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Arquivo de novembro, 2006

quinta-feira, 30 de novembro de 2006 Sem categoria | 16:15

Serginho: "Vamos brigar com a Sérvia agora"

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A equipe do Brasil desembarcou nesta quinta em Tóquio onde disputará a fase final do Campeonato Mundial de vôlei masculino. O time teve o dia de folga das quadras e fez apenas treinos físicos. Segundo entrevista ao Globo Esporte, o desentendimento da partida contra a Bulgária entre Ricardinho, Gustavo e Serginho já virou coisa do passado.

No final do segundo set, o levantador e capitão Ricardinho cobrou mais empenho dos titulares. O meio-de-rede Gustavo e o líbero Serginho não gostaram e acharam que o capitão brasileiro havia exagerado. “Eles acham que eu cobrei de mais. Eu acho que cobrei normalmente”, argumentou Ricardinho na chegada da seleção a Tóquio. Segundo o jogador, todos conversaram e a briga foi superada.

Para o líbero do Brasil, é normal uma “troca de farpas” entre os atletas. “Briga sempre vai ter, não vai ser a primeira e nem a última, mas se for para vencer, o nosso caminho está certo”, falou Serginho no desembarque.

Agora todas as atenções da equipe estão voltadas para a Sérvia e Montenegro, adversária deste sábado, à 1h30 (horário de Brasília), na semifinal do Campeonato Mundial. “Não tem que ficar assim, ainda mais perto de uma partida tão importante”, ressaltou o levantador Ricardinho. “Vamos brigar com a Sérvia agora”, brincou Serginho.

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Sem categoria | 11:22

Demorou, mas o primeiro lugar veio!

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Foram necessárias duas rodadas do Campeonato Mundial de vôlei masculino para a seleção brasileira colocar algum jogador no topo das estatísticas. Com uma atuação melhor na segunda etapa do que na primeira, Dante lidera a lista de atacantes da competição, com 59,66% de aproveitamento. Ele roubou o lugar do polonês Sebastian Swiderski, que era o cabeça ao final da primeira rodada.

Dante não teve nenhuma atuação espetacular nos jogos do Brasil no Mundial. Entretanto, o bom resultado no ranking foi conseqüência da regularidade do atleta, que atuou em quase todas as partidas e virou as bolas quando foi acionado por Ricardinho.

Giba, o nome do Brasil no ataque, cresceu bastante na segunda fase. O ponta soube se livrar do bloqueio e decidir o jogo nos momentos de maior pressão, como contra a Bulgária e contra a Itália. Com essas atuações conseguiu um lugar entre os maiores pontuadores do torneio. Ele ocupa a 11ª colocação, com 136º.

Além de jogar bem na rede, Giba está fazendo estragos no saque. Assim como na primeira rodada, ele foi o melhor brasileiro no fundamento e alcançou a segunda colocação no ranking, com 0,37 pontos por set. O líder continua sendo o búlgaro Kaziyski, com 0,71 pontos por set. Em todo o Campeonato Mundial, o atacante do Leste Europeu já fez 25 aces e promete dar trabalho aos poloneses na semifinal deste sábado.

Já os poloneses aparecem entre os melhores em quase todos os fundamentos. A única seleção invicta até agora tem Swiderski como o segundo melhor atacante, Plinski como o quinto melhor no bloqueio, Kadziwicz como o sexto melhor sacador, Gacek com a sétima melhor defesa e Zagummy como o melhor levantador. O técnico polonês comentou que preferia enfrentar a Bulgária a pegar o Brasil na semifinal por causa do longo clico de vitórias do time de Bernardinho. Melhor para os brasileiros, que se livraram dessa pedreira na semifinal e terão mais tempo para estudar o adversário caso as equipes se cruzem na decisão da medalha de ouro.

Um setor que o Brasil cresceu nas estatísticas, mais ainda precisa melhorar, é o defensivo. O líbero Serginho era apenas o 17º na lista de defesa e agora subiu para 14º. Entre os atletas da sua posição, ele era o 16º e hoje está em 13º entre as 16 equipes que disputaram a segunda fase. O bloqueio brasileiro também não anda muito bem. Ao final da primeira etapa, Gustavo era o 16º colocado e conseguiu subir apenas para a 10º posição com o desempenho dos últimos jogos.

A seleção brasileira já está em Tóquio, palco dos jogos decisivos e, para encarar a Sérvia e Montenegro neste sábado, à 1h30 (horário de Brasília), precisa arrumar o fundo de quadra. Os sérvios têm um excelente levantador, Nikola Grbic, o terceiro melhor na competição, que sabe variar muito o jogo. Ele consegue aproveitar a altura dos atletas e explorar o jogador de segurança Milijkovic. A estratégia para superá-los é fechar a defesa para conseguir armar o contra-ataque. O Brasil perdeu para a França porque falhou nesse quesito e agora, não pode repetir o mesmo erro.

Time completo para a semifinal

O meio-de-rede Gustavo, que torceu o tornozelo no jogo contra a Bulgária nesta quarta, se recupera bem e pode jogar contra a Sérvia e Montenegro no final de semana. Segundo Bernardinho, a lesão do jogador não é grave.

Apesar do susto com o machucado, o Brasil não precisa se preocupar. Como ressaltou o próprio treinador, o time tem ótimos centrais. André Heller entrou bem ainda na primeira fase e roubou o posto de titular de Rodrigão, que ficou uma partida afastado por dores nas costas. E Rodrigão voltou bem contra a Bulgária no lugar de Gustavo. A seleção está bem servida nessa posição.

*com informações da FIVB/ Foto: Giba, um dos destaques do Brasil nesse Campeonato Mundial/Divulgação*

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quarta-feira, 29 de novembro de 2006 Sem categoria | 11:10

Brasil bate a Bulgária e pega Sérvia e Montenegro na semi

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Em um jogo tenso, com direito a discussão de jogadores, o Brasil contou com a boa atuação dos reservas e venceu a Bulgária por 3 sets a 1, com parciais de 25/22, 20/25, 25/22 e 25/16. Com isso, ficou com o primeiro lugar do Grupo F e agora encara a equipe da Sérvia e Montenegro na semifinal do Campeonato Mundial neste sábado.

Cada equipe entrou com uma atitude em quadra. Para os brasileiros, a vitória significava a vaga para a fase decisiva. O clima era te tensão total. Ao longo do jogo, o capitão e levantador Ricardinho se exaltou no banco de reservas e cobrou mais empenho de Gustavo e Escadinha e eles não gostaram. Chateado, o levantador nem queria se unir ao time antes dos sets. Após a partida, Ricardinho assumiu que pode ter exagerado na bronca, mas ressaltou que sempre conversa com os companheiros e chama a atenção quando necessário. Segundo Gustavo, a discussão seria resolvida mais tarde, quando a seleção voltasse para o hotel. Bernardinho concordou com o meio-de-rede e também disse que eles precisariam se entender depois, como uma equipe.

Já para a Bulgária, era apenas mais uma partida, já que a seleção já tinha seu lugar na semifinal garantido. Para ele, a discussão se deu pelo clima quente da partida e pressão nos brasileiros pela vitória e pela classificação. Na equipe búlgara, os ânimos estavam mais calmos e o técnico Martin Stoev aproveitou para poupar seus titulares e dar ritmo aos reservas. Até o capitão admite que a partida pouco valia para eles. “Foi uma oportunidade para descansar porque jogamos oito partidas seguidas e o jogo de hoje não era tão importante para nós”, disse Yordanov.

