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segunda-feira, 13 de julho de 2015 Diversos | 00:15

Uma explicação para vocês…

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Oi, galera

Depois de tantos anos de blog – o Mundo do Vôlei nasceu em 2006!!! – devo uma explicação para vocês. Muita coisa mudou para mim no iG de julho de 2014 para cá. Após sete anos trabalhando como repórter de esportes, três Copas do Mundo, dois Pans e duas Olimpíadas, fui cobrir eleições em 2014, fiz parte de uma equipe de reportagem especial e, em março deste ano, assumi a vaga de repórter do iG Gente. E até para minha surpresa, descobri um lugar muito legal para trabalhar!

Mas o esporte, especialmente o vôlei, é, sempre foi e sempre será uma paixão. Foi o vôlei que me motivou a fazer jornalismo, por exemplo. É no vôlei que estão meus ídolos (só eu sei o quanto eu tremi na primeira entrevista como Maurício, levantador da geração de ouro de 92). Enfim, não dá para esquecer tudo isso.

Com as mudanças na redação, nem sempre consigo acompanhar todos os jogos e esse foi o motivo para eu ter ficado mais afastada do blog desde meados do ano passado. Mas a paixão continua a mesma, isso eu garanto! E o profissionalismo também, como sempre foi por aqui.

Por isso, sigo atualizando a página do Facebook (https://www.facebook.com/blogmundodovolei?fref=ts) e o perfil no Twitter (https://twitter.com/mundodovolei) com comentários de jogos, resultados e bastidores das quadras. Bora acompanhar comigo os jogos por lá também? O blog fica como um espaço especial, para uma entrevista, uma grande final…

Até mais

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domingo, 31 de maio de 2015 Seleção masculina | 13:35

Liga Mundial: Brasil estreia com estreias e duas vitórias

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Dois jogos, duas vitórias e estreias para a seleção masculina na Liga Mundial. Na sexta-feira, o Brasil venceu a Sérvia no tie-break e, neste sábado, marcou 3 sets a 1 no placar, novamente diante dos sérvios. Em quadra, a volta de Serginho como líbero e as estreias de Riad e Evandro com a camisa nacional no torneio. E o saldo do primeiro final de semana é positivo.

Divulgação/FIVB

Concentração de William no segundo jogo contra a Sérvia na Liga Mundial

O jogo da sexta-feira foi bastante equilibrado e valeu para já começar o torneio com ritmo acelerado. Já a partida deste sábado foi um pouco mais simples para o Brasil, que largou na frente e venceu os dois primeiros sets. O problema foi a terceira parcial. A Sérvia ficou o tempo todo na frente e, depois de abrir quatro pontos, viu o Brasil encostar. A seleção saiu de 13 a 7 para 13 a 12, mas não se segurou e perdeu o set. Pelo menos o jogo foi decidido no quarto set, com vitória brasileira.

E se na sexta os números foram praticamente os mesmos em bloqueios, saques e erros, desta vez a Sérvia facilitou. Eles deram 39 pontos de graça para  Brasil, que errou 21 vezes. Entretanto, foram melhores no saque e no bloqueio. O Brasil só se achou no bloqueio na reta final. Mas foram dois resultados positivos, que ajudam a dar ritmo e já embalar na competição. É bom começar contra rivais fortes.

E sobre as estreias e novidades, também boas impressões. Bernardinho, que cumpre suspensão da FIVB, deu lugar a Rubinho no comando. Serginho está de volta após três anos é o líbero que já conhecemos e dispensa maiores comentários. Aos 39 anos ainda é o dono da posição. Riad veio bem pelo meio neste sábado. Ele fez quatro dos sete pontos de bloqueio do Brasil e já está entrosado como levantador William. Foi o segundo maior pontuador do time (16 acertos), atrás apenas do oposto Wallace (19 bolas no chão). Evandro entrou como oposto nas inversões de 5-1, mas ficou pouco em quadra.

Nos fundamentos, senti falta do saque. Lipe e Isac são alguns jogadores que soltam o braço no viagem forçado. Mas Murilo, que voltou ao time nesta manhã, segue com o saque mais tático visto no Sesi desde as cirurgia no ombro. Isso pode facilitar a vida dos rivais. Vale prestar mais atenção e colocar mais pressão no serviço. Mas foram apenas os primeiros jogos, o primeiro final de semana… Tem muito ainda pela frente até a fase final no Rio de Janeiro

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quarta-feira, 29 de abril de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Superliga | 08:00

“Eu voltei para onde eu queria”, diz Natália, campeã da Superliga

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*atualizado

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga, faturou o título com o Rexona/Ades e ainda acabou como a segunda melhor atacante do campeonato. A temporada 2014/2015 será lembrada pela ponteira não só pela medalha de ouro, mas por uma espécie de recomeço. “Eu voltei para onde eu queria”, diz Natália em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei.

