra a princípio, o jogador desceu do veículo, veio até o ônibus e pegou a filha, de apenas 2 anos e 4 meses, pela janela que fica na cabine do motorista.

Ao ver toda a agitação, Giovana, filha de Dante de 3 anos, pensou em seguir a amiguinha. Ela chegou a falar que queria “ir com o papai”. Entretanto, logo depois ela olhou de novo para o carro de bombeiros e quando perguntaram o que ela queria fazer, ela respondeu: “não, não quero mais ir com papai. Perigoso”. Parece que ela tem mais juízo do que Giba, que depois de alguns minutos, levou a filha de volta ao ônibus.

Além das crianças, outras cenas inusitadas chamaram a atenção. Após diversas horas de viagem, apenas uma passagem pelo hotel antes da coletiva e o desfile, deu vontade de ir ao banheiro em alguns atletas. Aproveitando-se do congestionamento de pessoas que estava na Av. Paulista, Dante e Anderson desceram e foram ao banheiro de uma farmácia. O alvoroço foi ainda maior. Anderson voltou mais rápido e Dante ainda teve que correr atrás do ônibus por alguns metros, cercado de seguranças. Um pouco depois foi a vez de Giba descer e sair correndo para um bar.

Durante o passeio, Pirv contou o motivo pelo qual Giba sempre deixa um cavanhaque quando está na seleção. “Ele não faz a barba quando está fora de casa. É superticioso e sempre fala que nunca perdeu com o seu ‘bigodon'”, revelou ela. Giba fez a barba assim que chegou ao hotel, antes da coletiva, afinal, o ouro do Mundial já estava garantido e ele já estava perto da família. Sua esposa prometeu uma festa em Curitiba, cidade natal do ponta, em homenagem a conquista do maridão.

No final, muitos conseguiram autógrafos e os jogadores, apesar do cansaço, não pararam um minuto. Acenavam, tiraram fotos e até distribuíram bolas autografadas para quem estava na rua. Foi uma festa para os heróis do esporte nacional. E todos que puderam, deram uma espiadinha e aplaudiram.

*Foto: Giba, com Nicol nos braços, desce do carro de bombeiro e leva a filha para a mãe no ônibus/Aretha Martins*

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