Com a pressão para vencer, o Brasil começou o confronto desconcentrado e cometendo erros. Aos poucos, a seleção de arrumou e assumiu a liderança com bons ataques de Dante. Os times intercalaram o comando no placar e os brasileiros voltaram à frente no final, com um saque tático de Ricardinho. Em um erro no levantamento búlgaro, o Brasil fechou o set em 25 a 22.

A segunda parcial seguiu equilibrada. Dante e André Nascimento não estavam muito bem e sofreram com o bloqueio adversário. Aos poucos a Bulgária crescia na partida e Bernardinho mudou o time. Colocou Marcelinho, Anderson e Murilo nos lugares de Ricardinho, André Nascimento e Dante. “O início do jogo foi tento, mas reservas entraram bem”, comentou o técnico Bernardinho. O Brasil reagiu, mas não superou o bom momento de Yordanov, que virou uma parede no bloqueio. A Bulgária venceu o set por 25 a 20.

Ainda com os reservas em quadra, o time brasileiro entrou bem na terceira parcial e os búlgaros desconcentraram e passaram a errar. O central Gustavo caiu de mau jeito e torceu o tornozelo e foi substituído por Rodrigão. A lesão parece não ser grave e não preocupa Bernardinho. A seleção já estava com 24 a 18, quando a Bulgária quis reagir e fez quatro pontos seguidos com um bom saque, que quebrou a recepção nacional. Entretanto, já era tarde e o Murilo fechou o set para o Brasil em 25 a 22. O Brasil também não deu espaço aos búlgaros no último set, que não resistiram e perderam por 25 a 16.

Ao final da partida, Bernardinho falou que ficou satisfeito com a seleção. Apesar dos deslizes dos titulares, o banco de reservas deu conta do recado e manteve o nível do time. “Mais uma vez mostramos que este é um grupo de 12 titulares”, ressaltou o levantador reserva Marcelinho, que entrou muito bem na partida. Para ele, o cansaço atrapalhou os principais atletas brasileiros. O time teve menos de 24 horas entre o final da partida contra a Itália e o jogo contra a Bulgária.

O Brasil não esteve 100% em quadra e mostrou muitos erros. Nos quatro sets, deu 27 pontos de graça para a Bulgária. Isso não decisivo na partida porque os búlgaros conseguiram errar mais: 38 vezes. Giba foi o melhor e mais constante jogador da partida, mas Dante e André Nascimento não estavam bem. A grande seqüencia de jogos pesou. Porém, os reversas estavam inteiros e mostraram também que sabem se virar para segurar o placar. Eles deram um novo ânimo ao jogo e à seleção. Mesmo com as falhas, a vitória brasileira saiu e que colocou o time em primeiro lugar do Grupo F. Brasil e Bulgária estão com apenas uma derrota e a equipe verde a amarela teve melhor média de pontos e por isso, ficou com a liderança da chave. Na semifinal, que acontece no sábado, Brasil encara Sérvia e Montenegro, que também só perdeu uma vez nesse Mundial, para os poloneses. No outro jogo, a Bulgária pega a invicta Polônia.

Os times já fazem previsões para a grande decisão do Campeonato Mundial. “A Bulgária colocou um time novo contra o Brasil e estou quase certo que esses jogadores estão prontos para a semifinal. Espero que a gente cruze com eles na final e vamos jogar melhor do que hoje”, comentou Bernardinho. Os búlgaros também esperam enfrentar o Brasil na luta pelo ouro. “Tenho certeza que o time brasileiro vai se classificar para a final. Espero que a Bulgária também chegue lá e tenha outra chance contra eles”, disse o técnico Martin Stoev.

BRASIL – Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e André Heller. Líbero: Escadinha. Entraram: Anderson, Marcelinho e Murilo. Técnico Bernardinho.

BULGÁRIA – Zarev, Yordanov, Konstantinov, Tsvetanov, Galdarsky e Aleksiev. Líbero: Salparov. Entraram: Kaziyski, Nikolov, Peev e Zhekov. Técnico: Martin Stoev.

Servia e Montenegro na semifinal, de novo…

Para chegar a grande final do Campeonato Mundial o Brasil precisa passar pela Sérvia e Montenegro na semifinal deste sábado. O jogo promete ser equilibrado, já que os sérvios são altos, jogam bem pelas pontas e na velocidade no meio, e sabem bloquear. Além disso, perderam apenas para a Polônia na última partida da segunda fase, quando já estava classificada para a semifinal.

Esse jogo será uma reedição da final do Mundial de 2002. Na época o Brasil venceu a Iugoslávia, que virou Sérvia e Montenegro, e foi para a final contra a Rússia. Apesar da mudança de nomes, o time continua parecido e segue com excelentes jogadores como os irmãos Nikola e Vladimir Grbic e os atacantes Vujevic e Miljkovic.

As duas equipes se conhecem bem, já se enfrentaram várias vezes nos últimos anos. O Brasil precisa ter atenção aos ataques de Miljkovic, que é o quarto melhor no fundamento no campeonato, e a boa distribuição de bolas do levantador Nikola Grbic, terceiro no ranking do Mundial.

O jogo será nesse sábado, dia 2 de dezembro, e o horário ainda não foi divulgado.

Outros resultados

GRUPO E

Porto Rico 2 x 3 Tunísia
Argentina 2 x 3 Canadá
Japão 0 x 3 Rússia
Polônia 3 x 0 Sérvia e Montenegro

GRUPO F

Brasil 3 x 1 Bulgária
França 3 x 2 Itália
Alemanha 1 x 3 República Tcheca
Cuba 0 x 3 Estados Unidos

*com informações da FIVB e de agências/ Foto: Marcelo, André Heller e Murilo sobem no bloqueio e mostram que os reservas estão prontos para a batalha/Divulgação*

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terça-feira, 28 de novembro de 2006 Sem categoria | 10:53

Brasil coloca um pé na semifinal do Campeonato Mundial

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A seleção brasileira mostrou superioridade e concentração e venceu a Itália por 3 sets a 0 nesta madrugada. Com isso, o Brasil segue na cola da Bulgária, líder do Grupo F, e depende de suas forças para garantir a vaga na semifinal do Campeonato Mundial. Se vencer os búlgaros nesta quarta, às 2h (horário de Brasília), estará classificada. Se perder, vai para o desempate com o vencedor de Itália e França.

Como sempre é um Brasil x Itália, a partida desta terça começou equilibrada, com os dois times cautelosos. Um dos atacantes que fizeram a diferença no primeiro set foi André Nascimento. Com um saque forçado do oposto, que Corsano não defendeu, o Brasil passou a frente no placar no 17 a 16. A Itália tentou uma reação com ataques de Fei, mas em um saque errado, deram o último ponto da parcial para o Brasil, que fechou em 25 a 23. “Nós começamos bem o set, mas o Brasil mostrou o seu verdadeiro jogo depois”, disse o capitão italiano Samuele Papi.

No set seguinte, os brasileiros estavam melhores e abriram três pontos, com a ajuda de saques errados dos italianos e fizeram 9 a 6. A vantagem foi mantida com bons ataques de Dante e bloqueio de Gustavo pelo meio-de-rede. Com mais um saque no meio da rede da Itália, o Brasil fez 25 a 20. “Estávamos bons técnica e taticamente, mas cometemos mais erros que os brasileiros. Em sete bolas, erramos seis e com isso tivemos muitos problemas”, analisou o técnico italiano Gianpaolo Montali.

A Itália tentou pressionar no terceiro set, mas a superioridade brasileira prevaleceu. O saque verde e amarelo estava funcionando bem e as bolas não chegavam às mãos do levantador Vermiglio. Após o tempo técnico, Cernic tentou uma reação, mas já era tarde. Giba e Dante estavam virando todas as bolas e o Brasil conseguiu abrir 21 a 15. O meio Mastrangelo marcou alguns pontos para os italianos, mas Giba liquidou o set em um ataque marcando 25 e 20.