Facebook/Rexona-Ades

Emoção de Natália na final da Superliga

A jogadora teve um tumor benigno na canela esquerda e passou por duas cirurgias em 2011. Logo se recuperou, voltou a jogar e até foi para as Olimpíada de Londres. Mas faltava alguma coisa. Faltava ser a Natália desta Superliga.

“Na temporada que fiz aqui no Rio (2011/2012) e na que fui para Campinas (2013/2014), eu não tinha conseguido voltar a jogar porque não estava bem fisicamente. Eu ainda tinha dores na canela, não conseguia saltar. E a minha principal característica sempre foi a força”, lembra. E ela reconhece que precisa da potência para atuar bem. “Eu nunca fui aquela jogadora habilidosa que consegue ficar dando na mão de fora [do bloqueio] e fazendo mil coisas. Eu sempre dependi muito do meu salto e da minha força”, afirma.

Ela fala que, ainda na época do Campinas, as dores na canela passaram, mas ainda faltava recuperar todo o físico e isso abalou a confiança em quadra. “Chega uma hora que bate o desespero porque a cabeça está acostumada com uma coisa e o corpo não respondia ao que eu queria fazer”, confessa.

A jogadora diz ainda que teve medo de não voltar ao alto nível. “Principalmente depois da segunda cirurgia”, pontua.  Na operação, além de ter que colocar uma haste no lugar de parte do osso, precisou fazer um enxerto. “Ninguém do esporte tinha feito isso ainda. Era um caminho que ninguém sabia onde ia dar. Logo que voltei, sentia muita dor. E sabia que dependia da minha força e aquilo me incomodava muito”, recorda.

A plena forma só foi recuperada agora, depois de trabalho físico e apoio de técnicos, como Bernardinho no time carioca e Zé Roberto na seleção, e companheiras. “Essa realmente foi a temporada que eu melhor respondi fisicamente, de voltar a saltar o que eu saltava antigamente, e isso fez eu me sentir muito feliz. A comissão técnica e as meninas me ajudaram muito para eu poder me reerguer e voltar a jogar como eu jogava antes. Estou me sentindo muito bem”, avalia.

Olimpíadas de verdade

Natália disputou a primeira Olimpíada em Londres, 2012, e foi convocada por José Roberto Guimarães mais para compor o grupo do que para jogar de fato. Agora a história é outra. Os Jogos de 2016, no Rio, podem ser as primeiras Olimpíadas de fato da ponteira.

“Em Londres eu estava totalmente em recuperação. Agora vai ser uma grande oportunidade, ainda mais aqui no Brasil. Sempre tem a pressão por ser em casa e eu estou pronta para poder realmente lutar por uma vaga e até mesmo ser titular da equipe. Eu me sinto assim, estou com uma confiança diferente hoje porque eu vi o que posso fazer”, afirma.

Bernardinho x Zé Roberto

Natália conhece muito bem esses dois. Sua primeira convocação para a seleção adulta e o começo do trabalho com Zé Roberto foi aos 16 anos. Recentemente, teve Bernardinho ao seu lado no momento que estava frágil e buscando se encontrar de novo em quadra. Fica difícil escolher.

Reprodução/Instagram

Natália foi destaque da temporada pelo Rexona/Ades

“Os dois têm lugares muito especiais dentro de mim e os dois foram responsáveis pelo que sou hoje”, garante a jogadora. “O Zé sempre foi muito protetor e preocupado. Até no ano passado, que eu estava ainda psicologicamente abalada, ele perguntava como eu estava e queria ajudar. E na Olimpíada, quando ele me levou, ele sabia que não poderia ajudar tanto dentro de quadra, mas ele me achava importante para o grupo e acabou me convocando. O Bernardo se preocupa com todo mundo”, detalha.