“Nós tentamos”, disse o técnico italiano no final da partida. “Respeitamos no nosso adversário. Estávamos concentrados na nossa estratégia e tudo deu certo hoje para o Brasil”, falou o capitão e levantador Ricardinho. “Nossa equipe sacou bem, tocou nas bolas (no bloqueio), defendeu, atacou, contra-atacou, e começou a ficar muito pesado para ele. É igual a uma luta. Dois caras vão se encontrar. Quem vai para cima o tempo inteiro faz o adversário recuar”, continuou ele. “Tivemos um ritmo de saque, defesa e ataque muito alto. E fomos mais velozes que o adversário”, completou Dante.

Para os brasileiros, todos os jogos são como uma final. “Quando é um caso de vida ou morte, como era a partida contra a Itália, nosso time fica muito concentrado”, comentou o ponta Giba. Os brasileiros já provaram que estão crescendo nesse Campeonato Mundial e estão deixando o técnico Bernardinho satisfeito. “Estávamos preocupados e foi muito importante termos sobrevivido a esse jogo. Sacamos bem e colocamos pressão sobre os italianos”, resumiu o treinador brasileiro. E vencer os italianos tem um gostinho especial, já que quase toda a seleção brasileira atua ao lado dos adversários no Campeonato Italiano. “Conhecemos bem os jogadores”, completou Giba.

BRASIL – Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e André Heller. Líbero: Escadinha. Entraram: Anderson, Marcelinho e Murilo. Técnico Bernardinho.

ITÁLIA – Vermiglio, Fei, Cisolla, Papi, Mastrangelo e Semenzato. Líbero: Corsano. Entraram: Savani, Lasko e Cernic. Técnico: Gianpaolo Montali.

Futuro será decidido contra a Bulgária

Agora o destino do Brasil no Campeonato Mundial está nas mãos dos brasileiros. A Bulgária, invicta na competição, já está classificada para a semifinal. Resta uma vaga no Grupo F. O Brasil pega a Bulgária nesta quarta e a vitória significa ficar com a segunda vaga do grupo. Se perder, decide no desempate pela média de pontos a classificação com o vencedor de Itália x França, confronto que acontece às 7h da manhã desta quarta.

Diante da Bulgária, o Brasil vai encontrar um saque muito forçado e um bloqueio pesado. As atenções estarão voltadas para Kaziyski, de 22 anos e 2,02m, que liderava o ranking no saque. Até a terceira rodada da segunda fase, ele já marcou 24 aces. Na última partida dos búlgaros, um 3 a 2 sobre a França, ele fez 5 pontos diretos de serviço. E foi essa pancada no saque que deu a vitória por 3 sets a 0 sobre os brasileiros na primeira rodada da segunda fase da Liga Mundial deste ano. Mas naquele campeonato, a Bulgária caiu de produção na etapa final e conseguiu apenas o quarto lugar. Agora eles estão embalados e parecem que querem mais. Nenhuma seleção ainda pôde parar os búlgaros no Mundial. Eles já passaram por Itália, República Tcheca, Estados Unidos, Irã, Venezuela, Alemanha, Cuba e França.

“Bulgária melhorou bastante nos últimos anos, sobretudo taticamente. O diferencial deles é a força física. É um time bom de ataque, bloqueio e saque, como mostrou na partida contra nós pela Liga Mundial”, disse o central André Heller. “Eles sabem jogar, são experientes. Precisamos estar atentos”, completou o levantador e capitão Ricardinho. “Nada está decido ainda”, lembrou Bernardinho. Será o momento de a defesa brasileira mostrar realmente a que veio nesse Campeonato Mundial.

No Grupo E, Polônia e Sérvia e Montenegro já se classificaram para as semifinais. As duas estão invictas na competição e se enfrentam na última rodada, nesta quarta, para saber quem fica com a liderança da chave. O primeiro pega o segundo do Grupo F, Brasil, Itália ou França, e segundo colocado joga contra a Bulgária. Os vencedores fazem a final e os derrotados, disputam terceiro e quarto lugares.

Outros resultados

GRUPO E

Porto Rico 3 x 0 Canadá
Argentina 3 x 2 Tunísia
Japão 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Polônia 3 x 2 Russia

GRUPO F

Brasil 3 x 0 Itália
França 2 x 3 Bulgária
Alemanha 2 x 3 Estados Unidos
Cuba 3 x 1 República Tcheca

*com informações da FIVB e da CBV/Foto: Bloqueio triplo brasileiro cresce para cima da Itália/Divulgação*

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segunda-feira, 27 de novembro de 2006 Sem categoria | 23:16

Jogo de camaradas, ou nem tanto…

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O Brasil tem 100% de aproveitamento na segunda fase do Campeonato Mundial. Aqueceu os braços com as vitórias sobre os Estados Unidos por 3 sets a 0 e sobre a República Tcheca, também por 3 sets a 0 (veja como foram esses jogos abaixo). Agora é a vez de encarar a Itália, equipe de tradição no voleibol mundial, a primeira pedreira dessa fase da competição. A partida será nesta madrugada, às 4h (horário de Brasília).

Do time brasileiro, Giba, Murilo, Ricardinho, Escadinha, André Heller, André Nascimento, Rodrigão, Anderson e Gustavo atuam no Campeonato Italiano, ao lado a maioria dos atletas que formam a seleção daquele país. Com isso, muito são bons amigos. Entretanto, com a camisa amarela, não tem essa de amizade. “A rivalidade contra a Itália acabou ficando maior do que contra a Argentina porque conhecemos bem os jogadores”, conta o meio-de-rede Gustavo.

A partida entre as duas equipes sempre promete farpas e emoção. São dois times que jogam mais na habilidade que na força, que sabem defender e armar bem, que aturam a pressão e não se entregam fácil. Um, é quem ganhou todos os títulos que disputou no ano. O outro, conta com a história de vitórias e está determinado a voltar ao topo do pódio.

Para reconquistar os tempos de glória, os jogadores e comissão técnica da Itália fizeram uma reunião e assumiram um compromisso de jogar com toda a vontade possível para ganhar e recuperar a melhor forma. Parece que deu certo. Os italianos melhoraram muito de produção e nesse Mundial perderam apenas para a Bulgária, na primeira fase, em um duríssimo 3 sets a 2. “A Itália está mais organizada depois desta reunião e os jogadores deles são sempre perigosos. Posso destacar vários: Fei, Cisolla, Papi…”, diz o ponta Giba.

O jogo desta madrugada terá cara de decisão. Brasil e Itália chegaram a essa etapa do Mundial com quatro vitórias e uma derrota. Assim como os brasileiros, os italianos ainda não perderam nessa fase. Superaram a Alemanha por 3 sets a 0 e Cuba, por 3 sets a 1. Quem vencer no confronto direito, coloca um pé na semifinal. Quem perder, pode pensar em arrumar as malas de volta para casa. “Temos que olhar esse jogo como uma final. Estaremos jogando contra os favoritos e eu tenho certeza que será uma partida difícil”, falou o técnico italiano Gianpaolo Montali.

É bom a Itália tomar cuidado, pois para Bernardinho, o Brasil está jogando bem melhor agora do que na primeira fase. Até o momento, os brasileiros souberam dominar as partidas e virar o placar quando estavam atrás. Foi essa maturidade que faltou na primeira parte do campeonato e, principalmente, nos erros bobos e nas falhas nos contra-ataques na derrota para a França. Para vencer, o Brasil tem que ter a cabeça no lugar e calma na hora de decidir as jogadas. “Precisamos ter muita tranqüilidade e agressividade, tentar botar os italianos sob pressão para que sintam que somos o Brasil que conquistou todas as medalhas até agora”, afirmou Gustavo. “Eles estarão com vontade de ganhar, de mostrar seu valor e nós, com vontade de confirmar o que fizemos nestes seis anos”, comentou o treinador brasileiro.

A única equipe do Grupo F que está mais tranqüila é a Bulgária. Invicta na primeira fase, já bateu Alemanha e Cuba nesta etapa do Campeonato Mundial e está praticamente garantida na semifinal. Os búlgaros enfrentam o Brasil na madrugada desta quarta, às 2h (horário de Brasília), no último jogo dessa fase.

Brasil começou arrasador na segunda etapa do Mundial

A seleção brasileira estreou nessa fase do Campeonato Mundial na madrugada de sábado, diante dos Estados Unidos. Embalados por Giba, que virou quase todas as bolas que bateu, os brasileiros não deram chance aos norte-americanos e venceram por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 25/23. Após 36 anos, o Brasil superou os Estados Unidos em um Mundial.

A seleção de Bernardinho começou forçando o saque e quebrando o passe dos norte-americanos. Brasil colocou quatro pontos na frente e levou o jogo até fechar o set. Na parcial seguinte, os Estados Unidos tentaram arriscar tudo no saque, mas pararam no ótimo sistema defensivo brasileiro. Além disso, o serviço verde e amarelo seguia bem na partida e Ricardinho não tinha problemas em deixar os atacantes com diante apenas de bloqueio simples. O Brasil dominou e também venceu o segundo set. Na última etapa, os norte-americanos tentaram reagir, mas não tinham mais forças e perderam por 3 a 0.

Nessa partida, o Brasil mostrou que sabe administrar a vantagem e consegue manter a calma para conduzir o jogo. Isso é fundamental para uma equipe que busca o título. Bernardinho saiu de quadra feliz com o progresso da seleção se comparada com as atuações da primeira fase. O Brasil encontrou o seu ritmo e voltou a jogar com vontade e determinação todo o tempo.

Com esse espírito que a seleção voltou para a quadra em Hiroshima na madrugada de domingo. Do outro estavam os gigantes da República Tcheca, que jogam com saque forçado e bolas altas, como manda a escola do Leste Europeu. Foi o momento do Brasil provar que é uma equipe madura a ponto de se segurar em quadra e vencer por mais um 3 sets a 0.

Diferente do jogo contra os Estados Unidos, o time brasileiro não começou na frente. Conseguiu virar o placar para cima dos tchecos apenas no 21 a 20 e se aproveitaram dos erros dos adversários para fechar o primeiro set em 25 a 21. O Brasil sofreu com as bolas altas e não esperava um volume tão bom defesas da República Tcheca. A história se repetiu na segunda parcial e mais uma vez, os brasileiros tiveram que ter calma para virar o placar, dessa vez no 19 a 18. Após isso, controlaram a partida e levaram o segundo set por 25 a 20. A última etapa foi a mais equilibrada, mas o Brasil conseguiu se manter na frente do placar desde o início. Com um bloqueio do central Gustavo, fechou o set em 26 a 24 e a partida em 3 sets a 0.

Essas vitórias colocaram o Brasil entre os primeiros do Grupo F e ensinaram qual o caminho para a semifinal. É necessário considerar que Estados Unidos e República Tcheca eram os adversários mais fracos na teoria nessa fase. Entretanto, se o Brasil mantiver o mesmo jeito de jogar, não fará muita diferença quem estiver do outro lado da rede.

*com informações da CBV e da FIVB/Foto: Giba, um dos destaques brasileiros nessa fase do Campeonato Mundial, vibra após marcar um ponto/Divulgação*

*esse blog não foi atualizado no final de semana por falhas na conexão. Desculpe*

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sexta-feira, 24 de novembro de 2006 Sem categoria | 18:53

Respirou? Agora é hora da luta

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Após um dia de folga e da viagem para Hiroshima, a seleção brasileira tem uma chave complicada na segunda fase do Campeonato Mundial. Tem pela frente Bulgária, Itália, República Checa e começa essa rodada da competição encarando os Estados Unidos, na madrugada deste sábado, às 2h (horário de Brasília). Ainda estão no Grupo F França, Alemanha e Cuba, que não jogam com o Brasil porque já cruzaram na primeira fase.

Com exceção dos búlgaros, os outros estão em condições parecidas. Brasil, Itália, França e Alemanha tem quatro vitórias e uma derrota. A vida está mais complicada para República Checa e Estados Unidos, que chegam a essa etapa com duas vitórias e três derrotas. Melhor para o Brasil que está tudo meio confuso ainda.

Mas, para garantir vaga na semifinal, é fundamental não perder. “A segunda rodada será mais difícil que a primeira e mais uma derrota pode significar o fim para nós”, falou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho. Para atuar bem, é importante conhecer os adversários. Saiba um pouco mais sobre quem está no caminho do Brasil rumo ao bicampeonato.

ESTADOS UNDOS

A seleção brasileira começa contra os Estados Unidos na madrugada deste sábado a disputa da segunda fase do torneio. O histórico entre as duas seleções em Mundiais, a última vitória brasileira foi em 1970. Depois disso, cinco triunfos americanos.

Os Estados Unidos suaram para se classificar para essa fase e ficaram com a última vaga do Grupo C. Na etapa anterior, perderam para Bulgária, Venezuela e Itália e só se classificaram na média de pontos melhor que a dos venezuelanos. Apesar de toda a dificuldade, Bernardinho não se empolga muito para a partida de estréia do Brasil. “Todos os adversários desta segunda fase são perigosos. Os Estados Unidos se classificaram em quarto, mas é uma equipe que sempre nos causa problemas”, lembrou o treinador.

O jogo de sábado será a chance de revanche para os brasileiros, já os Estados Unidos tiraram o título na Copa América do ano passado do Brasil em casa, na decisão em São Leopoldo.

REPÚBLICA CHECA

O Brasil enfrenta os checos no dia 26, às 2h (horário de Brasília) e tem pela frente um time muito alto, que joga com bolas de segurança na ponta e pancada no saque, como uma típica equipe do Leste Europeu.

Ricardinho, levantador do Brasil, conhece muito bem dois gigantes de mais de dois metros da República Checa. “O Rak, de 2,05 m, joga no meu time (Modena, da Itália) e também atuei ao lado do Stokr, que tem 2,07m. São gigantes com força física imensa. Temos de tomar cuidado porque geralmente entram com saque muito forçado, principalmente esses dois jogadores”, comentou o jogador e capitão do Brasil. Além desses atletas, a seleção brasileira precisa tomar cuidado com o bloqueio de Lebl, que está em terceiro lugar no ranking no fundamento.

A campanha da República Checa no Mundial até o momento tem três derrotas, por 3 sets a 0 para a Itália e por 3 sets a 1 para Bulgária e Estados Unidos e duas vitórias por 3 sets a 0, sobre o Irã e a Venezuela. “Depois de vencer os venezuelanos, eu sabia que nós poderíamos continuar na competição”, disse o técnico checo Hanik Zdenek.

ITÁLIA

Os italianos levaram um susto logo na primeira rodada do Campeonato Mundial. Após cinco sets, perderam para a Bulgária. Porém essa foi a única derrota da seleção em toda a competição. Aos poucos os italianos cresceram e perderam apenas mais três sets na primeira fase e se classificaram para a segunda etapa na segunda colocação do Grupo C.