O técnico do Rexona também ganha elogios. “O Bernardo é esse cara explosivo em quadra, mas com um coração enorme. Quando a gente está com algum problema, até fora de quadra, ele percebe que você está meio triste e vem: ‘o que foi? Por que você não está bem?’. E ele vem até meio sem jeito falar com você. Quem vê o Bernardinho só ali fora da quadra não imagina isso. Ele é muito humano, é doce de pessoa. Ele chega, faz piadinha. Durante o treinamento ele dá uns puxões de orelha na gente, mas a maioria do tempo, quando não é dia de jogo, ele é tranquilo e descontraído”, conta. “O grande motivo para eu ter vindo para cá foi para trabalhar com ele, para poder aprender. Ele é uma bíblia de ensinamentos”, completa

E quem vence a disputa? “Não vou escolher, até para não dar briga”, responde Natália aos risos. “Não dá para escolher. Os dois têm seu lado paizão, querem ajudar e fazem muito bem os seus papeis”, fala.

Mas agora não é hora de pensar em técnicos ou seleção. Natália ainda tinha um compromisso importante com o Rexona. O time encerrou a temporada com o Mundial de Clubes. Mas na Suíça, a equipe não repetiu o desempenho da Superliga e acabou fora do pódio, apenas com o quarto lugar na competição.

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terça-feira, 28 de abril de 2015 Diversos | 10:35

Lucão no time dos casados

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A Superliga acaba, os jogadores começam a curtir os dias de férias e aproveitam para se casar! Foi assim com Sheilla, Camila Brait e agora, com Lucão.  O central vice-campeão nacional pelo Sesi e da seleção brasileira trocou alianças com Beatriz na noite de segunda-feira (27) em São Paulo, na Igreja Nossa Senhora do Brasil.

A cerimônia, como esperado, reuniu diversos nomes do vôlei como Murilo e Jaqueline, Lucarelli, Éder, Gustavão… E a festa contou com muita música sertaneja com as duplas Cesar Menotti e Fabiano, Fernando e Sorocaba, Jorge e Matheus e mais. A #casamentobiaelucao bombou nas redes sociais e rendeu cliques dos bastidores e de momentos da união. Veja na galeria abaixo:

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Diversos, Seleção feminina | 06:00

Playboy, praia, Superliga e seleção: “Certeza que estou fazendo a coisa certa”, diz Mari Paraíba

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Divulgação

Mari Paraíba se destacou pelo Minas na temporada 2014/2015 da Superliga

Essas palavrinhas aí no título resumem um pouco do que é Mari Paraíba. A ponteira já era conhecida de quem acompanhava o vôlei mais de perto e chegou à semifinal da Superliga 2011/2012 com o time do Minas. Depois, ganhou fama ao ser apontada como musa daquela edição da competição nacional e virar capa e recheio da Playboy. Em seguida, resolveu dar um tempo das quadras e se dedicar à carreira artística.

Relembre: Playboy divulga making of de Mari Paraíba

Musa, Mari Paraíba dá tempo no vôlei e revela até apoio do pai para ensaio nu

Depois de colher os frutos da revista, Mari quis voltar. Optou pela praia em 2013 e brincou com a sua volta ao esporte: “Eu tentei sair dele (do vôlei), mas ele não saiu de mim”, disse ao Ahe!, parceiro do iG. Mas a experiência durou pouco e no mesmo ano, Mari voltou ao seu habitat natural e fechou com Barueri para defender a Superliga.

Daí não saiu mais. Mudou de time e defendeu o Minas mais uma vez na temporada 2014/2015. Ela foi um dos destaques da equipe e se acostumou a dividir, por exemplo, o posto de maior pontuadora nas partidas com Jaqueline. O trabalho foi reconhecido e veio a primeira convocação. A partir desta semana, Mari Paraíba é uma atleta da seleção brasileira.

Em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei, a ponteira relembrou as diversas fases da carreira e falou sobre a convocação. Confira!

“Eu não sabia que seria convocada e nem cheguei a conversar com ninguém antes da lista. Eu fiquei muito feliz em ver meu nome lá. Foi a realização de um sonho”, disse a jogadora de 28 anos.

Ela também afirma que aprendeu um pouco em cada uma das fases, seja na vida de musa ou de jogadora. “Pude me conhecer melhor e saber o que queria em cada fase que me permiti passar. Hoje só tenho certeza que estou fazendo a coisa certa.  Há três anos (época da revista e que se afastou do esporte) eu tinha dúvidas e incertezas. Hoje eu me sinto um pouco mais madura e sei o que eu quero”, afirma.