A Itália é uma equipe tradicional no voleibol. Foi tricampeã mundial, vencendo em 90, 94 e 98. No último Mundial não teve uma boa campanha e não acabou apenas com o quinto lugar.

Na edição deste ano, os italianos estão com vontade de honrar a tradição no esporte. Eles contam com um time formado pelos experientes Mastrangelo, Vermiglio, Papi, e o oposto Fei. Muitos jogam com os brasileiros no Campeonato Italiano e já enfrentaram a seleção diversas vezes.

Para vencer a Itália é preciso ter sangue frio e saber suportar a pressão. É uma equipe que força o saque e o ataque, mas também tem ótima visão para saber a hora certa de aliviar o braço. O segredo é ter calma para reverter o placar quando se está atrás e segurar quando se está frente, pois os italianos ficam irritados quando estão na desvantagem.

O jogo entre Brasil e Itália será no dia 28 de novembro, às 4h (horário de Brasília).

BULGÁRIA

Os búlgaros são os únicos do Grupo F que ainda estão invictos nesse Mundial. Venceram a Itália, por 3 a 2, os Estados Unidos, por 3 a 0, a Venezuela, por 3 a 1, o Irã por 3 a 0 e a República Checa, por 3 a 1. Eles serão os últimos adversários do Brasil na segunda fase do Campeonato Mundial, no dia 29, às 2h (horário de Brasília).

“Nas últimas rodadas, nós ganhamos o direito de chegar até aqui, mas agora em Hiroshima, os outros times são muito fortes e precisamos nos esforçar”, ressaltou o técnico búlgaro Martin Stoev. Apesar a invencibilidade e da liderança no grupo, a Bulgária sabe que não pode vacilar se quiser chegar à semifinal. “Os jogadores não vão relaxar”, continuou o técnico.

Os brasileiros precisam ficar atentos ao saque muito forçado da Bulgária. Foi graças a esse tipo de serviço que o time do Leste Europeu bateu o Brasil no primeiro jogo da fase final da Liga Mundial deste ano. No Mundial, eles lideram a lista de melhor saque com Kaziyski, que já fez 15 aces até o momento. Além disso, eles têm uma pancada muito forte no taue o bloqueio precisa estar atento em todos os minutos da partida.

Ressaca da primeira fase

A seleção masculina de voleibol teve a quinta-feira desta semana para descansar e conhecer a cidade onde vai disputar a segunda fase do Campeonato Mundial, Hiroshima. Hoje, a equipe voltou ao trabalho e se prepara para enfrentar os Estados Unidos no primeiro jogo desta etapa. Mas ainda ficou uma ressaca da primeira etapa da competição que está na hora de ser curada.

O Brasil precisa melhorar em alguns aspectos, como na concentração. Na partida contra a França, por exemplo, os brasileiros cometeram erros bobos e não conseguiram matar pontos simples. Eles se atrapalharam na hora de decidir e deram a vitória aos franceses. Agora, concentração é fundamental para manter o bom nível o tempo todo e estar sempre alerta a qualquer sinal de reação dos adversários. A equipe de Bernardinho terá pela frente times fortes e que jogam determinados os tempo todo (veja um perfil de cada equipe abaixo) e por isso a atenção é tão importante.

E estar atento não significa aproveitar bem os ataques. É estar ligado no fundo de quadra. Nos fundamentos defesa e recepção, o Brasil não esteve bem e, no ranking individual após a primeira fase, o líbero Serginho foi o melhor do time e acabou em 17º lugar na defesa e em 34º na recepção. Na sua posição, ele foi o 16º colocado. Isso mostra que é preciso defender mais e assim, conseguir armar mais contra-ataques, o que foi uma das principais falhas na derrota para a França.

Em outros pontos da quadra, os números favorecem o Brasil. Dante ficou em segundo na lista de atacantes e Giba e André Nascimento foram, respectivamente, 2º e 3º colocados no ranking de saques. Entretanto, isso não é o suficiente para deixar o técnico Bernardinho satisfeito. “Temos de olhar as estatísticas com bastante cuidado. O saque não foi constante na primeira fase. Os únicos momentos bons foram contra a Grécia e a Alemanha. O ataque cresceu um pouquinho, mas ainda pode melhorar”, disse o treinador. Os jogadores concordam com o comandante brasileiro. “Estou contente com minhas atuações, mas tenho mais o que melhorar. Só não posso me acomodar e achar que não preciso acrescentar mais alguma coisa ao meu voleibol”, falou Dante.

O saque brasileiro, apesar da boa colocação dos atletas no ranking, merece um cuidado especial. Como pede o voleibol moderno, saque tem que ser forçado o tempo todo para quebrar o passe adversário. Hoje, com a altura dos jogadores, é suicídio somente colocar bola em quadra no serviço, pois é a mesma coisa que pedir uma pancada indefensável no ataque. O correto é sacar com potência. O problema disso é que, quando mais de força, mais se aumenta a possibilidade de erro e o Brasil está sofrendo desse mal. Começa arrasando no saque e, aos poucos os erros aparecem e a qualidade cai. Até Giba, o segundo melhor no fundamento, sabe que é necessário crescer ainda. “Não acho que estou sacando mal, mas preciso errar menos. O saque da equipe está numa crescente”, comentou o atacante. O Brasil deve ter treinado bastante isso na volta ao batente nesta sexta pra chegar nessa “crescente” à segunda fase do Campeonato Mundial.

*com informações da CBV e da FIVB/Foto: Brasil comemora a classificação como primeiro do Grupo B/Divulgação*

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quarta-feira, 22 de novembro de 2006 Sem categoria | 11:05

Após susto, a primeira colocação

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A seleção brasileira masculina de vôlei já sofreu neste Campeonato Mundial. Susto em um set perdido contra Cuba, derrota para a França e vitórias não muito convincentes sobre Grécia e Austrália. Entretanto, a sorte do Brasil mudou nesta madrugada. A equipe de Bernardinho venceu a Alemanha por 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/21 e 25/22, acabou com a invencibilidade dos alemães e ainda terminou a primeira fase com a liderança do Grupo B.

No confronto desta quarta, pela primeira vez foi possível ver a seleção campeã olímpica, mundial e hexa na Liga Mundial em quadra. O Brasil estava atuando com muita garra e sabia que não podia perder. No primeiro set, a seleção chegou a abriu 18 a 10 e não deu espaço aos alemães. André Nascimento teve 100% de aproveitamento no ataque. Dante finalmente começou a jogar o que sabe e foi o melhor da partida. “Jogamos muito bem na primeira parcial e isso foi fundamental para a vitória”, comentou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho. “Esse set foi o que jogamos em melhor nível em todo o Campeonato Mundial”, disse Bernardinho.

Na segunda parcial, assim como fez com a França, a Alemanha tentou reagir com a força do ataque de Popp. Mas, dessa vez quem estava do outro lado da quadra era o Brasil. Os alemães equilibraram o jogo e encostaram no placar, mas os brasileiros abriram 20 a 16. A Alemanha tentou uma nova reação, contando com erros do Brasil, que forçava muito o saque e, por isso, desperdiçava alguns serviços. Só que não dava mais tempo para eles fazerem nada e o Brasil levou mais um set.

Os alemães, embalados por Bergman, Pampel e Dehne, conseguiram liderar o jogo pela primeira vez no terceiro set. A seleção brasileira mostrou que estava bem atenta e reverteu a situação e liquidou a partida em um ataque de Anderson. “No segundo e no terceiro set, melhoramos um pouco o nosso rendimento e se continuarmos jogando assim poderemos vencer alguns times. Porém, isso não foi suficiente para bater o Brasil”, falou o meio alemão Stefan Hubner. A Alemanha deixou o ginásio em Fukuoka de cabeça erguida apesar da derrota. Para eles, perder para o Brasil não é uma vergonha. “Estávamos cansados do jogo contra a França e assim não dá para ganhar do Brasil. Mas não é feio ser derrotado pelos campeões mundiais”, confessou o capitão Frank Dehne.

Pela primeira vez no Campeonato Mundial, Bernardinho ficou animado com o resultado e elogiou a seleção. Ele ressaltou que o time estava concentrado o tempo todo. É assim que precisa jogar em um torneio como esse. Com jogos quase todos os dias, não existe tempo para descansar e ficar pensando em como reverter uma situação negativa. Tem que agir. Foi isso que o Brasil fez. Reagiu e conseguiu mostrar tudo que o sabe jogar. Eles acordaram a tempo e vão firmes para a segunda fase do Mundial.

O que vem pela frente…

A seleção brasileira está no “lado da morte” do Campeonato Mundial. Se classificar para a segunda fase não era a tarefa mais complicada, pois eram quatro vagas para seis equipes. Agora, a situação muda um pouco. Serão oito times para duas vagas nas semifinais.

Neste “lado da morte”, o Brasil cruza com Bulgária, invicta na competição, Itália, que só perdeu para Bulgária, República Checa e Estados Unidos, que conquistaram a vaga nessa fase pelo desempate em pontos. Completam o Grupo F Alemanha, França e Cuba. O primeiro desafio será contra os norte-americanos, no dia 25 de novembro, às 2h, horário de Brasília (a Federação Internacional de Voleibol havia divulgado que o jogo seria à 1h e agora, mudaram a agenda)

A única equipe que entrará disparada na frente será a Bulgária, que perdeu apenas quatro sets até o momento no Campeonato Mundial. Depois, Brasil, Itália, França e Alemanha estão com chances parecidas, afinal chegam a essa etapa com quatro vitórias e uma derrota. A situação está mais complicada para Estados Unidos e República Checa, que perderam duas vezes na fase de classificação. Já Cuba entra na lanterna do grupo, com três derrotas.

O importante para o Brasil é encarar cada jogo como uma grande decisão. Como a chave está bastante equilibrada, todo ponto é importante. Se houver empate, o que decide é a média de pontos nas partidas. Não pode vacilar em nenhum instante. Quem conseguir segurar a pressão e manter a concentração, garante vaga na semifinal. Que os sustos do Brasil na primeira fase do Campeonato Mundial tenham servido de lição.

No outro grupo da segunda etapa da competição estão: Argentina, Canadá, Japão, Polônia, Porto Rico, Rússia, Sérvia e Montenegro e Tunísia. Com a chave mais simples, russos e sérvios não devem ter problemas para chegar à semifinal.

Outros Resultados

GRUPO A

China 1 x 3 Porto Rico
Argentina 3 x 1 Egito
Polônia 3 x 0 Japão

GRUPO B

Brasil 3 x 0 Alemanha
França 3 x 1 Cuba
Grécia 3 x 1 Austrália

GRUPO C

Bulgária 3 x 1 República Checa
Estados Unidos 3 x 0 Irã
Venezuela 1 x 3 Itália

GRUPO D

Cazaquistão 0 x 3 Tunísia
Canadá 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Coréia 0 x 3 Rússia

*com informações da FIVB/ Foto: Dante, o melhor brasileiro da partida/ Divulgação*

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terça-feira, 21 de novembro de 2006 Sem categoria | 11:09

"Ainda não estamos 100%"

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A seleção brasileira chegou ao Campeonato Mundial masculino de vôlei como favorita ao bicampeonato. Parte desse favoritismo veio da ótima campanha na conquista da Liga Mundial deste ano. Entretanto, parece que esse time campeão ainda não entrou no Mundial. O próprio técnico Bernardinho reconhece que a sua equipe ainda não está 100%. Apesar do rendimento abaixo do esperado o Brasil venceu a Austrália nesta manhã por 3 sets a 0 e garantiu vaga para a próxima fase. Mas, para chegar a semifinal, é preciso melhorar.

O time australiano não deu trabalho ao Brasil e a seleção venceu os dois primeiros sets com facilidade por 25/19 e 25/19. “Tentamos fazer coisas extraordinárias porque estávamos jogando contra o Brasil. Talvez não devêssemos ter feito isso e sim, ter jogado um voleibol mais sólido”, disse o capitão australiano Benjamin Hardy. “Cometemos alguns erros, mas no geral jogamos bem no primeiro e no segundo set. Nosso contra-ataque, que foi um grande problema contra a França, voltou a funcionar, mas ainda não está tão efetivo quanto precisa”, falou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho.

Na terceira etapa, Bernardinho colocou os reservas em quadra. Entraram Samuel, Anderson, Murilo e Rodrigão. A Austrália cresceu e consegui ficar quase o set todo dois pontos à frente no placar. “Eles jogaram bem, bons bloqueios, serviço forçado e contra-ataques. Isso colocou a gente sob pressão”, comentou Bernardinho. O Brasil virou no 22 a 21 e Murilo levou o time ao match point. O capitão australiano Hardy errou um ataque e o time brasileiro levou o set por 25/23.

A vitória sobre a Austrália não é muito animadora, afinal a equipe perdeu todas as partidas que disputou até o momento e só ganhou dois sets. Era obrigação da seleção brasileira levar a partida desta manhã. Com o resultado, o time de Bernardinho garantiu vaga para a próxima fase, junto com Alemanha e França, que já estavam classificadas. Além disso, a vitória também deu lugar a Cuba na segunda etapa do Mundial de Vôlei.

Estar classificado não alivia a pressão em cima da seleção brasileira. Como os resultados dessa fase são levados para a seguinte, na qual oito times disputam duas vagas para as semifinais, a equipe não pode mais perder. Essa situação não está fazendo bem aos brasileiros. Bernardinho culpa pressão por atuações abaixo do esperado. “O Brasil ainda não está 100% e estamos atrás disso nesse Mundial”, admitiu o treinador. “Jogamos sempre às 3h (14h no Japão) e não temos tempo para treinar”, completou.

Segundo Bernardinho, estar sob pressão todo o tempo não é fácil. Ele lembra que muitos jogadores estão cansados, pois estavam na Liga Mundial, depois no Campeonato Italiano e agora estão no Mundial. Não tiveram tempo para respirar. “Eles não são máquinas e às vezes as coisas não funcionam”, falou o técnico.

O Brasil precisa encontrar o seu ponto de equilíbrio para a segunda fase dessa competição. Terá pela frente a invicta Bulgária e a tricampeã mundial Itália. Superar essas duas equipes não será fácil porque elas estão embaladas no Mundial e são muito fortes. Agora é fundamental vencer a Alemanha na última partida da primeira etapa e chegar com mais vontade e concentração à rodada decisiva.

BRASIL – Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e André Heller. Líber Escadinha. Entraram: Anderson, Marcelinho, Rodrigão, Murilo e Samuel. Técnico Bernardinho.

AUSTRÁLIA – Alderman, Carroll, Hardy, Yudin, Howard e Campbell. Líber DeSalvo. Entrou: Panagopka. Técnico Russell Borgeaud.

A única invicta da chave

A seleção brasileira encara a Alemanha nesta quarta, às 3h (horário de Brasília) e o desafio não será simples. Enquanto os brasileiros não podem nem pensar em uma derrota, os alemães estão empolgados com a vitória sobre a França por 3 sets a 1, de virada, na manhã desta terça-feira com parciais de 22/25, 25/21, 28/26 e 25/22. Com isso, a Alemanha é única invicta e líder do Grupo B.