Reprodução

Mari Paraíba na Playboy de junho de 2012

E a ponteira, claro, quer aproveitar a primeira convocação para uma seleção adulta, com calma. “Vou dar um passo de cada vez. Sonhar (com Olimpíadas) toda atleta sonha, mas primeiro vou aproveitar essa oportunidade”, comenta.

Entretanto, Mari sabe que fez fama na capa da revista masculina e que, além de jogadora, terá que lidar com a fama que conquistou com as fotos. “Ainda falam da revista, mas têm muito respeito. Isso já me incomodou mais e acho que hoje já sei lidar com esse assédio. Eu procuro mostrar o meu trabalho dentro de quadra para não acharem que sou só um rosto bonito”, fala.

A ponteira terá a chance de mostrar o seu trabalho agora na seleção. José Roberto Guimarães a convocou na semana passada e ela fará parte de um grupo que começa a se preparar para a temporada em Barueri, São Paulo. A seleção será dividida em dois grupos. Um irá aos Jogos Pan-Americanos de Toronto e outro participará do Grand Prix.

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domingo, 26 de abril de 2015 Superliga | 13:47

Título do Rexona coroa despedida de Fofão e volta da Natália

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Divulgação/Rexona-Ades

Fofão levanta taça de campeã da Superliga. Ela ainda foi eleita a melhor da final

E na velha e conhecida final da Superliga feminina, deu Rexona/Ades para cima do Molico/Nestlé com 3 sets a 0 no placar (25/21, 25/23 e 25/19). É um título para coroar a carreira de Fofão, que disputou a sua última Superliga, e também para mostrar que Natália voltou a ser aquela jogadora de potência que já foi destaque em seus times e na seleção.

Aos 44 anos, Fofão se despede das quadras com o ouro olímpico de Pequim 2008 e, agora, cinco títulos nacionais. A levantadora foi reserva de Fernanda Venturini por tempos e tempos e, quando assumiu a vaga, honrou a camisa da seleção e das equipes. Na final deste domingo, teve lances conhecidos de Fofão, como os saques táticos e os levantamentos na medida até nas bolas de manchete. Também errou uma bola e teve dois toques (bem dos duvidosos) marcados em outra, mas faz parte, claro. Fofão deixa as quadras mostrando como é ser uma jogadora serena, que comanda na habilidade e não no grito, que é, literalmente, a cabeça do time. Parabéns, é só isso que posso dizer!

Essa temporada também foi a volta, de fato, de Natália na equipe do Rio de Janeiro. A ponteira vinha em boa fase quando teve um tumor benigno na canela esquerda, em 2011. Ela passou por cirurgia, logo voltou a jogar e conquistou o bicampeonato olímpico em Londres 2012. Mas faltava alguma coisa. Fazia tempo que Natália não era decisiva, não era aquela jogadora de potência. E ela foi nesta temporada.

Além de acabar a Superliga como a segunda melhor atacante da competição, perdendo para a companheira Gabi, Natália foi peça chave na final. Logo de cara, foi a mais acionada por Fofão e correspondeu. Colocou nove bolas no chão só no primeiro set e cometeu o primeiro erro só na reta final da parcial. Depois, sofreu com o passe (que tem melhorado, mas sempre foi o ‘tendão de Aquiles’ da jogadora) e perdeu um pouco a virada de bola. No final, no terceiro set, voltou a virar e ajudou o Rexona a liquidar a partida. Fechou o jogo como a maior pontuadora, com 16 acertos, e como a Natália que conhecemos.

Foi assim que veio mais um título para o time do Rio de Janeiro, o terceiro em sequência e o 10º no total. Veja um pouco da partida set a set:

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

O Rexona venceu o primeiro set com Natália e bloqueios. A ponteira foi bem acionada por Fofão e marcou nove pontos. Já no bloqueio, foram 5 pontos a 2 (e vale lembrar que esse fundamento colocou o Molico na semifinal e ajudou em toda a Superliga). O time carioca ainda se aproveitou de contra-ataques e foi abrindo, chegando a 17 a 10. Entretanto, depois de 22 a 14, o Molico/Nestlé se acertou no saque, atrapalhou o passe carioca e cresceu. Chegou a encostar, mas o Rio voltou a usar Natália e fechou em 25 a 21.