De acordo com o técnico Bernardinho, é necessário ter cuidado com o experiente central Hübner, de 31 anos. Ele é um dos melhores bloqueadores do Campeonato Mundial. “Hübner é um grande bloqueador de meio e um bom reforço para a equipe da Alemanha”, disse o técnico. “Para fugir da marcação do bloqueio dele, temos de jogar com velocidade. Isso vai dificultar um pouco o trabalho dos alemães”, comentou o oposto André Nascimento, que é companheiro de time do alemão no Trentino, na Itália.

Além disso, a Alemanha é uma equipe que joga com bastante potência. “É um time que saca muito forte e também é alto. Por isso, baseia seu jogo no saque e no bloqueio. Eles quebram o passe adversário e bloqueiam em seguida”, analisa Bernardinho. Na partida contra a França, mostraram um bom jogo no fundo de quadra e que não dependem apenas da pancada para vencer. “Sempre fomos bons em atacar e sacar. Muita gente fala que não conseguimos defender, mas agora estamos melhorando. Por muitos anos, ninguém acreditou na seleção alemã masculina. Agora estamos jogando em um bom nível e conseguindo ótimos resultados”, falou o técnico Stelian Moculescu.

Para superar a Alemanha, o Brasil tem que contar com um bom saque, para quebrar o passe adversário, e Ricardinho precisa variar bem as jogadas, para fugir do bloqueio. O fundo de quadra também será exigido para segurar os ataques alemães e dar chances ao contra-ataque brasileiro. É fundamental esquecer o tropeço contra a França e se concentrar para sair bem da primeira fase.

Outros resultados

GRUPO A

Egito 2 x 3 China
Porto Rico 0 x 3 Polônia
Japão 3 x 1 Argentina

GRUPO B

Cuba 2 x 3 Grécia
Austrália 0 x 3 Brasil
Alemanha 3 x 1 França

GRUPO C

Irã 0 x 3 Bulgária
República Checa 3 x 0 Venezuela
Itália 3 x 1 Estados Unidos

GRUPO D

Tunísia 2 x 3 Canadá
Sérvia e Montenegro 3 x 1 Coréia
Rússia 3 x 0 Cazaquistão

*com informações da FIVB e da CBV/Foto: Levantador Marcelo arma a jogada com o central Gustavo/Divulgação*

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domingo, 19 de novembro de 2006 Sem categoria | 16:56

Vamos acordar, Brasil!

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O primeiro set ruim contra os cubanos na estréia foi culpa da falta de ritmo de jogo e do pouco tempo de preparação. A partida arrasadora contra a Grécia deu moral, mas arrasar um time fraco não é a tarefa mais impossível do mundo. Contra a França nesta manhã, um excelente começo, uma pane depois e a derrota por 3 sets a 1. Qual a justificativa agora? Pois é, Brasil, está na hora de acordar! O Campeonato Mundial já começou!

Na partida deste domingo, os brasileiros entraram em quadra determinados e pareciam que não iam dar chances aos franceses. No primeiro set, o saque estava forçado e prejudicou a recepção adversária. André Nascimento, Giba e Gustavo fizeram pontos diretos de serviços. Entretanto, os franceses estavam atentos ao jogo e, apesar de não terem assumido a liderança no placar em nenhum momento, sabiam se aproveitar dos erros brasileiros, que estavam querendo acabar logo o set, e aos poucos, foram crescendo. O Brasil fechou o set por 25 a 20.

Daí para frente, só a França apareceu em quadra. O saque entrou melhor, a defesa fechou a a quadra e os brasileiros não conseguiram mais atuar bem e erraram muito, desperdiçaram diversos contra-ataques. “Cometemos uns 20 ou 25 erros em contra-ataque e no vôlei, se o contra-ataque não é eficiente, o time perde, como todo mundo sabe” , comentou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho. “Estou desapontado. A França se aproveitou dos nossos erros”, completou o capitão.

E foi assim, se aproveitando dos erros e muito mais relaxado em quadra que os franceses venceram o segundo set por 25 a 22 e o terceiro por 25 a 23. Três jogadores fizeram a diferença: Granvorka, com uma pancada no saque, Vadeleux, que arrasou o Brasil no meio-de-rede e o levantador Puyol. O que Ricardinho tentava fazer e errava, Puyol executava com perfeição. Para fugir do bloqueio francês, o levantador brasileiro acelerava as jogadas e forçava as bolas mais rápidas. Algumas saiam certas, mas muitas saiam baixas demais para os atacantes, que estava batendo sem estar com o braço esticado. Do lado francês, Puyol conseguia aceleram as jogadas e colocar a bola “redondinha” para os atacantes, principalmente os meios-de-rede, que ignoraram o bloqueio verde e amarelo.

Para trabalhar dessa maneira, Puyol contou com a ótima atuação da defesa da França. “A recepção deles estava muito boa e isso fez a gente perder a paciência e cometer mais erros”, disse Bernardinho. O Brasil atacava, mas a bola não caia na quadra adversária. “Contra um time como a França não se pode cometer tantos erros assim”, analisou o técnico. Ao todo, o Brasil deu 37 pontos de graça para os franceses em erros. Segundo Bernardinho, o time colocou muita pressão sobre si.

O Brasil parecia que tinha acordado no final do quarto set. Estava perdendo de 21 a 16 e conseguiu virar o jogo em uma ótima seqüência de saques não forçados de Dante, boa combinação de ataque e bloqueio, que conseguiu amortecer as bolas. Entretanto, a França recuperou a bola e foi a vez do “canhão” Granvorka ir para o serviço e fazer um ace. O jogo seguiu disputado, mas o Brasil errou a última bola de ataque e a França venceu por 29 a 27 e fez 3 sets 1 na partida. Os franceses saíram orgulhosos de quadra e vingados da final da Liga Mundial, perdida para o Brasil. Com a vitória, eles seguem invictos na competição e com o segundo lugar do Grupo B, atrás da Alemanha pelo saldo de pontos. Já Brasil está em uma situação delicada. Precisa vencer e vencer bem as últimas partidas para chegar bem à segunda fase e ir para a semifinal.

BRASIL – Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e Rodrigão. Líber Escadinha. Entraram: Anderson, Marcelinho, André Heller, Murilo e Samuel. Técnico Bernardinho.

FRANÇA – Pujol, Granvorka, Antiga, Samica, Vadeleux e Hardy Dessources. Líber Exiga. Entraram: Kilama e Kapfer. Técnic Philippe Blain.

Dia sem jogo é dia de muito trabalho

Os times têm a segunda-feira de folga no Campeonato Mundial. Para o Brasil, será o dia de colocar a casa em ordem e se preparar para encarar Austrália e Alemanha nas últimas partidas da primeira fase.

Já está mais do que na hora de acordar para os jogos e ter mais atenção aos erros. A partida contra a Grécia é um parâmetro de comparação muito seguros, pois os gregos são franco-atiradores. Eles arriscam tudo o que podem no saque e, por isso, acabam errando bastante. Os gregos não sabem jogar sobre pressão e contra o Brasil eles não mostraram resistência. Contra Cuba e França, a seleção errou muito, não soube aproveitar os contra-ataques. Não adianta o líbero Escadinha segurar as porradas no fundo, se as jogadas não saem no ataque. Além disso, o saque brasileiro precisa estragar mais a recepção dos adversários. Que a folga de jogos seja aproveitada com treino para arrumar isso.