Já a segunda parcial começou mais equilibrada. Do lado do Osasco, Mari seguiu em quadra no lugar de Ivna. Mais tarde, Gabi deu lugar a Samara. O time carioca, aos poucos, abriu. Se no primeiro set quem virou mais foi Natália, agora foi a vez de Régis e Gabi. Depois de um rali, o Rexona definiu e abriu 17 a 13. Amanda entrou para o saque e marcou no erro de recepção de Mari para fazer 18 a 13. De novo, a equipe do Osasco buscou a reação, como tinha feito na primeira parcial. Elas encostaram em 19 a 18 com um erro de Gabi e ainda tiraram set points, mas de novo o time carioca se segurou e fechou em 25 a 21.

A terceira parcial era a única chance de o Osasco tentar reverter a situação da final. E elas saíram na frente. Aos poucos o saque paulista entrou e ajudou o bloqueio a funcionar. O Molico abriu 9 a 5 após um bloqueio. Entretanto, o Rexona não se entregaria. O empate veio em 12 a 12, no erro de Mari. Na bola de xeque de Natália, 16 a 15 para a equipe carioca. A reta final do set foi um show de defesas. Pelo Molico, Carcaces soltava o braço e tentava virar. Do outro lado, Gabi e Fabi se colocavam na frente da bola para defesas incríveis e contra-ataques do Rexona, que se segurou à frente e liquidou o jogo.

O time do Rio de Janeiro começou embalado e soube se manter firme quando o Molico/Nestlé tentou reagir. E a equipe de Osasco pareceu mais nervosa, desperdiçou contra-ataques e jogou abaixo do que era preciso na final. Thaísa, sempre um pilar do elenco, não foi tão bem. Faltou aquele gás a mais, já que elas conseguiam uma reação, mas logo eram paradas de novo. Ficou para a próxima. Que venham mais finais de Superliga para gente curtir!

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terça-feira, 14 de abril de 2015 Seleção masculina | 21:28

Serginho de volta à seleção e caminho aberto para Leal

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Nesta semana o técnico Bernardinho convocou os 25 jogadores inscritos pela seleção brasileira para a disputa da Liga Mundial. A novidade foi a volta do líbero Serginho ao time. E a convocação tem dividido um pouco as opiniões…

Facebook/Sesi

Serginho está de volta à seleção brasileira

Pouco depois da lista ter sido divulgada, fiz um post na página do Mundo do Vôlei no Facebook perguntando o que a galera tinha achado da convocação. Nos comentários, assim como nas opiniões postadas na página oficial da CBV na rede social, a maioria elogiava o líbero vice-campeão da Superliga pelo Sesi e aprovava a volta. Lá na nossa página, um comentário me chamou a atenção.

“É claro que ele merece, mas tenho a impressão de que ele gostaria realmente de se aposentar e voltará pra seleção só porque é necessário. Infelizmente parece que não temos outro líbero perto do nível dele, aí foi preciso chamá-lo. Duvido que precise chamar Fabi de volta pra seleção feminina. Camila Brait dá conta”, escreveu Clarinha Souza.

A volta de Serginho partiu de Bernardinho e não do líbero. Foi o técnico quem fez o convite e o jogador aceitou. Não quero questionar nem de longe a qualidade de Serginho, realmente o melhor líbero do Brasil em muito tempo, mas se foi preciso recorrer a ele para pensar em Liga Mundial e talvez em Olimpíada significa que algo faltou no processo de renovação. E isso preocupa porque Serginho já tem 39 anos e por mais que seja bom e ame voleibol, não jogará para sempre.

E Bernardinho também já disse que o líbero terá um tratamento diferenciado na seleção, que viajará menos e será poupado, afinal, não é mais um garoto e ainda tem “parafusos nas costas” como o próprio Serginho já disse. As dores podem ter melhorado, mas ritmo de seleção não é fácil e também por isso ele quis se aposentar depois das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Que ele volte para jogar de fato, e não ser apenas um líder. Sim, ele é um excelente líder e também não estou colocando isso em dúvida. Só que a seleção precisa de mais do que mais um líder. Precisa de um bom líbero.

Leal e as outras posições

Divulgação/CBV

Leal venceu a Superliga com o Cruzeiro e foi eleito o melhor jogador da decisão

Também vi alguns comentários criticando algumas posições na convocação de Bernardinho. Vi gente pedindo, por exemplo, Canuto na vaga de Maurício Borges. Ou reclamando da escolha por Samuel, do Minas. Eu ainda espero ver Murilo de volta ao que era antes da cirurgia e dos problemas no ombro. Ele quase não pontou na fase final da Superliga, mesmo dizendo que já estava com o ombro zerado. Espero que volte logo aos ataques e saques e não ajude apenas na defesa… Dá tempo de tudo isso até a Liga Mundial?

Veja a lista completa de Bernardinho para a Liga Mundial

Falando em ponteiros, Bernardinho também deixou aberto o caminho para o cubano Leal na seleção brasileira. O jogador não atua por Cuba desde 2010 e poderia jogar pelo Brasil se pedisse para se naturalizar. Seria um ótimo reforço, afinal, é um excelente atacante e já mais do que mostrou isso no Sada Cruzeiro. Sim, ele poderia tirar uma vaga de um brasileiro, mas se conseguisse completar o processo de naturalização até as Olimpíadas, seria uma ajuda e tanto na busca da medalha em casa. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.

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domingo, 12 de abril de 2015 Superliga | 13:58

Título da virada! Sada Cruzeiro vence Sesi e é tri na Superliga

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Sada Cruzeiro é tricampeão da Superliga masculina. Jogando em casa, o time de Minas venceu o Sesi na manhã deste domingo por 3 sets a 1 (21/25, 25/19, 27/25 e 25/19) para ficar com o título da edição 2014/2015 do torneio nacional. E a palavra virada pode explicar bem como foi essa partida.

Éder comemora ponto para o Cruzeiro na final da Superliga masculina

Éder comemora ponto para o Cruzeiro na final da Superliga masculina

No primeiro set, o Sesi foi melhor com Théo no ataque e pontos de bloqueio (6 a 1 neste fundamento). O saque paulistano estava melhor e, com isso, o time foi abrindo e fechou sem muitos problemas. Aí começou a virada…

Na segunda parcial, o Cruzeiro conseguiu encaixar o saque, que é uma das principais armas em um jogo que conta com equipes equilibradas e fortes no ataque. Atrapalhar a recepção é meio caminho andado. O time da casa cresceu na partida, contou com pontos de Leal (maior pontuador do jogo com 21 bolas no chão) e empatou a partida em 1 a 1.

Veja mais detalhes da vitória do Sada Cruzeiro sobre o Sesi

Veio o  terceiro set e mais um momento de virada, que pode ter decidido a partida. O serviço do Cruzeiro ainda era pesado e, depois de Pacheco mexer no Sesi, o time se arrumou. Os paulistanos tiveram a chance de liquidar a parcial e chegaram aos 24 a 21. Mas eles erraram… O Cruzeiro defendeu, partiu para os contra-ataques, empatou e fechou em 27 a 25. Faltava pouco para mais um título.

E a sorte também ajudou os mineiros. No quarto set, Wallace marcou um ponto de cabeça. Isso mesmo! Ele atacou, a bola voltou com força na sua cabeça e retornou para a quadra do Sesi, caindo no meio dos jogadores. O Cruzeiro seguiu melhor e foi abrindo. O saque realmente já estava encaixado e Éder fez 17 a 13 com ace. Depois foi 22 a 16 no ace de Leal. O Sesi ainda recuperou alguns match points, mas já era tarde. No ataque do canadense Winters a bola desviou no bloqueio do Sesi e o 25º ponto foi para o Cruzeiro.

Pois é, foi o jogo da virada pelo placar geral, já que os mineiros perderam o primeiro set, e a virada pelos 21 a 24 na terceira parcial. E mais um título para a conta do Sada Cruzeiro.

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sábado, 11 de abril de 2015 Superliga | 09:50

Não passa nada! Molico/Nestlé cresce no bloqueio e vai para a final da Superliga

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O Rexona/Ades já sabe quem vai enfrentar na decisão da Superliga feminina 2014/2015. Na noite de sexta-feira, o Molico/Nestlé bateu o Sesi por 3 sets a 0 (25/21, 25/17 e 25/14), fechou a série com duas vitórias e garantiu a sua vaga na final do campeonato. E lá vamos nós para mais um Rio x Osasco na decisão. Será o 10º nos últimos 11 anos!

Divulgação/ZDL

Bloqueio do Molico/Nestlé para cima do Sesi na semifinal da Superliga 2014/2015

E na partida desta sexta, o Molico/Nestlé repetiu o que deu certo no primeiro jogo da semifinal e arrumou o que estava errado. Assim, ficou fácil. No primeiro confronto, as jogadoras do Osasco aplicaram 27 pontos de bloqueio em cinco sets. Agora, foram 17 pontos no fundamento em três sets. Era bloqueio pelo meio, na ponta, na bola largada… Excelente leitura de jogo da equipe e pressão o tempo todo para cima do Sesi.