Agora o Brasil enfrenta a Austrália (às 5h desta terça), um time que joga rápido, mas é considerado o mais fraco do grupo, e a Alemanha (às 3h desta quarta), seleção que ainda não perdeu e mostrou bom volume de jogo. Para manter vivo o sonho do bicampeonato, é necessário vencer bem esses dois confrontos, afinal, os resultados dessa fase são levados para etapa seguinte. Lá, serão 8 times brigando por apenas duas vagas na semifinal. Como se não bastasse, o Brasil deve vai cruzar com gigantes do voleibol atual como Itália e Bulgária, além da alta República Checa e a sempre complicada Venezuela. Que esse dia de treinos faça bem a seleção brasileira.

Outros resultados

GRUPO A

China 2 x 3 Argentina
Polônia 3 x 0 Egito
Porto Rico 1 x 3 Japão

GRUPO B

Cuba 3 x 0 Austrália
Alemanha 3 x 0 Grécia
França 3 x 1 Brasil

GRUPO C

EUA 3 x 1 República Checa
Venezuela 1 x 3 Bulgária
Itália 3 x 1 Irã

GRUPO D

Cazaquistão 1 x 3 Coréia
Tunísia 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Canadá 0 x 3 Rússia

*com informações da FIBV/ Foto: França não cometeu falhas na defesa/Divulgação*

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sábado, 18 de novembro de 2006 Sem categoria | 18:49

Jogo de gigantes

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Pode-se dizer que o Campeonato Mundial começa para a seleção masculina neste domingo. Isso não significa quer dizer que as duas vitórias nas primeiras rodadas, sobre Cuba e Grécia, não significaram nada. Elas deram ao Brasil a primeira colocação do Grupo B até o momento. Mas o próximo jogo do time brasileiro será diante da primeira “pedreira” desse Mundial. O Brasil encara a França às 7h da manhã deste domingo (horário de Brasília).

Na chave brasileira, os franceses serão os adversários mais complicados. Eles vêem crescendo bastante ultimamente. Na edição do Campeonato Mundial de 2002, a França ficou com o bronze. Depois disso, teve um período sem bons resultados e voltou com fora ao cenário mundial neste ano. Os franceses deram trabalho ao Brasil na final da Liga Mundial, que foi decidida no detalhe e a seleção brasileira levou o título após vencer por 3 sets a 2.

A França é uma equipe perigosa pelo estilo de jogo semelhante ao brasileiro. Eles não jogam na força o tempo todo, preferem a habilidade e o bom trabalho no fundo de quadra. “Eles têm uma capacidade de concentração enorme. Defendem e cobrem como poucos, têm volume de jogo único”, explica o técnico Bernardinho. O meio-de-rede Gustavo comenta qual a estratégia para atuar contra uma seleção como essa. “Além do saque e do bloqueio, que precisam funcionar contra qualquer equipe hoje em dia, temos de estar muito bem na parte técnica contra a França. Precisamos ter ainda mais volume de jogo do que eles”, disse o jogador.

Os franceses reconhecem a superioridade do Brasil, atual campeão mundial, olímpico e da Liga. Entretanto, eles estão preparados e sabem como deve entrar em quadra. “Sabemos que o Brasil é o melhor time nessa competição. Precisamos receber e atacar bem”, comentou o técnico Phillipe Blain. “Se perdermos para o Brasil, não será o fim do campeonato, mas se ganharmos, será um excelente resultado”, continuou Blain.

Uma vantagem para o Brasil no Mundial é a ausência do oposto Ruette, maior pontuador na Liga Mundial. O francês desfalca o time por causa de um problema de circulação na mão direita. Do lado brasileiro, o meio-de-rede Rodrigão sentiu nas costas e foi poupado contra a Grécia. Mas a lesão não é grave e logo ele estará de volta à equipe.

Até agora, a vida dos brasileiros foi mais simples nessa competição. Após um susto no primeiro set na estréia contra Cuba, o Brasil venceu por 3 sets a 1. Na segunda rodada, tranqüilidade para bater os gregos por 3 a 0 (veja detalhes dessa partida abaixo). Já os franceses perderam um set para os gregos e suaram para vencer os australianos na madrugada deste sábado. A Austrália não deu folga, pressionou o tempo todo e fez um jogo muito equilibrado. No final, a França conseguiu ganhar por 3 a 1, com parciais de 25/23, 30/28, 24/26, 26/24.

Após esse jogo, os franceses reconheceram que cometeram erros e que precisam melhorar para vencer o Brasil. “Não jogamos no nível que precisamos para vencer. O time começou bem, mas perdeu o foco e ficou nervoso. Pensamos muito no resultado ao invés de pensarmos em cada ponto. Essa é a pior coisa que se pode fazer”, avalia o treinador francês. “Cometemos muitos erros e precisamos de mais um tempo no Mundial para jogarmos do mesmo jeito que atuamos na Liga Mundial”, completou o capitão Stephane Antiga.

Para o jogo deste domingo, o Brasil pode aproveitar dessa falta de entrosamento mostrada pela França e do cansaço dos jogadores por causa da guerra contra a Austrália. A seleção brasileira está com força total e ainda mais confiante com o passeio sobre a Grécia. Para a primeira “pedreira” no Mundial, o Brasil sai na frente.

A Grécia sumiu

Na partida desta madrugada, o Brasil atropelou a Grécia ao vencer por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 25/16. Com isso, brasileiros, franceses e alemães são os invictos até agora no grupo B do Campeonato Mundial.

A Grécia começou como era esperado, forçando tudo no saque e já marcando um ace. Seguram um pouco à frente no placar, mas logo a superioridade e a habilidade brasileiras
apareceram e a seleção de Bernardinho virou e levou o set. Nas parciais seguintes, como também era esperado, o time grego aceitou que estava perdendo e entregou o jogo. “O primeiro set foi complicado, mas no segundo e no terceiro estávamos mais relaxados”, falou André Heller, que jogou no lugar de Rodrigão.

Diferente da primeira rodada, quando Bernardinho criticou os jogadores por cometerem erros bobos estarem pouco concentrados contra Cuba, o treinador saiu satisfeito de quadra. Para os atletas, o que fez a diferença contra os gregos foi a concentração total na partida. “Tivemos um bom jogo por estávamos concentrados. Estávamos mais motivados a bater os nossos adversários e a Grécia não conseguiu responder ao nosso jogo”, analisou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho.

Com a partida nas mãos, Bernardinho mudou toda a equipe brasileira. Os titulares saíram e deram lugar a Samuel, Murilo, Marcelinho, Anderson. “Durante a nossa preparação, tivemos pouco tempo. Colocamos o time B contra a Polônia e ele jogou bem. Hoje, os jogadores tiveram a chance de sentir o clima do Mundial e a atmosfera para a partida de amanhã e todas as outras. É importante essa experiência e eles atuaram bem”, comentou Bernardinho.

O Brasil começou a partida com Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo, André Heller e o líbero Escadinha. Entraram Marcelinho, Anderson, Samuel e Murilo. Na Grécia, os titulares foram Kournetas, Roumeliotis, Christofidelis, Lappas, Pantaleon e Smaragdis e o líbero Stefanou. Entraram Prousalis, Kyriakidis, Andreadis e Kravarik.

Outros resultados

GRUPO A

Argentina 0 x 3 Polônia
Egito 3 x 2 Porto Rico
Japão 2 x 3 China

GRUPO B

Brasil 3 x 0 Grécia
Austrália 1 x 3 França
Alemanha 3 x 0 Cuba

GRUPO C

Irã 1 x 3 Venezuela
República Checa 0 x 3 Itália
Bulgária 3 x 0 Estados Unidos

GRUPO D

Rússia 3 x 0 Tunísia
Sérvia e Montenegro 3 x 1 Cazaquistão
Coréia 1 x 3 Canadá

*com informações da CBV e da FIVB/Foto:Giba supera o bloqueio grego/Divulgação*

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