Mais detalhes da semifinal Molico/Nestlé x Sesi

Entretanto, no primeiro jogo o Molico vacilou nos erros e se perdeu em quadra, tendo que decidir no tie-break depois de ter vencido os dois primeiros sets. Foram os bloqueios que salvaram naquela partida. Agora, a equipe mostrou concentração do começo ao fim para liquidar logo a partida. Na volta para o terceiro, saiu na frente e em pouco tempo estava com 4 a 0 ou 6 a 1 no placar. Se com uma ótima atuação no bloqueio e erros já saiu a vitória, com parede na rede e concentração, veio o 3 a 0.

Do outro lado, o Sesi pecou nos erros de saque logo no primeiro set. Acho que foram seis pontos de graça nessas falhas. E com a pressão do outro lado, acabou sucumbindo. O time paulistano chegou a reagir ainda no primeiro set e quase complicou no finalzinho, mas não deu.

E desta vez, a escolha do Viva Vôlei foi mais do que acertada. Às vezes o prêmio é dado para incentivar uma jogadora e não vai para quem realmente segurou a onda da partida. A escolhida da noite foi Gabi, do Molico/Nestlé. Com 1,75m, ela bloqueou, mostrou potência em lindos ataques e defendeu. Mereceu. Mas como o destaque do jogo foi o bloqueio, méritos também para Thaísa e Adenízia e mais cinco pontos no fundamento na conta de cada uma.

Agora, como disse lá no começo, lá vamos nós para mais uma decisão entre Rio de Janeiro e Osasco. Espero que o time de Luizomar mantenha o embalo desta semifinal. Aí a final, marcada para o dia 26, promete…

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sexta-feira, 10 de abril de 2015 Superliga | 13:56

Com saque em um set e bloqueio nos outros, Rexona vai para a final da Superliga

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De novo, o time do Rio de Janeiro é finalista da Superliga feminina. O Rexona/Ades venceu o Camponesa/Minas na noite de quinta-feira por 3 sets a 0 (25/17, 25/18 e 25/21) e vai disputar a decisão do torneio nacional pela 11ª vez consecutiva. A gente está cansado de saber que uma boa combinação saque e bloqueio ajuda, e muito. A equipe de Bernardinho levou isso ao pé da letra.

Divulgação/CBV

Rexona é finalista da Superliga feminina

No primeiro set, o saque foi o que fez a diferença. Com seis aces contra nenhum do Minas, as cariocas foram crescendo e dominando o placar. A partir do segundo set, ainda com o serviço entrando, o bloqueio apareceu mais. Foram quatro pontos na segunda parcial e sete na terceira. O resultado foi o 3 a 0 no placar.

Veja como foi a vitória do Rexona set a set

No primeiro jogo da série semifinal, muitos reclamaram que o Minas acabou prejudicado por erros da arbitragem. Agora, acho que os juízes não interferiram no resultado. O Rexona errou menos e apareceu mais no jogo. Carol foi bem saque e Juciely, bem no bloqueio. Natália foi a maior pontuadora, com 18 bolas no chão. E Fofão é a Fofão. Em um lance já no final do jogo, ela levantou uma bola para trás com um passe C e deixou na pinta para Régis bater.

Do outro lado, o Minas não pode ser ignorado. A equipe cresceu muito de produção com Jaqueline e realmente conseguiu virar uma das favoritas ao título depois de derrapar no começo da Superliga. Como Walewska já tinha falado na primeira partida semi, a inexperiência de algumas jogadoras pode ter pesado. Mas ficar entre os quatro é um feito e tanto. No começo da temporada, a aposta era, por exemplo, que o estrelado Dentil/Praia Clube fosse mais longe. Mas o Camponesa/Minas que acabou entre os quatro melhores.

Hoje temos que comemorar sim de estar entre os quatro melhores times, diz Walewska

E agora, repito a pergunta do outro post sobre as semifinais: será que a velha e conhecida decisão vai se repetir? O Rexona fez a parte dele e, nesta noite, o Molico/Nestlé recebe o Sesi. O time de Osasco venceu a primeira e está na vantagem. Veremos…

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